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O preço do Learjet 75 é estimado em US$ 13,5 milhões

 

vinheta-clipping-aereoA Bombardier anunciou nesta segunda-feira que o primeiro modelo de produção do Learjet 75 fará sua estreia na feira europeia de aviação (Ebace), que será realizada de 21 a 23 de maio em Genebra, na Suíça. A aeronave é mais uma concorrente da Embraer no segmento de jatos comerciais.

De acordo com a fabricante canadense, quarta maior em aviões comerciais no mundo, o Learjet 75 é capaz de percorrer até 3.704 km sem precisar de reabastecimento e pode voar a uma altitude de até 51 mil pés (cerca de 15.545 metros). O preço da aeronave é estimado em US$ 13,5 milhões.

O Phenom 300, da Embraer, voa a uma altitude de até 45 mil pés (13.716 metros) e tem autonomia para 3.650 km. A Embraer teve lucro líquido de US$ 30 milhões de janeiro a março, abaixo da média das expectativas de analistas de US$ 58 milhões. A empresa brasileira entregou 17 aeronaves comerciais e 12 executivas no primeiro trimestre, contra 21 e 13 unidades nesses dois segmentos um ano antes, respectivamente.

FONTE: Terra

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CSeries Complete Airframe Static Test (CAST) nas instações de St-Laurent em Québec - foto Bombardier

Nicole Mordant

vinheta-clipping-aereoA ação da Bombardier caía nesta quinta-feira após o anúncio de que a fabricante rival de aeronaves Embraer anunciou uma grande encomenda de jatos regionais nos Estados Unidos, tradicionalmente forte para a Bombardier.

A Embraer firmou acordo avaliado em até 4 bilhões de dólares para fornecer jatos regionais para a rede regional da American Airlines.

A Embraer e a Republic Airways assinaram um contrato por 47 jatos E-175, com uma opção de adquirir mais 47 aeronaves. As novas aeronaves serão operadas pela Republic sob a marca American Eagle, da AMR.

Embora não conseguir o contrato seja decepcionante para a canadense Bombardier, a Republic e a Embraer têm um longo histórico de cooperação, dificultando para a Bombardier bater a concorrente, disse o analista Chris Murray, do PI Financial.

“Não é como se não houvesse outras encomendas que esperamos ver fora dos EUA”, disse ele.

Outras aéreas norte-americanas que podem renovar suas frotas regionais no curto a médio prazo são a United Continental e U.S. Airways. Um executivo sênior da Embraer disse à Reuters que a companhia espera mais demanda da American Airlines mesmo após o pedido da Republic.

A ação da Bombardier chegou a cair 2 por cento na bolsa de valores de Toronto nesta quinta-feira. Às 16h05 (horário de Brasília), o papel recuava 1,2 por cento, para 4,08 dólares canadenses, num dia de mercado em alta.

FONTE: Reuters

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Empresa brasileira tentava vender jatos à americana Delta Air Lines no valor de US$ 3,29 bilhões – Bombardier deverá ajudar Delta a retirar de sua frota 60 jatos CRJ200, de 50 passageiros

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A companhia aérea norte-americana Delta Air Lines anunciou ontem que fechou a compra de até 70 jatos regionais da canadense Bombardier, num revés para a fabricante brasileira de aviões Embraer que disputava o contrato. A notícia fez os papéis da brasileira caírem 3,32% ontem, aR$ 13,10.

A Delta fez pedido firme por 40 novos aviões CRJ900, de 76 passageiros, com opção de compra de outros 30. As aeronaves serão usadas para renovação da frota para voos regionais da companhia aérea. O acordo prevê ainda que a Bombardier ajude a Delta a retirar de sua frota 60 jatos CRJ200, de 50 passageiros, em uso hoje. A preços de tabela, a encomenda da Delta à Bombardier pode chegar a US$ 3,29 bilhões. “As características econômicas e as instalações para os passageiros do CRJ900 da Bombardier fizeram do avião a escolha certa para adicionar à nossa frota da Delta Connection”, afirmou o presidente da Delta, Ed Bastian, referindo-se à unidade de transporte aéreo regional da empresa. “Combinada com a remoção dos aviões de 50 assentos, essa oportunidade fortalece nosso programa de reestruturação da frota ao retirar aviões menores menos eficientes”, disse.

A Embraer disputava o contrato da Delta e confiava em conquistar a encomenda para ajudar a garantir os níveis de produção de aviões comerciais em 2013 no mesmo nível deste ano. No fim de outubro, o presidente-executivo da Embraer, Frederico Curado, disse que a fabricante precisava fechar novas vendas de jatos comerciais em até seis meses para garantir a cadência de produção estável no ano que vem. Ele disse, na ocasião, que a chance mais próxima era a possível encomenda da Delta.

A Embraer terminou setembro com carteira de pedidos (backlog) na aviação comercial de cerca de US$ 6,2 bilhões, com 178 jatos civis a serem entregues a clientes — o equivalente a 1,5 ano de produção. Além da venda para a Delta, a canadense Bombardier também anunciou ontem a venda de sete jatos regionais CRJ700 NextGen para um cliente na China cujo nome não foi revelado, em um negócio de cerca de US$ 330 milhões que inclui a prestação de serviços.

FONTE: Brasil Econômico, via Notimp (ampliamos o subtítulo na edição)

IMAGEM: Bombardier

NOTA DO EDITOR: nota publicada no site da Bombardier especifica que os 40 jatos da encomenda firme estão avaliados em aproximadamente 1,85 bilhões de dólares, podendo a venda total chegar a 3,29 bilhões caso as 30 opções sejam exercidas. A Delta Connection, que realiza os voos regionais da companhia aérea norte-americana, tem atualmente uma frota de 466 jatos CRJ da Bombardier, o que a coloca como a maior usuária do tipo no mundo, segundo a nota à imprensa. No total, são 286 CRJ200, 79 CRJ700 e 101 CRJ900, sendo que destes últimos incluem-se  57 voados pela Pinnacle Airlines, 16 pela ExpressJet Airlines e 28 pela SkyWest Airlines. Dado o tamanho dessa frota, pode-se dizer que a Bombardier estava em posição destacada na disputa.

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Montagem do primeiro exemplar de testes de voo de aeronave ‘CSeries’ está em andamento, segundo a empresa – reportagem da Reuters destaca que jato é rival da Boeing e Airbus

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Na segunda-feira, 15 de outubro, a Bombardier Aerospace anunciou que chegaram às suas instalações em Mirabel (Québec, Canadá) as partes da fuselagem para montar o primeiro exemplar de testes de voo (FTV1 – first flight test vehicle) de uma aeronave CSeries. As partes incluem todas as seções da fuselagem, além do cockpit (cabine de pilotagem), e a montagem das mesmas já está em andamento.

Além disso, as primeiras asas para novos aviões da CSeries estão sendo unidas à fuselagem que será usada durante os testes estáticos da célula completa (Complete Airframe Static Test – CAST). Também foi informado, pela empresa, que os testes de sistemas aviônicos, elétricos, de controle de voo, fly-by-wire, hidráulicos, de trens de pouso e de cabeamento, destinados aos CSeries, estão progredindo no “Aircraft 0″ em Mirabel. No caso, trata-se do “Rig” do sistema integrado de testes de sistemas e certificação, no solo, do CSeries (Integrated Systems Test and Certification Rig – ISTCR), que também realiza os testes virtuais.

As asas dos novos aviões, segundo a Bombardier, são fabricadas nas novas instalações da empresa em Belfast, na Irlanda do Norte, que também projeta, fabrica e integra as asas em material composto para os jatos CS100 e CS300 jets. O uso de compósitos em estruturas tão grandes como asas permite economizar peso, mas também traz, como benefícios adicionais a clientes, a diminuição dos custos de manutenção devido à menor quantidade de inspeções.

Reportagem da Reuters, de 16 de outubro, destaca que aeronave de 100 a 149 assentos compete com jatos da Boeing e Airbus

A fuselagem e outras partes do primeiro avião CSeries, que vai incluir componentes produzidos no Reino Unido, China e em outras partes do mundo, estão sendo reunidas na fábrica da Bombardier em Mirabel, Québec, informou a companhia canadense.  “Estamos mirando um primeiro voo neste ano”, disse Marc Duchesne, porta-voz da Bombardier. “O mercado espera que comecemos a voar tão cedo quanto isso.”

A aeronave, para entre 100 e 149 passageiros, vai desafiar os modelos mais vendidos da Boeing e da Airbus, os jatos de corredor único das famílias 737 e A320. O avião vai usar tecnologia de compósito de carbono nas asas.

Boeing e Airbus travam uma disputa global por participação de mercado e, em um sinal de intensa competição, reduziram os preços para impulsionar encomendas de versões remodeladas e mais eficientes de seus aviões mais vendidos. Ambas as empresas estimam que a demanda global por jatos vai exceder 4 trilhões de dólares nos próximos 20 anos.

A Bombardier lançou o programa CSeries em 2008 e espera entregar o primeiro avião a um cliente não revelado no final do próximo ano. A Swiss International Air Lines, unidade da Lufthansa, foi a primeira companhia aérea a encomendar o modelo, disse a Bombardier.

A companhia canadense informou que recebeu 352 encomendas, incluindo 138 pedidos firmes, para o CSeries, que promete economia de 20 por cento no consumo de combustível em comparação com atuais modelos de aeronaves rivais.

O jato será equipado com motores Pratt & Whitney, unidade da United Technologies. Os preços de tabela do CSeries são de 58 milhões de dólares para o CS100 e 66 milhões de dólares para a versão CS300.

FONTES: Bombardier (também fotos e ilustrações) e Reuters

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Notícia do site Flight Global traz declaração do chefe executivo da empresa afirmando que, após estudos, a Embraer concluiu que não interessa investir no mercado de turboélices comerciais

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Nesta quinta-feira, 12 de abril, o site Flight Global publicou matéria sobre a nova posição da Embraer a respeito do mercado de aviões turboélice comerciais. A empresa decidiu que o setor já é pequeno suficiente para manter os dois atuais fabricantes, e o chefe executivo da Embraer, Frederico Curado, disse que não há interesse em investir nesse mercado.

A declaração foi feita apenas três semanas após Luiz Fuchs, presidente da Embraer Aviation Europe, dizer que a empresa estava “estudando seriamente a possibilidade de voltar à fabricação de turboélices.” Foi a primeira vez desde 2008, segundo o Flight Global, que autoridades da Embraer discutiram abertamente um programa de turboélices de próxima geração. Porém, no último dia 10 de abril, o chefe executivo Curado disse a repórteres que o último estudo da empresa concluiu que o lançamento de um novo turboélice não seria “o melhor investimento hoje.” Curado destacou as encomendas do ano passado para os dois fabricantes atuais, totalizando 164 aeronaves: 157 só da ATR e as poucas restantes da Bombardier.

ATR da Trip Linhas Aéreas

Segundo Curado, “isso só confirmou nossa avaliação do mercado, que tem tamanho suficiente para um fabricante. Dois já é algo complicado, mas um terceiro? A não ser que haja um enorme avanço em tecnologia, que não vemos – os motores podem eventualmente trazer alguma vantagem – é um mercado muito pequeno para justificar um grande investimento, no nosso ponto de vista.”

Sobre novos motores, a reportagem destaca o desenvolvimento de um novo propulsor turboélice pela Pratt & Whitney Canada, e a General Electric está projetando uma variante civil do motor militar GE38. Ambos poderiam ser oferecidos para equipar uma aeronave turboélice de nova geração que poderia ser lançada pela ATR no final deste ano.

Enquanto isso, a Embraer está trabalhando na definição de um projeto de remotorização da família E 170/190, que a Air Lease Corp já vem chamando de E 198. Segundo Curado, a empresa planeja decidir em 2013 se vai acrescentar outros aprimoramentos à aeronave, e se isso incluirá todos os quatro membros da família ou excluir o E 170, de 70 lugares.

A Embraer também está considerando esticar o E 195 para atingir a capacidade de 134 lugares. Uma decisão sobre um novo motor poderia ser feito logo, “mas não muito”, segundo o chefe executivo. Além de propostas de um motor de segunda geração da General Electric, até o momento a fornecedora exclusiva dos E-Jets, a empresa também está considerando a  Rolls-Royce e a Pratt & Whitney.

A empresa já participou do mercado de turboélices comerciais fabricando centenas de aeronaves regionais EMB 110 e EMB 120, com capacidade entre 15 e 30 assentos. A mudança para jatos regionais deu-se no início dos anos 1990 e, na década seguinte, isso levou à família E-Jet.

FONTE: Flight Global (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

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Por Virgínia Silveira | Para o Valor, de São José dos Campos

A canadense Bombardier, líder mundial em vendas de jatos executivos com 32% de participação, planeja ocupar mais espaço no mercado brasileiro, onde possui a segunda maior frota em operação, de aproximadamente 150 jatos. “O objetivo é aumentar ainda mais o volume de vendas da marca, tanto de aeronaves novas quanto de usadas e estar mais perto dos nossos clientes”, disse o vice-presidente Regional de Vendas para a América Latina, Fábio Rebello.

Engenheiro paulista formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e há 11 anos na empresa, Rebello conta que para dedicar uma atenção especial ao mercado nacional, a Bombardier está contratando um diretor de vendas que ficará exclusivamente dedicado aos negócios no Brasil.

“Antes toda a região da América do Sul era atendida por um único diretor de vendas. Também temos dois executivos dedicados à venda de aviões novos, outro para usados e um para marketing e apoio ao cliente e ao produto Bombardier”, explicou.
O atendimento ao operador também foi reforçado com um investimento de US$ 15 milhões no novo centro de manutenção da marca em São José dos Campos, no Vale do Paraíba, o único autorizado da Bombardier para o país e também certificado pela FAA (Federal Aviation Administration), equivalente a ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) no Brasil.

O centro pertence à SynerJet, representante da Bombardier no México, Brasil, Colômbia e Argentina. A SynerJet pertence à Synergy. Segundo o diretor comercial da SynerJet, José Eduardo Brandão, o centro foi remodelado para atender entre 40 e 50 aeronaves por mês de toda a linha da marca.

No ano passado, segundo Rebello, a Bombardier entregou 163 jatos executivos no mundo e a América Latina respondeu por cerca de 15% desse volume. “Temos uma participação de mercado no Brasil de 27%, mas ainda existe muito espaço para crescer. Os Estados Unidos e a Europa ainda continuam sendo os maiores mercados para os jatos executivos, mas é nos países emergentes onde o crescimento desse setor tem sido mais expressivo.”

Para os próximos 10 anos, de acordo com Rebello, a previsão do setor é de que o número de entregas de jatos executivos na América Latina seja superior a 925 unidades, algo em torno de 9% do mercado mundial. Entre 2021 e 2030 espera entregar 1,2 mil jatos na região, de um total de 14 mil em todo o mundo.

Apesar da crise que ainda afeta os mercados americano e europeu, a Bombardier comemora um crescimento no número de pedidos de jatos executivos. “Em 2010 tivemos um total de 107 encomendas firmes no ano fiscal que começou em fevereiro e terminou em janeiro de 2011. No último ano fiscal, que começou em fevereiro de 2011 e terminou em 31 de dezembro, ou seja, um mês a menos que o anterior, tivemos 191 pedidos.”

Entre os modelos mais vendidos no Brasil, Rebello destaca o Learjet 40XR, de US$ 10 milhões e o Learjet 45XR, que custa US$ 12,5 milhões. Outro modelo que também tem tido ótima aceitação no mercado brasileiro, segundo o diretor da SynerJet, é o Challenger 300, que custa US$ 24 milhões.

Fabricante de aviões comerciais, jatos executivos e equipamentos, sistemas e serviços para transporte em trilhos, a Bombardier faturou US$ 17,9 bilhões no ano fiscal encerrado em 31 de janeiro de 2011, ano em que também registrou alta de 4,6% na América Latina. A receita da Bombardier Aeroespace, que engloba aviação executiva, comercial e anfíbia, registrou receita de US$ 2,3 bilhões no final do terceiro trimestre de 2011, ante os US$ 1,8 bilhão do último ano fiscal.

FONTE: Valor Econômico

Bombardier: entregas cairão este ano

vinheta-clippingA canadense Bombardier -principal rival da brasileira Embraer na fabricação de jatos regionais- advertiu que suas entregas de aviões cairão neste ano, uma vez que houve uma queda drástica no número de encomendas por aeronaves comerciais e executivas.

No ano fiscal 2010 que terminou em 31 de janeiro, a Bombardier entregou 302 aviões, contra 349 unidades no exercício anterior.

A queda foi resultado de uma retração de 25 por cento nas entregas de jatos executivos, que foi compensada parcialmente pela alta de 10 por cento nas entregas de aviões comerciais.

No último trimestre, a empresa entregou um total de 86 aeronaves -sendo 49 aviões executivos, 35 comerciais e dois anfíbios. O número ficou acima do esperado por analistas.

Para este ano, a Bombardier prevê que as entregas de jatos executivos fiquem cerca de 15 por cento abaixo das do ano passado. Em aviões comerciais, a redução esperada nas entregas é de ao redor de 20 por cento.

A Bombardier recebeu apenas 11 encomendas no ano fiscal até 31 de janeiro, já descontados os cancelamentos de pedidos. Isso se compara com 367 encomendas registradas no ano anterior.

A queda de 97 por cento nos pedidos ocorre em meio às contínuas dificuldades que o setor aéreo enfrenta desde o início da crise econômica global em 2008.

“Embora tenham começado a surgir sinais de estabilização no mercado, continuamos cautelosos, uma vez que ainda prevalece a incerteza sobre a economia”, disse o chefe da unidade aeroespacial da Bombardier, Guy Hachey, em comunicado.

Em novembro, a empresa afirmou que iria cortar 715 postos de trabalho na região de Montreal, devido às poucas encomendas por seu jatos regionais CRJ.

A Bombardier já havia anunciado o corte de 4 mil vagas no início de 2009, em duas levas separadas.

FONTE: Reuters, via O Globo

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e-jets - foto embraer

Assis Moreira e Virgínia Silveira*, de Genebra e de São José dos Campos

vinheta-clippingA Embraer tem prazo até a primeira semana de fevereiro para decidir se continua uma briga contra subsídios dados na Europa para a concorrente canadense Bombardier construir a nova família de jatos CSerie de 100 a 140 assentos, que já provoca reações também da Boeing e Airbus. As duas grandes fabricantes de aviões estão se mobilizando – e mobilizando os governos dos EUA e da União Europeia – contra o modelo de financiamento proposto pelo governo canadense para o CSerie. A nova família competirá com os modelos das duas grandes na faixa de 150 assentos.

A fatia de mercado onde vai atuar a nova família da Bombardier tem valor estimado em US$ 1 trilhão nos próximos 20 anos, segundo documento da União Europeia obtido pelo Valor. A Bombardier tem estimativa de gastar US$ 3,2 bilhões para lançar, até 2013, a CSerie, pela qual quer abocanhar 25% desse mercado.

No ano passado, a Embraer deflagrou uma nova briga contestando, na União Europeia, subsídios dados pela Grã-Bretanha a uma subsidiaria da Bombardier na Irlanda do Norte, a Short Brothers, para construir peças para o novo jato canadense. A Embraer alega que a ajuda fere a concorrência.

A decisão europeia saiu em junho, com Bruxelas dando o sinal verde para a subvenção britânica. Alegou que a ajuda tinha um “incidente limitado sobre a concorrência”. Somente em dezembro é que a UE tornou público o documento sobre sua decisao. A partir daí passou a vigorar o prazo de dois meses para a brasileira decidir se recorre à Corte Europeia de Justiça, em Luxemburgo, contra a decisao da UE.

Por outro lado, não existe prazo para o Brasil questionar na Organização Mundial de Comércio (OMC) as subvenções ao novo projeto da Bombardier. A questão está no radar da diplomacia. Mas a verdade, segundo fontes, é que até agora não houve uma discussão mais profunda sobre o tema dentro do governo brasileiro.

No entanto, o assunto voltou a cena internacional com Boeing e Airbus levando seus governos a renegociarem um acordo sobre condições de financiamentos para aeronaves feito na Organização de Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e que foi fechado há três anos numa reunião no Rio de Janeiro.

Os EUA defendem condição idêntica para o financiamento de qualquer tipo de aeronave. A expectativa é de que um acordo ocorra levando em conta a média das situações hoje para as duas categorias de aparelhos. Quanto ao prazo da negociação, depende se todos os construtores quiserem evitar mais conflitos. Se um tentar complicar, a discussão poderá levar anos.

O governo brasileiro e a Embraer conhecem bem as regras da OCDE, referentes aos créditos para exportação com apoio governamental. A experiência e o conhecimento nesse tipo de assunto vieram a partir de um longo contencioso entre a Embraer e a Bombardier, iniciado em 1996, quando o governo do Canadá argumentou que o Proex brasileiro (Programa de Incentivo à Exportação) não estava em conformidade com os requisitos do Acordo de Subsídios da OMC (Organização Mundial do Comércio).

A Embraer informou ontem, por meio da sua assessoria de imprensa, que está acompanhando de perto o desdobramento da decisão da Airbus e Boeing de se unirem contra os planos da Bombardier, de desenvolvimento de uma nova linha com créditos de exportação disponíveis apenas para jatos regionais. A fabricante brasileira, no entanto, não comentou a informação, veiculada na imprensa internacional, de que poderia se juntar aos grupos Boeing e Airbus na briga contra a rival canadense.

A Embraer não fabrica jatos com mais de 120 assentos e no seu segmento de atuação (aeronaves de 30 a 120 lugares) detém a liderança de mercado, com uma participação de 47%, segundo dados do final de 2008. “A Embraer está de olho na concorrência, mas seu foco continua sendo os jatos de 70 a 120 assentos”, comentou o diretor de Comunicação da empresa, Carlos Eduardo Camargo.

Segundo a Embraer, a empresa nunca recebeu apoio governamental para o desenvolvimento dos seus jatos comerciais. “O apoio que temos é para o financiamento da compra de aeronaves para os nossos clientes, através do BNDES”, explica Camargo. Historicamente, segundo ele, o BNDES é responsável por cerca de 35% dos financiamentos de todas as aeronaves entregues pela Embraer.

Em 2009 essa participação ficou entre 35% e 40% e em 2008, de 17%. No ano de 2007, o BNDES não financiou nenhum cliente da Embraer, tendo em vista que havia bastante liquidez no mercado e facilidades para a captação de crédito. Segundo Camargo, no atual mecanismo de financiamento ao cliente, aprovado em 2007 pela OCDE, o financiamento só pode cobrir até 85% do valor do avião e a taxa de juro é cobrada a partir da análise de risco de crédito para a operadora. *(Para o Valor)

FONTE: Valor Econômico 26.01.2010

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Bombardier reduzirá produção e sindicato denuncia mais demissões na Embraer

vinheta-clippingA canadense Bombardier informou ontem que está reduzindo a produção de jatos regionais. O corte vai resultar na demissão de outros 715 funcionários na divisão aeroespacial a partir de janeiro.

A Bombardier é a maior concorrente da Embraer em jatos regionais. Neste ano fiscal, a empresa já anunciou 4.360 cortes de empregos na divisão aeroespacional no mundo.

A empresa não deu detalhes sobre o tamanho do corte. “Não há vendas projetadas dos jatos CRJ suficientes para manter os planos atuais de produção”, disse Guy C. Hachey, presidente da Bombardier. “Embora estejamos em discussões com diversas empresas aéreas, tivemos de finalizar nossa programação de entrega de jatos para o próximo ano fiscal.” A Bombardier disse que continua investindo nos programas de jatos CRJ1000 NextGen, Learjet 85 e CSeries.

Demissões na Embraer

A Embraer demitiu, neste ano, cerca de 600 metalúrgicos de sua fábrica em São José dos Campos, conforme levantamento do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos. O balanço não considera o corte de cerca de 4.200 trabalhadores em todas as unidades da fabricante de aeronaves, realizado em fevereiro. Segundo o sindicato, que fez seu levantamento com base nos pedidos de homologação entre janeiro e novembro, “somente nesta semana a Embraer já pediu o agendamento de 50 a 70 homologações”.

A entidade calcula que, se forem consideradas as demissões de outras categorias, como engenheiros e administrativos, o número de demitidos pode ser ainda maior. De acordo com o sindicato, a Embraer possui cerca de 11.700 trabalhadores em sua fábrica em São José dos Campos.

O sindicato protocolou ontem uma carta pedindo que seja marcada uma reunião com o diretor-presidente da Embraer, Frederico Fleury Curado, para discussão sobre a manutenção de postos de trabalho e redução da jornada sem redução de salário e sem banco de horas.

Procurada pela Agência Estado, a Embraer afirmou, por meio de sua assessoria de imprensa, que não havia representantes da empresa para comentar o assunto. A fabricante de aviões não confirmou nem desmentiu as 600 demissões.

FONTE: Último Segundo/Agência Estado

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e-jets

A Embraer estuda abrir uma nova disputa contra a canadense Bombardier nos tribunais internacionais por conta de subsídios à produção de aviões. Desta vez, a disputa não é contra o governo do Canadá, mas contra a União Européia, que também aprovou a distribuição de subsídios à Bombardier, que possui uma fábrica na Irlanda do Norte.

Há seis anos, Brasil e Canadá se enfrentaram nos tribunais da Organização Mundial do Comércio por conta de subsídios ilegais: a Embraer acusava os canadenses de darem financiamentos para que a Bombardier ganhasse contratos e distorcesse o mercado. Os canadenses foram condenados, mas também atacaram o Brasil, e o Bando Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) também foi condenado por dar subsídios ilegais.

A atual queixa da Embraer é contra a Europa, por autorizar o Reino Unido a dar subsídios para o lançamento de nova linha de aeronaves da empresa canadense: a série C. A empresa brasileira alegou que a medida afetava as leis de concorrência e conseguiu que os europeus reduzissem o valor do subsídio de US$ 253 milhões inicialmente programados para US$ 184 milhões.

c-series-foto-bombardier

Os subsídios são dados porque a fábrica está na Irlanda do Norte, região considerada na União Européia como “mais atrasada” e “que precisaria de incentivos”. O dinheiro será usado para a construção de partes da fuselagem, mas a UE alega que não será apenas a Bombardier que se beneficiará: “Temos a aprovação do pacote (de ajuda) que será muito importante para nós”, afirmou o porta-voz da Bombardier na Irlanda do Norte, Alec McRitchie.

O primeiro passo está sendo o de questionar o subsídios nos órgãos internos da UE. A Embraer conseguiu que a ajuda fosse reduzida, mas pode apelar ainda para Corte de Justiça Européia para que a redução seja mais profunda se considerar que os valores ainda distorcem a concorrência. Outra opção que diplomatas e representantes da indústria indicam seria a de voltar a acionar a Organização Mundial do Comércio (OMC).

Antes, a Embraer espera o resultado da avaliação da Comissão Européia, que deve ser publicado nos próximos dias. A missão do Brasil em Genebra também acompanha o caso, já que sabe que poderá ter ramificações nos tribunais da OMC.

A briga ocorre no momento em que o setor percebe que os próximos anos serão ainda difíceis, e ninguém quer ver o concorrente recebendo recursos que distorçam a competição. Segundo o diretor da Associação Internacional de Tráfego Aéreo (Iata, na sigla em inglês), Giovanni Bisignani, “essa é a pior crise no setor em mais de 50 anos”. A associação informou que até meados do ano, 31 empresas aéreas deixaram de operar e em termos de receita, a queda é 20 vezes superior ao choque gerado após os ataques de 11 de setembro em 2001 – a previsão é de que somente em 2009, “a queda nas receitas seja de US$ 35 bilhões”, segundo o executivo.

FONTE: Monitor Mercantil

FOTOS: Embraer (topo) e Bombardier (abaixo)

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Learjet 60XR

A Jet Republic, empresa europeia com suporte financeiro do banco austríaco Euram declarou insolvência. A empresa, baseada em Liboa, havia firmado um contrato com a companhia canadense Bombardier para a compra de 25 aviões Learjet 60 XR, com opções para mais 85. A negociação girava em torno de 1,5 bilhão de dólares.

A Jet Republic planejava vender ações de cada jato ou alugar cada um com base em horas. A companhia pretendia voar entre cerca de 1.000 aeroportos na Europa.

A Bombardier, principal rival da Embraer, informou que continua comprometida com o programa Learjet e acrescentou que a produção da aeronave continua nas instalações em Kansas.

learjet 60xr

FONTE: Reuters

ILUSTRAÇÃO/FOTO: Flightglobal/Bombardier

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