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FAC poderá adquirir até 12 aeronaves

O governo colombiano manifestou a intenção de comprar 12 aviões de transporte militar KC-390, desenvolvido pela Embraer em parceria com a Força Aérea Brasileira (FAB).

Uma declaração de intenções sobre a participação do país vizinho no projeto de desenvolvimento e produção do cargueiro foi assinada nesta quarta-feira durante o encontro do ministro da Defesa, Nelson Jobim, com seu colega colombiano Rodrigo Rivera – que acompanha a visita ao Brasil do recém-eleito presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos.

Os dois governos discutirão como será a participação da Colômbia no programa, o que pode acontecer pela implantação de uma fábrica de peças usinadas no país.

Na semana passada, o Chile manifestou o interesse em participar do projeto e comprar seis aeronaves. Incluindo a possível encomenda da FAB, as intenções de compras do jato militar já somam 46 aeronaves, informou a Embraer.

Em nota à imprensa, o vice-presidente executivo da fabricante brasileira na área de defesa, Orlando José Ferreira Neto, afirma que o desenvolvimento de um pólo de competência aeronáutica na Colômbia fortalecerá ainda mais a cooperação entre as bases tecnológicas e industriais de defesa dos dois países.

FONTE: Valor onLine

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, destacou hoje a necessidade de ter uma indústria de defesa sul-americana, ao mesmo tempo em que anunciou um acordo com o Chile para a construção do avião cargueiro KC-390, projeto da Embraer e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em visita ao Chile, Jobim foi recebido pelo presidente desse país, Sebastián Piñera, no Palácio de La Moneda (sede do governo), e por seu par chileno, Jaime Ravinet, além do chanceler Alfredo Moreno.

Após o encontro, o ministro brasileiro informou que um dos temas da conversa foi a possibilidade de haver um grande entendimento entre os países do continente.

Em declarações à ANSA, Jobim explicou que o Brasil vive agora um novo momento com a região, para a qual “ficou de costas” por muito tempo, ressaltando ainda que atualmente foi iniciado “um entendimento” e, por isso, o subcontinente precisa ter uma posição “muito clara” nos encontros internacionais.

Sobre o tema da Defesa, ele destacou que há mudanças importantes nos ministérios chileno e brasileiro, na formação orçamentária e na gestão da indústria básica da área.

Por sua parte, Ravinet falou da importância da visita de Jobim, que, segundo ele, permite um incentivo ainda maior à colaboração e ao trabalho em uma indústria comum.

Com o programa KC-390, a Embraer e a FAB pretendem produzir um novo avião para o transporte militar ao custo de US$ 1,3 bilhão. Além do Chile, o Brasil estuda firmar parcerias estratégicas com a Colômbia e a Argentina, entre outros países. O voo do primeiro protótipo está previsto para acontecer em 2014.

FONTE: Ansalatina, via Notimp IMAGEM: Embraer

NOTA DO BLOG: confira a agenda da visita do  Ministro Nelson Jobim no Chile, conforme informações do Ministério da Defesa:

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

  • 11h00 – Reunião Bilateral.
  • 12h00 – Visita de cortesia ao Sr. Sebastián Piñera, Presidente do Chile.
  • 13h30 – Almoço com autoridades do Governo, Parlamentares e personalidades. (Local: Força Aérea do Chile)
  • 15h30 – Visita ao Ministro RR.EE., Sr. Alfredo Moreno.
  • 16h30 – Visita a ENAER. (Empresa Nacional de Aeronáutica).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

  • 10h00 – Visita a CECOPAC, Centro de Treinamento Conjunto para Operações de Paz no Chile
  • 16h00 – Decola para Brasília (21h20)

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Força Aérea Brasileira tem a intenção de adquirir 28 aviões de série

São José dos Campos, 21 de julho de 2010 – A Força Aérea Brasileira (FAB) e a Embraer anunciaram hoje, durante coletiva de imprensa no 47º Show Aéreo de Farnborough, na Inglaterra, a intenção de compra futura de 28 aeronaves KC-390 para atender ao planejamento da FAB. O programa de desenvolvimento do novo jato de transporte militar foi assinado entre a FAB e a Embraer em abril de 2009, durante a sétima edição da feira aeronáutica e de defesa Latin America Aero and Defence (LAAD), no Rio de Janeiro.

“A Força Aérea Brasileira é o principal parceiro estratégico da Embraer desde a criação da Empresa em 1969”, afirmou Orlando José Ferreira Neto, Vice Presidente Executivo para o Mercado de Defesa da Embraer. “Este anúncio reforça nossa motivação e o comprometimento em conceber um produto de última geração que deverá superar os requisitos da FAB e as expectativas do mercado.”

O projeto avança conforme planejado e a fase de estudos preliminares foi concluída com sucesso. O primeiro vôo do avião está previsto para 2014 e entrada em serviço para o final de 2015. As campanhas mais importantes de ensaios em túnel de vento, com modelos em escala reduzida, foram concluídas e permitiram congelar a configuração aerodinâmica. A arquitetura estrutural e as tecnologias de sistemas estão já também definidas.

Os estudos mostram que a capacidade de carga do KC-390 deverá superar aquela estabelecida nos requisitos iniciais e chegar a 23,6 toneladas. Um modelo em tamanho real do compartimento de carga foi construído para avaliação do espaço interno e das operações de carga e descarga com carregamentos típicos. Os resultados dessas avaliações têm demonstrado a grande versatilidade da aeronave.

O KC-390 contará com a tecnologia CARP (Computed Air Release Point), integrada ao sistema digital de comandos de vôo (fly-by-wire), o que resultará em maior precisão no lançamento de cargas e menor carga de trabalho para a tripulação. O avião terá ainda moderno sistema aviônico, incluindo dois visores frontais (Head-Up Display – HUD), e sistema completo de autodefesa. O KC-390 será totalmente compatível com a tecnologia de visão noturna (Night Vision Goggles – NVG).

Mais rápido que seus competidores, o jato poderá operar em pistas curtas e semi-preparadas. Dentre as principais missões, será utilizado para transporte de tropas e cargas, incluindo nos ambientes da Antártida e da Amazônia, como avião reabastecedor, para busca e resgate (SAR) e na evacuação médica (Medical Evacuation – MEDEVAC).

FONTE / IMAGENS: Embraer

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O Governo português deverá assinar na próxima semana, no dia 21, um protocolo de intenções com a brasileira Embraer no sentido de garantir o compromisso das autoridades lusas em estudar a entrada de empresas portuguesas no projecto do avião de carga KC-390, noticiou o semanário “Expresso”.

De acordo com a mesma fonte, a carta de intenções será assinada dia 21 durante o salão internacional de aviação de Farnborough, que decorre entre os dias 19 e 25 deste mês em Inglaterra.

Para o dia 21, segundo a programação daquele certame, está previsto um encontro promovido pela AICEP – Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal e pelo Barclays Corporate sobre o “cluster” aeronáutico português.

FONTE: Portugal digital

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Executivo da Embraer também fala sobre relação do F-X2 com o programa, em matéria da Flight International

O site Flight Global publicou nesta terça-feira, 13 de julho, uma extensa matéria sobre o KC-390, com detalhes do desenvolvimento que a Embraer está mostrando em Farnborough, enquanto busca por novos clientes para seu novo avião de transporte, além de fornecedores e parceiros industriais. Abaixo, estão as partes principais da matéria, traduzida e adaptada pelo Poder Aéreo.

O contrato de 1,3 bilhão de dólares recebido pela empresa cobre a construção e certificação de dois protótipos para a FAB, além do ferramental de produção, segundo Orlando Neto, o  vice-presidente da Embraer para o mercado de defesa. A produção em série não está incluída nesse contrato, ms estima-se que a FAB adquira aproximadamente 30 exemplares, para cumprir tanto missões de transporte quanto de reabastecimento em voo, além de missões humanitárias, de forças especiais, lançamento de paraquedistas e carga, evacuação aeromédica, busca e salvamento, combate a incêndios e apoio às operações brasileiras na Antártida.

Características e requerimentos da FAB

Segundo Orlando Neto, a operação na Antártida “foi uma das tarefas críticas que dimensionaram a aeronave”, concebida como um substituto com propulsão a jato do Lockheed Martin C-130. O KC-390 deverá levar uma carga de até 19 toneladas a Mach 0.8 e a uma altitude de 11.000 m. Deverá carregar 23,4 toneladas de combustível em tanques nas asas, podendo também levar 14 toneladas adicionais para as missões de reabastecimento em voo. O alcance em traslado projetado é de 3.350 milhas náuticas (6.204 km) e, levando uma carga de 19 toneladas, o alcance chega a 1.450 milhas náuticas (2.685 km). Com o máximo de combustível e uma carga de 11 toneladas, o alcance deverá ser de 2.800 milhas náuticas (5.185 km).

O KC-390 tem controles  fly-by-wire e 52% mais área alar que o maior produto da Embraer, o avião comercial 190/195  seu peso de decolagem de 72 toneladas é 40% maior que o do E-195. Assim como essa família de aviões comerciais, a propulsão é a jato. Essa propulsão  foi escolhida para combinar com as dimensões do território brasileiro. “Ele precisa ser rápido”, acrescenta Neto. O motor ainda não foi selecionado, mas deverá ter um empuxo entre 25.000 e 30.000 libras, segundo o executivo: “estamos em discussões com fabricantes de motores. A ideia é ter o máximo de tecnologia já provada possível. Não estamos reinventando a roda.”

Mesmo assim, a FAB requer que o avião pouse e decole nas mesmas pistas onde o C-130 pode operar. “Ele deverá pousar e decolar de pistas que são duas classes abaixo do C-130J e do C-295″, segundo o executivo da Embraer.

A fuselagem deverá resistir a um diferencial de pressão de 0.52bar (7.6lb/in2), proporcionando um ambiente confortável para soldados, nessa categoria – a capacidade de tropas deverá exceder 80 soldados ou 64 paraquedistas – em suma, segundo Orlando Neto, o KC-390 foi concebido para ser superior ao C-130. O compartimento de carga terá 17,8 metros de comprimento, 3,45 metros de largura e 2,9 metros de altura, sem interrupções.

Atendendo à FAB e ao mercado

O executivo também destaca que a verba para o desenvolvimento é apertada, o que poderá contar a favor da Embraer no que se refere ao mercado de exportação: “Se há uma coisa pela qual o segmento de Defesa da Embraer é abençoado, é o fato de ter a FAB como cliente. São pessoas criativas com um bolso pequeno e uma grande missão. O que significa que você tem que ser criativo. Veja os exemplos do Bandeirante, do Tucano, do Super Tucano, produtos que desenvolvemos para eles. O ERJ-145 ISR foi inicialmente projetado para vigilância da Amazônia. Foram criados para serem acessíveis. Com isso em mãos, você tem uma boa chance de obter sucesso no mercado de exportação.”

A estimativa conservadora da Embraer para o potencial de vendas do KC-390 é de 700 unidades (por exemplo, não conta os EUA como mercado), num total de 2.800 aeronaves a serem substituídas. “A geopolítica pode fazer muita coisa contra ou a favor das vendas, é claro, mas estamos bastante seguros de que há um mercado bastante receptivo para esse tipo de produto, diz Neto.

“No momento, estamos finalizando a fase de design preliminar. Então será iniciada a fase de definição inicial, a de definição conjunta, o projeto detalhado, e então a construção e certificação dos protótipos. A fase de definição inicial é quando os fornecedores e parceiros estratégicos são definidos, porque precisam participar da fase de definição conjunta. O anúncio de fornecedores e parceiros estratégicos deverá ser em maio do ano que vem”, afirmou o executivo.

Participação estrangeira no projeto e a questão do programa F-X2

Segundo Neto, a Embraer está aberta à participação de governos estrangeiros, e suas industrias locais, no programa, com a autorização do Governo Brasileiro e participação nos custos, além de comprometimento em comprar a aeronave no futuro. “Se houver decisão para uma força aérea e a indústria local de um país participar, será uma decisão governo a governo.”

O Governo Francês indicou uma intenção de comprar 12 KC-390 se o Brasil selecionar o caça Dassault Rafale em seu programa F-X2. Para Neto, “nós vemos oportunidades para o C-390 na França. Ponto. Se alguém quiser juntar as duas coisas, juntaremos. Eu não estou amarrando nada. Você não compra uma coisa de que não precisa.” A Suécia também fez uma promessa semelhante, relacionada ao seu Gripen NG.

Confiança no sucesso do programa

O corte de metal para o primeiro KC-390 dererá ser feito em meados de 2013, para que essa primeira aeronave seja terminada em meados do ano seguinte. A campanha de certificação deverá estar andando no terceiro trimestre de 2014. “Completamos os testes subsônicos finais da fase de projeto prelimiar na Holanda. Finalizamos essa fase com um produto com o qual estamos bastante confiantes de que é robusto, cumpre a missão para a qual está sendo projetado e que será bastante simples em termos de sistemas e para operar”, completa o executivo da Embraer. O avião deverá oferecer um bom nível de sobrevivência, com distribuição de sistemas pela aeronave.

Finalizando, Orlando Neto está confiante que o programa do KC-390 não sofrerá dificuldades similares às encontradas na Europa com o programa do A400M, de maior porte: “Esse é um produto que foi desenvolvido para cumprir requisitos específicos de um cliente, o que deixa as coisas bastante diretas. Para desenvolver esse programa, teremos que vencer dificuldades técnicas, aprender algumas coisas que ainda não sabemos completamete, mas isso é parte do desafio. Não queremos desenvolver tecnologia a partir disso, queremos uma aeronave que cumpra os requerimentos da FAB ao final de sua fase de desenvolvimento.”

FONTE: Flight Global IMAGENS: Embraer (com exceção da última, de Leonardo Jones)

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Portugal pode assinar entrada no fabrico do novo avião de transporte militar (brasileiro) no final do mês, em Londres

O deputado ecologista José luís Ferreira questionou ontem o Ministério da Defesa sobre o envolvimento de Portugal no projecto de construção do novo avião de transporte militar KC-390.

O KC-390, a construir pelo fabricante brasileiro Embraer (que integra a empresa aeronáutica OGMA, de Alverca), é apontado como o principal candidato à substituição dos Hércules C-130 norte-americanos a nível mundial, face aos múltiplos problemas e atrasos que afectam o programa do avião militar europeu A400M.

Os Verdes, com base em dados do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA), entregaram esta semana, via Parlamento, um pedido de esclarecimento sobre “que medidas estão a ser tomadas no sentido de permitir outro(s) contrato(s) entre as OGMA e a Embraer” e, ainda, “que medidas estão a ser ponderadas no sentido de criar condições para outras empresas portuguesas integrarem a lista de fornecedores” do projecto do KC-390.

O envolvimento de empresas portuguesas no desenvolvimento e fabrico do KC-390 – através das novas fábricas da Embraer em Évora – é visto como um elemento importante na criação de um cluster aeronáutico português.

Este processo tem semelhanças com a participação de Lisboa (2001) no A400M – só na componente industrial, pois nada se sabe sobre a compra de KC-390 para a Força Aérea Portuguesa.

Como Portugal apresenta dia 21 o seu cluster aeronáutico no Farnborough Airshow (um dos mais importantes salões mundiais do sector), em Inglaterra, pela Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), é possível que o Governo assine aí a entrada do País no fabrico do KC-390.

FONTE: DN Portugal

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Presidente comete gafe e chama cargueiro de caça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (9) em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que quer uma parceria com a África da Sul no desenvolvimento de um avião, que, segundo ele, deve estar pronto em 2015. Lula disse também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para atuar na defesa das reservas do pré-sal.

“Nós estamos querendo que o companheiro Zuma se junte ao Brasil na construção do avião KC-139, que é o novo Hércules que nós estamos construindo, um avião de caça, que é importante, a gente pretende que em 2015 ele esteja pronto”, afirmou. “O Ministério da Defesa e [o Ministério da] Ciência e Tecnologia vão continuar discutindo [a questão]”, disse. O Hércules é, na verdade, um avião de transporte usado pela Força Aérea Brasileira.

O presidente afirmou também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para serem usados na defesa das reservas de petróleo na camada de pré-sal.

“Nós temos muita fronteira marítima, muita fronteira seca, nós temos o pré-sal a 300 quilômetros da nossa costa, e se a gente não tomar cuidado, é capaz que alguém tire lá, por debaixo”, disse.

“E pode ser que apareça algum esperto querendo pegar o nosso petróleo, e nós vamos ter que ficar lá, de olho, e por isso nós estamos de olho nesses veículos, esses aviões não-tripulados da África do Sul.”

FONTE: G1

NOTA DO BLOG: KC-139? Que avião é esse?

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KC-390 - imagem via FAB vinheta-clippingA OGMA (Aeronáutica de Portugal) ganhou um contrato da Embraer, para a produção de três componentes do novo aparelho de transporte tácticomilitar e civil KC-390, revelou ao Expresso uma fonte próxima da empresa.

“Trata-se de uma encomenda no valor total de €405 milhões, que envolve o desenvolvimento de produto, desenho e fabricação de ferramentas, estaleiros e produção em série, além de um contrato de exportação para os próximos 15 anos”, acrescentou a mesma fonte. Considerando que o potencial de conteúdo nacional pode chegar aos 75%, o saldo positivo previsto para a balança comercial é de €303 milhões.

Na prática, a empresa portuguesa irá fabricar o anel central da fuselagem do novo avião, o spoiler (elemento que acciona os flaps aerodinâmicos no bordo inferior das asas) e a clamshell (porta traseira para cargas menores). O programa será responsável pela criação de mais 190 postos de trabalho na fábrica de Alverca, além de envolver a participação de 25 a 58 engenheiros da OGMA, consoante a fase do projecto.

Contrato vital

“A OGMA precisa muito deste projecto, precisamente, numa fase em que o seu principal cliente tem vindo a reduzir encomendas e ameaça deslocalizar a produção dos aviões Pilatus para a Polónia“, alerta Jorge Lopes, dirigente do Sitava (Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos).

Na opinião deste responsável sindical, o contrato da Embraer “é de primordial importância, nomeadamente, porque os benefícios esperados apontam para o desenvolvimento de know-how específico para segmentos estruturais de grandes dimensões, possibilitando o acesso a outros programas e o alargamento de uma cadeia competitiva a outras oportunidades de negócio”.

“A OGMA tem todas as condições técnicas e de qualidade para abarcar este projecto sendo, alias, a única empresa em Portugal capaz de o fazer”, acrescenta Jorge Lopes, cujo sindicato está empenhado em sensibilizar a AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal), os partidos com assento parlamentar e a Comissão de Economia e Finanças da Assembleia da Republica para a importância deste projecto: “Traz trabalho, fideliza empresas e favorece a indústria nacional, que fica, finalmente, em condições para a criação de um cluster aeronáutico”.

O novo cargueiro brasileiro é, igualmente, um dos principais candidatos para substituir os actuais aviões de transporte Hercules C-130 da Força Aérea Portuguesa (FAP) cuja modernização está definida até 2017. O aparelho foi objecto de uma apresentação formal no Ministério da Defesa, estando em curso estudos para avaliar se o avião se enquadra nas necessidades da FAP. Brasil, Chile, Polónia e República Checa estão entre os países que já manifestaram o seu interesse neste avião da Embraer.

BENEFÍCIOS:

- Exportações para um período de 15 anos, avaliadas em cerca de €405 milhões
- Potencial de incorporação nacional de 75%, com um saldo positivo para a balança comercial de €303 milhões
- Criação de 190 novos postos de trabalho, além de envolver 25 a 58 engenheiros
- Contribuição às Finanças sob a forma de IRC, Segurança Social e IRS estimada em cerca de €59 milhões
- Desenvolvimento de competências de engenharia e produção que abre as portas para a participação de Portugal em programas semelhantes

FONTE: Exame Expresso

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Miguel Jorge desmente necessidade da encomenda de cargueiros para escolha de empresa

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O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, desmentiu, nesta terça-feira (01/06), que a encomenda de 12 aviões cargueiros KC-390 da Embraer seja um dos requisitos para a definição da empresa que fornecerá 36 caças supersônicos para a renovação da frota da FAB (Força Aérea Brasileira). A afirmação havia sido feita pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, no final do mês passado.

De acordo com Jorge, não há requisitos nas negociações da licitação FX 2, que definirá qual empresa fornecerá as aeronaves para a FAB. “A compra dos caças não está veiculada a nenhum outro negócio”, afirmou Miguel Jorge durante a abertura do Encontro do Comitê Mundial de Trabalhadores da Volkswagen, em São Bernardo.

Dentre as aeronaves que concorrem na licitação, estão o Rafale, da empresa francesa Dassault, considerado por empresários um avião pronto, mas que ainda não foi vendido para nenhum país. O F-18 da Boeing também está na disputa. A terceira aeronave concorrente é o Gripen NG, da empresa sueca Saab, aeronave recomendada ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que definirá a escolha, pela própria FAB.

O Ministério da Defesa também deverá entregar um parecer técnico ao presidente da República indicando a aeronave que melhor atende os interesses brasileiros. A transferência de tecnologia para a produção de partes dos caças no País é um dos aspectos mais valorizados na licitação.

Região - Caso o governo federal escolha o Gripen NG, São Bernardo deverá receber um polo aeronáutico. O terreno para o empreendimento já está definido e deverá ser às margens do Trecho Sul do Rodoanel. A produção do caça deverá gerar 1.200 novos empregos na Região. A expectativa é que seis mil postos de trabalho e 22 mil indiretos sejam criados no País.

FONTE: ABCD Maior

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KC-390 - imagem Embraer

Empresas negociam offsets para desenvolvimento do KC-390

Até o final da próxima década, o KC-390 entrará em operação na Força Aérea Brasileira e trará avanços operacionais em missões como transporte, reabastecimento em voo e ajuda humanitária. Mas antes de decolar pela primeira vez, o projeto do novo avião militar brasileiro trará benefícios para empresas nacionais que participarem do seu desenvolvimento. Este foi o tema principal do 1° Workshop sobre Offset KC-390, realizado no Parque Tecnológico de São José dos Campos (SP), nos dias 25 e 26 de maio.

evento KC-390 - imagem via FABO evento reuniu empresas brasileiras e estrangeiras para iniciar as conversações sobre offset, que são compensações comerciais que as indústrias do exterior precisam oferecer ao Brasil se desejarem participar do projeto. “O offset serve para que nós sobrepujemos óbices técnicos e logísticos”, explicou o Coronel Adalberto Zavaroni, gerente técnico do projeto KC-390.

Ele afirmou que o projeto do KC-390 inclui o uso de tecnologias ainda não desenvolvidas no Brasil, como a porta de carga traseira e pods para reabastecimento em voo. É por esse motivo que as parcerias estratégicas são importantes. “Este avião será histórico para o país, e por isso seu desenvolvimento precisa ser conjunto e muito bem planejado”, disse.

Os offsets do projeto KC-390 podem incluir treinamento de pessoal, transferência de tecnologia, desenvolvimento conjunto de sistemas e fornecimento de maquinário, dentre outas possibilidades. “Não se faz offset por fazer. É preciso ter inovação, viabilidade e confiabilidade”, resume o Coronel Affonso Rodrigues, do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão da FAB subordinado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial(DCTA) e responsável pela promoção do workshop.

A programação contou com apresentações da Força Aérea Brasileira sobre o projeto KC-390 e a política de offset do Comando da Aeronáutica. A Embraer, principal desenvolvedora do avião, também explicou as fases de desenvolvimento e as áreas de interesse para parcerias estratégicas. As 16 empresas participantes também puderam apresentar suas propostas. Ao final ocorreu uma rodada de negócios com 172 encontros diretos para negociações.

O projeto KC-390

KC-390 - imagem via FABEm 2009, o Comando da Aeronáutica assinou com a Embraer um contrato para o desenvolvimento do KC-390. A nova aeronave de transporte e reabastecimento em voo deverá substituir os C-130 Hércules, de fabricação norte-americana, e aumentar a capacidade de apoio logístico da Força Aérea.

Cada aeronave terá capacidade para transportar até 80 soldados ou uma carga total de 19 toneladas. Poderão ser realizadas missões como deslocamentos de tropas para qualquer região do Brasil, transporte logístico, busca, assalto aerotático, reabastecimento em voo, lançamento de cargas em voo e transporte de ajuda humanitárias.

Os primeiros protótipos devem estar prontos em seis anos. Além da Força Aérea Brasileira, o KC-390 também poderá ser exportado para outros países. De acordo com os estudos da Embraer, há um mercado potencial de 700 aeronaves deste porte a serem substituídas nos próximos dez anos.

FONTE / IMAGENS MENORES: FAB / CECOMSAER

IMAGEM DO TOPO: Embraer

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KC-390 - arte Leonardo Jones

vinheta-clippingÁfrica do Sul, Portugal, Chile, Colômbia e Argentina são alguns dos países que estão mais próximos de fechar um acordo de parceria estratégica para o programa de desenvolvimento da aeronave KC-390, conta o gerente-executivo do projeto na Aeronáutica, coronel Adalberto Zavaroni. A conclusão dos acordos de parceria para o cargueiro, segundo o gerente, está prevista para daqui a um ano, em maio de 2011.

“A parceria com esses países não significa que o KC-390 será um projeto multinacional. Trata-se de um programa nacional, com requisitos técnicos e operacionais definidos pela FAB. Podemos aceitar algumas modificações sugeridas pelos parceiros, desde que não sejam radicais”, afirmou o gerente-executivo. Zavaroni comenta que já existem várias intenções de compra para a aeronave, principalmente dos parceiros, que naturalmente já são potenciais compradores .

O processo de aquisição dos caças de combate F-X2, pela FAB, também deverá trazer encomendas importantes para o KC-390, conforme anunciou essa semana ao Valor, o ministro da Defesa, Nelson Jobim. Segundo ele, um dos requisitos para que o contrato de compra dos caças seja concluído é que haja a encomenda simultânea de 12 cargueiros.

Como o projeto será desenvolvido pelo sistema de parcerias estratégicas, haverá o compartilhamento de custos e riscos, a criação de laços de longo prazo entre as indústrias, as forças armadas e os governos dos países envolvidos, além do estabelecimento de cotas de participação nas vendas dos aviões.

O preço da aeronave, segundo o coronel da Aeronáutica, deve ser mais barato que o C-130, que custa na faixa de US$ 80 milhões a US$ 90 milhões. “Além de um custo de aquisição mais baixo, temos como objetivo fazer com que o custo operacional do KC-390 também seja inferior ao do C-130″, disse Zavaroni.

O programa de desenvolvimento e industrialização da aeronave deverá receber este ano, segundo a FAB, cerca de R$ 100 milhões. Para 2011 o desembolso previsto para o projeto é estimado em R$ 200 milhões. A maior parte dos recursos, R$ 600 milhões, será liberada em 2013. No ano passado o projeto recebeu um aporte de R$ 40 milhões para iniciar as atividades relacionadas aos requisitos técnicos e à configuração da aeronave.

Embraer prevê venda de 180 unidades do KC-390 em dez anos

Virginia Silveira

A Embraer planejou produzir 180 unidades do seu novo avião de transporte militar, o KC-390, nos primeiros dez anos de comercialização da aeronave. Segundo o diretor do programa KC-390 na Embraer, Paulo Gastão Silva, a empresa identificou uma demanda potencial de 700 aeronaves na classe do novo avião, um negócio estimado em cerca de US$ 50 bilhões, sendo que 100 delas na América do Sul. “Esse é o mercado que a Embraer estará disputando e a nossa visão é de que existe uma demanda bem distribuída pelo mundo, envolvendo um total de 77 países”, afirmou.

KC-390 e A-1

De acordo com estudo feito pela fabricante nacional, a frota mundial de aviões de transporte é de 2.802 cargueiros, sendo que 1.613 aviões têm idade superior a 25 anos, o que significa que estão próximos de serem substituídos por aeronaves novas. O mercado potencial de vendas do KC-390, segundo o executivo, não inclui países como os Estados Unidos, Rússia e Ucrânia, onde existe uma frota de 1.008 aviões cargueiros em final de vida útil. “Esses países, em princípio, não são compradores do KC-390, pois têm projetos próprios de novas aeronaves cargueiras”, comentou.

As estimativas de mercado para o novo avião de transporte militar da Embraer foram apresentadas na terça-feira, em São José dos Campos, durante um evento sobre “offset” (contrapartida comercial, industrial e tecnológica) do KC-390. Organizado pelo Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), órgão vinculado ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), o encontro reuniu 16 empresas estrangeiras e 180 nacionais interessadas no programa de desenvolvimento do cargueiro, seja como parceiros estratégicos ou como fornecedoras da Embraer.

O KC-390 está sendo desenvolvido a pedido da Força Aérea Brasileira (FAB), a um custo de US$ 1,3 bilhão. A FAB, segundo o gerente-executivo do projeto na Aeronáutica, coronel Adalberto Zavaroni, tem uma necessidade inicial de 22 aviões para substituir a frota nacional de C-130, que já tem mais de 30 anos de operação. “A demanda por esse tipo de aeronave no Brasil, no entanto, deverá exigir, pelo menos, o dobro desse número, se levarmos em conta o número de operações realizadas atualmente pelo C-130“, disse o coronel.

Nas missões de ajuda humanitária no Haiti, por exemplo, segundo Zavaroni, o C-130 realizou um total de 200 voos. O gerente do KC-390 explica que a nova aeronave atenderá às necessidades da FAB, principalmente nas áreas de transporte logístico pesado, busca e resgate, ressuprimento aéreo, evacuação médica, combate a incêndio florestal e reabastecimento em voo.

“A frota de C-130 da FAB tem baixa disponibilidade hoje em função do envelhecimento das aeronaves. Muitos dos seus componentes necessitam de revisões no exterior, o que aumenta os custos e os prazos de devolução, sem contar as frequentes panes, devido ao desgaste”. Zavaroni cita ainda as dificuldades de obtenção de peças para estoque, o que obriga muitas trocas de itens entre aeronaves.

A Embraer acaba de terminar a fase de estudos preliminares do KC-390, que durou 12 meses e começa agora o processo de definição de parceiros estratégicos e fornecedores do projeto, além de novos testes em túnel de vento de alta velocidade, dos modelos em escala reduzida. O voo do primeiro protótipo do modelo é previsto para 2014.

Segundo o diretor do programa na Embraer, a aeronave deve contar com um total de 80 fornecedores. O fornecimento de sistemas considerados estratégicos na aeronave, como os motores, por exemplo, é disputado por dois grandes consórcios: a CFM, que envolve a empresa americana General Electric e a francesa Snecma e o consórcio IAE , que reúne Pratt & Whitney, Rolls Royce, MTU e JAEC.

Todos os fornecedores estrangeiros terão que fazer acordos de offset com a FAB. “Temos 170 encontros agendados para hoje (terça-feira) entre empresas nacionais e estrangeiras, potenciais fornecedoras do KC-390″, revelou um dos organizadores do encontro de São José dos Campos.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

IMAGEM DO TOPO: Leonardo Jones <skyway2br@yahoo.com.br>

IMAGEM DE BAIXO: Embraer

NOTA DO BLOG: comparando a notícia do jornal Valor Econômico com a nota da FAB, na matéria acima, percebe-se uma diferença da previsão de conclusão dos primeiros protótipos (em seis anos, segundo a nota da FAB) e o voo do primeiro modelo (2014, na notícia do Valor Econômico). Independentemente dessa discrepância, há dados interessantes para debater nesta matéria e na imediatamente acima, como a necessidade inicial de 22 aeronaves e a percepção de demanda, para operação na FAB, do dobro deste número. Outros dados são o número de países interessados em parcerias, o número de empresas convidadas para o evento e o número de fornecedores (80) que se espera ter para o programa, além da disputa de dois consórcios para fornecer os motores. Outros links para matérias pertinentes, já publicadas no Poder Aéreo sobre o KC-390, podem ser consultados abaixo.

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