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A campanha aérea realizada na Líbia atualmente pela OTAN não tem demonstrado a eficácia esperada pelos planejadores.

A razão disso está nas características dos objetivos. O quadro acima, obtido num Simpósio na Suécia, mostra os principais conflitos onde o Poder Aéreo foi empregado e quais eram as características dos objetivos.

Em que lugar do pêndulo a Líbia se encaixaria?

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Primeiro Ministro Sueco confirmou que OTAN quer uma participação maior do país no conflito da Líbia

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Segundo reportagem publicada pelo jornal sueco The Local na quinta-feira, 2 de junho, a Suécia poderia ser solicitada para ampliar sua presnça militar no conflito da Líbia, conforme requisição da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

O OTAN quer estender as operações em andamento na Líbia por mais 90 dias, e requisitou apoio urgente para o governo sueco, segundo a agência de notícias TT. Na quarta-feira, 1º de junho, o Primeiro Ministro Sueco Fredrik Reinfeldt confirmou o pedido do General Anders Fogh Rasmussen, da OTAN, para que a Suécia continue ajudando com reconhecimento aéreo, com a possibilidade de mais tropas suecas se juntarem à força naval. A ajuda adicional também poderia ser empregada em operações de informação.

O Governo Sueco tem que tomar uma decisão até 22 de junho, mas mesmo com o prazo tido como curto, há possibilidades de uma resposta positiva. O porta-voz dos Sociais Democratas para relações exteriores, Urban Ahlin, disse que o partido está disposto a se comprometer com o assunto, se certas condições forem atendidas.  

Segundo Ahlin, “será muito mais fácil chegarmos a um acordo, agora que está claro que a OTAN não pedirá apenas por oito caças Gripen, mas por coisas que já havíamos apontado, como embargo de armas, operações navais e abordagem de grandes navios.” O partido também deixou claro que quer ver um comitê de ajuda humanitária para a Líbia, assim que o regime de Gaddafi seja destituído do poder.

FONTE: The Local

FOTO: Forças Armadas Suecas

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A participação da Força Aérea Brasileira (FAB) na Operação Amazônia, que ocorre no período de 23 de maio a 03 de junho, conta com um efetivo de aproximadamente 1.350 militares, dos quais 200 foram deslocados de outras regiões do País.

Em um conflito armado, o principal papel da Força Aérea é garantir a soberania do espaço aéreo para apoiar a ação ofensiva das tropas de superfície, na busca da conquista de áreas de interesse para o sucesso na campanha militar.

Durante a operação, o efetivo da FAB coordena as atividades de aviação a partir de Tefé, de onde são empregados os aviões A-29 (Super Tucano), para missões de ataque e interdição, dos esquadrões 1º/3º GAv e 2º/3º GAv, respectivamente das Bases Aéreas de Boa Vista (BABV) e Porto Velho (BAPV), além dos C-105 Amazonas, para apoio logístico e transporte, do 1º/9º GAv da Base Aérea de Manaus (BAMN).

NOTA do EDITOR: Acompanhe a Operação Amazônia 2011 acessando o ForTe.

O jornal britânico Guardian publicou o infográfico acima mostrando a quantidade de aeronaves, navios, surtidas e militares por país da Coalizão envolvida na Operação na Líbia. Clique na imagem para visualizar em tamanho maior.

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Com a presença do Comandante da Força Aérea Uruguaia (FAU), General do Ar Washington R. Martinez, do Major-Brigadeiro-do-Ar Marcelo Mário de Holanda Coutinho, Comandante do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA) e Diretor do Exercício (DIREX), e do Brigadeiro General de Aviação Antonio Alarcon, Comandante do Comando Aéreo de Operações da FAU, o Exercício URUBRA I foi encerrado no dia 29 de abril com uma reunião final realizada na cidade de Durazno, no Uruguai. Militares das Forças Aéreas do Brasil (FAB) e do Uruguai (FAU) fizeram uma análise de todas as atividades realizadas entre os dias 25 e 29 de abril.

“Agradeço ao profissionalismo de todos os envolvidos nesse Exercício”, disse o Major Brigadeiro Holanda. Segundo ele, é do interesse brasileiro integrar-se com os seus vizinhos e os resultados têm sido positivos. “Estava em Brasília coordenando esse Exercício e fiquei satisfeito com a integração e os resultados alcançados”, afirmou.

Durante o URUBRA I, foram realizadas 24 missões de defesa aérea. Caças A-29 Super Tucano, da FAB, e A-37 Dragonfly, IA-58 Pucará e PC-7 Pilatus, da FAU, fizeram interceptações nas aeronaves-alvos C-98 Caravan, do Brasil, e C-206 Cessna e B-58 Beechcraft Baron, do Uruguai, durante todos os dias do Exercício. Os Comandos de Defesa Aérea dos dois países também participaram ativamente, realizando as transferências dos “tráfegos ilícitos” simulados.

Essa foi a primeira edição do Exercício URUBRA I. Exercícios semelhantes a este já aconteceram com a Colômbia (COLBRA), Argentina (PRATA), Paraguai (PARBRA), Peru (PERBRA), Bolívia (BOLBRA) e Venezuela (VENBRA).

FONTE: FAB

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URUBRA I

Santa Maria sediará treinamento de combate ao tráfego aéreo ilícito

De 25 a 29 de abril de 2011 militares da Força Aérea Brasileira (FAB) e da Força Aérea Uruguaia (FAU) estarão em Santa Maria- RS para participar do Exercício URUBRA I. Este treinamento binacional visaestabelecer a coordenação e a cooperação para o controle da atividade aéreairregular na zona de fronteira entre os dois países, além de consolidar osprocedimento e treinar os militares nesse tipo de atividade.

Esta é a primeira edição do Exercício. Treinamentos similares também são realizadas entre a FAB eas Forças Aéreas da Venezuela, do Peru, do Paraguai, da Colômbia e da Argentina.

No URUBRA I, a Força Aérea Brasileira irá utilizar os aviões A-29 (Super Tucano) como aeronaves responsáveis pela interceptação dos tráfegos que ingressarem em território brasileiro oriundos do Uruguai. Aeronaves C-98 (Caravan), também daFAB, irão simular os tráfegos desconhecidos que se deslocam para o país vizinho.

A Força Aérea Uruguaia, por sua vez, empregará aeronavesA-37 (Dragonfly), PC-7 (Pilatus) e IA-58 (Pucará) como interceptadores e C-206(Cessna), C-310 (Cessna) e B-58 (Beechcraft) como alvos simulados, operando apartir da Base Aérea de Durazno, em território uruguaio.

A cidade de Santa Maria – RS foi escolhida para sediar o Exercício pela infraestrutura oferecida, por dispor de um aeródromo, por estar próximo à fronteira com o Uruguai e por possuir as condições adequadas para a realização do treinamento das duas Forças Aéreas.

Entenda o Exercício URUBRA I

O Exercício que tem por objetivo treinar procedimentos que possibilitem uma maior eficácia no combate aos tráfegos ilícitos transnacionais, por meio da coordenação operacional entre os órgãos de DefesaAérea do Brasil e do Uruguai, voltados para a vigilância e o controle do espaço aéreo. Para isso, aeronaves militares dos dois países simularão uma entrada irregular em espaço aéreo brasileiro e uruguaio.

O URUBRA I envolverá os meios aéreos, de detecção, de comunicações e de comando e controle de ambas as Forças Aéreas. Incluirá, também, o intercâmbio entre pilotos e controladoresde Defesa Aérea. Além disso, permitirá o estreitamento de relações, troca de experiências e o estabelecimento de procedimentos comuns para a vigilância e ocontrole do espaço aéreo.

Durante o Exercício, aeronaves militares simularão tráfegos ilícitos que decolarão do Brasil e voarão em direção ao Uruguai e vice-versa. Ao serem visualizadas pelos radares dos Sistemas de Defesa Aérea, iniciam-se as coordenações para informar ao país vizinho da presença do tráfego ilícito e, a partir desse momento, serão acionados os pilotos de alerta das aeronavesinterceptadoras.

No Brasil, essa coordenação está a cargo do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro –COMDABRA, que conduzirá as aeronaves interceptadoras em direção ao avião que está simulando o tráfego ilícito e, ao se aproximarem, executarão as medidas de policiamento do espaço aéreo, procedimentos internacionais que têm por objetivo identificar a aeronave e obrigá-la a pousar. Os pousos devem ocorrer na Base Aérea de Santa Maria – RS.

O mesmo procedimento será adotado pelas aeronaves interceptadoras da FAU, que, após serem acionadas pelos controladores uruguaios, abordarão o alvo simulado,executarão os mesmos procedimentos internacionais e a obrigarão a pousar em Durazno,no Uruguai.

FONTE: FAB

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O número 640 da revista “Air Actualités”, que acaba de ser disponibilizado no site da Força Aérea Francesa (Armée de l´air) traz uma matéria especial sobre a operação Harmattan – a contribuição francesa para cumprir a resolução 1973 da ONU, que autoriza as ações militares internacionais sobre a Líbia, para a manutenção de uma zona de exclusão aérea e proteção à população civil.

Seguem os pontos principais da matéria, que pode ser acessada na íntegra (texto em francês), clicando aqui.

Com dois dias de antecipação às decisões diplomáticas, a Força Aérea Francesa já modificava sua programação, preparando-se para ser engajada.

Cronologia dos primeiros eventos para a operação francesa:

17 de março de 2011, às 23h: o Conselho de Segurança da ONU adota a resolução que autoriza a intervenção militar internacional na Líbia

18 de março às 15h30: o presidente francês Nicolas Sarkozy anuncia que as operações aéreas francesas já foram iniciadas.

18 de março às 17h45: primeiros ataque aéreos dos caças franceses.

Nos primeiros dias, foram mobilizadas seis bases aéreas e trinta aeronaves, entre Rafale, Mirage 2000 e reabastecedores C135.

Destacou-se a grande importância do reabastecimento em voo para as primeiras missões, a partir da França: não somente para apoiar no longo deslocamento, mas também para garantir mais tempo sobre a zona de combate.

Na primeira missão, em 19 de março de 2011, foram empregadas 19 aeronaves, sendo oito Rafale, dois Mirage 2000-5, dois Mirage 2000D, além de seis reabastecedores C 135 e um avião radar E-3F. Este último informava às autoridades a situação das atividades aéreas, em voos que duravam até 12 horas. As aeronaves empregadas no primeiro dia somaram 130 horas de voo. Em três dias, esse número chegou a 400 horas.

Um piloto de Rafale do esquadrão 1/7 “Provence”, que participou de uma missão com sete horas de duração em 19 de março, destacou a sinergia com o avião radar E-3F, na função de detectar as ameaças ar-ar e terra-ar. Os outros caças também trabalharam em conjunto com os Rafale para detectar e engajar os alvos.

Unidades mobilizadas para as primeiras missões:

  • Esquadrão de caça 1/7 “Provence”, de Saint-Dizier
  • Esquadrão de caça ½ “Cicognes”, de Dijon
  • Esquadrão de caça 3/3 “Ardennes”, de Nancy
  • Esquadrão de detecção e de comando aéreo “Berry”, de Avord
  • Grupo de reabastecimento em voo 2/91 “Bretagne”, de Istres
  • Esquadrão de transporte 1/64 “Béarn”, de Évreux
  • Esquadrão de transporte 1/61 “Touraine”, de Orléans

As primeiras missões planejadas foram de reconhecimento. Simultaneamente, os Rafale e Mirage 2000D realizaram ataques a carros de combate e veículos blindados que ameaçavam a população civil. Isso teve um efeito decisivo.

Durante o sábado, apenas a França visou esse tipo de objetivo. Então, os EUA e o Reino Unido entraram em ação, à noite, para atacar os sistemas de defesa aérea, bases e sistemas de comando.

Entre o recebimento das ordens e a execução das primeiras missões, sobre território líbio, passaram-se apenas 24 horas. Quatro horas após o recebimento dos objetivos das missões, os Rafale do esquadrão “Provence” estavam no ar. Nos dois primeiros dias, os Rafale foram os primeiros a chegar ao teatro de operações. Por dia, entre seis e dez Rafale estavam engajados em missões sobre o território líbio.

A partir de 21 de março, a base aérea de Solenzara, na Córsega, foi bastante reforçada. O depósito de munições da base vem sendo abastecido 24 horas por dia, 7 dias por semana. Desde então, as aeronaves francesas desdobraram-se de suas bases na França para a Córsega.

Desde 25 de março, um destacamento conjunto de Mirage 2000-5, da França e do Catar, passou a operar a partir de Souda, em Creta.

A grande lição da operação, segundo a matéria da “Air Actualités”, é que o Armée de l’air conseguiu adaptar-se aos acontecimentos em tempo real, modificando a configuração das aeronaves a qualquer hora para intervir seja no ar ou em solo, na região de Benghazi.

FONTE / FOTOS: Armée de l´air (Força Aérea Francesa)

Conforme já noticiado aqui, na sexta-feira (8 de abril) os caças Gripen suecos baseados na Sicília fizeram sua primeira missão sobre espaço aéreo líbio, para fazer cumprir a zona de exclusão aérea conforme determinado pela ONU (clique aqui para ler a matéria).

Porém, na sexta-feira o site das Forças Armadas Suecas ainda não havia liberado fotos da missão. Hoje, essas fotos foram acrescentadas ao informe.

Na imagem acima (clique nela para ampliar), um dos caças recebe combustível em voo, durante a missão realizada na sexta-feira. Pode-se ver que a aeronave está configurada com mísseis ar-ar de curto alcance e orientação por infravermelho nas pontas das asas (modelo IRIS-T), mísseis ar-ar de orientação por radar ativo em pilones subalares (modelo AMRAAM), três tanques externos (dois sob as asas e um na estação ventral) e um pod litening em pilone sob a parte frontal da fuselagem. Pode-se ver estendida a sonda retrátil de reabastecimento.

Já na foto abaixo, vê-se a aeronave reabastecedora, logo após a decolagem da base de Sigonella, com o Monte Etna ao fundo. Trata-se de uma versão de reabastecimento em voo do C-130 Hercules, que na Suécia recebe a denominação  TP 84 T.

FONTE / FOTOS: Forças Armadas da Suécia

NOTA DO EDITOR: para saber se essa participação da Suécia no conflito estava gerando repercussões naquele país, pesquisamos  informações em alguns jornais suecos. As notícias a respeito normalmente não aparecem com destaque. Vimos que o Stockholm news (em inglês) está realizando uma enquete sobre o envio dos oito caças Gripen para operações sobre a Líbia. O jornal perguntou se os leitores achavam certo que eles não participassem de combates contra alvos terrestres. A resposta com mais votos foi “a Suécia nem deveria estar na Líbia”, com 46% do total. Em segundo lugar, veio a resposta  “não, a Suécia deveria participar de maneira completa”, com 38% dos votos. Na lanterna, com 16% dos votos, a resposta “sim” (concordando que os caças não devem atacar alvos em terra).

De qualquer forma, não podemos dizer se a enquete foi popular, com seus 152 votos até às 19h30 (horário de Brasília) deste sábado, por não sabermos quantos votos outras enquetes do jornal receberam (apenas os resultados estão disponíveis). Entre dezenas e dezenas de enquetes listadas pelo jornal, uma delas a respeito do tempo, encontramos uma bastante interessante - se a Suécia deveria ou não fazer parte da OTAN. O placar foi bastante apertado: 52% responderam que sim e 48% votaram não.

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Segundo o Ministério da Defesa da França, até 7 de abril o dispositivo militar françês engajado na operação Harmattan realizou:

  • Missões de apoio e interdição aérea empregando aeronaves Rafale, Mirage 2000D, Mirage F1CR da Força Aérea Francesa, e de Rafale Marine e Super-Etendard modernisés (SEM) da Marinha Francesa, a partir da base aérea de Solenzara  (Córsega) e do navio-aeródromo “Charles de Gaulle”;
  • Missões de reconhecimento com emprego dos Rafale Marine e dos Mirage F1CR;
  • Missões de detecção e de controle aéreo, empregando aeronaves E3F a partir da base de Avord e E2C a partir do “Charles de Gaulle”;
  • Missões de reabastecimento em voo empregando aviões C135 a partir da base aérea de Istres;
  • Missões de defesa aérea empregando caças Mirage 2000-5, em conjunto com o Catar, a partir de La Sude, em Creta.

Entre as 6h de 31 de março e as 6h de 7 de abril de 2011, as aeronaves francesas realizaram 900 horas de voo, nas seguintes missões:

  • 120 surtidas de apoio e interdição aérea;
  • 24 surtidas de reconhecimento;
  • 13 surtidas de detecção e controle;
  • 22 surtidas de reabastecimento em voo e 28 surtidas de reabastecimento tipo “nounou” (babá em francês);
  • 22 surtidas de defesa aérea a partir de La Sude.

Ao longo das missões, foram atacados:

  • um carro de combate a oeste de Misratah (1 de abril) ;
  • cinco veículos blindados na região de Surte (2 de abril) ;
  • dois transportadores de carros de combate na região de Ras Lanouf (3 de abril);
  • um veículo militar a sudoeste de Brega (5 de abril);
  • dois sítios militares de defesa antiaérea, um ao sul de  Zlitan e outro a cem quilômetros ao sul de Syrte (6 de abril).

FONTE / FOTOS: Ministério da Defesa da França

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Aeronaves de caça Gripen da Força Aérea Sueca decolaram da Sicília para sua primeira missão da NATO sobre a Líbia, segundo informações do jornal Skanskan.se.

FOTO DO ALTO: AP

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ATUALIZAÇÃO (7/4/2011-18h30)

Segundo informe divulgado às 21h14 (hora local da Suécia) no site das Forças Armadas Suecas, a primeira missão do Gripen na operação da OTAN na Líbia foi concluída nesta quinta-feira.  Segundo o informe, a missão foi realizada de acordo com o planejado, com início às 18h43. Esse primeiro voo, de 30 minutos, foi realizado por duas aeronaves. Espera-se que nesta sexta-feira todo o pessoal e equipamento estejam na base de Sigonella, na Sicília, o que também inclui mobiliário de escritório e equipamentos de cozinha.

Segundo o informe, foram atribuídos aos suecos um espaço de hangar vazio e escritórios também vazios, e tudo teve que partir do zero em Sigonella. A decisão de que essa seria a base para os suecos chegou no sábado, 2 de abril. Enquanto aeronaves, pessoal e equipamentos eram enviados para a Sicília, iniciou-se o reconhecimento do local. Ainda segundo o informe, foi impossível saber o que poderia já estar disponível na base e o que precisaria ser comprado. 

FONTE / FOTO DE BAIXO: Forças Armadas da Suécia

NOTA DO EDITOR DA ATUALIZAÇÃO: as duas explicações do site da Forças Armadas da Suécia publicadas aqui, afirmando que não foi possível resolver todos os detalhes a tempo, parece mostrar que o problema divulgado sobre a questão do combustível inadequado gerou considerável repercussão na Suécia.

Acompanhando jornais suecos, pudemos nos informar que foi realizada uma entrevista coletiva, que tratou desse e de outros assuntos, pelo comandante da força sueca.  Um dos jornais que noticiou assuntos sobre a coletiva, o Expressen, informou que a força sueca levou bombas de precisão para a Sicília, corrigindo informação anterior de que eles só levariam mísseis ar-ar (clique aqui para ver a notícia, em sueco).

Sobre esse último informe: o tempo curto da missão (30 minutos), conforme divulgado acima, parece indicar apenas um voo de familiarização – o jornal sueco The Local já havia adiantado que os primeiros voos teriam essa função. No link já disponibilizado mais acima, do Expressen,  também é dito que aguardava-se a resolução do problema do combustível para que os primeiros voos “de testes” pudessem ser realizados. Aguardava-se também a primeira atribuição de missão pela OTAN. As informações são de que uma missão é atribuída com 24 horas de antecedência, então voos operacionais sobre a Líbia só ocorreriam, provavelmente, no final de semana.

Mas a foto logo acima, que acompanha o informe desta atualização, parece mostrar uma aeronave preparada para um voo de longa duração, com três tanques externos e quatro mísseis ar-ar (e a presença de mísseis nas estações de armas são a principal diferença em relação à foto da AP, no alto, provavelmente tirada na ocasião do voo de traslado da Suécia para a Sicília). Evidentemente, pode-se fazer várias conjecturas sobre a foto e o conteúdo do informe, o que inclui a crítica à talvez pobre tradução feita pelo autor desta atualização (Nunão), pouco habituado ao idioma sueco. Para acessar o informe original das Forças Armadas Suecas (que, não custa reforçar, está em sueco) clique aqui.

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  • O Reino Unido enviou mais 4 jatos Tornado para Gioia del Colle, aumentando sua contribuição para 12 Tornados e 10 Typhoon. Os britânicos anunciaram que destruíram 3 tanques e mais de 10 veículos blindados líbios no fim de semana.
  • A Dinamarca liberou vídeos de ataques dos F-16 aqui. Os Falcons da Royal Danish Air Force já voaram 54 missões na Líbia, 53 de ataque e 1 ar-ar. Lançaram 126 bombas, sendo 63 JDAMs de 2.000 libras e 63 GBU-49.
  • Os EUA anunciaram hoje que vão retirar seus aviões da linha de frente e passar a atuar no apoio apenas. Reino Unido, França e outros países da OTAN proverão os caças para as missões de ataque e de caça, para aplicar a No-Fly Zone sobre a Líbia.
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Oito caças suecos JAS Gripen pousaram na base italiana Sigonella, na Sicília, e agora estão sob comando da OTAN. Eles poderão operar sobre a Líbia a partir da próxima semana, segundo informação da agência TT.

Os primeiros três jatos Gripen pousaram no sábado à tarde na base de Sigonella, acompanhados de um jato Gulfstream que levou técnicos e pessoal de segurança.

Outros cinco jatos Gripen chegaram no domingo e quatro aviões Hercules estão a caminho da Sicília.

FONTE: thelocal.se

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O secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, afirmou hoje no Cairo que “não existe um calendário” para o fim das operações militares da coligação internacional na Líbia.

“O Conselho de Segurança [das Nações Unidas] não deu uma data limite para a zona de exclusão aérea. Penso que não existe um calendário que determine o fim” da operação militar, disse Gates, em declarações à comunicação social, na capital egípcia.

Uma coligação internacional, liderada pelos Estados Unidos, Reino Unido e França, iniciou no sábado bombardeamentos, aéreos e navais, contra alvos militares no território líbio.

FONTE: Diário Digital / Lusa

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Obama pretende convencer Sarkozy de que a NATO deverá assumir o comando da operação militar na Líbia. A decisão pressupõe que a França abdique da direcção política que defendeu para a intervenção. A NATO, para já, só anunciou que participará no embargo das armas.

De acordo com Ben Rhodes, um importante colaborador para a área da segurança de Barack Obama, o presidente norte-americano telefonou esta terça-feira aos seus homólogos, em França e no Reino Unido, para os convencer de que a NATO deverá desempenhar um papel chave na manutenção da zona de exclusão aérea na Líbia.

Os três – Obama, Nicholas Sarkozy e David Cameron – chegaram a acordo sobre “a NATO ter condições únicas para assumir o comando”. Rhodes acrescentou que os aliados incluirão países que não integram a NATO, “de forma a que a coligação possa internacionalizar-se quando os EUA transferirem o poder”, o que acontecerá nos próximos dias.

A Presidência francesa salienta que não há ainda um acordo sobre a liderança e refere que se tratou simplesmente de uma conversa telefónica em que Barack Obama e Nicolas Sarkozy chegaram a acordo sobre como usar as estruturas de comando da NATO em apoio à coligação.

A diligência de Obama pressupunha uma mudança por parte da França, uma vez que poucas horas antes o ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Alain Juppé, tinha proposto assumir a “direcção política” da operação militar sobre a Líbia e celebrar reuniões com todos os estados membros da NATO e da Liga Árabe. Tinha até avançado que a próxima reunião deveria realizar-se nos próximos dias, em “Bruxelas ou em Londres”. Juppé insistiu no desejo de que a acção militar seja “breve” e afirmou que, a qualquer momento, poderá terminar, desde que Kadafi respeite o cessar-fogo, deixando de atacar civis.

Esta comissão política seria a alternativa ao comando militar da NATO, e foi defendida pelo Reino Unido e por Itália como sendo a melhor opção para suceder aos EUA, que querem começar a reduzir o seu protagonismo na intervenção militar.

FONTE: Jornal de Notícias/Portugal

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ROMA — O ministro italiano das Relações Exteriores, Franco Frattini, voltou a defender a transferência do comando das ações na Líbia para a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).

“É tempo de voltar às regras, com um comando unificado da Otan”. “Quem, se não a Otan, pode assumir esta função?”, questionou o chanceler.

A Itália aderiu à coalizão que busca colocar em prática a resolução aprovada semana passada pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas, que prevê a criação de uma zona de exclusão aérea e pede proteção aos civis da Líbia.

O país, no entanto, acredita que a Otan deva assumir o comando das operações, que começaram há três dias.

Frattini afirmou que “não é uma missão de guerra, mas de um tipo humanitário”, para fazer com que o presidente Muammar Kadafi respeite “um cessar-fogo absoluto”.

“A transferência do comando é uma questão de seriedade, uma questão altamente política”, defendeu o diplomata.

“Não podemos imaginar que existam comandados separados, dos quais dependem algumas escolhas”, disse o chanceler.

Frattini também elogiou a declaração do primeiro-ministro britânico, David Cameron, que “apoiou a posição italiana”. O diplomata disse esperar que “os americanos façam o mesmo”.

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, afirmou, por sua vez, que a transferência da missão para a Otan “representa a solução mais apropriada”. O chefe de Estado se reuniu nesta manhã com uma delegação da Câmara dos Deputados norte-americana.

FONTE: DCI /MAPA: BBC

BATE-PAPO ONLINE: Converse sobre o conflito na Líbia com outros leitores no ‘Xat’ do Poder Aéreo, clicando aqui.

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Reino Unido:

Londres está usando seus Tornado e Eurofighter, bem como aeronaves Sentinel Nimrod e AWACS para reconhecimento e vigilância. Conta também com duas fragatas que estão no mediterrâneo,  HMS Westminster and HMS Cumberland.

França:

Paris já enviou Rafales e Mirage 2000. Um porta-helicópteros da classe Mistral já está na região. No domingo de manhã, o porta-aviões Charles de Gaulle foi despachado para a costa da Líbia.

Itália:

O Primeiro Ministro Silvio Berlusconi confirmou que as bases militares italianas estão disponíveis para a coalizão. As bases da OTAN em Nápoles por exemplo, poderiam servir na coordenação das operações. A Itália poderá eventualmente participar das operações.

Espanha:

Madrid proverá aviões-tanque e 4 caças F-18 Hornet.

Bélgica:

Bruxelas planeja enviar de 4 a 6 jatos F-16. Eles estavam estacionados na Grécia. Um navio caça minas também está disponível.

Dinamarca:

Copenhagen colocou à disposição 6 jatos F-16, a partir da Sicília, bem como aeronaves de transporte.

Noruega:

Oslo prometeu 5 caças F-16.

Grécia:

O Primeiro Ministro George Papandreou disse que bases do seu país poderiam ser usadas pela coalizão.

Holanda:

A participação permanece incerta.

Emirados Árabes Unidos:

Os EAU vão enviar 24 jatos Mirage 2000-9 e F-16.

Qatar:

O país vai enviar 6 jatos Mirage 2000-5.

Canadá:

O Canadá enviou 7 caças CF-18.

Estados Unidos:

Os americanos estão empregando jatos F-15, F-16, B-2, F-18G e AV-8B Harrier II, este último operando a partir de navio do tipo LHD, assim como helicópteros Sea Hawk.

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