domingo, agosto 1, 2021

Gripen para o Brasil

Livro Gloster Meteor – o primeiro jato do Brasil

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Gloster Meteor - O primeiro jato do Brasil - Aparecido Camazano Alamino

Barra de Cinco Pixels

O lançamento nacional será realizado na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, organizado pela C&R Editorial, casa de publicações dedicada à história militar, o evento terá a presença do autor em exclusiva noite de autógrafos, no dia 18 de maio, às 19h00.

No início da década de 50 a primeira linha de defesa da Força Aérea Brasileira (FAB) era formada pelos obsoletos caças norte-americanos com motores a pistão Republic P-47D Thunderbolt e Curtiss P-40 (nas versões E, K, M e N) e a FAB, já sentindo os reflexos disso, buscava uma rápida alternativa para reverter essa situação e, principalmente, para manter a soberania nacional do céu brasileiro.

Após analisar várias ofertas, incluindo dos EUA, o governo de Getúlio Vargas decidiu que a melhor opção seria um modelo que já era operado pela RAF na fase final da 2ª Guerra Mundial. Mas havia uma grande diferença deste novo caça em relação a tudo que já voara no Brasil, militar ou civil… seu motor era a reação! Tratava-se do lendário e temido Gloster Meteor.

E ele se tornaria o primeiro jato a operar no Brasil!

Até então, nem mesmo as linhas aéreas nacionais já haviam adotado um modelo a jato na sua frota. Mas, apesar da sua importância e de ter sido um verdadeiro marco na história da aviação nacional, passados mais de 57 anos desde a sua entrada em serviço na FAB, nenhum livro havia ainda sido lançado para contar o legado deste verdadeiro mito no Brasil. Uma aeronave que mudou para sempre a aviação nacional, introduzindo-a na era do jato.

Felizmente, porém, este quadro mudou agora e, para fazer justiça a tal ícone, a C&R Editorial lança em maio o livro Gloster Meteor – o Primeiro Jato do Brasil, de Aparecido Camazano Alamino.

Coronel reformado da FAB, o autor é reconhecido como a maior autoridade sobre a história da FAB, devido ao árduo trabalho de pesquisa que vem desenvolvendo nos últimos 40 anos e este é seu segundo livro publicado pela casa de publicação de livros militares C&R Editorial – o primeiro, Bombardeiros Bimotores da FAB, foi lançado em 2007.

“Escrever sobre qualquer tema histórico em nosso país é um grande desafio, pois, além do clima implacável (que deteriora os documentos), a mentalidade brasileira por pesquisa, história e preservação é muito deficiente. Os poucos documentos oficiais existentes não são guardados adequadamente, bem como não é atribuída importância a esses temas”, comenta o cel. Camazano.

O autor destaca que é necessária a realização de procura com pessoas que viveram o período abordado, bem como pesquisas nos jornais da época e em revistas que publicaram reportagens sobre o tema.

“Somando-se tudo isso, com muita paciência e sorte, encontra-se o que está sendo procurado”, completa.

A pesquisa de Camazano incluiu entrevistas com mais de 20 pessoas, de graduados até ministros do Superior Tribunal Militar, que de alguma forma tiveram contato com esses caças no Brasil.

Sobre a importância do tema, o autor lembra que “a chegada dos Meteor representou não somente o ingresso da FAB na era do jato, mas uma profunda mudança na sua rotina operacional, na qualificação dos seus militares e da infraestrutura. Foi sair da água para o vinho na aviação de combate da FAB, pois ele era um jato de variante bem atualizada (F-8 e TF-7), exigindo uma enorme evolução operacional na FAB e, por que não dizer, no Brasil, já que o setor de proteção ao voo e de infraestrutura aeronáutica (pistas, hangares e pátios de estacionamento) também teve que evoluir muito para propiciar uma eficiente operação dos novos aparelhos. Outro ganho foi a introdução do querosene de aviação no Brasil, o que poucos sabem, pois o Gloster foi o precursor desse combustível em nosso país, o que facilitou muito quando a aviação comercial passou a operar com jatos, em meados dos anos 50. Todavia, o principal ganho foi no tocante à proteção de nosso espaço aéreo, que passou a ser realizado com uma aeronave a jato e no estado da arte”.

Por fim, o cel. Camazano confessa porque estudou tanto sobre o caça. “Foi o Gloster Meteor que me motivou a ingressar e a ser piloto da FAB, pois, quando garoto, residia no bairro de Santana, em São Paulo, justamente em local privilegiado para observar a sua operação no Campo de Marte, onde eram revisados, e o seu barulho diferenciado sempre despertava a minha atenção e curiosidade, tendo em vista que anunciava a chegada ou a saída de um Gloster na base, o que era um espetáculo. E dentro da humildade que deve nortear um trabalho dessa magnitude, posso assegurar que a história desse aparelho passará a ser melhor entendida, sendo a primeira referência histórica de sua operação no Brasil, pois inclui a sua frota, suas principais operações, os seus padrões de pintura, a heráldica dos emblemas das
unidades aéreas que o operaram e a cronologia de todos os principais acontecimentos de sua implantação, operação e desativação na FAB. O livro foi elaborado para atender às diversas vertentes de entusiastas, aí incluídos os pesquisadores, os historiadores, os plastimodelistas e os admiradores desse fantástico aparelho. Espero que meu objetivo tenha sido atingido.”

O livro Gloster Meteor – o Primeiro Jato do Brasil pode ser reservado pelo website de ASAS,
www.revistaasas.com.br, pelo e-mail vendas@revistaasas.com.br e pelo telefone (11) 3835-2433. O preço do livro será de R$ 65,00 (com frete incluso).

Características da obra

  • Formato: 18,4 x 24,7 cm. Capa em papel de 350 gr/m², em acabamento de luxo.
  • Páginas internas em papel couché de altíssima qualidade, de 150 gr/m², 96 páginas.
  • Suplemento interno colorido especial, com oito páginas.

SAIBA MAIS:

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Wilson Giordani de Souza

Mais um para a minha biblioteca particular… 🙂

Sirkis

Saudações!

Esse já estará na minha coleção também.

Boa Noite!

Wilson Giordani de Souza

O FX-2 está causando TOC em algumas pessoas.

Matheusts

Engrasado como todo piloto de caça vemd eum sonho de infancia quando viu varias veses caças e quis pilotar um daqueles….
Espero que aconteça isso mesmo com migo sera que da qui a 20 anos vai ter algum AMX voando =]
vou procurar esse livro….

Baschera

Esta arte da capa ficou muito bacana.
Principalmente pelo ângulo dos jatos do “ovo estralado”.

Sds.

Baschera

Bons tempos em que se podia “trocar” um jato militar por “algodão”.
Hoje em dia, qualquer caça vale um turbihão de verdinhas.

Sds.

czarccc

Pois o amigo Baschera atiçou minha curiosidade. Verei se descubro com quantas toneladas de algodão se comprou cada Gloster Meteor e verificar quantas toneladas são equivalentes ao preço de um caça moderno.

Skywalker

O Gloster Meteor lançou a FAB num novo patamar, mas em termos puramente operacionais, o caça teve uma série de problemas estruturais, principalmente nas asas, o que apressou sua aposentadoria. Alguns apontam que a grande variação climática do Brasil, o emprego frequente em baixas altitudes em diversas ações e o natural arrojo dos pilotos brasileiros nas manobras contribuíram para esse desgaste prematuro. O que os colegas podem acrescentar?

brazilwolfpack

O incrivel e que o Gloster Meteor nao continue operacional no Brasil,ao lado dos Xavantes e F-5.

Bruno Rocha

Skywalker disse:
6 de maio de 2010 às 23:39

Isso é mentira. A variação térmica do país de origem desse caça, quer dizer, a diferença entre frio e quente, humido e ceco, no país de origem é muito maior.
Então isso não se aplica ao Brasil.

Joaca

Senhores Os Meteor pararm de voar no Brasil devido a fadiga nas logarinas das asas. Fadiga esta causada pelo uso de um interceptador como um “jabo” (para quem não conhece o termo sugiro o livro do Rui Moreira Lima, lá pelo 3 cap ele explica). Ao voar e baixa altura, puxar tanto G, acabamos por consumir a vida útil de nossos aviões bem antes de outros países. Vale lembrar que a Argentina operou seus Mk4 como caças e interceptadores até a vinda dos F-86F, a ppartir daí os operou como “jabos” somente por alguns anos, tendo os mesmos sido desativados… Read more »

Fsinzato

Boa notícia e até que enfim um evento em São Paulo.

Realmente a arte da capa está fenomenal.

Abs.

Tecnocop (Senta a Pua)

Quem ama aviação especialmente a de caça, não pode deixar de ter esse belo livro sobre sua cabeceira.

czarccc

Achei no site do Musal. Foram 15.000 toneladas de algodão por 60 aviões “F.Mk.8” e 10 “T.Mk.7”. A cotação tá de + ou – US$ 0,80 a libra o que dá + ou – US$ 26,5 mi. Nada mal para 70 aviões. Dá cerca de US$ 380 mil por avião. Comparando pelo preço do algodão dá pra ter uma idéia de como o preço de caças almentou exponencialmente. Pelo menos se forem cotados em algodão. 🙂

Cmte Fred

Oba! Eu estarei nesse dia no Edificio Villa Lobos, em frente ao shopping, e após minhas reuniões, vou pra Livraria Cultura.

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