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COLABOROU: Alecsander Otaniel

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F-15SE avança sobre o F-35

Há mais de uma ano, a Boeing, fabricante do F-15, tem oferecido uma aeronave furtiva chamada F-15SE (Silent Eagle). O mercado alvo é o das nações que querem tecnologia “stealth”, mas não querem pagar o alto preço do F-35 (lembrando que Boeing e Lockheed Martin são concorrentes).

O F-15SE é um F-15E com eletrônica melhor (radar e contramedidas) e uma célula ajustada para ser difícil de ser detectada por radar. A CWB (Conformal Weapons Bay) carregada nos lados do corpo da aeronave contém duas baias de armamentos.

Cada baia pode levar dois mísseis ar-ar BVR ou pequenas bombas SDB (Small Diameter Bombs). Cada um dos quatro pontos na CWD pode levar duas pequenas SDB.

Enquanto não é tão furtivo quanto o F-22, diz-se que o F-15SE é tão furtivo quanto o F-35, que custa 40% mais.

Outra opção é reconstruir os F-15E existentes para os padrões F-15SE, pela metade do preço de um novo F-15SE.

A Boeing demonstrou a furtividade da aeronave a clientes potenciais e o F-15SE, de fato,  tornou-se muito mais difícil de ser detectado.

Alguns clientes estrangeiros manifestaram interesse no F-15SE, especialmente porque os custos do F-35 continuam subindo, sem fim à vista para os aumentos.

FONTE: StrategyPage

SAIBA MAIS:

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Veja nos vídeos como funcionam os pods de guerra eletrônica russos MSP-410 ‘Omul’ e o MSP-418K, que fornecem aos caças proteção contra mísseis.

MSP-410 ‘Omul’

Pierre M. Sprey que trabalhou juntamente com John Boyd nas especificações do caça que se tornaria o F-16, publicou um trabalho chamado “Comparing a Quarter Century of Fighters – F-100 to F-18″ em 2006, no qual compara a evolução dos caças de 1950 a 1980.

No trabalho, Sprey começa citando G. Santayana, “Quem não pode se lembrar do passado, está condenado a repetí-lo.”

Ele mostra os caças a serem comparados, define o critério de comparação, estima a eficácia do caça, os resultados de testes e combate, lições aprendidas e aplicação destas lições.

No gráfico acima usado na apresentação de Sprey, pode-se ver a linha do tempo com a evolução dos caças e motores. Os caças que aparecem em vermelho foram os provados em combate até 1980. Os resultados em combate são usados quando disponíveis e e como critério de eficácia.

O autor usa o F-86 Sabre como “benchmark” para todos os outros caças.

A eficácia derivada do combate tem a seguinte prioridade:

  1. Ver o inimigo primeiro
  2. Superar o inimigo em número
  3. Manobrar melhor que o inimigo para atirar
  4. Matar o inimigo rapidamente

No primeiro ponto, o critério é “conseguir a surpresa sem ser surpreendido“, pois da Segunda Guerra Mundial até o Vietnã, de 65 a 95% das vitórias ar-ar, o inimigo abatido não soube quem o derrubou.

O segundo critério é o de superar o inimigo em número, pois por exemplo, 70 jatos Me 262 vastamente superiores foram derrotados por 2.000 caças inferiores P-47 e P-51.

O terceiro critério é, quando a surpresa falha, vencer o inimigo na tática para ganhar posição de tiro. Esse critério é sempre dominado pelo treinamento e habilidade do piloto.

O quarto critério é conseguir um abate numa oportunidade de fração de segundo, pois quanto mais aeronaves envolvidas no combate, mais fugazes são as oportunidade de tiro e mais perigosa a lentidão na obtenção da solução de tiro.

Para Sprey, desde o F-86 Sabre, os caças americanos perderam significativamente a habilidade de obter surpresa sobre o inimigo (com exceção do F-5 e do F-16), por causa do aumento do tamanho dos caças, a produção de fumaça e emissões.

O crescimento desnecessário em complexidade e custo dimimuiu o tamanho da força de combate por dólar gasto por fatores de 25 a 100, desde o F-86.

Em performance de “dogfight”, a manobrabilidade não evoluiu muito desde o F-104A. A deterioração só foi revertida com o F-15 e o F-16.

Os testes de voo de performance transiente em altos G só tiveram 3 destaques: F-86, F-5 e F-16.

Com relação à letalidade dos canhões e alcance, ela se deteriorou desde a Segunda Guerra Mundial e as metralhadoras .50 da Guerra da Coreia. A letalidade dos mísseis IR era a metade dos canhões, mesmo com o contínuo desenvolvimento desde 1948.

A Era dos caças de 1952-78

Na metade do trabalho, Sprey pergunta: o período 1952-78 produziu algum caça tão bom quanto o P-51 e o F-86?

Depois disso, ele define os caças que foram “quase tão bons” e o que eles precisavam para ser realmente bons:

Tipo Deficiências Observação
Northrop F-5E Tiger II Com 20% menos de peso poderia ter superado todos os caças americanos e estrangeiros até o F-14 O único caça bimotor a tornar-se um caça respeitável
Lockheed F-104A Starfighter (J79-19) Com 25% a mais de asa, pequena cauda, e inlet transônico, poderia bater o F-14, F-15 e igualar o F-16 Ênfase obsessiva em Mach 2 arruinou um excelente design
F-16 A adição de 3.000 libras de peso adicional e US$ 3 milhões de dólares por unidade, transformaram o F-16 de um grande caça para um “quase grande caça”. Mostrou que um projeto com único motor F100 com inlet fixo pode ter um alcance significativamente maior, maior aceleração subsônica, e melhor performance transiente que um projeto com dois motores e inlet móvel
Dassault Mirage III Com motor J79, poderia ser o melhor caça do período 1960-76 Mesma performance do F-106, com metade do tamanho
J-35 Draken Com motor J79, poderia ser o melhor caça do período 1960-76
  • Primeiro double delta
  • Primeiro delta de alta performance
  • Manobrava melhor que Mirage III e F-86

Quanto progresso em eficácia de combate foi feito desde o F-86?

Segundo Sprey, os resultados dos combates na Coreia (1950-52) produziram um “kill-loss ratio” de 14:1 dos F-86 contra os MiG-15. No Vietnã (1967-72), o F-4 Phantom obteve “kill rate” de 1:1 e 2:1 contra o MiG-21.

Em Israel (1967 e 1973), o Mirage III obteve “kill rate” melhor que 20:1 contra o MiG-21 (preferido pelos israelenses no lugar do F-4).

Na Guerra Indo-Paquistanesa (1965), os F-86 Mk. VI (comprados por US$ 100 mil cada), conseguiram “kill rate” de 6:1 contra os MiG-21, Su-7 e Hunter indianos! 90 caças F-86 + 75 outros conseguiram superioridade aérea em 7 dias contra uma força de 700 caças.

Durante a “Operation Featherduster” de testes ar-ar, o F-86 conseguiu uma vantagem de “kill rate” sobre o F-100, F-4, F-104 e F-105 e igualou o F-5 com 1:1.

Em 1977, durante os testes AIMVAL/ACEVAL, F-14 e F-15 não conseguiram atingir uma vantagem significativa contra o F-5.
Depois de 30 anos e 12 novos programas de caças, não se conseguiu produzir um design claramente superior ao F-86.

Tamanho dos caças (visibilidade)

Quanto mais baixo no gráfico, menos visível é o caça a olho nu e maior o nível de supresa em combate aproximado. Observar a posição do F-5.

Visibilidade traseira do cockipt

Melhor visibilidade, mais consciência situacional, vantagem gigantesca no dogfight. F-86 e F-16 no topo.

Velocidade cruzeiro

Maior velocidade de aproximação, maior a  surpresa no ataque.

Tamanho da força efetiva

Sortidas/dia por dólar gasto. Custo da unidade para 750 aeronaves em dólares de 1979.  No alto os caças mais baratos com mais sortidas diárias.

Fração de combustível

A fração de combustível determina a persistência do caça (peso do combustível/peso de decolagem). Os caças com quadradinho cheio têm pernas curtas.

Dogfight performance

Aceleração Ps @ 1g ou razão de subida.

Giro instantâneo à Mach 0.5

Letalidade

Número de abates por aperto de gatilho.

Conclusão

Os americanos não conseguiram converter a larga vantagem de tecnologia em motores, estruturas, aerodinâmica e microeletrônica num caça radicalmente superior aos seus competidores estrangeiros no período demonstrado.

De lá pra cá, com o advento do F-22 e o F-35, os problemas permanecem, mesmo com a tecnologia stealth e melhor eletrônica embarcada. Nenhum dos dois conseguiu superar o F-15A e o F-16A em performance.

As apostas são de que a tecnologia stealth e os novos sensores vão conseguir compensar a melhora dos dados apresentados. Será?

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O debate sobre o custo unitário do Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighter (JSF) continuou no Farnborough International Airshow, já que o programa passa por recertificação que iniciou em junho.

O gerente geral e vice-presidente do programa F-35, Tom Burbage, disse em apresentação a jornalistas em 19 de julho, que a LM ainda segue o objetivo de entregar uma aeronave de US$ 60 milhões em custo de “flyaway”. Um funcionário da LM depois confirmou ao Jane’s que este preço flyaway inclui “todos os sistemas de missão, sensores e equipamentos auxiliares de missão”.

No entanto, recentemente, em março foram anunciados os planos para o programa F-35 ser transferido de uma base “cost plus” para preço fixo.

O subsecretário americano de Defesa para Aquisição, Tecnologia e Logística, Ashton Carter, disse ao Congresso que o custo por unidade médio do F-35 aumentou de US$ 50 milhões para US$ 95 milhões, em dólares de 2002.

Dados de preços recentes para os clientes internacionais do F-35 revelam um custo por unidade ainda maior. No Canadá, por exemplo, documentos oficiais sugerem que o custo de aquisição para 65 F-35A será de US$ 8,7 bilhões, o que dá US$ 134 milhões por unidade.

FONTE: Jane’s

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No gráfico acima o F-35 dos Fuzileiros Navais americanos. O armamento interno seria usado no primeiro dia de operações e o externo a partir do segundo dia, quando as defesas do inimigo já estivessem destruídas

A propósito básico do F-35 Joint Strike Fighter (JSF) é cumprir as tarefas de ataque ao solo que agora são desempenhadas pelo F-16 Fighting Falcon, F-18 Hornet, and AV-8B Harrier.

Basicamente, o JSF foi pensando como caça-bombardeiro, para atuar em céus mais seguros que tenham sido limpos por caças de superioridade aérea como o F-22 Raptor e o F-15 Eagle.

A grande vantagem do F-35 é a grande quantidade de aeronaves que vai ser produzida, o que não pode ser feito com o F-22, pelo seu alto custo de aquisição.

O tamanho, desenho e capacidade do F-35 foram projetados pensando em missões de ataque.

O avião é primariamente um substituto para o F-16 e tem por essa razão dimensões parecidas com este. O F-22, por sua vez, é muito maior e tem tamanho comparável ao F-15, que foi projetado para substituir.

A capacidade de armas do F-35 e do F-22 são comparáveis às do F-16 e do F-15 respectivamente. Tanto o Eagle quanto o Raptor foram projetados primariamente para missões ar-ar, de superioridade aérea, com carga de mísseis ar-ar correspondente.

O F-22 tem quatro baias internas para mísseis, com duas baias laterais para mísseis AIM-9M/X Sidewinder e duas baias centrais para três mísseis AIM-120C AMRAAM cada.

O F-35, por ser uma aeronave bem menor, tem apenas duas baias internas e seis pilones externos nas asas como mostra a imagem abaixo, de duas versões do JSF, a CTOL e a STOVL. A versão naval embarcada tem uma asa muito maior.

Comparado com o JSF, o F-22 tem maior tamanho e volume interno. Entretanto, o F-22 também tem uma limitação importante: suas baias centrais foram projetadas em torno do  AIM-120 AMRAAM que tem somente 3,65 m de comprimento e envergadura máxima de 0,45m.  Essas dimensões são suficientes para as missões de superioridade aérea, mas para missões de ataque, as armas são maiores e mais largas que o AIM-120, por isso é muito difícil integrar armas ar-solo no F-22.

As únicas armas ar-solo que podem ser integradas ao F-22 são a GBU-32 JDAM guiada por GPS, que tem cerca de 3,05 m de comprimento e é baseada na bomba de emprego geral de 455kg, Mk.83 e as SDBs, que pesam cada uma 250 libras e com o triplo de alcance. Assim como as JDAMs, são guiadas por INS/GPS.

A maioria das armas ar-superfície são da classe de 2.000 libras (910kg), com comprimento em torno de 3,80 e 4,25 m, portanto muito grandes para caber no F-22.

Uma das características originais do projeto é que a estação ar-ar fica num trilho articulado, e sai quando a porta da baia se abre, como se vê na foto acima.

Com essas limitações em mente, os  projetistas do F-35 fizeram as baias internas do avião paras as armas de 2.000 libras. As armas que ditaram predominantemente seu comprimento e profundidade foram as AGM-154 JSOW e GBU-31 JDAM de 2.000 libras.

Cada baia do F-35 tem duas estações de armas, como mostrado acima. Armas ar-solo como a JSOW e a JDAM são transportadas na estação mais externa. Armas ar-ar também podem ser transportadas nesta posição, mas normalmente são transportadas na estação mais interna, que é dedicada para esta função.

Na imagem abaixo, as armas que podem ser transportadas internamente pelo F-35:

Na imagem abaixo, as armas que podem ser transportadas externamente pelo F-35:

Nos gráficos a seguir, as missões típicas das variantes CTOL da US Navy e STOVL do USMC.

FONTE: Aerospaceweb.org / Apresentações da Lockheed Martin

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Comparação entre o F-22 e o F-35

A apresentação mostrada neste post foi feita pela Air Force Association e traz alguns dados interessantes para comparar o desempenho do F-22 e do F-35. Fica claro que na USAF a função de combate aéreo é secundária para o F-35.

É preciso observar que o F-35 na USAF terá uma função bem diferente daquela que terá em outras forças aéreas. Nos EUA, o F-35 complementa o F-22 e agirá sob a cobertura deste.

No slide do envelope de voo, comparar a vantagem do supercruise do F-22 em relação ao F-35.

FONTE: Air Force Association

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A habilidade do F-35 de vencer engajamentos ar-ar está atraindo crescente atenção, com o foco dos militares dos EUA e da indústria na expansão da base de clientes do F-35 além das nações que participam do programa.

Por anos, a contratada principal Lockheed Martin parecia contente em promover as capacidades de “strike fighter” do F-35, para evitar a competição contra o seu outro grande programa de caça, o F-22 Raptor. Mas com o F-22 não sendo exportado, a Lockheed Martin parece disposta a falar das habilidades de combate aéreo do F-35 para aumentar as chances de novas vendas no mercado de caças – Japão, Turquia e Grécia.

A Lockheed Martin falou à Aviation Week que a combinação de stealth, consciência situacional multisensor, interface piloto-máquina avançada e performance aerodinâmica básica fazem do F-35 um caça crível, também. Isto é chave para vários outros clientes, que não podem pagar pelo tão falado “high-low fighter mix”, que EUA, Reino Unido e Itália estão planejando.

Mas a Lockheed Martin está focando grandemente no combate BVR (beyond-visual-range), com alcances maiores que 18 milhas náuticas, que os executivos dizem representar 62% dos combates aéreos.

Nos outros 31% dos engajamentos, o combate ficaria entre 8 e 18 milhas náuticas e somente 7% dos combates em combate aproximado, onde a célula é mais exigida.

A Lockheed Martin diz que colocou o F-35 na simulação TAC Brawler do Pentágono, para análises de combate aéreo, usando a configuração “ideal” de combate aéreo, pegando a versão F-35A CTOL, a única variante que pode puxar manobras de 9G.

A aeronave também pode atingir 55 graus de ângulo de ataque em voo trimado, enquanto a maioria dos caças (excluindo o F-18), têm limite de 30 graus. A exata performance do F-35A – conhecido como 240-4 – é classificada. Mas um padrão anterior similar (240-3) apresentou velocidade máxima de Mach 1.67; aceleração de Mach 0.8 a Mach 1.2 a 30.000 pés em 61 segundos; velocidade máxima de curva de 370 nós a 9G e 15.000 pés; e uma capacidade de curva sustentada de 4,95G a Mach 0.8 e 15.000 pés. Além disso, uma aeronave com esta performance estaria levando dois mísseis BVR AIM-120 AMRAAM na baia interna.

No entanto, esses números de performance parecem deixar o F-35 devendo no tipo de capacidade ar-ar provida por outros aviões de combate, como russo Su-30MKI e o Eurofighter Typhoon.

E mesmo pilotos de teste da Lockheed Martin admitem que o F-35, embora ofereça uma grande aceleração inicial com seu poderoso motor F135 de 42.000 libras de empuxo, começa a perder sua vantagem em altas velocidades e altitude.

Isto se deve parcialmente pela grande área frontal da aeronave, que foi projetada para permitir o transporte interno de armas – significando que na tradicional missão de interceptação de reação rápida, o F-35 pode não estar apto a se igualar aos adversários.

Não obstante, a modelagem Brawler mostrou que o F-35 poderia atingir uma razão de troca de perdas (loss-exchange ratio) melhor que 400% contra seu mais próximo competidor, de acordo com executivos da LM.  Eles tiveram escrúpulos em não nomear o competidor, mas suas tabelas de comparação indicam que é o Sukhoi Su-30 ou o Typhoon.

Esta razão de engajamento vem da combinação das características do F-35, argumentam os executivos, incluindo stealth, a performance do radar AESA APG-81, a fusão de dados dos links e a consciância situacional provida pelo sistema de abertura sintética e sensores infravermelhos e eletroóticos e medidas de apoio eletrônicas.

Entretanto, e sem discutir características específicas de performance, pilotos da Força Aérea Italiana envolvidos no programa do F-35, disseram que a performance da aeronave fica “entre o F-16 e o F/A-18, em termos de envelope de voo” – e é realmente mais perto da do F/A-18, considerando o alto ângulo de ataque e as capacidades de manobra em baixas velocidades.

O F-35A, com peso de missão ar-ar de 49.540 libras, tem uma razão potência-peso de 0.85 e carga alar de 110 libras por pé quadrado – não ideal para um “dogfighter”.  O motor F135 fornecer 42.000 libras de empuxo e funcionários da indústria sugerem que o F-35 entrando em combate aéreo com 40% de combustível interno (7.275 libras), terá razão de potência-peso de 1.09 e carga alar de 83 libras por pé quadrado. Estes dados mostram um caça ágil, embora não “top de linha”.

Ainda, uma característica chave, que os executivos da LM enfatizam, é a VLO (very low observability) projetada no JSF.  Ao passo que o F-35 pode carregar suas armas internamente, o Typhoon, Su-30, Saab Gripen ou Dassault Rafale carregam suas armas externamente, assim aumentando suas assinaturas radar e degradando suas performances ar-ar no papel. O F-35 leva também mais combustível internamente, dando-lhe mais persistência sem tanques externos que poderiam afetar sua assinatura radar.

Apesar disso, o F-35 pode ter uma fraqueza notável para o puro combate ar-ar. Primeiro, porque não foi projetado para engajamentos em alta velocidade, grande altitude e ambiente de curva sustentada. Sua capacidade de curva em alta velocidade deverá contribuir para evitar um míssil BVR adversário, porém, especialmente se as simulações ar-ar da Alemanha e Reino Unido sobre probabilidade de acerto de mísseis de médio alcance estiver correta.

Esses números fazem parte da lógica dos países que procuram o míssil MBDA Meteor para suplantar o AMRAAM. Mesmo no mundo do AMRAAM, Typhoons podem ter uma vantagem sobre o F-35, pois eles podem lançar os mísseis numa velocidade mais alta. Sukhoi Su-30 e o futuro T-50 (PAK FA) também estão sendo projetados para maximizar a performance dos mísseis ar-ar.

Finalmente, enquanto a Lockheed Martin mostra a capacidade stealth do F-35 como uma vantagem, ela tem seus inconvenientes também. A carga levada pela aeronave é limitada, pois o que se quer é preservar a assinatura de baixa-observação com o transporte interno.

Isto significa que apenas quatro AIM-120 estão disponíveis. Um estudo agora a caminho poderia aumentar para 6 mísseis. Outras armas, incuindo mísseis guiados por infravermelho, precisam ser carregados externamente, com planos para uma adaptação “stealphy” do JSF com pilones com desenho de baixa assinatura.

Mesmo assim, a assinatura radar iria aumentar, assim como o arrasto, reduzindo o potencial do F-35.

Não está claro quão críticas tais falhas percebidas são realmente. Alguns pilotos alegam que num combate aéreo, o míssil ar-ar tem mais a ver com o resultado do que o avião.

FONTE: Aviation Week & Space Technology

SAIBA MAIS:

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Numa tentativa de fazer as nações que procuram comprar caças pararem de pensar entre escolher o Typhoon ou o Joint Strike Fighter, funcionários da Eurofighter argumentam que o JSF não é um caça.

Num briefing apresentado no Farnborough Air Show, funcionários disseram que o JSF é sobretudo uma aeronave de ataque, que pode complementar as capacidades de caça do Eurofighter.

Na apresentação entitulada “O que é um caça de 5a geração? Realidade ou slogan comercial”, foi feita a definição do que é um caça. O critério apresentado inclui supercruise, operações supersônicas sustentadas, extrema agilidade, alta razão peso/potência, operações em altas altitudes e grande capacidade de mísseis.

Eles disseram que todas essas capacidades o Typhoon e o F-22 têm, mas o JSF não.

Foi argumentado também que o JSF é um avião de ataque, herdeiro do A-10 ao invés do F-16. E mais ainda, enquanto um caça ativamente procura e engaja caças inimigos, uma aeronave de ataque procura evitar o engajamento com outros caças.

A idéia de disparar e fugir não acontece, disse o ex-piloto de testes do Eurofighter, Craig Penrice.

Se alguém colocar centenas de caças contra você, o JSF não será suficiente”, disse Laurie Hilditch, chefe de requesitos futuros da Eurofighter.
Como aeronave de ataque, ele disse, o JSF é o parceiro perfeito do F-22 e do Eurofighter.

FONTE: DefenseNews

NOTA DO PODER AÉREO: essa é um discussão interessante e a Eurofighter não está totalmente errada. O próprio nome do programa F-35 é JSF (Joint Strike Fighter).

A Lockheed no seu marketing diz que o tempo do “dogfight” acabou (gostaria de saber o que John Boyd diria sobre essa afirmação) e que manobrabilidade é irrelevante.

A Eurofighter diz que o F-35 não é stealth em todos os aspectos e que é por isso vulnerável à detecção e pode ser derrotado por outros caças não-furtivos, acompanhados por AWACS.

Numa simulação interna, a Eurofighter diz que uma esquadrilha de Typhoons apoiados por um AWACS derrotaram 85% dos ataques feitos por oito F-35s armados com duas JDAMS e dois mísseis ar-ar AMRAAM.

Segundo a Eurofighter, o F-35 pode ser derrotado por CAP de interceptadores e AWACS, posicionados num ângulo de 25º a 30º da trajetória de aproximação do F-35.

SAIBA MAIS:

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Super Tucano da Fuerza Aerea Dominicana

Fotos feitas ontem no fim da tarde em São José dos Campos, de um dos três Super Tucanos da FAD, que acredita-se farão o vôo de traslado hoje para o cliente.

A FAD vai receber 8 aeronaves Embraer EMB-314 Super Tucano.

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