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Vazamento de combustível do F-35 em Eglin: faltou aperto

O problema de vazamento de combustível que abreviou o voo inaugural de treinamento do F-35, realizado na Base Aéra de Eglin da USAF (Força Aérea dos EUA) na semana passada foi devido a três fixadores frouxos (nota do Editor: escolhemos a tradução “fixadores” mas também é comum se falar simplesmente em parafusos). O voo era para durar 90 minutos, mas a surtida foi abortada após apenas 20 minutos no ar, quando um F-16 que fazia o papel de “paquera” viu o que parecia ser um pequeno vazamento de combustível no F-35.

O pessoal de manutenção da 33ª Ala de Caça de Eglin realizaram uma inspeção no caça e perceberam que três fixadores levemente frouxos permitiram que uma pequena quantidade de combustível vazasse da aeronave. Eles também encontraram água residual de uma lavagem do caça.

O comandante da 33ª Ala, coronel Andrew Toth, disse que está “orgulhoso pela resposta imediata da  nossa equipe integrada. Ele está de volta à condição de voo graças ao trabalho duro e à dedicação de nossos mantenedores, que incluem o apoio logístico contratado que trabalha conosco.” Não se sabe ainda qual foi a causa para os fixadores afrouxarem. Porém, os mecânicos os apertaram em todos os outros oito F-35 da base.

FONTE: nwfdailynews (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: USAF

NOTA DO EDITOR: o comandante disse que estava orgulhoso do trabalho. Mas, além dos fixadores, algumas pessoas também devem ter sofrido um “aperto” depois desse fato ocorrido justamente no voo inaugural…

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Na sexta-feira, 9 de março, autoridade da Força Aérea dos EUA (USAF) disse acreditar que foi uma “situação isolada” o problema com a papelada que levou ao cancelamento do contrato do LAS (apoio aéreo leve), estimado em 355 milhões de dólares e que prevê a aquisição de 20 aeronaves para venda ao Afeganistão.

Segundo David Van Buren, que exerce o cargo de secretário assistente para aquisições, a investigação ainda está em andamento, mas ele não acredita que o caso revele um problema sistemático com o processo de aquisições da Força Aérea.

Em uma entrevista à Reuters, realizada em seu escritório no Pentágono, Van Buren disse: “É minha convicção, baseada nas informações que tenho e que estão sujeitas a mais análises por parte da investigação (…) que esta é uma situação isolada.”

A situação à qual ele se refere é o cancelamento abrupto feito pela Força Aérea, na semana passada, do contrato com a Sierra Nevada e o fabricante brasileiro Embraer para 20 aviões de ataque leve, e que poderia chegar a até 1 bilhão de dólares, caso todas as opções fossem exercidas. Para seu cancelamento, foi citada a questão de documentação inadequada.

A USAF afirmou que descobriu o problema enquanto se preparava para responder a uma apelação judicial feita pelo outro competidor da concorrência, a Hawker Beechcraft, que havia sido desqualificada da disputa em novembro de 2011 porque sua aeronave AT-6 foi considerada “tecnicamente insuficiente”. Segundo o porta-voz da USAF, Jennifer Cassidy, a USAF espera determinar na próxima semana como reestabelecer a competição.

A Força Aérea dos EUA está lutando para reconstruir sua reputação após diversos problemas com aquisições de alto nível na última década, em programas que abrangeram desde aviões reabastecedores a novas aeronaves de busca e salvamento. Autoridades da USAF descreveram o último incidente como embaraçoso e desapontador.

Na quinta-feira, o chefe do Estado-Maior da USAF, general Norton Schwartz, disse que o problema poderia resultar em que Pentágono  assumisse novamente o controle das aquisições da Força Aérea, o que aconteceu após um grande escândalo de contrato em meados da década de 2000. Segundo Schwartz, o chefe de aquisições do Pentágono, Frank Kendall, faria uma recomendação para assumir a supervisão após revisar os fatos do caso Sierra Nevada: se envolve problemas sistemáticos ou erro individual.  Mas Van Buren disse à Reuters que havia conversado com Kendall e que “não há expectativa” nesse momento de retirar da Força Aérea a supervisão dessa competição.

Já para Loren Thompson, analista do Lexington Institute, o incidente claramente deixou marcas na reputação já manchada da USAF: “Tem havido uma série de erros nas aquisições da Força Aérea ao longo do último ano que levantam dúvidas se a USAF já resolveu os problemas que levaram a perder o controle sobre esses programas.” Ele citou um incidente, no ano passado, em que autoridades da USAF cometeram o erro de mandar dados registrados (proprietários) para as empresas erradas durante as ofertas para o contrato de 35 bilhões dos aviões reabastecedores. Thompson acrescentou: “Há um padrão aqui de profissionalismo irregular, e que cria dúvidas.”

Por outro lado, Van Buren, executivo da indústria que assumiu o principal cargo de executivo para aquisições da USAF em abril de 2009, disse que a Força Aérea “realmente trabalhou duro para resolver a situação” e implementou um processo de aquisições transparente e arregimentado. Van Buren ressaltou que a USAF trabalha com aproximadamente 130.000 ações relativas a contratos todos os anos, e que auditores federais somente levantaram questões a respeito de um ou dois.

O executivo, que deverá se aposentar no final de março, também lembrou que decisões sobre importantes programas de aquisição também foram vetadas por militares de outras forças ou pelo escritório de aquisições do Pentágono. Segundo Van Buren, ele nunca serviu como “autoridade de seleção de fontes” nos progamas da USAF para garantir de que haveria “checagens e equilíbrios” no sistema. Ele disse que as identidades dos militares que fazem a seleção nunca é revelada, de forma a proteger tanto o processo quanto os indivíduos de qualquer “pressão do mercado”. Ressaltou também que as grandes decisões são geralmente aprovadas por altas patentes, com nível entre uma e três estrelas, ou seus equivalentes civis. Em casos muito raros é que decisões são tomadas por militares com posto de coronel.

No caso envolvendo o contrato da Sierra Nevada, Van Buren não quis identificar a autoridade que fez a seleção, mas disse que foi feito por alguém com patente de coronel ou superior, ou seu equivalente civil. Também disse que a decisão foi revisada por “diversas pessoas de posição mais elevada (senior)”.

A Sierra Nevada está insistindo que a USAF reinicie a competição rapidamente, sem diminuir o conjunto de requerimentos originais, pelos quais o AT-6 da Hawker Beechcraft foi desqualificado. Taco Gilbert, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Sierra Nevada, disse que “nenhuma quantidade de documentos vai corrigir as deficiências fundamentais do AT-6.” A Reuters informou que, quando da publicação da reportagem, nenhum comentário da Hawker Beechcraft estava disponível. A Hawker insiste que seu AT-6 é o avião de ataque leve mais capaz, acessível e sustentável do mercado. Já a Sierra Nevada diz que o Embraer A-29 Super Tucano ofertado é provado em combate, e está em uso por seis forças aéreas ao redor do mundo.

FONTE: Reuters (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTOS: sites de divulgação do A-29 (builtforthemission) e do AT-6 (missionreadyat-6) nos EUA e USAF

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Segundo jornal norte-americano do Estado do Kansas, é possível que na próxima segunda-feira a USAF termine sua investigação interna – Sierra Nevada pede à Força Aérea que se atenha aos dados respondidos pelas empresas conforme o pedido de propostas (RFP) original, e sugere à Hawker Beechcraft que ‘não se coloque no caminho do processo’

 

Na última quarta-feira, 7 de março, o jornal The Wichita Eagle (do Estado do Kansas - EUA) publicou em reportagem que a  investigação da Força Aérea dos EUA (USAF) sobre o contrato LAS, disputado pelo A-29 Super Tucano da Sierra Nevada / Embraer e pelo AT-6 da Hawker Beechcraft / Lockheed Martin, está centrada em problemas na sua própria papelada, e não em qualquer ação das empresas concorrentes.

A informação foi dada na quarta-feira pelo porta-voz da USAF, Jennifer Cassidy, em pronunciamento: “A Força Aérea concordou em tomar ações corretivas e suspender o contrato do LAS (Light Air Support - apoio aéreo leve) concedido à Sierra Nevada Corporation porque o executivo sênior de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não estava satisfeito com a qualidade da documentação que apoiava a decisão. Esse problema na documentação foi uma questão interna à USAF e não é o resultado de ações de nenhuma oferta. A Força Aérea iniciou uma investigação (Commander Directed Investigation – CDI) para pesquisar as regras e procedimentos internos de aquisição.” Ele acrescentou que a investigação está agendada para ser concluída na segunda-feira, embora o investigador possa requerer uma extensão.

O contrato da Sierra Nevada / Embraer cancelado no mês passado tinha valor de 355 milhões de dólares, para o fornecimento de 20 aeronaves Super Tucano, e havia sido contestado na Corte Federal de Apelações pela Hawker Beechcraft, que alegava problemas no processo de aquisição que havia eliminado-a da competição. Desde então, a Hawker Beechcraft e membros da delegação congressita do Kansas (onde a empresa está baseada) vinham solicitando à USAF para que esta esclarecesse as razões da eliminação, sem sucesso.

A Hawker Beechcraft disse em pronunciamento, segundo o jornal do Kansas, que os resultados da investigação serão críticos para que se possa obter “o reinício correto de uma justa e transparente competição.” Também disse confiar que, numa nova disputa, provará que seu AT-6 “é o avião certo para cumprir o espectro completo de missões descrito”.

Ainda na quarta-feira, nota da Sierra Nevada solicitou que a USAF seja rápida na seleção de uma aeronave para o LAS. Abaixo, seguem os principais trechos da nota, que pode ser acessada na íntegra (em inglês) no link para as fontes, ao final:

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A Sierra Nevada Corporation insta a USAF para concluir a competição LAS rapidamente, baseada em trabalhos substanciais já realizados

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A Sierra Nevada Corporation (SNC) hoje (7 de março) solicitou que a USAF atue rapidamente na seleção de uma aeronave para o programa LAS. Especificamente, a empresa insta a USAF para que estabeleça um plano e um cronograma para avançar com o processo de seleção, faça uso da substancial informação recebida na suas fontes originais da seleção, e mantenha os altos padrões para o desempenho das aeronaves do pedido de propostas (RFP - Request for Proposal) original, que foram baseados nos requerimentos específicos da missão LAS.

A empresa também disse que recebeu esclarecimentos da Força Aérea dos EUA de que a investigação da concessão do contrato do LAS está focada em problemas com a papelada (trabalho burocrático – ‘paperwork’) da USAF e, que, segundo o porta-voz da Força Aérea, Jennifer L. Cassidy, “não é o resultado de ações de nenhum ofertante” .

Devido à situação atual – uma revisão da USAF que é limitada a processos internos, um prazo final iminente para colocar a aeronave LAS em serviço no Afeganistão, e mais de 14 meses já gastos avaliando as aeronaves competidoras – a Sierra Nevada e seus parceiros acreditam que não há razão pela qual a USAF não poderia agir rapidamente para avançar um plano para um processo de revisão acelerado.

Segundo Taco Gilbert, brigadeiro reformado da USAF e vice-presidente de desenvolvimentos de negócios ISR da Sierra Nevada, “nós entendemos que erros ocorrem e que a Força Aérea tomou uma posição firme para manter a integridade de seus processos de aquisição. Porém, também estamos cientes de que esta é a segunda vez que o Departamento de Defesa foi frustrado em suas tentativas de enviar essa capacidade ao Afeganistão“. No caso, Gilbert fez uma referência ao cancelamento da Operação Imminent Fury. Ele acrescentou: há homens e mulheres dos Estados Unidos e de nossos aliados engajados em operações de combate diárias, e que solicitaram esse tipo de capacidade.”Atualmente, todo o poder aéreo de asa fixa no Afeganistão é suprido pelos EUA e outros aliados.

Gilbert disse que “uma das minhas principais preocupações é que deverá haver um esforço para diminuir os requerimentos para a competição do LAS, o que poderia por a missão em risco. Isso poderia significar que as forças de combate carregariam o fardo de uma aeronave que já foi determinada como ‘tecnicamente insuficiente’ e que carrega um ‘risco de capacidade inaceitável’. As apostas são altas. O imperativo operacional é colocar rapidamente a capacidade LAS no Afeganistão, para transferência de responsabilidades de segurança e realocação de forças dos EUA em outros lugares. Há também uma necessidade de se preservar significativos recursos do contribuinte e as incontáveis horas já gastas avaliando os dois aviões competidores. Reescrever o pedido de propostas (RFP) para um conjunto de padrões inferior ou reiniciar a competição nesse momento poderia colocar em perigo essas metas.”

Finalizando, o executivo disse que “dada a palavra da Força Aérea, a Sierra Nevada e nossos parceiros estamos prontos para tomarmos ações de forma extremamente rápida. Nesse ponto do processo, a Hawker Beechcraft deveria estar pronta para fazer o mesmo. Suas razões para se colocar no caminho desse processo não existem mais.”

FONTES: The Wichita Eagle e Built for the Mission (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTO DO MEIO: missionreadyat-6

NOTA DO EDITOR: há uma pequena discrepância entre a citação do porta-voz da USAF como está no jornal do Kansas e na nota da Sierra Nevada. No jornal, a citação diz que o problema encontrado “não é  resultado de ações de qualquer oferta” (offer), enquanto que na nota da Sierra Nevada, diz que “não é resultado de ações de qualquer ofertante” (offeror).

USAF planeja configurações comuns entre os caças F-22 e F-15C

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Autoridades da USAF também falaram a parlamentares dos EUA sobre as reduções das frotas, que afetam a Guarda Aérea Nacional e a reserva, e justificaram a extensão da vida do F-16 e desativação de parte dos A-10

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Em depoimento realizado dia 6 de março em Washington ao Subcomitê de Defesa da Câmara, o secretário da Força Aérea dos EUA (USAF) Michael Donley, juntamente com o chefe de Estado Maior da USAF Gen. Norton Schwartz, destacaram os esforços de modernização da Força. Entre eles, está o foco em configurações comuns entre aeronaves, como vem ocorrendo nas frotas de C-5 Galaxy e C-17 Globemaster III e os esforços em andamento para a busca de configurações comuns nas frotas de F-22 Raptor e F-15C Eagle.

Essas comunalidades visam diminuir as necessidades apoio e manutenção das frotas. Essa é uma das prioridades da modernização de aeronaves da USAF, preocupação que é significativa “especialmente devido à idade das frotas dos aviões e as novas tecnologias, que desencadeiam a necessidade de investimentos”, disse Donley.

Outras prioridades incluem o bombardeio de longo alcance, o avião de reabastecimento em voo KC-46A, além de programas chave em espaço e ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento). Segundo Donley, todos são vitais para o futuro. Para tornar esses esforços possíveis, Schwartz disse que a USAF quer desativar aproximadamente 230 caças, aviões de transporte e de ISR no ano fiscal de 2013, dentro de um total de 286 aeronaves que deverão ser desativadas  pelo Plano de Defesa dos próximos anos.

Segundo Schwartz, “como parte da orientação estratégica de defesa, estamos estruturando nossa força para ser ágil e dar o retorno esperado, mesmo aceitando o risco associado de ter uma força de tamanho menor. Nós planejamos que as metas de desativações conseguirão economizar um total de 8,7 bilhões de dólares no período planejado, recursos que poderão ser aplicados na estratégia de modernização.”

A USAF também está enfatizando o uso de capacidades multitarefa que proporcionam flexibilidade dentro do espectro de um conflito, segundo Donley. Ele destacou como exemplo de multitarefa o C-130 Hercules, assim como as escolhas da USAF na estrutura da força de caças, o que inclui uma frota menor de A-10 Thunderbolt II e planos para uma extensão da vida útil do F-16 Fighting Falcon.

Esse ajuste no número de aeronaves faz parte de uma visão holística e interestadual para a estrutura das forças da Guarda Aérea Nacional e da Reserva da Força Aérea, disse Schwartz: “Claramente, a vitalidade e a efetividade da USAF é dependente da força como um todo. Assim, as lideranças tanto dos componentes ativos como de reserva trabalharam de forma próxima em todasa as deliberações que afetassem a força no seu todo.”

 FONTE / FOTOS: USAF

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A Força Aérea dos Estados Unidos provavelmente terá de reiniciar seu programa Light Air Support (LAS), disse ao Congresso Americano no dia 6 de março o oficial superior civil do departamento.

“Esta é uma necessidade urgente de nossos parceiros Afegãos.”, disse o secretário da força aérea Michael Donley ao Subcomitê de Apropriações Regionais de Defesa. “É muito provável que nós precisaremos voltar e começar do zero nesta seleção de fornecedor”.

Donley disse que a USAF está trabalhando na melhor forma de reiniciar o programa, porém este terá um atraso de no mínimo vários meses. Também existirá uma nova competição, porém os requisitos provavelmente permanecerão inalterados, adiciona Donley.

A USAF espera adquirir 20 aeronaves de suporte aéreo leve (LAS) por US$ 355 milhões para a Força Aérea Afegã. Foi selecionada a aeronave brasileira Sierra Nevada/Embraer EMB-314/A-29 Super Tucano, depois que o departamento rejeitou o Hawker Beechcraft AT-6. A USAF foi forçada a suspender o contrato depois que a Hawker entrou com uma ação, mas posteriormente teve de anular a disputa por completo.

Donley disse que a USAF tomou a decisão de cancelar o contrato nascente porque sua documentação interna “não era o que precisava ser”.

O departamento iniciou uma investigação interna, liderado pelo chefe do Comando de Material da Força Aérea, General Donald Hoffmann, para determinar se houve qualquer irregularidade. O chefe da USAF, General Norton Schwartz disse na semana passada que haveria um “inferno a pagar” se qualquer má conduta for descoberta.

O governo brasileiro, que os Estados Unidos estão tentando atrair como aliado, reagiu com raiva. No entanto, após os Estados Unidos dizerem que ainda estão interessados no Super Tucano, os dois lados reabriram as negociações.

A USAF tem lutado por seu processo de aquisição há mais de uma década depois de um oficial superior da Força Aérea ser preso por má conduta, juntamente com um executivo da Boeing, durante uma disputa para substituição do avião-tanque KC-135.

Nos últimos anos, a Força Aérea tinha a esperança de colocar o escândalo escondido, mas como Donley o colocou, este último episódio provou ser uma “vergonha” – ecoando o comentário de Schwartz, uma semana antes.

FONTE: Flightglobal (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)
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Treinamento no F-35: o que é bom dura pouco?

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Era para ser um grande marco, mas primeira surtida do programa de treinamento com o F-35 em Eglin durou só 15 minutos, devido a um potencial vazamento de combustível

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Segundo informe divulgado hoje, 7 de março, pela Base Aérea de Eglin da USAF (Força Aérea dos EUA), foi realizada a primeira surtida de treinamento (na verdade um voo de checagem) em um F-35 Lightning II na base. O voo foi no dia anterior, e a nota diz tratar-se de “um pequeno passo para o próximo meio século de domínio aéreo.”

De fato, foi um pequeno passo, ou melhor, um pequeno voo. Ao invés dos 90 minutos programados, a surtida durou apenas 15 minutos, pois o piloto teve que declarar “emergência em voo”. Ainda segundo o informe da base, a moral manteve-se alta mesmo com o ocorrido. Pilotos e mecânicos deveriam se reunir ainda no mesmo dia para discutir o vazamento de combustível em potencial que causou, de maneira preventiva, a volta do caça.

Ainda assim, o coronel Andrew Toth, comandante da 33ª Ala de Caça de Eglin, disse que “nossa primeira surtida é um verdadeiro marco para o programa. Infelizmente, coisas acontecem. Nós não queríamos que acontecesse hoje mas estávamos preparados. Nosso piloto fez exatamente a coisa certa ao voltar com o jato para Eglin. Apesar de haver problemas, estamos fazendo tudo que podemos para avançar com o programa de maneira segura e efetiva.”

Desde 2009, a Força Aérea, a Marinha (USN) e os Fuzileiros (USMC) dos EUA mandaram seus melhores aviadores e mecânicos para desenvolver, em Eglin, “a próxima geração de guerreiros” do F-35. Tendo o material humano como seu principal produto de treinamento, a base está focada em preparar 2.200 alunos a cada ano, com 900 sempre em treinamento a qualquer dado momento, quando atingir a capacidade total.

FONTE / FOTOS: Base aérea de Eglin, da USAF (Força Aérea dos EUA)

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Renata Giraldi

Brasília – A Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer) deverá participar de licitação promovida pelo governo dos Estados Unidos para a compra de 20 aviões militares. A indicação foi dada hoje (2) pelo subsecretário de Estado norte-americano, William Burns, durante encontro com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. Na conversa, Burns mencionou que as “portas não estão fechadas” para o Brasil no que se refere à negociação de US$ 355 milhões para a compra dos aviões.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Itamaraty, embaixador Tovar Nunes, considerou “positivo” o tom da conversa entre Patriota e Burns e disse que o subsecretário americano destacou o “novo momento bilateral que vivem o Brasil e os Estados Unidos”. Segundo o embaixador, Burns reiterou que o “Brasil é efetivamente um parceiro estratégico” para os norte-americanos.

“O clima foi cordial e franco”, disse Tovar. O porta-voz negou que a decisão dos Estados Unidos de suspender o contrato de compra de aviões da Embraer tenha gerado mal-estar com o Brasil. “[A decisão norte-americana] não foi um ato hostil, não foi para fechar portas, disse Burns. Não há desconforto. Não existe desconforto. Existe a surpresa. A surpresa passou”, disse o embaixador.

Ontem (1º) Burns havia informado que existe possibilidade de ser revista a decisão que suspendeu a compra de 20 aviões militares modelo A-29 Super Tucano, com valor de cerca de US$ 355 milhões. Em nota, o Itamaraty informou ontem (1º) que recebeu com “surpresa” a decisão norte-americana. O governo dos Estados Unidos decidiu cancelar a compra no dia 28.

“O governo brasileiro recebeu com surpresa a notícia da suspensão do processo licitatório de compra de aviões A-29 Super Tucano pela Força Aérea dos Estados Unidos, em especial pela forma e pelo momento em que se deu”, disse o comunicado do Itamaraty.

A nota alertou que a medida pode atrapalhar as relações bilaterais entre o Brasil e os Estados Unidos. “[O governo brasileiro] considera que esse desdobramento não contribui para o aprofundamento das relações entre os dois países em matéria de defesa. O governo brasileiro continuará a manter diálogo com as autoridades norte-americanas sobre o assunto”, diz a texto. (Edição: Nádia Franco)

FONTE: Agência Brasil

USAF avalia biocombustível em F-16

A Força Aérea dos EUA (USAF) informou que testes com biocombustível estão sendo realizados em caças F-16 da 180º Ala de Caças, da Guarda Aérea Nacioncional de Ohio. Trata-se de um esforço em conjunto com o Laboratório de Pesquisas da Força Aérea da Base Aérea de  Wright-Patterson Air Force Base, também do Estado de Ohio.

A USAF é o maior consumidor de energia do Departamento de Defesa, tendo gasto 8 bilhões de dólares em combustível no ano fiscal de 2011. Por isso, autoridades da USAF têm trabalhado para tornar a frota mais “verde”, testando e implementando o uso de combustíveis alternativos. Já foram realizados testes que certificaram sem restrições operacionais os aviões de transporte C-17 Globemaster III, mas esta avaliação, que vem sendo conduzida desde dezembro do ano passado, é a primeira com o F-16.

Foi utilizada uma mistura 50/50 de JP-8, derivado do petróleo, o combustível de jatos hidroprocessado derivado da oleogelatinosa camelina, planta comum nos Estados Unidos que necessita de pouco trabalho de horticultura. Para atender às especificações da USAF, a mistura deve obedecer a pontos corretos de queima e de congelamento, desenvolvimento que foi conseguido junto a fabricantes comerciasi de combustível, os quais mandavam amostras que eram analisadas antes da fabricação de grandes quantidades.

A meta da USAF é que em 2016 metade do combustível comprado domesticamente seja uma mistura 50/50 do convencional com o alternativo, e essa transição deve ser feita da forma mais suave possível. Isso porque, anos atrás, a transição de JP4 para JP8 foi complicada, devido à propensão a vazamentos.

FONTE / FOTOS: USAF (Força Aérea dos EUA)

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A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado reprovou nesta quinta-feira a atitude do governo dos Estados Unidos de cancelar a compra de 20 caças da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). O presidente da comissão e ex-presidente da República, Fernando Collor (PTB-AL), ressaltou que a iniciativa do governo do presidente Barack Obama “prejudica a parceria entre brasileiros e estadunidenses em um campo tão relevante como a defesa”.

Collor disse, em seu pronunciamento no início da reunião da comissão, que a decisão tomada pelo governo americano foi uma medida protecionista e contrária a princípios fundamentais “das boas práticas internacionais”. Ele acrescentou que, em 30 de dezembro de 2011, os Estados Unidos concluíram o processo de concorrência e anunciaram a escolha da Embraer para o fornecimentos dos caças Super Tucano.

O parlamentar destacou que a iniciativa é ainda mais prejudicial para o comércio entre os dois países em um momento em que o governo brasileiro busca, com apoio do Legislativo, incentivar o desenvolvimento da indústria de defesa. Os Estados Unidos pretendem vender ao Brasil caças F-18 Super Hornet, no processo de reaparelhamento da Força Aérea Brasileira (FAB).

Cancelamento

Na última terça-feira, a Força Aérea americana informou ter cancelado contrato de US$ 355 milhões para o fornecimento de 20 aviões de combate leve e treinamento Super Tucano, da fabricante brasileira Embraer, citando problemas com a documentação.

A empresa brasileira, entretanto, disse que forneceu toda a documentação requerida no prazo solicitado. A Força Aérea disse que vai rescindir o contrato efetivamente na sexta-feira e investigar a decisão da licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela americana Hawker Beechcraft.

Em comunicado, a Embraer “lamenta” a decisão. “A decisão a favor do Super Tucano… foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente”, disse a Embraer. A fabricante disse ainda que “permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos EUA e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto” para decidir os próximos passos.

FONTE: Agência Brasil

O chefe da Força Aérea americana disse nesta quarta-feira que o cancelamento do contrato para a compra de aviões Super Tucano da Embraer para o Afeganistão é “vergonhoso”* e prometeu rever rapidamente a licitação.

“Não há como ficar satisfeito com isso”, disse o general Norton Schwartz a jornalistas. Ele disse que a Força Aérea relançaria “rapidamente” a disputa para a compra dos 20 aviões de combate leve para o exército afegão, já que os recursos para o programa deverão expirar até o fim do ano fiscal de 2013. “Trabalharemos com rapidez”, completou.

A Força Aérea americana cancelou abruptamente na terça-feira o contrato de US$ 355 milhões com a Sierra Nevada Corp. e a fabricante de aeronaves Embraer, dizendo que abriria uma investigação depois de uma ação legal impetrada pela concorrente americana Hawker Beechcraft Corp.

A decisão representou um revés para a Força Aérea, que tenta mudar suas práticas de compra de armamentos depois que uma licitação para um novo tanque de abastecimento de voo foi marcada por escândalos e controvérsias.

Schwartz disse que será “uma profunda decepção” se os fatos mostrarem que a Força Aérea estragou o contrato, e expressou preocupação de que o cancelamento possa atrasar a entrega de uma aeronave vital para o exército afegão.

“Uma das coisas com as quais estou mais triste – sem mencionar a vergonha que esse fato trás para nós como Força Aérea – é o fato de que estamos deixando nossos parceiros na mão aqui”, disse.

O general alertou sobre uma punição disciplinar drástica se a investigação revelar que o contrato foi cancelado por algum erro de procedimento. “Posso garantir que se isso não foi um erro inocente, haverá punições”, completou. Ele disse que a Força Aérea trabalhará duro para resolver o problema.

O contrato para a compra dos 20 aviões AT-29 Super Tucano da Embraer foi fechado em dezembro como parte dos planos para armar o exército afegão após a saída da Otan daquele país. Mas a Força Aérea americana informou que não estava “satisfeita” com a documentação apresentada na decisão.

A Hawker Beechcraft Corp, sediada em Wichita, Kansas, protestou contra o resultado da licitação em uma corte federal, argumentando que seu avião AT-6 foi injustamente excluído da competição.

FONTE: AFP, Via Portal Terra.

FOTO: builtforthemission (site de divulgação do Super Tucano nos EUA)

*NOTA DO EDITOR: o termo em inglês usado pelo comandante da USAF, na matéria original da AFP (clique aqui para ver a notícia em inglês, via google) foi que o cancelamento era um “embarassment”, ou constrangimento (para uma tradução menos dramática, um empecilho ou dificuldade, embaraço). Algo vergonhoso para a USAF, de qualquer forma, quando se lê o tom das declarações do general, como um todo.

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Embraer estuda como reagir ao cancelamento de pedido de 20 caças, no valor de US$ 355 milhões, à Força Aérea americana

 

Patrícia Nakamura

O cancelamento do contrato de 20 caças Super Tucano A-29 pela Força Aérea dos Estados Unidos não pegou a Embraer Defesa e Segurança de surpresa, segundo uma fonte próxima das negociações. Tanto que a direção da companhia, comandada por Luiz Carlos Aguiar, já vinha estudando como reagir à perda do contrato.

Oficialmente, a Embraer diz que “aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto” mas, de acordo com fonte ouvida pelo Brasil Econômico, a diplomacia brasileira poderá ser acionada e a Embraer não descarta recorrer à justiça americana.

A compra, cancelada ontem por parte da Força Aérea americana renderia US$ 355 milhões aos cofres da Embraer e poderia chegar aos US$ 950 milhões, caso o governo dos EUA ampliasse a encomenda para 55 aviões, que seriam empregados em treinamento e ataque ao solo. O que fez o governo americano voltar atrás no contrato firmado com a companhia brasileira foi o forte lobby da Hawker Beechcraft.

Fundada em 1932 e com receita de US$ 2,8 bilhões, em 2010 – último dado disponível – desde 30 de dezembro do ano passado, a Hawker não fez outra coisa a não ser contestar o resultado da licitação que deu preferência aos caças fabricados pela companhia brasileira. Além de recorrer à justiça para contestar o resultado da concorrência, a Hawker organizou uma campanha no Congresso e na opinião pública, com apelos nacionalistas. Nem as mídias sociais ficaram de fora da estratégia.

A Hawker participou da concorrência com o modelo A-6 (sic), mas teve sua proposta desclassificada pela própria defesa americana por não cumprir exigências da licitação.

A Força Aérea americana disse em nota que cancelou o contrato da Embraer porque encontrou problemas na documentação apresentada pela companhia brasileira e que toda licitação será submetida a investigação. “Buscamos a perfeição, mas às vezes falhamos e tivemos que tomar ações corretivas”, disse o secretário das Forças Armadas Michael Donley.

A Embraer instalaria uma nova linha de montagem em sua fábrica na Flórida e produziria os caças em parceria com a empresa de equipamentos de segurança Sierra Nevada, sua parceria na licitação. A entrega do primeiro jato (sic) estava prevista para 2013. “Venda de armamentos sempre são objeto de árduas disputas internacionais”, lembrou Geraldo Cavagnari, o coronel da reserva da Aeronáutica e especialista em defesa do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp.

FONTE: Brasil Econômico

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O cancelamento da compra de Super Tucanos da Embraer anunciado ontem acontece a uma semana da visita de um alto executivo da americana Boeing, no esforço de vender seu caça FX-18 Super Hornet à Força Aérea Brasileira. A Boeing está disposta a melhorar a oferta de transferência de tecnologia, incluindo propostas de desenvolvimento conjunto de produtos aeronáuticos, caso seja escolhida como a fornecedora dos novos caças à FAB. Na próxima segunda-feira chega a Brasília o presidente da Boeing Military Aircraft, Cristopher Chadwick, que comanda o braço da empresa para o setor de Defesa.

Segundo informou a Boeing ao governo brasileiro, além do encontro já marcado com a cúpula da Força Aérea, Chadwick pediu audiências aos ministros do Desenvolvimento e da Defesa, para defender que a proposta de desenvolvimento tecnológico da empresa americana, vinculada à venda do caça FX-18 Super Hornet, é superior à oferecida pela Dassault, fabricante do francês Rafale, que era o favorito no governo de Luiz Inácio Lula da Silva. A Embraer é apontada pela empresa como uma possível parceira em futuros projetos de desenvolvimento de tecnologia.

Os governos de EUA e Brasil e as empresas envolvidas asseguram que não há vinculação entre a licitações para as Forças Aéreas brasileira e americana. A interferência política que provocou reviravolta no negócio que já estava praticamente firmado pela Embraer cria constrangimento porém a menos de duas semanas da visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, quando o tema da venda dos caças à FAB estaria na agenda com o presidente Barack Obama.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

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Eleição nos EUA e caça francês são decisivos para cancelamento – Pressão da indústria e notícias favoráveis ao Rafale pesam contra Super Tucano

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Igor Gielow

O cancelamento e revisão da compra dos aviões Super Tucano por parte dos EUA decorre de uma combinação de fatores, alguns mais comezinhos, outro de maior implicação estratégica.

Primeiro, há as eleições americanas deste ano e a forte pressão da indústria bélica local contra a entrada de qualquer ator estrangeiro em seus domínios. Assim como em 2004, quando a Embraer viu cancelada uma concorrência ainda mais importante para o fornecimento de aviões de alerta antecipado ao Exército dos Estados Unidos, o discurso de fabricantes e políticos alegando a perda de empregos americanos falou alto.

Desta vez, a brasileira tinha um produto único em mãos, e uma venda para a única superpotência do mundo agregaria valor inestimável para negócios futuros.

Há mais. O Departamento de Estado americano apoiava a compra de olho em uma cooperação mais ampla na área de defesa – em outras palavras, para facilitar politicamente as chances do Boeing F/A-18 na concorrência para aquisição de caças da Força Aérea Brasileira. A escala dos negócios é incomparável, R$ 600 milhões nos Estados Unidos e talvez R$ 10 bilhões aqui, mas o ponto dos americanos era o de estabelecer uma relação de confiança hoje inexistente na área ao abrir o maior mercado de defesa do mundo ao Brasil.

Só que do anúncio da vitória e posterior suspensão da compra dos Super Tucanos para cá houve uma série de notícias favoráveis ao concorrente francês na disputa dos caças, o Dassault Rafale. O anúncio de que a Índia deverá comprar o modelo e a subsequente viagem do ministro Celso Amorim (Defesa) ao país asiático para coletar informações colocaram novamente o avião como favorito na disputa.

Isso, nas palavras de uma pessoa ligada aos negociadores americanos ao analisar o caso ontem, “foi uma ducha de água fria”. Assim, não é nada casual o cancelamento da compra dos Super Tucanos a essa altura, ainda que ele possa vir a ser reavaliado mais para a frente.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

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…mas não deixa de vincular a questão ao F-X2 brasileiro

 

Assim como matéria do Poder Aéreo escrita ontem à noite e publicada no primeiro minuto de hoje, o jornal Estadão também destaca a questão das disputas entre os Estados Norte-americanos sobre a concorrência LAS, em que o contrato Super Tucano da Sierra Nevada / Embraer foi cancelado e o AT-6 da Hawker Beechcraft / Lockheed deverá voltar à competição. O jornal complementa a matéria com análise a esse respeito, relacionada também ao  F-X2 brasileiro. Abaixo, matéria e análise publicadas no jornal.

Opção por Embraer foi atacada nos EUA – Escolha da empresa brasileira tornou-se fonte de atritos entre os governos da Flórida e do Kansas e sofreu críticas de políticos republicanos

Desde a escolha da Embraer para fornecimento de 20 aviões A-29 Super Tucano, oficializada em 30 de dezembro, a decisão da Força Aérea dos Estados Unidos (Usaf) tem sido criticada duramente por políticos republicanos. Também tornou-se fonte de atritos entre os governos dos Estados da Flórida, que abriga instalações da Embraer, e do Kansas, onde se encontra a sede da Hawker Beechcraft.

A escolha da Embraer significaria a perda de empregos em Wichita. A cidade está sob risco de ver fechada outra facilidade do setor aeronáutico, desta vez da Boeing Company. A opção da Usaf pela Embraer havia se tornado também munição eleitoral contra Obama. O pré-candidato republicano Newt Gingrich criticara pelo menos duas vezes a escolha dos aviões da Embraer.

Em comunicado, o deputado federal Mike Pompeo, republicano de Kansas, afirmou ter chamado a atenção para o fato de “algo não cheirar bem” nessa licitação. “Estou contente por ter seguido os meus instintos e lutado pela Hawker Beechcraft e pelos empregos que ela gera em Kansas. Eu aplaudo a Usaf por ter, finalmente, começado a eliminar esse véu de sigilo”, afirmou.

Visita. O Itamaraty e o Departamento de Estado americano esperavam que a Justiça desse um parecer favorável à compra dos aviões da Embraer pela Usaf, questionada pela Hawker Beechcraft antes da visita da presidente Dilma Rousseff a Washington, no dia 9. A decisão foi submetida à Corte Federal de Apelação, mas agora, com a desistência do negócio pela Força Aérea americana, perde o objeto .

Embora não estivesse entre os temas formais de discussão das equipes de Dilma e do presidente dos EUA, Barack Obama, o contrato da Usaf com a Embraer seria um exemplo da iniciativa da Casa Branca de atrair investimentos brasileiros para gerar empregos no país.

Para atender ao pedido, a Embraer estava decidida a ampliar suas instalações na Flórida, para adequá-la à exigência de produção parcial dos aviões nos EUA ou, ainda, a montar uma linha na planta de sua parceira, a americana Sierra Nevada Corporation, em Sparks, Nevada.

Também alimentava a expectativa de ver a encomenda elevada a 55 unidades, o equivalente a US$ 950 milhões, e receber encomendas de outros parceiros dos EUA na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O primeiro avião do pacote seria entregue em fevereiro de 2013. O acordo previa fornecimento de peças, componentes, documentação técnica e treinamento de pessoal.

Atitude americana pode influenciar na escolha dos caças

Análise: Roberto Godoy

O cancelamento da encomenda dos 20 Super Tucanos para a aviação militar americana não diminui o bom nome do avião brasileiro de ataque leve. É, a rigor, um movimento para produzir efeito no ano eleitoral dos Estados Unidos. A concorrente local Hawker Beechcraft, derrotada no confronto técnico entre seu avião, o AT-6, e o Super Tucano da Embraer, tratou de anunciar que, sem o contrato de US$ 355 milhões com possibilidade de expansão até US$ 950 milhões, seria obrigada a encerrar as atividades de uma fábrica de seu complexo de Wichita, fechando 1.400 vagas, diretas e indiretas. Não é um bom argumento para uma corporação que, tentando reduzir prejuízos, transferiu para Chiuaua, no México, três facilidades industriais e, claro, exportou os devidos empregos.

Não é a primeira experiência da Embraer com o amargo modo de operar do setor de Defesa americano. Em 2004 o Pentágono deu a vitória à companhia do Brasil em uma licitação cujo valor era estimado entre US$ 7,5 bilhões e US$ 10 bilhões para fornecimento de até 58 aviões de inteligência. A concorrência foi cancelada pouco depois.

Imbatível como máquina militar, o Super Tucano acumula 18 mil horas de voo de combate, foi escolhido por sete países e deve ser o selecionado também pelo governo do Peru. É uma solução engenhosa, reunindo a bordo de um avião relativamente barato, a tecnologia eletrônica de última geração e um considerável poder de fogo. A questão a ser definida é se a perda do contrato dos EUA vai influenciar a decisão da presidente Dilma Rousseff na escolha do novo caça avançado da FAB. A americana Boeing é uma das três finalistas, com a Dassault francesa e a Saab sueca. Os fatos de ontem podem ter o poder de apressar a resolução do processo.

FONTE: Estadão

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Empresa diz que aguardará mais esclarecimentos sobre decisão dos EUA – Força Aérea vai investigar a licitação, que também está sendo contestada

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A Embraer divulgou comunicado no qual “lamenta o cancelamento do contrato” para fornecimento de 20 aviões Super Tucano, anunciado nesta terça-feira (28) pela Força Aérea dos Estados Unidos, anunciado nesta terça-feira.

Em nota, a empresa diz que “aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC (Sierra Nevada Corp), decidir os próximos passos”.

“A Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos”, destacou a empresa.

A Força Aérea dos Estados Unidos informou nesta terça-feira que está “pondo de lado” contrato de US$ 355 milhões, citando problemas com a documentação. A Força Aérea disse que vai investigar a licitação, que também está sendo contestada na Justiça dos EUA pela norte-americana Hawker Beechcraft. O contrato havia sido concedido pela Força Aérea dos EUA em dezembro de 2011 para a Embraer e a parceira Sierra Nevada Corp.

“Apesar de buscarmos a perfeição, nós as vezes não atingimos nosso objetivo, e quando fazemos isso temos que adotar medidas de correção”, disse o secretário da Força Aérea, Michael Donley, em comunicado. “Uma vez que a compra ainda está em litígio, eu somente posso dizer que o principal executivo de aquisições da Força Aérea, David Van Buren, não está satisfeito com a qualidade da documentação que definiu o vencedor.”

A Embraer informou, em nota, ter disponibilizando “sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida” no processo de seleção. Segundo a companhia, a escolha do Super Tucano foi “pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente”.

Confira a íntegra do comunicado da Embraer:

“A Embraer lamenta o cancelamento do contrato referente à aquisição do avião de combate leve para o projeto Light Air Support (LAS), informado hoje pela Força Aérea dos Estados Unidos. Junto com sua parceira nos Estados Unidos, Sierra Nevada Corporation (SNC), a Embraer participou do referido processo de seleção disponibilizando, sem exceção e no prazo próprio, toda a documentação requerida.

A decisão a favor do Super Tucano, divulgada no dia 30 de dezembro de 2011, pela Força Aérea dos Estados Unidos, foi uma escolha pelo melhor produto, com desempenho em ação já comprovado e capaz de atender com maior eficiência às demandas apresentadas pelo cliente. A Embraer permanece firme em seu propósito de oferecer a melhor solução para a Força Aérea dos Estados Unidos e aguardará mais esclarecimentos sobre o assunto para, junto com sua parceira SNC, decidir os próximos passos”.

FONTE: G1

Colaborou: JapaMan

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Nota está disponível em link no site “Mission Ready” que promove o AT-6 da Hawker Beechcraft – segue a tradução do pronunciamento do congressista Mike Pompeo

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WASHINGTON, DC— Hoje, a Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) disse que vai tomar ações corretivas no Contrato de Apoio Aéreo Leve do Afeganistão (LAS), deixando de lado o contrato concedido à Sierra Nevada/Embraer, que teria efeito em 2 de março de 2012. O contrato está agora sob uma investigação do comando para determinar o que ocorreu de errado.

O congressista Pompeo tem sido atuante em incitar a Força Aérea dos EUA a explicar a inexplicável decisão de excluir o AT-6 da  Hawker Beechcraft da competição, deixando um avião estrangeiro como único vencedor. Pompeo tem se engajado em procurar repsotas e recentemente mandou ao secretário de Defesa Leon Panetta uma carta, assinada por outros 23 congressistas, requisitando que o Departamento providencie ao Congresso uma explicação sobre o porquê da USAF ter excluído a  Hawker Beechcraft da competição. Pompeo, cujo Quatro Distrito Congressional de Kansas é a casa da Hawker Beechcraft e considerada a “Capital Aérea do Mundo”, enviou o seguinte pronunciamento após receber as boas novas:

“Eu aplaudo a Decisão da Força Aérea dos Estados Unidos por finalmente começar a remover o véu de segredo a respeito do contrato LAS. Por meses, eu tenho advogado que a Hawker receba uma explicação completa e justa sobre o porquê de ter sido subtamente excluída deste contrato. Tenho dito consistentemente que algo não cheira bem nesse assunto, e estou feliz por ter seguido meus instintos em lutar pela Hawker Beechcraft e pelos empregos que ela gera no Kansas. Hoje, nós celebramos esta vitória e a restauração de uma longamente esperada competição justa e aberta”, disse Pompeo.

O site do congressista, acessível pelo link do site promocional do AT-6, também disponibilizou links para três cartas que ele escreveu ao secretário de Defesa Leon Panetta (textos em inglês). A carta  mandada em 6 de fevereiro deste ano, assinada por ele e outros 23 congressistas, pode ser acessada clicando aqui. Para acessar outra carta de 15 de dezembro de 2011, clique aqui. E clique aqui para outra carta foi mandada em 9 de novembro.

Pompeo também mandou carta ao secretário da USAF Michael B. Donley em 30 de novembro passado, que pode ser lida clicando aqui.

FONTE / FOTO: site mission ready (que promove o AT-6 nos EUA)

NOTA DO EDITOR: voltando à tradição de comentários musicais do Poder Aéreo às notícias (ao menos para amenizar com bom humor as notícias não muito boas para a maioria), a batalha vencida pelo congressista “Pompeu”, não sei por que, me lembrou que o jovem “César” acabou vencendo a fatura final – não que sobrevivesse muito tempo para comemorar, é claro. E, falando em Júlio César e outros assuntos correlatos, veio à mente uma composição de Raul Seixas e Paulo Coelho, que dá um conselho a César (veja abaixo…). Mas e você leitor, acredita que no fim das contas a Sierra Nevada / Embraer, que perderam essa batalha, podem ganhar a guerra? Já respondi outro dia a um leitor que acreditava em Coelho da Páscoa, então faz sentido dizer que ainda acredito. Mas vocês não precisam acreditar em mim, eu não sou astrólogo! Eu não sou astrólogo!

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