quinta-feira, junho 30, 2022

Gripen para o Brasil

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Oferta do Rafale esbarra no Congresso americano

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Angela Pimenta

Antes favorito na disputa pela venda bilionária de 36 caças para a Força Aérea Brasileira, o avião francês Rafale, da Dassault, agora enfrenta a concorrência acirrada do rival americano, o Hornet F-18, da Boeing. Nas negociações, os franceses têm dito que seu produto é o único que garante a transferência integral de tecnologia ao Brasil, via Embraer.

Mas segundo o blog apurou, os americanos, que também prometem transferência tecnológica, não hesitariam em questionar o argumento francês, indicando que ele tromba em ninguém menos do que o próprio Congresso americano. Isso acontece porque boa parte do recheio do Rafale tem tecnologia americana, como peças, circuitos e software.

Logo, para que essa tecnologia fosse transferida ao Brasil, a Dassault e o governo francês necessitariam da autorização de ninguém menos do que os próprios parlamentares ianques. A seguir, uma lista das empresas americanas fornecedoras do Rafale, segundo o site Airframer, especializado em aviação: Rexnord Aerospace, Goodrich Sensors & Integrated Systems, HiRel Connectors, Avibank Mfg., Eaton Aerospace Phelps Valve, Rexnord Cartriseal, Omega Technologies e Orelube Corporation.

FONTE: Portal Exame, via Notimp

NOTA DO BLOG: o texto acima usou como base a lista divulgada pelo site airframer

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ZE

A notícia está INCOMPLETA, pois segundo o Cable do Wikileaks, PARTE dessas tecnologias NORTE-AMERICANAS fazem parte de um grupo bem específico, isto é, são TECNOLOGIAS SENSÍVEIS. Como vocês podem ver, NÃO SÃO QUAISQUER TECNOLOGIAS. Só por curiosidade há, inclusive, tecnologias SUECAS no Rafale. Pelo menos, a Dassault não veicula mais aquele anúncio MENTIROSO, dizendo que o Rafale é 100% FRANCÊS e que a TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA É IRRESTRITA. Agora em seus anúncios, eles falam apenas em Transferência de Tecnologia. Eles já viram que não vão ganhar apoio popular com MENTIRAS DESLAVADAS ! Como eu disse, o senado Francês é apenas… Read more »

Vader

Tá incompleta mesmo. Pelo que eu me lembre faltam a Honeywell e a Raytheon, s.m.j.

Rafale “100% francês” = falácia para enganar antiamericano trouxa

Antonio M

Está no FORTE: http://www.forte.jor.br/2011/02/13/eua-veem-brasil-ingenuo-e-hesitante-na-onu/ “…“Se a rápida emergência do Brasil no cenário global é inquestionável, também é verdade que ele ainda é muito emergente”, diz um dos telegramas. Outro reforça: “O Brasil já falhou amplamente em assumir um papel de liderança internacional que o tornaria um forte candidato para tal posição. O seu último período (como membro temporário) no Conselho de Segurança da ONU, que terminou em janeiro de 2006, foi caraterizado pela cautela e equívocos em vez de visão e liderança”….” Essa é uma burrada que precisa ser corrigida o qto antes e na minha opnião ainda não o… Read more »

Vader

Ah sim, e a Martin Baker (UK). E a Moogs (UK). Enfim, a verdade é que o Rafale é tão “multinacional” quanto o Gripen.

ZE

Tem também o CHIP da Norte-Americana IBM (talvez um dos ítens mais importantes dentre todos).

Este é um dos ítens SENSÍVEIS do Rafale.

Realmente, a lista da matéria acima está INCOMPLETA.

[ ]S

Rodrigo

Nada que já não soubéssemos há mais de um ano.

cfsharm

Well, Well, Well… and the truth will free you!
A verdade é libertadora não é mesmo – agora mudou o discurso da ToT por parte dos franceses. Afinal admitiram o que todo mundo sabia – que existem tecnologias que eles não tem como transferir porque não tem autonomia para isso.
Se é assim – SH pra ontem!

Justin Case

Amigos, bom dia. Busquei no próprio site Airframer.net e vejam quais são os fornecimentos desses fabricantes para o Rafale: Rexnord Aerospace: Bearings – Seals & bearings Goodrich Sensors & Integrated Systems: Sensors/Transducers – Pitot probe; ice detectors; air data total air temperature sensors HiRel Connectors: Electrical & Electronic Connectors – Connectors, removal crimp and hermetic solder contacts Avibank Mfg: Fasteners – Pins, bolts, fasteners & accessories Eaton Aerospace Phelps Valve: Fluid Conveyance Systems – Pumps, valves, level sensors, pressure switches, refuel/defuel manifolds, and couplings Rexnord Cartriseal: Mechanical Seals – Contacting & non-contacting face and circumferential seals Omega Technologies: Insertion/Removal Tools… Read more »

ZE

Aí vai uma lista INCOMPLETA dos fornecedores estrangeiros do caça “100% FRANCÊS” chamado RAFALE. -Avibank Mfg : Estados Unidos -Ducommun Technologies : Estados Unidos -Chelton : Estados Unidos -Eaton Aerospace Valve : Estados Unidos -Goodrich Sensors & Integrated Systems : Estados Unidos -hexcel composites : Estados Unidos -HiRel Connectors : Estados Unidos -Ho-Ho-Kus : Estados Unidos -Honeywell : Estados Unidos -International Business Machine (IBM) : Estados Unidos -Liebherr : Suíça -Magnolia Plastics : Estados Unidos -Martin Baker : Reino Unido -Moog Controls : Reino Unido -NEC: Japonês -Omega Technologies : Estados Unidos -Orelube Corporation : Estados Unidos -Rexnord Aerospace :… Read more »

Dinho

Se esse rigor na análise da questão da transferência de tecnologia fosse crucial para fechar o negócio, não constaria na lista nenhum dos caças concorrentes, haja vista que só seriam convidados os fabricantes de caças dos EUA e da Rússia, e estes também não liberariam 100% da tecnologia. Tem que levar em conta o que a FAB quer, e a disposição dos fabricantes de fornecer, além da liberação do governo envolvido. O resto é discurso de vendedor para desmerecer o concorrente, sem mostrar as qualidades do seu produto. A pergunta que fica é: Se de um lado os EUA podem… Read more »

Rodrigo

Faltaram motorola e intel.

ZE

Meus caros, nenhuma empresa (Boeing, SAAB, Dassault) pode prometer a Transferência Irrestrita de Tecnologia, POIS ELES NÃO DOMINAM TODA A TECNOLOGIA !!!!!!!!!! O Presidente da Boeing, com muita propriedade, foi irônico quanto ao tema. Cada empresa (Boeing, SAAB, Dassault) tem DEZENAS de fornecedores. Cada fornecedor INVESTIU MILHÕES DE DÓLARES/EUROS desenvolvendo a respectiva tecnologia. Como vocês podem ver, essas tecnologias são morosas e custosas para serem desenvolvidas. Não é qualquer empresa que pode desenvolvê-las. É necessário ter mão-de-obra extremamente qualificada e bem paga. Não se pode obrigar essas DEZENAS de empresas a transferir tecnologia. Na verdade, essas empresas fornecedoras da Boeing,… Read more »

Vader

Justin Case disse: 15 de fevereiro de 2011 às 10:07 “Não creio que o governo Americano fosse embargar esses componentes de uso comum e certamente existem muitos outros fornecedores.” Prezado Justin, vc está invertendo o raciocínio e sabe bem disso. A questão é justamente esta: o governo americano não irá embargar NINGUÉM, nem Rafale, nem Gripen, nem MUITO MENOS seu próprio produto, o Boeing F/A-18E/F Super Hornet. Contratos são contratos, negócios são negócios, dinheiro é dinheiro, garantias são garantias, e o Brasil não é mais uma república bananeira: os EUA hoje precisam do Brasil tanto quanto precisamos deles. A questão… Read more »

Antonio M

ZE disse:
15 de fevereiro de 2011 às 10:11

Parece que HP também …

Vader

Dinho disse:
15 de fevereiro de 2011 às 10:20

“A pergunta que fica é: Se de um lado os EUA podem barrar o Rafale, ele estaria disposto a liberar o SH ou Gripen?”

Caro Dinho, poder não é querer. Nem muito menos precisar.

A não ser que nosso Itamaraty retome a funesta visão da gestão passada, não precisaremos temer embargo de ninguém. E ainda que retomasse, não seria a França a última a nos embargar, como aliás ficou demonstrado na “puxada de tapete” do episódio Irã.

Sds.

Vader

Justin Case disse:
15 de fevereiro de 2011 às 10:07

Ah sim, só complementando o raciocínio:

Imagine (sei que vc sabe) o preço a que ele (Rafale) nos seria vendido caso realmente sofrêssemos um embargos americano.

Mas claro que, nesta hipótese, a culpa não recairia nos pobres franceses, que cumpririam (?) o prometido, apesar dos custos de outro planeta né?

A culpa seria, como sempre, dos malditos americanos…

E assim realimentar-se-ia o antiamericanismo tôsco, para gáudio do projeto internacionalista de enfrentamento do PeTralhismo…

Saudações.

Observador

Senhores, A promessa de transferência irrestrita de tecnologia ocorreu no nível político, de Sarkozi para Lula em meio a várias caipirinhas. Lá, como aqui, o que um político fala não se escreve. Tal promessa – como qualquer promessa de político – é feita de maneira leviana, sem conhecimento dos fatos e sem nenhuma base fática. Trouxa é quem cai no canto da sereia. É promessa de palanque, coisa para não ser levada a sério mesmo. Se fosse algo para valer, o problema não chega nem ao Congresso Americano: passa primeiro por CADA UMA das empresas detentoras de tecnologia. Ora, para… Read more »

Grifo

Acho que a matéria confundiu autorização para *venda* de armas com autorização para transferência de tecnologia.Tecnologia cada um sempre só transfere a que possui, e ninguém precisa de autorização de outro país para isso.

O que o Congresso americano controla via ITAR é a venda de qualquer componente sensível para uso em defesa. Como o Rafale contém vários estes componentes o fabricante precisa pedir a autorização para a venda.

Tadeu Mendes

Amigos,

Hehehehe. Estou adorando isso.

Quase todos nos sabiamos que o Rafale e um caca Frankstein, excepto o Jobim. Rsrsrsrsrsrs.

Mais americano que o Rafale so mesmo os cacas Made in USA.

De frances o Rafale tem muito pouco. Agora vejam bem: O Congresso Americano vai barrar qualquer transferencia da Dassault e ponto final.

Certamente (assino em baixo), o Congresso aprovara as transferencias para a FAB/Boeing Brasil em detrimento do vetor frances.

Sem o recheio americano o Rafale simplesmente nao existe.

Tadeu Mendes

Amigos,

Tem outros detalhes que complicam ToT: Patentes, Segredos Indudstriais, Metodos e Processos.

Por isso a Boeing foi bem clara desde o principio: Vamos passar o que for necessario a FAB.

Em outras palavras, vamos montar Revell. Nao tenho problema com isso.

Os franceses tambem montaram o Rafale Revell, so que recheado de equipamentos e sistemas americanos.

Se levarmos os SH, tambem vamos montar um Revell americano, mas o precesso sera bem mais facil para o Brasil.

Renato Oliveira

Os gringos trucaram. A França que se arrisque com eles – e acho que Sarkô está sem o zap kkk

Baschera

Justin Case disse: 15 de fevereiro de 2011 às 10:07 Boa Noite Justin…. Desculpe-me mas não acho que sejam “componentes simples e consumíveis em geral” da indústria aeronáutica….. São peças, componentes e até software’s específicos para cada vetor. Você não imagina, por exemplo, para ilustrar…. que uma peça de um fusca sirva ou substitua uma peça qualquer em um fox, embora sejam produzidas pelo mesmo fabricante. As peças ou consumíveis, como queiras, são específicas para aquele modelo… desenvolvidas ou criadas sob as especificações próprias e exclusivas do contratante e seu vetor. Inclusive, devem haver contratos draconianos sobre condições adversas de… Read more »

Baschera

Tadeu Mendes disse: 15 de fevereiro de 2011 às 15:43 Correto….. e até pode-se pensar o seguinte: Os americanos permitem que a França venda determinado número de Rafales com peças, partes e componentes made in USA…. mas quem garante que no futuro o façam novamente de modo à suprir um determinado cliente françês que necessite destes componentes ?? Se é para se depender de alguém, então que se faça sem intermediários, que podem, inclusive, faturar em cima !! Assim, infelizmente, fica na mesma situação o Gripen NG…. e até mesmo um provável e hipotético vetor de construção ou desenvolvimento nacional,… Read more »

Tadeu Mendes

Baschera,

Os EUA possuem (voce o sabe) todas as industrias e cadeias de fornecedores necessarios, para abastecer seus projetos de cacas.

Os americanos nao precisam de importar tecnologia e/ou sistemas. Materias primas sim.

Qualquer pais que quizer produzir uma caca tera que comprar dos americanos, ou comprar equipamentos clonados pelos russos ou os mal copiados equipamento chineses. (tao resistentes como a porcelana deles. Rssrsrsrs).

Mas pergunta se a Embraer esta reclamando dos recheios gringos em seus Jets??? Rsrsrsrsrs.

Rodrigo

Baschera disse:
15 de fevereiro de 2011 às 20:51

Vou repetir parte do meu post no Disney Brasil, sobre este assunto…

Diz que é fácil e rápido trocar um componente os grandes sábios que nunca escreveram uma linha de código ou soldaram um fio em motor de autorama.

Se os franceses que adoram ser independentes, altivos e rebolativos não tem estas tecnologias, quero ver como acharemos substitutos facilmente e sem elas a coisa não funcionará.

Simple like that…

A situação é assim para a França, mas muito pior para a SAAB.

Vader

Rodrigo disse:
16 de fevereiro de 2011 às 5:28

“A situação é assim para a França, mas muito pior para a SAAB.”

Só pra pontuar: com a diferença que a SAAB jamais escondeu que depende de peças fabricadas por fornecedores não-suecos.

Abs.

Rodrigo

Não muda nada a situação dela.

Isto aqui não é colegial…

Tanto faz a Dassault mentir e a SAAB confirmar, as duas estão na mesma situação.

O ridículo é termos um ministro de estado defendendo isto, sorte nossa que até isto já ficou irrelevante e quem precisa saber a verdade já entendeu como a banda toca.

Vader

Rodrigo disse:
16 de fevereiro de 2011 às 7:52

“Tanto faz a Dassault mentir e a SAAB confirmar, as duas estão na mesma situação.”

Talvez, do ponto de vista puramente pragmático sim.

Mas num negócio de meia dezena de bilhões de dólares e de 30 anos de duração, credibilidade é tudo. Isso não se compra, se conquista. E a Dassault demonstrou não ter nenhuma. A SAAB sim.

Abraço.

Mauricio R.

Qndo a venda do ST foi embargada p/ a Venezuela, tb foi embargada a venda de uns 10-12 CN-235/C-295.
Ventilou-se que os espanhóis modificariam as aeronaves, algo análogo ao que os italianos haviam feito anos antes ao trocar a T-64 pela Tyne, qndo a Líbia adquiruiu alguns G-222.
Que nada, a “modificação” foi mesmo uma cartinha, alegando “motivos de força maior”…

Grifo

Que nada, a “modificação” foi mesmo uma cartinha, alegando “motivos de força maior”…

Excelente exemplo Mauricio. É muito difícil fazer uma depuração completa de todos os componentes de origem americana. E a DSTA sabe exatamente o quê e onde bloquear.

Por sinal você já notou que a França ofereceu o Rafale para meio mundo, mas não para a Venezuela?

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