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Uma história de sobreviventes

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O texto a seguir foi extraído da revista Aerovisão número 225. A Aerovisão é uma publicação produzida pelo Centro de Comunicação Social da Aeronáutica (CECOMSAER), órgão do Comando da Aeronáutica. A matéria retrata a história do acidente e o posterior resgate dos sobreviventes do Cessna Caravan FAB 2725, ocorrido no final do ano passado.

Tenente-Jornalista Luiz Claudio Ferreira

Manaus, dezembro de 2009. Dois militares, ao acaso, reencontram-se em uma organização da Força Aérea Brasileira na capital amazonense. Ambos vestem uniforme camuflado. É um dia normal de trabalho. Já tinham se visto em outros dias normais de trabalho. Nesse encontro, carregado de emoção, as coisas não são como eram antes. Ao invés do natural aperto de mãos, os dois se abraçam. Estão frente a frente o resgateiro e o sobrevivente de um acidente aéreo. No dia 30 de outubro de 2009, esse abraço foi entremeado por lágrimas e sorrisos que eram ouvidos de longe. Era impossível não lembrar daquele momento único que vai marcar para sempre a vida dos dois. Um no socorro e o outro na certeza de ser encontrado. Personagens dessa história real, o Sargento Aldecy Silva Oliveira, profissional de resgate com 17 anos de serviço à FAB, tripulante do helicóptero H-60L Blackhawk, e o Tenente Carlos Wagner Veiga, piloto do C-98 (2725) acidentado na Região Amazônica, instrutor com mais de duas mil horas de vôo, viram a vida de forma diferente. Eles eram colegas. “Hoje somos irmãos, sem dúvidas”, concordam. Do momento do acidente ao instante único do resgate, cada um dos segundos se torna marco indefinível na vida de pessoas como eles.

Veiga e Aldecy estão entre os protagonistas de uma história impressionante que começou em meados de outubro de 2009. Ambos participavam de uma mesma missão: transportar sete profissionais da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), da área de enfermagem, para isoladas aldeias indígenas e vacinar mais de três mil brasileiros que vivem longe de postos de saúde. “É uma missão importante que temos a honra de participar”, disse Veiga dias depois. O comandante e mais três integrantes da tripulação do C-98 Caravan (FAB 2725), já haviam transportado os profissionais de Tabatinga (AM) para cidades onde era possível pousar com o avião. Até as aldeias, quem fazia o transporte era o helicóptero H60-L Black Hawk da FAB (FAB 8904), que tinha entre seus tripulantes o Sargento Aldecy. “Em nossas buscas, sabíamos que tentávamos encontrar os companheiros dessa linda missão. Já estávamos juntos havia 16 dias quando soubemos que a aeronave deles havia desaparecido. Quando encontramos, foi uma emoção do tamanho do mundo”, disse o resgateiro, que como tripulante é especializado também nos equipamentos elétricos do helicóptero.

texto-aerovisao-queda-caravan-2ACIDENTE - Para compreender a dificuldade da missão, é necessário voltar ao momento do pouso de emergência. Avião em pane, perda de potência do motor, os preparativos para o pouso de emergência, encontrar um pedaço de rio em meio ao “mar” de árvores de mais de 50 metros de altura… Na cabeça deles, conforme relataram, tudo demorou “pouquíssimos minutos”.

Mas o tempo foi o suficiente para atitudes imprescindíveis para que nove pessoas sobrevivessem. Quando houve perda de potência, o experiente mecânico Suboficial Marcelo dos Santos Dias disse que não havia nada mais a ser feito para que a aeronave permanecesse em voo. O Sargento Edmar Simões ratificou que era preciso procurar um lugar para fazer o pouso. Naquela área, as copas das árvores de mais de 50 metros de altura, de tão juntas, fecham-se e torna-se impossível avistar qualquer clareira. Um pouso em um local assim seria fatal para todos na aeronave.

Os pilotos contam que passaram, então, a procurar, visualmente e pelas cartas disponíveis, um rio. Durante esses minutos de aflição,fazia-se silêncio dentro da aeronave. Todos mantinham serenidade, a par do momento difícil. Veiga encontrou um rio estreito e sinuoso arranhando o “mar” verde formado pela floresta. “Vamos pousar”, disse Ananias. Todos já sabiam qual era a posição de impacto. Ficou acertado que a tripulação sairia pela frente e que os passageiros por trás.

Depois, o pouso no rio. “Graças à perícia impressionante dos pilotos”, “Eles foram nossos anjos da guarda”, disseram sobreviventes. O tempo para desembarcar da aeronave foi contado em segundos. Em instantes assim, pode haver distorção temporal, creem especialistas na área de aviação. Acreditam que seria improvável que 10 pessoas desembarcassem do aparelho se houvesse apenas poucos segundos até o equipamento afundar no Igarapé Jacurapá, no Rio Ituí.

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Nove sobreviventes nadaram cerca de 150 metros desde o local do pouso, no meio da água, até a margem do rio e enfrentaram a noite na floresta. O que seguiu a isso foi uma intensa procura com 12 aeronaves e mais de 300 militares. Em cerca de 24 horas, uma notícia era transmitida como se contam os milagres.

O RESGATE – Dentre tantas lembranças do resgate em todas as aeronaves que participaram da busca, uma luz especial a um grupo de militares tripulantes de uma aeronave C-105A Amazonas (FAB 2810), do Esquadrão Pelicano, sediado em Campo Grande. No avião, comandado pelo Capitão Santarém e pelo Tenente Sales (segundo piloto), houve busca intensa durante pelo menos seis horas seguidas no dia do desapa-recimento da aeronave. Naquela noite, nem conseguiram dormir direito. Achavam que estavam perto de encontrar. Acordaram ainda na madrugada e decolaram no nascer do sol. Partiram para o que viria a ser um dos melhores dias de suas vidas. Os militares especializados em busca e resgate costumam explicar que a idéia comum que se faz depois do acidente é que sempre existem sobreviventes e eles estão sofrendo. Só acreditam que não é possível salvar quando encontram o corpo de uma pessoa.

Depois de cerca de três horas de voo, a tripulação só via verde por todos os lados. Entretanto, os olhos do Sargento De Oliveira fixaram em um ponto. Ainda extasiado, passou a gritar de sua posição de observador na aeronave sobre o que seria a grande notícia. “Um sinal de fumaça!!! Fumaça, às 10 horas” (para indicar a posição ao piloto, imagina-se estar, como nos ponteiros do relógio numa coordenada imaginária às 12h).

“Fumaça, às 10h!!!”, repetia cada vez mais alto. Apreensão e euforia misturavam-se.. “Em pouco tempo, chegamos àquele local e avistamos as pessoas. Dentro do avião, gritávamos: achamos, achamos…” Era muita alegria.”, lembra o Tenente Tiago Gomes de Sales, de 27 anos.

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O avião continuou circulando a área indicando para os sobreviventes que eles haviam sido localizados. Nesse intervalo de tempo, a comunicação chegou ao helicóptero que estava mais próximo do local. Era o H-60L comandado pelo Tenente Roque e que tinha a bordo o Sargento Aldecy.

Ele relembra, muito emocionado,a rotina da tripulação da aeronave naquele dia. Também haviam acordado muito cedo e tinham recebido um informe da coordenação que um grupo de indígenas da tribo dos Matiis havia visto uma aeronave voar baixo próximo à aldeia. A tripulação conseguiu localizar a aldeia e, sem desligar o motor, Aldecy desceu da aeronave e conversou com pelo menos cinco índios sobre aquele informe. “Ninguém confirmou. Para nós, que atuamos com busca e resgate, qualquer informação é muito importante. Perguntei, então, qual era o rio mais próximo daquela área. Enquanto eles me mostravam no mapa o Rio Ituí, o restante da tripulação me acenava bastante para que voltasse ao helicóptero”, disse. O aceno foi o momento em que o C-105A Amazonas informava que a tripulação do Pelicano havia localizado os sobreviventes.

Depois de cinco minutos de voo, aproximadamente, o helicóptero chegava ao local apontado. “Vimos sacos de ração, mosquiteiros, coletes amarelos fluorescentes e os sobreviventes pulando, acenando. Foi um momento, de fato, maravilhoso”. Como o helicóptero estava antes encarregado da missão de transporte da equipe da FUNASA e havia, por força das circunstâncias, sido empenhado depois nas buscas, não estava equipado com guincho ou corda. O BlackHawk voou baixo, foi aproximando, abaixo da altura das árvores, 30 metros , 20 metros…10 metros… Seria necessário adotar a técnica do hellocasting, que é quando um integrante da tripulação salta do helicóptero em baixa velocidade para chegar aos sobreviventes.

Quando a aeronave chegou a pouco mais de cinco metros de altura, Aldecy garantiu que estava pronto para saltar. A porta foi aberta, ele sentou no piso da aeronave, segurava-se com as duas mãos… Um colega tocou no seu ombro. Era a hora. “Nunca tive dúvidas. Não via o momento de chegar perto deles. Quando eu pulei, a correnteza era muito forte. Para se ter uma ideia, mais rápido do que a velocidade do helicóptero. Era muito barrento, cheio de galhos. Nadei muito. Estava chorando enquanto nadava. Era muita emoção”. Aldecy chegou à margem. O cansaço só foi lembrado horas depois. A missão era ajudar e realizar o exame pré-hospitalar militar nos sobreviventes. Abraçou o Tenente Veiga e, na sequência, a enfermeira Josicléia Vanessa Almeida, grávida de três meses. “Era outro sobrevivente. O Aldecy ajoelhou, beijou a minha barriga. Naquele momento, éramos todos uma família”, disse a enfermeira.

Depois do contato inicial, Aldecy conteve a emoção. Fez os exames previstos para o grupo. “O socorro vai chegar em uma hora”, disse.. Três helicópteros chegaram para o resgate, sendo um do Exército, no qual embarcaram a maioria dos fe-ridos apoiados por profi ssionais de resgates em guinchos.

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5º ETA recebe Caravan II

Ocorreu no dia 13 de novembro, na Base Aérea de Canoas, a solenidade militar alusiva à incorporação da Aeronave C-98A ” GRAN CARAVAN” ao 5° Esquadrão de Transporte Aéreo – Esquadrão Pégaso, o que capacitará um melhor desempenho em suas atividades aéreas.

O CESSNA C-98A Gran Caravan é uma aeronave monomotor turbo hélice, equipada com uma turbina Pratt & Whitney PT-6A-114, com autonomia de 2000 km e foi desenvolvida para vôos regionais de curto raio e vôos utilitários com pequenas cargas. A aeronave pode transportar de 9 a 14 passageiros e tem possibilidade de operação com um único tripulante.

FONTE: 5º ETA

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“Eles foram nossos anjos da guarda”

Sobreviventes da queda do Caravan da FAB contam suas histórias

Para sobreviventes do acidente com o C-98 (FAB 2725), a perícia dos pilotos foi “impressionante” e fundamental para que a aeronave chegasse com o menor impacto possível no pouso forçado no rio. “Eles foram nossos anjos da guarda. Foram guiados mesmo por Deus”, disse Maria das Graças Nobre, auxiliar de enfermagem.

Assista aqui a depoimentos de sobreviventes do acidente

Para a enfermeira Jositéia Vanessa Almeida, grávida de três meses, a perícia dos pilotos a impressionou. “Ele procurou um local no rio que tivesse uma reta maior. Ele encontrou o ponto ideal”, disse. “Numa curva, ele ainda conseguiu encontrar um local para pousar”, complementou Maria das Dores Silva.

Outro sobrevivente, Marcelo Nápoles, relatou o pouso entre barrancos, em um rio estreito. “Ninguém acreditava que ele iria pousar ali. Foi muito bem feito, tanto que sobrevivemos”, considerou o auxiliar de enfermagem.

Calma – A segurança da tripulação é outra observação que a equipe da FUNASA aponta como primordial. “Sempre passaram muita tranqüilidade para a gente. Por isso, nunca entramos em desespero”, disse Nápoles.

FONTE/FOTO: CECOMSAER

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Nota 20 – 02/11 (18h00)

O Comando da Aeronáutica informa que já foi iniciada a operação para recuperar a aeronave C-98 Caravan que permanece submersa no igarapé Jacurapá desde a manhã da última quinta-feira (dia 29/10). Hoje pela manhã (02/11), um helicóptero H-60 da Força Aérea Brasileira (FAB) levou para a clareira aberta no local do acidente 13 militares e equipamentos do Corpo de Bombeiros do Acre. A equipe pernoitará no local e fará a montagem dos equipamentos necessários ao resgate da aeronave.

Amanhã (03/11), um avião C-105 Amazonas da FAB sairá de Manaus com mais 17 militares em direção à Cruzeiro do Sul (AC) de onde seguirão de helicóptero para a clareira para dar início aos trabalhos de recuperação e desmontagem do C-98 Caravan. Além do C-105 Amazonas, três helicópteros H-60 Blackhawk estão mobilizados para a missão.

O objetivo do resgate do Caravan é coletar informações para a investigação dos fatores contribuintes para o acidente. Não há prazo para a conclusão do relatório. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA) conduzirá os trabalhos de forma reservada, porém, todas as recomendações de segurança que forem emitidas e que possam contribuir para a aviação civil serão prontamente disponibilizadas.

O Suboficial Marcelo dos Santos Dias foi sepultado na tarde de hoje (02/11), às 17 horas, horário local, no cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita (RJ). A cerimônia foi reservada à família e amigos do militar.

Com mais de 25 anos de serviços prestados à FAB, o Suboficial Dias era especialista em manutenção de aeronaves, contava com cerca de três mil horas de voo nos modelos P-16, C-97, C-95 e C-98 Caravan. Ele atuava no 7° Esquadrão de Transporte Aéreo, baseado em Manaus, desde dezembro de 2005, onde era instrutor e inspetor na manutenção das aeronaves C-97 e C-98, possuindo grande conhecimento sobre motores e hélices.

Natural da cidade do Rio de Janeiro, o Suboficial Dias era casado com Sulimar Baptista dos Santos e pai de três filhos: Maurício Laercio dos Santos Dias (19 anos), Marlon Couto Dias (13 anos) e Maisa Baptista Dias (8 anos).

Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Fonte: CECOMSAER

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Nota 18 – 1/11 (17h35)

O Comando da Aeronáutica informa que, com a localização do corpo do Suboficial Marcelo dos Santos Dias, encontrado neste domingo (1º), o foco dos trabalhos volta-se agora para a retirada da aeronave do Igarapé Jacupará, no Amazonas. O procedimento irá contribuir com as investigações que serão realizadas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA).

Um grupo de 150 pessoas participou das Operações de Busca e Resgate desde o dia do acidente (29/10). As dez aeronaves coordenadas pelo SALVAERO percorreram uma área de 18.500 quilômetros quadrados.

Cabe informar ainda que nesta segunda-feira (2), a tripulação da aeronave acidentada irá conceder uma entrevista coletiva em horário a ser confirmado oportunamente.

Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Fonte: CECOMSAER

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Queda do Caravan: encontrado o último desaparecido

O Comando da Aeronáutica informa que as equipes de resgate localizaram às 11h34 (horário de Brasília), deste domingo (1º), o corpo do Suboficial Marcelo dos Santos Dias, o único que, entre as vítimas do acidente com o C-98, continuava desaparecido. O corpo foi encontrado próximo da aeronave acidentada. Os detalhes da Operação de Busca e Resgate serão apresentados em entrevista coletiva às 16h (horário local), no CINDACTA IV, em Manaus.

Centro de Comunicação Social da Aeronáutica

Fonte: CECOMSAER

NOTA DO BLOG: conforme anunciado pelo nosso colega Alexandre Fontoura, trata-se da aeronave matrícula FAB 2725. Este era um dos exemplares mais modernos da FAB, sendo do modelo Cessna 208B (na FAB C-98B). A aeronave pertencia ao 7º Esquadrão de Transporte Aéreo (7º ETA), sediado em Manaus (AM) e foi uma das atrações da abertura da Semana da Asa, na Base Aérea de Manaus, no último dia 18.

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Nota 16 – 31/10 (19h00)

O Comando da Aeronáutica e a Fundação Nacional de Saúde informam que as equipes de busca encontraram o corpo do Sr. João de Abreu Filho dentro da aeronave C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB), que está submersa a 6 metros de profundidade no igarapé Jacurapá, no Amazonas.

Prosseguem as buscas ao Suboficial Marcelo dos Santos Dias.

Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
Assessoria de Comunicação Social da Fundação Nacional de Saúde

Fonte: CECOMSAER

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Nota 15 – 31/10 (17h30)

O Comando da Aeronáutica e a Fundação Nacional de Saúde informam que continuam as buscas para encontrar o Sr. João de Abreu Filho, funcionário da Funasa, e o Suboficial Marcelo dos Santos Dias. Eles estavam a bordo da aeronave C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB) que fez um pouso forçado no igarapé Jacurapá, na manhã da última quinta-feira (29/10).

A aeronave C-98 Caravan está dentro da água, a aproximadamente 6 metros de profundidade, a 6 metros da margem do rio e distante em torno de 370 metros do local onde foram resgatados nove sobreviventes na manhã de ontem (30/10). O rio permite apenas o uso de embarcações de pequeno porte em virtude de ser bastante sinuoso.

Participam das buscas no local 15 militares da FAB, 6 do Exército Brasileiro, 2 da Marinha e 2 bombeiros de Cruzeiro do Sul (AC), além de índios da tribo Marubo. A equipe continuará os trabalhos durante o período noturno.

A região é de difícil acesso. Dois helicópteros H-60 Blackhawk da FAB e um HM-3 Cougar do Exército estão fazendo o transporte de militares e equipamentos de apoio até a clareira aberta próximo ao local. Uma aeronave C-105 Amazonas da FAB sobrevoa a área para apoiar os militares em terra na comunicação com as bases em Cruzeiro do Sul (AC) e Manaus (AM).

A Força Aérea Brasileira (FAB) transportou seis sobreviventes do acidente de Cruzeiro do Sul (AC) para Tabatinga (AM), aonde chegaram às 13h23 (horário de Brasília). De lá, cinco deles seguiram para o município de Atalaia do Norte, onde residem, e um para Manaus.

Nota 13 – 31/10 (11h50)

O Comando da Aeronáutica e a Fundação Nacional de Saúde informam que continuam as buscas para encontrar o Sr. João de Abreu Filho, funcionário da Funasa, e o Suboficial Marcelo dos Santos Dias, mecânico da aeronave C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB) que fez um pouso forçado no Igarapé Jacurapá na manhã da última quinta-feira (29/10).

As buscas aéreas prosseguiram ontem (30/10) até às 22 horas, horário local, e quatro militares da FAB continuaram a operação por terra e no rio Ituí durante a madrugada com a ajuda de equipes do Exército, da Marinha, do Corpo dos Bombeiros de Cruzeiro do Sul (AC) e de índios da tribo Marubo. As operações aéreas foram retomadas hoje pela manhã (31/10). Uma clareira já foi aberta no local e as equipes contam com botes e equipamentos de mergulho.

Os demais nove ocupantes da aeronave já foram resgatados e passam bem. Os seis civis pernoitaram em Cruzeiro do Sul (AC) e devem seguir hoje em voo da FAB para Tabatinga (AM). Os três militares chegaram ontem (30/10) em Manaus, onde foram recebidos por seus familiares e amigos.

A prioridade do Comando da Aeronáutica é resgatar as duas pessoas desaparecidas e posteriormente, remover a aeronave do local para a coleta de informações. A tripulação do C-98 Caravan foi entrevistada pela comissão que investiga o acidente, a fim de que o maior número de dados possíveis seja coletado, visando contribuir para a prevenção de acidentes aeronáuticos.

A investigação deste acidente não tem prazo para ser concluída, porém todas as recomendações de segurança que forem emitidas e que possam contribuir para a aviação civil serão prontamente disponibilizadas.

A aeronave do 7° Esquadrão de Transporte Aéreo desapareceu na manhã da última quinta-feira (29/10) quando voava de Cruzeiro do Sul (AC) para Tabatinga (AM). As condições climáticas eram boas e a tripulação era comandada pelo 1° Tenente Carlos Vagner Ottone Veiga, aviador com mais de duas mil horas de voo, sendo mais de mil em aeronaves C-98, da qual é instrutor.

Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
Assessoria de Comunicação Social da Fundação Nacional de Saúde

Fonte: CECOMSAER

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Primeiro acidente com Caravan da FAB ocorreu em 1998

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A FAB perdeu o seu primeiro Cessna Caravan (C-98) durante a participação do Brasil na Missão de Observadores Militares Equador-Peru (Momep).

O primeiro grupo de brasileiros na MOMEP era composto por dez oficiais observadores e um médico. Em relação aos equipamentos, foram mobilizados os quatro helicópteros Black Hawk do Exército Brasileiro (era a primeira missão dos mesmos e eles haviam acabado de chegar dos EUA) e uma aeronave C-98 Caravan da FAB.

Na tarde do dia 13 de setembro de 1998 um dos Black Hawk foi obrigado a fazer um pouso forçado nas imediações de Patuca (Equador), por conta de uma pane em suas turbinas. A aeronave transportava 14 militares, sendo oito brasileiros, quatro norte-americanos e dois argentinos.

Cinco dias depois o C-98 da Força Aérea Brasileira (FAB), desapareceu no final da tarde entre as cidades de Patuca e Cuenca, no Equador, com cinco militares a bordo (três eram oficiais e dois graduados).

O Caravan saiu de Patuca, onde as Forças Armadas mantinham sua base central, com destino a Cuenca, uma das principais cidades do Equador, por volta das 17 horas.

A aeronave, assim como os militares a bordo, estavam à disposição da Missão de Observadores Militares Equador-Peru (Momep). Conforme foi informado na época, o objetivo do grupo era encontrar a caixa preta de um helicóptero militar que havia caído na região na semana anterior.

O avião e os cinco militares foram encontrados no dia seguinte. Alguns dos ocupantes apresentavam ferimentos leves.

FOTO: FAB

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Como foi o primeiro acidente com um Caravan da FAB

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A FAB perdeu o seu primeiro Cessna Caravan (C-98) durante a participação do Brasil na Missão de Observadores Militares Equador-Peru (Momep).

Leia o restante da matéria exclusiva para assinantes aqui.

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“Para que outros possam viver!”

C-105 do Esquadrão Pelicano foi responsável por encontrar o Caravan acidentado no Amazonas

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O Comando da Aeronáutica informa que na manhã de ontem, 29 de outubro, um avião C-98 Caravan da Força Aérea Brasileira (FAB) realizou um pouso forçado no Igarapé Jacurapá, na margem direita do Rio Ituí, afluente do Rio Javari, estado do Amazonas. A aeronave realizava uma missão em apoio à Fundação Nacional de Saúde (Funasa) e havia decolado de Cruzeiro do Sul (AC) às 8h30, horário local, com destino à Tabatinga (AM), onde pousaria às 10h15.

Ciquenta e oito minutos após a decolagem da aeronave, às 9h25, horário local, o SALVAERO, órgão da Força Aérea que coordena operações de busca e resgate no país, recebeu o sinal de emergência (ELT) emitido pelo C-98 Caravan matrícula FAB 2725. A aeronave é do efetivo do 7° Esquadrão de Transporte Aéreo (ETA), com sede na Base Aérea de Manaus.

A tripulação do C-98 era composta pelo 1° Tenente Carlos Wagner Ottone Veiga, o 2° Tenente José Ananias da Silva Pereira, o Suboficial Marcelo dos Santos Dias e o 1° Sargento Edmar Simões Lourenço. Eram passageiros os civis Josiléia Vanessa de Almeida, João de Abreu Filho, Maria das Graças Rodrigues Nobre, Maria das Dores Silva Carvalho, Marina de Almeida Lima, Marcelo Nápoles de Melo e Diana Rodrigues Soares.

As ações de busca foram iniciadas imediatamente e prosseguiram durante toda a noite. A Força Aérea Brasileira mobilizou para as buscas dois helicópteros H-60L BlackHawk, um KC-130 Hércules, um SC-95 Bandeirante, dois C-105 Amazonas e um R-99. O Exército Brasileiro colaborou nas buscas com um helicóptero HM-3 Cougar.

Hoje, dia 30 de outubro, às 10h00, horário local, uma aeronave C-105 Amazonas do 2°/10° GAv, Esquadrão Pelicano, localizou o C-98 que até o momento estava desaparecido. Um helicóptero H-60 Blackhawk e um helicóptero HM-3 Cougar do Exército Brasileiro voaram até o local e resgataram esses sobreviventes.

Neste primeiro momento, foram encontrados vivos e em boas condições de saúde nove dos onze ocupantes da aeronave. Os helicópteros fizeram o translado desses sobreviventes até a cidade de Cruzeiro do Sul, no Acre, onde foram encaminhados ao Hospital Geral do Juruá para avaliação médica. Parentes dos passageiros civis foram transportados de Tabatinga para Cruzeiro do Sul em uma aeronave C-97 Brasília da Força Aérea Brasileira.

Paralelamente, já foi iniciada uma operação de busca aos dois outros ocupantes da aeronave, o Sr. João de Abreu Filho, funcionário da Funasa, e o Suboficial Marcelo dos Santos Dias, mecânico do C-98 Caravan. Um helicóptero HM-3 Cougar do Exército Brasileiro está no local com militares que estão fazendo buscas, inclusive com mergulhos.

A operação também conta com índios da tribo Marubo que estão ajudando na operação de buscas pelo Sr. João de Abreu Filho, funcionário da Funasa, e o Suboficial Marcelo dos Santos Dias, mecânico do C-98 Caravan. Os índios voluntários estão percorrendo as margens do Rio Ituí fazendo buscas até o Igarapé Jacupará, local do pouso forçado da aeronave acidentada.

Fonte: CECOMSAER

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FOTO: Poder Aéreo

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Sobreviventes foram encaminhados ao hospital

Nota 9 – 30/10 (17h20)

O Comando da Aeronáutica e a Fundação Nacional de Saúde informam que sobreviventes do acidente com a aeronave C-98 Caravan foram encaminhados ao Hospital Geral do Juruá, em Cruzeiro do Sul (AC), para avaliação médica. Os militares e civis passam bem e podem, ainda hoje (30/10), seguir em voo da Força Aérea Brasileira para Tabatinga e Manaus.

Um helicóptero HM-3 Cougar do Exército Brasileiro está se deslocando para o local do acidente do C-98 Caravan para continuar as buscas pelo Sr. João de Abreu Filho, funcionário da Funasa, e o Suboficial Marcelo dos Santos Dias. Uma equipe de buscas com equipamentos de mergulho será reforçada por barcos e contará com a colaboração de índios da região.

Centro de Comunicação Social da Aeronáutica
Assessoria de Comunicação Social da Fundação Nacional de Saúde

FOTO: Poder Aéreo

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