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Super Hornet com CFT e baia externa de armas - foto via Flightglobal

É de conhecimento geral que a Boeing e a US Navy pretendem colocar em voo uma versão modificada do F/A-18F Super Hornet equipada com “conformal fuel tanks” (CFT) e casulo de armas no final do verão no Hemisfério Norte. Mas surgiram novas notícias.

Quando ele voar no final de agosto ou início de setembro na costa leste dos EUA com as novas modificações, os CFT e o casulo de armas não serão funcionais, disse Mike Gibbons, gerente do programa Super Hornet. A ideia é testar as qualidades aerodinâmicas destas formas, disse ele.

Mark Gammon, chefe dos programas avançados do Super Hornet, também informou que a aeronave levará um mock-up do sistema de busca e rastreamento infravermelho juntamente com outras medidas para reduzir a seção reta radar.

Super Hornet com CFT e baia externa de armas - foto 2 via Flightglobal

 

Super Hornet com CFT e baia externa de armas - foto 4 via Flightglobal

Gammon, que trabalha com o Hornet desde o início do programa F/A-18A original, informou que os CFT não acrescentarão arrasto durante voos de cruzeiro em altas velocidades subsônicas, mas trarão um impacto negativo no arrasto durante velocidades transônicas. A companhia tem trabalhado intensamente para resolver a questão. De fato, segundo as observações de Gammon, em certas situações o arrasto com os CFT velocidades mais baixas é menor.

Configurado com os CFT e o casulo de armas com quatro mísseis ar-ar AMRAAM, o caça possui um desempenho semelhante a um Super Hornet carregando quatro AIM-120 (AMRAAM) externos.

Super Hornet com CFT e baia externa de armas - foto 3 via Flightglobal

Super Hornet com CFT e baia externa de armas - foto 5 via Flightglobal

FONTE / FOTOS: DEW Line (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

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X-47B taxia em 2012 em testes no CVN 75 com Super Hornet em segundo plano - foto USN

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Jornal da cidade americana de St Louis, onde a Boeing fabrica o Super Hornet, questiona se o primeiro voo do drone X-47B aponta para o final da produção do caça – Já a Boeing aposta em novas encomendas, o que inclui Austrália e Brasil, para manter a linha aberta por mais tempo

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A decolagem do drone (aeronave não tripulada) X-47B do convoo de um porta-aviões da Marinha dos EUA (USN), na quinta-feira passada, é um fato que eventualmente poderá afetar uma das maiores fábricas na área de St. Louis, segundo reportagem de domingo (19 de maio) do jornal STL Today.

O evento foi considerado histórico, apesar do X-47B construído pela Northrop Grumman não ter ainda pousado num porta-aviões, o que é considerado um dos feitos mais difíceis na aviação. A USN espera que isso ocorra ainda em meados deste ano e que, por volta do final desta década, drones formem uma parte considerável da frota aérea de combate.

X-47B faz toque e arremetida no CVN 77 em 17 de maio de 2013 - foto USN

Tudo isso levanta algumas questões importantes sobre o futuro do caça que, hoje, forma a maior parte da frota aérea de combate da USN, o F/A-18 Super Hornet.

O jato, assim como seu irmão E/A-18 Growler, de guerra eletrônica, é montado pela Boeing Co. no norte de St. Louis. Cerca de 5.000 pessoas trabalham no programa, de cuja linha de produção (a última grande linha de montagem de aeronaves na região)  sai aproximadamente um jato por semana, por cerca de 55 milhões de dólares cada. Os drones prontos para o combate seriam competidores diretos.

Ainda levará anos até que o X-47B esteja pronto para produção em massa, e ninguém espera que ele substitua totalmente os jatos tripulados na frota da Marinha. Mas especialistas em defesa como James Lewis, do Centro para Estudos Estratégicos e Internacionais de Washington, dizem que os caças robóticos estão inevitavelmente em ascensão.

Segundo Lewis, eles “não trazem risco para uma vida humana, para o piloto. Eles são mais furtivos. Se você consegue fazê-los trabalhar, farão o trabalho muito bem. Este será o futuro”. A USN ainda está determinando o que, exatamente, deseja com seu sistema não tripulado de ataque e vigilância aéra lançado de porta-aviões, ou UCLASS (Unmanned Carrier-Launched Airborne Surveillance and Strike system), como vem designando a indústria. Um porta-voz da Marinha disse esperar o lançamento de uma concorrrência para o contrato no ano que vem.

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Porém, o protótipo X-47B já mostra algumas claras vantagens sobre o Super Hornet, a maior delas referente a remover o humano da equação, significando que pode voar por dias, e não somente por algumas horas. Isso é crucial para missões de vigilância, para as quais a Marinha deseja utilizar primeiro os seus drones. Ainda não há planos, no momento, para armá-los.

Segundo o especialista James Lewis, isso poderá mudar. Apesar de não ver caças tripulados serem descartados totalmente, ele prevê um futuro em que um jato tripulado lidera um esquadrão desses drones na batalha, para então recuar e deixar a batalha com eles. Assim, a Marinha acabará não precisando de uma frota completa dos dois tipos: “Cada drone a mais significa um avião a menos”, disse Lewis.

Por hora, a linha de montagem da Boeing parece estar segura. A empresa tem um contrato que vai até 2016 para produzir caças Super Hornet e aviões de guerra eletrônica Growler para a Marinha, e tem prolongado a duração da linha com vendas internacionais para a Austrália e, conforme as esperanças da empresa, para o Brasil.

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Enquanto isso, a Boeing desenvolve novas tecnologias que espera ver resultar em mais encomendas de F/A-18, especialmente se atrasos e aumentos de preço continuem a afetar o F-35 “Joint Strike Fighter” (JSF – caça de ataque conjunto) da Lockheed Martin, considerado o eventual substituto para o Super Hornet na frota da USN. Segundo um pronunciamento da empresa, “há muito interesse em encomendas adicionais domésticas e internacionais. O Super Hornet continua a se desenvolver com novas capacidades da próxima geração”.

Além disso, alguém tem que produzir todos esses drones, o que será por si um trabalho multibilionário. A corrida já começou. A Northrop Grumman venceu a Boeing para o contrato de 1,4 bilhão de dólares por um protótipo, o X-47B que voou na quinta-feira. Porém, assim como diversos outros projetos não tripulados, a Boeing continua a trabalhar em seu próprio drone Phantom Ray, com recursos próprios. Isso permitiu à empresa entender melhor a tecnologia dos não tripulados, segundo a sua porta-voz Deborah VanNierop: “Estamos tarbalhando em UCLASS, mas ainda não divulgamos publicamente informações a respeito. Ainda não estamos nessa etapa.”

X-47B sendo colocado no elevador do CVN 77 em 14 de maio de 2013 - foto USN

Ainda segundo VanNierop, ainda é cedo para saber onde esses drones da Marinha serão construídos, no caso da Boeing ganhar o contrato. Tudo isso vai começar a tomar forma ao longo do próximo ano, quando a USN lançar sua concorrência UCLASS. O Comando da USN quer os drones voando por volta de 2020, o que significa que o processo precisa ser iniciado.

Alguns analistas, porém, estão céticos. Richard Aboulafia, vice-president do Teal Group, uma empresa de consultoria em defesa da Virgínia, disse não ver uma grande vantagem para drones em relação a caças tripulados, ao menos por enquanto. Além disso, ele destacou que concorrências por contratos de defesa de alto custo tendem a se esvaziar.

Aboufalia explicou:  “Precisamos manter o conceito em desenvolvimento, mas ao menos na minha opinião vai levar mais tempo do que o esperado. Eu imagino que a revolução do remotamente pilotado foi algo promovido além do seu real valor.” Se ele estiver certo, isso significaria, não importando o que aconteceu na última quinta-feira na costa da Virtínia, que pessoas vão continuar montando Super Hornets em St. Louis por muitos anos.

Super-Hornet-na-linha-de-montagem-foto-Boeing.jpg

FONTE: STL Today (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Marinha dos EUA (USN) e Boeing

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Growler RAAF - concepção - imagem 2 via Min Def da Austrália

Em vez de converter 12 de seus 24 caças Super Hornets em jatos de ataque eletrônico EA-18G Growler, a Austrália manterá seus 24 caças e comprará 12 novos Growlers, enquanto aguarda o F-35 (JSF), da qual pretende encomendar 100 jatos. A primeira-ministra Julia Gillard, e o ministro da Defesa Stephen Smith anunciaram hoje os passos que o governo vai tomar para reforçar a capacidade de combate aéreo da Austrália.

O Livro Branco da Defesa de 2013 destaca a importância estratégica de uma capacidade de combate aéreo potente e flexível para controlar aproximações aéreas à Austrália e operações de apoio nos ambientes de terra, mar e ar.

Emergentes capacidades avançadas de combate e de defesa aérea na região, juntamente com a proliferação de modernos sistemas de guerra eletrônica, fará com que as tarefas de controle do ar, a realização de ataques e apoio de forças terrestres e navais sejam cada vez mais difíceis.

A capacidade de combate aéreo da Austrália é uma parte vital da nossa estrutura de segurança nacional e o Governo não vai permitir que uma lacuna na nossa capacidade de combate aéreo venha a ocorrer.

Como medida de prudência para assegurar a capacidade de combate aéreo da Austrália ao longo do período de transição para o Joint Strike Fighter (JSF), o Governo decidiu manter os atuais 24 jatos F/A-18F Super Hornets (um esquadrão operacional) na sua atual configuração e capacidade de combate aéreo e ataque.

O governo também decidiu adquirir 12 novos EA-18G Growler de ataque eletrônico em vez de converter 12 dos aviões existentes F/A-18F Super Hornet da Austrália para a configuração Growler. 12 aeronaves Growler irão aumentar significativamente a capacidade de guerra eletrônica das Forças de Defesa da Austrália e, em conjunto com o JSF e o Super Hornet, vão formar uma força de combate aéreo formidável capaz de controlar tanto o ar como os ambientes eletrônicos.

A decisão sobre a substituição da Super Hornets com aeronaves JSF adicionais será feita mais perto da retirada da Super Hornets, o que não é esperado até por volta de 2030.

Growler - sistemas - imagem via Min Def da Austrália

O Livro Branco da Defesa de 2009 delineou o compromisso do Governo para adquirir o JSF e anunciou a aprovação para a compra do primeiro avião de 14 JSF a um custo de cerca de US$ 3,2 bilhões. Destes, a Austrália está contratualmente comprometida a dois, que serão entregues no decorrer de 2014-2015 nos Estados Unidos, para fins de teste e treinamento.

Devido aos desafios e atrasos no programa JSF, os Estados Unidos reestruturaram o Programa JSF no ano passado, adiando a aquisição de 179 aeronaves e proporcionando aos EUA US$ 15 bilhões a menos no financiamento ao longo dos próximos cinco anos. A Austrália alinhou-se com esta programação no Orçamento 2012-13. Enquanto os EUA continuam comprometidos com o JSF, a aquisição tem sido abrandada para completar mais testes e fazer alterações de desenvolvimento antes da compra de aeronaves em quantidades significativas.

O Governo continua empenhado em adquirir a aeronave JSF de quinta geração, com três esquadrões operacionais previstos para entrar em serviço início por volta de 2020 para substituir os aviões F/A-18A/B Hornet.

As aeronaves Super Hornet, a entrega da aeronave de ataque eletrônico Growler e o apoio de aeronaves de reabastecimento aéreo KC-30A vão garantir a potência contínua do sistema de combate aéreo da Austrália em projetar poder aéreo decisivo na defesa da Austrália e dos seus interesses.

FONTE: Australian Department of Defence, 03.05.13 (Tradução, adaptação e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

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USN Super Hornet 135 na AFA - foto Poder Aereo - Poggio

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Ou uma eventual revisão de parcerias europeias devido à hostilidade com o Brasil, na votação da Organização Mundial do Comércio, viraria mais um motivo para continuar adiando o F-X2? Veja abaixo reportagem do Valor Econômico sobre a questão na OMC e as parcerias estratégicas na Europa

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vinheta-clipping-aereoAção europeia na OMC contra Azevedo ameaça parcerias estratégicas com Brasil

A forte campanha movida pelos governos do Reino Unido e da França contra o candidato brasileiro à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, revelada ontem pelo Valor, leva autoridades em Brasília a falar em revisão da “aliança estratégica” com esses dois países. Com informações de que, já na primeira rodada de votações em Genebra, o governo britânico teria tentado vetar a permanência de Azevedo na disputa, os ministros de Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, falaram do desconforto brasileiro ao ministro do Comércio britânico, Vince Cable, que, na semana passada, chefiou uma delegação empresarial ao Brasil.

O governo brasileiro admite que os países com quem tem alianças votem em outros candidatos, mas fazer campanha contra e tentar bloquear a candidatura de Azevedo foi visto como um ato hostil ao Brasil, segundo comunicaram as autoridades de Brasília diretamente ao alto escalão do governo do Reino Unido.

No encontro com Patriota e Pimentel, Vince negou que tenha havido um esforço contra o brasileiro. Informações de Genebra dão conta, porém, de que a diplomacia britânica trabalhou para que, em lugar de Azevedo, segundo nas preferências, fosse levada à fase seguinte de votações a candidata da Indonésia Mari Pangestu, terceira mais votada pelos governos da OMC.

A intenção dos britânicos era fazer com que o único latino-americano a seguir na disputa fosse o mexicano Hermínio Blanco, preferido de uma parte dos países europeus por seu histórico de defesa do livre comércio.

“Sabemos agora quem são nossos amigos na Europa”, comentou, reservadamente, um integrante do governo que acompanha de perto as negociações para a sucessão do francês Pascal Lamy, cujo mandato acaba em agosto. Uma autoridade brasileira chegou a lembrar, ao Valor, que os países europeus com maior resistência à candidatura brasileira são, exatamente, os três com interesses em negócios na área de defesa com o Brasil: França, Inglaterra e Suécia.

Rafale - foto 5 Galante - Poder Aéreo

Gripen NG Demo decolando de Malmen - foto 5 Alexandre Galante - Poder Aéreo

Os suecos e franceses disputam o fornecimento de caças para a Força Aérea Brasileira, e os britânicos negociam o fornecimento de fragatas para a patrulha do litoral brasileiro, negócio calculado em US$ 4,5 bilhões. O maior programa na área de defesa, atualmente, é o da construção de submarinos, com a França.

Oficialmente, o governo nega qualquer intenção de responder bilateralmente ao veto a Azevedo. Mas uma prova de a disputa na OMC já começa a ter reflexos sobre as relações comerciais é o fato de o tema ter sido levado à reunião com o secretário de Comércio britânico, que foi a São Paulo e Recife com uma delegação de empresários das áreas de portos e construção naval.

EDA 60 anos - Super Hornet apresentação 1 domingo - foto Nunão - Poder Aéreo

FONTE: Valor Econômico, via Notimp (reportagem de Sergio Leo)

COLABOROU: Penguin

NOTA DO EDITOR: o título e subtítulo são do Poder Aéreo, com o objetivo de perguntar aos leitores suas opiniões sobre o tema. O título da reportagem original do Valor Econômico é o que vem em seguida: “Ação europeia na OMC contra Azevedo ameaça parcerias estratégicas com Brasil”.

Na semana passada, o Ministério da Defesa da Austrália divulgou imagens de treinamentos conjuntos realizados entre seus caças F/A-18 Hornet do Esquadrão No.75 da RAAF (Força Aérea Real Australiana) e caças F/A-18 Super Hornet do Esquadrão de Caças de Ataque VFA 102 da USN (Marinha dos EUA). Os exercícios são realizados a partir da Base Aérea de Tindal, da RAAF, que aparece sendo sobrevoada nas fotos.

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Os exercícios fazem parte do compromisso em andamento entre os Estados Unidos e as Forças Armadas da Austrália. Os caças decolam da Base Aérea de Tindal e realizam treinamentos sobre o Campo de Provas de Armamento de Delamere, no Território Norte do país.

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FONTE/FOTOS: Ministério da Defesa da Austrália

NOTA DO EDITOR: reparar, na segunda foto, a interessante disposição dos hangaretes da Base Aérea de Tindal da RAAF.

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Rafale - foto Força Aérea Francesa

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A novela dos caças – Depois de mais de 15 anos de adiamentos, a compra dos novos aviões militares pode finalmente ser efetivada em 2013, diz o ministro da Defesa, Celso Amorim. Tudo indica que a pior opção, a do Rafale,  ficou para trás

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vinheta-clipping-aereoA novela se desenrola há quase 17 anos. Nesse período, o programa mudou de nome, o modelo dos produtos foi modificado, o preço foi multiplicado por dez e nada foi decidido. Final­mente, neste ano, o governo pode autorizar a compra dos 36 caças que vão modernizar a Força Aérea Brasileira (FAB). Interlocutores do governo dizem que a presidenta Dilma Rousseff quer escolher o vencedor do projeto FX-2 ainda em 2013.

Embora os aviões só entrem em operação a partir de 2015, ela teria interesse em colher os frutos da modernização das Forças Armadas brasileiras nas eleições de 2014. “Tenho grande expectativa (sobre a definição dos vencedores), mas não tenho bola de cristal”, disse, na terça-feira 9, o ministro da Defesa, Celso Amorim, quando questionado sobre o assunto, durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança (Laad), no Rio de Janeiro.

A esperança é que o governo abra mão da munição retórica que tem dominado o tema e finalmente decida armar de fato a defesa aérea do País. Mas especialistas temem que, mais uma vez, o assunto seja protelado. “A questão dos caças é meramente política e hoje não há interesse político sobre esse tema”, avalia Expedito Carlos Bastos, pesquisador de assuntos militares na Universidade Federal de Juiz de Fora. “Esse governo vive de retórica.”

Três empresas participam da disputa: a francesa Dassault, com o modelo Rafale, num contrato avaliado pela própria FAB em US$ 8,2 bilhões; a americana Boeing, com o avião F-18 Super-Hornet, de US$ 5,4 bilhões; e a sueca Saab, com o projeto Gripen NG, de US$ 4,3 bilhões.

Na corrida pelos bilhões do governo brasileiro, a Dassault perdeu o favoritismo inicial, que remontava à época do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, dando espaço para a Boeing. A preferência pelo Rafale era evidente na parceria entre Lula e o ex-presidente francês Nicolas Sarkozy. Os dois protagonizaram uma gafe, em setembro de 2009, quando, numa visita de Sarkozy a Brasília, Lula divulgou uma nota afirmando que estava negociando a compra do avião francês.

Infográfico programa F-X2 - IstoÉ

A reação dos Estados Unidos e da Suécia adiou o projeto, que foi colocado na geladeira pela presidenta Dilma. Águas passadas, Lula e Sarkozy levaram consigo o principal argumento em defesa do Rafale: a vontade de ambos.

Hoje, qual motivo levaria o País a gastar quase US$ 3 bilhões a mais (veja quadro)? Desde então, a Boeing tem estreitado os laços com o Brasil. Em dezembro do ano passado, anunciou uma parceria com a Embraer para o desenvolvimento de tecnologias para aumentar a segurança de procedimentos de pouso, além do compromisso de construir um centro de pesquisa em São José dos Campos (SP).

“O F-18 é o avião mais adequado ao governo brasileiro, porque está ainda sendo fabricado e vai ter peças de reposição pelos próximos 40 anos”, diz Bastos. A Embraer, por sua vez, fechou acordo de venda de seu Super Tucano para os americanos, mas tem enfrentado dificuldades no Congresso daquele país para efetivar a encomenda.

O especialista lembra que a compra dos 36 caças previstos no pacote inicial é um mínimo para que a Força Aérea Brasileira fique operacional. A frota dos Mirage 2000, com 30 anos de uso, deve ser aposentada no fim deste ano. Com isso, toda a defesa aérea brasileira ficaria a cargo dos F-5, dos anos 1970, que passaram por uma modernização em 2000.

Para o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), além da modernização, a frota renovada é uma necessidade para responder aos novos desafios da defesa: combater o narcotráfico e o terrorismo e proteger as áreas do pré-sal. “O Brasil não está efetivamente adequado para essas novas demandas”, diz Barbosa.

FONTE / INFOGRÁFICO: IstoÉ Dinheiro (reportagem de Paulo Justus)

FOTO DO ALTO: Força Aérea Francesa

NOTA DO EDITOR: o título original “A novela dos caças” foi para o início do subtítulo e a referência  ao Rafale ser “a pior opção” é parte do subtítulo original da revista, embora não esteja presente explicitamente no texto da matéria. Falando em texto, a informação de que a frota de Mirage 2000 tem 30 anos de uso pode ser entendida como a soma do tempo em serviço na FAB somado à época em que serviam na Força Aérea Francesa, o que se aproximaria de 30 anos, mas pode ser também uma confusão com os antigos Mirage III, que serviram por mais de 30 anos à FAB. Reparar que, no  infográfico, as fotos do Rafale e do Hornet (não é um Super Hornet) estão trocadas.

Apesar de todos esses problemas com a matéria original, pode-se ressaltar que reportagens de mídias diferentes como a revista brasileira IstoÉ e o jornal francês La Tribune indicam a mesma coisa: que hoje o Rafale não seria o vencedor do F-X2. Será que repórteres das duas mídias ouviram as mesmas pessoas na LAAD 2013? Em compensação, reportagem do jornal O Dia reproduzida aqui dias atrás indicava o favoritismo do Rafale. Veja as matérias anteriores nos links abaixo.

De qualquer forma, uma coisa é certa: já está mais do que na hora do programa F-X2 ser decidido, independentemente do caça que esteja, no momento, no topo da preferência dos que efetivamente têm uma decisão a tomar. Afinal, preferências claras não combinam com anos de adiamento e indecisões: se algum dos três modelos está numa época ou outra se apresentando como preferência em relação a outros, por que não tomar a decisão? Decisão não significaria escolher um entre outros, ou o preferido? Ou a preferência é pelas desculpas intermináveis para adiar a decisão final?

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Eduardo comemora parceria firmada com empresa de produção de aviões 1

vinheta-clipping-aereo“Essa é uma cooperação muito importante, com uma empresa foto1que tem 80 anos no Brasil e atuação em diversos setores estratégicos. O petróleo, gás e offshore é uma área portadora de futuro, na qual temos investido e procurado posicionar nossa economia. Tenho certeza de que a cooperação que estamos anunciando renderá bons frutos para o Estado”. Foram essas as palavras do governador de Pernambuco, Eduardo Campos, após firmar, na tarde desta quarta-feira (27/03), um memorando de entendimento entre o Governo do Estado e a Boeing, empresa americana líder na produção de aeronaves militares e comerciais.

O termo de parceria viabiliza a transferência de tecnologia e treinamento de pessoal para a construção de embarcações e de plataformas de petróleo. foto2Assinado pelo governador e a presidente da Boeing Brasil, Donna Hrinnak, que presenteou Eduardo com uma miniatura do Boeing 747, principal produto da empresa.

Eduardo comemora parceria firmada com empresa de produção de aviões 2Donna Hrinnak ressaltou que a parceria com Pernambuco é a primeira no Nordeste. “Esse Estado que é um modelo, um Estado muito dinâmico, sempre procurando participar das inovações e contribuindo para o desenvolvimento do Nordeste e do Brasil. Temos técnicas desenvolvidas para aeronaves que têm relevância para indústrias como a de construção de navios e plataformas de petróleo”, destacou.

O acordo prevê ainda colaborações com instituições técnicas e universidades brasileiras. A Boieng hoje tem mais de 170 mil funcionários em 70 países, e clientes em 150 nações. Em 2011, a empresa obteve uma receita de US$ 68,7 bilhões. Consolida-se com know-how na área de soldagem e técnicas essenciais de fusão de materiais utilizadas na construção de navios e plataformas de petróleo.

Histórico

A relação da Boeing com o Brasil vem desde 1960, com a entrega do primeiro avião comercial. Nos idos de 1970, a Boeing desenvolveu parcerias com a indústria brasileira de comunicações por satélite. Atualmente, os dois maiores clientes comerciais da empresa no país são a GOL e a TAM.

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Interesse da Boeing está ligado ao programa F-X2 de novos caças para a Força Aérea, segundo o “Jornal do Commercio”

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O interesse da Boeing em fomentar a qualificação e a pesquisa no Brasil não é gratuito. O apoio a indústrias e instituições de ensino é parte da proposta apresentada pela empresa na licitação do programa F-X2 do governo brasileiro, que vai comprar 36 caças para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB). Três gigantes estão na disputa: a Boeing, com o caça F/A-18E/F, a francesa Dassault, com o Rafale, e a sueca Saab, com o Gripen NG.

A concorrência começou em 2008. “Essa licitação é uma novela interminável“, comenta Donna, em tom de brincadeira. A expectativa é que o governo se decida sobre a compra até o final de setembro.

Enquanto a decisão não sai, a Boeing vai fechando parcerias tecnológicas no País e incrementando as vendas no mercado de aviação comercial. Os maiores clientes da companhia nesse setor são a Gol e a TAM. A empresa também estuda trazer para Petrolina o Boeing 747-8. A Boeing está no Brasil há 80 anos.

FONTES: Governo do Estado de Pernambuco (também fotos) e Jornal do Commercio, via Notimp

NOTA DO EDITOR: título original da matéria da área de notícias do site do Governo de Pernambuco é “Eduardo comemora parceria firmada com empresa de produção de aviões”. Vale ressaltar ligação que o Jornal do Commercio faz entre essa parceria relacionada à indústria naval e o programa F-X2 de caças vai além de uma simples opinião da mídia. Ela está explicitada na nota que a própria Boeing divulgou a respeito desse acordo, tanto em seu site internacional quanto no brasileiro (clique nos links para acessar as versões em inglês e em português). Neste último, está escrito claramente: “O acordo apoia as indústrias e as instituições de ensino locais e faz parte da proposta apresentada pela Boeing para a licitação do programa F-X2, da qual a empresa participa com o caça F/A-18E/F Super Hornet.”

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Super Hornet pousa no CVN 74 em março de 2013 - foto USN

Segundo artigo de David Axe publicado no “Danger Room” em 25 de março, a Marinha dos Estados Unidos (USN) está cuidadosamente dando as costas ao complicado programa do F-35 e colocando, no lugar, um plano substituto para o caso do novo jato furtivo não se recuperar de seus problemas técnicos e orçamentários.

Esse plano da USN está no seu início, mas suas linhas gerais estão transparecendo, em grande parte graças a recentes comentários de sua liderança. O ‘plano B’ envolve a compra de menos F-35 da Lockheed Martin (a marinha continuará comprando alguns)  e mais unidades do caça embarcado F/A-18E/F Super Hornet da Boeing. Caso ocorra o improvável – o cancelamento da versão F-35C destinada aos grandes porta-aviões  americanos – o Super Hornet poderia ser aprimorado para ir além de sua atual vida útil. O jato bimotor já vem ganhando novas armas e poderá ter adicionados novos tanques de combustível extras e alguns “tratamentos” para furtividade.

A USN tem sido a menos entusiastas das Forças Armadas americanas em relação ao F-35, que inclui versões para a Força Aérea e os Fuzileiros Navais. Como a Marinha tem a força de caças mais nova em relação às demais forças, sua urgência para aviões novos de fábrica é menor. Além disso, a USN estaria minimizando a furtividade ao radar em seus planos de guerrra e preferiria, ao invés, abrir caminho lutando por entre as defesas inimigas ou disparar armas a grandes distâncias. No ano passado, o “U.S. Naval Institute journal Proceedings” trouxe texto a esse respeito assinado pelo almirante Jonathan Greenert: “É tempo de considerar a mudança de nosso foco de plataformas baseadas unicamente na furtividade e também incluir conceitos de operações mais longe dos adversários utilizando armas ‘standoff’ e sistemas não tripulados – ou empregar sistemas de guerra eletrônica embarcados para confundir ou ‘jamear’ sensores inimigos ao invés de tentar se esconder deles”.

Super Hornet sendo lançado do CVN 69 em março de 2013 - foto USN

Greenert é o oficial “top” da Marinha dos EUA, e esse texto foi considerado um tiro na proa do F-35. Porém, ele nega que tenha feito isso: “Nós precisamos do F-35C, precisamos de suas capacidades”, disse o almirante há duas semanas, completando: “Ele tem furtividade, grande capacidade de carga e um gigantesco (potencial) de ataque eletrônico.”

Ao mesmo tempoo, Greenert deixa escapar que a Marinha poderia adquirir menos jatos F-35C do que os 260 encomendados no momento. “A questão aponta para quantos comprar, e como eles se integram na ala aérea”, acrescentando que o cancelamento da nova aeronave é pouco provável devido a razões políticas: “Se não comprarmos nenhum F-35C isso seria muito prejudicial ao programa como um todo.”

F-35C LIGHTNING II - foto Lockheed Martin

Qualquer redução nas encomendas do F-35 afetaria os intrincados planos de produção do novo caça, aumentando o custo unitário. Porém, a compra de menos jatos F-35C e mais versões aprimoradas do F/A-18 poderia ser possível sem destruir o programa desse novo jato furtivo. Uma análise do Pentágono obtida pela Reuters indicou que uma redução de 2.400 para 1.500 caças F-35 aumentaria o custo unitário dos remanescentes em apenas nove por cento. Hoje, um único F-35 custa mais de 100 milhões de dólares, e um F/A-18 custa aproximadamente metade desse valor. A troca de exemplares de F-35C por Super Hornets poderia resultar numa economia de bilhões de dólares para a Marinha e o Pentágono, e vale lembrar que a USN já pensa num novo projeto de caça para vir após o F-35 e o Super Hornet.

Com melhorias, o Super Hornet poderia igualar as capacidades do F-35, embora com diferentes táticas, embora essa questão esteja aberta ao debate. A USN já trabalha para fazer do F/A-18E/F um vetor para mísseis de longo alcance com algumas qualidades furtivas opcionais, em oposição ao totalmente furtivo F-35, projetado para passar despercebido pelas defesas inimigas a curta distância e lançar bombas guiadas antes de se evadir.

FA-18EF International Roadmap - foto Boeing Japão

A USN já colocou no orçamento um novo míssil antinavio e para ataque terrestre com alcance de 500 milhas para o Super Hornet e, neste ano, também deverá testar tanques de combustível conformais sobre as asas, que poderiam adicionar centenas de milhas ao alcance da aeronave, possivelmente permitindo um alcance maior que o do F-35. O Super Hornet também poderia receber coberturas (pinturas)  extras de absorção de radar e uma nacele furtiva carregada na estação ventral para levar armas. A USN ainda precisaria reservar verbas para essas opções.

Para a Força Aérea, a adição de caças F-35 não significam uma mudança fundamental em suas estratégias, ao passo que a Marinha seria forçada a reescrever doutrinas de décadas. Enquanto a Força Aérea pensa em infiltração em território inimigo usando o caça F-22 e o bombardeiro B-2 (ambos furtivos), a Marinha preconiza o uso de aviões de guerra eletrônica EA-18 Growler (da família do Super Hornet), que interferem eletronicamente nas defesas inimigas e permitem que os Super Hornets ataquem.

Em todo caso, a USN pode esperar e ver se o F-35 supera suas dificuldades, pois a linha de montagem da Boeing para o Super Hornet, em St. Louis, tem encomendas suficientes para permanecer aberta ao longo de 2015. Após isso, a Marinha poderia optar por seu plano B, ou arriscar com o F-35.

FONTE: Danger Room (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Marinha dos EUA e Boeing Japão

COLABOROU: Maurício R

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letreiro Boeing - foto Boeing

vinheta-clipping-aereoO governador Eduardo Campos e Donna Hrinnak, presidente da Boeing Brasil, assinam nesta quarta-feira (27), às 15h, na sede provisória do governo do estado, no Centro de Convenções, um memorando de entendimento entre a Boeing e o estado de Pernambuco.

A parceria abre caminho para a transferência de tecnologia e aprimorar o treinamento na área de soldagem e outras técnicas essenciais de fusão de materiais utilizadas por empresas locais na construção de navios e plataformas de petróleo para a indústria brasileira de petróleo, óleo e gás.

Em nota à imprensa, a assessoria de comunicação do governo informa que “o acordo assinado pelo governador e a Boeing permitirá colaborações com instituições técnicas e universidades brasileiras”. O apoio às indústrias e às instituições de ensino locais, segundo o documento, “faz parte da proposta apresentada pela Boeing para a licitação do programa F-X2, da qual a empresa participa com o caça Super Hornet”.

A TWI Ltda., líder global em tecnologia de engenharia com sede no Reino Unido, trabalhará com a Boeing e instituições técnicas e universidades brasileiras para compartilhar os últimos avanços nas tecnologias e técnicas de fusão de materiais e para desenvolver programas de treinamento.

FONTE: Diário de Pernambuco

COLABOROU: Corsario137

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inspeção de canhão M61A2 de F-18F Super Hornet - foto USN

Há três dias, publicamos belas imagens de um teste dos equipamentos de comunicação da equipe de solo da RAAF (Força Aérea Real Australiana) com seus caças F/A-18F Super Hornet. Hoje, a foto não é tão bonita. De fato, desta vez estamos mostrando um autêntico… canhão!

Na imagem do alto, de 18 de março, o canhão M61A2 de peso reduzido que equipa um F/A-18F Super Hornet da Marinha dos EUA (USN) é inspecionado no hangar do porta-aviões de propulsão nuclear USS John C. Stennis (CVN 74), que realiza operações de segurança marítima dentro da Operação “Enduring Freedom”, na área de responsabilidade da 5ª Frota.

limpeza de canhão M61A2 de F-18E Super Hornet - foto USN

Já a imagem logo acima é de dois meses antes, mas mostra trabalhos realizados no mesmo porta-aviões, sendo vistos jatos F/A-18E Super Hornet ao fundo, e permite ver detalhes diferentes da arma, sendo limpa. Reparar no que parece ser uma antena de radar de varredura mecânica de uma aeronave com radome retirado, no alto à esquerda.

Por fim, a imagem abaixo é de dois anos atrás, e mostra o remuniciamento com projéteis de 20mm do M61A2 de um F/A-18E Super Hornet no convés de outro porta-aviões nuclear, o USS Carl Vinson (CVN 70). Na ocasião, o navio também estava na área da 5ª Frota, no Golfo Pérsico. Para saber mais sobre canhões de aeronaves, suas curiosidades, seu emprego no tiro ar-ar e ar-solo e assuntos relacionados, clique nos links da lista abaixo (excetuando-se o primeiro da lista, que não mostra canhão algum, muito pelo contrário…).

remuniciamento de canhão M61A2 de F-18 Super Hornet - foto USN

FOTOS: Marinha dos EUA

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FA-18EF International Roadmap - foto Boeing Japão

Segundo matéria publicada no site Flightglobal nesta quarta-feira, 20 de março, a Marinha dos Estados Unidos (USN) estaria considerando a adição de tanques conformais de combustível (CFT) à sua frota de caças F/A-18E/F Super Hornet, fabricados pela Boeing. Os tanques, instalados sobre o dorso da aeronave, deverão ser testados em meados deste ano.

Apesar de não negar seu interesse, a USN afirmou que não pode comentar no momento sobre o projeto, pois esta seria uma informação proprietária da Boeing e da Northrop Grumman. A Boeing foi contactada pelo site Flightglobal, mas não respondeu a tempo da publicação da matéria.

Os CFT, oferecidos pela Boeing para compradores potenciais dentro do “international roadmap” da aeronave, permitiriam que os jatos F/A-18E/F carregassem 1.590 kg (3.500 libras) de combustível extra* o que, segundo o analista Mark Gunzinger, faria muito sentido, pois “a Marinha realmente precisa estender o alcance de suas alas aéreas embarcadas em porta-aviões.” Ainda segundo Gunzinger, “o aumento de alcance seria necessário para operações em potencial na região do Pacífico e em qualquer lugar.”

Esses esforços da USN relacionados a tanques conformais poderiam ser parte dos planos para contornar mais atrasos no F-35C da Lockheed Martin (versão para uso em porta-aviões com catapulta e aparelho de parada), caso pressões orçamentárias levem a Marinha a abandonar essa variante. Segundo o analista Richard Aboufalia, “no momento o F-35C é a versão com mais problemas”. A USN tem se mostrado um interesse “morno” em relação a esta variante do caça furtivo, ainda que seus líderes, publicamente, afirmem que ela “precisa” do F-35C.

Há questões, porém, relacionadas ao Super Hornet aguentar ou não o peso e o arrasto extras dos CFT sem prejuízo a seu desempenho aerodinâmico. Isso porque, segundo Aboufalia, enquanto jatos velozes como os caças F-15 e F-16 receberam tanques conformais, o Super Hornet está numa classe de jatos menos rápidos. Segundo a Boeing, em velocidade de cruzeiro os tanques conformais não adicionariam arrasto, porém a empresa admite um impacto negativo na aceleração transônica do caça, o que teria sido sempre um ponto fraco do Super Hornet. Porém, para Aboufalia, “valeria a pena experimentar”, devido à questão de ter que se encontrar uma alternativa ao F-35C.

EDA 60 anos - Super Hornet apresentação 2 domingo - foto Nunão - Poder Aéreo

Caso a Marinha dos EUA incorpore CFT ao Super Hornet, também poderia aprimorar os motores General Electric (GE) F414-GE-400 que equipam o caça e produzem 22.000 libras de empuxo cada, segundo Aboufalia. A GE já propôs uma versão de desempenho melhorado (enhanced performance engine – EPE) do F414, que poderia gerar empuxo de 26.400 libras. Porém, seria necessário um fan reprojetado e um novo núcleo de alta pressão, e o analista questiona se a GE pode cumprir essas promessas.

Porém, segundo o analista Gunzinger, com a situação financeira do Governo dos EUA, pode não haver recursos para um programa de adição de CFT ao Super Hornet: “Seria difícil iniciar um novo programa em breve.” Para Aboufalia, entretanto, as verbas poderiam sair do orçamento para o programa F-35 da USN, que deverá continuar a ser, por algum tempo, uma fonte de disputas entre o Corpo de Fuzileiros Navais e a Marinha de águas azuis.

FONTE: Flightglobal (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTO DO ALTO: Boeing Japão

*NOTA DO EDITOR: o texto publicado incialmente pelo site Flightglobal trazia a informação de “13.249 litros de combustível extras (3.500 galões)”  – no original, “13,249l (3,500gal) of additional fuel”. Leitores do Poder Aéreo, atentos, já haviam percebido o engano do texto original que acabou se reproduzindo na nossa tradução. Como o site Flightglobal corrigiu posteriormente a informação, também corrigimos agora na tradução acima.

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Rafale - foto 4 Galante - Poder Aéreo

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Notícia sobre a vitória do Super Tucano da Embraer no programa LAS da Força Aérea dos EUA repercutiu na mídia francesa, a partir de nota da Agência France Presse divulgada em francês – segundo a nota, analistas disseram que esse fato pode influir no programa F-X2

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O conteúdo da nota, que repercutiu ao longo dos dias seguintes em vários jornais editados em francês, não traz novidade em relação à vitória do Super Tucano no programa LAS (apoio aéreo leve) da USAF (Força Aérea dos EUA), visando contratar a produção de 20 aeronaves do tipo para emprego no Afeganistão.

A-29A - Esquadrão Flecha - FAB - Domingo Aéreo AFA 2011 - foto 3 Nunão Poder Aéreo

Porém, vale a pena destacar o trecho abaixo, que foi reproduzido nos jornais, e que se refere a um assunto de interesse para a França: “O contrato entre os Estados Unidos e a Embraer poderá influenciar a decisão do Brasil de adquirir 36 interceptadores, um contrato estimado em 5 bilhões de dólares pelo qual competem o F/A-18 Super Hornet norte-americano da  Boeing, o Rafale francês da Dassault e o Gripen sueco da Saab, dizem analistas.”

E você, o que acha? Tendo passado quase duas semanas do anúncio da vitória do Super Tucano, o que dá tempo para assentar a poeira e fazer uma análise mais abrangente, concorda com a opinião dos analistas que foi publicada na nota da Agência France Presse, no calor dos acontecimentos?

FONTE: AFP – nota publicada em jornais como Le Parisien, Libération, La Rep! (Groupe Centre France), entre outros.

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USN Super Hornet 135 na AFA em 120512 ricardo tavern 1 - foto Poder Aereo - Poggio

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Reportagem da CBC News traz declarações do piloto de testes da Boeing, Ricardo Traven, que voou na Força Aérea Canadense e pilotou o F/A-18 Super Hornet no Brasil no ano passado, destacando vantagens do caça frente ao F-35 da Lockheed Martin para o Canadá

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Na quarta-feira da semana passada, 27 de fevereiro, a “Canadian Broadcasting Corporation/ Radio Canada” (CBC) publicou extensa reportagem sobre a oferta da Boeing para concorrer com seu F/A-18 Super Hornet frente ao F-35 da Lockheed Martin, numa disputa para reequipar a Força Aérea Canadense.  O ponto principal é que o caça da Boeing, apesar de menos furtivo, custaria metade do preço do F-35, mas há também diversas outras questões colocadas, pelo que optamos por traduzir a matéria na íntegra – afinal, trata-se de um caça também cotado para equipar a Força Aérea Brasileira.

Boa parte das declarações sobre as aventadas vantagens do Super Hornet foram dadas pelo piloto de testes do caça na Boeing, Ricardo Traven, que no ano passado voou o F/A-18F em diversas apresentações no Brasil, notadamente nos 60 anos da “Esquadrilha da Fumaça”, na Academia da Força Aérea (veja links ao final). Segue a matéria, traduzida e ilustrada com fotos das apresentações do Super Hornet do ano passado, com Traven no comando:

O Super Hornet é menos furtivo, mas seu preço básico e custos operacionais são menores

Num “dogfight” do mercado de defesa, o caçador pode rapidamente tornar-se a presa. É o que está acontecendo agora com o F-35. A maior empresa de defesa do mundo, a Lockheed Martin, está tentando convencer aliados hesitantes dos EUA, como o Canadá, a manter suas intenções de adquirir o seu caça furtivo F-35 – de alta tecnologia, alto preço e ainda não comprovado.  Porém, o F-35 está bem atrasado em seu cronograma, muito acima do orçamento e, agora, impedido de voar devido a uma misteriosa fissura no fan da turbina.

Após anos de problemas técnicos, trata-se de um alvo tentador aos rivais da Lockheed Martin. Assim, não surpreende  que a número 2 em defesa, a Boeing, sinta o cheiro de sangue. Com o Governo Canadense reavaliando agora seu comprometimento em comprar o F-35, a Boeing toma uma iniciativa agressiva junto aos contribuintes canadenses, oferecendo a eles uma economia de bilhões de dólares caso comprem o Super Hornet da empresa no lugar do caça da Lockheed Martin.

A Boeing não faz rodeios: a empresa diz que o Super Hornet é um caça comprovado enquanto o F-35 é apenas um conceito, e dos mais caros.

EDA 60 anos - Super Hornet apresentação 2 domingo - foto 4 Nunão - Poder Aéreo

“Nós chamamos isso de competir com um avião de papel”, diz Ricardo Traven,  que foi piloto de caça da Força Aérea Canadense por 15 anos e atualmente é chefe dos pilotos de teste do Super Hornet. Traven considera o F-35 um “belo folheto de promessas”, contrastando com “a coisa real”, que está logo atrás dele num hangar secreto das instalações da Boeing em St. Louis, no Missouri.

Nesse hangar “top-secret”,  todas as fotografias e vídeos são monitorados bem de perto pela equipe da Boeing, para garantir que nada confidencial seja vazado. Essa equipe diz que os pontos fortes de venda do Super Hornet são confidenciais. O mesmo vale para o F-35. A diferença, segundo Traven, é que o Super Hornet já se comprovou há bastante tempo.

O F/A-18 Super Hornet tem dois motores, comparado ao F-35, que é monomotor. E, marcando outra diferença, ele está pronto agora. Cerca de 500 Super Hornets já estão em serviço na Marinha dos EUA. Dúzias já foram vendidas para a Força Aérea Australiana que, como o Canadá, já esteve comprometida com o F-35 mas desistiu de esperar que este se comprovasse.

Tanto a Boeing quanto a Lockheed Martin dizem que seus aviões são superiores em diversos itens. A característica principal destacada pela Lockheed Martin é a furtividade. A da Boeing, é o preço. Mas, com orçamentos de defesa sendo encolhidos por todo o mundo, o quesito preço é cada vez mais o que os governos querem ouvir.

O preço de cada Super Hornet é de aproximadamente 55 milhões de dólares americanos. O Pentágono espera que o F-35 custe o dobro, aproximadamente US$ 110 milhões. Mas apenas 20 por cento do custo de possuir uma frota de caças refere-se ao “preço de etiqueta” dos aviões. Oitenta por cento é custo operacional, aquilo que mantém os jatos voando. Isso engloba desde pilotos e combustível até manutenção e peças de reposição.

Super Hornet - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

Ei, você quer economizar 23 bilhões de dólares?

É aqui que a diferença entre o F-35 e o Super Hornet chega à estratosfera. Segundo Mike Gibbons, vice-presidente para o programa Super Hornet, “os custos atuais para operar um Super Hornet são menos da metade dos custos projetados para quando o F-35 entrar em operação, e isso apenas para operar.”

Menos da metade? Mas como ele pode saber disso, já que os caças F-35 ainda não estão em serviço?

Gibbons tem a resposta pronta: “Ninguém sabe o quão custoso aquele jato será, quando entrar em operação. O que sabemos é quanto o Super Hornet é acessível atualmente, porque temos custos reais.” O Super Hornet custa aproximadamente 16.000 dólares por hora de voo, diz Gibbons – e o F-35 vai custar o dobro disso.

Certeza? Isso parece bom demais para ser verdade, e por isso a CBC News mergulhou nos dados da Boeing para saber o quão confiáveis eles são.

De acordo com o GAO (nota do editor: escritório de contabilidade do governo dos EUA), hoje o Super Hornet custa à Marinha dos Estados Unidos 15.346 dólares por hora de voo. Isso parece muito, até você descobrir que a “meta oficial” de operação do F-35, para a Força Aérea dos EUA, é de 31.900 dólares por hora. O GAO diz que é um pouco mais, algo próximo a US$ 32.500.

A CBC também perguntou à Lockheed Martin se a empresa tinha algo a questionar em relação a esses números – e ela não tinha. Em uma resposta por escrito, um porta-voz da Lockheed se absteve de mostrar outros números, mas insistiu que os custos operacionais do F-35 seriam “comparáveis ou menores” do que os das “legacy platforms”, ou seja, os velhos jatos que ele vai substituir. Entre eles, não está incluído o Super Hornet, que a Boeing afirma que é 25% mais barato de operar do que os caças CF-18 “legacy” do Canadá.

EDA 60 anos- porta facetada e recesso na fuselagem para míssil- Super Hornet em exposição estática - foto Nunão - Poder Aéreo

A Lockheed Martin também argumentou que o F-35 iria “alcançar vantagens de custo (…) por nivelar economias de escala” conquistadas por vender apenas um caça, com uma cadeia de suprimeitos, para diferentes países. Porém, ainda é preciso comprovar se essas economias de escala serão um dia concretizadas.

Como se estima oficialmente hoje, uma frota de 65 caças F-35 custará 9 bilhões de dólares para comprar e aproximadamente 37 bilhões para operar ao longo dos próximos 42 anos. Isso dá um total de pouco menos do que 46 bilhões de dólares. Se as estimativas da Boeing forem mantidas, os jatos Super Hornet custarão aproximadamente metade disso.

Trata-se de uma matemática simplória, mas o resultado é revelador, de qualquer forma. É uma economia de praticamente 23 bilhões de dólares. Números que certamente chamam a atenção.

EDA 60 anos - Super Hornet apresentação 2 domingo - foto 3 Nunão - Poder Aéreo

Tudo bem, mas e quanto à furtividade?

Outra questão é mais espinhosa: seria o Super Hornet um avião de segunda categoria? Ao invés do caça furtivo de “quinta geração” que a  Lockheed Martin promove, será que o Canadá quer ficar com um não tão furtivo caça de geração “4,5″?

A Boeing também está preparada para essa pergunta. Mike Gibbons, o vice-presidente, responde com cuidado: “Sabemos que o Super Hornet tem uma furtividade efetiva, e essa é realmente a chave. De fato, acreditamos que temos uma furtividade mais acessível do que muitas outras plataformas que estão sendo projetadas e promovidas especificamente como plataformas furtivas”.

Evidentemente, ele está se referindo ao F-35, e não está alegando que o Super Hornet seja mais furtivo, apenas que oferece uma furtividade mais acessível. Mas o piloto de testes, Ricardo Traven, afirma que isso não significa que o Super Hornet seja menos capaz de sobreviver em combate. Como um piloto com experiência no Norte, Traven prefere voar numa aeronave menos furtiva e um pouco mais ágil. A Lockheed Martin trocou agilidade por furtividade, na visão do piloto de testes.

Segundo Traven, no Super Hornet “não foram feitos sacrifícios para  furtividade”. Após numerosos pousos no inverno em pistas canadenses congeladas, “você quer um avião com superfícies de controle avantajadas, com flaps grandes… essas coisas dão muita manobrabilidade a uma aeronave”, completa o piloto da Boeing.

Os defensores da furtividade, por outro lado, querem tudo menor para reduzir a assinatura do avião ao radar. Ricardo Traven prossegue: “Os engenheiros de aeronaves furtivas não querem grandes flaps, nem grandes ailerons ou grandes asas, então tudo é diminuído num avião destinado a ser furtivo. Assim, o custo da furtividade não se resume a dinheiro. O custo é em capacidade e desempenho, que eu não acredito que valem o sacrifício pela furtividade.”

EDA 60 anos - Super Hornet apresentação 1 domingo - toque na pista - foto 2 Nunão - Poder Aéreo

“O ganso que não recebeu o memorando”

Ricardo Traven insiste em que esses fatores aumentam a sobrevivência do Super Hornet, mesmo sendo ele menos furtivo. De maneira similar, ele advoga as virtudes de possuir dois motores. Evidentemente, o motor único do F-35 deverá ser bem confiável, diz Traven, mas e se um pássaro é engolido por ele?

“É o caso do ganso que não recebeu o memorando”, diz ele, e que poderia destruir um avião monomotor (nota do editor: colisões em voo com gansos canadenses não são incomuns no norte do Continente Americano). Com dois motores, um piloto ainda pode voar. Além disso, segundo Traven, o trem de pouso do Super Hornet é mais robusto e apropriado para pistas no norte, com neve ou lama. “Dois motores, sistemas hidráulicos duplos redundantes… Quer dizer, eu posso continuar voando e voando. Essas são coisas que eu não gostaria de deixar de lado em voos para lugares remotos ou mesmo em combate, porque são essas coisas que vão trazer o piloto de volta para casa”, completa o piloto de testes.

Pode-se dizer que a Boeing sabe como fazer negócios, mas a Lockheed Martin não fica atrás. De fato, a Lockheed também tem um chefe de pilotos de testes canadense, Billie Flynn, que é duplamente canadense por ser casado com a astronauta canadense Julie Payette.

EDA 60 anos - Super Hornet apresentação 1 domingo - foto Nunão - Poder Aéreo

Responde essa, Boeing!

No momento, Traven também tem algumas conexões canadenses de altas órbitas. Ele é um velho amigo de outro piloto bastante conhecido, general Tom Lawson, nada menos do que o chefe do Estado-Maior de Defesa do Canadá. Há tempos que Lawson vem se mostrando um fã do F-35, mas recentemente começou a diminuir a importância da furtividade. Ele disse à CBS News que os tomadores de decisão do governo deveriam ouvir seu velho camarada. Segundo Lawson, “toda aeronave tem um certo nível de furtividade, não apenas o F-35.” Ele também afirma que o novo secretariado, que vem procurando por alternativas, deverá checar quanta furtividade cada aeronave oferece.

Será que o Super Hornet tem aquilo que apregoa? “Eu não sei”, responde Lawson, que completa: “Nós vamos deixar isso para a equipe checar. Não possuímos Super Hornets. Até recentemente, nem havíamos chegado a considerar sua compra. Então eu acho que Ricardo Traven, meu bom amigo que você mencionou, deve ter algo a dizer a respeito disso, algo que poderia interessar todas essas equipes do governo, que estão juntas para levar isso em conta.”

Super Hornet - foto Nunão - Poder Aéreo

Liguem seus motores

Assim, a disputa começou. E, se um dia foi amarrada para garantir a vitória do F-35, não é mais o caso agora. O governo insiste que  está realmente “pressionando o botão de reset”, e que procura por alternativas com seriedade.

A CBC News contactou os fabricantes europeus do Typhoon, também conhecido como Eurofighter, assim como a Dassault, fabricante francesa do Rafale, e a sueca Saab, que produz o Gripen. Toudos disseram que foram contactados pelo Governo Canadense e que estão prontos para fazer suas ofertas.

Porém, é a entrada da Boeing na disputa que atrai a maior atenção. É o único concorrente dos Estados Unidos ao F-35, e ser “interoperável” com os EUA é um bom negócio para o Canadá. A Boeing também está oferecendo atender ou superar o conjunto de contratos, conhecidos como “benefícios industriais, que a Lockheed Martin direcionaria às empresas canadenses.

Com bilhões em jogo, valerá a pena assistir a essa batalha de gigantes.

EDA 60 anos - Super Hornet apresentação 2 domingo - foto Nunão - Poder Aéreo

FONTE: CBC News (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

NOTA DO EDITOR: a questão da furtividade relacionada a sobrevivência dos caças, levando em conta a necessidade ou não de se adquirir caças de quinta geração no curto ou médio prazos (especialmente no caso brasileiro), de maneira semelhante a diversos pontos levantados na reportagem acima, é tema de matéria da edição número 5 da Revista Forças de Defesa. Trata-se do artigo “O Brasil precisa de um caça de quinta geração?” (imagens abaixo).  Se você não chegou a ler, não perca tempo. Adquira hoje mesmo seu exemplar da revista número 5. Utilize os botões de compra na coluna à direita da página, aguarde a entrega e boa leitura!

matéria caça quinta geração Forças de Defesa 5

matéria caça quinta geração 2 - Forças de Defesa 5

capa Forças de Defesa 5

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Notificação ao Congresso dos EUA sobre possível venda à Austrália é resposta a carta de requisição feita pelo país em dezembro do ano passado

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Conforme nota publicada na quinta-feira, 28 de fevereiro, a DSCA (Defense Security Cooperation Agency – agência de cooperação em defesa e segurança) notificou o Congresso dos Estados Unidos, no dia anterior, sobre uma possível venda via FMS (venda militar ao estrangeiro) de até 12 caças F/A-18 E/F Super Hornet e 12 jatos EA-18G Growler (de guerra eletrônica) para a Austrália. As 24 aeronaves, assim como equipamentos associados, partes, treinamento, manuais técnicos, traslados e apoio logístico, têm um custo estimado de 3,7 bilhões de dólares. A Austrália já opera uma frota de 24 caças Super Hornet.

Trata-se de uma resposta a uma carta de requisição (LOR) enviada pela Austrália em dezembro do ano passado, seguindo o protocolo de intenções de compras via FMS – não há acordos de offset nessa venda potencial, cuja notificação ao Congresso é requerida por lei e não significa que a venda esteja concluída. Para saber mais sobre a solicitação australiana, clique no primeiro link da lista ao final da matéria – e consulte os demais links para saber mais sobre os caças australianos e assuntos relacionados.

Entre os diversos itens relacionados na nota, destacamos os principais:

  • 12 F/A-18 E/F Super Hornet
  • 12 EA-18G Growler
  • 54 motores F414-GE-402 (48 instalados e 6 sobressalentes)
  • 35 sistemas de radar AN/APG-79
  • 40 sistemas de contramedidas integrados AN/ALQ-214
  • 24 conjuntos de recepção de contramedidas eletrônicas AN/ALR-67(V)3
  • 24 sistemas de contramedidas eletrônicas AN/ALE-47
  • 72 lançadores de mísseis guiados LAU-127
  • 15 canhões M61A2 Vulcan
  • 32 óculos de visão noturna AN/AVS-9
  • 24 pods infravermelhos AN/ASQ-228 (ATFLIR)
  • 80 sistemas de capacetes com visor de mira integrado (JHMCS)
  • 400 despistadores rebocados de fibra ótica AN/ALE-55

Super Hornet RAAF - foto Min Def Australia

Os contratantes principais serão a Boeing Corporation de St. Louis, Missouri; General Electric Aircraft Engines de Lynn, Massachusetts; Data Link Solutions de Chesterfield, Missouri; BAE Systems de Rockville, Maryland; Northrop Grumman Corporation de Falls Church, VA; Raytheon Corporation de Waltham, MA; e a Visions Systems International de San Jose, California.

FONTE: DSCA (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Ministério da Defesa da Austrália

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F-35 - foto Lockheed Martin

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Além da Lockheed Martin, fabricante do F-35, outras quatro empresas são cotadas para fornecer novos caças: Boeing, EADS, Saab e Dassault

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Confirmando informações vazadas anteriormente por autoridades do governo canadense, a ministra de Obras Públicas do país disse, em pronunciamento feito na sexta-feira (25 de janeiro), que as conversações para o fornecimento de novos caças para a Força Aérea Canadense envolverão a Lockheed Martin e outras quatro empresas: a Boeing, que produz o F-18 Super Hornet, a EADS, responsável pelo Eurofighter Typhoon, a Saab, fabricante do Gripen e a Dassault, que fabrica o Rafale.

Elemento de F-18 F Super Hornet - foto Boeing

O país precisará desativar em breve sua frota de caças CF-18, e o jato F-35, produzido pela Lockheed Martin, havia sido anunciado em 2010 como o substituto, num total de 65 exemplares a serem encomendados. Porém, o governo mudou os planos devido à escalada dos preços estimados para o F-35. Vale lembrar que 9 bilhões de dólares canadenses (US$ 8,9 bilhões) foram reservados para a compra dos novos caças.

Eurofighter of the German Air Force

Segundo o ministro, será enviado um questionário para as cinco empresas, solicitando informações detalhadas das capacidades técnicas dos caças já em produção ou com sua fabricação já agendada. Após o recebimento das respostas, será enviado um novo questionário solicitando as estimativas de custo detalhadas.

Gripen NG Demo com mísseis Meteor e IRIS T em testes pelos suíços - foto Saab

Não está descartada a possibilidade de que, mesmo após todo esse processo, a escolha continue recaindo sobre o F-35, apesar de toda a polêmica levantada a respeito de seus custos,  riscos e atrasos.

Meteor em Rafale - foto Dassault

FONTE: Reuters (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Lockheed Martin, Boeing, EADS, Saab e Dassault

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