E-99 - Esquadrão Guardião - Domingo Aéreo AFA 2011 - foto 5 Nunão Poder Aéreo

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Empresa informou sobre pedido adicional da Força Aérea Brasileira para a modernização do sistema de missão Erieye AEW&C e encomenda para dois aeroportos brasileiros, por parte  da Infraero, do sistema avançado de controle e guiagem de movimentos de superfície A3000

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Em notas divulgadas nesta segunda-feira, 8 de abril, a Saab informou sobre dois contratos no Brasil, um com a Força Aérea Brasileira (FAB) e outro com a Infraero.

Sobre o contrato com a FAB, trata-se de um pedido adicional para o programa de modernização do sistema de missão Erieye AEW&C (Alerta Aérea Antecipado e Controle), num valor total de 325 milhões de coroas suecas – cerca de 50,4 milhões de dólares ou 101 milhões de reais. Por meio dessa modernização, a capacidade operacional do Erieye é aprimorada. Isso faz parte do programa de modernização das aeronaves modelo Embraer 145 AEW&C, denominadas E-99 na FAB.

A encomenda foi realizada pela “Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate” (COPAC) da FAB, e a Saab recebeu um pedido da Embraer no final de fevereiro referente ao mesmo programa de modernização. As entregas ocorrerão de 2014 a 2017.

O E-99 realiza um papel importante no controle do espaço aéreo brasileiro e de vigilância das fronteiras, como prevenção ao tráfico de drogas e outras atividades ilegais. O Erieye também deverá ser utilizado para prover segurança em dois grandes eventos esportivos, incluindo as Olimpíadas 2016, no Brasil.

E-99 - Esquadrão Guardião - Domingo Aéreo AFA 2011 - foto 2 Nunão Poder Aéreo

Segudo Micael Johansson, chefe da área de negócios de sistemas eletrônicos de defesa daq Saab, “o sistema Erieye da Força Aérea Brasileira instalado no Embraer 145 tem estado em serviço operacional por aproximadamente dez anos e, com as novas características agora comissionadas, nosso cliente brasileiro terá um sistema ainda melhor para controlar o espaço aéreo e prevenir atividades criminosas.”

Sistema de controle de movimentos de superfície para a Infraero

Também nesta segunda-feira, a Saab informou que um consórcio entre sua subsidiária HITT Traffic e a Ambriex e RRJ Engenharia recebeu, por parte do operador brasileiro de aeroportos Infraero, um contrato para fornecer  para dois aeroportos internacionais do Brasil o sistema avançado de controle e guiagem de movimentos de superfície  A3000. O sistema, desenvolvido e oferecido pela HITT, será utilizado para apoiar os controladores de tráfego aéreo nos aeroportos internacionais do Galeão (Rio de Janeiro) e Afonso Pena (Curitiba).

O sistema é empregado para guiar o tráfego em aeroportos, especialmente em situações de baixa visibilidade como neblina e à noite. Segundo a Saab, o sistema é utilizado em aeroportos como Frankfurt, Cingapura e Shanghai. A HITT Traffic é o principal ponto de contato com a Infraero e a RRJ Engenharia realiza obras civis para esse projeto desafiador em ambientes ativos de aeroportos.
O sistema deverá estar operacional em 25 meses, segundo a nota da Saab.

FONTE: Saab (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês)

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Nova estatal deve gerenciar aeroportos regionais

Anúncio deverá ser feito hoje pela presidente

 

Daniel Rittner

A presidente Dilma Rousseff deverá anunciar hoje, junto com as concessões do Galeão (RJ) e de Confins (MG), a criação de uma estatal para operar aeroportos regionais. A nova empresa, que até ontem levava provisoriamente o nome de Infraero Serviços, poderá ser contratada por governos estaduais e municipais que serão contemplados pelo plano de aviação regional de Dilma.

O plano prevê investimentos de R$ 6 bilhões – um pouco mais do que estava sendo ventilado nos últimos dias – até 2018, em 70 a 80 aeroportos de pequeno porte, que são mantidos por Estados ou municípios e precisam de melhorias em sua infraestrutura para receber voos regulares.

Sem expertise na gestão aeroportuária, os governos locais poderão contratar a Infraero Serviços para administrar seus terminais. A nova estatal terá estatuto e diretoria independentes da Infraero, sua companhia-mãe.

A empresa federal prestará serviços como a operação dos aeroportos, o controle de tráfego aéreo nas proximidades, a exploração comercial dos terminais e até mesmo a compra de equipamentos para inspeção de bagagens e combate a incêndios, que precisam estar disponíveis para a cidade receber voos comerciais.

A titularidade (propriedade) dos aeroportos continuará sendo dos governos estaduais e municipais. Dilma aprovou a criação da Infraero Serviços porque antevê que esses governos terão dificuldade para gerir os terminais ou recorrerão a contratos com o setor privado. Preferiu então oferecer a experiência da Infraero, sem que ela tenha que assumir esses ativos e atuando apenas como uma prestadora de serviços.

A própria Infraero, que já perdeu receita com as concessões de três aeroportos neste ano, vê abrir-se uma nova possibilidade de fazer negócios com a criação de uma subsidiária. Com a Infraero Serviços, ela ficará livre do risco de prejuízo na operação dos aeroportos regionais, uma vez que será remunerada por meio de contratos com valores prefixados.

Nos cálculos dos auxiliares de Dilma, o plano de aviação regional permitirá expandir a quantidade de destinos com voos regulares, dos atuais 130 para algo entre 200 e 210. O governo assegura que todas as cidades com mais de 100 mil habitantes terão um aeroporto a menos de 60 quilômetros de distância. A presidente chegou a mencionar em Paris, na semana passada, a construção de 800 aeroportos regionais. Esse número, segundo acreditam técnicos que participaram ativamente das medidas a serem anunciadas hoje, diz respeito ao total de aeródromos públicos – incluindo pistas de pouso rudimentares – que poderão, no longo prazo, receber algum tipo de melhoria. Mas não haverá nenhum programa específico de investimentos para essas pistas.

Conforme já era esperado, Dilma anunciará as privatizações do Galeão e de Confins, mas decidiu não incluir nenhum outro aeroporto na lista. A Infraero manterá participação de 49% nas futuras concessionárias. Nas conversas com os assessores, a presidente deixou claro que não fecha as portas a novas concessões, mas preferiu não fazê-las agora porque elas têm “perfis diferentes”.

Na avaliação de Dilma, o Galeão e Confins são os últimos dois aeroportos nas mãos do governo que podem atrair megaoperadoras internacionais. Por isso, ela rejeitou a sugestão do Ministério da Fazenda de incluir um terceiro aeroporto na próxima rodada de concessões, como Salvador ou Manaus. Houve receio, no Palácio do Planalto, de contaminar o êxito do leilão dos dois terminais.

A Secretaria de Aviação Civil e a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) defendiam a inclusão dos aeroportos de Goiânia e de Vitória, que enfrentam problemas históricos com o Tribunal de Contas da União (TCU), por irregularidades nos contratos firmados pela Infraero com empreiteiras responsáveis por suas obras de ampliação. As obras foram paralisadas há cinco anos, mas os contratos não foram rescindidos. Enquanto isso, os aeroportos ficaram saturados.

A concessão dos dois aeroportos era um pleito também do governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), e do prefeito reeleito de Goiânia, Paulo Garcia (PT). No entanto, Dilma avaliou que o perfil desses aeroportos é completamente diferente, mais apropriado para empresas de médio porte. E deixou uma decisão sobre eles para mais tarde.

A família Sarney também levou, ao Palácio do Planalto, um pedido de privatização do aeroporto de São Luís. Mas ele tem déficit anual próximo de R$ 10 milhões e dificilmente teria condições de se sustentar sem uma parceria público-privada (PPP).

Além das concessões e de estímulos à aviação regional, que contemplam um subsídio para voos entre pequenos municípios do interior, um decreto presidencial vai liberar a exploração comercial de aeroportos privados voltados exclusivamente para a aviação geral (executiva).

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

FOTO: Roberto Stuckler Junior

Infraero desperdiça milhões com projetos

Estudo da consultoria EBP para o novo terminal de passageiros de Guarulhos é o terceiro contratado desde 1996 Valor de R$ 7 milhões deve ser pago pelo consórcio vencedor do leilão de concessão, a ser realizado em janeiro

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O projeto apresentado pela consultoria EBP (Estruturadora Brasileira de Projetos) para o terceiro terminal de passageiros de Guarulhos é o terceiro a ser contratado para a ampliação do aeroporto desde 1996. O custo de R$ 7 milhões será pago pelo consórcio vencedor do leilão de concessão. A Infraero será sócia com até 49% de participação. Somente com o projeto anterior, a estatal gastou R$ 22 milhões. Os dois primeiros foram para “a gaveta”.

O novo projeto é assinado pelos arquitetos Sérgio Athié e Ivo Wohnrath, em parceria com um escritório americano associado à consultoria de aeroportos Leigh Fisher. Ele é mais flexível que os anteriores: prevê ampliações graduais, em quatro fases, ao longo dos próximos 30 anos. O investimento previsto é de R$ 5,2 bilhões, valor que inclui, além do terminal de passageiros, outras melhorias.

O primeiro projeto para o terceiro terminal de Guarulhos foi contratado em 1996, junto à consultoria de projetos de engenharia Figueiredo Ferraz. Procurada, a Infraero não informou, até a conclusão desta edição, quanto pagou pelo projeto. Ele previa um terminal para 12 milhões de passageiros a um custo de R$ 711 milhões. O projeto foi questionado e refeito até que, em 2004, as obras já estavam orçadas em mais de R$ 1,1 bilhão.

A Infraero chegou a abrir licitação para a execução das obras. Mas o processo não passou da fase de pré-qualificação de propostas e foi revogado em 2008. Em 2009, a Infraero abandonou oficialmente o trabalho da Figueiredo Ferraz e abriu concorrência internacional para a elaboração de um novo projeto.

Desta vez, o vencedor foi o consórcio MAG (PJJ Malucelli, Andrade e Rezende Engenharia de Projetos e Gabinete de Projetação Arquitetônica). O projeto custou R$ 22,6 milhões à Infraero e previa um terminal com capacidade para 42 milhões de passageiros. O desenho é assinado pelo escritório paulistano de arquitetura Mario Biselli e Artur Katchborian, em coautoria com Gicele Alves. A previsão de investimentos era R$ 716 milhões na primeira fase, até 2013 (equivalente a 40% do total da obra).

De acordo com o ministro da Aviação Civil, Wagner Bittenncourt, a Infraero vai oferecer o projeto do consórcio MAG para o vencedor do leilão de Guarulhos. “O vencedor está livre para executar o projeto (arquitetônico e de engenharia) que desejar. Não precisa seguir nem o da EBP.” No entanto, para cumprir as metas de conforto e capacidade do edital, será preciso seguir um projeto flexível, que permita ampliações graduais, como o da EBP.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

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Bruno Góes

RIO – O Ministério da Defesa registrou alto número de ocorrências de acidentes no espaço aéreo brasileiro este ano. Em 2011, já foram 83, incluindo na conta a tragédia com a aeronave da companhia Noar , em Recife.

O número é alarmante: faltando ainda pouco mais de cinco meses para terminar o ano, os casos superam os registrados anualmente no período de 2001 a 2006. Desde o início da última década, o ano com mais acidentes foi 2009 (113 casos). Se a evolução dos incidentes deste ano continuar no mesmo ritmo, 2011 será o período com mais acidentes aéreos desde 2001. Na soma total, já foram contabilizados no período de dez anos 913 ocorrências. Os dados foram detalhados pelo Centro de Investigações de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão subordinado ao ministério.

Segundo a ONG Contas Abertas, no entanto, a execução orçamentária de três dos principais programas da área está abaixo do desejável. Somente 35,4% de R$ 1,9 bilhão foram gastos nos primeiros seis meses – quantia equivalente a R$ 670 milhões. Os programas são: Segurança de Voo e Controle do Espaço Aéreo Brasileiro; Desenvolvimento da Aviação Civil e Desenvolvimento da Infraestrutura Aeroportuária. Esses dados incluem os restos a pagar, ou seja: a consideração da dívida de anos anteriores repassada para este ano.

O programa de melhor execução é o denominado “Desenvolvimento da Aviação Civil” que apoia aeroclubes e escolas de aviação e faz avaliação médica das tripulações, regulação e fiscalização, além da certificação de segurança para o setor, capacitação de profissionais e normatização da aviação civil brasileira . Já o de pior execução é o de Desenvolvimento da Infraestrutura Aeroportuária, que fez pagamentos de R$ 113,7 milhões, correspondente a 22,4% de R$ 508,8 milhões.

Nos últimos dez anos, segundo o Contas Abertas, houve mudanças nas execuções dos três programas. Entre 2001 e 2005, os gastos com Proteção ao Voo e Segurança do Tráfego Aéreo representavam 65% do montante. O Desenvolvimento da Infraestrutura Aeroportuária tinha 22% do total e o Desenvolvimento da Aviação Civil 8%.

Nos últimos cinco anos, os recursos para Proteção e Segurança caíram para a faixa de 60%. Entre 2005 e 2010, 16% dos pagamentos foram direcionados às despesas para a aviação civil, enquanto que o montante para a infraestrutura de aeroportos recebia 25% dos recursos.

Infraero deixa de investir

Os dados não incluem os investimentos da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), que também ficou abaixo do esperado. De R$ 2,2 bilhões, gastou apenas R$ 144 milhões – índice de 6,5% do total.

FONTE: O Globo

Gustavo Henrique Braga

A aviação brasileira está despreparada para suportar a demanda de passageiros durante a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. A constatação é do presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), Giovanni Bisignani. O executivo detonou o modelo de gestão dos aeroportos pela Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e culpou a Petrobras pelos altos preços das passagens no país, sob o argumento de que a estatal cobra muito caro pelo querosene de aviação. A Iata defende a urgência de reformas no Brasil para que o sistema não entre em colapso nos próximos anos.

No entender de Bisignani, a situação mais grave é a da infraestrutura. “O modelo da Infraero, responsável por 94% dos aeroportos, está quebrado. Treze dos 20 terminais mais movimentados não conseguem suportar sequer a demanda atual. São Paulo, responsável por 25% do tráfego nacional, encontra-se em estado crítico, com capacidade e serviços insuficientes”, criticou o presidente da Iata. Uma das prioridades apresentadas pela entidade é o fim das tarifas mais caras em horário de pico.

Procurada pelo Correio, a Infraero informou que, até 2014, pretende investir cerca de R$ 9 bilhões nos 67 aeroportos, sendo R$ 5,23 bilhões nos terminais diretamente relacionados às 12 cidades-sede da Copa do Mundo que, juntas, concentram 87% do tráfego aéreo nacional. A estatal afirma ainda que o plano está em execução e segue dentro do cronograma. Entre as obras em andamento estão as reformas nos Terminais 1 e 2 do Aeroporto Tom Jobim (Galeão, no Rio de Janeiro), iniciadas em 2008 e orçadas em R$ 687,4 milhões, a instalação do módulo operacional no Aeroporto de Viracopos (Campinas-SP), iniciado em dezembro do ano passado e orçado em R$ 2,9 milhões, além da manutenção na pista de pouso, táxis, pátio e sistema de navegação aérea do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante (RN), iniciadas em 2004 e orçadas em R$ 254 milhões.

A associação internacional pede também mais transparência e segurança e alerta que o aumento de preços não pode ser usado como solução para a incapacidade de atender a demanda. Com relação ao valor dos combustíveis, a Iata acusa a Petrobras de elevar os preços em US$ 400 milhões ao ano. “Não há justificativa para que o combustível de aviação brasileiro seja 14% mais caro do que no resto da região”, disse Giovanni Bisignani. Dados da Iata apontam que, enquanto no mundo o gasto com combustível equivale a 29% dos custos das empresas, no Brasil esse valor sobe para 37%. A diferença significa elevação no preço das passagens. Procurada pelo Correio, a Petrobras disse que adota preços conforme as práticas internacionais de mercado.

Reajuste

Desde a última segunda-feira, as tarifas de embarque estão até 20% mais caras. Os valores foram reajustados por determinação da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A determinação é de que os aeroportos ofereçam descontos nas tarifas nos horários menos movimentados e as aumentem em horários de pico. Os reajustes das tarifas aeroportuárias serão anuais, com base na inflação pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

FONTE: Correio Braziliense, via Notimp

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Órgão juntará Infraero e ANAC

Cristiano Romero

O governo edita na próxima semana medida provisória (MP) que cria a Secretaria Nacional de Aviação Civil, vinculada à Presidência da República. Rossano Maranhão, atual presidente do Banco Safra, deve comandar, com status de ministro, o novo órgão, que terá, em sua estrutura, a Infraero e a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), hoje subordinadas ao Ministério da Defesa.

A presidente Dilma Rousseff também deve formalizar, em breve, convite para que o ex-ministro das Cidades Márcio Fortes assuma a presidência do Eximbank, um banco de apoio às exportações a ser criado como parte da estrutura do BNDES. Ontem, foi publicada, no Diário Oficial da União, a nomeação do ex-deputado e ex-guerrilheiro José Genoino, do PT, como assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim. O governo, com esses atos, dá andamento à composição do primeiro e segundo escalão.

Rossano Maranhão foi sondado para assumir a nova secretaria, gostou da proposta, mas alegou, segundo assessor graduado do governo, problema de “timing”. O Palácio do Planalto tem pressa, mas ele precisaria de tempo para se desincompatibilizar do Safra, onde trabalha desde 2005. Ontem, um assessor assegurou que, se ele aceitar o convite, o governo vai esperar o tempo que for necessário para ele tomar posse.

“Se ele só puder assumir no dia 1º de maio, isso não será um obstáculo”, revelou uma fonte. “O governo quer que ele aceite, não há um Plano B.” A ideia é nomear um interino entre a criação da secretaria e a chegada de Maranhão. O governo aguarda uma resposta definitiva do executivo na próxima semana.

A MP que cria a Secretaria Nacional de Aviação Civil está pronta. Para o comando da Infraero, será nomeado, provavelmente na próxima semana, Gustavo do Vale, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central (BC). Vale, que deixou a diretoria o BC há dez dias, já está montando a futura diretoria da estatal. Ele e Rossano Maranhão são velhos conhecidos – ambos foram contemporâneos na vice-presidência do Banco do Brasil.

Fechando o pacote do setor aéreo, a presidente Dilma deve nomear o economista Marcelo Guaranys para a presidência da Anac, no lugar de Solange Vieira, cujo mandato termina nos próximos dias. Guaranys já é diretor da agência desde 2007. Seu nome, segundo apurou o Valor, tem o aval de Rossano Maranhão.

Na segunda-feira, o governo oficializará a indicação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para a presidência da Autoridade Pública Olímpica (APO), consórcio formado entre o governo federal, o governo fluminense e a prefeitura do Rio de Janeiro para tocar as obras de preparação da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada do Rio, em 2016. Meirelles foi convidado há algumas semanas, mas a indefinição de aspectos legais do funcionamento da APO retardou a nomeação.

Com Maranhão, Vale, Guaranys e Meirelles, o governo espera desatar o nó do setor que considera o mais carente da infraestrutura nacional. Em reuniões internas, o ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, avalia que o país sofre de “atraso monumental” no setor aeroportuário.

O objetivo, com as mudanças, não é atender a demanda esperada para os eventos esportivos dos próximos anos, mas criar um rumo para o setor, cujo mercado vem crescendo a taxas anuais de dois dígitos nos últimos anos, sem o crescimento correspondente da infraestrutura. Com essas nomeações, o governo quer colocar o setor aéreo longe do apetite dos partidos políticos por cargos.

FONTE: Valor Online, via Notimp

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Um Boeing 737-200, pertencente à massa falida da Vasp, será o primeiro avião a ser leiloado pelo programa Espaço Livre, implantado pelo Conselho Nacional de Justiça em parceria com a Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Ministério da Defesa, e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A data do leilão, que deverá ser daqui a aproximadamente 30 dias, será fixada na próxima semana pelo juiz da 1ª Vara de Falências de São Paulo.

Segundo Marlos Melek, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, a venda do avião será transmitido pela Justiça. Além do Boeing, que tem valor histórico por sua antiguidade, também serão vendidos cerca de 80 mil objetos como maquetes de aviões, fotos, uniformes de pilotos e aeromoças e peças ornamentais.

O início da venda dos ativos da Vasp foi decidido, nesta quinta-feira (24/02), pela Comissão Executiva do Programa Espaço Livre, que marcou para o dia 30 de março o início do desmonte dos aviões do programa. Em 15 dias a Anac apresentará um laudo sobre o estado do Boeing e da segunda aeronave a ser leiloada, um Airbus, em que será mostrado se os aviões ainda têm condição de voar ou se são apenas sucata. No mesmo prazo de 15 dias, o Ministério da Defesa apresentará um plano de logística para desmontagem e transporte dos aviões.

Após Congonhas, o Programa Espaço Livre irá para o aeroporto de Brasília, em que existem sete aviões parados. Para evitar que os aeroportos sejam novamente ocupados por aviões sob a custódia da Justiça, o Ministério da Defesa vai definir, dentro de dois meses, aeroportos de referência para essas aeronaves. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

FONTE: Consultor Jurídico / COLABOROU: Alex Schwanka

O setor aéreo brasileiro chegou a um ponto em que o caos é previsto em função do calendário, sem que possa ser evitado.

Em crise latente, devido a uma série de fatores — em que se destacam aeroportos sem instalações e infraestrutura à altura da demanda de passageiros e companhias —, a atividade se transformou numa desgastante loteria para milhões de passageiros: é muito difícil tirar a sorte grande de sair e chegar no horário, principalmente nos períodos de aumento do tráfego, como agora, nas festas de fim de ano.

Tornou-se norma o “mau tempo” frequentar notas oficiais e supostas explicações dadas pelas empresas toda vez que os saguões ficam lotados. Mas, como a meteorologia não pode justificar a frequência com que voos previstos e devidamente comprados pelos usuários não decolam, é curioso observar nos aeroportos que o “mau tempo” alegado por uma companhia para explicar seus atrasos não impede que aviões da concorrente continuem chegando e saindo.

As razões da crise vão muito além de eventuais chuvas e trovoadas. E as mais importantes delas estão à vista de todos, nestes dias em que, mais uma vez, aviões transitam sem qualquer compromisso com o relógio

Ontem, as previsões da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) de atrasos de no máximo 18% dos voos estavam superadas às 13h, quando quase 19% das partidas não haviam ocorrido como programadas. Apenas no Galeão, 24,6% das decolagens para trajetos domésticos estavam, àquela altura, com estouros de mais de meia hora.

Em entrevista ao GLOBO, o brigadeiro Adyr da Silva, ex-presidente da estatal Infraero (1995-98), deu números básicos da crise: os aeroportos comportam o movimento de 115 milhões de passageiros/ano, mas tem passado pelos portões de embarque e desembarque algo na faixa dos 150 milhões de pessoas.

Se a estatal não tivesse ficado prisioneira de nomeações fisiológicas do governo Lula, o país poderia ter escapado da necessidade de correr contra o tempo para não passar vergonha de 2013 — quando haverá a Copa das Confederações, antessala da Copa do Mundo do ano seguinte — a 2016, nas Olimpíadas do Rio.

Mas a questão não se resume a obras. Mesmo que a ultimamente esforçada Anac tente enquadrar empresas, o regime de duopólio dividido entre TAM e Gol desfavorece o usuário, vítima constante de equipes de atendimento em terra desinformadas e mal treinadas.

Deve ser entendida como resultado da baixa concorrência no setor a constatação de que apenas um terço das reclamações feitas por passageiros nos juizados em aeroportos tenha resultado em acordo entre as partes.

O brigadeiro Adyr está certo quando diz que o grande problema na Infraero é de gestão. Mas não apenas na estatal. É o que demonstra a frequência com que tripulações, no meio da jornada de trabalho, completam o limite de horas voadas.

Da conjugação de incúria governamental, ao impedir, por cacoete ideológico, que a iniciativa privada explorasse terminais, com erros de administração nas companhias aéreas resulta o atual caos. E haverá outros.

Devidamente enquadrados pela Justiça trabalhista, por ser o transporte aéreo atividade essencial, os sindicatos parecem ser o menor dos problemas.

FONTE: O Globo

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Em rápida entrevista no Palácio do Planalto, hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar um entendimento de empresários e trabalhadores do setor aéreo para evitar transtornos à população neste Natal. “Acho que empresários e trabalhadores devem flexibilizar um pouco. Não é correto e humano alguém impedir que uma pessoa viaje no Natal”, disse, logo após participar da solenidade de sanção do marco regulatório do pré-sal.

Lula relatou que pediu ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, e do Planejamento, Paulo Bernardo, para buscarem entendimento. “Eu conversei ontem com os ministros Jobim e Paulo Bernardo para que conversassem com as empresas e trabalhadores, para que não abusassem da paciência dos brasileiros”, afirmou. O presidente ressaltou que sempre defendeu o direito de greve, mas que, neste caso, uma eventual paralisação do setor aéreo atingirá as pessoas comuns. “O que não pode é o povo sofrer os atos inconsequentes de uma má negociação”, disse. “Espero que haja, e tenho certeza de que haverá, maturidade por parte de empresários e trabalhadores.”

FONTE: Estadão On-line

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Módulo operacional em Cumbica - imagem Infraero

Barra de Cinco Pixels

Para contornar gargalos, Infraero anuncia obras de ampliação para 12 cidades-sede; Cumbica vai ganhar 14 mil m² e capacidade para receber mais 3 milhões de passageiros

Barra de Cinco Pixels

vinheta-clippingSÃO PAULO – Entre 2009 e 2014, a Infraero estima que o número de passageiros nos aeroportos brasileiros cresça 51% – de 128 milhões para 190 milhões. A estimativa é do Planejamento de Investimentos da Infraero para o período entre 2010 e 2016, um diagnóstico dos principais aeroportos, divulgado nesta segunda-feira, 24. A maior aposta para resolver os gargalos é a criação de 15 Módulos Operacionais Provisórios (MOPs) em 12 aeroportos chaves

No Estado de São Paulo, a mudança mais significativa deverá ser no Aeroporto Internacional de São Paulo, Cumbica, em Guarulhos. O local, segundo o planejamento da Infraero, vai ganhar o maior MOP, com 14 mil metros quadrados e capacidade para receber 3 milhões de passageiros por ano — o equivalente ao movimento atual do Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Módulo operacional em Cumbica 2 - imagem Infraero

De acordo com a estimativa da estatal, Cumbica terá um aumento de 21 para 35 milhões de passageiros entre 2010 e 2014. Segundo a Infraero, os MOPs representam uma solução de baixo custo (R$ 2,5 mil/m²) às obras definitivas e poderão ser reaproveitados em aeroportos menores. As 12 cidades-sede da Copa têm 16 aeroportos, que compreendem 83% do tráfego aéreo do Brasil, informa o estudo.

O plano prevê também ações das companhias aéreas. A instalação de mais balcões de check-in e o aumento na utilização de terminais de autoatendimento nos MOPs, por exemplo, ficarão a cargo das empresas. O investimento total previsto é de R$ 6,4 bilhões em aeroportos de todo o País, sendo R$ 5,3 bi apenas para as cidades-sede da Copa de 2014.

Módulo operacional em Florianópolis -  imagem Infraero

Módulo operacional em Florianópolis 2 -  imagem Infraero

FONTE: Estadão

IMAGENS (projeto de implantação de módulos operacionais em Cumbica e módulo já existente em Florianópolis): Infraero – para baixar a apresentação completa da Infraero sobre a proposta de ampliação, disponibilizada em arquivo ppt no site do Estadão, clique aqui.

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