domingo, janeiro 16, 2022

Gripen para o Brasil

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Franceses apontam vantagens de caça Rafale sobre concorrentes

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Os caças Rafale destacam-se por terem sido concebidos como omnirole, ou seja, são capazes de empreender todas as missões de um avião de combate. Essa é a principal vantagem do avião francês em relação aos concorrentes na disputa pelo contrato de modernização da Força Aérea Brasileira, segundo disse nesta quinta-feira (1º) o diretor da Dassault International do Brasil, Jean-Marc Merialdo, durante a última das três audiências públicas promovidas sobre o tema pela Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE).

Em resposta a uma questão apresentada pelo senador Randolfe Rodrigues (PSol-AP), a respeito das vantagens do avião francês em relação a seus concorrentes, Merialdo ressaltou que o Rafale é um produto recente, usado desde 2004 pela marinha da França e desde 2006 pela aeronáutica francesa. Em contrapartida, disse ele, os caças F18 Super Hornett oferecidos pela Boeing seriam um desenvolvimento de um avião já existente e não teriam o mesmo potencial de crescimento futuro que o Rafale.

Sem mencionar diretamente o caça sueco Grippen, terceiro competidor no processo de modernização da frota da Força Aérea Brasileira, o diretor da Dassault lembrou que as principais forças aéreas do mundo têm um bimotor como avião de primeira linha – e não um monomotor como o avião oferecido ao Brasil pela Saab.

Segundo informou Merialdo, o Rafale tem sido utilizado em combates no Afeganistão e, mais recentemente, na Líbia. Ele observou que o Rafale foi projetado para ser utilizado tanto pela marinha como pela aeronáutica, o que será importante no momento em que a Marinha brasileira decidir reequipar seu porta-aviões São Paulo.

Transferência de Tecnologia

O diretor classificou ainda como “incomparável” a proposta francesa de transferência de tecnologia ao Brasil, no caso de opção pela compra dos Rafale.

– No âmbito de nossa parceria estratégica, a transferência de tecnologia será feita sem restrição alguma. A indústria brasileira já desenvolveu várias capacidades e precisa agora de algumas tecnologias chaves de um caça supersônico, que permitirão a essa indústria dar um salto tecnológico muito significativo – afirmou.

A extensão da transferência de tecnologia foi o tema que mais chamou a atenção dos senadores durante as três audiências dedicadas a ouvir representantes da Saab, da Boeing e da Dassault, segundo observou o presidente da comissão, senador Fernando Collor (PTB-AL).

– Este ponto é o primordial – disse Collor.

Vendas

Em resposta à senadora Ana Amélia (PP-RS), preocupada em saber se o Rafale já está sendo vendido para outros países além da França, os representantes da Dassault presentes à reunião informaram que a empresa encontra-se em fase final de negociações com os Emirados Árabes Unidos e que o caça francês foi pré-selecionado em uma concorrência aberta pela Índia.

O senador Luis Henrique (PMDB-SC) quis saber se a crise econômica mundial já estaria afetando o preço dos aviões. Segundo Merialdo, as vendas da Dassault não foram até o momento abaladas pela crise. O senador Blairo Maggi (PR-MT) apresentou aos franceses as mesmas perguntas sobre preço e financiamento já feitas aos representantes dos Estados Unidos e da Suécia. O vice-presidente de Vendas Militares da Dassault Aviation, Jean-Pierre Chabriol, não falou de preços, alegando confidencialidade, mas disse estar seguro de que seriam oferecidas boas condições de financiamento ao Brasil.

Em resposta ao senador Tião Viana (PT-AC), que buscou saber quanto tempo levaria desde a decisão por um dos aviões e a conclusão de um preço definitivo para os caças, Merialdo informou que as negociações durariam por volta de um ano. Ao final da reunião, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ressaltou a importância do direito à vida e a necessidade de se utilizar apenas como “último recurso” a força destruidora de aviões como o Rafale.

FONTE/FOTO: Agência Senado

Para ver a íntegra do que foi discutido na comissão, clique aqui.

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Vader

Nossa, que circo dos horrores… deu até pro Suplicy fazer seu discursinho pseudo-humanista barato… No mais, as mesmas besteiras e as mesmas mentiras de sempre. Do tipo: 1. Rafale é um produto “novo” (é mesmo, só tem vinte anos…); 2. O Rafale pode ser operado do São Paulo (pode, desde que pelado e sem combustível…); 3. O Super Hornet é igual ao Hornet (tanto quanto o Rafale é igual ao Mirage…); 4. O Rafale tem espaço para “crescer” (ô… que o diga os EAU querendo uma nova turbina e uma nova SPECTRA e não podendo ter por problemas na geração… Read more »

Vader

Ah sim, e esqueci de duas sandices que dão bem o tom de como os franceses querem passar recibo de idiotas pros “tupinambás” de Banânia: 1. A Super-Transferência-de-Tecnologia-Irrestrita-Francesa (by Sarkoza): conhecemos bem a tal ToT francesa; que o diga a Helibrás/Eurocopter, que em VINTE anos de Projeto Esquilo ainda importa até os parafusos… 2. O Super-Financiamento-Mágico-da-Dassault e dos Bancos Europeus: a Dassault, à beira da bancarrota, e sem ter vendido uma única aeronave militar nos últimos dez anos, aliada aos bancos europeus que devem para Deus-e-o-Mundo, tem condições de financiar seus Rafales e a Boeing, a super-poderosa maior construtora de… Read more »

LuppusFurius

Preço Misterioso;/!?!?!?!?!?!
Financiamento todos sabemos são juros embutidos! E financiamento tipo assine e depois descubra os juros……é furada……Qual das três foi a mais vaga e evasiva?

Edgar

Eu sei que em um dos poucos momentos que vi a apresentação da Dassault, a senadora Ana Amélia quebrou o representante da dassault com a seguinte pergunta: “… eu queria saber do senhor qual é, além da França que é o maior cliente na compra dos aviões Rafale, qual é o maior comprador desses aviões fora da França.”

Para quem quiser ver e ouvir irá notar claramente que dessa pergunta em diante o interlocutor francês perde o tom da palavra, fica gaguejando e claramente fabrica argumentos pra contornar o papelão que a verdade inevitavelmente iria gerar.

LuppusFurius

Acho que irei comprar um carro usado francês, de um vendedor francês……
Não é um ótimo negócio?
Ele disse para eu não ficar preocurado com os juros, é só assinar e depois ele me diz quanto é o preço do carro. Legal né !!!
Quantos de vcs. também irão querer comprar ?
Ah! Quase esqueci, é um carro muito vendido.Já foram vendidos 90 na França. Super jóia , não?

Grifo

Ele disse para eu não ficar preocurado com os juros, é só assinar e depois ele me diz quanto é o preço do carro. Legal né !!!

Caro LuppusFurius, excelente comparação. Como coloquei no comentário em outro post, a FAB exige que os fabricantes apresentem a proposta de financiamento como parte da oferta. Caso contrário, como saber o preço?

A Dassault apresentou já a sua proposta de financiamento. Não sei porque o representante francês resolveu falar uma coisa dessas. Na certa acha que os senadores e o resto dos brasileiros são idiotas.

Baschera

“…..o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) ressaltou a importância do direito à vida e a necessidade de se utilizar apenas como “último recurso” a força destruidora de aviões como o Rafale.” Claro….. senhor senador….pergunte ao Kadafi se ele tem a mesma opinião !! Putz !!!! Quanto ao juros….idiotas somos nós….. que ficamos discutindo a taxa Selic de 12% a.a. quando na vida real pagamos 190% a.a. no cheque especial e 290% a.a. no cartão de crédito. Quanto ao Rafale….. este agora vai desencantar….. o tuaregs líbios vão ter que comprar umas trocentas esquadrilhas do Sarkô….. pois lá será o paraíso anglo-franco-italiano…..… Read more »

sagrancarvalho

Sem querer falar mais do mesmo, pois a maioria aqui é muito bem informada, digo apenas uma coisa:
Nem pãozinho FRANCÊS se compra sem saber o preço e a forma de pagamento…, pode ser que a padaria não aceite cartão, e olha que o pãozinho, ao contrário da Jaca, vende muito!!!!

tplayer

Só faltou os amigos mencionarem que segundo a Dessault só os pneus do Rafale que não são Franceses.

Hahahahahahahahahahah.

Essa audiência com a Dessault foi o melhor programa de humor do ano!

Luis

O F-16, o F-35, o Mitsubishi F-2 e os Mirage III/F1/2000 são/eram monomotores. Qual o problema do Gripen com relação a isso?

Mauricio R.

“…nem se o bixo vôa….. eles apenas dirão sim e pagarão em ouro negro….. êta negocião…”

Os ingleses venderam Tornado e Typhoon, aos sauditas, assim.

Vader

O Tornado pode até ser, mas o Typhoon não foi não Maurício. Foram os Sauditas que foram lá e compraram.

Joker

Com relação aos monomotores tidos como inferiores em capacidade:

-Quem é que o cavalo da batalha da Defesa Aérea Francesa?

_Mirage2000-5_

“Pau que dá em Chico também dá em Francisco…”

Justin Case

Amigos, bom dia.

Este é o link para a transcrição do que foi dito:

http://www.senado.gov.br/atividade/comissoes/sessao/disc/listaDisc.asp?s=000556/11

Abraços,

Justin

Grifo

Caro Justin Case, muito obrigado pelo link. Sobre a questão do financiamento, lendo agora as notas da sessão notei uma coisa curiosa. Respondendo à pergunta da senadora Ana Amélia, o sr. Jean-Louis Montel fala que: No que diz respeito ao financiamento, o processo atual foi lançado em 2008. As nossas ofertas foram entregues em 2009, há mais de dois anos. Desde então, a situação econômica do Brasil mudou tremendamente. ***Então, nós não podemos contar com um financiamento estabelecido dois anos atrás para combinar com a realidade do Brasil hoje ou amanhã, pois a decisão ainda não foi anunciada.*** Ou seja,… Read more »

Justin Case

Pois é, Grifo.

Se houve proposta de finaciamento ou análise de possibilidade de financiamento, de quem quer que seja, foi feita de maneira não solicitada, com parâmetros genéricos estabelecidos pelos ofertantes.
Oferta com os parâmetros estabelecidos pelo Governo Brasileiro e que atenda aos cronograma de pagamentos do contrato comercial somente será apresentada e negociada após a escolha do vencedor, se o Governo solicitar.
Ou seja: Não é requisito de RFP.
Voltando ao problema dos americanos: Tecnicamente, quem estaria comprando os aviões da Boeing seria a US Navy, eu imagino. Muito complexa essa equação de financiamento.
Abraço,

Justin

edcreek

É um projeto atual, e está em patamar mais elevado que os concorrentes, temporais, como detecção passiva e fusão de dados; O Rafale não pode operar, no A-12 nas configurações atuais; O Rafale tem muito espaço para desenvolvimento, os EAU perceberam a qualidade do caças e não querem mais novas turbinas e uma nova suite de defesa passiva, toda via o up-grade do spectra e das turbinas está planejado desde o inicio. O fato é que nos últimos dois anos já ouvimos falar de um Super Hornet “Flex” (Bio Hornet?). Novidades do Rafale em dois anos, Pod Damoclès integrado(ue o… Read more »

Joker

Edcreek,

o Exocet sempre fez parte da suite de armamentos do Rafale desde a concepção.O SH JÁ possui um radar AESA e isso tem quase meia década, a suite de armamentos do SH e do Gripen(falo do C/D), possui uma maior quantidade e alguns dos quais já fazem parte do inventario da FAB.O SH foi escolhido pela USN e pela RAAF, o que dá mais de 300 unidades, consequente escala e economia.

Esses também são fatos que não podem ser esquecidos…

edcreek

Olá,

Joker, o Gripen não pode ser considerado na questão ele é um caça leve….Sobre o Vespão não há o que questionar hoje ele é mais pronto que o Rafale, mas os EUA devem ir diminuindo o investimento nele com o tempo em prou do F-35 o que é mais que natural.

Já a França está mais que comprometida com Rafale até 2040, além de seguir a programação como vc já citou(Integrações, atualizações), já tem a previsão do up-grade a versão roadmap. Eles será a espinha dorsal da França(numericamente já está chegando lá) e eles o manteram assim.

Abraços,

Corsario137

Caros amigos,

Eu A-DO-REI esse circo. Os franceses deram um tiro nas quatro patas e nem a Boeing e a Saab juntas conseguiriam prejudicar tanto essa venda quanto estes senhores representantes da Dassault. Foi um marco no FX2.

Essa discussão de mono ou bi é a coisa mais besta que eu já vi e foi a única coisa que de fato irritou.

De resto é correr pro abraço. Super Hornet ou Gripen, o caminho já foi aberto. Que venha o melhor para a FAB!

Nick

O F-18 E faz o que o Rafale faz, por um custo operacional menor. E o Gripen Ng fará com custos ainda menores. Mas não terá versão embarcada.

Sobre a “incomparável” ToT francesa:

Motores: Manutenção integral na filial da construtora do motor francês (SAFRAN do Brasil)

Radar: Fabricação de componentes e talvez a montagem por aqui pela….OMNYSYS (Filial da Thales, que é a fabricante do RBE-2 AESA)

6 primeiros virão prontos da França. Demais, montados aqui. A sim, fabricaremos partes menos importantes da estrutura dos Rafales(Asas). Quando? Só Deus sabe(talvez nem ele saiba)

[]‘s

Mauricio R.

Moral da história, compremos o SH, p/ matarmos o leão do dia e o NG, remotorizado pela EJ-200, p/ os demais leões que virão.
Qnto a Le Jaca, que caia de madura e apodreça no chão.

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