terça-feira, setembro 21, 2021

Gripen para o Brasil

Para Boeing, apenas bimotores serão finalistas do MMRCA

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Afirmação provoca respostas dos concorrentes Saab e Lockheed Martin, que oferecem caças monomotores para o programa indiano de caças multitarefa de médio porte

Kory Mathews, vice-presidente dos programas F/A-18 e EA-18G da Boeing, disse acreditar que, dos atuais seis candidatos ao programa MMRCA da Força Aérea Indiana, apenas três iriam para a “shortlist”. E que esses três seriam todos bimotores.

As afirmações foram feitas no evento Aero India 2011, e provocaram um debate, segundo o site Flightglobal. A Saab acredita que seu Gripen IN chegará à shortlist do programa MMRCA (medium multi-role combat aircraft – aeronave de combate multirole de porte médio). Eddy de la Motte, o diretor da Saab na proposta Gripen India, disse que “essa é uma afirmação muito surpreendente. Estou extremamente seguro de que haverá um caça monomotor lá também.”

O vice-presidente Orville Prins da Lockheed Martin, empresa que concorre no MMRCA com o F-16IN “Super Viper”, também contestou o pronunciamento oficial da Boeing, refereindo-se ao  foco indiano no custo do ciclo de vida de seu futuro caça: “os pedidos de proposta, na verdade, favorecem um avião monomotor. Nós acreditamos que este é o melhor F-16 que será construído. Pensamos que é o representante definitivo da quarta geração, com uma ponte para a tecnologia de quinta geração nele.”

Um elemento chave da proposta da Lockheed Martin é a disponibilidade do radar AESA (active electronically scanned array – varredura eletrônica ativa) APG-77, da  Northrop Grumman. Prins acrescentou que a experiência da Lockheed em estabelecer, ao longo da história do programa F-16, diversas linhas de montagem final em outros países, “demonstra que podemos fazer isso melhor que qualquer outro concorrente”. Ele também refutou rumores de que a Força Aérea Indiana poderia cancelar o MMRCA para fazer um acordo com o F-35, da Lockheed Martin.

Concorrem no MMRCA, programa que tem custos estimados em 10 bilhões de dólares os já citados caças F-16, Gripen, F-18 Super Hornet, além do Dassault Rafale, Eurofighter Typhoon e RSK MiG-35.

FONTE: Flightglobal – tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo

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Nick

Acredito que o F-18 E SH vai vencer lá na Índia. Tem qualidades mais do que provados, preço competitivo, e os EUA e Índia vivem um bom momento político. O F-16 tem contra si o fato do Paquistão possuir um modelo similar. O Gripen NG pode ser uma alternativa se a questão custos pesar na decisão.

Não acredito nas possibilidades do Rafale ou Typhoon.

[]’s

LATINO

Assim como o colega Nick aposto que o SH leva essa e aqui no Brasil tambem ..

o pessoal do contra-looby pode choramingar titio Obama chega mes que vem pra levar essa .

sds

Observador

A mim parece que a índia optará primeiramente, por um fornecedor que não seja russo, para não depender totalmente da Rússia, pois já possui muitos SU-30 e Migs 29. É questão de geopolítica não depender demais de determinado parceiro. Então descarte o Mig 35. Segundo, será pelo menor preço, então descarte o Rafale e o Typhoon. Terceiro, a Índia quer algo entre o SU-30 (pesado) e o Tejas (leve) e, ao contrário do aventado pela Boeing, eu acredito que a Índia deve optar por um monoturbina, mais barato para manter e adquirir, e com características diferentes do SU-30 e do… Read more »

asbueno

E se houver consideração de adquirir um caça naval as chances do SH aumentam ainda mais.

ZE

Olha, a Boeing está na sua prerrogativa de achar o que quiser, porém se olharmos com mais atenção a RAZÃO DE SER do MMRCA, veremos que o OBJETIVO é SUBSTITUIR O MONOMOTOR MIG-21. Existem mais de 200 MIG-21 sendo operados na Índia. Sua vida útil está se esgotando. Parte deles terá que ser substituído em 2013, parte em 2017. Não estou falando que obrigatoriamente um MONOMOTOR terá que ganhar o MMRCA. Estou falando que não descartaria um MONOMOTOR. Falar que o Gripen NG não tem chance por causa do MONOMOTOR Tejas, é faltar com a verdade. Se assim fosse, o… Read more »

Renato Oliveira

Eu já acho que o trio F-16/SH/Gripen tem mais chances que o resto. O problema do F-16 é que no IFF ele teria que ter alguma diferença em relação aos paquistaneses, senão vira uma zona a hora que eles se pegarem…

Vader

Não fosse o Paquistão usar F-16, este seria o caça perfeito pro MMRCA: pequeno, leve, ágil, capaz, barato, monomotor, testado em combate, com escala, americano, e totalmente apto a enfrentar seu “concorrente” chines, o J-10. Como isso é um fato, e levando-se em conta que a turbina do Tejas é a mesma, fico entre o Gripen e o Super-Hornet. Com o F-16 ainda por fora, porque a grande preocupação da Índia é a China, e não o Paquistão (o Paquistão está para a Índia mais ou menos como a Venezuela ou a Argentina para nós). Rafale e Typhoon caem fora… Read more »

Rodrigo

ZE disse: 15 de fevereiro de 2011 às 17:29 Me explica ai como um avião que só teria encomendas certas de 126 + 36, pode ser barato… Até o AMX teve produção semelhante e não é bem um modelo barato, apesar de muito mais simples e usar um motor, já que vocês adoram falar nisto, muito popular e com uma escala muito maior que a do F414.. Você ama falar em escala, mas ela só vale para o Rafale. O SH tem mais um dado a favor, que é justamente um custo operacional inferior ao da USN, pois vai operar… Read more »

Vader

Rodrigo disse: 16 de fevereiro de 2011 às 5:19 “Como o Gripen com uma produção semelhante a do AMX e do Rafale vai ser barato?” O Gripen não é um caça barato de se adquirir Rodrigo, jamais disse isso. Pelo contrário, é um caça caro, até porque é o supra-sumo da tecnologia ocidental. Extremamente sofisticado, capaz e poderoso, malgrado seja um monomotor. Ele só é mais barato que seus concorrentes europeus bimotores, o Typhoon e, principalmente, o Rafale. E possivelmente regulará em preço com o Super-Hornet. Mas quando você compara o Gripen ao Rafale e AMX comete o erro de… Read more »

Vader

Rodrigo disse:
16 de fevereiro de 2011 às 5:19

Ah sim, quanto ao MiG-35, o problema que vejo é que dos russos os hindus já tem o Su-30 e futuramente o PAK-FA. Segundo algumas declarações os indianos querem um caça ocidental justamente para equilibrar a balança.

Mas é como disse, lá na Índia pode dar de tudo. Inclusive nada.

Abraço.

Rodrigo

Sempre o bom e velho SE Vocês falam do NG, como se fosse apenas usar regra de 3 e aumentar o tamanho em X%. É um projeto novo, usando apenas o nome do Gripen. Se for tão simples assim, porque só voar o protótipo/ pré-série ou como queiram chamar TALVEZ( olha o SE de novo) em 2012? Falta dinheiro? Então a SAAB está na mesma linha de desespero da Dassault. Me fala ai o que de extrema relevância e custo o NG tem em comum com o Gripen. Vou adiantar, quase nada! E a medida que o projeto evoluir, vai… Read more »

Vader

Rodrigo disse: 16 de fevereiro de 2011 às 7:44 Sempre o bom e velho SE “É um projeto novo, usando apenas o nome do Gripen” Desculpe Rodrigo, mas não acredito nisso. Não entendi que é um projeto novo, e sim um “major upgrade”. “Se for tão simples assim, porque só voar o protótipo/ pré-série ou como queiram chamar TALVEZ( olha o SE de novo) em 2012?” Não é simples, e irá voar em 2012 porque as necessidades da única compradora (até agora) são para depois de 2012. Simples. A Flygvapnet já tem Gripen C/D o bastante até 2020. Lógico que… Read more »

ZE

Só faltou dizer que o motor do Gripen NG, será um motor IGUAL ao do Super Hornet/Growler, o F-414.

Esse motor já tem mais de 1100 exemplares contruídos.

Se somarmos as encomendas do Tejas, Super Hornet e Growler, acredito que chegará a mais de 1400 em poucos anos.

Rodrigo, qual é o ítem mais DISPENDIOSO em um avião de caça (manutenção, logística…Vide a Safran e o Rafale) ????

Acertou, é o MOTOR.

[ ]S

edcreek

Olá, Interessante ver os seguintes itens: 1-Um caça com 150 unidades tem escala( total da India+Brasil) para o NG, porém a França já tem mais que isso de encomendas firmes e assinadas, mas isso não vale…. 2-O up-grade grande para maior carga e combustivel e armas porém não haverá muitas alterações no modelo original, mas toda via teremos muito a fazer já que muita coisa ira mudar, não parece contraditorio? 3-O Tejas terá uma capaçidade muito proxima tanto em carga, como em variedade de opções de armamentos e o mesmo motor(mesmo que inicialmente), mas por aqui isso é irrelevante…. 4-A… Read more »

Vader

edcreek disse: 16 de fevereiro de 2011 às 14:54 Prezado Ed: 1 – A escala do Gripen NG é relativa à sua comunalidade com o Gripen (célula) e o SH (motor); O Rafale não tem comunalidade alguma com nenhuma aeronave; 2 – Não vejo contradição, haverá alterações significativas o suficiente; de qualquer maneira, ainda que seja apenas as asas, o caixão e a integração do radar e trem de pouso, é mais coisa a se projetar do que nos dois aviões prontos, a saber, Rafale e SH. Melhor do que isso, só projetando um caça “nacional”; 3 – O Tejas… Read more »

Renato Oliveira

Caro edcreek, 1 – Não se esqueça que ‘encomenda firme e assinada’ não quer dizer muita coisa, que o diga o nosso muito protelado programa de modernização da FAB. Basta uma crise econômica ou mudança de demagogia, ops, de governo, que muda tudo. O FX que o diga. FHC cozinhou por 8 anos e Lulla cancelou. Dilmandona agora empurra com a barriga o FX2. Tomara que a FAB sobreviva sem maiores problemas até o fim dessa novela de péssimo gosto. Dizer que o NG tem escala em comparação com a Jaca quer dizer que, muito provavelmente, seus custos – tanto… Read more »

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