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Armée de l´air no Báltico: operando seus Mirage 2000 C a – 28°C

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sergent chef ducrocq - air baltic 2010 - foto armee de lair

Informe do Armée de l´air (Força Aérea Francesa) desta quarta-feira, 10 de janeiro, traz uma rápida entrevista com um dos responsáveis pela manutenção dos 4 Mirage 2000 C do esquadrão de caça 1/12 “Cambrésis”, atualmente operando na Base Aérea de  Šiauliai, na Lituânia. Trata-se do revezamento esquadrões de países da OTAN para prover a defesa do espaço aéreo dos países bálticos (Estônia, Letônia e Lituânia), ainda sem condições de assumir plenamente essa responsabilidade (veja mais a respeito desse revezamento e da participação francesa nos links do final da matéria).

A entrevista é com o Sergent-chef Mathieu Ducrocq, de 32 anos, mecânico especialista em aviônica.

Quais as condições meteorológicas que vocês enfrentam em  Šiaulai?

São extremamente difícieis. Desde minha chegada em janeiro, as temperaturas têm se mantido negativas. Recentemente, por um período de dez dias, as temparaturas se mantiveram abaixo de  – 20°C e – 25°C, alcançando até a marca de – 28°C. As planícies estão continuamente sob neve, mas, felizmente, há pouco vento.

Quais os problemas que essas temperaturas trazem ao equipamento?

As quedas de temperatura trazem problemas hidráulicos para as aeronaves, assim como de partida.

Do que vocês dispõem para proteger o equipamento?

Os aviões são estacionados em pequenos hangaretes, fechados e aquecidos, o que limita consideravelmente as panes. Os equipamentos de terra não ficam ao ar livre, ficam protegidos e contamos também com pequenos aquecedores para apoio.

Pode nos definir brevemente um de seus dias típicos?

Não existe um dia típico, mas dois tipos de jornada. Primeiramente, há a jornada de permanência que dura 24 horas, durante a qual apoiamos dois voos por dia, um de manha e outro à tarde. E há as jornadas em que cumprimos as diversas formalidades administrativas e as verificações dos equipamentos. São jornadas complementares.

Na sua opinião, que benefícios essa experiência está lhe trazendo?

Eu já havia cumprido missão na Lituânia, há três anos. Mais uma vez, estou ganhando experiência tanto no plano profissional quanto humano. Nesta, estou testando minha capacidade de adaptação a condições extremas de inverno.

FONTE / FOTO: Armée de l´air

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29 COMMENTS

  1. Galante
    porque voçes do blog nao fazem uma materia comparativa com o que as empresas do fx prometem repassar de tecnologia,e o que precisamos pra fazer nosso proprio caça no futuro.tipo un pros e contra de cada uma pra dar uma esclarecida geral.
    abs.

  2. Moro no Canada e a temperatura hoje pela manha estava em -14, pode ter certeza com o frio de -28 e vento nenhum cristao aguenta. Troco o frio por qualquer calor do sertao.
    SDS

  3. “LBacelar em 10 fev, 2010 às 20:52”

    Só para deixar sua informação mais precisa: no momento, no Chade, são Mirage F-1, e não Mirage 2000 que estão desdobrados.

    Há matéria recente do Blog a respeito.

  4. Tá bom, agora os anti-tudo-que-vem-da-frança querem comparar -28C com 35g de Brasília, e se dizem imparciais! tem M2000 no Afeganistão que tem temperaturas quase negativas e 40g do dia para noite… e depois se dizem imparciais… no Tchade os F-1, Mirages, dão show de desempenho e disponibilidade, os M2000-5 gregos competem com certa superioridade com o turcos que usam F-16B50, inclusive o “lixo” francês já abateu um F-16 turco…

    ZE a hora de vôo do M2000 da FAB deveria ser de 10mil dólares, como é em outros países, mas o ranço da FAB e a vontade de não ter nada decente, desde ferramental até equipamentos eletrônicos, para operar os M2000, quase que um boicote mesmo, quem conhece sabe do que falo, fez com que as horas do M2000 ficassem fora desta faixa…

    Só falta agora o amigo vir dizer que a crise na Grécia é devido ao M2000…

    realmente defender o Gripen não é fácil, pois se formos ver ele não oferece nada demais, nem preço! seu custo benefício está longe do F-16 e não é muito melhor que o de um M2000-9… o NG vai piorar esta equação!
    A Thailândia está pagando 80milhões por um Gripen C/D e não vejo o Felipe, o ZE, Kaleu… falarem disso, justamente os colegas que gostam de falar em custos… mais parece que a máscara do NG caiu! nem em preço ele é bom! esta é uma verdade dura para os defensores do NG, por isso eles não tocam no assunto Thailândia… ficou feio!

    Sds!

  5. Francisco não adianta argumentar com certas pessoas,cada vez mais vejp que a questão é ideologica,e não técnica,veja quando o tema é o caça que eles defendem eles nem vão muito no artigo,agora quando é do rafale eles caem em cima,vem toda sorte de perolas,isso faz mal,pessoas ficarem assim com tanta raiva,nem eles sabem o que dizem,vc que é usuario antigo desse blog,vc já viu esssa turma fazer uma analise do caça que eles defendem,eles se agarram a qualquer coisa que seja motivo de criticas,o grippen é uma furada terrível.

  6. Francisco AMX em 10 fev, 2010 às 23:16
    Ribeiro em 10 fev, 2010 às 23:28

    Já falaram tudo
    Quando todos cairam na real e viram que o gripen NG ainda estava na mente dos projetistas da SAAB já começou a ficar feio, depois veio essa de o Brasil bancar seu desenvolvimento. Aí ficou pior.

  7. Realmente Francisco AMX, a Grécia opera hoje uns 50 M2000 sendo metade no padrão Mk2 (aliás se não me engano o último M2000 foi entregue para a Grécia há poucos anos posso confirmar se vc quiser) e opera também o F-16 (Sendo 160 no total dos quais 60 Block 52+ aquele com motor do F-15 aprimorado com avanços da turbina do F-22 e novo radar e link, a Grécia foi o primeiro país a recebe-lo).

    Pilotos gregos têm ação constante em muitas horas de vôo (tendo inclusive uma participação muito boa na última Red Flag com os novos F-16 B52) pois a Turquia não reconhece boa parte do espaço aéreo grego sobre algumas ilhas no mar egeu o que coloca ambos os países em confronto constante e quase diário. Um Mirage grego já derrubou sim em 1996 um F-16 turco (país que opera mais de 200 F-16 sendo que se não me engano uns 30 deles sendo Block 50+) e em muitas ocasiões os M2000 gregos expulsaram os F-16 turcos de seu espaço aéreo. O orçamento militar da Grécia é muito alto quando comparado ao seu PIB, ele pode até ter ajudado a crise atual de liquidez, mas certamente não é causa dela… Atualmente a Grécia procura um caça para substituir seus 50 F-4 e os M2000 que não foram atualizados para Mk2 e F-16 Block 30, os mais cotados são os EF2000 e Rafale, sendo que algumas fontes do governo cogitam adquirir os 2 para não “desagradar” nenhum dos seus parceiros europeus. Existe um lobby pró-Russia (os gregos e russos sempre foram muito próximos em termos culturais) pelo SU-37, mas a maioria ainda acha que eles optarão por um vetor europeu (F-18 SH e o Grippen NG também foram oferecidos). Já a turquia faz parte do JSF e uma encomeda inicial de 100 caças já foi feita (o que convenhamos vai tornar a missão dos M2000 F-16 ou para os Patriots, S300 e Tor-M1 da Grécia mais “impossível”).

    Aliás citando o post em si, até onde eu sei, o esforço de fadiga que os materiais são expostos dificulta as operações em frio congelante tanto quanto as efetuadas no calor do deserto, senão mais no frio por questões dos fluidos em temperaturas tão frias, algum engenheiro pode confirmar.

    Posso confirmar os números gregos se quiser amigo, de cabeça é mais ou menos isso que lembro.

    Abs a todos

  8. Nunão em 10 fev, 2010 às 21:56

    Vc tem razão, acabei de me recordar, mas com o revezamento de esquadrões, os Mirage 2000-5 volta e meia voam por lá tbm.

    forte abraço

    Francisco AMX em 10 fev, 2010 às 23:16
    Falou tudo Francisco, esse discurso de que Mirage não voa aqui no Brasil e que é caro e etc é um argumento tão pífio que não vale a pena ser considerado!

    Quero ver admitirem que a hora vôo do NG está cotada em U$ 10.000,00 de acordo com a Real Força aérea norueguesa, muito acima dos 4.500 dólares prometidos ou que o C/D custa 80 milhões, imagina o NG que terá componentes muito mais caros?!!

    Forte abraço

  9. Enquanto o frio causa problemas relacionados ao funcionamento do equipamento hidraulico e o acúmulo de gelo pode gerar má visibilidade e problemas nos controles de superfície, o calor gera mais stress estrutural e pode causar problemas em determinados sensores/equipamentos digitais.

    Não sei se vale comparar as duas situações pois creio que a aeronave se comportaria de maneiras diferentes.

  10. MA em 11 fev, 2010 às 8:16

    Outro dia eu vi o documentário armas do Futuro, no discovery channel, e mostrava o dia a dia de um esquadrão de F16B52 no Alaska.

    De acordo com os pilotos, em temperaturas de cerca de -20° os F16 tinham um desempenho muito melhor do que em temperatra amena. Tirando os cuidados com o as partes hidráulicas, motor e acionamento de turbinas, o frio é até melhor para os aviões por não agredir tanto a estrutura como o calor. Vejamos o exemplo dos Harriers e MIG21 Bison indianos que tiveram a vida util reduzida por causa das monções, tempo umido e maresia(Harriers) e por ficar de prontidão no deserto (MIG 21)

  11. Como Mecânico de Aeronaves, digo, como eu gostaria de fazer a manutenção dessas aeronaves…mesmo a -28ºC! O frio é terrível para os fluídos hidraulicos, principalmente quando a aeronave está no solo e algumas partes das longarinas precisam de um cuidado um pouco mais redobrado. Com toda certeza, voar no ar mais denso é um ganho enorme de energia para as aeronaves!

  12. Francisco AMX em 10 fev, 2010 às 23:16

    (e não só ao Francisco, para ele não me dizer que estou de perseguição)

    Só pergunto uma coisa, e isso não tem nada a ver com o que dizem por aí sobre “preferências do Blog:

    O que o Gripen NG tem a ver com esse post????

    Há muitos aspectos interessantes para discutir nessa matéria, e você mesmo levantou pontos válidos relativos ao Mirage 2000, à sua utilização na FAB etc, mas levar a discussão até nessa matéria para a briga de torcidas do F-X2 não vai ser de muita valia. Não tem faltado matéria para as torcidas debaterem, peço a todos para tentar não “contaminar” outros posts e ficar no tópico, como diz uma das regras sugeridas do Blog para comentários.

    Saudações!

  13. LBacelar

    Então, diferentes temperaturas trazem diferente implicações, se por um lado enquanto estão voando possuem um desempenho melhor, o piloto fica mais confortável e os sistemas digitais mais seguros, o cuidado em solo deve ser dobrado como dito pelo Giordani.

    Mas sinceramente, com a informação que a condição de leigo me impõe, creio que detritos suspensos no ar, salinidade e humidade são perigos muito maiores para as aeronaves que a temperatura e em algumas bases no Brasil essas condições poderiam colocar qualquer um dos vetores escolhidos e sua equipe de manutenção à prova.

  14. Vejam que mix interessante para a FAB: 54 Rafales e 66 Mirage 2000-9 para a FAB. Os -9 substituiriam os restantes F-5 e AMX enquanto não desenvolvemos um caça de 5ª geração (o Harpia do Jacubão), de concepção e projeto nacionais.

  15. Nunão, entendo, porém estava rebatendo o real “conteúdo” da pergunta do ZE, e mais um apontamento de outro blogueiro, o ZE, sultilmente, num “arrasto” do M2000 francês para com o nosso, no sentido claro, de pejorar o vetor, que, querendo vc ou não, está intrinsicamente ligado ao Rafale, o ZE nitidamente quis dizer que o valor hora operacional do M2000 nacional é caríssimo, pois ele sabe disso, mas perguntou justamente para quem? Felipe… rsrsrsrs, porém “escondendo” assim o pq disso, de ser cara a manutenção de um modelo dos anos 80 – que não sofreu nenhum up-grade significativo mas que vôoa mais que voavam nossos F-5 nos anos 80 -, para deixar no ar que se é francês é caro! uma nítida alusão ao Rafale e FX-2… se vc não percebeu… paciência! mas gosto do ZE, Felipe e Kaleu! prefiro eles como amigos, mesmo contrários, mas amigos, do que o próprio Rafale! rsrsrsrs – sempre vou defender o direito deles dizerem o que dizem e cobrar o que não dizem rsrssrs…
    não entendi o “briga de torcidas”… eu não me considero um “torcedor” no sentido simplista que esta palavra colocada é, tanto que nem considero o FX-2 um bom negócio, hoje, depois do PK-FA ter voado! e parece que o Galante tb é do time! na minha opinião claro!

    Abraço

  16. Theo Gatos em 11 fev, 2010 às 2:28

    Amigo Theo Gatos, os gregos não vão comprar coisa nenhuma. Eles estão quebrados.

    A União Europeia acabou de anunciar uma ajuda para eles.

    O mercado estima que eles tenham uma dívida de 16 Bilhões de Euros de curto/médio prazo. Essa dívida, pela situação caótica da economia grega é impagável.

    Para ajudar a Grécia, a União Europeia está exigindo um enorme corte no orçamento (e a defesa está bem no meio desse corte), redução do salário (eu disse REDUÇÃO E NÃO CONGELAMENTO) do funcionalismo público, dispensa de empregados…

    Os únicos materiais bélicos que serão recebidos pela Grécia são os que já foram ANTERIORMENTE CONTRATADOS.

    Dizem que a Grécia não tem dinheiro nem para comprar uma pipa/papagaio com cerol, quanto mais um Eurofighter, Rafale…

    []s

  17. ZE, vão ajudar eles mesmo!? graças a deus! tenho uma “dividazinha” em dólar e esta crise de incerteza das últimas semanas está me tirando o sono… o real caiu demais… minha conta aumentou em 12mil em uma semana! :)… e a Grécia tava me deixando aflito… vou ver mais economia pela net agora! Vlw!

    abraço!

  18. Caro ZE.

    Concordo com vc e entendo a situação da Grécia, mas acredite em mim, eles vão acabar comprando, a compra pode ser postergada (com certeza será), mas históricamente eles agiram assim em diversos momentos (aumentando o déficit e comprando armas). Quando você tem um vizinho com disputas territoriais e 400 anos de guerras nas costas acaba agindo meio assim.

    Estão realmente falidos, mas ainda têm uma situação social muito boa, com renda média da população acima dos US$ 30 mil / ano. O inchaço da máquina pública também é um grande problema, talvez demore, mas a recuperação economica pode acontecer entre 5 – 10 anos. Até lá realmente nem pipa. rsrs…

    Meu comentário foi mais para ilustrar a argumetação do Francisco AMX, não para colocar a Grécia entre os principais compradores da atualidade (certamente longe disso ne!), aliás Francisco acho que a ajuda vai sair sim, se a UE não o fizer o FMI já disse que vai (claro que com as mesmas condições citadas pelo ZE)… Mas cautela com divisas, dizem que não muito atrás da situação grega, estão outros 5 países europeus com déficits perto dos 10% do PIB (como Espanha que continua em recessão e com quase o dobro de desemprego do que a média européia…) com certeza é um teste e tanto no sentido da “união européia” o que os membros farão com um membro que não quer seguir as regras e saiu gastando por conta… Enfim

  19. “Francisco AMX em 11 fev, 2010 às 18:56

    ZE, vão ajudar eles mesmo!? graças a deus! tenho uma “dividazinha” em dólar e esta crise de incerteza das últimas semanas está me tirando o sono… o real caiu demais… minha conta aumentou em 12mil em uma semana! … e a Grécia tava me deixando aflito… vou ver mais economia pela net agora! Vlw!

    abraço!”

    Pô Francisco, sinto muito, mas a Grécia está na zona Euro. Mas não fica preocupado não, pois o dólar vai cair ainda mais, devido a uma série de fatores. Nem o Banco Central comprando dólares como está vai conseguir segurar a moeda norte-americana.

    No final, você vai se dar bem.

    Obs: crise quem teve fui eu. Quando a bolsa estava nos 29.300, eu deveria ter comprado até a minha mãe em Petrobrás. Dancei. Fica calmo que ela vai cair até os 50.000.

    []s

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