quinta-feira, junho 17, 2021

Gripen para o Brasil

Os UAV dominam a Vigilância e a Designação de Alvos

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Por David A. Fulghum

A USAF está reintroduzindo o seu UAV furtivo (“stealth”) RQ-170 em operações no Afeganistão, e Israel está usando seus UAV de alcance estratégico para observar, designar e atacar contrabandistas no Mar Vermelho.

A última mudança é que a Ala de RQ-170 Sentinel da USAF voltou ou está retornando ao Afeganistão, dotada da capacidade de vídeo “full-motion” que os comandantes das forças terrestres têm requerido, como incremento de capacidade para as ações continuadas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR) no país.

Durante a última entrevista como chefe de inteligência da Força Aérea, em 02 de agosto, o tenente-general Dave Deptula disse, em resposta a uma pergunta sobre a necessidade contínua de sigilo sobre o RQ-170: “Eu não posso te dizer, [mas] o fato é que temos lá uma aeronave furtiva pilotada remotamente.”

Quanto à forma como a Força Aérea consegue suportar uma força considerável de UAV com um programa de aquisição regular, sem incorrer nos custos punitivos que têm acompanhado os projetos “stealth” no passado, Deptula explicou: “Esse tipo de pergunta é exatamente o que estamos abordando agora, quando estamos desenvolvendo um documento de requisito inicial para a próxima geração de aviões pilotados remotamente.”

Operações dos Heron

O segundo item de nota é o uso dos UAV de longo alcance da Força Aérea Israelense – quer seja o Heron 1 ou o Heron 2 – nas operações transfronteiriças contra os contrabandistas, como parte do esforço contínuo para interceptar carregamentos de armas na região do Mar Vermelho.

Já existiu carga destinada ao Hamas e Hezbollah transportada por trem (via Turquia), por aviões (via Tailândia) e navios (através da Síria e Egito), as autoridades israelenses disseram para a Aviation Week. As armas eram provenientes da China, Espanha, Coréia do Norte e do Irã.

“Essa transferência, por mar, terra e ar permitiu ao Hezbollah ter hoje uma capacidade estratégica com foguetes e mísseis”, disse um planejador estratégico sênior das Forças de Defesa de Israel (IDF).

“Agora há o Scud que, em princípio, pode atingir a Jordânia e o Egito. [Grande variedade de] armas foram transferidas para o Hezbollah pela Síria e pelo Irã, através das Qods (Forças Especiais do Irã). Existem vários locais de armazenamento na Síria que pertencem ao Hezbollah.”

Durante uma incursão no Sudão contra dois comboios de caminhões transportando mísseis Fajr 5 provindos das Forças Qods do Irã, foram usados: um Eitan/Heron 2, da Israel Aerospace Industries, como plataforma remota de vigilância e orientação; enquanto os UAV Elbit Hermes 450 serviram como plataforma de disparo de mísseis, de acordo com reportagem do The Times de Londres, de 29 de maio de 2009.

Analistas discordam

Alguns analistas norteamericanos discordam sobre os detalhes da missão. Eles dizem que o artigo do The Times se refere a uma suspeita de ataque israelense no início de 2009.

“A utilização de Heron [2] como uma plataforma de força aérea israelense seria problemática porque estes não tinham entrado formalmente em serviço na IAF até o início deste ano”, disse um dos analistas.

“Além disso, eu não vi nenhuma confirmação de que o Heron [2] tivesse sido armado. Ele é suspeito de ser capaz de ser armado, mas não há confirmação física.
“Os Eitan poderiam ter sido usados para reconhecimento… foram utilizados antes que nós soubéssemos deles, mas o uso do Hermes como UAV de combate simplesmente não faz sentido quando você já tem recursos de asa fixa envolvidos, com todo o seu poder de fogo”, diz ele.

“Tudo o que eu vi reforça que estes ataques foram feitos por caças de asa fixa como o F-15I e F-16I. Pode ter havido reconhecimento realizado pelos UAV, mas acho que o Heron 1 básico teria sido suficiente para cumprir a missão”.

FONTE: Aviation Week / COLABOROU: Justin Case

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Ivan

Valeu, Justin.

luiz otavio

palpite de leigo: apesar de todas as forças aéreas quererem poupar pilotos com UAVs, creio que em situação de guerra ainda restarão missões que um cérebro humano será necessário, seja pelo reflexo ou pela interpretação da situação. por mais que o sensores melhorem creio que ainda falta muito para um piloto no simulador estar realmente em tempo real com a aeronave em combate e a distorção ou atraso pode dar problemas. lembrem que máquinas fazem tudo, mas esse tudo tem de ser programado por um humano, saiu do trivial ela trava.

Leandro

Que avião é esse? Um Gotha Go-229????…rsss

relampago

e´pelo visto o ira esta na corda bamba,com todas essas noticias ,
esta me lembrando o iraque,ameaça daqui resposta dali tomara
que nao aconteça pois sera terrivel pra humanidade a terceira guerra
mundial começando la no oriente medio e se espalhando pela asia ate
a america do sul.

Renato

Relampago, a 3ª GM começou em 11 de setembro de 2001. Só não é mais a guerra tradicional entre forças armadas, e sim guerras assimétricas. Um ataque contra o Irã poderia até piorar a situação, mas, como diz um ditado, “ferrado por ferrado, TRUCO!!” (‘ferrado’ não é bem a palavra original no ditado, mas vou sempre sigo as regras do blog rsrs)

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