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Adidos militares no Chile conhecem aeronaves da II Brigada Aérea - foto FACh

Em 5 de junho, os “Agregados Aéreos y de Defensa” (adidos militares) de diversos países que cumprem funções no Chile tiveram a oportunidade de visitar a II Brigada Aérea da Força Aérea do Chile (FACh), na Base de Pudahuel. Recebidos pelo comandante da unidade, gerneral de Brigada Aérea (A) René Sánchez Díaz, assistiram a exposição do comandante de Grupo (TI) Gonzalo Cárdenas, visitando também o hangar estratégico.

Adidos militares no Chile conhecem aeronaves da II Brigada Aérea - foto 2 FACh

Adidos militares no Chile conhecem aeronaves da II Brigada Aérea - foto 4 FACh

A II Brigada Aérea executa operações aerotáticas, de Defesa Aérea e apoio administrativo e logístico, tendo também a seu cargo o Serviço de Busca e Salvamento Aéreo que coordena as atividades em sua região (entre Vallenar e Los Ángeles). Sua principal tarefa é o transporte estratégico institucional, assim como a execução de operações aéreas de resgate e ajuda à comunidade em âmbito nacional e internacional. Também é a sede da Escola de Pilotos de Helicópteros e da Escola Tática de Defesa Antiaérea, tendo também a responsabilidade de treinar as Forças Especiais da FACh.

Adidos militares no Chile conhecem aeronaves da II Brigada Aérea - foto 3 FACh

FONTE / FOTOS: Força Aérea do Chile (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em espanhol)

NOTA DO EDITOR: o Grupo de Aviação nº9 da FACh, que opera helicópteros Bell 205 (UH-1H), Bell 206B (JetRanger) e Bell 412 faz parte da II Brigada Aérea, e foi tema de reportagem na revista Forças de Defesa número 7.

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maquete treinador basico da UNASUL

vinheta-clipping-aereoBogotá – O avião militar de treinamento básico e primário, que está sendo desenvolvido em conjunto pelos países que integram a União de Nações Sul-Americanas (Unasul), ficará pronto até 2016, disse hoje (16) o vice-ministro argentino da Defesa, Alfredo Waldo Forti, durante a abertura da 8ª Reunião da Instância Executiva do Conselho de Defesa do grupo em Lima, no Peru.

“Avançamos no tema e um esquema de trabalho foi estabelecido e aprovado pelos ministros. Todos os países que têm recursos próprios estão se oferecendo para fabricar diferentes partes da aeronave. É um avião de uso futuro”, declarou Forti à Agência Andina.

O avião será batizado de Unasul 1 e, segundo o vice-ministro, estará disponível para venda aos países membros, em 2017. Os testes serão coordenados pela Argentina. O custo do avião ainda não foi anunciado. Segundo Forti, o principal modelo terá nove horas de autonomia de voo.

Em um primeiro momento, o avião deverá atender à demanda das Forças Armadas dos países da Unasul, mas depois poderá ser comercializado com outras nações. O estatuto de criação do comitê consultivo que vai supervisionar a montagem do avião foi firmado em abril do ano passado, durante a Feira Internacional de Defesa e Segurança, no Rio de Janeiro.

assinatura formacao do comite consultivo do treinador da UNASUL

FONTE: Agência Brasil (reportagem de Leandra Felipe, com informações da Agência Andina, a Agência pública peruana de Informações)

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MQ-9 Reaper - foto 2 USAF

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França aguarda o mais rápido possível as primeiras duas entregas de drones Reaper não armados

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Segundo reportagem do site Defense News publicada na sexta-feira, 17 de maio, a França espera que os Estados Unidos aprovem o embarque rápido de dois drones de vigilância Reaper, após ter enviado uma requisição formal no início de maio. As informações são de fontes francesas e norte-americanas.

A carta recebida por autoridades dos EUA solicitava a entrega de duas aeronaves e uma estação em terra até o final deste ano, e os dois veículos aéreos não tripulados serão desviados da linha de produção para permitir uma entrega acelerada à França, destinada a servir na missão no Mali, segundo a fonte americana, que acrescentou: “Isso é bastante raro. É um sinal de amizade e colaboração entre os Estados Unidos e a França.”

Essa abordagem refelete a preocupação do secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, segundo o consultor Robbin Laird da ICSA de Washington.

A aquisição do primeiro lote dos drones não-armados Reaper, produzidos pela General Atomics, sela um debate de longo tempo e de cunho político sobre qual modelo a Força Aérea Francesa usará, visando preencher uma lacuna em sua capacidade de aeronaves não tripuladas de reconhecimento de grande autonomia e média altitude.

MQ-9 Reaper - foto 3 USAF

O acordo do Reaper visa impulsionar capacidades militares, embora um orçamento apertado signifique que a França vai cortar encomendas do caça Rafale e de fragatas multimissão, deixando aberta a porta para adquirir um veículo blindado “de prateleira”.

Esses dois drones Reaper são um primeiro lote de uma encomenda de 12 UAVs de vigilância de teatro de operações, citada no Livro Branco de Defesa francês publicado em 29 de abril. Mas, segundo uma fonte norte-americana, a carta de pedidos francesa fala em até 16 aeronaves. O importante é receber os dois primeiros para resolver a lacuna, segundo a fonte francesa, para numa segunda fase receber mais exemplares no final de 2015 ou início de 2016.

A intervenção francesa no Mali mostrou uma necessidade urgente de um drone de alta velocidade e grande autonomia para prover cobertura na parte norte do país. O Governo Francês vai manter aproximadamente 1000 militares de operações especiais na região, como parte de sua campanha contrainsurgência, após trazer de volta a maior parte dos soldados enviados à chamada missão “Serval”.

O orçamento para os drones é de cerca de 250 milhões de dólares, que pode ser comparado ao 1 bilhão de euros (1,3 bilhão de dólares) que custaria o desenvolvimento de um UAV de média altitude e longa autonomia europeu, como foi proposto pela Dassault Aviation francesa e a BAE Systems britânica. A indústria francesa fez lobby contra a compra nos EUA, planejada como uma medida temporária, temendo que esta se tornasse permanente.

MQ-9 Reaper - foto USAF

FONTE: Defense News (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Força Aérea dos EUA (USAF)

NOTA DO EDITOR: o MQ-9 Reaper é mais conhecido pelo seu papel de “hunter-killer”, ou seja, armado. Porém, a reportagem faz referência ao fornecimento de drones Reaper não armados à França.

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Comandante de Operações Aéreas da Força Aérea Israelense voa T-346 na Itália - foto Força Aérea Italiana

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General brigadeiro Amikam Norkin também voou no helicóptero AW-139 e experimentou o simulador do avião de transporte C-130J

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Em nota divulgada na última segunda-feira, 13 de abril, a Força Aérea Italiana informou sobre a visita à Itália do general brigadeiro Amikam Norkin, comandante de Operações Aéreas da Força Aérea Israelense. Na visita, realizada entre os dias 29 e 30 de abril, no âmbito do plano de cooperação entre as duas forças aéreas, o comandante voou o jato treinador T-346 (designação militar do Alenia-Aermacchi M-346 Master), experimentou o simulador do avião de transporte C-130J, operado pela Itália, assim como o helicóptero Augusta-Westland AW-139.

No primeiro dia da visita, Norkin foi recebido pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea Italiana, General de Esquadra Aérea Pasquale Preziosa, e pelo comandante do 3° “Reparto dello Stato Maggiore Aeronautica”, generale de Brigada Aérea Gianni Candotti. A delegação visitou a Base Aérea de Pratica di Mare, o Centro Experimental de Voo e o 14° Stormo.

Comandante de Operações Aéreas da Força Aérea Israelense voa T-346 na Itália - foto 2 Força Aérea Italiana

No dia seguinte, a delegação seguiu para o complexo industrial da Alenia-Aermacchi em Venegono Superiore. Lá, o comandante Norkin pôde voar o jato de treinamento avançado  T-346, aeronave que a Força Aérea Israelense encomendou 30 exemplares. Também voou o helicóptero Agusta-Westland AW-139, no vizinho heliporto de Vergiate.

Por fim, a delegação visitou a Base Aérea de Pisa, sede da 46ª Brigada Aérea, onde o general brigadeiro israelense conheceu a transição que a Força Aérea Italiana realizou do avião de transporte C-130H para a versão C-130J. A Força Aérea Israelense deverá fazer a mesma transição a partir do próximo ano, e o comandante Norkin aproveitou a visita para experimentar pessoalmente o simulador do C-130J.

Comandante de Operações Aéreas da Força Aérea Israelense em simulador de C-130J na Itália - foto Força Aérea Italiana

FONTE / FOTOS: Força Aérea Italiana (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em italiano)

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SK 60 - Saab 105 - foto Força Aérea Sueca

Entre os dias 13 e 17 de maio, conforme nota divulgada pelo Departamento de Defesa da Suíça, uma delegação da escola de pilotos da Suécia efetua uma visita à Base Aérea de Sion, da Força Aérea Suíça. Quatro jatos de treinamento Saab-105* foram deslocados, acompanhados de uma aeronave de transporte, com um total de 20 participantes da delegação sueca.

No programa da visita, estão previstos treinamentos conjuntos e troca de experiências. A visita é uma retribuição de outra, realizada à Suécia por pessoal e aeronaves da escola de pilotos da Força Aérea Suíça em setembro de 2012, para uma semana de treinamento.

A escola suíça atualmente baseada em Vallese, que utiliza turboélices PC-21, acompanhará a delegação sueca. Na agenda, estão voos com equipagens mistas (suecas e suíças) para apresentação dos respectivos meios de instruções. Um acordo técnico (MoU – memorando de entendimento) para atividades comuns de instrução entre Suíça e Suécia constituem a base legal deste intercâmbio.

FONTE: Departamento de Defesa da Suíça (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em italiano)

FOTO: Força Aérea Sueca

*NOTA DO EDITOR: a denominação da aeronave na Força Aérea Sueca é SK60. Para ver mais imagens e saber mais sobre este jato treinador sueco, assim como sobre o turboélice de treinamento PC-21 suíço, também citado na matéria, clique nos links abaixo.

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Ministro da Defesa Celso Amorim - foto Nunão - Forças de Defesa

Na audiência pública realizada hoje no Senado, o ministro da Defesa Celso Amorim, respondendo à pergunta da senadora Ana Amélia (PP/RS), confessou haver uma decepção com países europeus que ficaram contra o Brasil na votação pela direção da OMC, em que foi eleito o brasileiro Roberto Azevêdo apesar dos votos contrários desses países.

O ministro disse que trabalhou por anos na construção de parcerias estratégicas junto a países europeus, os quais não quis citar nominalmente. Devido a todo esse trabalho para construir essas parcerias, o ministro confessou que havia um incômodo e uma decepção com a postura dos países que votaram contra o candidato brasileiro à presidência da OMC.

Amorim procurou deixar claro que não há uma relação direta entre esse tema e a compra dos caças (programa F-X2), mas que parcerias estratégicas não podem estar resumidas apenas a compras de equipamentos e transferências de tecnologias.

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A OMC e os caças

A diplomacia brasileira repetia ontem “Bye Bye Rafale”. O mesmo valia para o Gripen. A ativa e agressiva campanha de França, Reino Unido e Suécia contra a candidatura do Brasil na OMC deve pesar quando, finalmente, sair a compra de aviões caças para aparelhar as forças armadas.

FONTE: Panorama Econômico/O Globo

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USN Super Hornet 135 na AFA - foto Poder Aereo - Poggio

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Ou uma eventual revisão de parcerias europeias devido à hostilidade com o Brasil, na votação da Organização Mundial do Comércio, viraria mais um motivo para continuar adiando o F-X2? Veja abaixo reportagem do Valor Econômico sobre a questão na OMC e as parcerias estratégicas na Europa

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vinheta-clipping-aereoAção europeia na OMC contra Azevedo ameaça parcerias estratégicas com Brasil

A forte campanha movida pelos governos do Reino Unido e da França contra o candidato brasileiro à direção-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevedo, revelada ontem pelo Valor, leva autoridades em Brasília a falar em revisão da “aliança estratégica” com esses dois países. Com informações de que, já na primeira rodada de votações em Genebra, o governo britânico teria tentado vetar a permanência de Azevedo na disputa, os ministros de Relações Exteriores, Antonio Patriota, e do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, falaram do desconforto brasileiro ao ministro do Comércio britânico, Vince Cable, que, na semana passada, chefiou uma delegação empresarial ao Brasil.

O governo brasileiro admite que os países com quem tem alianças votem em outros candidatos, mas fazer campanha contra e tentar bloquear a candidatura de Azevedo foi visto como um ato hostil ao Brasil, segundo comunicaram as autoridades de Brasília diretamente ao alto escalão do governo do Reino Unido.

No encontro com Patriota e Pimentel, Vince negou que tenha havido um esforço contra o brasileiro. Informações de Genebra dão conta, porém, de que a diplomacia britânica trabalhou para que, em lugar de Azevedo, segundo nas preferências, fosse levada à fase seguinte de votações a candidata da Indonésia Mari Pangestu, terceira mais votada pelos governos da OMC.

A intenção dos britânicos era fazer com que o único latino-americano a seguir na disputa fosse o mexicano Hermínio Blanco, preferido de uma parte dos países europeus por seu histórico de defesa do livre comércio.

“Sabemos agora quem são nossos amigos na Europa”, comentou, reservadamente, um integrante do governo que acompanha de perto as negociações para a sucessão do francês Pascal Lamy, cujo mandato acaba em agosto. Uma autoridade brasileira chegou a lembrar, ao Valor, que os países europeus com maior resistência à candidatura brasileira são, exatamente, os três com interesses em negócios na área de defesa com o Brasil: França, Inglaterra e Suécia.

Rafale - foto 5 Galante - Poder Aéreo

Gripen NG Demo decolando de Malmen - foto 5 Alexandre Galante - Poder Aéreo

Os suecos e franceses disputam o fornecimento de caças para a Força Aérea Brasileira, e os britânicos negociam o fornecimento de fragatas para a patrulha do litoral brasileiro, negócio calculado em US$ 4,5 bilhões. O maior programa na área de defesa, atualmente, é o da construção de submarinos, com a França.

Oficialmente, o governo nega qualquer intenção de responder bilateralmente ao veto a Azevedo. Mas uma prova de a disputa na OMC já começa a ter reflexos sobre as relações comerciais é o fato de o tema ter sido levado à reunião com o secretário de Comércio britânico, que foi a São Paulo e Recife com uma delegação de empresários das áreas de portos e construção naval.

EDA 60 anos - Super Hornet apresentação 1 domingo - foto Nunão - Poder Aéreo

FONTE: Valor Econômico, via Notimp (reportagem de Sergio Leo)

COLABOROU: Penguin

NOTA DO EDITOR: o título e subtítulo são do Poder Aéreo, com o objetivo de perguntar aos leitores suas opiniões sobre o tema. O título da reportagem original do Valor Econômico é o que vem em seguida: “Ação europeia na OMC contra Azevedo ameaça parcerias estratégicas com Brasil”.

Eurofighter Typhoon - foto BAE Systems

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Editorial do jornal The Guardian critica negociações de armas entre Reino Unido e os Emirados, em meio a problemas destes com direitos humanos

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Nesta segunda-feira (29 de abril), o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Sheikh Khalifa, faz uma visita de Estado ao Reino Unido, incluindo no roteiro o Castelo de Windsor, Downing Street, Abadia de Westminster, entre outras paradas protocolares.

Nas sombras de todo o cerimonial estaria, segundo editorial do jornal The Guardian, uma disputa acirrada para vender aos Emirados pelo menos 60 caças Eurofighter Typhoon promovidos pela BAE Systems. Os caças franceses Dassault Rafale são os competidores e tanto David Cameron quanto François Hollande estiveram recentemente nos Emirados Árabes Unidos para promover suas propostas.

O editorial do jornal salienta, porém, que não é a primeira vez que uma visita do tipo mostra o que há de pior na diplomacia britânica. Estariam sendo varridas para debaixo do tapete vermelho questões graves de direitos humanos no país do Golfo, incluindo o esmagamento de um movimento pró-democracia (com 94 presos acusados de complô contra o Estado) indícios de tortura sistemática, inibição do direito de defesa entre outras violações, segundo observadores. Organizações como a Anistia Internacional já escreveram ao primeiro-ministro Cameron sobre isso.

Typhoon biposto - foto BAE Systems

O editorial do The Guardian contextualiza o negócio de armas com um acordo paralelo de 10 bilhões de dólares entre os EUA e Israel, Arábia Saudita e Emirados, visando fortalecer militarmente países aliados dos americanos no Oriente Médio contra o Irã. Porém, salienta que questões delicadas envolvendo vendas de armas, interesses estratégicos e proteção dos direitos humanos são antigas, e a visita não ajuda em nada a resolvê-las. O jornal diz que não se deveria deixar o primeiro-ministro sacrificar os direitos humanos no altar do comércio de armas.

FONTE: The Guardian (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Eurofighter

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F-16 Desert Falcon dos Emirados em Nellis durante Red Flag - foto USAF

Segundo notícia publicada no site AIN Online, uma autoridade do Pentágono confirmou a repórteres em Washington que a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos decidiu comprar 25 caças F-16 Block 60, num acordo com valor estimado entre 4 e 5 bilhões de dólares. Os Emirados, assim como a Arábia Saudita, também receberão avançadas armas de lançamento fora do alcance das defesas (advanced standoff weapons) para seus caças.

Apesar das vendas não terem sido ainda formalmente notificadas ao Congresso dos EUA, o Pentágono consultou legisladores-chave. Os caçasF-16 Block 60, também conhecidos como “Desert Falcon”, foram desenvolvidos especificamente para os Emirados, que receberam 80 caças do tipo entre 2005 e 2010. Os jatos possuem motores GE F110 mais potentes, um radar APG-80 AESA (varredura eletrônica ativa) da Northrop Grumman, tanques de combustível conformais, sensor infravermelho para busca e aquisição de alvos integrado (IRST) e um avançado sistema de guerra eletrônica.

Os Emirados Árabes Unidos vinham avaliando, nos últimos seis anos, a compra de um novo caça, e abriu negociações com a França para uma grande frota de caças Rafale, da Dassault. Mas essas conversações naufragaram entre 2011 e 2012, e o Reino Unido começou a promover o Eurofighter Typhoon, caça que é resultado de um consórcio de quatro nações, como alternativa. Não está claro ainda, segundo a reportagem da AIN Online, se essa nova compra de jatos dos Estados Unidos afetará essas deliberações. A Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos também voa aproximadamente 60 avançados caças Dassault Mirage 2000-9.

F-16 Desert Falcon dos Emirados - foto USAF

Os EUA receberam aprovação privada de Israel para as novas vendas, assim como para o acordo anterior de fornecimento de 84 novos jatos F-15SA Strike Eagle para a Arábia Saudita. Isso resulta da percepção do Irã como ameaça à segurança regional. A autoridade do Pentágono deixou explícito, pela primeira vez, as condições de uso que estão ligadas a esse tipo de vendas: “Haverá um aprimorado monitoramento do “end-use” (uso final)… e consultas antes do emprego de quaisquer (dessas) armas”, disse ele. O primeiro F-15SA voou das instalações da Boeing em St Louis em 20 de fevereiro, e as entregas estão programadas para o período 2015-2019.

O  jornal The National, dos Emirados, informou em reportagem que na noite de 24 de abril o secretário de Defesa dos EUA, Chuck Hagel, desembarcou em Agu Dhabi para concluir sua visita de seis dias ao Oriente Médio, visando apertar os laços militares com os aliados dos Estados Unidos. Isso inclui m acordo de 10 bilhões de dólares em armamentos para a Arábia Saudita, Emirados e Israel.

Hagel chegou a Abu Dhabi vindo do Cairo, onde se encontrou com o presidente Mohammed Morsi e o ministro da Defesa, general Abdel Fattah Al Sissi. No dia anterior, o secretário concluiu encontros com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita e ministro da Defesa, Salman bin Abdulaziz Al Saud, a respeito da venda de armas ”standoff”. Segundo o secretário de imprensa do Pentágono, George Little, ambos também trataram de assuntos como o conflito na Síria, o programa nuclear iraniano e a transição política no Iêmen.

Tanto para a Arábia Saudita quanto para os Emirados, além da aquisição de armas, o pacote de armamentos também incluiria a oportunidade de pilotos sauditas e dos Emirados treinarem junto aos militares americanos.

Em editorial, o The National afirmou que a compra dos 25 caças F-16 pelos Emirados como apenas uma parte da recente busca do bloco dos países do Golfo (GCC) para garantir que possam repelir com sucesso qualquer ameaça, colocando também na lista os 84 caças que a Arábia Saudita adquiriu dos EUA e outros 72 que está adquirindo do Reino Unido, assim como os 20 Typhoons que Oman vai comprar. O objetivo, como amplamente demonstrado em fevereiro durante a última rodada de jogos de guerra da força conjunta do Golfo, é ser capaz de garantir o Golfo Árabe com o mínimo possível de ajuda externa.

F-16 Emirados - detalhe - foto USAF

O GCC, segundo o editorial, nasceu em meio ao caos da Guerra Irã-Iraque, a partir do reconhecimento por parte de Abu Dhabi, em 1981, de que países do Golfo seriam mais fortes mantendo-se unidos. Porém, nas últimas décadas, cada país planejou suas estratégias e aquisições militares unilateralmente.

O editorial chama a atenção para as visitas de autoridades militares norte-americanas tratando dessa questão, obviamente com intuito de vender equipamentos sofisticados que ajudam a recuperar a economia norte-americana, mas que também dão a seus aliados árabes a capacidade de servirem de contrapeso a ameaças regionais – conduzida de forma mais coordenada, as metas de segurança coletiva poderiam ser atingidas de forma mais fácil. Devagar, e sem muito alarde, os EUA continuam seu pivotamento rumo à Ásia, sendo que a China e o Mar do Sul da China são hoje prioridades norte-americanas que estão acima do Golfo.

Por fim, o editorial do The National cita a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) como um exemplo de como o GCC poderia se organizar, colocando a segurança mútua e coletiva em primeiro lugar, num bloco que se considera tanto militar quanto político.

FONTES: AIN Online e The National (compilação, tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês)

FOTOS: USAF

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Il-20 - imagem via Svenska DagbladeSegundo notícia na edição sueca do jornal The Local, no último sábado um avião de espionagem russo sobrevoou o pequeno trech0 de espaço aéreo entre as ilhas suecas de Öland e Gotland, no Mar Báltico. A origem da informação é o jornal Svenska Dagbladet (SvD), para o qual fontes militares disseram que a aeronave passou pelo estreito durante a realização de um grande exercício de treinamento militar envolvendo a Suécia, os Países Bálticos, Finlândia e Estados Unidos.

Algumas fontes militares, que não se identificaram, disseram ao jornal que caças Gripen decolaram para interceptar a aeronave, que o Svenska Dagbladet informou ser um Ilyushin Il-20. Outras disseram que foram aeronaves de outro país que acompanharam o avião russo, que permaneceu no limite das águas internacionais. Há também quem diga que os caças Gripen decolaram, porém tarde demais. Já oficialmente, os militares suecos não comentaram o incidente.

O exercício internacional em curso no final de semana envolvia 1.400 pessoas, e é focado em Comando e Controle (sem grandes movimentações de tropas e equipamentos), gerando uma grande quantidade de trocas de informações entre bases em Karlskrona, Enköping e Uppsala. Não é incomum que aeronaves SIGINT (Signals Intelligence) atuem no Báltico, mas a rota do avião-espião russo no Sábado não deixa dúvidas de que estaria espionando o exercício internacional.

Vale lembrar que o sobrevoo desse avião espião foi feito antes de vir à tona para a imprensa, na segunda-feira, o incidente da Páscoa, quando bombardeiros e caças russos se aproximaram da fronteira com a Suécia realizando simulações de ataque ao país, conforme divulgado pelo Svenska Dagbladet. Na ocasião, não houve acionamento de caças suecos para acompanhar a formação de aviões russos, tarefa que foi feita por caças dinamarqueses estacionados na Lituânia, a serviço da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Mapa ilhas Oland e Gotland - imagem via Svenska DagbladetHoje, a Comissão Parlamentar de Defesa e Relações Exteriores vai se reunir com autoridades das Forças Armadas para discutir o estado de prontidão da Suécia, devido à polêmica causada pelo incidente da Páscoa, ao qual se soma este do último sábado. A comissão é encabeçada pelo político de oposição Peter Hultqvist, social-democrata.

Os incidentes ocorrem em meio a um debate acalorado na Suécia, a respeito das Forças Armadas estarem ou não bem-equipadas ou recebendo recursos suficientes para defender o país em caso de ataque. O Comandante das Forças Armadas, Sverker Göransson, disse há alguns meses que a Suécia só conseguiria se defender de ataques pelo período de uma semana. O país, que não é um membro da OTAN, acompanha de perto o desenvolvimento militar da vizinha Rússia.

FONTES: The Local e Svenska Dagbladet (também imagens)

Compilação, tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês e sueco.

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Bombardeiros Tu-22 russos - foto Ministério da Defesa da Federação Russa

A Polônia acusou a Rússia de causar um “alarme desnecessário” na Europa após aviões russos realizarem uma simulação de ataque à Suécia. Segundo nota publicada no NATOSource nesta quarta-feira, 24 de abril, o ministro das Relações Exteriores da Polônia, Radek Sikorski, afirmou sobre o exercício de treinamento russo: “Ele envolveu um país neutro que também é nosso parceiro próximo em defesa. Esses incidentes causam alarme desnecessário na Europa.”

Sikorski entrou em contato ontem com o Secretário Geral da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para tratar do exercício de treinamento que envolveu dois bombardeiros russos, capazes de carregar armas nucleares, e dois caças. A formação se aproximou 24 milhas das águas territoriais suecas.

O ataque simulado à Suécia, que ocorreu na Sexta-Feira Santa, 29 de Março, tornou-se uma fonte de embaraço para o Governo Sueco após ser revelado que nenhum caça estava pronto para interceptar, devido ao feriado. A formação russa foi monitorada por dois caças dinamarqueses, que decolaram de uma base na Lituânia em que estavam estacionados, a serviço da OTAN.

FONTE: NATOSource (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTO: Ministério da Defesa da Federação Russa

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Tu-22 - foto Ministério da Defesa da Rússia

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No Feriado da Páscoa, bombardeiros e caças russos realizaram exercício perto da fronteira simulando ataque à Suécia, mas nenhum caça sueco decolou para vigiá-los, gerando discussões sobre a prontidão da defesa

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Nos últimos dias, a edição sueca do jornal “The Local” vem publicando notícias sobre o impacto, na Suécia, de exercícios realizados pela Força Aérea Russa na madrugada da Sexta Feira Santa, 29 de março, início do Feriado da Páscoa. A polêmica começou na última segunda-feira, 22 de abril, quando o jornal Svenska Dagbladet revelou que dois bombardeiros russos Tu-22, escoltados por quatro caças Su-27, realizaram um exercício simulando um ataque à Suécia a menos de 40 km da fronteira sueca.

A Suécia deveria ter dois jatos JAS Gripen prontos para decolar e identificar os aviões estrangeiros, mas eles não foram acionados quando o incidente ocorreu. Ao invés deles, dois caças da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) desdobrados numa base na Lituânia decolaram para “sombrear” (acompanhar em voo, de perto) os aviões russos.

Linha de voo de caças Gripen à noite no Frisian Flag - foto Forças Armadas da Suécia

O incidente reacendeu o debate sobre as Forças Armadas da Suécia serem capaz de defender o país. O parlamentar Peter Hultqvist, que chefia o Comitê de Defesa, afirmou: “Devemos estar preparados em qualquer dia do ano. A realização de um exercício de bombardeio contra alvos suecos me faz lembrar da Guerra Fria. Isso confirma nossa imagem de que a Rússia está levando a sério a questão de ampliar sua capacidade militar”.

A quantidade de vezes que esse tipo de exercício é realizado é informação secreta, mas a vizinha Noruega também vem enfrentando incidentes do tipo nos últimos anos. Isso é mantido em segredo na Suécia, mas era de divulgação mais comum durante a Guerra Fria.

Para a ministra da Defesa da Suécia, Karin Enström, o incidente confirma sua visão de que a Rússia está se reforçando: “Nós vemos que eles têm intensificado seus exercícios de treinamento e que agem de uma forma diferente. Isso é, evidentemente, algo em que estamos de olho.” A ministra completou: “As Forças Armadas da Suécia devem estar preparadas mas os detalhes exatos sobre como estão preparadas é algo que não vou comentar em público. As Forças Armadas julgam cada caso individualmente.”

O Partido Liberal Sueco (Folkpartiet) historicamente se mostra com a menor animosidade sobre a Suécia se juntar à OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte). Seu porta-voz para Política Externa, Allan Widman, disse que o partido levou muito a sério o incidente da Páscoa: “Isso também se refere a intensificar nossa cooperação com outros países quando isso impacta nossa segurança, e nesse sentido eu penso em como poderíamos nos aproximar da OTAN.”

Já o ministro das Relações Exteriores da Suécia, Carl Bildt, não acredita que a falta de uma resposta da Suécia foi algo alarmante: “Nós não reagimos a tudo, não estamos no ar para todas as coisas e não deveríamos estar.” Ele não pretende pedir explicações do Governo Russo.

Su-27 VVS - foto Força Aérea Russa

 

No exercício russo do dia 29 de março, seis aviões voaram de São Petersburgo à meia-noite. Dois deles eram bombardeiros Tu-22M3, escoltados por quatro caças Su-27. As aeronaves se dirigiram ao extremo leste do arquipélago de Estocolmo e, ao invés de continuar os exercícios mudando a rota para o sul, rumo a Kalingrado (enclave russo entre a Lituânia e a Polônia), os jatos se dirigiram para a Suécia e sobrevoaram Gotska Sandön, uma ilha sueca não habitada do Mar Báltico.

De acordo com fontes militares, foram simulados ataques contra Estocolmo e sul da Suécia. Caças da Força Aérea Sueca não decolaram para acompanhar os aviões russos, e o incidente não foi negado. O tenente-general Anders Silver do Comando das Forças Armadas, afirmou: “Posso confirmar que eram dois bombardeiros Tu-22 com caças Su-27 de escolta. Eles permaneceram sobre espaço aéreo internacional em Gotska Sandön e realizaram algum tipo de exercício. Em seguida, voltaram de onde vieram.” Sobre a resposta sueca, o tenente-general acrescentou que a Força Aérea estava “normalmente bem preparada.”

O incidente ocorreu apenas dois meses após a ministra da Defesa Karin Enström discutir o estado de prontidão da Suécia em um discurso: “O alvo da política de segurança, preparação para crises e defesa é estar pronto para o imprevisto todo o tempo, todas as horas.”

FONTE: The Local (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Ministério da Defesa da Federação Russa (exceto foto do meio: Forças Armadas da Suécia)

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F-16 FAP - foto 2 Força Aérea Portuguesa

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Ministros da Defesa dos dois países encontraram-se em Portugal para tratar do assunto

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Segundo nota divulgada pelo Ministério da Defesa da Romênia, o ministro da Defesa Mircea Duşa realizou uma visita oficial a Portugal na terça-feira passada, 16 de abril, atendendo a um convite de sua contraparte portuguesa, José Pedro Aguiar-Branco.

O tópico principal da agenda foi a aquisição, pela Romênia, de caças F-16 pertencentes a Portugal. Os dois ministros revisaram as negociações técnicas que já foram realizadas e concordaram em continuá-las, assim como em estabelecer o fim do mês se junho como prazo final para esse assunto.

Ministério da Defesa Nacional (Portugal) também divulgou informações sobre o encontro

Portugal e Roménia vão retomar as reuniões do Comité Misto de Defesa romeno-português, reafirmando assim a sua parceria sólida na área da defesa. O anúncio foi feito em comunicado emitido pelo Ministério da Defesa Nacional, após a visita oficial a Portugal do Ministro da Defesa Nacional da Roménia, Mircea Duşa, realizada a convite do seu homólogo português, José Pedro Aguiar-Branco.

Encontro ministros da Defesa Romênia - esquerda - e Portugal - direita - foto MD PortugalEntre os assuntos abordados no encontro, “mereceu especial atenção (…) o processo da aquisição por parte da Roménia de aviões F16 a Portugal”, em que “os dois Ministros fizeram um ponto da situação sobre as conversações técnicas, desenvolvidas até ao momento por ambas as partes”. A este propósito, os Ministros “concordaram prosseguir as negociações, tendo estabelecido como objectivo desejável a sua conclusão até ao final do próximo mês de Junho”.

O comunicado refere também que o Ministro da Defesa Nacional romeno transmitiu o interesse do seu país “no desenvolvimento da cooperação ao nível de forças militares, da instrução, de estágios e de apoio técnico”.

Durante o encontro, foram ainda “debatidos os assuntos relacionados com o Afeganistão, a Cimeira de Chicago da NATO (nota do editor – OTAN: Organização do Tratado do Atlântico Norte) e a Política Comum de Segurança e Defesa da União Europeia” e “discutidos temas relacionados com a agenda do Conselho de Negócios Estrangeiros da UE, em formato de Ministros da Defesa, a ter lugar no Luxemburgo nos dias 22 e 23 de abril de 2013″.

F-16 FAP - foto Força Aérea Portuguesa

FONTESMinistério da Defesa da Romênia (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês) e Ministério da Defesa Nacional (Portugal – também foto do meio)

DEMAIS FOTOSForça Aérea Portuguesa

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F-16 dos Emirados Árabes Unidos em exercício Red Flag - foto 2 USAF

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Essa venda para os Emirados Árabes Unidos e outras para Israel e Arábia Saudita mandam um ‘claro sinal’ para o Irã, segundo secretário de Defesa norte-americano Chuck Hagel

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Reportagem da edição em inglês da Al Jazeera publicada na tarde deste domingo, 21 de abril, trouxe a informação de que um acordo de venda de armas de 10 bilhões de dólares está em discussão entre os Estados Unidos e seus aliados no Oriente Médio: Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita e Israel. O acordo manda um “sinal muito claro” ao Irã, disse Chuck Hagel, secretário de Defesa dos EUA.

Hagel, que está fazendo sua primeira visita a Israel como chefe do Pentágono, disse no domingo que os Estados Unidos estão comprometidos em prover as Forças Armadas de Israel com uma vantagem: “O ponto básico é que o Irã é uma ameaça. Os iranianos precisam ser impedidos de desenvolver a capacidade de construir uma arma nuclear e lançá-la”, disse Hagel.

Por seu lado, o Irã nega as alegações ocidentais de que estaria tentando desenvolver essa capacidade, e afirma que suas atividades atômicas estão focadas na geração de eletricidade.

F-16 dos Emirados Árabes Unidos em exercício Red Flag - foto USAF

A primeira parada na visita de uma semana de Hagel ao Oriente Médio é feita dois dias após o Pentágono dizer que estava finalizando um acordo de armamentos para reforçar as Forças Armadas de Israel e de dois dos principais rivais do Irã, a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos.

O correspondente Simon McGregor-Wood, da Al Jazeera, trabalhando em Jerusalém, disse que a visita de Hagel era uma oportunidade de colocar para trás as controvérsias do passado, como comentários anteriores que havia feito sobre Israel e que afetaram sua confirmação no Senado Americano.

Aviões reabastecedores, mísseis terra-ar e V-22 para Israel, caças F-16 para os EAU e armas “standoff” para a Arábia Saudita

Segundo a Al Jazeera, o acordo militar inclui a venda de aviões de reabastecimento em voo KC-135, mísseis de defesa aérea e aeronaves “tilt-rotor” V-22 de transporte de tropas para Israel. Para a Arábia Saudita, o acordo prevê armas do tipo “standoff” (armas ar-solo com alcance que as colocam além das defesas antiaéreas inimigas).

MV-22 Osprey - foto USN

Já para os Emirados Árabes Unidos, além das armas “standoff” o acordo inclui a venda de 25 caças F-16. Após a visita a Israel, o secretário Hagel deverá passar pelo Egito, Jordânia, Arábia Saudita e Emirados.

FONTE: Al Jazeera (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Força Aérea dos EUA (USAF) e Marinha dos EUA (USN)

NOTA DO EDITOR: para acessar nota publicada no site do Departamento de Defesa dos EUA sobre a viagem do secretário Chuck Hagel ao Oriente Médio, clique aqui (conteúdo em inglês). A nota traz mais alguns detalhes sobre equipamentos militares e custos.

No caso da possível venda de mais caças F-16 aos Emirados, o acordo é estimado em 425 bilhões de dólares, referentes a 25 aeronaves F-16 Block 60 “Desert Falcon”, segundo a nota. Pelo valor, deve haver algum erro de digitação na nota original em inglês do Departamento de Defesa dos EUA. Talvez tenha apenas faltado um ponto separando os números, pois 425 bilhões seriam um custo astronômico e a mesma nota cita acordo em 2010 para venda de 84 caças F-15 à Arábia Saudita por 29,4 bilhões. Reportagem da Reuters sobre o assunto fala num valor mais coerente: 5 bilhões de dólares para os 25 caças F-16 Desert Falcon, o que seria mais próximo de um possível “4.25 billion”.

Já o financiamento de vendas militares dos EUA a Israel para este ano está cotado em 3,1 bilhões de dólares, o maior valor já fornecido pelos EUA, segundo a nota no site do Departamento de Defesa, e a esse valor devem ser adicionados US$ 300 milhões para defesa de mísseis.

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Explosão nuclear - foto OTAN

Clique aqui para ler matéria no blog das Forças Terrestres.

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