domingo, abril 11, 2021

Gripen para o Brasil

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Operação Laçador mobiliza mais de 40 aeronaves da Força Aérea Brasileira

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

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Nesta segunda-feira (16) iniciou-se a Operação Laçador, o maior exercício combinado da América Latina, com mais de 8 mil militares das três Forças Armadas. A Força Aérea Brasileira (FAB) conta com cerca de 40 aeronaves que atuarão durante a manobra: C-130, KC-130, RA-1, F-5EM, C-105, A-1, C-99, AT-26, R-35, R-95, KC-137, E -99, R-99, P-95 B, SC-95, C-97, A-29, H-34, C-95, H-1H e C-98. Nos primeiros dias do exercício, a Força Aérea Componente obterá a superioridade aérea com o objetivo de negar o uso do espaço aéreo ao inimigo.

O exercício, realizado sob a égide do Ministério da Defesa tem a finalidade de adestrar, nos níveis operacional e tático, os Estados-Maiores no planejamento e na execução de ações das Forças navais, terrestres e aéreas. A Marinha, o Exército e a Força Aérea Brasileira atuarão em conjunto até o final do exercício, 27 de novembro.

Essa é a segunda operação combinada coordenada pelo Ministério da Defesa este ano – a primeira foi a Operação Laguna, no Mato Grosso do Sul – e a quinta que tem o Sul do país como cenário. No exercício simulado da operação, os países Amarelo e Verde estão em conflito. Na guerra fictícia, o país Verde corresponde aos Estados de Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul e o país Amarelo às regiões da Campanha e noroeste do Rio Grande do Sul.

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O país Amarelo enfrenta uma crise de energia. Os campos petrolíferos se esgotaram e a única fonte de energia vem de uma usina binacional construída em parceria com o país Verde, onde fica a sede da hidrelétrica. O país Amarelo decide ocupar os campos petrolíferos do país Verde, localizados na região do Porto do Rio Grande. Com o aval da Organização das Nações Unidas, o país Verde decide então tomar a usina binacional, que será representada pela hidrelétrica de Itá, localizada na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande. Está armado então o cenário do conflito onde os militares brasileiros farão os exercícios.

Segundo o Estado-Maior de Defesa do Ministério da Defesa, as operações combinadas utilizam um moderno conceito de aplicação de forças militares de mar, terra e ar, de forma integrada e coordenada, para atingir um objetivo que seja de interesse para o país como, por exemplo, a defesa de áreas sensíveis.

O planejamento e a definição dos cenários das operações combinadas ocorrem bem antes do início efetivo do exercício. A Operação Laçador, de acordo com o Estado-Maior de Defesa, representa a fase final de um ciclo de planejamento trienal, iniciado em 2007, com a finalidade de: adestrar forças navais, terrestres e áreas em operações conjuntas;intensificar a presença do Estado e das Forças Armadas na área do exercício, ampliando a interação entre o Ministério da Defesa e os diversos órgãos de segurança e fiscalização; e apoiar a população com atendimentos de saúde e cidadania.

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FONTES: site da Operação Laçador e FAB

NOTA / ATUALIZAÇÃO:

O quadro abaixo, disponibilizado no site da operação, mostra diferenças em relação à lista de aeronaves citada no texto acima (que foi editado a partir de notícias do próprio site da operação e da FAB):

quadro aeronaves - fonte operacao lacador

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4 Comments

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baschera

Pois é os Paraguaios já estão enchendo o saco dizendo que se sentem constrangidos e que diminui o comércio (contrabando) na fronteira..etc..etc.. que é muito exercício seguido e tal.

Só falta los hermanos reclamarem também.

Sds.

Robson Br

Podem falar a vontade, mas muitos países devem estar morrendo de inveja por o Brasil está fazendo um exercício deste porte.

É UM EXECÍCIO MUITO CARO, mas que realmente adestra as tropas. Não são forças isoladas, mas operações conjuntas.

A preocupação do Paraguai é que faz parte do execício a tomada de uma central hidroelétrica.

RodrigoMF

Como sempre os M2000 ficam em Anápolis.

Baschera

RodrigoMF em 17 nov, 2009 às 7:00

Pois é Rodrigo….vc sabe por que……
Mas é melhor não explicarmos o motivo para galera, senão vão nos taxar de “anti-françoises”…..

Sds.

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