segunda-feira, maio 23, 2022

Gripen para o Brasil

Kuwait prefere o Super Hornet

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Caça da Boeing é apontado como melhor opção frente ao Rafale

Barra de Cinco Pixels

O site Tactical Report, especialista em assuntos militares do Oriente Médio, informou hoje (20-7) que um grupo de estudos formado por analistas militares do Ministério da Defesa do Kuwiat e da Força Aérea daquele país recomendaram a compra do caça norte-americano Boeing F/A-18E Super Hornet no lugar do francês Rafale da Dassault.

As negociações para a aquisição de um novo vetor de caça para o Kuwait tomaram forte impulso no final do ano passado, quando as preferências pasaram a concentrar-se somente em duas aeronaves: o Super Hornet e o Rafale. Sabe-se que o Kuwait procurou militares dos Emirados Árabes Unidos (outro país interessado no Rafale) com o propósito de obter mais dados sobre o caça fabricado pela Dassault, mas o volume de informações fornecido (se é que houve algum) é desconhecido.

De qualquer forma, representantes do caça francês estiveram no país árabe no final de fevereiro e apresentaram uma nova oferta para a aquisição de 28 caças. Mas a proposta francesa sofre ataques políticos. Embora o Comitê Parlamentar do Interior e da Defesa não tenha manifestado objeção à compra do Rafale, o caça francês tem sido duramente criticado por políticos do bloco islâmico (conforme matérias anteriores publicadas aqui no blog Poder Aéreo). No mês passado o grupo de contabilidade Audit Bureau já havia sinalizado a preferência pelo Super Hornet.

A Força Aérea do Kwuait foi formada na década de 1960 primeiramente por caças de origem britânica como o Hawker Hunter e o English Electric Lightning. Na década de 1970 o emirado decidiu adquirir caças de diferentes fornecedores e comprou jatos franceses Mirage F1 e caças-bombardeiros norte-americanos A-4 Skyhawk. Após a Guerra do Golfo os Mirage foram estocados e os A-4 encontraram um novo cliente (a Marinha do Brasil). Atualmente a força de caças do Kwuait é formada por dois esquadrões de F/A-18C/D Hornet.

FONTE: Tactical Report

LEIA TAMBÉM:

NOTA DO BLOG: o primeiro dos textos citados acima está entre os mais comentados aqui no blog do Poder Aéreo, com mais de 220 comentários!

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Vader

Hehehe, mais uma encomenda “certa” que a JACA perde, rsrsrs… 🙂

Ivan

Vader, Não poderia ser diferente no Kuwait. Além das qualidades intrísicas do Super Hornet, além do fato de estar pronto, completo e testado, existe a questão política. Quando o Kuwait foi invadido e ocupado pelo Iraque, uma potência regional na época, foi os Estados Unidos que liderou uma força de coalizão para libertá-lo. Liderou e forneceu a maioria das tropas, armas, aviões e tudo o que se imaginar para fazer uma guerra. Claro que vão dizer que havia interesse no petróleo, que o Iraque vinha tomando medidas anti-americanas na região e tudo mais. Claro que é tudo verdade. Mas é… Read more »

ZE

É, a vida tá difícil para o Rafale.

É mais uma encomenda que se esvai entre os dedos.

Se eles não venderem para o Brasil, não vendem para mais ninguém.

Infelizmente, nós como compradores do Rafale, iremos dividir o prejuízo com os franceses.

Pobre de nós.

[ ]s

Ivan

ZE, Penso que o Rafale tem chance nos EAU, também por uma questão política, ou melhor, por uma questão de estratégia de defesa. Os EAU tem seu planejamento de defesa baseados em dois pilares, os Estados Unidos da América e a França. Observe seus caças hoje: cerca de 80 (oitenta) F-16 E/F Desert Falcon e pouco mais de 50 (cinquenta) Mirage 2000 Mk5-9. Treina regularmente com americanos e franceses, as vezes em conjunto, sendo que permite a França manter cerca de 16 tanques Leclerc em seu território, semelhante aos 400 (quatrocentos) que adquiriu, mas com motor MTU, que não são… Read more »

ZE

Ivan, eu discordo !! Os Emirados têm cerca de 68 Mirage. 32 deles são novíssimos em folha. O último desses Mirage 2000-9, foi entregue em 2005 ou 2006. A maior parte do resto da frota de Mirage, foi levada ao padrão Mirage 2000-9. A exceção se dá nas versões dedicadas (um número pequeno deles). Tudo isso sem falar nos novíssimos F-16 Desert Falcon, cujo o último foi entregue em 2006 ou 2007. Veja, para que os Emirados comprem os Rafale, é preciso que os franceses comprem de volta esses 68 Mirage. Eles não têm, nem dinheiro para comprá-los, nem serventia… Read more »

Ivan

ZE, Ainda bem que discordamos em algo, caso contrário ficaria muito monótona a conversa. Não penso que a compra de Rafale seja imediata pelos EAU, pois estes já colocaram uma série de exigências que, mesmo sendo pertinentes e até essenciais, atrasariam qualquer processo. Na verdade acredito que APENAS os Emirados teriam condições de operar o Rafale com alguma vantagem operacional, em face da necessidade de ter aliados mais fortes dispostos a lutar com eles. Acredito também que seriam poucos, talvez 28 (vinte e oito), apenas para compor a aliança militar. Observe outras vendas na região: Sauditas compram Typhoon dos ingleses… Read more »

Vader

Ivan: Os EAU já disseram que não querem o Rafale conforme ele se encontra. Não querem saber da versão F3, a que está sendo oferecida para a FAB. Eles querem um Rafale com uma turbina mais potente (americana? inglesa?), radar AESA mais potente (americano? anglo-italiano?), e suíte de contramedidas mais potente (?). Senão, não tem negócio. Ou seja: a verdade é que o Rafale, para o que eles querem (abater aviões iranianos), tem um projeto fraco, radar pouco potente e com contramedidas ruins. Além disso tem as outras coisas que o ZE disse: eles simplesmente não tem a menor pressa,… Read more »

Ivan

Lord Vader, Entendo sua posição e do ZE. Mas vamos no estilo Jack, por partes: a) O EAU não quer saber do Rafale F-3, só interessa um F-4; b) O F-4 Árabe usaria turbinas derivadas da M-88 ECO, radar AESA que ficou pronto à pouco e uma nova suite Spectra, pois como as ameaças aéreas se renovam todo dia uma suíte de contramedidas tem que acompanhar a evolução; c) Os Xeiques sabem o que querem, e já colocaram a condições técnicas para aceitar conversar sobre o Rafale. Quanto a conclusão: 1) Se perder nos EAU será um desastre, pois este… Read more »

Vader

Ivan, sobre um Super-Hornet não-naval: 1. Não acho que a Boeing esteja interessada, pois tais alterações demandariam investimento muito grande, e seu principal cliente (US Navy) está satisfeito com ele como ele é hoje. De qualquer maneira, não são 36 ou mesmo 120 aeronaves que fariam compensar uma alteração destas; 2. Não acho que tais alterações mudariam muita coisa no Vespão. Já ouviu aquela máxima que “em time que está ganhando não se mexe”? Pois é: o SH já é efetivo e, arrisco dizer, em sua categoria, quase imbatível, do jeito que está. Perceba que o outro usuário do SH,… Read more »

ZE

Ivan, há outras coisas que eu não mencionei acerca do Rafale: Segundo o roadmap da FAB, o último Rafale será entregue ao Brasil em 2017 (a versão F3 com radar AESA). Segundo o roadmap da Dassault, o Midlife Upgrade (atualização de meia-vida) do Rafale se dará em 2020. Lembre-se, são dados da FAB e da Dassault !!! Assim, míseros 3 ANOS depois de termos recebido o último Rafale, ele já estará defasado. Repito: não se trata de uma ou outra atualização em um ou outro sistema, mas de um MIDLIFE UPGRADE, ou seja, uma GRANDE atualização em todo o caça… Read more »

Michel Lineker

Nada mais normal se operam o hornet pai por que não operar o hornetão filho e depois o hornetezão silent neto.

ZE

Aliás, o MMRCA (o F-X2 indiano) vai ser um divisor de águas. Explico: O short list irá ser publicado em breve. Se o Rafale não constar desse short list (eu não estou nem entrando na seara dele ganhar ou não), a “escolha” (se é que esse jogo de dados viciados pode ser chamado de “escolha”) do vetor gaulês pelo Governo Federal ficará insustentável. Repito: se o Rafale não participar da short list indiana, a situação dele no Brasil (e no mundo) ficará INSUSTENTÁVEL. Politicamente INSUSTENTÁVEL !!! Em outubro, vamos escolher o (a) nosso (a) novo (a) guia. O short list… Read more »

Justin Case

Zé, boa tarde.

Se o Gripen NG não estiver no “short list” indiano, você prevê que a situação dele no mercado internacional ficará SUSTENTÁVEL ou INSUSTENTÁVEL?
E quanto ao Super Hornet?
Abraço,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

Ivan

Justin Case,

Boa pergunta meu amigo Rafalemaníaco.

Abç,
Ivan, o Gripeiro.

Vader

Pessoal, acho que vai entrar um post-bomba sobre o FX2 em breve. Já mandei pra revisão.

Continuemos essa discussão lá.

Abs.

Ivan

Ok!
Milord… 🙂

Rogério

Ooooooooooh, mais esses kuwiatianos não manjam nada de caças hein!!
Preterir o Super-esfregador-de-Typhoons-matador-de-Hornets em prol do SuperBug é de doer hein.

Mais uma que Rafail F3 perde, o jeito é demitir todos os funcionários do Departamento Contra-Lobby Françês, kkkkkkk

[]s

ZE

Justin Case disse: 21 de julho de 2010 às 13:04 Olá, Justin case !!! Eu já respondi a sua pergunta, mas ou ela sumiu, ou está na moderação por algum motivo. Vou tentar outra vez. Eu creio que o caso do Rafale é diferente do caso do Gripen NG e o do Super Hornet. Por mais que eu torça pelo Gripen NG, quero que você saiba que a minha opinião não está levando em conta a minha predileção pelo caça sueco. O Gripen NG é um projeto que cai como uma luva em um mercado militar cada vez mais pensando… Read more »

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