domingo, junho 20, 2021

Gripen para o Brasil

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Histórias, ‘causos’ e curiosidades dos combates aéreos (2)

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Conciliando os AIM-54 Phoenix com as ‘regras do jogo’

Barra de Cinco Pixels

AIM-54

Meses antes da intervenção militar para a libertação do Kuwait e destruição do aparato bélico iraquiano, a coalisão ensaiou ou primeiros rascunhos do que deveria ser as regras de combate ou ROE (Rules of Engagement). Embora parecesse uma tarefa simples dentre várias outras que estavam por vir, o número de forças de diferentes nacionalidades envolvidas gerava uma certa complexidade.

Cada país tinha sua própria ROE a ser respeitada. Como exemplo temos a França, que possuía fortes vínculos com o governo de Saddam Hussein e limitou o emprego de suas aeronaves somente em ações sobre o Kwait (posteriormente esta ROE sofreu mudanças).O interessante é que até mesmo entre as Forças Armadas dos EUA existiam questões bastante relevantes que necessitavam de uma discussão mais profunda.

Uma dessas questões envolvia as regras para o engajamento de aeronaves inimigas além do alcance visual (Beyond Visual Range – BVR). A coalisão possuía perto de 1.400 aeronaves de diversas nacionalidades, com diferentes equipamentos IFF e as vezes do mesmo modelo utilizado pelo Iraque (o caso do Mirage F1 por exemplo).

Os primeiros rascunhos da ROE simplesmente não permitiam a utilização dos mísseis ar-ar de longo alcance AIM-54 Phoenix, algo que só a US Navy possuía. A Marinha protestou e o documento foi novamente revisado. Em uma versão da ROE de dezembro de 1990 foi aprovado um esquema de contingência que incluída regras diferenciadas quando um grupo de ataque da Marinha participava do combate. A coalisão garantiria um corredor ao grupo de forma que nenhuma outra aeronave aliada entrasse nesse espaço aéreo, eliminando (ou pelo menos reduzindo ao máximo) o risco de “fogo amigo”.

No entanto, tal ideia arruinaria por completo o princípio do ataque coordenado e sequencial, tão importante para o efeito de choque que a campanha aérea deveria infringir no inimigo. Seria como beneficiar um pequeno grupo de aeronaves com capacidade limitada (a aviação naval naquela época possuía poucos designadores a laser, alcance limitado comparado a algumas aeronaves da USAF e nenhuma munição penetrante como as Paveway III com penetrador I-2000).

Após dois dias de negociação com oficiais da Marinha o centro de coordenação da operação desenvolveu a “zona BVR especial”. Nestes locais os aviões da Marinha ficariam sob controle total dos AWACS, permitindo que a coordenação geral dos ataques monitorasse de perto todas as ações da Aviação Naval. A versão final do ROE, mesmo discutida meses antes, só ficou pronta e foi entregue às unidades de combate 72 horas antes do início dos ataque.

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Walter

Peço que seja informado se houve uso real do AIM-54 Phoenix no conflito, em situação BRV, e os alvos abatidos.
Desde já, agradeço!

robert

Que enrosco!

Nick

Sempre considerei essa combinação F-14 Tomcat+RadarAWG9+AIM54C+Sidewnders superior ao F-15 Eagle+AN/APG63+Sparrow+Sidewinders. Meu sonho era ver os F-14 no 1º ALADA, hoje GDA. Mas ficariam no hangar, infelizmente como os M2000 ficam…:P

[]’s

Wilhelm Canaris

Tem gente que fala besteira e viaja na maionese. Os EUA nunca venderiam o F-14 ao Brasil. Acho que o unico pais que os EUA liberaram a venda foi ao Irã do xá Reza Pahlevi. Sonhar é um dom, mas sonhar besteiras é de matar.

robert

“Acho que o unico pais que os EUA liberaram a venda foi ao Irã do xá Reza Pahlevi. ”

e tomaram no rabo com isso ainda!
eaoihaeoihaeoia

como deve ser difícil eles escolherem seus “amiguinhos” , apostaram que o Irã sempre estaria do lado deles e negaram sempre pro Brasil.
Gostaria de saber como eles escolhem seus aliados.

Fabio Silva

robert disse:
24 de abril de 2010 às 9:47

essa é fácil, o Irã possui uma das maiores reservas de petróleo do mundo. O Brasil (1976) possuia o que para oferecer aos yanques????
é assim que eles escolhem os amiguinhos, e por isso tem que se F****** mesmo auhuahauhauhuha
abraços

RobsonMBr

Hummmmm
A Boeing em alta no Poder Aéreo….

Acho que o Gripen NG já era…..

RSRSRSRS

Nick

Caro Wilhelm Canaris,

Hoje se sonha com a dupla Su-35BM+PAKFA ou F-16B60+F-35. Naquela época, realmente era impossível ter um equipamento desses na FAB, por razões políticas e econômicas. De qualquer forma , era realmente o melhor equipamento para defesa aérea, e quem não gostaria de ter em sua Força Aérea? Apenas uma besteira, como você mesmo diz.

Hoje, a Russia procura por parceiros que permitiriam realizar esse sonho. Um mínimo de visão por parte do GF e FAB, isso poderia se concretizar nesse FX-2, mas teremos que aguardar outros 40 anos para ter essa chance.

[]’s

Junior

off_topic vocês tem que ver um video onde mostra o que os …. dos americanos embargam os contratos militares brasileiro com empresas americanos Ex: nao venderam algumas pesas do foguete VLS brasileiro e se falar sobre nossos planos de lançar um um satélite 100% brasileiro eles nao vendem nd olhem esse vídeo http://www.youtube.com/watch?v=GURWeWJsyR8

Curvo

Caro Júnior, até os Suecos tiveram embargos dos EUA, vide caso das turbinas p/ o Gripen – acredito que seja o item FADEC – e o que eles fizeram ??? Fizeram o próprio porque não podemos fazer o mesmo ?
Como já disseram, vamos deixar de pensar pequeno, ok ?

Galileu

Eu sou suspeito pra falar do toncat, sou apaixonado por essa aeronave……..marcou história. Na minha opinião tambem acho o f14 superior ao f15.

Eu duvido que não tenha pelo menos uns 3 toncat em cada Nae do tio san

Wilhelm Canaris

Meu caro Nick… sonhar é inerente de todo ser humano, eu tambem sonho com um sub classe virginia americano com a bandeira do brasil. O grande problema que vejo, sonhamos muitas vezes com coisas que dificilmente se materializarão. Sonhamos muitas vezes com equipamentos de ponta quando sabemos que isto é impossivel. Brigamos e muitas vezes dizemos e escrevemos coisas inominaveis neste FX-2, e esquecemos que com qualquer um o Brasil estará bem servido. No teatro de operação sul-americano, qualquer um está de bom tamanho. O resto é sonho de uma noite de verão.

um grande abraço!!

Primo

Curvo, o pessoal do CTA está fazendo.

Rafael

Eu sempre achei que a turbina e as asas do F-14, não eram potentes e grandes, respectivamente, para o tamanho do avião.
Mas o AIM-54, é o meu design favorito, junto com os R… dos russos.

Rafael

Tenho uma pergunta para o pessoal do blog: os Raptor são capazes de carregar o Phoenix? Vi em alguns sites que os russos possuem o R-37, e um novo projeto com a India, e os EUA, tem algum novo projeto para misseis de longo alcance?
Grato pelas respostas.

Dalton

Rafael… a unica plataforma capaz de transportar o phoenix foi o F-14 que já foi retirado de serviço . O mais novo missil americano é o AIM-120D mais versatil que o phoenix mas com metade do alcance. O phoenix foi designado para proteger os porta-avioes americanos que muitas vezes não poderiam contar com o apoio de aeronaves baseadas em terra. Tanto o F-14 como o phoenix tornaram-se orfãos com o fim da URSS, e eram considerados de pouco valor pratico diante das novas e não tão sofisticadas ameaças e o F-14 inclusive passava maior tempo em manutenção nos hangares do… Read more »

Vplemes

Amigos, este caça é o meu preferido. Quando era mais jovem (uns poucos anos e cabelos pretos atrás) adorava jogar o jogo, TOP GUN : FIRE AT WILL. Noites felizes abatendo Migs 29 e SU-27. Gostava muito de utilizar a configuração full para superioridade aérea (4 AIM-54, 2 AIM-7 e 2 AIM-9), pena que não ando tendo tanto tempo e paciência para voltar a jogar novamente ( jogos antigos, só com emuladores, um tremendo saco). Descupem o off, mas não resisti.

Abços,

Vilton

Marlin2000

Dentro do off-topic , eu joguei looucamente o F14 fleet defender gold.
Era fantastico.
Extremamente bem feito p a epoca.

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Como dissemos na primeira parte desta reportagem, no nosso primeiro show aéreo nos EUA não pegamos um tempo muito...
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