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Aeronáutica apresenta ‘mock-up’ do compartimento de carga do KC-390

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KC-390 e A-1

A Aeronáutica e a Embraer apresentaram, nesta semana, em São José dos Campos (SP), no Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), a maquete em tamanho real do compartimento de cargas da aeronave KC-390, de médio porte, que está em fase inicial de desenvolvimento. O “K” do nome significa reabastecedor e o “C” transporte.

O Brasil é o proprietário do projeto, que poderá contar com parceiros de outros países, para a produção de um avião de transporte que, no futuro, apoiará as Forças Armadas e de outras nações interessadas no produto, em missões de transporte de tropa, de carga, de veículos militares, busca e resgate, lançamento de paraquedistas e carga e reabastecimento em vôo, além de operações de ajuda humanitária pelo mundo, como no caso do Haiti e do Chile.

Participaram da apresentação o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, e o presidente da Embraer, Frederico Curado, além de representantes do Alto Comando da FAB e militares e engenheiros envolvidos diretamente no projeto.

O contrato para o desenvolvimento do cargueiro, e produção de dois protótipos, foi assinado há dez meses e o projeto está na primeira etapa de desenvolvimento, quando são realizados os estudos preliminares. Nesse período, diversos ensaios ocorreram e outros estão previstos, inclusive com o uso da maquete em tamanho real.

Segundo a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), responsável pela gerência executiva do Projeto KC-390, está previsto o primeiro vôo do protótipo em 2014. Ainda, a comissão ressalta que o projeto demarca um momento histórico para a Aeronáutica, Embraer e o País.

De acordo com o presidente da Embraer, o projeto traz à empresa “um enorme desafio”, que a levará a um patamar diferenciado no mercado de defesa. O KC-390 é quase 50% maior em peso do que o maior avião fabricado hoje pela empresa, o Embraer 190, que já opera na FAB em missões de transporte.

FONTE: CECOMSAER

NOTA DO EDITOR: Faltou no site da FAB a foto justamente da maquete em tamanho real do compartimento de carga, por isso colocamos a imagem da Embraer para ilustrar a matéria.

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Alex Nogueira
Alex Nogueira
10 anos atrás

Vamos torcer para que o projeto siga adiante sem entraves, e que este, tenha o menos possível da participação de empresas dos E.U.A, pois seria muito ruim ver novamente episódios como o empedimento da venda por parte do congresso do Obama….

latino
10 anos atrás

Sera mais um sucesso de vendas assim como o super tucano .

Bom sobre a noticia que a embraer estaria procura de empresas portuguesas que participem no projecto de desenvolvimento e construção do kc 390 acho dificil dado as noticias de que Portugal estaria à corta verbas de defesa em 40% até 2013 .

sds

Hugo
Hugo
10 anos atrás

Pessoal, ainda falta batizar o KC-390, pensei em chamá-lo de Atlas, um dos Titãs gregos, que tinha o encargo de sustentar os céus – muitas vezes retratado sustentando o próprio globo terrestre em suas costas. Acho que é um nome forte, condizente com os propósitos da aeronave (transportar “carga pesada”) e que mantém a tradição do nome Hércules (também da mitologia grega) e que é o nome da aeronave que o KC-390 “Atlas” pretende substituir. Observação tem-se ainda a vantagem de ser um nome mundialmente conhecido, o que evita dificuldades com a pronúncia em outras línguas. Além disso, se não… Read more »

Nick
Nick
10 anos atrás

Caro Alex Nogueira, Dificilmente ele não terá componentes americanos, a começar do motor. Mas também dificilmente ele será embargado, com exceção da Coréia do Norte e Irã, talvez até o Chavez eles aceitem a venda. Ao contrário dos caças, mísseis ou radares militares, um CARGO/TANKER será a maioria de seus componentes COTS, de fácil substituição, ou seja embargar seria jogar contra. As verbas para os protótipos já foram liberados agora é torcer para a Embraer conseguir alguns parceiros internacionais para serem subcontratadas e ao mesmo tempo amarrando ae sim, estratégicamente, com encomendas das Forças Aéreas dos países que serão parceiros… Read more »

Hugo
Hugo
10 anos atrás

“Jararaca” e “Jibóia” está mais para veículos do Exercíto (inclusive, acho que um nome melhor para o “Guarani” seria “Sucuri” mantendo a tradição dos nomes de cobras em nossos veículos blindados). Para aeronaves, é mais provável que a FAB ou a Embraer queriam utilizar nome de aves, como o Tucano.
Pensei que tivesse conseguido interromper o envio da primeira mensagem para corrigir o erro, mas quando vi, tinha enviado as duas.

Alex Nogueira
Alex Nogueira
10 anos atrás

Acho que o nome “Atlas” seria apropriado. Bem criativo.

Hugo
Hugo
10 anos atrás

Para evitar o off-topic, pediria à Moderação para criar um tópico específico sobre o nome do KC-390. Aí a gente postaria nossas sugestões com as justificativas. Depois, poderíamos fazer uma “short-list” (mas essa sem a enrolação da “short-list” do FX-2) aí, poderíamos tentar “oficializar” essa enquete, enviando os nomes finalistas para a Embraer ou a FAB.

Giordani RS
Giordani RS
10 anos atrás

Por favor…não descontinuem esse brilhante projeto! Espero poder trabalhar com essa máquina! Não deixem isso virar um KC-gripen-NG…

guilherme moreno
guilherme moreno
10 anos atrás

A Embraer realmente é uma empresa diferenciada. Todo projeto que ela se presta a fazer sai direitinho, dentro do orçamento, com até mesmo, superação de prazos.
Esse KC390 realmente será um sucesso de vendas.
Depois desse projeto ela poderia se prestar a projetar o substituto do AMX. Um bombardeiro pesado supersonico cairia bem na armada brasileira, que já contará com os Rafales para caça de interceptação e bombardeiro leve.

Danilo
Danilo
10 anos atrás

A organização da FAB responsável pelo gerenciamento do Programa KC-390 é a COPAC, que também é responsável pelo F-X2.

rogerio
10 anos atrás

Cade esse avião tem que fazer de uma vez

rogerio
10 anos atrás

Tem que virar realidade chega de desenho no papel concreto palpavel enfim material

ezeca
10 anos atrás


acho 20 Toneladas uma capacidade pequena
para padões atuais.
24 ou 25 toneladas sería mais adequado.

Mauricio R.
Mauricio R.
10 anos atrás

O KC-390 não carrega o Pátria, fazer power point ilustrando é fácil, mas retirar a torre p/ transporte não é um nível de preparação viável.

th98
th98
10 anos atrás

peço uma informação. Já foi definido todas as caracteristicas dele???
a propulsão dele será por turbinas de jato ou aquelas turboelices?
Alias qual é a mais vantajosa???

ezeca
10 anos atrás

th98
nada oficial
mas tudo indica
turboélices.

ezeca
10 anos atrás

e deve ser até
pela concorrencia

th98
th98
10 anos atrás

ezeca
mas elas tem alguma vantagem sobre os jatos?

Danilo
Danilo
10 anos atrás

th98 em 12 mar, 2010 às 18:23: peço uma informação. Já foi definido todas as caracteristicas dele???
a propulsão dele será por turbinas de jato ou aquelas turboelices?

ezeca em 12 mar, 2010 às 18:29: th98, nada oficial mas tudo indica
turboélices.

__________________________________________________________________

Será um jato, provavelmente com motores da GE. Vejam a concepção artistica no início da matéria.

rogerio
10 anos atrás

Tomara que fique pronto antes de 2020 se não ninguem aguenta outro fx 2 da vida

th98
th98
10 anos atrás

Danilo
sim eu vi a imagem, mas pensei que era uma alegoria ou uma simulação

ezeca
10 anos atrás

th98
ato-falho
desculpa a todos eu escrevi turboélices
pesando turbinas

ezeca
10 anos atrás

os turboélices tem problemas de motorização apesar
de serem mais econômicos e os turbinas são bem mais seguros
mas se caso o Japão libera a venda de produtos militares,
não poderia vender um produto semelhante e com melhor custo
benefício

ezeca
10 anos atrás

não seria o maior concorente nesse setor
vcs acham que o A330 vai ser um concorente a alturado KC-390?

th98
th98
10 anos atrás

o A330 não é comercial???

ezeca
10 anos atrás

pq tirou o link do A400/A330 ????

OTV
OTV
10 anos atrás

O BLOG pode conseguir ir até esta maquete?

Mauricio R.
Mauricio R.
10 anos atrás

“…um CARGO/TANKER será a maioria de seus componentes COTS, de fácil substituição, ou seja embargar seria jogar contra…”

Na mesma época em que a venda das aeronaves da Embraer á Venezuela foi embargada, a venda de aeronaves CASA C-235 e C-295 tb o foi, a CASA sequer cogitou em remover/substituir os componentes americanos de seus produtos, p/ somente agradar ao Chávez.

Braziliano
Braziliano
10 anos atrás

Tudo bem com o projeto do KC-390, a não ser a falta de informação se a aeronave também está sendo projetada para permitir a possibilidade de aumento da carga transportada, obviamente com o aumento do comprimento da mesma.

http://www.fab.mil.br/portal/capa/index.php?mostra=4891
http://www.alide.com.br/wforum/viewtopic.php?f=3&t=2598&start=285

Fsinzato
Fsinzato
10 anos atrás

A questão da produção do KC-390 ilustra bem o casamento perfeito entre interesses público e privados brasileiros.

Os interesses comerciais da Embraer e demais empresas nacionais fornecedoras de componetes, em obter lucros explorando um nicho de mercado viável e as necessidades do Ministério da Defesa pautados pelas exigências operacionais da FAB.

Desta relação harmoniosa em breve, teremos uma ótima aeronave, projetada desde o início para suprir as necessidades da força e, portanto, aos interesses do MD com uma ótima perspectiva de mercado.

Abs.

JACUBAO
JACUBAO
10 anos atrás

É só querer que podemos ir muito mais longe.

Mauricio R.
Mauricio R.
10 anos atrás

“A questão da produção do KC-390 ilustra bem o casamento perfeito entre interesses público e privados brasileiros.”

Antes do anuncio desse “casamento perfeito”, 4200 empregados da Embraer perderam seus empregos devido a crise no setor de aviação civil regional.

Nick
Nick
10 anos atrás

Caro Mauricio R. em 13 mar, 2010 às 13:38

Realmente se isso acontecer com um KC390 e por exemplo o Chavez vier com alguns U$bilhões para fazer a versão “especial” para a Venezuela, acredito q a Embraer não ficaria triste…Se não, Chavez tem alternativas como a China/Russia.

Sobre o Pátria não poderia dizer se é inviável seu transporte, pelo menos o estudo apresentado no “powerpoint” diz que sim.
Mas se a remoção da torre é tão complicada como você diz, ok.

[]’s

Hugo
Hugo
10 anos atrás

Vocês já repararam aquela porta lateral, próxima à rampa de carga? Aparentemente seus contornos irregulares (que acompanham a carenagem do trem de pouso) irão interferir em sua abertura. No Hércules, por exemplo, como a essa porta tem contorno regular, uniforme, acompanhando o contorno arredondado da aeronave, ela pode simplesmente (salvo engano) deslizar para cima, internamente. Assim, ela ocupa pouco espaço no porão de carga e não atrapalha na aerodinâmica. No caso do KC-390 parece que isso não vai ser possível.

Alfom
Alfom
10 anos atrás

Se a Embraer seguir a regra adotada até então para batismo de suas aeronaves, o KC-390 terá o nome de ave ou tribo indígena ou cidade do Brasil.

Se forem adotar um nome de ave, minha sugestão seria KC-390 Harpya, visto que esta é considerada uma das maiores aves das Américas. Além de ser uma das aves mais imponentes do mundo ainda é predadora.
Extinsão á parte, podemos encontrá-la em quase toda a América Latina.
Podemos transformá-la em um símbolo dos povos Latino-Americanos.
Minha sugestão está na disputa??(16-03)

Hugo
Hugo
10 anos atrás

Alfom,
Também pensei na Harpia, mas achei que seria mais adequado para uma aeronave de combate, não de transporte. Por isso acabei pensano em Atlas (também chamado de Atlante – outro nome interessante)

Alfom
Alfom
10 anos atrás

Hugo,
no que diz respeito ao nome Harpya para aeronaves de combate eu concordo com você, pelo aspecto predador desta ave.

Mas no aspecto capacidade que a ave tem de carregar animais pesados em pleno vôo, acredito que o nome não deixa de fazer algum sentido.

Sem contar que ainda iremos demomar muito tempo para construirmos uma aeronave de combate que faça jus ao nome Harpya.

Então acredito que é melhor ir garantindo a patente do nome desde já. Antes que alguém o utilize para batizar um avião forasteiro.