domingo, maio 22, 2022

Gripen para o Brasil

Revelados os custos operacionais reais de aeronaves da USAF

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Qual o custo que a USAF tem para operar sua frota de aeronaves tripuladas?

Winslow Wheeler do Center for Defense Information teve acesso aos dados de custo por hora de voo dos últimos 10 anos e disponibilizou os dados para o The DEW Line. Os dados não são confidenciais, mas não são liberados normalmente pela USAF.

Os gráficos abaixo mostram as curvas com a variação de custo por hora de voo de várias aeronaves: um bombardeiro B-2 Spirit custa mais de de US$ 130.000, um C-17A é mais barato de operar que um C-130H, um B-52H custa mais que um B-1B e um C-5B é mais caro de operar que um C-5A.

Um F-15D chega a mais de 38 mil dólares por hora de voo enquanto um F-16C custa US$ 19.000. Observe-se os gráficos abaixo.

NOTA DO PODER AÉREO: A título de comparação, temos o custo da hora de voo do F-5E usado pela FAB, que segundo o EMAER, era de US$ 4.251,21 (R$ 7.400) em 2006, antes da modernização. O custo por hora de voo do A-4KU operado pela Marinha era de 7.500 dólares.

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Clésio Luiz

E dá para acreditar nos 10.000 do Suoer Hornet? Eu nunca acreditei, já que o peso de um caça está atrelado com seu custo de hora de voo. Se um F/A-18E pesa o mesmo que um F-15E, dificilmente ele custará menos que um F-16 dessa tabela aí.

Sagran Carvalho

Não está faltando os valores de uma aeronave aí?

Sagran Carvalho

Raptor….

ricardo_recife

Interessantes estes gráficos. Meus questionamentos ficaram presos ao gráfico 1 (fighters) mas também pode ser estendido ao B-2A. O preço das horas voo dos caças da USAF disparam a partir de 2007/2008, qual a razão disto? Que fato provocou esta disparada? A crise internacional? Desgaste? O que? O preço da hora voo dos F-15 pula pouco mais de 10.000 dólares de um ano para o outro. É um aumento simplesmente desproposital! O mesmo ocorre com o A-10 que passa de 10.000 para 19.000 mil dólares em dois anos. O F-16D dispara de 16 mil dólares ultrapassa os vinte e cinco… Read more »

Ivan

Gostaria muito de saber como foi composto o custo acima.

– Inclui combustível e lubrificantes?

– Inclui os custos de upgrade ou MLU?

Ao observar a curva dos F-15 percebemos o pico em 2008, mas continua alto nos anos seguintes. Será que as atualizações, como radar AESA, fazem parte do custo? Ou será impacto do câmbio?

Ivan

Ricardo,

Se o combustível entra no custo acima (e tudo indica que sim), não apenas o aumento do preço do barril de petróleo, mas também o câmbio deve ter influenciado.

Sds,
Ivan, do Recife.

DrCockroach

Muito bons os comentarios. Acho que os dados acima abrem dois questionamentos: a) o que motivou a elevacao dos custos, como comentado anteriormente; b) qual a metodologia de calculo. No caso, por exemplo do FX-2: nao adianta dizermos que a Noruega teria calculado em US$ 10,000 p/ o Gripen se nao sabemos qual teria sido o mesmo calculo referente ao Rafale ou SH. O mesmo vale p/ USAF: usando o metodo deles, qual teria sido o custo do Gripen, SH e Rafale? Como foi calculado na Franca p/ o Rafale? Se isto nao estah claro, podemos comparar o metodo de… Read more »

Mauricio R.

Situação esdrúxula, comparar os custos de F-5 e A-4, c/ aeronaves correntes, que entre outras coisas ou ainda estão sendo fabricadas ou tem peças de reposição de fábrica.

Ivan,

Esses custos do F-15, podem conter aquelas células comprometidas pela quebra da cauda e as medidas tomadas p/ sanar essa deficiência.

Vader

Estranhas essas tabelas. Gostaria muito de saber o que entra na composição desses valores. Por exemplo: entra mão de obra? Entram armamentos? Porque que o autor teve acesso a todos os aviões da USAF e não teve acesso aos custos do F-22 Raptor? Porque que o F-15E custa tão menos que o D e o C? Porque que o D custa menos que o C? Porque que o A-10 ficou tão caro de ser operado, de uma hora para outra (meados de 2008), inclusive ultrapassando os F-16? Será que está sendo superutilizado? Será que as células estão chegando ao seu… Read more »

Mauricio R.

Os F-15C/D e o A-10A já não são mais fabricados, pelo visto células c/ elevado nº de ciclos ou acúmulo de horas passaram por algum tipo de reforma, p/ continuarem a ser utilizadas.
O menor gasto c/ o F-15D, deve ser devido a esta aeronave ser o conversor da aeronave operacional e não ter emprego operacional, como o F-18D.
Os A-10 vêm do update do cockpit e vão p/ a troca das asas, o que deve aparecer nos gastos dos próximos anos.

Ivan

Maurício,

Acredito que vc pode ter acertado um dos componentes deste critério de custo apresentado, o das reformas e reforços estruturais.

Tanto o F-15 C e D, como os A-10 passaram por reformas e reforços estruturais para prolongar a vida útil das células. O caso dos C-5 A e B Galaxy também podem estar neste contexto.

Quem sabe a troca de aviônicos pode ter influenciado também.

Vc lembra se o B-2 Spirit teve algum upgrade recente?

Sds,
Ivan.

Mauricio R.

Ivan,

Desde 2004 vários updates foram executados, o mais recente foi iniciado em 2009, e se refere ao radar AESA; algo como $500 milhões USD.
E devem ainda existir amortizações associadas ao exemplar, que caiu e queimou em Guan, em 2008.
Um prejú estimado em $1.4 bilhões USD.

edcreek

Olá, Amigos o texto é claro, sobre o que está incluido: “Writing about “costs” is always tricky. Numbers can vary dramatically depending on what gets included. In this case, we’re talking about operational costs. This includes operations costs, including fuel, parts and maintenance, as well as interim contractor support and manpower. It excludes modifications funded by procurement accounts. The total cost number is divided by the total number of flight hours flown by the fleet, and that is the operational cost per flight hour.” “Os números podem variar drasticamente, dependendo do que for incluído. Neste caso, estamos falando de custos… Read more »

Giordani RS

Mas nem a padaria do seu quim tem uma tabela tão furada…
Como pode um B-52 com oito motores ter $/h menor que um B-2? E um F-15, birreator, mais em conta que um F-16? Tudo bem, hão as modernizações e up isso, up aquilo, up gambiarra…mas sem JP ninguém sai do chão e é aí que reside o verdadeiro custo…

ricardo_recife

O principal culpado foi o combustível! O JP-8, combustível usado pelos caças da USAF (a US Navy usa o JP-5) subiu extraordinariamente a partir de 2008. Mais de 34% somente de março a dezembro daquele ano. Hoje ele custa 3,95 o galão, um aumento de 70% sobre os preços de três anos atrás. Quem quiser fazer uma pesquisa o lugar é A Agencia de Defesa Logística (http://www.desc.dla.mil/DCM/DCMPage.asp?PageID=722). Em 2008 o Pentágono já demostrava estar muito preocupado com o gasto de combustíveis (http://www.armytimes.com/news/2008/05/army_fuel_051908w/). Por estas coisas é que a USAF e o Pentágono estão trabalhando pesadamente na utilização de combustíveis alternativos.… Read more »

Vader

Ah sim, bem lembrado: Os custos estão em dólares de 2010 (The y-axis represents US dollars in constant 2010 values), ou seja: já está contabilizada as variações inflacionárias e de câmbio. O que equivale a dizer que em 2008, quando foram fechadas as propostas para o FX2, os valores eram bem mais baixos do que esses. De mais a mais, é cediço que a GE F-414, turbina que equipa o Super Hornet E o Gripen, pode operar com JET-A1 (já opera no Gripen), que é um combustível comercial e, portanto, mais barato, e até com biocombustível (leia-se: alcool). Não me… Read more »

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