quarta-feira, maio 12, 2021

Gripen para o Brasil

Emirados sinalizam abrir mão de Rafale por avião de 5ª geração

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

rafale-foto-armee-de-lair2

vinheta-clippingDepois de ver reforçada a intenção pública do governo brasileiro em selecioná-lo como seu novo caça em palavras do presidente Lula no fim de semana, o francês Rafale (da Dassault) sofreu ontem um revés para suas pretensões de se tornar um produto de exportação.
Como os Emirados são o único mercado em que a escolha do Rafale era considerada certa, e o avião é um produto avançado da chamada “quarta geração”, a fala foi vista por analistas como uma ducha de água fria para os franceses, uma vez que não haveria espaço para os dois produtos no mesmo país.

O comandante da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos afirmou que um “caça de quinta geração” está nos planos do seu país “em um par de anos”. O único avião de quinta geração que deverá estar disponível no mercado ainda nesta década é o americano F-35.

A má notícia vem logo depois de Lula citar, por ato falho ou não, “acordos dos caças” em entrevista após reunião com seu colega Nicolas Sarkozy no sábado. O que existe hoje é uma parceria estratégica que inclui o fornecimento de submarinos e helicópteros franceses.

A importância da posição dos Emirados, ainda que exagerada por concorrentes que viram na notícia mais uma oportunidade para mostrar a suposta inviabilidade do custo do Rafale, é real. A Dassault não comentou o caso. Se o Brasil desponta como único mercado externo para o caça, seus custos operacionais tendem a crescer. Assim, a pressão de Paris tende a subir por seu produto, e o Brasil tenta com isso buscar um melhor preço.

Em mais de uma ocasião, Lula defendeu a compra do Rafale, desde que seu preço fosse reduzido. O negócio pode custar R$ 10 bilhões.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

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Francisco AMX

2 perguntas: – Seria uma pressão dos EAU sobre a Dassault? para esta tb melhorar a oferta? – Não entendo ainda pq descartaram o F-35 da seleção, já que o preço não é a primeira instância de decisão, e não se sabe ou sabia se realmente as propostas iriam vir com TT… pq não esperamos as propostas primeiro para depois descartar quem não cumprisse com o desejado…no início o SH não traria TT alguma, e agora já mudou a coisa… não poderia acontecer algo semelhante com o F-35, tipo não vem nada de TT do F-35 mas vem TT em… Read more »

Thierry

he he he of course every army in the world wish to have a F35 in its ranks .But when ?2020?2025? at which price?
U.A.E are buying both american and french:mixed fleet of F16 and Mirage 2000-9
Lockheed and Washington Inc are pushing their products.Normal at Dubai.Also would be too happy to hurt the Rafale prospects
I remain very confident in a soon order of Rafale by U.A.E .then other competition in Switzerland,India etc
The title of this message”Emirados sinalizam abrir mão de Rafale por avião de 5ª geração”
= a freudian wish of the journalist or the blog?he he

Thierry

Igor Gielow ,Folha de S.Paulo=the journalist

Ivan

Chicão,

Infelizmente não creio que haveria como chegar a TT do F-35 Lightning, pois é parte de um consórcio que envolve muitas empresas e muitos países. Muita gente, para negociar.

Mas concordo com vc que foi uma precipitação descartá-lo. Melhor seria deixar ele no FX-2 para ver até onde a Lockheed e os EUA iriam.
Concordo também com Brig. Saito quando afirmou, na época do descarte prematuro do Jobim, que seria uma aeronave com grande poder de dissuasão.

C’est la vie.
Ivan.

Ivan

Thierry, Vous etais plus ou moins certain. A França e os Emirados Árabes Unidos, pelo pouco que sei, possuem alguns tratados de defesa estratégicos. Várias vezes acompanho exercícios aéreos de aviões de combate franceses com os Emirados. Bem como exercícios blindados, até porque a França tem uma companhia (16 unidades) de carros de combate Leclerc naquela região. além de ter fornecido um total de 388 carros de combate Leclerc, aos quais se juntaram 46 veículos blindados de recuperação, porém todos com motores MTU alemães. Sábia política dos Xeques árabes. Um pé na França outro nos EUA. Se um falhar terão… Read more »

motta_eiras

O F-35 não estaria em situação semelhante ao Gripen , ou seja de avião ainda em desenvolvimento ou seja de papel? Nossas necessidades são urgentes.

Sds

Felipe Cps

Chicão: nas palavras de NJ: “o F-35 é muito para a gente” (?!?)

No mais, é apenas mais do mesmo. O Rafaleco continua sendo um caça uniencomenda.

Sds.

Thierry

Ivan,

je reste trés confiant.
Need just some more time from what I heard.Look your FX2 and the time it takes…!

Abraçao

Ivan

Thyerry,
I’m too, but we need two partners, like the Emirates…
Well, that’s my vision.
See you,
Ivan.

Francisco AMX

Motta o F-35 está em vias de entrar em operação, já está em teste de integração, teve protótipos diversos, teve um longo desenvolvimento.. o NG não, existe uma plataforma de demonstração de como ficaria e funcionaria os sistemas do futuro caça, ainda não é um protótipo!

Felipe, pois é…
mas não fael “Rafaleco” não! respeite o caça! ele nada tem a ver com os esquemas que desconfiamos… além do mais tu sabe que ele é um grande vetor! 🙂

Abraços

Thierry

Ivan,

don ‘t worry.USA remains strategic.Would be stupid to forget them.But what Brazil and France are trying to do is build a real multi-materalism, crossed cooperation.Propose other solutions.France =Europe…
France(like Brazil) and USA are allies for the real democracy world issues.Look the french marine Rafale pilots every year landing for exercises on american carriers when the only one we have(what a pity….) is in long maintenance or repair.

Thierry

read lateralism instead of materialism

ZE

Como já tinha comentado naquele post grande: Tava na cara que os Emirados não iam comprar Rafale coisa nenhuma. Este país pequeno já tem 120 caças de ponta.

Se os Rafale não forem vendidos aqui, não serão vendidos em lugar nenhum, tornando-se o maior abacaxi da história da aviação militar gaulesa.

motta_eiras

Francisco AMX em 17 nov, 2009 às 11:42

Obrigado,

Sds

flaviodepaula

Pois é….

Pelo menos eles tem a visão de trocar o Rafale por um vetor melhor, um de qunta geração…..enquanto a galera por aqui….

Ah propósito, eles comentaram sobre F18 ou Gripen NG/???? Ah não, ops, verdade, foi mal….não são melhores que o Rafale….desculpa ai ta…

Ivan

He he he he…

Flávio, deixa de malvadeza.
Eles já estam de Lochheed. Boeing para que?
Quanto ao Gripen? Bem, a Suécia não está a fim de construir base no deserto para protejer petróleo de ninguém.
Abç,
Ivan.

flaviodepaula

Ivan em 17 nov, 2009 às 13:44,

Não é pra que colega….é porque….

Porque querem um avião de verdade…um vetor de excelência. Por isso pensaram em Rafale na primeira opção.

Mas como lá não se preocupam com verbas para não virar rainha de hangar(ou melhor, como eles pensam e precisam pensar na sobrevivência do país), vão tentar comprar o que há de melhor no momento. o F35.

Mas, a primeira opção foi Rafale, que é muito bom, mas não melhor qe o F35. Não pensaram em F18 ou Gripen NG.

flaviodepaula

Mas claro, falando sério agora, os contextos regionais e políticos são muito diferentes.

Não da para fazer essa comparação ao pé da letra entre Brasil e EAU.

Fiz mais por gozação mesmo, pois acho o Rafale melhor que o F18. Melhor que o Gripen NG, no futuro posso verificar, pois este não existe agora, rs

Abraços

Hornet

Vamos corrigir a manchete: “A Folha quer que os EAU desistam do Rafale” (pois assim mostraria que o presidente Lula está errado…hehehe). Essa é a manchete certa para esta matéria postada pelo Blog. Já na matéria original, em inlgês, a manchete é: “UAE reveals fifth-generation fighter ambitions” Existe uma diferença faraônica (em homenagem a outra matéria…hehe) entre “revelar ambição” e “abrir mão”. Ainda não matéria original, está escrito: “It was not immediately clear how Alalawi’s remarks could influence support among UAE military leaders to acquire another advanced fourth-generation fighter – the Dassault Rafale – even sooner.” Portanto, ao ler-se a… Read more »

Hornet

ops! “Ainda não matéria original” = Ainda na matéria original…

Thierry

“Existe uma diferença faraônica (em homenagem a outra matéria…hehe) entre “revelar ambição” e “abrir mão”.”

he he that makes me laugh your comment!

Baschera

ZE em 17 nov, 2009 às 12:05

Olha…. o avião francês tá é mais para “pepino” do que abacaxi.
Rsssssss.

Sds.

Baschera

Hornet em 17 nov, 2009 às 16:41 Não tinha visto este seu post…hehehe. Tens razão…o artigo da folha diz uma coisa, o original da Flightglobal é um pouco diferente. Aliás, eu já tinha mencionado este assunto dos Emirados em outro tópico… mas não lembro qual foi….é a idade…rssss…. e lembro até de ter mencionado o nome do Gen. “emiradiano” que deu sua opinião. A folha as vezes força… mas não deixa de ter chamado a atenção ao fato de que se o Rafale for preterido lá, seremos só nós e os franceses. O que me preocupa é a pouca quantidade… Read more »

Hornet

Baschera, a Folha não força, ela distorce e torce (contra)…hehehe Quem disse que seremos só nós e os franceses?! E o Kuwait? Está fechado o negócio é só uma questão de tempo para assinarem o contrato. E a Suíça? E a Índia? etc. O Rafale vencendo aqui, abre caminho em outros lugares. Por isso, inclusive, que o FX2 se tornou a menina dos olhos dessas empresas todas, não apenas da Dassault. Da SAAB também. Se não vencer aqui (ou se não arrumar algum sócio aqui, até acho que arruma), é provável que o NG se eternize como um belo projeto… Read more »

Thierry

Hornet

you are right.I prefer serious negotiations which end successfully than marketing buzz.
http://www.flightglobal.com/articles/2009/11/09/334383/flight-test-dassault-rafale-rampant-rafale.html
this flight test should really have been a subject of article here on the Blog – there was everything in it -technics, smart remarks by an experienced previous Malvinas RAF pilot.

abração faraonica he he!

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