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Nos próximos meses, Obama, Sarkozy e Medvedev deverão visitar a Índia

Empresas dos EUA, França e Rússia fizeram suas propostas para o programa MMRCA, que visa obter 126 aviões de combate de médio porte para a Força Aérea Indiana. Espera-se agora que os presidentes desses países, em suas próximas visitas à Índia, façam lobby para essas propostas. A visita do Presidente dos EUA, Barack Obama, está agendada para novembro, seguida da visita do Presidente da França, Nicolas Sarkozy, no início de dezembro e pela do Presidente da Rússia Dmitry Medvedev, no final do mesmo mês.

Fontes disseram ao Financial Express (FE), sob a condição de se manterem anônimas, que “os seis competidores ainda serão submetidos a uma shortlist (lista reduzida). O Ministro da Defesa só pode decidir em reduzir o  número de competidores após receber o relatório do comitê de avaliação das contrapartidas (offsets) técnicas, juntamente com o relatório dos testes de campo. Depois que o Comitê de Segurança do Gabinete fizer a decisão final, haverá negociações governo a governo, num esforço para se conseguir benefícios adicionais para a Índia.”

Das empresas em disputa (veja os links sobre o MMRCA ao final da matéria para mais detalhes), a Força Aérea Indiana já realizou encontros com a Lockheed Martin, dos EUA, e com a francesa Dassault. De acordo com fontes, as propostas que cumpram as regras, a política de compras de defesa e as contrapartidas técnicas serão levadas em consideração, e a proposta de menor valor, designada L1, será selecionada como o MMRCA (medium multi-role combat aircraft – avião de combate médio multitarefa).

Todo o procedimento deverá levar aproximadamente dois meses, quando então Obama visitará a Índia. Ainda segundo as fontes do FE, “o MMRCA deverá ser a prioridade da agenda, mas diversos outros acordos pendentes deverão ser tratados, o que inclui helicópteros de porte médio, cujo RFP (Request for Proposal) poderá ser descartado. Também espera-se que a Índia solicite tecnologia de criptografia para os EUA.”

Já Nicolas Sarkozy e sua esposa Carla Bruni visitarão a Índia de 6 a 7 de dezembro e, “definitivamente, o contrato do MMRCA será discutido. Eventualmente a seleção do MMRCA será uma decisão política”, disseram autoridades. Além de assinar o pacto para o fornecimento de dois reatores, Índia e França também deverão assinar um acordo de 2,2 bilhões de dólares para a modernização da frota de Mirage da Força Aérea Indiana. Segundo fontes do Ministério da Defesa, esse acordo de modernização, que esteve pendente nos últimos dois anos devido a diferenças em relaçaõ ao custo, está pronto para ser assinado.

A França também espera a aprovação da Índia para o Maitri, míssil ar-superfície* (sic) de baixa altitude e reação rápida (Low-Level Quick Reaction Missile – LLQRM), que vem sendo desenvolvido em conjunto com a MBDA.

Já sobre o MiG-35 oferecido pela Rússia, a reportagem do FE coloca como facilidade, para o cumprimento dos requerimentos de contrapartidas industriais, o fato de já haver uma infraestrutura implantada do MiG-29, assim como uma nova fábrica para fabricar, sob licença, os motores RD-33 Série III. A venda do MiG-35 provavelmente estará na agenda de conversações, levando-se em consideração também que Índia e Rússia estão implementando diversos programas militares conjuntos, entre os mais importantes, a produção e modernização do míssil BrahMos e caças supersônicos de quinta geração.

FONTE: Financial Express FOTO: AP

*o texto original do Financial Express descreve o míssil como ar-superfície mas, na verdade, trata-se de um míssil superfície-ar (SAM).

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São José dos Campos, 24 de agosto de 2010 – A Embraer participou de cerimônia ocorrida hoje, em Santiago, no Chile, quando os Ministros da Defesa do Brasil e do Chile assinaram Declaração de Intenções para a participação do Chile no programa do jato de transporte militar KC-390. Com base neste acordo, a Empresa Nacional de Aeronáutica (Enaer), do Chile, engajase nas discussões sobre a participação no desenvolvimento do avião e no fornecimento de parte da estrutura. A declaração também marca o início das negociações visando à futura aquisição de seis aeronaves KC-390 para equipar a Força Aérea do Chile (FACH).

“Tivemos recentemente uma mostra inequívoca de apoio do governo brasileiro ao KC-390, com a declaração de intenção de aquisição inicial de 28 unidades por parte da Força Aérea Brasileira (FAB). É com grande satisfação que vemos o Chile juntar-se nesta direção”, disse Orlando José Ferreira Neto, Vice-Presidente Executivo da Embraer para o Mercado de Defesa.

“Temos um ótimo relacionamento com a Enaer e esperamos expandi-lo ainda mais por meio desta parceria, que não somente demonstra o apreço do governo chileno pelo KC-390, que consideramos um produto vencedor, mas também o interesse mútuo em integrar as bases industriais de defesa dos dois países.”

A bem-sucedida parceria industrial entre Brasil e Chile remonta à década de 1990, quando a Enaer começou a destacar-se como fornecedora de estruturas para o jato regional ERJ 145, com 50 assentos, fabricado pela Embraer. Em 2008, a FACH encomendou 12 aviões Super Tucano da Embraer para missões de treinamento tático de pilotos, todos já entregues e em operação.

“Vemos com muita satisfação e orgulho que a qualidade do trabalho realizado por nossos profissionais seja reconhecida, permitindo-nos assim participar deste novo e relevante programa de produção de uma aeronave como o KC-390”, afirmou o Diretor-Executivo da ENAER, General Pedro Bascuñan. “A participação no projeto não beneficia apenas a Embraer e a ENAER, mas a ambos países, ao gerar fontes de emprego e impulsionar o desenvolvimento industrial. A possibilidade de trabalhar conjuntamente no programa KC-390 se apresenta como uma interessante alternativa para fomentar a fabricação de estruturas aeronáuticas em nossas instalações.

Agradecemos o interesse mostrado pela Embraer de trabalhar conosco cada vez que inicia o desenvolvimento de novas aeronaves, sejam civis, comerciais ou militares.” No último mês de julho, no Show Aéreo Internacional Farnborough, na Inglaterra, a Embraer e a FAB divulgaram uma intenção de compra inicial, pelo governo brasileiro, de 28 jatos KC-390 para renovação da frota. O acordo anunciado hoje marca uma nova etapa no relacionamento entre os dois países e entre a Embraer e Enaer.

FONTE / IMAGEM: Embraer

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O ministro da Defesa, Nelson Jobim, destacou hoje a necessidade de ter uma indústria de defesa sul-americana, ao mesmo tempo em que anunciou um acordo com o Chile para a construção do avião cargueiro KC-390, projeto da Embraer e da Força Aérea Brasileira (FAB).

Em visita ao Chile, Jobim foi recebido pelo presidente desse país, Sebastián Piñera, no Palácio de La Moneda (sede do governo), e por seu par chileno, Jaime Ravinet, além do chanceler Alfredo Moreno.

Após o encontro, o ministro brasileiro informou que um dos temas da conversa foi a possibilidade de haver um grande entendimento entre os países do continente.

Em declarações à ANSA, Jobim explicou que o Brasil vive agora um novo momento com a região, para a qual “ficou de costas” por muito tempo, ressaltando ainda que atualmente foi iniciado “um entendimento” e, por isso, o subcontinente precisa ter uma posição “muito clara” nos encontros internacionais.

Sobre o tema da Defesa, ele destacou que há mudanças importantes nos ministérios chileno e brasileiro, na formação orçamentária e na gestão da indústria básica da área.

Por sua parte, Ravinet falou da importância da visita de Jobim, que, segundo ele, permite um incentivo ainda maior à colaboração e ao trabalho em uma indústria comum.

Com o programa KC-390, a Embraer e a FAB pretendem produzir um novo avião para o transporte militar ao custo de US$ 1,3 bilhão. Além do Chile, o Brasil estuda firmar parcerias estratégicas com a Colômbia e a Argentina, entre outros países. O voo do primeiro protótipo está previsto para acontecer em 2014.

FONTE: Ansalatina, via Notimp IMAGEM: Embraer

NOTA DO BLOG: confira a agenda da visita do  Ministro Nelson Jobim no Chile, conforme informações do Ministério da Defesa:

Segunda-feira, 23 de agosto de 2010

  • 11h00 – Reunião Bilateral.
  • 12h00 – Visita de cortesia ao Sr. Sebastián Piñera, Presidente do Chile.
  • 13h30 – Almoço com autoridades do Governo, Parlamentares e personalidades. (Local: Força Aérea do Chile)
  • 15h30 – Visita ao Ministro RR.EE., Sr. Alfredo Moreno.
  • 16h30 – Visita a ENAER. (Empresa Nacional de Aeronáutica).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

  • 10h00 – Visita a CECOPAC, Centro de Treinamento Conjunto para Operações de Paz no Chile
  • 16h00 – Decola para Brasília (21h20)

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Na foto acima, dois F-16 “Fighting Falcons” do 555th FS (Fighter Squadron – Esquadrão de Caça) baseados em Aviano, na Itália, fazem o táxi após pousar na Base Aérea de Kallax, na Suécia. Trata-se de uma missão de treinamento realizada em 5 de agosto, como parte de mais de 180 surtidas ar-ar e ar-terra realizadas, várias delas em conjunto com os caças Gripen suecos, da ala de Norrbotten.

Os F-16 chegaram à Suécia em 30 de julho e realizaram duas semanas de treinamento, aproveitando as facilidades do campo de testes de Vidsel Test Range, localizado a 50 milhas da base sueca. As habilidades dos pilotos, tanto no combate aéreo quanto na precisão dos ataques terrestres, puderam ser testadas em conjunto, com suecos e norte-americanos compartilhando experiências, segundo a USAF.

Nas palavras do Major Travis Swan, do 555th FS, “esse exercício, em particular, também foi importante pois permitiu a oportunidade de usar alvos com scores, numa das melhores áreas de treinamento que já vi, praticando voos a baixa altura e lançamentos de armas.”

Para o Tenente Coronel (Övlt) da Força Aérea Sueca Harri Larsson, comandante da Ala de Norrbotten, o exercício foi bom para treinar com equipes que usam outros equipamentos, outras táticas, para trabalhar o uso da língua inglesa, conferindo uma boa experiência que poderá ser usada no futuro.

“Os pilotos podem aprimorar seu treinamento, e melhoramos a interoperabilidade. Nosso governo quer que nos tornemos mais flexíveis e aptos a operar no exterior rapidamente após receber uma ordem. Assim, temos que trabalhar junto com outros países, especialmente com os EUA, que é o maior contribuidor da OTAN e das Nações Unidas. No nosso ponto de vista, é necessário trabalhar com os EUA”, disse Larsson.

Mais de 250 militares da 31st Fighter Wing (Ala Aérea) da USAF trabalharam dia após dia para preparar e carregar os F-16 do 555th FS, para as missões da manhã e da tarde.

FONTE / FOTOS: USAF

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Douglas Barrie,  Robert Wall e Michael A. Taverna - Farnborough

Londres vai decidir, em setembro, onde o machado irá atuar na Defesa, área que mais gasta na Europa e que está sob pressão cada vez maior. Graves cortes e atrasos são inevitáveis, caso os governos decidam apertar os cintos.

Liam Fox, o secretário de Estado britânico para a Defesa, utilizou os palanques do show aéreo de Farnborough para reiterar que não há, para o setor de Defesa do Reino Unido, para o Ministério, as Forças Armadas e Indústria outra alternativa senão implementar mudanças.

Fox, em uma palestra, disse à platéia de industriais da área de defesa que “o programa atual de defesa é completamente inviável, especialmente se tentarmos fazer o que precisamos fazer no futuro e, ao mesmo tempo, continuarmos os programas que iniciamos no passado.”

Berlim e Paris estão enfrentando desafios orçamentários semelhantes, estando seus planos de gastos atualmente em revisão. Os programas pan-europeus atingidos pela crise incluem o Airbus Military A400M, cujas negociações contratuais deverão se arrastar até o quarto trimestre.

Londres planeja tornar públicos os resultados da sua revisão da Estratégia de Defesa e Segurança (“Strategic Defense and Security Review – SDSR”) no final de outubro. O resultado das deliberações em todas as três capitais europeias terá ramificações de longo alcance para a defesa do Continente e para a indústria aeroespacial.

Fox está requerendo que o Governo renove também a Estratégia Industrial de Defesa (“Defence Industrial Strategy – DIS”) após concluir sua revisão estratégica. Ele diz que um documento de consulta sobre a estratégia deve ser publicado ainda este ano, com a DIS sendo completamente revista, em sequência, no outono de 2011.

A estratégia industrial foi lançada em dez 2005, com expectativas de que seria atualizada em 2007/2008. Nos últimos 24 meses, como a necessidade de uma revisão da Defesa do Reino Unido tornou-se cada vez mais clara, qualquer modificação da DIS faria sentido apenas após a revisão da estratégia de Defesa. A Indústria, porém, quer ver os dois documentos publicados, se possível, ao mesmo tempo.

Ian King, diretor executivo da BAE Systems e presidente do Conselho da Indústria de Defesa, diz que “uma nova DIS é fundamental.” Complementando o discurso de Fox, King disse que havia “necessidade de uma estratégia clara, coerente.”

Comentando sobre o esforço relativo à SDSR, Fox advertiu que, “sem contenção de custos nos programas atuais, não temos outra opção a não ser realizar cortes nos programas em curso ou reduzir o investimento em programas futuros.”

Embora o Governo não tenha identificado programas específicos como vulneráveis, Fox destacou que “temos de reduzir o número de frotas diferentes que fornecem a mesma capacidade, porque não podemos nos dar ao luxo e suportar múltiplas cadeias de abastecimento, a formação da infraestrutura e os custos associados.”

Fox, na semana passada, usou o exemplo da frota de transporte aéreo da Royal Air Force, que, segundo os planos atuais, irá adicionar o A400M às aeronaves Boeing C-17 e Lockheed Martin C-130J já em serviço. No Parlamento, já foi sugerido que o C-130J poderia ser retirado de serviço com antecedência em relação à data prevista de 2030.

Um aspecto de discussão, no entanto, é saber se o A400M será capaz, devido ao seu tamanho, de cumprir requisitos das forças especiais ora atendidos pela frota de Hércules. Um número cada vez menor C-130K provê atualmente essa capacidade, que está em vias de ser transferida para parte da frota de C-130J.

Uma retirada de serviço antecipada para as frotas de Harrier GR9 e Tornado GR4 também está sendo considerada. O futuro em longo prazo das aeronaves Typhoon Tranche 1 da Força Aérea também pode ser analisado, dado que esta versão vai exigir uma modernização de “meia-vida” no final desta década.

A Alemanha também está estudando efetuar cortes no número de aeronaves e helicópteros, uma vez que luta com o seu orçamento de defesa. Políticos italianos, entretanto, indicaram que a Itália é a mais recente nação que está planejando abandonar a produção do Tranche 3B.

Apesar de que a SDSR possa ser um “bastão” na área financeira, Fox está oferecendo para a indústria uma “cenoura”, com o apoio do Governo na área da exportação. A parte governamental do acordo a ser alcançado, disse Fox, é que “o Governo britânico vai apoiar a Indústria de defesa do Reino Unido como um ativo estratégico; vamos apoiar o esforço de exportação com um programa ativo e inovador na diplomacia da defesa.”

Comentando sobre o A400M, Louis Gallois, CEO da EADS, disse que acredita que a indústria terá que esperar mais alguns meses antes de que um seja estabelecido um novo contrato para o Projeto.

Em março, os governos parceiros e representantes da Indústria chegaram a um acordo sobre o caminho a seguir relativo aos três anos de atraso e ao orçamento ultrapassado do Projeto, mas isso ainda não foi traduzido em ações concretas. A Airbus Military estava esperando que um novo contrato pudesse ser estabelecido em meados deste ano, mas isso não aconteceu.

Gallois não acredita que um contrato possa ser concluído antes do outono. As negociações continuam e, segundo ele, todos estão aderindo aos termos do acordo de março, embora advirta que isso pode mudar.

O ambiente orçamentário cada vez mais sombrio também está forçando as empresas a repensar estratégias. Por exemplo, a EADS deverá intensificar os esforços para globalizar, diz Stefan Zoller, CEO da Divisão de Segurança e Defesa daquela empresa.
Gallois sugere um prazo para a discussão, ressaltando que terão provavelmente 3 a 4 anos difíceis pela frente.

Não se sabe quão profundamente a crise do orçamento europeu vai afetar a EADS e os mercados de defesa em geral.

Os cortes no orçamento da defesa do Reino Unido podem chegar a 20%. A Alemanha está-se preparando para reduzir pelo menos 4 bilhões de Euros (US$ 5,1 bilhões) e a França prevê uma redução de 3 a 5 bilhões de Euros. A Espanha visa uma redução de mais de 6% nos gastos.

Mas Zoller observa que “é evidente que os mercados europeus vão diminuir ou ficar estáveis, na melhor das hipóteses.” Como resultado, “temos que ir onde está o dinheiro, e o dinheiro está em todo o Mundo”; diz ele, referindo-se à Índia, ao Brasil e ao Oriente Médio.

“Eles têm um grande mercado em desenvolvimento”. Para o seu negócio, Zoller diz que isto significa que “temos de ser mais globais e temos que fazer isso mais rápido do que havíamos imaginado”. “Para ser bem sucedida, a indústria deve-se concentrar na construção de acordos com empresas e países, para ajudá-los a fazer crescer as respectivas capacidades industriais”.

Zoller também espera que as empresas dos Estados Unidos passem a perseguir esses mercados de forma mais agressiva, uma vez que as despesas do Pentágono estão estacionando.

Quanto aos mercados europeus, Zoller diz que, em curto e médio prazo, serão turbulentos, na medida em que os orçamentos e as forças são reestruturados. No entanto, ele vê um resultado global positivo. “A reestruturação atual das forças irá, no longo prazo, apoiar o nosso negócio”, pois levará a clientes saudáveis.

No entanto, ele observa que “temos de gerenciar os efeitos imediatos, interinos.”

A Alemanha pode ter cortes significativos em suas forças armadas como, também, enfrenta problemas com orçamento.

Gallois sugere que o foco sobre os serviços poderá contribuir para atenuar as pressões orçamentais de curto prazo. “Eu acho que podemos propor soluções inovadoras para permitir aos governos economizar dinheiro, mas, ao mesmo tempo, proporcionando a capacidade que precisamos.”

Enquanto isso, o Ministério da Defesa da França enfrentará um corte de curto prazo de 3,5 bilhões de Euros, durante os próximos três anos, para ajudar a reduzir o crescente déficit do país. Embora este corte seja inferior àquele de 5 bilhões de Euros inicialmente previsto, ele será orientado diretamente ao hardware. Além disso, um desempenho econômico inferior ao esperado poderá aumentar este montante mais tarde, alertam executivos do setor.

O consenso é de que pelo menos algumas compras de alto valor serão adiadas, e programas existentes terão prazos dilatados.

O ministro da Defesa francês, Herve Morin, disse a uma Assembléia Nacional de Defesa, em 7 de julho, que o programa para o reabastecedor multitarefa (MRTT); a modernização dos Mirage 2000D; a atualização do sistema de comando e controle aéreo (SCCOA); juntamente com a rede de satélites de inteligência de sinais CERES, estariam entre os programas suscetíveis de adiamento.

Todos esses sistemas são cobertos pelo plano plurianual de gastos de defesa 2008/2013 e pelo livro branco de defesa de 2007 no qual aquele se baseia.
Funcionários da Defesa insistem que o Ministério vai fazer todo o possível para preservar as prioridades do livro branco e informam que a decisão final não é esperada antes de setembro/outubro, quando a proposta de orçamento para o próximo ano deverá ser apresentada.

A Força Aérea Francesa diz que a modernização do Mirage 2000D, que se destina a fornecer à aeronave uma capacidade ar-ar e prolongar a sua vida para 2025, é necessária para manter a capacidade mínima de aeronaves de combate. Apenas 83 caças de nova geração Rafale estarão disponíveis em 2013 e em torno de 130 no final da década.

Um atraso no MRTT pode ser politicamente muito sensível, pois pode afetar a capacidade da França para reabastecer seus aviões de ataque nuclear.

FONTE: Aviation Week / TRADUÇÃO: Justin Case

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O jornal de negócios francês La Tribune noticiou, segundo informe da Reuters Africa desta sexta-feira, 23 de julho, que o acordo para a venda de 14 caças Rafale para a Líbia poderá ser concluído antes de 11 de agosto – ou seja, antes do início do Ramadan. A reportagem do La Tribune também informou que representantes da Dassault, da Thales e da MBDA estiveram em Trípoli por duas semanas para negociar grandes contratos de armamentos.

Uma fonte do jornal afirmou que as negociações estão indo bem, mas que afirmar quando o acordo será assinado é como “ler folhas de chá”. Já outra fonte afirmou que o Coronel Gaddafi prometeu à França que compraria o Rafale de qualquer forma, e que o acordo seria concluído antes do início do Ramadan.

Já a conclusão da venda do Rafale para os Emirados Árabes Unidos, segundo o jornal, é esperada o início de outubro e não para antes do Ramadan, como a Dassault esperava. No mês passado, o Ministro da Defesa da França disse que o acordo para a venda da aeronave aos Emirados estava sendo finalizada, negando que o custo das melhorias no Rafale tivessem subido.

FONTE: Reuters Africa FOTO: Armée de l’air

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O programa ‘Peace Cesar’, que desde 2003 vem preenchendo uma lacuna na Força Aérea Italiana (Aeronautica Militare) entre a desativação dos F-104 ASA-M e o reequipamento com o Eurofighter Typhoon, está chegando ao fim.

A Aeronautica Militare divulgou fotos do final do mês passado, em que aeronaves F-16 provenientes do 37º Stormo, em Trapani, foram trasladadas de volta aos EUA. A primeira formação decolou em 21 de junho para chegar no dia 24 a Tucson, no Estado de Arizona (EUA), após várias escalas e reabastecimentos em voo.

A entrega das aeronaves se deu na Base Aérea de Davis-Monthan, sede do 309° AMARG (Aerospace Maintenance and Regeneration Group), onde são estocados aviões excedentes para fornecimento a países aliados e eventual volta ao serviço nas Forças Armadas dos EUA.

O traslado foi apoiado por um C-130 J da 46ª Brigada Aérea de Pisa, que forneceu suporte logístico e de manutenção durante as escalas, além de assistência para eventuais necessidades de Busca e Salvamento.

Esta primeira fase do término do programa deverá ser completada em julho, com a partida de uma segunda formação de F-16. O programa ‘Peace Cesar’ tem seu final previsto para junho de 2012.

No início de junho, a Aeronautica Militare já havia divulgado o encerramento das operações do F-16 no 5º Stormo (da Base Pisignano di Cervia), que entregou suas aeronaves para o 37º Stormo, em evento realizado em 4 de junho e que é ilustrado pela foto mais abaixo. O 5º Stormo vinha empregando o caça norte-americano desde janeiro de 2004, e está se preparando agora para mudar de missão: segundo informe da Aeronautica Militare, a unidade deverá se dedicar a missões SAR (Search and Rescue – Busca e Salvamento), sendo reequipada com helicópteros.

Agora, o 37º é a última unidade a operar o F-16 na Força Aérea Italiana, compartilhando com os Eurofighter Typhoon do 36º Stormo (de Gioia del Colle) e do 4° Stormo (de Grosseto) as missões de alerta em proveito da defesa do espaço aéreo italiano e no âmbito da OTAN.

Leia mais a respeito do programa ‘Peace Cesar’ no primeiro link da lista a seguir, e veja mais matérias sobre, a defesa aérea da Itália, a cargo de caças Typhoon e F-16, nos outros links. Veja também links sobre o 309° AMARG, destino dos F-16 deste matéria.

FONTE / FOTOS: Aeronautica Militare (Força Aérea Italiana)

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Os fabricantes de aeronaves russos MiG e Sukhoi manifestaram-se contra a venda de motores a jato para a China, citando a ameaça de forte competição dos modelos mais baratos de caças chineses.

A Rosoboronexport planejou assinar um contrato com a China para a venda de 100 motores RD-93 para os caças FC-1, que são competidores diretos do MiG-29 Fulcrum no mercado de exportação.

Mikhail Pogosyan, chefe das corporações MiG e Sukhoi, disse que a reexportação de tecnologias precisa ser aprovada pelos fabricantes originais para evitar a competição desleal.

O FC-1 Xiaolong (Dragão Feroz) é um caça multifunção monomotor desenvolvido conjuntamente pela China e Paquistão. Ele é designado JF-17 pelos paquistaneses.

Uma fonte da indústria aeronáutica russa disse que o FC-1 é inferior ao MiG-29 em performance, mas custa apenas US$ 10 milhões, ao passo que o MiG-29 é de US$ 35 milhões.

O MiG-29 atualmente concorre com o FC-1 no Egito para a entrega de 32 caças. Além disso, o Egito iniciou negociações com o Paquistão para produção sob licença do FC-1.

O Serviço Federal Russo para Cooperação Técnico-Militar aprovou a reexportação dos motores RD-93 para o Egito como parte do pacote do FC-1 em novembro de 2007.

A Rosoboronexport disse que a decisão de reexportação de tecnologia é feita pelo Governo e que os fabricantes nunca foram consultados sobre a questão.

Os fabricantes de armas russos também estão enfrentando uma competição crescente da China em outros mercados de armas.

O sistema russo S-300 e o chinês HQ-9 de defesa antiaérea estão competindo na Turquia desde 2007. Veículos blindados de transporte estão competindo na Indonésia.
Em 2009, Myanmar escolheu o MiG-29 no lugar dos J-10 e FC-1 chineses.

A Rússia acusa a China de produzir cópias piratas dos seus sistemas de armas, incluindo o caça Su-27SK, em violação aos acordos de propriedade intelectual.

FONTE: RIA Novosti

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Os dois pilotos morreram na queda, no retorno de uma missão de treinamento

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vinheta-clippingDois pilotos da Força Aérea da Coreia do Sul (Republic of Korea Air Force – ROKAF) morreram na resgate corpo piloto sul coreano acidente F-5 18 jun - Reutersqueda de um caça F-5, no retorno de uma missão de treinamento nesta sexta-feira, 18 de junho. Há três meses, outros dois jatos do mesmo tipo tiveram um acidente com vítimas fatais, colidindo com uma montanha (veja link abaixo desta matéria).

Uma autoridade do Ministério da Defesa da Coreia do Sul ressaltou que não acredita que a Coreia do Norte, apesar de acusada pelo país de ser responsável pelo afundamento de uma corveta sul-coreana em março, esteja envolvida com esse incidente.

O último contato radar do F-5 foi a 1,8 km de uma base aérea da costa leste do país, quando desapareceu durante um treinamento matutino. Os corpos dos dois pilotos foram resgatados e as causas do acidente estão sob investigação.

FONTE / FOTO: Reuters

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j-10

Hu Jintao disse ao líder Kim Jong-il que o país protegerá a Coreia do Norte em caso de ataque

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vinheta-clippingSEUL – A China rejeitou um pedido do líder norte-coreano, Kim Jong-il, para que Pequim enviasse ao regime comunista de Pyongyang de forma gratuita vários aviões caça J-10, informou nesta quinta-feira, 17, o jornal sul-coreano Chosun Ilbo.

O jornal, que cita uma importante fonte da Coreia do Norte, assegurou que o dirigente norte-coreano fez o pedido ao presidente da China, Hu Jintao, durante a viagem que realizou à China entre os dias 3 e 7 de maio.

Hu disse a Kim que China protegerá a Coreia do Norte em caso de um ataque, e assegurou que o país não precisa possuir este tipo de armamento, acrescenta o jornal, de linha editorial conservadora e normalmente crítico ao regime de Pyongyang.Os aviões de combate J-10 pertencem à última geração de caças desenvolvida pela China.

A negativa de Pequim ao pedido pode ter feito com que Kim antecipasse seu retorno a Pyongyang em um dia.Um refugiado norte-coreano de alta categoria citado pelo jornal indicou que Kim Jong-il poderia estar sentindo a ameaça de um possível ataque militar por parte de Coreia do Sul e Estados Unidos por conta do afundamento em março do navio de guerra sul-coreano Cheonan, após as acusações formais a Pyongyang.

Outro refugiado, ex-membro do Exército norte-coreano, assinalou que as Forças Aéreas do país comunista são muito inferiores às da Coreia do Sul, que possui caças F-15 e F-16.

Kim Jong-il viajou à China em busca de apoio econômico e diplomático do Governo de Pequim, o maior aliado de Pyongyang, em meio à crescente tensão entre as duas Coreias pelo caso do Cheonan.

Uma equipe internacional de investigadores revelou em 20 de maio que o afundamento, que causou a morte de 46 marinheiros sul-coreanos, foi causado por um torpedo norte-coreano, embora a Coreia do Norte negue sua participação no fato.

O Conselho de Segurança da ONU estuda uma resposta internacional contra Pyongyang, que acusa Seul de ter inventado o resultado da investigação internacional e ameaçou realizar ações militares caso as Nações Unidas imponham sanções.

FONTE: EFE, via Estadão

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Ministra argentina também falou sobre participação no programa KC-390

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vinheta-clippingA Força Aérea do Uruguai se mostrou interessada na compra de dois modelos de aviões elaborados por uma fábrica militar argentina, nacionalizada após uma década em mãos da americana Lockheed Martin, informaram hoje fontes oficiais.

“A Força Aérea uruguaia manifestou seu interesse por duas versões do Pampa”, uma de interceptação e outra de treinamento avançado, afirmou hoje a ministra de Defesa argentina, Nilda Garré, em declarações a rádios locais.

Ela antecipou que o Governo estará em condições de oferecer esses dois modelos de aeronaves “dentro de um ano e meio ou dois”. Segundo ela, será impulsionado “todo projeto viável para a recuperação da indústria aeronáutica” local.

Esses aviões são produzidos na Fábrica Militar de Aviões da cidade argentina de Córdoba (centro do país), nacionalizada no ano passado depois de o Senado transformar em lei um projeto que autorizou o Estado a comprar as ações da empresa que pertencia à americana Lockheed Martin.

Garré também destacou o acordo que o Governo argentino mantém com o Brasil para que a Embraer forneça 20 aviões à companhia aérea Aerolíneas Argentinas, em processo de desapropriação da espanhola Marsans.

Como parte deste acordo, assinado no ano passado pelos dois Governos, a Embraer produzirá partes dessas aeronaves na Fábrica Militar de Córdoba.

O convênio representa para companhias aéreas gastos de US$ 600 milhões, valor que será 85% financiado por um crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A ministra indicou também que “está avançando” o acordo com a Embraer para se associar na produção do avião de transporte militar C-390.

“O concreto é que estamos interessados em nos associar a este projeto porque definitivamente será um avião para a região”, manifestou Garré.

FONTE/FOTO: EFE, via portal Terra/FAA

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