sexta-feira, maio 7, 2021

Gripen para o Brasil

Reativado o 69º esquadrão de bombardeiros da USAF, com B-52H

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

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Com este, são quatro esquadrões operando os veteranos bombardeiros B-52H na Força Aérea dos EUA

No último dia 3 de setembro, foi reativado o  69º Esquadrão de Bombardeiros (69th Bomb Squadron) na Base Aérea de Minot, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF). Com essa unidade, passam a ser quatro os esquadrões operacionais de  B-52H na USAF. Na mesma base, já opera o  23º Esquadrão, com o qual passa a formar a 5ª Ala de Bombardeiros. Outros dois, o 20º e o 96º, operam na Base Aérea de  Barksdale, formando a 2ª Ala. Assim, cada Ala Aérea equipada com o B-52 passa a contar com dois esquadrões operacionais, possibilitando à USAF uma melhor rotatividade de unidades em missões. Essa iniciativa, há muito aguardada, já havia sido anunciada em 2008.

Historicamente, o 69º Esquadrão tem uma longa folha de serviços, tendo participado da Segunda Guerra Mundial no teatro de operações do Pacífico, com aeronaves A-26 e B-26. Durante a Guerra do Vietnã, operou o B-52.  

Entre outubro deste ano e abril do ano que vem, 10 aeronaves B-52 serão transferidos de Barksdale para Minot para equipar a unidade reativada e equilibrar a dotação dos esquadrões (lembrando que a USAF busca manter em operação 76 aeronaves do tipo – veja links abaixo).  Muitos dos recursos e funções serão compartilhadas com o 23º Esquadrão, que já opera na base, o que inclui treinamento, exercícios e desdobramentos, dando maior flexibilidade ao Comando de Ataque Global da USAF. A mudança deverá ajudar no foco de treinamento para missões de ataque nuclear das unidades de B-52, num esforço da Força Aérea dos EUA de revigorar essa capacidade.

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FONTE e FOTOS: USAF

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Antonio M

Li uma reportagem onde planejam opera-lo até 2040 !!! Primeira vez na história da aviação um avião voar efetivamente por 90 anos !

J Curitiba

E tem gente preocupada com o uso de bases colombianas pelos Estados Unidos.

LBacelar

Estranho reativarem a 69° frota…

Oq será que os EUA estão planejando?

LBacelar

corrigindo… 69º Esquadrão rsrsrs

eu estava com a 4ª frota na mente hehehe

Marcelo Tadeu

Engraçado!!! Se esta notícia fosse no Brasil, muitos aqui e a imprensa marrom diriam: ” FAB reativa Esquadrão com aviões de 50 anos de idade”, “FAB reativa carroças”, ” FAB voando com sucatões”, mas como é nos EUA… Estou de saco cheio das coisas que eu ouço na imprensa todo dia e o pior, o que leio aqui, onde , imaginei , as pessoas conhececem um pouco sobre a matéria DEFESA, salvo alguns. Acho que o Brasil deveria acabar com as FFAA de uma vez. Deixar a PM tomar conta ou a pseudo Força Nacional de Segurança, que eu não… Read more »

Caipira

Marcelo Tadeu em 10 set, 2009 às 13:59

E ai brow?Tá mais calmo agora?

rsrsrsrs

Gerson

Olha pessoal!
Na verdade tem muita gente que não se preocupa com o seu país.Eu se fosse o Lula,que pelo menos teve coragem de fazer algo pra melhorar estas forças armadas, e ainda assim é criticado,se eu fosse ele daria vitória para os dois caças os americanos e franceses, esperaria eles baixarem os preços.

Deio

Creio que a questão do B52 ilustra muito bem o aproveitamento de uma aeronave ao longo do tempo.
Se esta é bem nascida (bom projeto), a chance de ela ser aperfeiçoada é grande.
Levando isso para o Rafale, a aquisição de tecnologia é importante não apenas do ponto de vista induatrial, mas também do ponto de vista de desenvolvimento. E aqui a FAB tem papel primordial. Ela deveria estar atenta aos desenvolvimentos e porpor modificações que mantenha a aeronave, (qq que seja) ao menos próxima do estado da arte.

Fábio Mayer

Os B52 são o que eu chamaria de chumbo grosso!

E idiotas como Hugo Chaves se preocupam com agrupamentos de escoteiros americanos na Colômbia.

Um dos fatores que leva o B-52 a operar por tanto tempo também é a quantidade colossal deles que foi construída, além das constantes modernizações.

E como não são aviões de caça, suas estruturas aguentam a operação longeva com mais facilidade, porque operam com menos pressão de força G.

Noel

Marcelo Tadeu, bom desabafo, e talvez seja por isso que muitos dos mais antigos participantes do blog param de comentar.
Sds

Dalton

“Se esta notícia fosse no Brasil, muitos aqui e a imprensa marrom diriam: ” FAB reativa Esquadrão com aviões de 50 anos de idade”, “FAB reativa carroças”, ” FAB voando com sucatões”, mas como é nos EUA…”

Marcelo…compreendo seu desabafo, mas acho que vc utilizou-se de uma comparaçao pouco valida. O B52 está sendo usado para bombardeio convencional…MAS…nao esqueça a sua capacidade nuclear, pois ele pode levar armamento nuclear standoff inclusive armamento nuclear que só pode ser transportado por ele, nem pelo B1 ou pelo B2. Ou seja, o “velhinho” aí continua muito bom de briga.

abraços

Hornet

Dalton, só pra apimentar: o “velhinho” continua bom de briga, ok. Concordo plenamente (até porque sou fã do B-52…do avião, pois aquela banda dos anos 80 acho uma porcaria sem fim…hehe). E a Corveta Caboclo também cumpriu muito bem sua missão e continua muito boa de briga. Mas nem por isso deixaram de malhar a nossa “velhinha”. O Marcelo tá certo. Como vc sabe, no futebol tivemos que esperar até 1958 pra espantar de vez esse complexo de inferioridade e de subserviência. Na música, a Bossa Nova (em 1959) nos colocou no primeio plano da música mundial. Hoje, tanto na… Read more »

karlus73

Vou complementar mais um pouco.
A aplicação de uma aeronave desse tipo só é feita quando o existe uma total superioridade área na zona de conflito. Caso contrario o B52 (que também tem um bebida com esse nome) seria um alvo muito fácil, mesmo com as ditas modernizações, sistema de interferência electrónica, contra-medidas e outras coisas que existe na guerra moderna.
Alguém tem a ideia de quantos B52 a USAF está a usar neste momento?
Abs

karlus73

Bem, fui colocar outro email e lá foi a bandeira do meu país…
Abs

karlus73

(o post anterior nem apareceu).. Repito de novo

Vou complementar mais um pouco.
A aplicação de uma aeronave desse tipo só é feita quando o existe uma total superioridade área na zona de conflito. Caso contrario o B52 (que também tem um bebida com esse nome) seria um alvo muito fácil, mesmo com as ditas modernizações, sistema de interferência electrónica, contra-medidas e outras coisas que existe na guerra moderna.
Alguém tem a ideia de quantos B52 a USAF está a usar neste momento?
Abs

Nunão

Karlus, Como diz o texto e um dos links, a meta é manter em uso 76 aeronaves, agora divididas em 4 esquadrões. Concordo com a questão da total superioridade aérea necessária, mas isso tem mais a ver com conflitos “convencionais”. Eles estão treinando pra valer, de novo, as missões nucleares, e para essas há muito tempo o B-52 se vale de armamento “stand-off”, como ressaltou o Dalton. Hornet (off topic), Que que é isso, B-52´s é uma banda referência para o início dos anos 80, consegue ser inovadora, pop, interessante, bizarra, demodé, massificada e cult ao mesmo tempo… Sei que… Read more »

Dalton

Hornet… acho que o Marcelo atirou no que viu e acertou no que nao viu…rs o B52 apesar da idade leva o que há de mais moderno em armamento nuclear, feito especificamente para ele, apesar da idade. Dados tecnicos sobre o “velhinho” estao na Internet ou publicaçoes especializadas, MAS, acho que nao temos a real noçao do que este aviao representa… do seu poderio. Uma coisa é modernizar um F5 ou a Caboclo, que alias fomos vc e eu defensores da mesma naquele triste episodio do aviao frances, outra coisa é modernizar um aviao que pode conter um poderio que… Read more »

Bosco

Vamos dar nomes aos bois. Armamento standoff quer dizer o míssil ALCM AGM 86 com mais ou menos 2500 km de alcance e uma ogiva de 200 Kt.

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