sexta-feira, outubro 22, 2021

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Segunda motorização do F-35 fora dos planos do Senado dos EUA

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Segundo notícia da Reuters veiculada na última sexta-feira (4 de março), o Senado dos EUA não incluiu o motor alternativo para o F-35 nos seus planos de orçamento. No mês passado, a Câmara já havia se manifestado contrária ao desenvolvimento desse motor, denominado F136, que é fruto de uma parceria da General Electric com a Rolls-Royce, em sua proposta de orçamento.

Desde 2007 o Pentágono vem tentando acabar com esse programa, porém legisladores republicanos e democratas vêm, repetidamente, colocando-o de volta nas propostas do orçamento, baseados em preocupações com empregos e com milhares de caças terão apenas um único projeto de motor.

Apoiadores desse motor, no Congresso, ainda poderiam tentar ressucitar o programa com emendas. Mas pressões fiscais aparentemente estão favorecendo a posição do Pentágono – é esperado, para este ano fiscal, um déficit de 1,65 trilhão de dólares, ou 10,9% da economia.

Os legisladores decidiram resolver suas diferenças em até duas semanas, para então assinar a lei que regulará o orçamento pelo resto do ano fiscal, que termina em 30 de setembro deste ano – para esse período, o custo para o programa de desenvolvimento do F136 seria de 450 milhões de dólares, segundo a Reuters.

Mas o que o Pentágono mira é numa economia de aproximadamente 3 bilhões de dólares nos próximos anos, com o cancelamento desse programa. A GE e a Rolls-Royce argumentam que o custo para desenvolver completamente o motor seria menor, em torno de 1,8 bilhão. A GE vê essa decisão do Senado como parte do processo. Mas, por meio de seu porta-voz, Rick Kennedy, avisa que o assunto ainda não está completamente terminado.

FONTE: Reuters (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo

FOTO: jsf.mil

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    Wagner

    “””é esperado, para este ano fiscal, um déficit de 1,65 trilhão de dólares, ou 10,9% da economia.”””

    IIhhhh… quero ver eles inverterem isso…

    Wagner

    O deficit deles é maior que nosso PIB inteiro !!

    Vader

    E tem sido assim nos últimos 20 anos…

    Ivan

    Como será que os ingleses da Rolls-Royce vão reagir ao cancelamento do motor F-136?

    A General Eletric tem as encomendas das turbinas aeronáuticas GE F-414 e as turbinas marítimas LM2500 para a US Navy. Pode reclamar, mas já tem uma boa fatia do orçamento americano.

    Mas a Rolls-Royce não…

    Com este cancelamento os F-35 Lightning II da Inglaterra terão que voar com motor norte americano Pratt & Whitney.

    Sds,
    Ivan.

    Renato Oliveira

    R&R fabrica enormes quantidades de motores civis, não vai quebrar por conta disso.

    Nick

    Tecnicamente, existe a necessidade de um segundo motor??? Se o PW F-135 da conta do recado, não vejo necessidade mesmo.

    []’s

    Vader

    Ivan disse:
    8 de março de 2011 às 19:36

    “Como será que os ingleses da Rolls-Royce vão reagir ao cancelamento do motor F-136?”

    Ivan, Sua Majestade é que banque o segundo motor do F-35, se acham tão imprescindível assim. O que não pode é os ingleses desejarem algo desnecessário, mas que o contribuinte “rebelde” é que pague por isso.

    Abraço.

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