Home Noticiário Internacional Caça francês Rafale é ‘grande mico’, afirma analista

Caça francês Rafale é ‘grande mico’, afirma analista

3511
73

rafale_show6

O sueco Gripen; “o F-18 e o Rafale são artigos de prateleira, não tem o que projetar”

vinheta-clippingO caça francês Rafale, o preferido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para renovar a frota da Força Aérea Brasileira (FAB), é um “grande mico”, o pior disparado entre os concorrentes, na opinião de Fernando Arbache, presidente da Arbache Consultoria, doutor em Inteligência de Mercado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas).

De acordo com o professor, o Rafale, produzido pela Dassault, é mais caro, não oferece a possibilidade de desenvolvimento conjunto de projeto com o Brasil, e a França não pretende fornecer os códigos-fonte e o sistema de integração entre a aeronave e armas, o que deixaria a FAB totalmente dependente da França. Arbache diz ainda que, caso o Brasil passasse a fabricá-lo e quisesse vender a outros países, também poderia enfrentar o veto francês.

“[A França] quer que a gente engula uma aeronave por um preço acima do preço adquirido pela Força Aérea francesa. É um grande erro, um mico, o Rafale. É o pior de todos, em todos os níveis”, disse o analista, em entrevista ao eBand.

Para Arbache, o Brasil deve comprar o Gripen NG, da sueca Saab. O professor concorda com o relatório da FAB sobre os caças, que apresenta o avião sueco como a melhor opção. Em segundo vem o F-18 Super Hornet, da americana Boeing, e por último, o Rafale.

Ainda um projeto, o Gripen NG seria desenvolvido em parceria com o Brasil. A aeronave atende às necessidades da FAB, é muito mais barata e se adequa às demandas e orçamentos de diversas forças aéreas do mundo. É também a melhor opção em termos de estratégia e política, segundo Arbache.

“Exportação, melhoria do parque tecnológico, enfim, tem vários elementos que o Gripen vai trazer para nós. Em segundo lugar, seria o [americano F-18 Super] Hornet, e, por último, mas bem distante, seria o Rafale, o pior candidato disparado”, afirma.

Leia a íntegra da entrevista:

eBand A decisão deve ser guiada por critérios político-estratégicos, ou pelos aspectos técnico-operacionais e a relação custo/benefício?

Fernando Arbache – Há que se fazer uma mistura. Tem que juntar a parte técnica com a política e estratégica. Ambos são de extrema importância. O primeiro parâmetro é o técnico, para fazer a classificação de quem não tem a mínima capacidade técnica necessária. Então você pega os finalistas e faz uma análise criteriosa em termos de estratégia e política.

Não está sendo feito dessa forma, multicriteriosa, não se está tomando a base técnica como primeiro elemento de tomada de decisão.

eBand Seguindo essa forma de seleção, qual deveria ser escolhido?

Arbache – Fiz uma análise profunda dos três caças e concordo em número gênero e grau com a Força Aérea. Eu escolheria o primeiro, o Gripen, que é o caça que mais se adequa às necessidades brasileiras em termos de política, estratégia, sofisticação de armamentos, e principalmente, de custo.

Há uma série de benefícios que podemos ganhar com a utilização do Gripen. Exportação, melhoria do parque tecnológico, enfim, tem vários elementos que o Gripen vai trazer para nós. Em segundo lugar, seria o Hornet, e, por último, mas bem distante, seria o Rafale, o pior candidato disparado.

eBand Quais seriam os aspectos políticos positivos de um negócio com os suecos?

Arbache – O ponto mais importante é que você teria uma diversificação de fornecedores. Estamos trabalhando com o conceito de geopolítica. No momento em que você trabalha com poucos fornecedores, cria uma dependência muito grande. E para o Brasil, que é uma pretensa grande potência econômica, ele tem de buscar diversificação, principalmente de armamento bélico – para ele poder ter capacidade de dissuasão na hora certa sem precisar da autorização de um determinado país.

Porque quando eu vou atacar um país, eu tenho de acatar, às vezes, as decisões do país que me forneceu o armamento, senão ele corta a linha de fornecimento. Por isso é muito importante a diversificação de fornecedores na área bélica.

eBand Ao menos em dois casos – na Guerra dos Seis Dias e na Guerra das Malvinas – a França deixou clientes de seus equipamentos bélicos na mão.

Arbache – Totalmente na mão.

eBand Corremos esse risco?

Arbache – Totalmente. Historicamente, em geral, ela acaba não cumprindo com o que promete – temos diversos momentos históricos em que podemos comprovar. Inclusive, a França teve vários conflitos com o Brasil.

Um dos mais recentes foi a Guerra das Lagostas, quando o general Charles de Gaulle disse que o Brasil não é um país sério. Então, eu não acredito que os franceses possam apoiar o Brasil como eles falam.

eBand Sobre os caças suecos, levanta-se a questão de que há muitos componentes americanos. Isso poderia ser um empecilho, uma vez que, se o Brasil passasse a fabricá-lo, poderia enfrentar o controle americano sobre suas vendas?

Arbache – Não tenha dúvida. Se passarmos a fabricar o caça sueco, ficaremos com uma certa restrição do Pentágono. Só que tem um detalhe: isso vai ficar para uma parte do avião que podemos, inclusive, desenvolver. Se nós temos o projeto e todos os códigos-fonte, conseguimos desenvolver ou buscar alternativas, como Israel fez, como vários países já fizeram.

No caso da França, 100% da aeronave é francesa. Então, se a França falar “não”, é não para tudo. Se os EUA falarem “não”, é “não” para uma parte. Temos de pensar o seguinte: o caça sueco ainda nos dá um conceito básico que pode ser usado com diferentes fornecedores.

eBand Então esse é o ponto negativo no negócio com os suecos, mas que seria contornável.

Arbache – Contornável. Por exemplo, o motor turbofan é GE [General Eletric, americana]. Se o Brasil quiser, pode buscar um turbofan francês, russo, que eu sei como integrar o aparelho ao produto. Eu posso buscar um turbofan Rolls Royce, inglês. Existem outras alternativas que não sejam necessariamente dos EUA para que eu possa fugir dessa regra.

No caso francês, como tudo é francês, se ele disser “não”, acabou. E ele também não vai dispor, por exemplo, o sistema de integração entre armas e aeronave. Se ele não dispõe isso, não conseguimos desenvolver outras armas para o Rafale, elas têm de ser francesas. Isso é um grande mico para nós.

eBand E como o senhor analisa o fato de ele ser apenas um projeto? É negativo, ou é uma vantagem poder desenvolver em parceria.

Arbache – Essa é a maior vantagem. Porque o F-18 e o Rafale são artigos de prateleira, não tem o que projetar. Então não faria nem sentido dizer “vou te dar uma parte para você projetar”. Já o Gripen é um projeto que terminará de ser desenvolvido com o Brasil.

Um exemplo clássico: o maior sucesso da aeronáutica brasileira, o RJ 145, que foi o produto que gerou o Legacy e o EMB 170/190/195. Essas aeronaves só foram projetadas porque o Brasil fez com a Alenia e Aeroitália o projeto AMX. Então ele criou capacidade de projeto – só teve esse sucesso porque fez uma parceria onde ele pudesse desenvolver o projeto. Qual vai ser o nosso desenvolvimento se comprarmos o Rafale ou o F-18? Nenhum.

Não desenvolveremos absolutamente nada. Então o fato de ele ainda estar no papel é a maior vantagem que nós temos.

Temos que pensar como uma nação grande agora. Não quero um produto pronto. Quero desenvolver um produto para ter minha soberania. Esse deve ser o raciocínio do Brasil.

eBand Então, a aeronave que atende melhor as necessidades da FAB é o Gripen?

Arbache – Sem dúvida. Em relação a preço, custo de manutenção, operacional, enfim, vários outros critérios que trazem principalmente o seguinte: é a aeronave que mais se adequa no orçamento de diversas forças aéreas. Então eu posso ainda me tornar, como país, exportador de uma aeronave de última geração. O Rafale, por exemplo, foi rejeitado por diversas forças aéreas.

eBand Nenhum país usa o Rafale. O negócio representaria a sobrevivência do modelo e daria fôlego à Dassault. Podemos esperar uma contrapartida da França?

Arbache – Eu não acredito que a França vá dar uma contrapartida a mais do que ela promete. Ela vendeu o projeto dos submarinos, vendeu três usinas nucleares, que foi assinado às escuras, está concorrendo com o trem bala. Ela já está levando uma vantagem enorme.

Então o que, efetivamente, a França está nos dando em contrapartida? Nem ceder os códigos-fonte ela quer, nem baixar o preço. Ela quer que a gente engula uma aeronave por um preço acima do preço adquirido pela Força Aérea francesa. É um grande erro, um mico, o Rafale. É o pior de todos, em todos os níveis.

eBand O relatório da FAB pode servir de instrumento de pressão para os franceses baixarem o preço?

Arbache – O relatório da FAB nitidamente rejeita completamente o Rafale. Ele pode ser utilizado sim pelo governo brasileiro como forma de pressionar pela redução do preço.

eBand Então caso o Brasil decida pelo Rafale será uma decisão totalmente política?

Arbache – 100% política, não tenha dúvida.

FONTE: eBand, via Notimp

Subscribe
Notify of
guest
73 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

Amigos, Por nunca ter ouvido falar nesse analista, fui procurar na internet seu perfil. Não encontrei nenhuma atuação sua na área de aviação de caça, defesa ou estratégia militar/nacional. “Fiz uma análise profunda de todos os três caças…”, disse ele. Análise profunda de informações superficiais? Conhece ele os requisitos do projeto ou o conteúdo das propostas? Creio que esse artigo deve ser guardado como exemplo da utilização da imprensa para a defesa de interesses exclusivamente individuais, contrários aos princípios do bom jornalismo. Provavelmente a melhor postura seria rebater cada uma das besteiras individualmente, em vez de desqualificar o autor, mas… Read more »

Luan
Luan
10 anos atrás

100000% política.

E fica clara a Preferencia dos centros tecnologicos pelo avião que lógicamente tem mais a oferecer.

Francisco AMX
Francisco AMX
10 anos atrás

É piada? é para rir?

Coisa mais ridícula este sujeito! se tem toda esta formação e informação ele demonstra, com isso, que é um cara mal intencionado e leviano! nem o pior crítico do Rafale, sendo um “analista” militar de verdade falaria estas bobagens!

Na boa, este é mais um ataque maluco ao Rafale, se continuara assim eles só vão provar o quanto é acertado a escolha do Rafale, pois jogadas ridículas e patéticas como essa só soma a favor do Rafale! Mico é o que ele está pagando falando estas baboseiras!

Bosco
Bosco
10 anos atrás

A oferta da SAAB é a mais barata embora seja a que melhor contemple a TT? Das duas uma, ou o valor não corresponde a TT do Gripen mas somente aos 36 vetores sem TT, sem acesso aos códigos fontes e sem os “periféricos”, o que explicaria o menor valor, ou os suecos são os caras mais legais do mundo já que vão nos passar seus caças e ainda nos ensinar como fazê-los e tudo isso por uma verdadeira pechincha. Como não acredito na segunda hipótese (nem em Papai Noel) e tendo em vista o preço do Rafale, eu fico… Read more »

Francisco AMX
Francisco AMX
10 anos atrás

O Blog precisa colocar alguém falando “bem” desta maneira do NG ou SH, é só procurar que acha! rsrsrsrs parece que só o Rafale tem defeitos! Cadê um tópico sugerido por alguns colegas, e eu tb, sobre os risco do NG para a FAB? é difícil provocar esta discussão? não! Só que parece que é mais fácil colocar um mequetrefe qualquer para detonar o Rafale… muito estranho isso… penso eu… è mais fácil falar dos custos do Rafale para a FAB… Na boa o Blog tá sendo muito anti Rafale e nada anti NG… ou estou cego? vão escrever só… Read more »

Francoorp
10 anos atrás

Agora chega o Pseudo-analista é diz o contrario do que a própria França e Dassault dizem… realmente tem pra todos os públicos este FX.

Espero que ele tenha feito a analise profunda daquele exercício no qual o Rafale fez “o Bravo” até com F-22.

Tem palhaço pra tudo mesmo né!!!

Francisco AMX
Francisco AMX
10 anos atrás

Bosco, concordo em partes, com certeza melhor o SH que não é “stealth” como o NG, e tem custos estipulados. Porém o amigo sabe que o AESA é questão de pouquíssimo tempo e o Meteor tb! e sabe que em 2015 esles estarão entrando em operação, se tu tivesse que apostar, Bosco, em qual versão receberíamos do Rafale seria um sem AESA e sem a possibilidade de compra do Meteor? fala sério! não desconversa! rsrsrsrs

Abraço brodi!

Luan
Luan
10 anos atrás

Nossa não precisa perder as estribeiras Chicão. O cara só disse o que sabe,o que sua experiencia o proporcionou para dizer o que disse. O cara tbm não é jornalista.não precisa ser imparcial,ele malha quem quiser.poxa. Oura…o pacote de compra do NG é mais barato,ainda teremos que arcar com boa parte dos custos de desenvolvimento com eventuais atrasos e incovenientes.E ai la vai grana. Minha opnião é que entre todos os fatores ruins de cada um,o Gripen NG ainda é o menos ruim.Por isso concordo com ele,e quem prefere o gripen vai concordar com ele. E quem prefere o Rafale… Read more »

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Francisco, eu não vi o que a FAB ou o GF estipularam como requisitos, meu caro amigo. Para que o AESA do Rafale BR exista só no imaginário dos entusiastas pouco custa. Sabe-se lá se os militares ou o pessoal do MD não ficam dando rizada na nossa cara? O único que eu sei que propôs o AESA, por exemplo, foi a Boeing. A Dassault fez uma propaganda que salvo engano constava o AESA mas não li a oferta em si. A única que foi publicada foi a do SH. O Super Hornet eu sei que virá com o AESA… Read more »

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

Bosco,

Pelo meu conhecimento, AESA é requisito da FAB e deve estar na oferta de todos (por isso o Gripen corre atrás de apresentar alguma coisa).
Por outro lado, no pedido de autorização da Boeing ao Congresso, não há missil da classe do Meteor. Não deve, portanto, ser requisito. Se estiver na oferta do Rafale, deve ser opcional.
Abraço,

Justin

“Justin Case supports Rafale”.

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Poggio,
agora eu devo admitir que é uma deselegância da FAB em colocar esse texto no seu blog. Aí eles cometem a mesma deselegância que o Pres. Lula no dia 7.
E pior, ainda colocam o Governo Federal em maus lençóis. Não é função do site da FAB estimular esse tipo de discussão. Acho estranha a forma que o GF está agindo mas nada justifica essa falta de delicadeza da FAB em acirrar os ânimos, mesmo porque, se ela coloca tal texto no seu site é porque ela confirma que escolheu mesmo o Gripen.
Um abraço.

masadi45
masadi45
10 anos atrás

Coisa de doido , os caras estão desesperados.A quem interessa uma entrevista dessas? Deve ter gente que perdeu uma nota preta.
Mias chororo……

Luan
Luan
10 anos atrás

Vou ter que concordar com o colega Bosco,logo teremos conflitos sérios entre a FAB e GF,onde acabaremos com nada e mais um pouco.

Mas além disso,mostra como a FAB NÃO quer o Rafale.

[]’s

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Justin, eu penso da mesma forma mas não li nada oficial. Talvez a FAB tenha estipulado requisitos mínimos para o radar e claro, na concorrência cada um quer oferecer o melhor. Mas de oficial mesmo, necas de pitibiriba. Quanto ao pedido da Boeing não conter nada equivalente ao Meteor eu devo discordar. O AIM-120C7 é em tudo equivalente ao Meteor, só que mais leve uns 30 kg. O Meteor teve como ponto de partida o Amraam “A” que tinha um alcance cinético de cerca de 60/70 km. Como os europeus seguiram um caminho próprio em busca de um BVRAAM eles… Read more »

lvieirasantos
lvieirasantos
10 anos atrás

que bagunca hein . compra logo uns 100 f-16 block 50/52.. e ficamos de boa.

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Falando do Amraam D existem boatos que o mesmo teria um “empuxo extra no final da corrida” que seria acionado quando do travamento da cabeça de busca, o que estenderia a NEZ para o limite do alcance cinético do míssil que é da casa de 100 mn.

kaleu
kaleu
10 anos atrás

Justin Case em 18 jan, 2010 às 16:36 Francisco AMX em 18 jan, 2010 às 16:55 Vc realmente acredita que essa cara ta falando bobagem? Fernando Arbache, presidente da Arbache Consultoria, doutor em Inteligência de Mercado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e professor da FGV (Fundação Getúlio Vargas). Experiência Acadêmica: Professor da Fundação Getúlio Vargas/Rio de Janeiro. Professor IBMEC nas cadeiras de Logística e Administração de Projetos. Professor do Alto comando da Marinha de Guerra Brasileira nas cadeiras de Logística e Sistemas de Informação. Professor da pós-graduação do IME (Instituto Militar de Engenharia). Se ele não sabe nada então… Read more »

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Bosco e Justin, o Rafale que está concorrendo no FX2 é o F-3, o mesmo modelo que está em produção e com encomendas feitas pela Armée de L´Air. Existe uma diferença enorme entre o F-3 e o NG em termos de “existência”. O NG é um projeto que poide não sair do papel por falta de dinheiro e não por outro motivo qualquer. O F-3 já existe, está na fábrica. Um outro ponto de equívoco: o NG é um projeto (enquanto projeto) já pronto, tão de prateleira como qualquer outro (mais um equívoco do analista de plantão que deu a… Read more »

Wolfpack
Wolfpack
10 anos atrás

Parei aqui: “doutor em Inteligência de Mercado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)”
Me desculpem, mas li o resto…
😛
Nossa teremos mais viúvas do que o SU35BM…

Agora o Doutor em inteligência deve lembrar que o Gripen NG já têm 80% do seu desenvolvimento feito. É um engodo este LIFT.

Segue o Enterrro… O Caixão será bem apertadinho e pequeno pois o Gripinho é monoreator, cabe em qualquer canto.

ABS

ZE
ZE
10 anos atrás

Ótima reportagem. Ninguém aqui se atentou para, talvez, a parte mais importante da entrevista. O entrevistado disse (e isso já foi postado por mim) que a França tem pouco mais a oferecer ao Brasil ao que já foi oferecido. A razão é muito simples: Estamos comprando tudo e não estamos exigindo o suficiente. A tal “ALIANÇA ESTRATÉGICA” NÃO EXISTE, pois para que ela pudesse existir, haveria a necessidade de colocá-la a termo, e depois ser aprovada pelo Congresso Nacional. Já compramos submarinos, casco de submarino, helicópteros (defasados), usinas nucleares (este ítem eu não sabia). A Alstom (francesa) irá participar da… Read more »

Thierry
Thierry
10 anos atrás

“[b]eBand – Ao menos em dois casos – na Guerra dos Seis Dias e na Guerra das Malvinas – a França deixou clientes de seus equipamentos bélicos na mão.[/b] Arbache – Totalmente na mão.” Very cheap french bashing from a rather ignorant ungrateful jewish ?Brazilian who lies on the history of Israël.Dimona nuclear power plant received a 24 Megawatts reactor and hundreds of french technicians were there in 1958 for the building of this site.Not the french fault if Israel moved from a heroic positioning in 1948 to some kind of hegemonic inspired attitude end of the 60s when invading… Read more »

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Wolfpack,

pois é…será que ele sabe que o ITA acabou de fazer uma parceria com a Dassault?

O que por si só já desabona grander parte dos argumentos dele, mas enfim…

Pra mim essa matéria é lobby e nada mais.

Sobre a parceria do ITA (juntamente com a Embraer) com a Dassault, realizada em novembro de 2009, aqui vai um link:

http://www.revistaengenharia.com.br/noticias.asp?noticia=5884

abração

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

Bosco, Existe muita controvérsia por aí a respeito do motor do AIM-120D. Alguns (Aviation Week?) falam que tem novo motor, que permite alcance 50% superior ao utilizado a partir da versão C-5. Existem outros artigos, como o publicado na Jane’s IDR, que informam que o motor é semelhante ao das versões anteriores, com padrão de navegação aperfeiçoado (algo como este texto “the AIM-120D consists of the powerplant of the AIM-120C-7 teamed with a new ‘front end’ that includes GPS-aided midcourse navigation, a two-way datalink, and guidance software intended to give greater kinematic performance. The motor is probably the extended-length unit… Read more »

Luan
Luan
10 anos atrás
Wolfpack
Wolfpack
10 anos atrás

Hornet,
É isso meu amigo, um investe em ensino e pesquisa nos Centros de Tecnologia do Brasil, o outro investe na Indústria e seus empresários, consultores, blogs, revistas, FIESP, Embraer, etc… $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ tudo que gera possibilidade de mais $$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$$ pelo ralo…
Por isso, eu acredito naquela sua tese que tudo isso é armação da FAB, e o que ela deseja mesmo é o Rafale.
Abs

Luan
Luan
10 anos atrás

Hum,pensei que envestir ans empresas geraria muito conhecimento,ja as empresas tem maior capacidade de absorver essas tecnologias que o DCTA e ITA.Talvez eu esteje enganado,acho que o DCTA e o ITA tem capacidade de fazer um vetor de 5° no futuro sozinhas,e provavelmente a FAB quer mesmo pagar 10.000 Euros para voar o estupendo caça frances.

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Justin, eu coloquei alguns “boatos” sobre o Amraam D só de curiosidade. Na verdade pra efeito do F-X2 o que nos interessa é a versão Amraam C7 (salvo é claro se o Gripen NG vier integrado a versão D do Amraam e se o mesmo for interessante para a FAB e liberado pelo Governo Americano). Quanto a alguma referência sobre o propulsor do Amraam D vou dar uma olhada se encontro a origem das “fofocas” e volto a te falar. Na verdade está perto de descobrirmos as reais capacidades do Amraam D já que logo estará sendo usado e não… Read more »

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Wolfpack,

em breve tiraremos as dúvidas todos, incluindo (ou principalmente) o relatório técnico da Eliane Catanhede…hehe

Em breve a CG-FX2 irá ao Congresso. E fora isso, ao se reunir o CND, membros do Congresso estarão presentes também…entre outros.

E fora isso, quando chegarmos nos “finalmente” do FX2, as coisas todas (preços, TT e tudo isso) tornar-se-ão públicas. Tal como foi no caso dos subs (que o Janio de Freitas queria escolher no lugar da MB e do MD).

abração

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Bosco,

é verdade, a integração demora e é complicada. Mas no caso do F-3, os pré-requisitos de armas, sensores etc. são da própria Armée. Não estão fazendo isso para o Brasil, nem para o Fx2, nem para vender aviões e nem nada disso.

essa é uma diferença grande.

abração bro!

Hornet
Hornet
10 anos atrás

ou melhor: o que quis dizer é que o F-3 não depende do FX2 para existir. Portanto, sensores, armas etc. estão sendo inegrados porque a Armée necessita.

E para nós, será mais fácil.

Ivan
Ivan
10 anos atrás

Amigos, Atenção para parte da entrevista copiada abaixo: De acordo com o professor, o Rafale, produzido pela Dassault, é mais caro, não oferece a possibilidade de desenvolvimento conjunto de projeto com o Brasil, e a França não pretende fornecer os códigos-fonte e o sistema de integração entre a aeronave e armas, o que deixaria a FAB totalmente dependente da França. Eu acreditava que todos os vendedores entregariam os códigos-fonte dos seus caças, mas a realidade não é bem essa. A Dassault e a Boeing entregarão, se vencerem, as licenças de uso dos mesmos. Para integração de armamentos fica a FAB… Read more »

casag
casag
10 anos atrás

Aliás, já tem F-3 voando na Aeronavale. Os que participaram do exercício nos EAU eram F-3. Por que a dúvida sobre “quando” estarão prontos?

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

Ivan,

O que sustenta o Rafale na competição, além da capacidade operacional, é a transferência de tecnologia.
Se fossem verdadeiras as “afirmações” do professor, já teríamos escolhido o Super Hornet há muito.
Não sei se é suficiente para convencer você, mas já dá para desconfiar da “profunda análise” do doutor.
Abraço,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

kaleu
kaleu
10 anos atrás

Wolfpack em 18 jan, 2010 às 18:27

Parei aqui: “doutor em Inteligência de Mercado pelo ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica)”

Vc acredita que o ITA não tem este curso ?

http://www.mec.ita.br/projetos.htm#P01

AGORA pode continuar a ler !!!!

é bom que vc toma conhecimento porque o RAFA ficou na lanterna no relatório da FAB

abc
kaleu

Bosco
Bosco
10 anos atrás

casag, mas o F-3 que está voando ainda não tem AESA. Por falar nisso e sem querer entrar no mérito, mas uma das alegadas vantagens do Rafale é que ele era o único “verdadeiramente omni-role”. Sem dúvida ele é omni-role mas suas primeiras versões têm capacidade limitada. Só recentemente ele foi capaz de operar o ASMP e o Exocet. Também existem itens nessa versão F-3 que já está operacional que ainda não foram qualificados, como por exemplo o capacete HMS. Não estou querendo polemizar. Sei que a versão F3 brasileira deverá contar com todas esses “opcionais”. Só estou relembrando. Um… Read more »

Wolfpack
Wolfpack
10 anos atrás

Kaleu, a questão não é a existência deste curso do ITA, mas procurar o ITA para fazer Doutorado em Inteligência de Mercado é o mesmo que alguém procurar o M.I.T. para fazer teologia, ou Yale para fazer engenharia aeronáutica, ou Carnegie Mellon para fazer biologia marinha…
Não cola meu amigo…
Isso ai é uma piada de mau gosto, deve ser o Titio do Igor Gielow, ou o marido da Eliane Catanhede.
😛
ABS

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Mauro,
nesse site fica claro que o Rafale oferecido ao Brasil terá o AESA.

ZE
ZE
10 anos atrás

Se notícias são notícias, então… “Robert Hewson Jane’s Air-Launched Weapons Editor Londres A decisão do governo brasileiro de indicar a França como o seu fornecedor preferencial para o caça dentro do Programa F-X2 tem causado reações diversas. A Embraer nesta semana foi forçada a emitir uma declaração contradizendo o seu VP Executivo para a Área de Defesa, que sinalizava que a oferta do sueco Gripen NG como a que oferecia total transferência de tecnologia e controle industrial ao Brasil. Os três competidores do Projeto F-X2 submeteram as suas propostas “Best and Final Offers” (BAFOs) ao Ministério da Defesa do Brasil… Read more »

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Wolf, mas se formos levar pra esse lado fica difícil. O cara fez uma análise relativa ao custo operacional e a TT, que é do que ele entende. Ele não falou mal da máquina e nem do peso do F-X2 em relação a parceria estratégica com a França. O Hornet citou outro parecer de dois caras que possuem títulos pomposos (um é Reitor do Colégio da Real Força Aérea e o outro é consultor do Jane’s) mas que fizeram uma análise pra lá de amadora da parte técnica dos caças. Sem querer menosprezar o amigo e nosso companheiro Welington, mas… Read more »

grifo
grifo
10 anos atrás

Mauro, a Dassault oferece somente o direito de uso do software, mas não a propriedade intelectual dele. A Dassault em nenhum momento disse que vai transferir isto para o Brasil e não vai fazê-lo. Agradeceria se você pudesse mostrar alguma declaração em contrário. Comparando, a Microsoft divulga para alguns grandes clientes o código-fonte do Windows. Isto permite que eles possam integrar novos dispositivos, depurar erros, etc. Mas não dá o direito de eles saírem vendendo as suas próprias versões do Windows por aí, porque a propriedade intelectual continua sendo da Microsoft. Os clientes tem somente o direito de uso. Transferência… Read more »

Francisco AMX
Francisco AMX
10 anos atrás

Poggio, eu sei que vcs só estão reproduzindo, não falei ao contrário! só me estranha não se reproduzirem tantas matérias desabonadoras do NG… como acontece com o Rafale, mas tudo bem, só fiz um “pedido” mas vejo que é extremamente difícil… então deixa para lá… vamos ficando “assim” mesmo! sem estress… acho que vcs não precisam ficar “envocados” não, como editores, vcs tem todo o direito de colocar o que quiserem, aliás não entro no Blog só pelo FX-2 não… se fosse por isso já teria largado de mão de comentar, só ia ler e dar risada mesmo… Kaleu, O… Read more »

grifo
grifo
10 anos atrás

A versão do Rafale sendo oferecida ao Brasil é a F3+ (ou F4), com radar AESA. Esta versão ainda non ecsiste.

Francisco AMX
Francisco AMX
10 anos atrás

“A questão do controle sobre a tecnologia permanece um caso central no Brasil. A Dassault tem afirmado que sua proposta é a única de um só país. De fato a Dassault está em uma desconfortável posição de depender em fornecedores suecos para muitos dos seus sistemas chaves de combate incluindo o datalink do míssil BVR MICA e o telêmetro do sensores óticos do sistema OSF do RAFALE”.” ZE, o Brasil vai querer fabricar o Mica e o OSF? vai querer fabricar, agora, motores? amigo, o Brasil deveria querer, primeiro, aprender a fazer fuselagem supersônica! construir um avião! assim como faz… Read more »

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Eu não entendo de informática mas pra mim os códigos fontes não são o bicho de 7 cabeças que se imagina. Há como eles serem alterados, claro que com tempo e com custos. Senão, os mísseis e caças de origem americana que estão operacionais no Irã estariam no ferro velho e não é isso que parece. Caças iranianos de origem americana, salvo engano, integraram armamentos não americanos a eles de forma unilateral. O problema é fazer isso sem pagar os direitos ou se formos fabricar caças aqui e vendê-los, teríamos que pagar ao proprietário dos mesmos. Ou seja, é muito… Read more »

casag
casag
10 anos atrás

Engano sim Bosco,

O código fonte fechado, cripto, ninguem abre, nem hacker.
Veja se alguem já conseguiu modoficar alguma coisa do Windows, o apetite de 10 entre 10 hackers do planeta.
Quanto aos F-14 do Iran, a eletrônica inteira foi mudada, provavelmente por russos ou quem fornece os armamentos que êles usam.
Só é viável em avião velho. Imagine mudar toda eletônica de um SH zero Km, só aproveitar a carcaça e ainda arriscar modificaçôes nas turbinas. Coisa de maluco, né.

Abs.

Robson Br
Robson Br
10 anos atrás

Sinceramente….achei que esta fase já tinha passado.

Concordo com nosso amigo GALANTE quando fez comentários sobre os clipping.

Este tipo de matéria não acrescenta nada num blog onde o nível é bem maior.

SE ALGUEM AINDA QUER DESQUALIFICAR O RAFALE (não sei o por que de tanto interesse, ou se há….) OU O LULA, pelo menos faça de uma maneira com o nível mais elevado.

Vou repetir…sinceramente achei que essa fase já tinha passado.

grifo
grifo
10 anos atrás

“Não vá querer misturar o acesso aos códigos com direitos de propriedade intelectual. O que o amigo Ivan questionou é a imbecil citação do tal “professor” de que a França não iria ceder os códigos , o que todos sabem não ser a realidade. ” Nada disso. Este é um ponto central na discussão. Quando se fala em ceder códigos fontes, a pergunta óbvia é “ceder com quais direitos?”. A cessão francesa se refere somente ao direito de uso para a manutenção e integração dos aviões comprados no Brasil. Cessão para uso da Embraer em seus próprios projetos, nada feito.… Read more »

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Valeu Casag.

kaleu
kaleu
10 anos atrás

ESSE CARA PODE ESTAR SENDO “PORTA VOZ” DA FORÇA !

Justin Case
Justin Case
10 anos atrás

Enviado em 18/01/2010 às 22:21
Grifo disse:
“A cessão francesa se refere somente ao direito de uso para a manutenção e integração dos aviões comprados no Brasil. Cessão para uso da Embraer em seus próprios projetos, nada feito.”

Essa é uma visão particular do Grifo. Não é o que está sendo proposto na solução RAFALE.
Não há qualquer de uso para a tecnologia que estará sendo absorvida com o Projeto.

Abraços,

Justin

“Justin Case supports Rafale”