sexta-feira, maio 14, 2021

Gripen para o Brasil

Análise: o Poder Aéreo nas Malvinas

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

A-4 avariado e C-130 nas Malvinas - Carlos A Garcia

A Guerra das Malvinas (ou Falklands), ocorrida em 1982 entre a Argentina e a Inglaterra, colocou em evidência a disputa e interdependência do Poder Naval e do Poder Aéreo.

Ficou demonstrado que navios de guerra e aviões de ataque têm vantagens e desvantagens no alcance de objetivos estratégicos: navios se deslocam a 500 milhas por dia e aeronaves de ataque a jato a 500 milhas por hora, mas enquanto as aeronaves só podiam cumprir suas missões num período de horas de cada vez, os navios permaneciam na área de conflito durante semanas.

Pucará nas Malvinas 2 - Carlos A Garcia Pucara nas Malvinas - Carlos A Garcia

As grandes distâncias das bases aéreas do continente atrapalharam bastante as operações aéreas argentinas sobre as illhas e a impossibilidade de usar a pista de pouso das Malvinas pelos jatos tornou obrigatório o reabastecimento em voo. Mas as principais aeronaves de combate argentinas, Mirage IIIEA e Dagger, não possuíam a sonda para REVO, diminuindo sensivelmente o tempo de combate desses caças sobre as ilhas.

Ataque à HMS Broadsword - Carlos A Garcia

A superioridade naval da Inglaterra quase foi colocada em xeque pelo poder aéreo argentino, mas a aviação embarcada britânica garantiu a superioridade aérea, mesmo com aeronaves de combate subsônicas (Sea Harrier) enfrentando os jatos supersônicos (Mirage, Dagger).

Mais uma vez o navio-aeródromo teve papel decisivo na história e por pouco, o NAe argentino 25 de Mayo, não conseguiu atacar o corpo principal da Força-Tarefa britânica.

Sea Harrier Malvinas

O melhor treinamento dos pilotos ingleses e seu armamento (míssil ar-ar AIM-9L Sidewinder) possibilitaram 21 vitórias em combate aéreo.

Ataque dos Super Etendard ao HMS Sheffield

O míssil antinavio AM39 Exocet, disparado pelos Super Étendard da Aviação Naval Agentina foi uma das armas de destaque do conflito e se os argentinos tivessem mais mísseis disponíveis, a Guerra poderia ter tomado um rumo diferente.

Falklands,_Campaign,_(Distances_to_bases)_1982Baseando-se nos dados disponíveis sobre as ações do Poder Aéreo argentino nas Malvinas em 1982, dê sua opinião sobre os principais erros e acertos da Argentina na Guerra.

Explique como a Força Aérea Argentina, que tinha quase 200 aviões de combate (entre eles 19 jatos Mirage IIIEA, 26 Dagger, 68 A-4 Skyhawk, 9 Camberra e 45 Pucarás) foi derrotada por um número muito menor de jatos subsônicos Sea Harrier da Royal Navy. Quais foram os principais fatores que levaram o maior Poder Aéreo do continente, na época, à derrota?

ARTE: http://www.aviationart.com.ar

NOTA DO EDITOR: Alguns leitores solicitaram a criação de um tópico sobre as Malvinas, para discussões táticas de um possível novo conflito. Mas acreditamos que antes de discutirmos como seria uma nova guerra, é preciso analisar o que aconteceu em 1982, já que existem muitos fatores que influenciaram fortemente a derrota do Poder Aéreo argentino, mesmo com uma aparente superioridade numérica e geográfica.

- Advertisement -

73 Comments

Subscribe
Notify of
guest
73 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Ronaldo

Esta claro alguns pontos na minha opinião leiga:
1 – Os Ingleses tinham armamentos ar-ar bem melhor e resultou eu um número de kills maior.
2 – O baixo número de Exocet que tinha a Argentina foi decisivo, ele provou que era efetivo em surtidas muitos baixas dos aviões quase na linha d’água.
3 – A marinha Argentina era totalmente inferior e ficou encurralada depois do afundamento do Belgrano.
4 – O raio de combate dos aviões argentinos prejudicou a persistência em combate sobre a frota inimiga.

Entre outros fatores.

Harry

Caros

Argentina perdeu para a OTAN. Por ter uma governo sem credibilidade.

Achou que ganharia apenas enchendo a ilha com soldados na sua maioria recrutas entricheirados.
A maioria dos soldados tinha entre 18 e 19 anos, pouco treinamento e provisões insuficientes para enfrentar 10 graus negativos.

Abs

Alexandre Galante

Harry, a atuação das forças terrestres nas Malvinas só aconteceu depois que os britânicos estabeleceram o domínio do espaço aéreo nas Malvinas. É isso que está em discussão.

Antonio M

Militarmente perdeu pois queira combater contra FAs experientes, que treinavam e contavam com recursos para combater a URSS.

Perdeu politicamente pois a guerra foi apenas uma jogada para tentar dar fôlego a um governo decadente e desacreditado, que não tinha mais credibilidade junto à comunidade internacional.

Alexandre Galante

Pessoal, vamos focar no papel da Força Aérea Argentina e na Aviação Naval argentina que lutaram nas Malvinas.

A Força Aérea Argentina só soube da invasão na véspera. Não sabia que ia lutar e teve que improvisar. E lutou bravamente e quase venceu, afundando vários navios ingleses.

Mas apesar do heroísmo, houve erros que comprometeram a vitória. Esses erros podem ser repetidos novamente em qualquer época e com qualquer equipamento.

rafael

Há um análise interessante em um livro chamado “why do air forces fail”. Entre outras coisas, diz que os pilotos da Força Aérea Argentina não tinham treinamento em ataque a alvos navais, já que essa era função da Aviação Naval. Por força da falta de treinamento, vários ataques foram malsucedidos.

MA

Eu diria que perdeu por pouco. Se o ataque fosse mais planejado; se eles tivessem treinado melhor mais pessoal para ocupar a ilha e realizar a construção de uma ampliação da pista de pouso e tivessem juntado e preparado mais armamento aerotransportado e organizado melhor as sortidas aereas antes da invasão eles poderiam ter causado mais baixas aos britânicos, talvez baixas suficientes para obrigá-los a se retirar.

Ao meu ver de leigo foi uma derrota causada também por uma antecipação e falta de planejamento do comando argentino.

Harry

Caro Galante certissimo, He, He. “O míssil antinavio AM39 Exocet, disparado pelos Super Étendard da Aviação Naval Agentina foi uma das armas de destaque do conflito e se os argentinos tivessem mais mísseis disponíveis, a Guerra poderia ter tomado um rumo diferente.” A França foi o país, além dos Estados Unidos, que mais colaborou com a Grã-Bretanha fornecendo informações técnicas e tecnológicas relativas aos mísseis Exocet, dos quais é produtor, fornecendo códigos para desvio de alvo de cada míssil desta categoria vendido pela França à Argentina. Por este motivo técnico, nenhum míssil comprado da França pela Argentina pôde acertar o… Read more »

Papagaio

Erros Argentinos: 1) Na minha opinião, o principal foi não acreditar que os ingleses iriam optar por retomar as ilhas por operações militares, ao invés de se manter apenas na retórica diplomática; 2) Achar que os EUA se manteriam neutros, em vitude da OEA. Eles privilegiaram a OTAN e seu aliado inglês de longa data; 3) Ter invadido as ilhas, ficando com o estigma de invasor; 4) Aeronaves atacando os navios escoltas (Fragatas, …) ao invés de atacar navios do corpo principal (navios tanque, navios-aeródromos, navios de transporte de tropas, …) 5) Manter tropas não profissionais nas ilhas (houve exceções,… Read more »

Antonio M

“…A Força Aérea Argentina só soube da invasão na véspera….”

Sim mas, na verdade quem era invasor era a Argentina. Invadiram primeiro a ilha e sem aviso também, sem declaração formal de guerra.

Isto feito, já era para as FAs argentinas estarem com tudo planejado. A Força Aérea Argentina ser “pega de surpresa” mostra exatamente o improviso das ações; onde estava o planejamento da ação conjunta e integrada das 3 forças?!?! Ainda mais que os ingleses com certeza responderiam à agressão ?!?!?

Sávio Miranda

1.A Argentina deveria ter ampliado a pista de Porto Stanley nos primeiros dias da ocupação. Alguns aviões deveriam ter sido baseados lá.

2. O porta-aviões deveria ficar a meio caminho Argentina-Malvinas, garantindo uma base de apoio para os ataques.

3. Submarinos deveriam ter ficado à espera da primeira leva da frota, mantendo-os a uma maior distância das ilhas, diminuindo a autonomia da aviação de caça britânica.

4. O maior número possível de suprimentos deveria ter desembarcado na ilha logo nos primeiros dias de ocupação.

5. Sempre super-estimar a capacidade de reação do inimigo, coisa que não foi feita.

Harry

Caro

MA em 13 mar, 2010 às 16:21

Falta de profissionalismo não dos pilotos( excesso de coragem e Muita desses pilotos argentinos )Governo Francês enviaram uma equipe de 9 técnicos à Marinha Argentina que, tinham por missão supervisionar a implantação nos Étendard dos Exocet nem para isso tinham capacitação adequada .

Abs

Cesar

Primeiro, acredito que o assunto deva ser dividido em termos de erros políticos e erros militares.
Do ponto de vista militar, a Argentina perdeu porque, simplesmente, não estava preparada para essa guerra.
Seria como se amanhã, pela manhã, o Brasil decidisse invadir as Malvinas.
Na história das guerras existem muitos casos de conflitos iniciados com a utilização da surpresa. A Guerra dos 6 dias é um bom exemplo.
A Guerra das Malvinas é o único caso, em todos os tempos, de um conflito iniciado com a surpresa para dois lados.
Vá entender nossos hermanos!

Alexandre Galante

Harry, mais um navio britânico foi acertado por AM39 Exocet, o Atlantic Conveyor, carregado de Harriers, suprimentos e helicópteros. Existe um mito nessa história dos códigos dos Exocet: tem sido dito que os franceses teriam passado os códigos de desativação dos AM39 aos ingleses, por solicitação da Margaret Thatcher ao Presidente Mitterrand. Mas na verdade o que eles teriam passado eram as frequencias de operação dos AM39. Não existe algo como um “código de desativação” nesses mísseis, como tem sido espalhado pela internet. O único meio dos ingleses tentarem barrar os Exocet argentinos era o bloqueio eletrônico com jamming (ECM)… Read more »

Nick

Eu diria que faltou para começar, PLANEJAMENTO, se for verdade que eles só ficaram sabendo que iriam invadir as Malvinas na Véspera. Será que eles traçaram alguns cenários como por exemplo, Como enfrentar um Batlle Group capitaneada por 2 PAs com Sea Harriers?? E como manter os caças no ar para CAPs sobre as Malvinas? Só podendo ser abastecidos nas bases do continente? E se os Ingleses atacassem as Bases Argentinas? O que eles fariam?? como evitar?? Eles teriam estudado as capacidades AR-AR dos Sea Harriers para eventuais combates, e desenvolvido a melhor tática para enfrenta-los?? E os Misseis Antiáreos… Read more »

Harry

Caro Galante

Em, Caro Galante certissimo, He, He.

Foi uma risada desconcertante, quando me chamou atenção pro fato da atuação das forças terrestres nas Malvinas só aconteceu depois que os britânicos estabeleceram o domínio do espaço aéreo nas Malvinas.

Abraço

Alex Nogueira

Muito legal o tópico, gostei muito das ilustrações.
Ao meu ver, o que foi decisivo para a Argentina perder, realmente foi a melhor tecnologia por parte dos ingleses e a falta de sorte de possuirem somente 5 mísseis EXOCET (segundo matéria da Revista Força aerea). Acredito que se a Argentina tivesse um bom número de EXOCET, mísseis Sidewinder-L (Skyhawks) e seus aviões tivessem capacidade de REVO, certamente o resultado teria sido bem diferente.

TADEU

A forma da Argentina lutar estava atrasada, lembrava a linha Marginot da França na Segunda Guera Mundial. Perdeu por que se rendeu , por um motivo que ainda não foi revelado.
Talvez ameaça atômica.

Rogério

Um dos motivos foi que a FAA não tinha experiência em ataque naval e muitos ataques com bombas falharam porque as bombas não explodiram (haviam sido regulados para ataque contra alvos em terra) e atravessaram os cascos dos navios, pelo menos cinco navios voltaram com danos causados por bombas não explodidas. Os maiores êxitos contra a RN foram pelos aviões da Armada Argentina e não pela FA. Outro motivo foi a inferioridade tecnológica dos mísseis AA argentinos eles ainda usavam os Sidewinder AIM-9B enquanto a RN usava os AIM 9-L com capacidade “all aspect”, essa superioridade tecnológica alem de um… Read more »

Ricardo_Recife

A Força Aérea Argentina entrou pelo cano por um monte de coisas, algumas delas foram: 1. Treinamento de combate ruim. Li de um piloto do Sea Harrier que em no ar-ar os argentino executavam manobras previsíveis, algumas muito ruins, como a tal “asas coladas”.Os Pilotos da FAA voavam muito bem a baixa atitude, mas quando tinham que ir para o pau não tinham a mesma competência. 2. Os Mirages/Dagges eram antiquados,pouco ágeis e com uma avionica completamente inadequada. Os A-4 apesar de muito mais manobráveis também não tinham sistemas eletrônicos capazes de fazer frente aos Sea Harrier. Nenhum avião argentino… Read more »

Ronaldo

Alexandre Galante em 13 mar, 2010 às 17:05

Galante bem lembrado e me corrija se eu estiver enganado, mas teve um Navio-Aeródromo inglês que escapou por causa do chaff ja os argentinos dizem que acertaram, afinal procede essa história?

Rogério

Nick em 13 mar, 2010 às 17:10

Nick,

Foi um erro de calculo dos argentinos, eles não esperavam uma resposta militar por parte da GB, e talvez não tivesse mesmo, o que motivou a resposta foi que Margaret Thatcher, com medo de ser acusada de fraca por ser mulher resolveu usar a força.

Mais ou menos como ocorreu na primeira Guerra do Golfo onde o Saddan que não acreditava numa resposta internacional a invasão do Kuwait.

[]s

Danilo

Mostrou principalmente como a marinha tem que ser muito bem preparada, pois a argentina tinha meios suficientes para combate. O problema foi que os ingleses possuiam submarinos nucleares que encurralaram os submarinos convencionais e os meios de superficie que ainda estavam nos portos e estações navais impedindo que eles fossem para a zona de conflito. Deixando poucos meios que ja estavam em mar aberto disponiveis para o combate direto, isso somado a um despreparo do comando militar que não providenciou mais mísseis antinavio AM39 Exocet em quantidade ideal para dispersar e liquidar com a Royal Navy, culminou com a insistencia… Read more »

Hugo

Eu tenho uma revista Força Aérea com uma foto do evento retratado na primeira ilustração. Para quem não sabe da história, um A-4 argentino teve seus tanques perfurados e precisou ser “rebocado” por um KC-130 até a base. Só nos minutos finais antes do pouso é que o A-4 largou a mangueira. Sobre o 25 de Mayo quase conseguir atacar o corpo principal da força-tarefa, gostaria de mais detalhes. Até hoje, o que eu tinha lido é que ele teria ficado ancorado, pois temiam perdê-lo como aconteceu com o Belgrano. A dificuldade argentina em conseguir equipamentos é notória. A revista… Read more »

Harry

Caros

O Atlantic Conveyor Era um Cargueiro, porta-contêineres
no dia 25, levau para fundo três dos grandes helicópteros Chinook e seis Wessex 5, além de boa quantidade de sobressalentes, munição e sistemas portáteis de combustível de aviação.

Abs

Galileu

Pra mim foi falta de misseis terra-ar, e ar-mar

Galileu

Ahh aproveitando o post gostaria de fazer uma pergunta.

Alguem sabe informar se Harriers e Vulcans pousaram no brasil??

Sei não mais duvido que não tenham feito ponte aérea ou aqui ou no uruguai, mas é so um pensamento

Cronista

A Argentina cometeu erros políticos, estratégicos e táticos, sendo que os dois primeiros se misturam um pouco segundo esta minha abordagem. Políticos: 1- Manteve o clima de “guerra” com o Chile, tornando um vizinho seu um potencial aliado do inimigo (a Inglaterra chegou a estacionar um avião radar ou de ELINT no Chile, salvo engano); 2- Ignorou um fato simples: jamais França (seu principal fornecedor de armamentos) e EUA, o grande influenciador da política na América do Sul, ficariam contra a Inglaterra, aliado de primeira hora contra o Bloco Soviético. Como disse um tia minha à época (Roselys, grande estudiosa… Read more »

Giordani RS

É um assunto deveras controverso e tentarei sintetizar alguns pontos que ao meu ver foram responsaveis direto pela derrota argentina: A)PLANEJAMENTO – Os arquitetos da guerra foram incapazes de prever mais de uma situação. Acreditaram que só existia uma opção para a Inglaterra e esta seria de condenar veemente a atitude argentina na ONU e nada mais; B)TREINAMENTO INADEQUADO – Os pilotos argentinos não tinham falta de treinamento e táticas de combate, apenas eram totalmente inadequadas e ultrapassadas como ficou evidente no primeiro dogfight entre Mirage´s vs Sea Harrier´s; C)CONHECER O INIMIGO – Em 1979 ou 1980(não lembro bem) um… Read more »

Cronista

Galileu, ofialmente só um Vulcan que, aliás, foi interceptado pelos F-5 de Santa Cruz (Rojão de Fogo!!!)

Giordani RS

Galileu – Alguem sabe informar se Harriers e Vulcans pousaram no brasil?? Eu era criança na época, mas lembro vagamente de uma matéria num jornal local sobre o pouso de harrier´s no Aeroporto Salgado Filho. Eles estavam em translado de regresso. Nunca pude confirmar isso e olha que tenho pesquisado…No uruguai com certeza não pousaram, pois os generais uruguaios se derramavam pelo galtieri e asseclas…No jornal Zero Hora de 1983 saiu uma matéria de um C-130 da RAF usando a BACO como escala e soubesse então que os voos entre a ilha da rainha e as falklands eram regulares e… Read more »

Marcelo Tadeu

Concordo que se a balança da guerra tivesse pendido para o aldo da Argentina, os EUA teria intermediado um acrodo de cessar-fogo. Iria ser vergonhoso a Marinha Real perder essa como quase perdeu.

ivanildotavares

O planejamento argentino(quando houve) foi péssimo, à excessão do ataque de Exocet pelos Super Étandard e uns poucos ataques bem sucedidos como, por exemplo, o ataque que resultou na destruição da ‘Ardent’. O treinamento dos ingleses era no padrão da OTAN, bem superior ao dos argentinos. Quem desafia uma potência militar como a Inglaterra(principalmente naquela época) tem que se garantir, no mínimo com forças e equipamentos necessários e operacionais numa certa quantidade. A verdade é que a Argentina não possuia capacidade de enfrentar nenhuma potência. Também o Chile tirou um pouco de tranquilidade obrigando os argentinos não desguarnecerem as regiões… Read more »

Galileu

Valew Giordani e cronista

era muito pequeno na época e até hj tem pouca coisa relacionado a como o brasil se portou na sordina da noite..lol

abraço

Bulldog

Os engenheiros argentinos tiveram que se virar pra tornar o Exocet operacional nos SE (e, se não me engano, eram só 5). Eles erraram em começar o conflito sem ter os míssis prontos e com o setup pro avião…O exocet demorou pra entrar no TO. Se tivessem mais números, e desde o começo operacionais, a guerra teria demorado mais e os britanicos enviado mais forças, mas acho que o resultado final seria o mesmo, pq a tecnologia de armas inglesa era muito, muito superior e logo achariam os aviões K argentinos que abasteciam os caças. O PA 25 de mayo… Read more »

Bulldog

Lembro que o Brasil interceptou um avião inglês…não lembro se foi Harrier ou Vulcan…alguém sabe como foi???

motta_eiras

Com toda a vantagem da proximidade desperdiçada pela Argentina, lhes faltaram submarinos fundamental contra a marinha britanica. Faltou planejamento , provávelmente um tempo de espera para obter armamentos que lhes garatissem a vitória. Somado a toda uma inexperiência em querras, tal como nós, contra veteranos nesta arte milenar.

Nick

Caro Rogério,

Existe aquela ditado, “espere pelo melhor, mas se prepare para o pior”, faltou visão tanto dos militares argentinos como de Sadamm. Pode-se esperar um erro desses por parte de um Sadamm ou um Chavez, mas de militares com anos e anos de treinamento e doutrina, não considerar todas as alternativas e se preparar para elas foi de uma incompetencia absurda. Por exemplo, eles poderiam ter um plano “B” caso a Inglaterra se mobilizasse para a guerra, como por exemplo, abertura de negociações, retirada parcial, etc…

[]’s

grifo

A Argentina conseguiu fazer uma façanha rara na história dos conflitos militares – tendo o fator surpresa do seu lado e podendo escolher a data e hora do conflito, conseguiu pegar de surpresa as suas próprias forças…

A análise do Poder Aéreo é boa para lembrar que mais importante do que o vetor em si estão a qualidade e treinamento dos pilotos.

airacobra

Giordani RS e Cronista, concordo com voces Ricardo_Recife bom post meu conterraneo mas so um pequeno detalhe, os Camberra argentinos não eram equipados com sonar, so um havia sido equipado mas estava em fase de testes Danilo, os submarinos nucleares não encurralaram os convencionais como voce citou, os submarinos utilizados pela ARA no conflito foram ARA San luis S-32 (IKL-209 1200) que deixou toda força tarefa britanica em alerta caçando sem sucesso o mesmo, tendo ele realizando tres ataques nos dias 1, 8 e 11 de maio de 82, mal sucedidos por colocação invertida dos cabos dos torpedos SST-4, o… Read more »

Galileu

Como eu disse seu pouco sobre esse conflito, mas to a algumas horas lendo e vendo uns videos na net, e pelo que percebi a Argentina perdeu por culpa própria. Um país que começa um comflito não ter sequer mísseis literalmente não tinha nada ar-mar e pouco quase nada ar-ar, o radar ar-ar dos miragesIII é tão bom quanto do amx.lol O unicos que salvaram era os A4, mas não tinham sequer exocet, se foi sacanagem dos franceses não sabemos mas o que importa é que não tinham, vi nos vídeos que os A4 davam rasante nas embarcações inglesas só… Read more »

airacobra

cade vc nunão?

queria te elogiar pelo novo avatar, é um Fritz ou Gustav?

airacobra

galileu

os A-4 argentinos não estavam qualificados para operar exocet, somente os Super Etendard o faziam

Rano

Concerteza fatores como;O fato de o governo argentino não ter esperado a entrega dos demais Super-etendards c/os respectivos exocets,a ingenuidade de tal governo crer que os EUA iriam cumprir o T.I.A.R. ao invés de ficar ao lado da aliada “secular”,e os estrategas argentinos ao invés de se preocuparem com o controle dos mares e os céus ao redor das Malvinas,preferiram “encher” as ilhas com infantaria,quando creio eu,seria mais lógico manter um razoável contigente e e pessoal necessário a manter operações aéreas de Port Stanley,e ter mantido toda a esquadra,incluindo os dois submarinos que tinha disponível durante o conflito, de prontidão… Read more »

BRAVURA

O ERRO ARGENTINO DETERMINANTE FOI A FALTA DE UMA “CAMPANHA MILITAR” Faltou o planejamento de uma “Campanha Militar”, talvez os generais argentinos tenham achado que só haveriam poucas ou uma única batalha, erram. Deveria ter preparado e deixado pronto todo o inventário das 3 forças, principalmente de submarinos antes de aplicar o “golpe de mão” na ilha. Acredito que o “serviço secreto de vossa magestade” jamais desconfiaria de algo, dado a presente regência militar Argentina. Os submarinos da ARA poderiam ter ficado operacionais antes da invasão e avançado, descansado no leito do oceano pra poder surpreender a primeira frota britânica… Read more »

Inquiridor

Galante, antes de mais nada parabens e lhe digo que o poder aereo ganhou mais um mantenedor. Acredito que a Argentina julgou errado o poder de reação britanico e acreditou tambem que como signatários do TIAR, todos os paises americanos, inclusive os EUA, iriam apoia-los. Entraram por um belo cano. Dizem, não posso confirmar, o Chile apoiou logisticamente os ingleses inclusive com informações sobre as bases e material argentino. O apoio do Brasil se resumiu aos Bandeirulhas, e a interceptação de um Vulcan pelos F5 do Brasil. agora, tem um fato que talvez tivesse mudado o curso da guerra em… Read more »

JC

SE houvesse novo conflito, os argentinos lutariam com tacapes e lancas. Eles nao tem mais forcas armadas.

Giordani RS

Só fugindo um pouquinho do assunto, lembro de uma reporter do éssebesteira fazendo uma reportagem de portões abertos(acho que no PAMA ou em Santa Cruz) e ela, do alto do seu conhecimento disse: O F-5 ficou mundialmente conhecido por ter participado da Guerra das Malvinas com a força aérea argentina…hahahahahhahahahaha…

airacobra

Giordani RS

essa foi f…!!!

rsrsrsrsrss

sem comentarios

Edgar

Galera, se a Argentina de 1982 tivesse nossa infra-estrutura e logística de hoje (A-12, A-4 embarcados, F-5EM e Mirage 2000 com REVO, AWACS, mísseis anti-navio, etc.) vocês acreditam que o resultado poderia ter sido outro? Nossas forças teriam planejamento e estratégia que suplantassem as que foram implantadas pelos hemanos del sur?

Reportagens especiais

Poder Aéreo visita o ‘The National WWII Museum’ em New Orleans

Nova Orleans, cidade no estado americano de Lousiana, foi o lar do historiador e autor Stephen Ambrose, que escreveu...
- Advertisement -
- Advertisement -