sexta-feira, maio 7, 2021

Gripen para o Brasil

Brasileiros modernizam C-130 da Líbia em Portugal

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

c-130libio-foto-militaryphotos

vinheta-clippingA missão de Frederico Nogueira e mais 14 profissionais brasileiros em Lisboa, capital de Portugal, é cuidar da reforma e manutenção de aviões militares da Líbia. O grupo é cooperado da Cooperativa de Trabalho do Vale do Paraíba (Valecoop), com sede em São José dos Campos, no interior de São Paulo, que presta serviços aeroespaciais para o mundo todo e fechou contrato com a Indústria Aeronáutica de Portugal (Ogma) em 2007.

“Nosso escritório (da Valecoop) fica no Brasil. A Ogma é um cliente nosso, mas trabalhamos lá dentro com o uniforme dela e todo o suporte da empresa”, disse Nogueira à ANBA. “Inicialmente era uma missão de seis meses, mas o contrato foi renovado porque muitas peças são importadas dos Estados Unidos e cada avião leva em média seis meses para ficar pronto”, explicou.

Segundo Nogueira, três aviões já foram entregues totalmente reformados. “Agora estamos trabalhando na quarta aeronave. São aviões cargueiros, do modelo Hercules C-130”, disse. A Ogma é certificada pela Lockheed Martin, empresa norte-americana fabricante de produtos aeroespaciais, como centro autorizado para a manutenção do modelo. Ela possui capacidade de intervenção para todos os níveis de manutenção, reparação, revisão geral da aeronave, assim como dos seus motores e acessórios.

Além da reforma e manutenção dos aviões, o brasileiro foi um dos responsáveis pelo treinamento de 15 militares líbios – entre soldados, tenentes, sargentos e generais, ao longo de seis meses. “Eles acompanharam de perto o dia-a-dia do nosso trabalho e participaram de um curso básico de manutenção de aeronaves. Foi uma experiência bastante positiva. Inclusive até fui convidado para trabalhar na Líbia”, diz.

Aviões, carros, motos e motores sempre foram a grande paixão de Nogueira. Como nasceu em José dos Campos, ainda bastante jovem foi buscar uma oportunidade de emprego e aprendizado na Embraer, onde trabalhou por 10 anos. A Embraer é hoje, aliás, uma das proprietárias da portuguesa Ogma. “Entrei lá como aprendiz, fiz o curso técnico em Mecânica para Manutenção de Aeronaves no Senai e cursei Faculdade de Gestão em Comércio Exterior na Universidade Paulista (Unip)”, conta.

Em 2006, o mecânico decidiu viajar para o exterior para estudar inglês e buscar novas experiências profissionais. O destino escolhido foi a Nova Zelândia. Depois de bater em muitas portas, conseguiu trabalho como ajudante de mecânico numa oficina de motos. “Fiquei realizado porque sempre fui apaixonado por motos e cheguei a participar de muitas competições no Brasil”, afirma.

Nogueira aprendeu a dirigir motos com o irmão mais velho, aos 11 anos de idade. Participou da primeira competição aos 17 anos e foi campeão paulista de Cross Country em 1999.

Na volta ao Brasil, em 2007, o mecânico trabalhou na companhia aérea TAM por três meses. “Saí depois de aceitar o convite para trabalhar em Lisboa”, diz. O contrato com a empresa portuguesa acaba em dezembro. No começo de 2010, Nogueira precisa definir se volta para o Brasil ou se tenta uma nova oportunidade na Europa ou quem sabe num país árabe. “Hoje me sinto como um jogador de futebol. Vou trabalhar onde receber a melhor proposta”, afirma.

A Valecoop e Ogma

A Valecoop presta serviços aeronáuticos para o mundo todo e representa profissionais especializados no desenvolvimento de soluções, manufatura, integração e manutenção de produtos de tecnologia aeroespacial. As principais competências da empresa são engenharia e desenvolvimento, fabricação aeronáutica, manutenção de aeronaves, instrução e treinamento.

A Ogma foi fundada em 1918 e é um das mais antigas companhias de aviação do mundo. Ela fabrica e faz manutenção de aeronaves. A empresa foi privatizada em 2003 e duplicou o volume de negócios nos três anos seguintes. Hoje o governo português detém apenas um terço do capital da empresa e a brasileira Embraer é proprietária majoritária da companhia, com 65% do capital da empresa.

A Ogma trabalha tanto com o mercado de aviação civil como militar. Além disso, a empresa é um centro de manutenção autorizado para os produtos de diversos fabricantes, como a Lockheed Martin, a Embraer, a Rolls-royce e a Turbomeca.

FONTE: ANBA – Agência de notícias Brasil-Árabe

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Azul&branco

Não confunda Lockheed com Lockerbie.

Bruno Rocha

Os brasileiros sabem mesmo mecher con aviões, mas…
Estamos perto de fazer o nosso brinquedo?
Estamos perto de entrar para o ramo das empresas fabricantes de aeronaves cargueiras milatares?
A Embraer tem bala na agulha para entra nessa? De aeronaves grande?

Wolf

Epá desculpem lá mas este gajo pouco mais deve fazer do que lavar peças, voçês os bons devem ter ficado com eles no Brasil, pois estes da Valecoop parecem que tem duas mãos esquerdas (nada contra os canhotos).

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