QG Airsoft

Saab 340 AEW

Contrato inclui duas aeronaves Saab 340 AEW equipadas com radar Erieye

Nesta terça-feira, 17 de novembro, a Saab assinou um contrato para a venda de um sistema de vigilância aérea com os Emirados Árabes Unidos. O contrato é cotado em 1,5 bilhões de coroas suecas (1,5 bi SEK, o que equivale a aproximadamente 220 milhões de dólares ou 375 milhões de reais). Além de duas aeronaves Saab 340 AEW (Airborne Early Warning – Alerta Aéreo Avançado) equipadas com radar Erieye, equipamentos de solo, serviços de apoio e logística também estão incluídos.

Segundo a empresa, as discussões com os EAU a respeito de sistemas de vigilância aérea tomaram vários anos. O radar Erieye, utilizando como plataforma a aeronave Saab 340, equipa a Força Aérea Sueca e também já foi vendido para a Tailândia. Para o Paquistão, o sistema foi vendido prevendo a instalação em aeronaves Saab 2000. Brasil, México e Grécia operam o sistema a partir de aeronaves da família Embraer 145.

Empresa também informou o primeiro voo de um Saab 340 AEW da Tailândia

Thai_Gripen_Saab_340_AEW_45 - foto saab 

Na foto acima, o Saab 340 AEW encomendado pela Tailândia faz seu voo inaugural  junto ao primeiro caça Gripen da Royal Thai Air Force (Real Força Aérea Tailandesa), em 13 de novembro. O voo foi realizado a partir de Linköping, na Suécia.

O voo, de pouco mais de duas horas, serviu para testar os sistemas básicos da aeronave. A encomenda tailandesa de 2008, feita num acordo governo a governo, foi de um sistema completo de aeronaves /comando e controle, compreendendo seis caças Gripen C/D (incluindo equipamentos e serviços associados) uma aeronave Saab 340 AEW equipada com radar Erieye radar e data links, uma aeronave Saab 340 para funções de transporte e treinamento, além de um sistema de comando e controle com data links.

FONTE / IMAGENS: Saab

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AMRAAM em voo

A Raytheon informou no último dia 15, a partir de Dubai (Emirados Árabes Unidos), que o Governo dos EUA executou cartas de oferta e aceitação para três aliados-chave entre as nações árabes, relacionadas à compra de mísseis AIM-120C-7 AMRAAM. Os três países são Kuwait, Marrocos e Jordânia.  As vendas são via FMS (Foreign Military Sales), e não foi revelado o número de mísseis a serem adquiridos por cada nação (veja matéria anterior, em link logo abaixo, sobre quantidade pretendida pela Jordânia).

Segundo a Raytheon, os mísseis deverão ser empregados tanto para missões ar-ar quanto  de defesa aérea, a partir de lançadores. A empresa também informou que o AMRAAM já ultrapassou as marcas de 1,7 milhões de horas carregado em voo e de 2.400 lançamentos.

AIM-120_AMRAAM_Launch_F-16_foto Raytheon

FONTE: Raytheon

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KC-137-fotoFAB

O sobrevoo de um Boeing 707 da Força Aérea Brasileira (FAB) por vários bairros de Porto Alegre (RS) na tarde deste domingo assustou alguns moradores da cidade. “Ele estava em baixa altitude e com o trem de pouso à mostra”, conta o internauta Danilo Dias da Cunha.

O barulho intenso do motor e a fumaça levaram algumas pessoas a pensar que a aeronave apresentava problemas. Segundo o sargento Dornelles, da corporação responsável pela área do Aeroporto Internacional Salgado Filho, a Brigada Militar urbana recebeu telefonemas de moradores preocupados com a situação. “Os bombeiros entraram em contato conosco para saber se havia alguma alteração no voo”, diz.

De acordo com a FAB, o avião está no Rio Grande do Sul para participar da Operação Laçador, um exercício operacional do Ministério da Defesa que envolve a Marinha, o Exército e a Aeronáutica, entre os dias 16 e 27 deste mês.

Na tarde deste domingo, o avião estava na Base Aérea de Canoas (RS) e precisou ser deslocado, por questão operacional, para a capital Porto Alegre. Segundo a FAB, em virtude da pequena distância, o trem de pouso não foi recolhido e a altitude de 1.500 pés, prevista para aeronaves deste tipo, foi mantida.

Ainda de acordo com o órgão, não houve qualquer tipo de pane e o voo foi realizado dentro das normas de segurança.

FONTE/FOTO: Portal Terra/FAB

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Neste vídeo disponibilizado pela Flight Global, algumas presenças ilustres, mas quem rouba a cena mesmo, na edição, é o F-16. Notar a rápida aparição de uma aeronave chinesa bastante interessante.

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vinheta-clippingO 23 de novembro é a prometida data da divulgação do resultado da concorrência dos caças, coroando uma artimanha do presidente Lula: é o dia da chegada do presidente do Irã a Brasília.

Toda a imprensa nacional e internacional estará concentrada no iraniano que desafia os Estados Unidos. O anúncio do resultado dos caças ficará em segundo plano. Ainda deverá colocar o comandante Juniti Saito para anunciar, blindando-se. Não é esperto esse Lula?

Em Paris, há de ter dito a Sarkozy: contenha os seus radicais que eu conterei os meus. Os radicais franceses são a Dassault, que queria aumentar o preço dos caças,estimulada pelo amplo favoritismo, o que provocou engulhos na FAB. Os radicais brasileiros estão na FAB e na Embraer, subitamente tomadas de paixão pela proposta sueca que garante o projeto 100% desenvolvido aqui.

Com uma chamada à razão em Serge Dassault por Sarkozy, tudo se resolveu por lá. Um novo rebaixamento do preço final de cada Rafale brindou a vulcânica passagem de Lula por Paris. Os radicais brasileiros estão de namoro com a sueca Saab e flerte com a Boeing. Mas foram chamados à razão do planalto: a inserção estratégica do Brasil no mundo, falando francês – aquela que o ministro Nelson Jobim nos vendeu e que lhe esta dando dores de cabeça nas relações com a Aeronáutica – nos obriga a essa compra faraônica. Até o dia 23, vão ser 6 longos dias. Os mais longos da vida de Jobim.

FONTE: Carta Polis

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rafale-foto-armee-de-lair2

vinheta-clippingDepois de ver reforçada a intenção pública do governo brasileiro em selecioná-lo como seu novo caça em palavras do presidente Lula no fim de semana, o francês Rafale (da Dassault) sofreu ontem um revés para suas pretensões de se tornar um produto de exportação.
Como os Emirados são o único mercado em que a escolha do Rafale era considerada certa, e o avião é um produto avançado da chamada “quarta geração”, a fala foi vista por analistas como uma ducha de água fria para os franceses, uma vez que não haveria espaço para os dois produtos no mesmo país.

O comandante da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos afirmou que um “caça de quinta geração” está nos planos do seu país “em um par de anos”. O único avião de quinta geração que deverá estar disponível no mercado ainda nesta década é o americano F-35.

A má notícia vem logo depois de Lula citar, por ato falho ou não, “acordos dos caças” em entrevista após reunião com seu colega Nicolas Sarkozy no sábado. O que existe hoje é uma parceria estratégica que inclui o fornecimento de submarinos e helicópteros franceses.

A importância da posição dos Emirados, ainda que exagerada por concorrentes que viram na notícia mais uma oportunidade para mostrar a suposta inviabilidade do custo do Rafale, é real. A Dassault não comentou o caso. Se o Brasil desponta como único mercado externo para o caça, seus custos operacionais tendem a crescer. Assim, a pressão de Paris tende a subir por seu produto, e o Brasil tenta com isso buscar um melhor preço.

Em mais de uma ocasião, Lula defendeu a compra do Rafale, desde que seu preço fosse reduzido. O negócio pode custar R$ 10 bilhões.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

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finalistas-f-x2

vinheta-clippingPrincipal articulador do projeto de criação da Embraer, o engenheiro Ozires Silva considera inaceitável que a empresa brasileira esteja fora da concorrência do programa de aquisição dos caças de combate da Força Aérea Brasileira (FAB). “Não posso aceitar que alguém diga que a Embraer não é capaz de fazer um avião como esse. Esta é uma posição restritiva a uma companhia nacional, líder mundial no seu segmento e que já fabricou mais de 8 mil aviões, que operam hoje em 80 países do mundo.”

Segundo Silva, se não fosse a competência técnica da empresa, a FAB não entregaria a ela o projeto do cargueiro KC-390, o maior e mais pesado avião já feito pela companhia. “Assim como fez com o KC-390, a FAB deveria discutir o projeto do novo caça com a Embraer e comprar dela o novo avião. O que a empresa não souber fazer, ela pode desenvolver em parceria, garantindo o domínio do projeto em suas mãos.”

A outra hipótese defendida por Silva, mas que ele apresenta como segunda opção, é que a FAB escolha um dos três caças que estão sendo oferecidos pelos competidores do FX-2 (Boeing, Dassault e Gripen) e coloque a Embraer como contratante principal. “A compra do Xavante na década de 70 foi feita dessa forma e, graças a este sistema, a Embraer conseguiu arrancar todas as tecnologias que precisava dos italianos para desenvolver a linha de produção do Bandeirante, que começava a ser fabricado”, explica o ex-executivo da empresa brasileira.

Silva disse que não desistirá de lutar para que o governo brasileiro reconheça que comprar da indústria nacional os caças para a FAB é a melhor alternativa. O executivo lembra com amargura o dia em que o governo brasileiro anunciou a decisão de substituir o antigo Boeing presidencial por uma aeronave Airbus, em detrimento do avião brasileiro Embraer 190, que posteriormente foi adquirido como opção para viagens de alcance mais regional.

No começo dos anos 90, durante a fase final do processo de seleção dos aviões do programa JPATS, nos Estados Unidos, Silva esteve na cidade de Wichita, no Estado do Kansas, conhecida como a capital do avião, para uma reunião de trabalho. Naquela ocasião, segundo ele, todas as casas exibiam nas janelas a bandeira do país, o que ele interpretou como sendo um ato simbólico de defesa da empresa americana em uma das mais importantes concorrências do setor de defesa já lançadas pelo governo dos Estados Unidos.

“No dia em que o governo brasileiro anunciou a compra do Airbus presidencial, eu fui o único a exibir a bandeira do Brasil na janela, para demonstrar o meu grau de insatisfação com aquela decisão”, conta o executivo.

Silva ressalta que “gostaria que a FAB entregasse o projeto dos caças para a Embraer fazer, de acordo com as suas especificações e necessidades, como tem acontecido nos últimos 40 anos”. O F-X2, da forma como está sendo conduzido, segundo ele, talvez até gere alguma tecnologia, para confirmar a regra, mas não será nada muito significativo para o país.

O ex presidente da Embraer disse que nos Estados Unidos nenhum equipamento de defesa pode ser comprado de empresa estrangeira e, quando existe o interesse por um produto de fora, a lei “Buy American Act”, de 1933, exige que o fornecedor se associe a uma empresa americana e que a compra seja feita a partir dela. Ciente disso, a Embraer criou recentemente uma empresa, em Melbourne, no Estado da Flórida, que se dedicará inicialmente a montagem final de jatos executivos da linha Phenom.

Outro objetivo por trás da instalação de uma unidade de fabricação em Melbourne, segundo Silva, é colocar a Embraer na condição de empresa americana, o que aumenta suas vantagens na concorrência aberta pelo governo dos EUA, para aeronaves na categoria do Super Tucano. Para disputar o fornecimento de 711 aeronaves de treinamento militar para a Marinha e Força Aérea dos EUA, no começo dos anos 90, a Embraer teve que se associar com a Northrop, mas perdeu o contrato para a Beechcraft, que estava associada à suíça Pilatus.

A Beechcraft está de novo entre as competidoras da Embraer no novo processo de seleção aberto pela Força Aérea dos EUA, mas desta vez conta com o apoio político do Congresso americano. Segundo notícia divulgada pela agência “Reuters”, dois parlamentares americanos enviaram, na terça-feira, uma carta ao secretário de Estado, Robert Gates, pedindo que ele se oponha a qualquer tentativa de negociação do governo dos EUA para a compra dos aviões Super Tucano da Embraer.

Os parlamentares lembram que os militares americanos já investiram pesadamente no desenvolvimento do Hawker-Beechcraft AT-6B, aparelho fabricado pela empresa privada Hawker-Beechcraft. O governo americano, no entanto, já demonstrou grande interesse pelo Super Tucano, que já vem sendo testado, com sucesso, pela Marinha dos Estados Unidos. Além disso, segundo uma fonte ligada a Embraer, “o Super Tucano é o único modelo no mundo com operação comprovada não só no Brasil, como também em missões antiguerrilha na Colômbia, que possui em operação 25 unidades da aeronave”.

O ministro brasileiro da Defesa, Nelson Jobim, chegou a admitir, em entrevista, a possibilidade de compra direta, sem licitação, pelos Estados Unidos, de até 200 Super Tucano. A efetivação desse contrato, segundo declarou na época, dependia da formalização de um acordo de cooperação na área de defesa, que o Brasil estaria costurando com o governo do presidente Barack Obama.

FONTE: Valor On Line

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Nesta segunda-feira (16) iniciou-se a Operação Laçador, o maior exercício combinado da América Latina, com mais de 8 mil militares das três Forças Armadas. A Força Aérea Brasileira (FAB) conta com cerca de 40 aeronaves que atuarão durante a manobra: C-130, KC-130, RA-1, F-5EM, C-105, A-1, C-99, AT-26, R-35, R-95, KC-137, E -99, R-99, P-95 B, SC-95, C-97, A-29, H-34, C-95, H-1H e C-98. Nos primeiros dias do exercício, a Força Aérea Componente obterá a superioridade aérea com o objetivo de negar o uso do espaço aéreo ao inimigo.

O exercício, realizado sob a égide do Ministério da Defesa tem a finalidade de adestrar, nos níveis operacional e tático, os Estados-Maiores no planejamento e na execução de ações das Forças navais, terrestres e aéreas. A Marinha, o Exército e a Força Aérea Brasileira atuarão em conjunto até o final do exercício, 27 de novembro.

Essa é a segunda operação combinada coordenada pelo Ministério da Defesa este ano – a primeira foi a Operação Laguna, no Mato Grosso do Sul – e a quinta que tem o Sul do país como cenário. No exercício simulado da operação, os países Amarelo e Verde estão em conflito. Na guerra fictícia, o país Verde corresponde aos Estados de Paraná, Santa Catarina e parte do Rio Grande do Sul e o país Amarelo às regiões da Campanha e noroeste do Rio Grande do Sul.

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O país Amarelo enfrenta uma crise de energia. Os campos petrolíferos se esgotaram e a única fonte de energia vem de uma usina binacional construída em parceria com o país Verde, onde fica a sede da hidrelétrica. O país Amarelo decide ocupar os campos petrolíferos do país Verde, localizados na região do Porto do Rio Grande. Com o aval da Organização das Nações Unidas, o país Verde decide então tomar a usina binacional, que será representada pela hidrelétrica de Itá, localizada na divisa entre Santa Catarina e Rio Grande. Está armado então o cenário do conflito onde os militares brasileiros farão os exercícios.

Segundo o Estado-Maior de Defesa do Ministério da Defesa, as operações combinadas utilizam um moderno conceito de aplicação de forças militares de mar, terra e ar, de forma integrada e coordenada, para atingir um objetivo que seja de interesse para o país como, por exemplo, a defesa de áreas sensíveis.

O planejamento e a definição dos cenários das operações combinadas ocorrem bem antes do início efetivo do exercício. A Operação Laçador, de acordo com o Estado-Maior de Defesa, representa a fase final de um ciclo de planejamento trienal, iniciado em 2007, com a finalidade de: adestrar forças navais, terrestres e áreas em operações conjuntas;intensificar a presença do Estado e das Forças Armadas na área do exercício, ampliando a interação entre o Ministério da Defesa e os diversos órgãos de segurança e fiscalização; e apoiar a população com atendimentos de saúde e cidadania.

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FONTES: site da Operação Laçador e FAB

NOTA / ATUALIZAÇÃO:

O quadro abaixo, disponibilizado no site da operação, mostra diferenças em relação à lista de aeronaves citada no texto acima (que foi editado a partir de notícias do próprio site da operação e da FAB):

quadro aeronaves - fonte operacao lacador

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Transall C-160 do Armée de l’Air em Natal

C-160 Transall FAF 64-GQ NTL, 15nov09 - Camazano 12

vinheta-destaque-aereoNas fotos um Transall C-160 do Armée de l’Air com matrícula 64-GQ (c/n R-217), fotografado no último domingo em Natal.
Ele está apoiando o translado dos Mirage 2000 franceses que participaram da Operação Salitre no Chile, no final de outubro.

O Ministério da Defesa da França decidiu deslocar € 100 milhões do programa A400M para modernizar dez dos aviões de transporte C-160 Transall. Com essa modernização, as aeronaves permanecerão em serviço até 2018, ocasião em que o modelo completará 55 anos de serviço. Até lá, espera-se que os primeiros cargueiros A400M já estejam sendo entregues. A Armée de l’Air opera atualmente mais de 50 C-160.

Transal C-160 64-GQ - França NTL, 15nov09 - Camazano 1

Transall C-160 FAF 64-GQ NTL, 15nov09 - Camazano 5

FOTO: Camazano

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Gripen NG com pilotos da FAB

Uma estratégia coerente

vinheta-clippingO governo Lula tem demonstrado enorme pressa para aprovar o marco regulatório do pré-sal. Considera essa questão estratégica. Por coerência, também trata com urgência a compra dos novos jatos da Aeronáutica que vão proteger as plataformas da Petrobras no mar territorial, a chamada Amazônia Azul. Mas, se os caças da FAB são essenciais para a Estratégia de Defesa Nacional, o ministro Nelson Jobim também deve ser coerente ao considerar quando os novos aviões estarão voando no Brasil. Um dos concorrentes ainda é um protótipo. Optar por ele significa aguardar anos de desenvolvimento do projeto.

FONTE: Revista Isto é - Brasil confidencial –  por Octávio Costa

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Domingo Aéreo  09 PAMA-SP - F-5EM passagem - foto Nunão

vinheta-clippingO programa de modernização da frota de 46 aeronaves de combate F-5 da FAB será concluído até o fim de 2010. Segundo o Centro de Comunicação Social da aeronáutica (Cecomsaer), 72% da frota já foi modernizada e as aeronaves estão plenamente operacionais. A modernização de outras 12 aeronaves F-5 adicionais, que a FAB comprou da Jordânia, de acordo com o Cecomsaer, ainda está sendo avaliada pelo Comando da aeronáutica.

painel F5“A FAB fez um pedido de oferta à Embraer para posterior avaliação”, informou o Cecomsaer. A Embraer é a contratada principal da FAB no programa de modernização do F-5 e a Elbit foi subcontratada pela brasileira para transferir a tecnologia de software embarcado para o Brasil. O valor total do programa de modernização do F-5 está avaliado em US$ 285 milhões.

A Elbit foi uma das pioneiras no Brasil no cumprimento de acordos de “offset” (contrapartida tecnológica) e seu primeiro compromisso com a FAB foi a compra da Aeroeletrônica, em 1996. Na época a empresa brasileira estava em dificuldades financeiras e corria o risco de fechar as portas. “A Aeroeletrônica é fruto do projeto F-5BR, sendo um dos maiores exemplos de como um contrato de “offset” bem gerenciado pode produzir resultados expressivos para todo o Brasil”, disse o Cecomsaer em resposta a uma das perguntas feitas pelo Valor.

Com o treinamento de engenheiros brasileiros em Israel, a empresa conseguiu transferir parapainel C95 o Brasil a tecnologia de aviônicos e de integração de sistemas de missão para aeronaves. Atualmente, segundo a aeronáutica, 85% do valor do “offset” acordado com a Elbit já foi cumprido. A tecnologia desenvolvida para o F-5, segundo a Elbit, também já está sendo aplicada na modernização 54 aviões Bandeirante da FAB, um projeto avaliado em US$ 35 milhões.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

FOTO MAIOR: Poder Aéreo      FOTOS MENORES: Aeroeletrônica

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vinheta-clippingUma das mais importantes parceiras da Força Aérea Brasileira (FAB) no programa de modernização de suas aeronaves, a Aeroeletrônica, controlada pelo grupo israelense Elbit, decidiu instalar no Brasil um centro de excelência para o desenvolvimento e fabricação de Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs). O presidente do grupo Elbit, Joseph Ackerman, disse que o projeto do novo centro deverá consumir um investimento em torno de US$ 45 milhões e US$ 50 milhões até o fim de 2010. Ackerman esteve no Brasil na semana passada e integrou a comitiva de 40 empresários que acompanhou o presidente de Israel, Shimon Peres, durante sua visita ao país.

A Elbit já encaminhou uma proposta para a FAB de transferência da tecnologia das VANTs para a filial brasileira, instalada em Porto Alegre. “Um grupo de 10 engenheiros da Aeroeletrônica já iniciou um treinamento em várias unidades da Elbit no mundo com o objetivo de trazer essa tecnologia para o Brasil”, afirmou. O executivo ressalta que a decisão de transformar a Aeroeletrônica em uma empresa expert nesse tipo de veículo atende a uma expectativa do governo brasileiro de desenvolvimento e domínio dessa tecnologia no país.

A decisão da empresa também foi motivada pela intenção, já anunciada, do Comando da Aeronáutica de adquirir VANT para o estabelecimento de doutrina na FAB. No começo deste ano a FAB fez um pedido de informações (Request For Information – RFI) para as empresas interessadas em fornecer esse tipo de veículo para emprego em missões de reconhecimento e como plataforma intermediária de comunicação. Outro objetivo da FAB é capacitar a indústria aeronáutica para o desenvolvimento de um VANT totalmente nacional.

A Força Aérea selecionou nove empresas para receberem o RFI: as brasileiras Aeroeletrônica e Avibrás, as israelenses Elbit e IAI, a sul africana Denel, a americana Boeing, a russa Irkut, a europeia EADS-Casa e a italiana Galileu Aviônica. O Comando da Aeronáutica ressaltou, na época, que manterá o foco em aspectos relacionados às condições das ofertas de compensação comercial (“offset”) e no grau de transferência de tecnologia para a indústria brasileira.

O Brasil, segundo o executivo, figura hoje entre os três principais mercados da companhia, depois dos Estados Unidos e de Israel, por conta dos projetos e negócios que vem desenvolvendo na área de defesa e também das perspectivas de novos negócios no setor de segurança territorial, motivados pelas Olimpíadas de 2016. A empresa, que nos últimos três anos registrou faturamento da ordem de US$ 100 milhões por ano no país, prevê crescimento de mais de 30% nos resultados a partir de 2010.

“Temos uma estratégia de longo prazo para ampliar a nossa presença no Brasil em função do potencial dos projetos como o dos caças F-X2, VANTs e dos helicópteros da FAB”, ressaltou. Com faturamento de US$ 3 bilhões e 2 mil funcionários no mundo, a Elbit também tem projetos para o Brasil na área espacial, com o fornecimento de sistemas para satélites, tecnologia automobilística, programas de vigilância e segurança e sistemas eletrônicos para carros de combate do Exército.

“Não estamos esperando retorno de curto prazo. Estamos aqui para ficar e gostaríamos de ver a Aeroeletrônica não só como centro de excelência para o Brasil, mas também para outros países da América Latina”, afirmou.

A Aeroeletrônica, segundo Ackerman, está capacitada para desenvolver o software operacional e integrar os sistemas dos novos caças do programa F-X2, assim como produzir e fazer a manutenção de toda a aviônica (sistemas de controle), incluindo os sistemas de guerra eletrônica e de data link. “A nossa expectativa é que o F-X2 gere entre 60 e 80 novas contratações de engenheiros, num prazo de cinco anos.”

Esse número, segundo Ackerman, não inclui a contratação de técnicos e de pessoal de suporte, o que aumentaria o número de postos de trabalho em três vezes. Ele disse que mantém boas relações com todos os concorrentes do F-X2, mas espera que o Brasil obtenha o melhor programa para as suas necessidades específicas.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

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