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Rafale AASM-IIR

Redução de quase R$ 4 bi no custo das aeronaves teria garantido a decisão brasileira em favor do Rafale

vinheta-clippingO governo brasileiro já teria decidido pelo caça francês Rafale, depois que a fabricante Dassault aceitou reduzir o preço o final do pacote de 36 aviões que serão adquiridos pela Força Aérea Brasileira (FAB). A informação, publicada na edição desta quinta-feira do jornal Folha de S. Paulo, foi negada pela assessoria do Ministério da Defesa, que indicou que a decisão final sobre a compra das aeronaves será anunciada somente após o Carnaval.

Segundo o jornal, a Dassault teria aceitado rever o preço das aeronaves, reduzindo de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões), depois de uma revisão concluída no último sábado, 30, quando o ministro da Defesa, Nelson Jobim, passou por Paris na volta de uma viagem a Israel.

A assessoria do Ministério da Defesa indicou, no entanto, que a decisão sobre a compra dos caças ainda não foi tomada. O ministro Jobim ainda não entregou seu relatório ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no qual leva em consideração, além do preço, também os critérios de transferência de tecnologia e estratégia de defesa.

Segundo o Ministério, o relatório deve ser entregue a Lula nos próximos dias. A assessoria confirmou, no entanto, que o ministro esteve diversas vezes na França recentemente. A justificativa das viagens é a necessidade de acompanhar os diversos projetos ligados ao Ministério da Defesa que estão sendo desenvolvidos em parceria com o país.

Mais caro

Apesar da redução de preço concordada pela Dassault, que baixa em quase R$ 4 bilhões o custo da compra das aeronaves, o caça Rafale segue sendo mais caro do que os concorrentes, o norte-americano F-18 e do sueco Gripen, que custavam respectivamente US$ 5,7 bilhões e US$ 4,5 bilhões.

O presidente Lula já havia declarado sua preferência pela aeronave francesa, cuja compra se encaixaria em um projeto maior de defesa do governo, que envolve uma parceria estratégica com a França. O vazamento de um relatório confidencial de setembro de 2009 revelou a insatisfação da FAB, que teria ressaltado as desvantagens do preço e do custo da hora de voo do Rafale em relação aos concorrentes.

FONTE: Estadão

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Rafale disparando MICA

Valor do pacote de 36 caças cai quase R$ 4 bi, e governo bate o martelo pelo Rafale. Mesmo com redução, avião fabricado pela França custará quase 40% a mais do que o concorrente mais barato, o sueco Gripen.

Eliane Cantanhêde

vinheta-clippingO presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Nelson Jobim (Defesa) bateram o martelo a favor do caça francês Rafale. A decisão foi tomada depois que a fabricante, Dassault, reduziu de US$ 8,2 bilhões (R$ 15,1 bilhões) para US$ 6,2 bilhões (R$ 11,4 bilhões) o preço final do pacote de 36 aviões para a Força Aérea Brasileira. Mesmo com a redução, os caças franceses têm preço muito superior ao dos concorrentes. Conforme a Folha apurou, a proposta do modelo Gripen NG, da sueca Saab, foi de US$ 4,5 bilhões, e a dos F-18 Super Hornet, da norte-americana Boeing, de US$ 5,7 bilhões.

Além do custo do pacote, que inclui avião, armas, logística e custo de transferência tecnológica, a Dassault estimou que a manutenção dos aviões por 30 anos custará US$ 4 bilhões. Os valores foram revistos após o presidente Lula anunciar antecipadamente a vitória do Rafale, em setembro. O preço unitário, sempre uma estimativa, era então menor para todos os concorrentes porque o pacote não previa vantagens incluídas na renegociação -como o custo de a Embraer fabricar o caça futuramente.

Norte-americanos e suecos dizem que houve também uma mudança de condições na negociação. Na seleção da FAB, cujo relatório foi finalizado em dezembro, os preços eram fechados e inegociáveis. Pelo documento, o Rafale ficou em último (o Gripen liderou a lista). Com a redução apresentada a posteriori pela França, o preço ficaria sujeito a alterações futuras, informação que não é confirmada pelo governo. A redução de US$ 2 bilhões na oferta francesa foi concluída no sábado, quando Jobim passou por Paris na volta de uma viagem a Israel. Deu o aval após reunião com o embaixador brasileiro, José Maurício Bustani.

O secretário de Economia e Finanças da Aeronáutica, brigadeiro Aprígio Azevedo, foi a Paris para participar da negociação. É a FAB quem arca com os custos de manutenção. A intenção de Jobim, conforme disse à Folha em janeiro, era reavaliar pessoalmente os critérios no relatório técnico da FAB e, após redistribuir o sistema de pesos para cada um, o que poderia mudar o resultado final, levar o relatório próprio ao presidente. A ideia não evoluiu porque o formato do relatório da FAB era muito rígido, e o Rafale não foi o melhor em nenhum dos critérios. Assim, Jobim estudou o relatório, elaborado em mais de dez meses pela Copac (Comissão Coordenadora do Programa Aeronaves de Combate), e fez, anteontem, uma exposição a Lula para justificar a escolha do Rafale, decidida há meses.

Jobim comunicou a decisão ao comandante da Aeronáutica, brigadeiro Juniti Saito, que, conforme relatos, ficou “desolado”, mas determinado a acatar o posicionamento político do Planalto e da Defesa. Depois de desistir de alterar os pesos dos critérios da FAB, Jobim vai defender a escolha do Rafale contrariando os argumentos técnicos e os meses de estudos, viagens e avaliações dos aviadores da Copac. A decisão de Lula sobre a escolha é soberana, segundo a Constituição. Governo e Congresso têm de aprovar financiamentos, e o TCU checa as contas. É uma decisão de difícil reversão após assinada. A base da justificativa vai ser que o F-18 é americano e o Gripen NG tem componentes dos EUA, como o motor, e ambos deixariam o Brasil vulnerável -os EUA já impediram a Embraer de vender os aviões Super Tucano à Venezuela por terem peças americanas.

No caso do Gripen NG, Jobim vai dizer que o avião “é só um projeto” e reúne peças de diferentes países, o que poderia exigir múltiplas negociações para revenda internacional. A Aeronáutica argumenta que o motor é “apenas mecânico”. A aviônica (parte eletrônica) e o sistema de armas (“comunicação” entre o avião e seu armamento), esses sim, poderiam sofrer vetos e restrições. Nenhum aspecto técnico poderia demover o governo de fechar com a França, decisão tomada no contexto do que Planalto, Defesa e Itamaraty classificam de parceria estratégica.

Vitorioso foi o último colocado em avaliação

Rafale

Além de ter ficado em último lugar na avaliação técnica da Força Aérea Brasileira, que irá operar os novos caças no mínimo pelos próximos 30 anos, o francês Rafale, da Dassault, não foi considerado o melhor em nenhum dos sete critérios finais.

O jato francês foi apontado como a pior opção em cinco desses critérios: técnico, logística, compensações tecnológicas/comerciais, geração de emprego e preço.

O vencedor, o Gripen NG, foi considerado melhor em quatro quesitos: técnico, transferência de tecnologia, geração de empregos e preço.Seu maior ponto fraco, a ser explorado pelo relatório político elaborado pelo ministro Nelson Jobim, foi o fator “risco”, pois se trata de uma evolução do Gripen original, ainda em fase de teste.

Na questão de oferta de empregos, a comissão da FAB ouviu as empresas brasileiras de defesa e avaliou que a proposta da Saab pode gerar 22 mil postos; a da Boeing, 5.000, e a da Dassault, 2.500. Responsável por uma das avaliações externas, a pedido da FAB, a Embraer apontou a proposta sueca como mais estimulante à indústria nacional (EC).

Trombada no ar

Eliane Cantanhêde

Não poderia haver um “timing” pior para a notícia sobre a compra dos caças franceses do que hoje, quando Lula recebe as credenciais, nada mais, nada menos, do que do novo embaixador americano, o tão esperado Thomas Shannon. O EUA concorrem, ou concorriam, com o F-18.

Foi por isso que Lula e Jobim se reuniram na terça-feira, decidiram a favor dos Rafale e acertaram o discurso e as argumentações necessárias para a hora da divulgação oficial, mas ficaram de bico calado.

A decisão pró-Rafale vem de muito tempo, um ano ou mais, e já tinha ficado de péssimo tom anunciá-la no 7 de Setembro, deixando os pilotos da comissão técnica e os concorrentes dos EUA e da Suécia com cara de trouxas. Tanto que o governo deu meia volta, volver.

Agora, a coisa se repete, mas nos bastidores. Depois do vexame, depois dos muitos meses de trabalho da comissão e das investidas dos concorrentes, só faltava mesmo essa: Lula e Jobim decidirem e a má notícia vazar para os americanos justamente na hora da festa de chegada do embaixador.

Bem, mas nós daqui e você daí já sabemos como se resolvem, ou se tentam resolver, essas coisas: jogando a culpa na imprensa. Lula e Jobim vão ficar roucos de tanto negar, mas a verdade tarda, mas não falha. Então é só aguardar.

Até lá, Jobim, estará colocando seu talento de advogado, parlamentar e constituinte, ministro pela segunda vez e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) a serviço de uma peça política. Uma peça para explicar por que, afinal, brigadeiros e coronéis da FAB e entendidos da Embraer preferiram o pacote sueco, que além de tudo é o mais barato, mas os políticos optaram pelo francês, além de tudo o mais caro dos três.

Quando houver clima para o anúncio oficial, a expectativa é a de que boa parte da opinião pública receba com ironia: “Não precisa explicar, eu só queria entender”.

FONTE: Folha de São Paulo, via Notimp

NOTA DO BLOG: a reunião agendada de terça do Ministro da Defesa com o Presidente da República, citada na matéria acima, foi destacada em Nota do Blog do mesmo dia em matéria sobre a visita do Ministro à Israel, para chamar a atenção dos leitores.

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vinheta-clippingO ministro da Defesa, Nelson Jobim, disse que entregará ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, depois do Carnaval, a exposição de motivos com a posição da Defesa sobre a compra de um lote de 36 caças para a Força aérea Brasileira (FAB). A análise da Defesa, afirmou Jobim, não privilegiará preço, mas dois aspectos “fundamentais”: transferência de tecnologia e capacitação nacional (produção no país). A preferência de Lula é pelo caça francês Rafale, da Dassault.

“Em primeiro lugar não é um processo licitatório”, argumentou Jobim. “Não sendo um processo licitatório você não tem a obrigação de optar pelo menor preço.” Trata-se, na realidade, segundo o ministro, de um processo de seleção e, neste caso, “o preço é um elemento componente”. O preço é a principal desvantagem do Rafale em relação, sobretudo, a seu concorrente sueco Gripen NG, fabricado pela Saab.

O ministro confirmou, pela primeira vez, que o último relatório da FAB sobre a compra dos caças declarou preferência pelo sueco Gripen. Mas segundo Jobim, a Força aérea trabalhou “com parâmetros que não coadunam com a Estratégia Nacional de Defesa”, cujos textos legais só recentemente foram enviados ao Congresso. Jobim deixou claro que os americanos da Boeing, que decidiram fazer contraofensiva de última hora para tentar adiar a compra, não têm nenhuma chance na disputa. “O portfólio de embargos americanos é muito rico”, ironizou.

Sobre a alegação de que o Gripen é um avião bem mais barato, Jobim respondeu que o que o ministério tem em relação ao caça sueco são orçamentos. “Eu não sei se vai acontecer isso.” Para ele é como a construção de uma casa: quase nunca gasta-se apenas o que foi orçado no projeto de construção.

“Decisão sobre assunto dessa natureza não é voluntarista, é um processo”, disse Jobim. No fim do processo, três empresas acabaram sendo selecionadas para a venda do lote de 36 caças à FAB, um dos maiores negócios atualmente em disputa no mundo, estimado entre US$ 4 bilhões e US$ 6 bilhões, de acordo com o pacote oferecido por cada fabricante: Dassault (Rafale), Saab (Gripen NG) e a americana Boeing, que entrou no páreo com sua melhor grife: o F-18.

Jobim descartou a abertura de um novo processo de compra para a inclusão da Rússia. Os russos participaram da primeira fase do processo com o caça Sukhoi. A argumentação de Jobim em relação à anunciada nova versão de caças russos é a mesma que ele oferece em relação aos americanos. “Os russos não transferem tecnologia. Ponto.” Na viagem a Moscou, Jobim abordou a questão da transferência tecnológica, mas os russos só se dispunham a tratar do assunto após o fechamento do negócio.

Jobim descartou a hipótese de a compra dos caças ficar para o próximo governo, como ocorreu no fim do mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Mas ele adverte para o fato de que depois da decisão de Lula, ouvido o Conselho de Defesa Nacional, o processo entra em uma nova etapa: a da negociação do contrato.

“Uma coisa são as propostas que são feitas, outra é saber como isso funciona na prática. Pode, inclusive, haver um impasse na hora em que se estiver discutindo o contrato” disse. Nessa fase mudarão os negociadores, que passarão a ser a Secretaria do Tesouro Nacional e a FAB. A discussão contratual para a compra dos submarinos franceses levou pelo menos três meses.

Jobim tem um argumento pronto para o descarte eventual do caça sueco. “A FAB trabalha com pesos que não coincidem com a Estratégia Nacional de Defesa, porque são coisas antigas.” Ele explicou que a modelagem na qual a Força aérea embasou seu parecer vem do governo Fernando Henrique Cardoso. “Agora examinar basicamente essa coisa da transferência de tecnologia e capacitação nacional é o vetor fundamental.”

Jobim, cujo raciocínio sugere que indicará o Rafale ao presidente, escuda desde já em razões estratégicas a decisão a ser tomada em 15 dias: “Quando a gente começa a raciocinar em termos de A, B, C, porque um está sendo assim e outro está sendo assado, isso é coisa de país pequeno, o que nós já não somos.”

FONTE: Valor Econômico, via Notimp

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Gripen frontal

Caça sueco Gripen compete com o francês Rafale e o norte-americano F-18 em licitação da FAB

vinheta-clippingDepois de uma ofensiva de diretores das fabricantes do Gripen, Rafale e F-18 Hornet, deflagrada em Brasília em meados de janeiro para pressionar o governo brasileiro na licitação de compras dos caças para a Força Aérea Brasileira (FAB), a diplomacia entrou em campo. Nem bem retornou de uma viagem a Israel, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, reuniu-se ontem com a embaixadora da Suécia no Brasil, Annika Markovic.

A visita foi considerada “profilática” por assessores da Defesa. Isso porque na quinta-feira o presidente Luiz Inácio Lula da Silva receberá as credenciais dos novos embaixadores da França e dos Estados Unidos, países que estão na disputa pela venda dos caças, ao lado da Suécia.

O encontro de Lula com os embaixadores será protocolar, mas assessores do Planalto já alertaram o presidente que a questão dos caças deverá ser tratada. A Suécia com o Gripen, a França com o Rafale e Estados Unidos com o F-18 disputam a concorrência pela venda dos 36 aeronaves para o Brasil, orçada em R$ 10 bilhões. No entanto, o pacote pode se estender para uma aquisição de até 120 aeronaves.

No fim de dezembro, o comando da Aeronáutica se reuniu e fez um relatório técnico com critérios de pontuação, colocando à frente da concorrência o caça sueco Gripen, fabricado pela Saab. Mas tanto Jobim quanto assessores do presidente Lula alegam que a Estratégia Nacional de Defesa é que deve estar à frente dessa decisão – cuja prioridade é a transferência de tecnologia. No cálculo do Planalto, o Rafale seria o avião mais adequado.

Gripen longitudinal

Formação Gripen - foto copywright SAAB AB

Gripen Demo com Iris-T Meteor e GBU10 - foto copywright Gripen International

FONTE: Estadão

IMAGENS / FOTOS: copywright SAAB AB Gripen International

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Destaques da proposta de orçamento da USAF para 2011

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  • A proposta é de US$ 119,6 bilhões, para manter as capacidades e as funções da Força Aérea dos EUA, apoiando seu pessoal dentro e fora do país e na continuação do reequilíbrio da Força;
  • Foram solicitados US$ 20,8 bilhões adicionais para o sustento das operações no Afeganistão e no Iraque;
  • A USAF vai investir US$ 1 bilhão em programas de qualidade de vida, como centros de desenvolvimento da criança; aconselhamento de esposas e programas de emprego; oficiais de ligação em escolas e programas de apoio às crianças;
  • O pagamento do pessoal continua sendo prioridade, com US$ 29,3 bilhões para o pessoal do serviço ativo, Guarda e Reserva. O dinheiro também será usado para aumentar o recrutamento do pessoal com habilidades críticas e para pagamento de bônus;
  • Cerca de US$ 645 milhões serão empregados no pagamento de bônus para o pessoal de controle de combate, inteligência, busca e salvamento, desativadores de explosivos, controladores aéreos táticos, contratação, sobrevivência, evasão, fuga e resistência;
  • US$ 5,2 bilhões para manter a capacidade nuclear da USAF
  • Serão adquiridos mais 36 UAVs MQ-9 Reapers e mais de 12 para OCO (Overseas Contingency Operations), mais 4 RQ-4 Global Hawks e mais 662 militares associados ao aumento das operações ISR. Será desenvolvido um treinamento normalizador para o MC-12 Projet Liberty;
  • A proposta de orçamento também provê a melhoria dos caças mais antigos para garantir a capacidade de combate enquanto o F-35 não chega. As melhorias incluirão a modernização dos F-15, incluindo o radar e modificações no EC-130H Compass Call. Ocorrerão upgrades e desenvolvimento de software para garantir a compatibilidade dos F-22 com os novos modelos. A USAF vai continuar modernizando o C-5, C-130 e C-17 com nova aviônica e contramedidas de infravermelho;
  • Investimento de US$ 200 milhões em tecnologias para o conceito de capacidade de ataque de longo alcance.

COLABOROU: Camazano

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Encontros com autoridades, visitas a instalações industriais da IAI, Rafael, Elbit, interesse em Veículos Aéreos Não Tripulados (VANTs), segurança em Jogos Olímpicos, veja o balanço em Nota Oficial do Ministério da Defesa que está no Blog do Poder Naval (clique aqui para acessar e comentar – a publicação da nota no Naval deve-se a uma perspectiva de parceria de interesse para a Marinha do Brasil, com outro país, também citada na nota).

NOTA do EDITOR: ainda sobre o Ministro da Defesa, vale lembrar (para os que gostam de especular sobre bastidores do Programa F-X2, entre outros assuntos “aéreos”) alguns encontros que se destacam em sua agenda logo após sua volta do exterior. Ontem (segunda-feira), com a Embaixadora da Suécia e hoje (terça), com o Presidente da República. Além desses dois, há outro encontro agendado para hoje com o Ministro de Estado das Forças Armadas da República Dominicana.  Clique aqui para ver a agenda.

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Últimas apostas para vender caças

Franceses, suecos e americanos adotam novas estratégias de convencimento

vinheta-clippingCom o fim da avaliação técnica, as três finalistas da concorrência brasileira para a compra de 36 caças que serão usados pela Força Aérea Brasileira (FAB) adotaram neste ano novas estratégias para tentar influenciar a decisão política do governo, que já anunciou sua preferência pelo Rafale, da francesa Dassault. A Boeing, segunda colocada na avaliação da FAB e escolha mais improvável do governo, prometeu incluir a Embraer no desenvolvimento da nova geração dos caças F-18.

Os suecos, que oferecem o Gripen NG da Saab e contam com a preferência da Aeronáutica, mantêm contatos com empresas brasileiras e enviarão seu chanceler ao país em fevereiro.

Os franceses, mais discretos, preferem os contatos diretos entre governos, mas começam a reagir à onda de críticas quanto ao preço de seu caça, único problema que ameaça sua vantagem aos olhos do governo.

O valor unitário do Rafale, dentro do pacote de especificações brasileiras, é desconhecido. A Dassault apenas repete, há meses, que o preço oferecido ao Brasil é compatível com o cobrado da Força Aérea francesa.

Segundo a Dassault, “preço compatível” é o termo usado pelo presidente Nicolas Sarkozy em carta ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, após o 7 de Setembro, quando os dois anunciaram a negociação direta para a compra dos Rafales. O Brasil pressiona pela redução do valor. A Boeing sustenta que o SuperHornet é cerca de 40% mais barato. A Saab estima que o Gripen NG é algo entre a metade ou um terço do preço francês. Ambas se baseiam em consistências de outros países.

A FAB nunca mencionou valores, e a estimativa preliminar, há um ano, era de um investimento total de US$ 2 bilhões, cifra reconhecidamente insuficiente para bancar a parceria com a França. Hoje, a avaliação geral é a de que o negócio pode chegar a US$ 5 bilhões. O governo brasileiro deve pagar uma entrada de cerca de 20%, e o restante será financiado. O único governo que não oferece o empréstimo é o dos EUA, o que a Boeing reconhece como uma fraqueza.

FONTE: Blog do Noblat

NOTA DO BLOG: esta última frase é um tanto quanto peculiar, pois a Boeing sempre vendeu seus aviões militares ou não, através de contratos comerciais com financiamento privado ou através de programas militares de ajuda a países aliados.

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Sea Gripen

Denise Chrispim Marin e Eugênia Lopes

vinheta-clippingA americana Boeing e a sueca Saab iniciaram uma nova ofensiva para impedir que o governo brasileiro escolha o caça Rafale, da francesa Dassault, na concorrência da Força Aérea Brasileira (FAB) para a compra de 36 aeronaves. Em pleno lobby, a Boeing reiterou sua última oferta de venda do F-18 Super Hornet, de dezembro passado, que prevê a inclusão da Embraer no desenvolvimento da próxima geração do jato. A sueca Saab reforçou os critérios que colocaram o Gripen NG no topo da avaliação da Aeronáutica – preço baixo e tecnologia a ser desenvolvida junto com a Embraer.

Sem data marcada, o governo promete anunciar em breve sua decisão. Questionado sobre essa nova batalha de lobbies, um colaborador do presidente Lula afirmou nesta quarta-feira, 20, que essas iniciativas não mudam o jogo e que os critérios de escolha não serão alterados. A vitória da Dassault, para este assessor de Lula, está cimentada.

Gerente sênior de Desenvolvimento de Negócios Internacionais da divisão de aeronaves militares da Boeing, Michael Coggins, anunciou na última terça-feira que o governo americano liberou a transferência de tecnologia, inclusive dos códigos informáticos para armar os caças com mísseis brasileiros, e insistiu que nada impedirá a futura fabricação dessas aeronaves no Brasil. “Nós oferecemos à Embraer e à FAB a opção de produzir os Super Hornet no Brasil”, afirmou.

Cogins admitiu que há um sério problema de confiança do Brasil em relação à oferta americana. Mas, mostrou-se otimista com as gestões do novo embaixador dos EUA em Brasília, Thomas Shannon, a partir de 4 de fevereiro, e nas respostas aos três lobbies diretos do presidente americano, Barack Obama, junto a Lula. O mesmo colaborador do presidente brasileiro rebateu essa versão. “Nenhum compromisso do governo americano impede um eventual veto do seu Congresso.”

A direção da Saab não poupa esforços para tentar convencer que seu projeto é superior e rebater as críticas de que o Gripen NG existe apenas no papel. “O Gripen é o melhor não só pela tecnologia como pelo conceito e pelo preço”, afirmou Bob Kemp, vice-presidente da Saab. “O avião já existe”, emendou Bengt Jáner, representante da Saab no Brasil. Eles explicaram que o Gripen NG é baseado em um caça em operação, o Gripen C, que foi vendido para quatro países. Existe hoje uma espécie de protótipo do Gripen NG, já testado por pilotos da FAB.

De olho em outros negócios, a Saab apresentou para a Marinha brasileira, em dezembro, o projeto do Gripen Naval, para o porta-aviões São Paulo. A expectativa é que, em uma década, os 12 caças da Marinha em operação sejam substituídos por novos modelos. “Não é algo para agora; é para daqui uns dez anos”, observou Kemp

FONTE: estadao.com

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A Aeronáutica negou que o controle do espaço aéreo haitiano, que está sob responsabilidade das tropas norte-americanas, esteja dificultando o trabalho dos militares brasileiros no país. Segundo o Centro de Comunicação Social da Aeronáutica, as missões brasileiras estão tendo atenção especial do controle de voo.

A Aeronáutica explicou que os procedimentos adotados atualmente no país são “uma prática comum em qualquer operação da Otan [Organização do Tratado do Atlântico Norte] e dos Estados Unidos em situações desse tipo”. Ontem (18), um voo do Boeing 737 da Presidência da República, que levava autoridades e jornalistas a Porto Príncipe, ficou sem autorização de pouso.

A assessoria da Aeronáutica explicou à Agência Brasil que, quando a missão foi decidida, o avião presidencial ainda não tinha prevista uma “janela de slot” – termo técnico usado para ordenar pousos e decolagens nos aeroportos – definida. Como a estrutura física do aeroporto não dá conta da demanda de voos com destino a Porto Príncipe, é necessário que o planejamento de todas as missões seja feito com 48 horas de antecedência.

De acordo com a Aeronáutica, cada aeronave que chega à capital haitiana tem apenas uma hora para pousar, desembarcar carga e passageiros e decolar, não podendo, depois disso, permanecer estacionada no aeroporto. “É tempo suficiente. Dominamos técnicas que nos permitem conseguir desembarcar tudo e decolar em apenas uma hora”, garante o coronel Amaral, do Centro de Comunicação Social da Aeronáutica.

“Tudo está muito bem coordenado entre a FAB [Força Aérea Brasileira] e os Estados Unidos. Eles inclusive têm dado atenção especial para o Brasil. Se existe algum tipo de dificuldade, ela se deve ao momento inicial, posterior à tragédia, quando o tráfego aéreo ficou bastante intenso”, disse Amaral. A previsão da Aeronáutica é de que o Sucatinha desembarque hoje e aguarde em Santo Domingo, na República Dominicana, uma segunda janela para retornar a Porto Príncipe, o que deve acontecer até o final do dia.

FONTE: Agência Brasil

COLABOROU: Luan

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Estranha compra de aviões

João Doria Jr.

vinheta-clippingO governo Lula tem algumas atitudes incompreensíveis. Por que solicitar à Aeronáutica um amplo estudo e parecer sobre a aquisição dos caças? Se a decisão era política, Lula deveria ter comunicado os militares que a opção estava feita. E que seriam adquiridos os caças franceses, e não suecos ou americanos. A indignação dos militares tem razão de ser. Gastaram tempo fazendo análises e relatórios. Tudo em vão. O presidente Lula tomou uma decisão política, e não técnica. Mas decisões políticas não podem prescindir de avaliações técnicas, nem de critérios que tornem mais transparente o investimento do dinheiro público. A falta de cuidado pode transformar uma decisão em imposição. E isso não combina com a biografia de um presidente democrata.

Com Renata Batochio e Daniela Filomeno

FONTE: IstoÉ Dinheiro, via Notimp

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F-X2: deputado apresenta requerimento solicitando informações

Luiz Carlos Azedo

Os tucanos resolveram barrar a compra dos 36 novos caças da Força Aérea Brasileira. Ontem, o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) apresentou requerimento solicitando informações sobre o Programa FX2, o concurso para aquisição dos caças.

FONTE: Correio Brasiliense, via Notimp

NOTA DO BLOG: concurso?

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F-X2: decisão pode ficar para depois das eleições

O presidente Lula decidirá sobre a compra dos caças e não vai deixar a decisão para seu sucessor. Resta saber se ele define antes ou depois das eleições.

Vai depender, já que o assunto é polêmico, de como estiver a candidatura da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. Se tiver decolada, os caças decolam juntos, mesmo antes do pleito de outubro.

FONTE: Estado de Minas, via Notimp

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