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Tornados ECR e IDS - foto Força Aérea Italiana

A Alenia Aermacchi informou, em nota divulgada nesta segunda-feira, 11 de março, que a Panavia Aircraft GmbH assinou um grande contrato com a NETMA (NATO Eurofighter and Tornado Management Agency) para modernizar jatos de ataque Tornado na Itália. O contrato “MET 27″ foi assinado entre a NETMA e a Panavia em 21 de fevereiro, e o acordo demonstra, segundo a nota, o comprometimento de todos os envolvidos em conquistar eficências contúnias com o programa, além de apoio de longo prazo para a manutenção e de modernização da plataforma.

O objetivo do contrato é a integração de duas novas armas, o avançado míssil guiado antirradiação AARGM (Advanced – Anti Radiation-Guided- Missile) e as bombas de pequeno diâmetro SDB (Small-Diameter-Bombs) nos jatos Tornado das configurações RET 7 e RET 8. Os trabalhos de implementação e de testes de voo deverão ocorrer ao longo de três anos, e envolve todas as empresas parceiras da Panavia, especialmente a Alenia Aermacchi e a CASSIDIAN, assim como fornecedores como BOING e ATK.

FONTE: Alenia Aermacchi (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTO: Força Aérea Italiana

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Na quarta-feira, 19 de setembro, as Forças Armadas da Suécia fizeram um balanço do “Nordic Air Meet” 2012, realizado entre 27 de agosto e 7 de setembro. O exercício envolveu sete países, seis deles com participação aérea: Suécia, Finlândia, Dinamarca, Estados Unidos, Reino Unido e Suíça. Entre os destaques, estão 1.550 horas de voo, lançamento de 25 bombas GBU-12 por unidades suecas, além de operações de reabastecimento em voo realizadas todos os dias.

 

 

As unidades aéreas estiveram baseadas em quatro locais, com “briefings” e “debriefings” das missões sendo realizados por meio de tecnologia de videoconferência. Esse sistema já havia sido realizado, em menor escala, em treinamentos conjuntos entre Suécia, Noruega e Finlândia. O objetivo do exercício foi reunir unidades aéreas de várias nações, voando aeronaves diversas, em grandes forças compostas, permitindo treinamento de táticas e procedimentos realistas.

 


Foram 18 grandes pacotes de missão em nove dias dedicados a operações aéreas. Participaram 65 aviões no total, tendo sido planejadas missões com até 54 no ar – logo nas primeiros pacotes de missão, já se exercitava o controle de 40 aeronaves simultaneamente. Em todos os dias, foram realizados reabastecimentos aéreos. Além de aeronave reabastecedora sueca (KC-130), participaram também dois jatos KC-135 da USAF (Força Aérea dos EUA), baseados em Rovaniemi.

 

 

Segundo informes das Forças Armadas Suecas, exercícios como esse proporcionam maior interoperabilidade com unidades aéreas de outros países, o que permitiu, por exemplo, implementar as missões sobre a Líbia no ano passado. Os suecos praticam sua fonia em inglês e adaptaram-se à simbologia, no painel de instrumentos, para medidas imperiais: ao invés de velocidade em quilômetros por hora e altitude em metros, agora se acostumam com velocidade em nós e altitude em pés.

Um dos participantes da Dinamarca ressaltou o espírito dessas missões conjuntas, falando em inglês: “Train as you fight, fight as you train” (Treine como você luta, lute como você treina).

FONTE / FOTOS: Força Armadas da Suécia

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Para a BAE, Tornado deve dar baixa em 2019

Pelo menos é o que uma reportagem do Flightglobal informou

 

Há um pouco de incerteza na real dimensão da futura frota de aviões de combate do Reino Unido, mas planejadores do Ministério da Defesa parecem ter resolvido pelo menos parte dele, segundo a BAE Systems.

Segundo um documento de posse da empresa, “a data para a retirada da frota de Tornado do Reino Unido foi confirmada pelo Ministério da Defesa para março de 2019.”

O Eurofighter Thyphoon da Royal Air Force ainda tem um longo caminho para se firmar como uma aeronave realmente capaz de ser multimissão (com o emprego de bombas Paveway IV w mísseis Brimstone e Storm Shadow como Tornado GR4 faz hoje) e, portanto, uma considerável pressão recai sobre o Lockheed Martin F-35B.

O Reino Unido no mês passado, aceitou o seu primeiro F-35 de decolagem curta e pouso vertical e deve, em teoria, receber até 138 exemplares, embora poucos acreditem que o orçamento de defesa permita isso. E com as operações baseadas em terra deverão começar somente em 2018, haverá pouco espaço para erro se o Tornado for realmente retirado de serviço.

FONTE: Flightglobal

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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Nova aeronave de reabastecimento aéreo da RAF mostrou problemas de compatibilidade com os Tornados

 

O jornal britânico ‘The Sun’ informou na semana passada que testes realizados com o futuro avião de reabastecimento aéreo ‘Voyager’ (versão da RAF do Airbus A330 MRTT), indicaram a não compatibilidade com os caças Tornado porque no contato com a cesta, ocorreram vazamentos de combustível.

O caso tornou-se uma grande dor de cabeça para o ministro da Defesa do Reino Unido, Philip Hammond, cuja pasta assinou um contrato de 10 bilhões de libras esterlinas para a aquisição de 14 aeronaves de reabastecimento. O mais embaraçoso é que com aeronaves produzidas nos EUA os testes foram positivos.

O Voyager é a maior aeronave que a RAF já teve. Além de transportar até 100.000 litros de combustível, o avião pode ser convertido em transporte de tropas para até 400 soldados.

O problema de compatibilidade com os Tornados pode causar um atraso nas entregas. Nove Voyager deveriam entrar em serviço até 2014.

FONTE/FOTO The Sun/Airbus

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

NOTA DO EDITOR:após a publicação da matéria original do jornal inglês, o Ministério da Defesa do Reino Unido divulgou a seguinte nota (clique aqui para ver o texto original, em inglês):

“O jornal ‘The Sun’ noticiou que a nova frota de aviões de reabastecimento e de transporte da RAF foi atingida por um revés após ser descoberto que o avião, chamado Voyager, encontrou problemas durante testes de reabastecimento aéreo. O Voyager deverá entrar em serviço na RAF nas funções de transporte e aeromédicas nos próximos meses. O avião já reabasteceu Tornados e, uma vez que os testes sejam completados com sucesso, será iniciado o treinamento completo de reabastecimento aéreo na RAF.”

“Nove aeronaves totalmente operacionais deverão entrar em servi;co nos próximos dois anos, com a meta para data de entrada em meados de 2014. Não haverá nenhuma lacuna na capacidade como resultado disso. Se a indústria falhar em atender suas obrigações, o Ministério da Defesa espera recuperar quaisquer custos adicionais.”

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Tornados da RAF no Afeganistão agora têm HMCS

Em nota divulgada na quinta-feira, 5 de abril, a BAE Systems informou a entrega para a RAF (Força Aérea Real Britânica) de sistemas de informação montados no capacete (HMCS) para os caças-bombardeiros Tornado que operam no Afeganistão. O sistema foi desenvolvido em resposta a um requerimento operacional urgente da RAF.

O equipamento projeta informações em frente aos olhos do piloto, permitindo que ele receba instantaneamente pontos de interesse. Segundo a empresa, essa tecnologia permite que se economize segundos vitais e vidas sobre o teatro de operações de guerra.

O requerimento da RAF para instalar o HMCS na frota de Tornado GR4 foi feito em abril do ano passado e, após meses de trabalho de engenheiros e técnicos da empresa, o sistema foi integrado e está operacional em aeronaves no Afeganistão. Segundo o comandante de Ala Kurt Hill, “a capacidade HMCS do Tornado aumentou e muito a consciência situacional da tripulação e o gerenciamento de recursos, permitindo uma rápida identificação de pontos de interesse sobre o ambiente homogêneo do Afeganistão.

Martin Taylor, diretor de apoio a sistemas de combate aéreo da BAE Systems, disse que houve uma resposta positiva por parte das tripulações de Tornado que usam o HMCS no Afeganistão. Nos próximos meses, segundo Taylor, a empresa vai trabalhar com o cliente “para prover a capacidade por toda a frota de Tornado”.

FONTE / FOTO DO ALTO: BAE Systems

FOTO DE BAIXO: RAF (Força Aérea Real Britânica)

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Falando em aniversário, pintura de 100 anos de esquadrão da RAF

No próximo dia 13 de maio, o Number II (AC) Squadron da RAF (Força Aérea Real Britânica), baseado em Marham / Norfolk, vai completar 100 anos de existência. Para comemorar, o esquadrão pintou a cauda de um Tornado GR4 com um lendário biplano BE2, tipo que equipou a unidade, apelidada de “Shiny Two”, na Primeira Guerra Mundial.

FOTO: RAF

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‘Tornado, Go home!’

Depois de completar mais de 8.000 horas de vôo e quase 1.500 surtidas na campanha da Líbia, a equipe de apoio da RAF do esquadrão de Marham começa a empacotar o equipamento a voltar para casa.

Os Tornados foram inicialmente lançados na operação Ellamy em 19 de Março de 2011 e agora, quase oito meses depois, eles estão deixando Gioia del Colle, a base aérea italiana de onde operaram, assim que a OTAN anunciou formalmente o fim da operação.

O comandante do IX Bomber Squadron, Coronel Andy Turk, esteve lá desde o começo. Ele liderou o esquadrão assim que campanha começou, e agora está trazendo para casa o seu pessoal.

Em seu retorno, o ‘Wing Commander’ Turk refletiu sobre a ‘montanha-russa’ que foi a Operação Ellamy para as forças do Reino Unido “contribuição britânica para a operação Unified Protector para impor a Resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas:

“Esta foi uma campanha muito dinâmica e tivemos que fornecer respostas rápidas a partir do solo.

“Lançamos ataques num prazo muito curto, muitas vezes envolvendo uma mudança de armamento no último minuto, para assegurar que a nossa resposta era a mais eficaz para uma situação em constante evolução.

“Também tivemos ocasiões em que ao final da missão tivemos mudança de situação em um campo de batalha que se desenvolvi rapidamente.

“Os resultados no terreno foram fantásticos, assistimos verdadeiramente a uma mudança histórica e real e contribuímos positivamente para a liberdade do povo líbio.”

Da mesma forma, como as tripulações ficaram em alerta máximo, o pessoal de terra e engenheiros trabalharam contra o relógio para garantir que os Tornados fossem capazes de completar as suas missões.

Quanto mais horas de vôo, maior o “desgaste” na aeronave, mas os engenheiros dos esquadrões de Tornado souberam supera os desafios.

FONTE:
U.K Ministry of Defence

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO:
Poder Aéreo

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Tornados e Typhoons da RAF, há 70 anos Parte 3

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É hora de entrar num Typhoon e sentir a sensação do primeiro voo, no lugar de Pierre Clostermann

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Pierre Clostermann (piloto de nacionalidade francesa nascido em Curitiba, no Paraná, em 1921, e falecido na França em 2006), lutou na Segunda Guerra Mundial e escreveu suas memórias do conflito no livro  “O Grande Circo”, focado em suas ações no conflito voando principalmente caças Spitfire e Tempest da RAF. Após um período de operações incessantes com o Spitfire antes, durante e depois dos desembarques na Normandia, Clostermann foi condecorado com a DFC (Distinguished Flying Cross) e retirado das operações ativas.

Mas em dezembro de 1944 solicitou a volta às operações após “comandar uma escrivaninha” por alguns meses.  Depois de muito insistir, conseguiu ser destacado para fazer um rápido curso de conversão para Typhoon e Tempest, precedendo sua participação nos meses finais da guerra, em que acabou sendo destacado para um esquadrão de caças Tempest.

O fato do Typhoon ser considerado uma aeronave difícil de voar pode ser percebido nos pequenos trechos a seguir, extraídos do livro de Clostermann, em que ele narra seu primeiro voo com a aeronave:

“Como os gases de escapamento que se infiltram no ‘cockpit’ são altamente perigosos, devido ao seu elevado teor em carbono, torna-se necessário inalar permanentemente oxigênio; apresso-me, pois, a colocar a máscara e a abrir a válvula reguladora.

Ao levantar vôo o Typhoon inclina-se fortemente à direita; é preciso, portanto, regular cuidadosamente os fletners dos comandos. Abro completamente o radiador.

(…)

Regulo o acelerador – aberto a cinco oitavos de polegada (nem um milímetro a mais, sob pena de afogar o carburador, arriscando um retôrno da centelha). Empurro para a frente, ao máximo, a alavanca de mudança do passo da hélice, e, em seguida, faço-a recuar de alguns centímetros para evitar um bloqueio do dispositivo de velocidade constante, no momento da decolagem.

(…)

Introduzo um cartucho no aparelho de partida (Trata-se do sistema Koffman, que utiliza a expansão de gases violentamente explosivos para fazer partir o motor; falhar a partida não é nada agradável, porque uma vez o motor cheio de gasolina há noventa por cento de probabilidades de incêndio).

Mantenho um dedo no contato do magneto de partida e outro sôbre o comando do fogo, desencadeio o sistema… O motor parte, com um estrondo espantoso. O ruído é, pouco mais ou menos, cinco vezes mais forte que o Spitfire. Após alguns segundos de trabalho desordenado o motor gira normalmente, não porém, sem lançar óleo por todos os poros. O som dêste motor e suas vibrações parecem-me suspeitos. Tenho os nervos tensos e sinto-me inquieto. Que diabo vim fazer aqui?

(…)

Começo a rolar – demasiadamente rápido. Cuidado! não se deve abusar dos freios, pois se aquecem muito depressa. Um freio aquecido perde tôda a ação. Êste motor! Rolo às tontas, buscando o caminho como um caranguejo, dando um golpe de freio à direita, outro à esquerda, alternadamente, para conseguir ver alguma coisa. À margem da pista, antes de colocar-me em posição, limpo as velas, conforme determinam as instruções. Desafogo o motor, acelerando até três mil rotações e, logo, uma nuvem de óleo espalha-se no pára-brisa.

Dois Typhoons que estavam no circuito acabam de pousar, mas o operador da tôrre de contrôle não parece disposto a dar-me luz verde. Ponho a cabeça para fora a fim de fazer-lhe sinal, arriscando-me a receber uma gôta de óleo fervendo no ôlho, mas a luz vermelha não muda. Diabo! certamente esqueci alguma coisa. O motor começa a esquentar e o radiador já está a 95º. Lanço um olhar por todo o aparelho: os flaps estão exatamente a 15º, o radiador está aberto… Meu Deus! É o rádio! Ligo-o ràpidamente e chamo: Hullo Skydoor, Skydorr. Typhie 22 calling. May I scramble? O operador responde, enfim, dando-me luz verde.

(…)

Bem me haviam prevenido que o Typhoon era instável, mas nunca imaginei que o fôsse a êsse ponto!… E o animal acelera como um foguete… Corrijo ao máximo o aparelho, com o freio, mas assim mesmo sou levado perigosamente para a direita… A meio da pista a roda direita roça o gramado. Com êste engenho, se saio do cimento capotarei na certa.

Enfim, consigo levantá-lo do solo. Êste avião é de uma instabilidade lateral espantosa. Ainda continuo a derivar; não ouso, porém baixar muito a asa esquerda, pois êsses desgraçados ailerons só mordem além de duzentos quilômetros por hora. Felizmente, por motivo de uma série de acidentes devidos à mesma causa, mandaram destruir o hangar F; passo, no entanto, com muito risco, extremamente perto do hangar E.

Recolho o trem de pouso, mas esqueço de travar-lhe os freios. Formidável vibração sacode o aparelho desde a cauda até as extremidades das asas, indicando-me que as rodas entraram nas cavidades girando a tôda velocidade. Contanto que os pneus tenham resistido!

(…)

Enfim, após alguns minutos, domino paulatinamente o avião e sinto-me mais à vontade. Nas curvas derrapa um pouco, mas isso não constitui grande inconveniente. Tento, timidamente, ligeiro vôo picado. Irra! que massa! Com suas sete toneladas o aparelho acelera prodigiosamente. Com satisfação, constato que o avião é muito mais rápido que o Spitfire. Que será então com o Tempest!

Meia hora já decorreu, célere; começo a armar-me de coragem para realizar o pouso. Inicialmente, um circuito à velocidade de setecentos quilômetros por hora, a fim de limpar essas malditas velas que se sujam com facilidade. Em seguida, apesar dos meus esforços para diminuir suficientemente a velocidade, de modo a poder baixar com segurança o trem de pouso, nada consigo.

Um circuito, com o motor em velocidade decrescente, a quinhentos quilômetros por hora. Outro circuito, a quatrocentos. Em desespêro de causa, faço uma chandelle sem motor que me eleva de quase mil metros, mas consigo reduzir a velocidade para trezentos e vinte quilômetros. A baixa velocidade êste animal é terrivelmente instável e a exposição do enorme trem de pouso tem conseqüências imprevisíveis sôbre o equilíbrio. Embora prevenido, fico atônito com as formidáveis guinadas que quase se assemelham ao início de um parafuso. 

Solicito autorização para pousar. Prudentemente, em linha reta, com boa reserva de velocidade, faço a aproximação, baixo os flaps, e tudo vai bem até chegar quase ao solo. Mas essas asas espêssas que parecem ter grande margem de sustentação são enganosas; apenas comecei a pressionar o manche e já o avião cai como uma pedra, inclinando-se sôbre a asa esquerda, e, ao tocar o solo, lança-se para cima, a dez metros de altura, com o nariz reto para o céu, em meio a um estrondo espantoso. Acelero ao máximo, a fim de amortecer a queda, lutando loucamente com os ailerons para evitar que o avião se volte sôbre o dorso.

Enfim, após dois ou três saltos e algumas freagens estridentes, meu Typoon, dominado, rola sôbre a pista. Consigo detê-lo em tempo, em meio a uma nuvem de fumaça e óleo. Forte odor de borracha queimada emana dos pobres pneus que resistiram valentemente ao pêso das sete toneladas precipitando-se a duzentos quilômetros por hora.

Felizmente ninguém notou minha péssima aterrissagem. Tão numerosos foram os aviões que pousaram mal, hoje, – dois dos quais sofreram avarias graves, – que se considera boa a ‘chegada’ quando o aparelho permanece intato. O suor banha-me a fronte, mas o moral está elevado.”

Extraído de: CLOSTERMANN, Pierre. O Grande Circo. São Paulo: Flamboyant, 1966.

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Tornados e Typhoons da RAF, há 70 anos Parte 2

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O Hawker Typhoon

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A especificação F.18/37, como escrevemos na parte 1 desta matéria, previa dois modelos, conforme o tipo de motor. O Typhoon foi o protótipo desenvolvido para o “Tipo N”, cujo motor deveria ser o Napier Sabre, um 24 cilindros em H. Esse motor pôde ser desenvolvido com relativamente mais sucesso que o Vulture e, após o voo do primeiro protótipo em 24 de fevereiro de 1940, uma linha de produção foi estabelecida para o Typhoon, a cargo da Gloster.

O primeiro exemplar de produção do lote inicial de 105 caças, equipados com o motor Sabre I de 2100hp e com 12 metralhadoras (havia uma escassez de mecanismos alimentadores do canhão de 20mm) voou em 27 de maio de 1941. Nos lotes seguintes, já pôde ser padronizado o armamento de quatro canhões de 20mm, assim como as versões seguintes do Sabre, a IIA de 2.180hp, o IIB de 2.200hp e IIC de 2.260hp, e o caça entrou em serviço nos esquadrões no mês de setembro de 1941.

Porém, desapontou na função original, de interceptador. Sua taxa de ascenção era ruim, assim como seu desempenho em altitude – e não ajudou a fraqueza da estrutura da fuselagem traseira. Assim, acabou “relegado” à função de caça-bombardeiro de baixa altitude. Colocamos “relegado” entre aspas porque foi justamente nessa função que a aeronave se distinguiu na Segunda Guerra Mundial, especialmente nos anos de 1943 e 1944, levando grande destruição às forças de ocupação alemãs na Europa Ocidental, antes e após os desembarques na Normandia.

Além do forte armamento de tubo, a capacidade de carregar duas bombas de 1.000 libras (454kg) ou oito foguetes de 27kg dava um grande poder de ataque ao Typhoon, sendo o equivalente britânico (embora sem o desempenho em altitudes elevadas) do norte-americano P-47 Thunderbolt, que também nasceu como interceptador, mas cuja vocação como caça-bombardeiro robusto foi logo comprovada pela USAAF e também pela FAB.

O Typhoon tinha 12,67 metros de envergadura e 9,73 metros de comprimento (dez centímetros a menos de envergadura que seu “irmão” Tornado, sendo também trinta e sete centímetros mais curto). Já o peso máximo carregado chegava a 6.341kg na versão MkIB, podendo chegar a 652km/h a 5.485 metros de altitude. Esse caça-bombardeiro teve 3.315 exemplares  de produção entregues antes de ser suplantado pelo seu sucessor, o Tempest.

Amanhã, na última parte desta série, reviva junto com Pierre Clostermann, piloto francês nascido no Brasil, a sensação de voar um Hawker Typhoon pela primeira vez.

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Tornados e Typhoons da RAF, há 70 anos Parte 1

Ontem (26 de setembro), publicamos a matéria “RAF na Líbia: vão-se os Typhoons, ficam os Tornados, sobre as últimas decisões do Ministério da Defesa do Reino Unido referentes a seus dois principais vetores da RAF (Força Aérea Real Britânica) na atualidade.

É um bom momento, então, para saber que a história desses dois nomes na RAF, “Tornado” e “Typhoon”, vai muito além dos jatos que operaram nos últimos meses sobre a Líbia.

No final dos anos 1930, a empresa Hawker já tinha acumulado uma história de considerável sucesso na produção de caças para a RAF, embora o início tenha sido um tanto desapontador. Seu primeiro caça como Hawker Engineering foi o Woodcock, que voou pela primeira vez em 1923, um protótipo que falhou nas avaliações, sendo profundamente revisto e gerando o Woodcock II, que finalmente conseguiu um modesto contrato de produção (62 exemplares) para a RAF. Vale lembrar, porém, que a história da Hawker  pode ser traçada ainda mais para trás quanto ao sucesso de seus caças, pois ela foi a sucessora da Sopwith Aviation, cujo caças Triplane, Camel e Snipe foram ícones da Primeira Guerra Mundial e do imediato pós-guerra.

Mas voltando à Hawker Engineering, o design de caças da empresa nas décadas de 1920 e 1930 foi se impondo, e novos ícones surgiram, como os biplanos Fury (primeiro caça a atingir mais de 200 milhas por hora – 322km/h), Osprey e Nimrod (caças embarcados bipostos e monopostos) e Demon (primeiro caça biposto introduzido na RAF desde a Primeira Guerra).

Em meados dos anos 1930, voou o maior de todos esses ícones, o Hurricane, que foi o grande cavalo de batalha da RAF nos dois primeiros anos da Segunda Guerra Mundial (e serviu até o final do conflito). O Hurricane respondeu pela maior quantidade de caças britânicos disponíveis na Batalha da Inglaterra (1940) até ser sobrepujado de vez,  na primeira linha, pelo Supermarine Spitfire.

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O Hawker Tornado

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O nome Tornado batizou o caça seguinte a ser desenvolvido pela Hawker (à parte o Hotspur, biposto com asas de Hurricane que disputou contrato com o Boulton Paul Defiant, sendo até mais rápido que este). Tratava-se de um novo projeto, para atender à especificação F.18/37 para um interceptador monoposto, que poderia ser equipado com dois tipos de motores, um deles o  Rolls Royce Vulture (basicamente a união de dois motores V12 Peregrine V gerando um 24 cilindros em X), sendo denomidado o “Tipo R”.

O protótipo equipado com o Vulture II, de 1760hp, recebeu o nome de Tornado, e voou pela primeira vez em 6 de outubro de 1939 (quase 72 anos  atrás), tendo seu radiador instalado na posição ventral, como o Hurricane. O caça poderia ser armado com nada menos que 12 metralhadoras 7,7mm nas grossas asas ou quatro canhões de 20mm. Os canhões foram testados no segundo protótipo, que voou em 5 de dezembro de 1940, já com o radiador deslocado para sob o motor, no “queixo”.

Uma linha de montagem começou a ser instalada na Avro, e o modelo de produção deveria receber um motor ainda mais potente, o Vulture V de 1980hp. Com essa motorização, o caça de peso carregado de 4.839 kg, envergadura de 12,77m e comprimento de 10m podia atingir 640km/h a 7.010m de altitude, um desempenho competitivo para o primeiro ano da década de 1940. Porém, o motor Vulture estava sofrendo problemas diversos de desenvolvimento numa época em que o motor Merlin era a prioridade absoluta, o que levou a Rolls Royce a abandonar esse motor em X.

Assim, o primeiro lote de produção do Tornado (201 unidades) foi cancelado e apenas uma aeronave de produção voou, em 29 de agosto de 1941, assim como um terceiro protótipo, que voou em 23 de outubro daquele ano equipado com um motor radial de 18 cilindros Bristol Centaurus, de 2.210hp.

Na próxima parte, conheça o outro modelo desenvolvido pela Hawker para a especificação F.18/37 , o Typhoon, que ao contrário do seu “irmão” Tornado foi produzido em quantidade e operado pela RAF na Segunda Guerra Mundial.

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Em pronunciamento divulgado na última sexta-feira no site da RAF (Força Aérea Real Britânica), o secretário de defesa do Reino Unido, Dr Liam Fox, mostrou-se satisfeito com o anúncio da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) de que a missão sobre a Líbia foi estendida por mais 90 dias.

Em seu pronunciamento de quinta-feira (22 de setembro), comentando o prolongamento da missão divulgado no dia 21 de setembro pela OTAN, o secretário anunciou que os caças Typhoon deverão voltar em breve para o Reino Unido, deixando a missão a cargo dos caças-bombardeiros Tornado:

“O Reino Unido manteve-se na linha de frente da campanha desde seu início e, como o Primeiro Ministro deixou claro, o Reino Unido vai manter seu compromisso o quanto for necessário. Nosso apoio ao povo da Líbia, nesse momento crítico, é firme, e a missão da OTAN de proteger civis deve continuar até que isso não seja mais necessário.”

“Por isso decidimos manter 16 aeronaves Tornado em operações para manter a taxa requerida de surtidas de caças-bombardeiros velozes, e pretendemos manter dois helicópteros de ataque no teatro (de operações) por quanto tempo for preciso. Os bons progressos conseguidos até o momento permitirão trazer de volta para casa quatro caças Typhoon e três helicópteros de ataque no curto prazo, sem afetar nossa capacidade de cumprir a Resolução 1973 do Conselho de Segurança das Nações Unidas.”

“Desde o início das operações militares, em março, os ataques da RAF e do Corpo Aéreo do Exército danificaram ou destruíram mais de 970 alvos do regime deposto, e que ameaçavam a população líbia.”

Sobre operações recentes, o Major General Nick Pope acrescentou que, nas primeiras horas da manhã de quarta-feira, “uma patrulha de reconhecimento armado de caças Tornado e Typhhon foi designada pela OTAN para atacar duas instalações de comando e controle identificadas em Sirte. Os aviões utilizaram bombas Paveway guiadas a laser e GPS, com peso de 1.000 libras (454kg) e 500 libras (227kg) para atacar os dois alvos, com sucesso.”

FONTE / FOTOS: RAF (Força Aérea Real Britânica) e MoD UK (Ministério da Defesa do Reino Unido)

NOTA DO EDITOR:

A revista Forças de Defesa 2 traz a matéria “Eurocanards sobre a Líbia: bases pra que te quero” comparando o desempenho demonstrado pelos  três “eurocanards” ao longo dos primeiros meses do conflito, chegando às vésperas da queda do regime de Kadhafi. Se você ainda não adquiriu seu exemplar, siga as instruções a seguir. Se já adquiriu, aproveite para rever os “posts” dos links ao final, que trazem mais fotos e complementam a matéria da revista.

Para adquirir o seu exemplar, basta clicar num dos botões abaixo. Use o PagSeguro para gerar um boleto pagável em qualquer banco e o PayPal para pagar com cartão de crédito.

Para dúvidas sobre outras formas de pagamento e demais informações, envie um e-mail para [email protected].

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Caças da RAF destroem lançadores de mísseis Scud

Caças da RAF colocaram fora de combate vários alvos militares das forças pró-Kadhafi na Líbia ontem, incluindo lançadores de mísseis Scud e um centro de comando e controle.

Na manhã de terça-feira, caças Tornado e Typhoon usaram bombas Paveway para destruir um centro de comando e controle que as forças da OTAN haviam identificado com sucesso perto Bani Walid.

Durante a tarde, uma patrulha de reconhecimento armado próxima de Hun foi acionada pela OTAN para atacar um sistema de radar móvel, que havia sido localizado na área. O veículo foi destruído.

A vigilância prosseguiu em Bani Walid, e as aeronaves identificaram três lançadores de mísseis Scud a leste da cidade, dentro do alcance de todas as cidades costeiras entre Trípoli e Misurata. Bombas Paveway guiadas destruíram todos os três.

Enquanto HMS Liverpool permanece em patrulha próximo à costa de Tripoli, protegendo os comboios de ajuda humanitária, o HMS Ocean está passando por um curto período de manutenção planejada.

FONTE: UK MoD

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Entre as missões ar-solo, estão incluídos um ataque a um bunker na cidade natal de Gaddafi, Sirte, e um dos últimos sistemas de mísseis ar-solo, em Al-Watiya

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Na sexta-feira, 26 de agosto, o Ministério da Defesa do Reino Unido divulgou nota sobre ataques realizados por aviões de combate Typhoon e Tornado, em cumprimento à resolução 1973 da ONU. Segundo a nota, na manhã de quinta-feira caças-bombardeiros Tornado da RAF  (Força Aérea Real Britânica) localizaram e destruíram um dos últimos sistemas de mísseis terra-ar de longo alcance do coronel Gaddafi, próximo a Al-Watiya (fronteira com a Tunísia).

Na tarde do mesmo dia, aeronaves Typhoon e Tornado destruíram uma instalação de comando e controle que ainda estavam nas mãos do antigo regime, na estrada que liga Trípoli ao Aeroporto Internacional.

Por volta da meia-noite (de quinta para sexta-feira) uma formação de Tornado GR4, que havia decolado da base aérea de Marham (em Norfolk, no Reino Unido) para uma missão de ataque de longo alcance, disparou mísseis de cruzeiro Storm Shadow contra um grande bunker que servia de quartel general na cidade natal de Gaddafi, Sirte.

Secretário de Relações Internacionais do Reino Unido, Willian Hague, afirma que operações vão continuar

O secretário Hague, em uma reunião do Conselho de Segurança da ONU a respeito da Líbia, disse na semana passada que “é importante ressaltar que a Operação UNIFIED PROTECTOR prossegue. Não acabou ainda. A OTAN decidiu continuar suas operações por quanto tempo for necessário, para proteger a população civil da Líbia das forças que continuam leais ao regime de Gaddafi. As forças do Reino Unido continuarão a fazer parte disso.”

O secretário das relações internacionais prosseguiu dizendo que “o regime de Gaddafi acabou. Não há possibilidade de retorno para o regime de Gaddafi, e está claro que muitos de seus membros importantes estão fugindo. Mas há forças que permanecem leais ao regime de Gaddafi, concentradas especialmente ao sul de Trípoli e em volta da cidade de Sirte e, enquanto essa situação persistir, elas continuarão a representar uma ameaça à população civil, e as operações da OTAN prosseguirão.”

“Continuamos em contato bastante próximo com o Conselho Nacional de Transição (National Transitional Council) que reconhecemos há várias semanas como a autoridade legítima de governo na Líbia. Agora, a prioridade é dar a eles um forte apoio diplomático, dando assistência a eles na construção de um futuro melhor, um futuro de democracia livre e de inclusão para a Líbia.”

FONTE / FOTOS: Ministério da Defesa do Reino Unido e RAF (Força Aérea Real Britânica)

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RAF: mais quatro Tornados para missões sobre a Líbia

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Frota de Tornados da RAF operando a partir da Itália subirá para 16 aeronaves

 
 

Segundo nota de 15 de julho divulgada pela RAF (Força Aérea Real Britânica) o Ministro da Defesa do Reino Unido anunciou que, em alguns dias, quatro aviões de combate Tornado GR4 adicionais seriam deslocados para a Base Aérea de Gioia del Colle, na Itália. A missão primária dos quatro será de reconhecimento, em apoio às operações sobre a Líbia.

Os quatro somam-se a outros doze Tornados da RAF que já operam na base italiana. Equipados com pods de reconhecimento RAPTOR (Reconnaissance Airborne Pod for Tornado), as aeronaves são capazes, segundo a RAF, de prover imagens de reconhecimento extremamente detalhadas, cobrindo grandes áreas. A nota acrescenta que o desdobramento dessas aeronaves não terá efeito sobre operações no Afeganistão.

Na mesma nota, foi divulgada uma atualização sobre as operações da RAF na Líbia. O major general Nick Pope disse que “Forças britânicas estiveram mais uma vez em ação sobre a Líbia, protegendo civis das depredações do regime do Coronel Kaddafi. Na manhã de ontem (quinta-feira, 14 de julho de 2011), uma patrulha da RAF localizou um veículo de transporte de pessoal BMP, próximo a Alitan, a Oeste de Misurata. O veículo foi destruído por um ataque de precisão de um caça multitarefa Typhoon, empregando uma bomba guiada a laser Paveway.”

Ainda segundo o major general, “a precisão, exatidão e o peso dos ataques aéreos da OTAN causaram danos significativos nas forças do regime de Kaddafi que vêm atacando as pessoas na Líbia. A RAF, sozinha, já danificou ou destruiu até hoje mais de 500 alvos militares, incluindo postos de comando e controle. Mas, com o desenrolar da campanha, o regime vem tentando cada vez mais esconder suas tropas, equipamentos e quartéis generais, sempre em áreas populosas.”

Ele finaliza dizendo que ”colher informações de inteligência necessárias para atacar essas forças, com precisão, continua sendo parte fundamental nos esforços da OTAN nesta campanha. Por isso é que, nos próximos dias, o Reino Unido vai deslocar quatro aviões Tornado GR4 da RAF a  Gioia del Colle, primariamente na função de reconhecimento em apoio a esse esforço. Como se trata de um formidável avião de ataque, esse desdobramento também permitirá um aumento secundário e prático para a capacidade total de ataque da OTAN.”

FONTES / FOTOS: RAF (Força Aérea Real Britânica) e Ministério da Defesa do Reino Unido

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RAF: Tornados voam a milhão

 
  

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Após mais de três décadas de serviço, frota de Tornados da Força Aérea Real atinge a marca de um milhão de horas de voo

 

 

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Segundo informe do BFBS (British Forces Broadcast Service), a frota de Tornados da RAF atingiu a marca de um milhão de horas de voo na semana passada. O voo que atingiu esse marco foi realizado por uma aeronave em do Esquadrão 617, que opera atualmente no Afeganistão. O Esquadrão 617 é conhecido como “Dambusters”, devido às missões que desempenhou na Segunda Guerra Mundial (voando bombardeiros quadrimotores Lancaster especializados em ataques a represas).

O primeiro voo de um Tornado da RAF foi realizado em 1979 e, desde então, a frota voou o equivalente a duas idas e voltas da Terra ao Sol. O Tornado também opera atualmente sobre a Líbia e participou das duas Guerras do Golfo, além de operações sobre os Bálcans.

Segundo o Chefe do Estado Maior do Ar, o marechal Sir Stephen Dalton, “o Tornado tem sido usado para negar o uso de pistas de pouso inimigas, atacar sua infraestrutura e equipamentos, aplicar zonas de exclusão aérea e prover apoio aéreo próximo para as tropas no solo. Ele cotinua a ser um avião de combate, vigilância, inteligência e reconhecimento de classe mundial, no Afeganistão e na Líbia.

Sir Stephen Dalton acrescentou que, “por muitos anos ainda, o Tornado dará à RAF a capacidade de poder aéreo rápido e de longo alcance que ela precisa para proteger os interesses da nação, graças ao alcance de suas sofisticadas armas de precisão e seus sensores no estado da arte, além do fato de poder crescer ainda mais nessas capacidades.”

Segundo informe do Ministério da Defesa do Reino Unido sobre a marca atingida pela frota, as aeronaves Tornado da RAF estão atualmente operando em cinco esquadrões de linha de frente. Dois deles, o 12(B) e o 617, estão baseados em Lossiemouth, que também abriga a unidade de conversão operacional, o Esquadrão 15 (R). Na foto logo acima, um Tornado exibe na lateral da fuselagem os brasões de todas as unidades que operam o Tornado na RAF.

No momento, o Esquadrão 617 está desdobrado para operações no Afeganistão e o II(AC) está apoiando a operação sobre a Líbia.  

 
FONTES E FOTOS: BFBS e Mod UKFOTO DO ALTO: RAF
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A RAF (Força Aérea Real Britânica) divulgou informe sobre ataque, realizado a um alvo militar na Líbia, de caças Typhoon armados com quatro bombas Enhanced Paveway II, de 1.000 libras (454 kg). Foi a primeira vez, segundo a RAF, que esse tipo de bomba foi utilizado operacionalmente por um Typhoon. O ataque foi realizado na quarta-feira passada, 25 de maio.

O Typhoon FGR4 estava acompanhado de um Tornado GR4, e ambos lançaram um total de nove bombas sobre um complexo militar em Tiji.

No planejamento, a missão deveria atacar um total de oito pontos no alvo, que seria um depósito militar. Um nono alvo, dentro do complexo, foi atacado com base em informações recebidas durante a missão.

O Typhoon lançou suas quatro bombas  Enhanced Paveway II, enquanto que o Tornado empregou cinco Paveway IV (de quinhentas libras – 227 kg). Segundo a RAF, isso também representou um feito inédito para o Tornado. Ambas as armas têm guiagem a laser e a GPS.

Nas fotos de baixa resolução disponibilizadas pela Força Aérea Real, vê-se um Typhoon decolando com quatro bombas Paveway II, de 1.000 libras, e imagem dos danos ao depósito de Tiji.

FONTE / IMAGENS: RAF

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