QG Airsoft

Cai Embraer

Na escalada do “Jornal Nacional”, “43 morrem na queda de um avião da Embraer na China”. Antes, manchete do G1, “42 morrem em avião da Embraer”. Na Folha.com, “Acidente com avião da Embraer mata 42″. O UOL evitou citar a Embraer nos enunciados, “Acidente com avião na China mata 43; 53 são resgatados”. E o iG priorizava os resgatados, “49 sobrevivem a queda de avião na China”. O “China Daily” deu mortos e resgatados, falando no texto do “jato E-190 fabricado pelo conglomerado brasileiro Embraer”. Citou que “não há relato oficial”, porém “Hua Jingwei, chefe de publicidade do PCC da cidade de Yichun, disse que o jato se quebrou em duas partes ao se aproximar da pista e alguns passageiros foram jogados para fora antes da queda”. Nos EUA, o “Wall Street Journal” foi o que deu mais atenção, citando a queda nas ações http://online.wsj.com/article/BT-CO-20100824-711542.html da Embraer.

FONTE: Folha de São Paulo (Seção Toda Mídia, de Nelson de Sá), via Notimp

NOTA DO BLOG: selecionamos o ‘clipping’ acima porque o texto, trazendo diversas chamadas do noticiário nacional, convida a uma reflexão. O que é notícia e qual a sua prioridade? Um dos critérios é o de utilidade pública e, em um acidente aéreo, mesmo não sendo no Brasil ou necessariamente envolvendo brasileiros, envolve algumas prioridades: nome da companhia aérea, horário do acidente, número do voo, local, saída e destino, se houve vítimas e seu número. Ou seja, as informações  que mais importam num primeiro momento para o público. Em seguida, vem o fabricante, especulações sobre causas etc.

Convidamos os leitores a refletir sobre o assunto e aproveitamos para informar que, há um mês aproximadamente, a política editorial do Poder Aéreo vem sendo a de apenas selecionar para publicação notícias sobre acidentes aéreos quando envolvem a aviação militar (principal foco do Blog) e, apenas em casos excepcionais, os acidentes da aviação civil (prioritariamente os que que ocorrem no Brasil / envolvendo brasileiros, em situações que contribuam para o debate sobre segurança da aviação, evitando o sensacionalismo que, com frequência, envolve o tema).

 

A Força Aérea Brasileira (FAB) decidiu regulamentar a forma como seus integrantes devem proceder caso avistem ou saibam da aparição de objetos voadores não identificados (ovnis), informou nesta terça o Diário Oficial.

De acordo com as normas, diante da aparição ou da notícia de que alguém tenha visto um ovni, os oficiais devem registrá-la nos livros do Comando da Aeronáutica, que, por sua vez, deverá elaborar um documento que será enviado ao Arquivo Nacional.

Não existem registros oficiais sobre a aparição de naves de outros planetas no Brasil, mas durante a ditadura militar os serviços de inteligência do Estado investigaram a suposta presença de ovnis no céu da cidade de Colares, no Pará.

Conhecida como “Operação Prato”, a investigação aconteceu entre 1977 e 1978, mas a ocorrência de estranhos fenômenos na cidade nunca foi comprovada.

FONTE/FOTO: Agência EFE / LabNews.

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F-X2: cada um escreve o que achar melhor

Duas reportagens publicadas em dois grandes jornais do país no mesmo dia mostram visões completamente distintas para a decisão final

Jobim prepara anúncio do Rafale

Viviane Vaz

Desde 15 de julho um dia depois da festa nacional da Queda da Bastilha , os franceses comemoram antecipadamente a compra de 36 caças Rafale para a Força Aérea Brasileira (FAB), supostamente ratificada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O Ministério da Defesa informou à reportagem que a exposição de motivos técnicos e políticos pelo ministro Nelson Jobim deve sair nos próximos dias. O relatório, segundo adiantado no fim de junho pelo Correio e pelo site Inforel (especializado em notícias internacionais), resume em 40 páginas as mais de 20 mil geradas em documentos dos comandos da FAB e da Marinha sobre a compra dos caças. Com o Rafale, a francesa Dassault lideraria a preferência sobre o F/A-18 Super Hornet, da americana Boeing, e o Gripen NG, da sueca Saab, depois de uma alteração com base na nova Estratégia Nacional de Defesa (END), que mudou os pesos da avaliação e deu mais valor à transferência de tecnologia, reduzindo a importância dos custos de aquisição e manutenção da aeronave.

Também há rumores de que Lula já estaria estudando o relatório desde maio e junho.

Espero tranquila e serenamente, o anúncio ou a declaração do presidente Lula prevista para o mês de julho, declarou o ministro francês da Defesa, Hervé Morin, ao canal de TV LCI, em meados do mês passado. O Brasil é um sócio estratégico maior e decidiu refazer seu exército com a indústria francesa, anunciou ainda o ministro.

Luis Alexandre Fuccille, pesquisador da Facamp, pesquisador do Núcleo de Estudos Estratégicos da Unicamp, considera que a confirmação do Rafale seria uma boa decisão. Esse projeto vem sendo postergado há muito tempo, desde o governo do presidente Fernando Henrique, que acabou deixando para Lula, e estamos no fim do governo Lula sem nenhuma decisão tomada sobre um projeto que é para ontem importantíssimo para a defesa da nossa independência e soberania nacional e, sobretudo, para esse maior protagonismo que o Brasil busca na cena internacional, analisa Luis Alexandre.

Meu único senão seria talvez com relação à conveniência de uma decisão tão importante faltando menos de seis meses para o fim do mandato, aponta o pesquisador, pois a conta e as implicações ficarão para o governo seguinte. Teria sido desejável que tivesse sido antes.

Enquanto os franceses comemoram a decisão do governo brasileiro pelo Rafale e sua parceria estratégica, os suecos comemoram este mês um ano de trabalho com a indústria brasileira. “Estamos há um ano projetando com empresas brasileiras a fuselagem, intermediária, traseira, parte das asas e portas do trem de pouso para o Grippen Mundial”, diz Begt Janer, da assessoria assessoria da SAAB.

Bateu asas e voou

E os novos caças da FAB, hein? Estão voando por aí, ninguém sabe, ninguém viu.

Eliane Cantanhêde

Lula anunciou a escolha do Rafale francês em 7 de Setembro de 2009, antes do relatório oficial da Aeronáutica sobre preços, logística, qualidades técnicas, transferência de tecnologia e coisas assim. Dado o vexame, voltou atrás.

Quando o relatório ficou pronto, foi aprovado pelo Alto Comando da FAB no dia 18 de dezembro e enviado por ofício a Nelson Jobim em 5 de janeiro. Criou-se o impasse: o Rafale ficou em último lugar, atrás do Gripen NG sueco (em primeiro) e do F-18 americano (em segundo). E Jobim passou a fazer um relatório paralelo, resumindo as mais de 2.000 páginas em meia centena, para mostrar, por “a” mais “b”, que o Rafale era melhor.

Em todo esse tempo, há inúmeras declarações do ministro e de outras autoridades brasileiras anunciando a escolha oficial do vencedor para daí a algumas semanas, ou dias. Até agora, nada.

Jobim perdeu um momento espetacular para divulgar o resultado: a combinação de Copa do Mundo com recesso parlamentar, quando só se criticava o Dunga e a vuvuzela. Quem iria gritar contra se fosse o Rafale, o Gripen, ou o F-18? Agora, no meio da eleição, fica tudo muito mais complicado. Qualquer anúncio que Lula faça, ganhe quem ganhar, irá fatalmente dar munição para a oposição.

É provável que o presidente tenha considerado os riscos de optar pelo francês entre a Copa e a eleição e/ou tenha se aborrecido com o aliado Nicolas Sarkozy, que lhe puxou o tapete na negociação do acordo nuclear com o Irã.

O fato é que o projeto FX-2 (dos caças) bateu asas e voou. Possivelmente, até passar a eleição.

FONTE: Correio Braziliense e Folha de São Paulo, via Notimp

NOTA DO BLOG: as duas reportagens tratam do mesmo assunto, mas abordam visões totalmente antagônicas. Agora cabe ao leitor optar por uma ou por outra.

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Segundo reportagem do site ucho.info, Jorge Viana poderia ser próximo ministro da defesa no caso da vitória da situação

Mesmo sem saber se sairá vitoriosa das urnas de outubro próximo, a candidata Dilma Rousseff já tem ao menos um ministro escolhido. Trata-se de acreano Jorge Viana, candidato do PT ao Senado Federal. Ex-governador do Acre e irmão do senador Tião Viana, também do PT, Jorge tem como candidato a primeiro suplente Nilson Mourão, que nos bastidores exala inquietante certeza quando fala da sua atuação como senador a partir de 2011. Tudo porque Jorge Viana, segundo apurou o ucho.info, deve assumir o Ministério da Defesa, atualmente sob o comando o gaúcho Nelson Jobim.

A preferência de Jorge Viana pela pasta da Defesa tem uma explicação que passa obrigatoriamente pela iniciativa privada. No período em que esteve na presidência do conselho de administração da Helibrás, entre setembro de 2007 a março deste ano, Jorge Viana aproveitou para estreitar o seu relacionamento com a EADS, fabricante de aviões militares e cacas supersônicos. No Brasil, a EADS se faz presente através da Eurocopter, fabricante do helicóptero Esquilo, produzido em parceria com a Helibrás.

Entre os produtos que realçam o brilho dos olhos do agora milionário Jorge Viana está o Eurofighter Typhoon, caça bombardeiro fabricado por um consórcio do qual faz parte a EADS. Além de mirar o orçamento de R$ 400 bilhões do Ministério da Defesa para os próximos quinze anos – dinheiro que será investido basicamente em equipamentos e obras – Viana tem atuado como um braço avançado do tal consórcio no Brasil.

Como existem algumas propostas de venda do Typhoon à Índia, Suíça, Grécia e Arábia Saudita, entre outros países, a EADS torce para que a decisão do governo brasileiro de renovar a frota da FAB com os caças Rafale, da francesa Dassault, não desestimule seus eventuais e potenciais clientes. Situação intrincada, mas que pode facilmente explicar a proximidade de Jorge Viana ao presidente Lula da Silva, que para atender um companheiro pode até postergar o anúncio oficial sobre os Rafale, desde que tenha certeza da vitória de Dilma Rousseff na s urnas que se avizinham.

Caso venha a adiar mais uma vez o anúncio sobre os caças, Lula da Silva poderá cair em desgraça com o presidente da França, Nicolas Sarkozy, que recentemente condecorou Jorge Viana com “Legião de Honra”, distinção conferida a àqueles que contribuíram de alguma maneira com a França nas áreas cultural, social e econômica.

Em outro vértice de suas andanças, Jorge Viana tem circulado com folga nos bastidores políticos e financeiros da Alemanha, Espanha, França e Itália, países que têm interesse no bilionário programa brasileiro de modernização da Defesa.

Resumindo, os eleitores acreanos que decidiram votar em Jorge Viana, acreditando que no Senado os interesses do estado serão defendidos, devem pensar melhor. Viana está interessado apenas em estar ministro e facilitar negócios.

FONTE/FOTO: Ucho.info/onortao.com.br

NOTA DO BLOG: o Typhoon não faz parte da “short-list” do Porgrama F-X2. Para que o mesmo fosse reconsiderado, o atual processo deveria ser cancelado e um novo processo teria que ser aberto.

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Modificar os atuais E-jets ou partir para uma aeronave de 130 lugares?

Virgínia Silveira

A remotorização seria o passo certo para se manter na liderança no segmento de até 120 assentos

A Embraer decide até o fim do ano se faz a remotorização do jato 195, que leva até 122 passageiros, ou se parte para o desenvolvimento de um avião maior, de 130 lugares, disse seu vice-presidente para o mercado de aviação comercial, Paulo César de Souza e Silva. A empresa não tem planos de fazer um avião de 150 lugares. “O estudo prevê um jato de 130 assentos com duas classes, mas numa configuração de classe econômica poderia comportar entre 138 e 140 passageiros”.

O presidente da Embraer, Frederico Curado, disse que a companhia não ficaria alheia à chegada de motores que consomem menos combustível. “Nossos E-Jets são novos, mas não podemos ficar indiferentes à disponibilidade de motores mais econômicos”. Ele confirmou conversas com fabricante de motores e disse que a remotorização seria o passo certo para se manter na liderança no segmento de até 120 assentos.

FONTE: Valor Econômico

 

por Angela Pimenta*

Segundo interlocutores próximos do presidente Lula, ele anda desapontado com o governo do presidente francês Nicolas Sarkozy. E tal decepção pode vir a atrasar ainda mais o anúncio oficial, antes dado como certo, da compra dos caças franceses Rafale para a Aeronáutica.

Seriam três as razões para a decepção de Lula — duas de ordem diplomática e a terceira de ordem técnica.

A primeira seria a “traição” da França à política externa brasileira na votação a favor de sanções diplomáticas ao Irã no âmbito do Conselho de Segurança da ONU. Apenas o próprio Brasil e a Turquia votaram contra as sanções, no último mês de junho. Lula e o chanceler Celso Amorim esperavam que se não votasse contra as sanções, ao menos que a França se abstivesse e não votasse contra. Mas isso não ocorreu.

Já a segunda razão tem a ver com a falta de ajuda francesa para que o Brasil e o Mercosul consigam fechar um acordo de livre comércio com a União Europeia. O maior obstáculo para o acordo tem sido a manutenção dos subsídios agrícolas europeus. E mais uma vez nesse quesito, a última rodada de negociação entre os dois blocos, feita em junho na Argentina, não resultou em avanço.

Note-se que durante os quase oito anos do governo Lula, o Brasil só fechou um acordo de livre comércio, com Israel, e ainda sim também no âmbito do Mercosul.

Finalmente, o terceiro motivo tem a ver com o alto índice de componentes americanos no caça francês, além do sistema americano de navegação GPS.

Como se sabe, na briga pela venda de caças ao Brasil, além do Rafale, fabricado pela Dassault, estão também o sueco Gripen NG, da Saab, e o americano F/A-18 Hornet, da Boeing. Trata-se de uma compra estimada em 5 bilhões de dólares.

De acordo com o Ministério da Defesa, depois de um relatório com mais de 30 000 páginas confeccionado no início do ano sobre os três aviões, o ministério ainda deverá entregar um parecer final ao presidente Lula.

O próximo passo seria Lula convocar o Conselho de Defesa Nacional para apreciar e opinar sobre o parecer da Defesa. Só então o presidente tomaria a decisão final. Trocando em miúdos, existe a chance que o anúncio seja feito apenas pelo sucessor (a) de Lula no Planalto.

E mesmo depois de tomada a decisão, começaria então uma nova fase de negociação com o vencedor da disputa, envolvendo a Força Aérea Brasileira e o Tesouro Nacional.

*Angela Pimenta é chefe da sucursal da EXAME em Brasília, revela os bastidores das decisões tomadas pelos Três Poderes e seu impacto na economia.

FONTE: Portal Exame

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Batalha Aérea

PF compra aviões não tripulados e irrita militares. FAB ameaça interceptar os voos se não tiver controle das operações

Antes de sair de férias, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, recebeu em seu gabinete o diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, para uma reunião a portas fechadas. Na pauta da conversa, uma crise entre a PF e a Aeronáutica que está ameaçando a utilização das estratégicas aeronaves não tripuladas para vigilância da fronteira e combate ao crime no Brasil. Os policiais federais receberão três Veículos Aéreos Não Tripulados (Vants) que encomendaram de Israel e querem colocá-los em operação imediatamente. A FAB, sem pressa, exige antes o cumprimento de uma série de exigências. Oficiais ouvidos por ISTOÉ disseram que o comandante da FAB, Juniti Saito, ameaçou derrubar os Vants da PF, caso levantem voo sem autorização. Na conversa com Corrêa, Jobim deu razão à FAB e pediu ao diretor da PF que não alimentasse mais a polêmica.

Oficialmente, ninguém fala da confusão. Mas a queda de braço segue nos bastidores. Desde 2004 os militares tentam desenvolver um Vant brasileiro para o controle das fronteiras. Como ainda não há avanço, a PF decidiu comprar as três aeronaves israelenses, de um total de 14 que planeja adquirir, ao custo de R$ 8 milhões cada uma. Assim acabou provocando ciúme nos militares que, paralelamente, testavam modelos diferentes. A FAB alega que tem prerrogativa na defesa do espaço aéreo e que as aeronaves da PF não foram integradas ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro, colocando em risco voos comerciais. Lógico que ninguém quer derrubar o Vant. Mas sem conhecimento do plano de voo, a FAB pode estragar uma operação da PF, diz um oficial. Ele afirma que, por voar na mesma altitude de aviões comerciais, os Vants poderiam até causar uma colisão.

No início do ano, Saito ligou para Corrêa propondo uma parceria. O diálogo não avançou, e a PF acabou não sendo convidada sequer para a apresentação do programa de Vants da FAB, no dia 10 de maio. Qualquer desconforto que tenha havido foi individual, de algumas pessoas, não entre as instituições, pondera o diretor da PF. Na tentativa de encontrar uma solução para a guerra aérea, Jobim propõe o uso compartilhado dos Vants, pois considera que a PF não teria condições de operar sozinha o complexo sistema de voo remoto. De qualquer modo, a FAB tende a perder espaço na defesa aérea das fronteiras, alerta o analista militar Nelson During, do site Defesanet. É bom os militares se acostumarem, pois não serão mais os únicos geradores de informações estratégicas, diz ele.

FONTE: Isto é – 19/07/2010

A Azul anuncia na próxima semana uma encomenda de aviões turboélices da ATR, fabricante europeu que faz parte do grupo EADS. A empresa pretende usar os aviões, de 68 lugares, para complementar a sua frota de jatos Embraer.

A ideia é conectar cidades de média densidade, como Bauru e Ribeirão Preto, por exemplo, com Campinas, de onde parte a maioria dos voos da companhia.

A decisão da Azul de comprar aviões de outro fabricante surpreendeu analistas. Quando a empresa surgiu, no final de 2008, especulava-se que em pouco tempo a empresa iria complementar sua frota de Embraer com os aviões de maior porte da Airbus ou da Boeing.

Com os ATRs, a empresa fundada por David Neeleman entra no mercado da Trip, maior companhia regional do país e que também opera ATRs e Embraer.

Com uma frota de 18 jatos da família 190/195, a Azul detém 5,43% do mercado doméstico, contra 2% da Trip.

A Folha apurou que a Azul deve encomendar de 15 a 20 ATRs modelo 72-600. Trata-se do mais moderno turboélice da fabricante, com entrada em operação prevista para o segundo semestre de 2011.

Os detalhes da encomenda serão anunciados na terça-feira, durante a feira de aviação de Farnborough, no Reino Unido.

Segundo a Folha apurou, a companhia optou pelo ART, em vez do Embraer 170, de capacidade similar, por uma questão de custo.

Cada ATR 72-600 custa US$ 20 milhões, ante US$ 33,4 milhões do Embraer 170. O consumo de combustível do ATR, para rotas inferiores a 500 km, é um terço menor. Em rotas mais longas, o jato é mais vantajoso.

Além disso, o motor turboélice permite pousar em pistas curtas, enquanto o jato demanda condições melhores dos aeroportos.

A Folha apurou na Azul que o plano de frota para os jatos 190/195 da Embraer não mudou e que a empresa está antecipando encomendas.

“O ATR faz sentido para a Azul. As cidades médias brasileiras estão crescendo muito e demandando transporte aéreo”, diz o consultor Paulo Sampaio, da Multiplan.

Trip vai adquirir mais jatos Embraer

Assim como a Azul está avançando no mercado da Trip, a Trip também avança no mercado da Azul. Com uma frota de 30 ATRs e seis jatos Embraer 175, a Trip vai anunciar um contrato com a Embraer na feira de Farnborough.

José Márcio Caprioli, presidente da companhia, não revela a quantidade ou o modelo. Para o executivo, a aquisição de turboélices pela Azul não altera seus planos. “Esse é um setor muito competitivo”, afirma Caprioli. “Se não fosse a Azul, poderia ser outra companhia.”

A Azul anuncia na próxima semana uma encomenda de aviões turboélices da ATR, fabricante europeu que faz parte do grupo EADS. A companhia pretende usar os aviões, de 68 lugares, para complementar a sua frota de jatos Embraer.

A ideia é conectar cidades de média densidade, como Bauru e Ribeirão Preto, por exemplo, com Campinas, de onde parte a maioria dos voos da companhia.

FONTE: Folha.com

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O ministro francês da Defesa, Hervé Morin, declarou nesta quinta-feira que espera tranquilamente que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anuncie neste mês que seu país vai comprar da França os aviões de combate Rafale, em uma operação milionária. “Espero tranquilo, serenamente, o anúncio ou a declaração do presidente Lula prevista para o mês de julho”, declarou Morin ao canal de TV “LCI”.

“O Brasil é um sócio estratégico maior”, acrescentou, enfatizando ainda que “o Brasil decidiu refazer seu exército com a indústria francesa”. O ministro recordou que a França já vendeu ao Brasil 51 helicópteros. “É o segundo maior contrato de venda assinado pela Eurocopter”, enfatizou Morin, que também mencionou a assinatura de um contrato para a construção de submarinos.

O avião de combate Rafale, do construtor aeronáutico francês Dassault, compete com o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing e com o Gripen NG do sueco Saab por um contrato para vender 36 aparelhos ao Brasil.

Lula deveria anunciar sua decisão a partir de maio. Em várias ocasiões, declarou que o Rafale era mais vantajoso para o Brasil, pois o construtor francês estava disposto a transferir tecnologia para o Brasil, tal como prometeu o presidente francês Nicolas Sarkozy durante uma visita a Brasília em setembro de 2009.

FONTE: France Presse via Folha de São Paulo

FOTO: Armée de l’air (Força Aérea Francesa)

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Em visita às instalações da Embraer em São José dos Campos, candidata do PV falou sobre o Programa F-X2

Embora evite opinar sobre qual modelo de caças a FAB (Força Aérea Brasileira) deve adquirir – o francês, o sueco ou o americano –, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, defendeu um debate maior em torno da decisão, em visita realizada nesta segunda-feira (12) à sede da Embraer, em São José dos Campos, no interior de São Paulo.

Segundo Marina, a discussão sobre o tema foi feita de maneira “açodada” pelo Congresso, sem que houvesse tempo hábil para a o debate nas comissões do Senado e da Câmara.

-É claro que nós precisamos cada vez mais equipar a Força Aérea Brasileira, e ter uma atitude preventiva em relação ao nosso sistema de segurança. Nós somos uma potência ambiental, e temos que ter os investimentos corre mecanismos para nos proteger. [...] E essas coisas não podem ser feitas de forma açodada, como ocorreu no Congresso, sem os devidos trâmites [para a tomada da decisão].

O governo ainda não anunciou a decisão sobre a compra dos caças, mas já indicou que pode optar pelos aviões Rafale, de origem francesa. Apesar das críticas, Marina disse acreditar que o governo brasileiro irá honrar os acordos que venham a ser tomados, e defendeu a ampliação da proteção das fronteiras brasileiras.

FONTE: R7

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Presidente comete gafe e chama cargueiro de caça

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta sexta-feira (9) em encontro com o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, que quer uma parceria com a África da Sul no desenvolvimento de um avião, que, segundo ele, deve estar pronto em 2015. Lula disse também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para atuar na defesa das reservas do pré-sal.

“Nós estamos querendo que o companheiro Zuma se junte ao Brasil na construção do avião KC-139, que é o novo Hércules que nós estamos construindo, um avião de caça, que é importante, a gente pretende que em 2015 ele esteja pronto”, afirmou. “O Ministério da Defesa e [o Ministério da] Ciência e Tecnologia vão continuar discutindo [a questão]”, disse. O Hércules é, na verdade, um avião de transporte usado pela Força Aérea Brasileira.

O presidente afirmou também que o Brasil tem interesse na compra de aviões não tripulados da África do Sul para serem usados na defesa das reservas de petróleo na camada de pré-sal.

“Nós temos muita fronteira marítima, muita fronteira seca, nós temos o pré-sal a 300 quilômetros da nossa costa, e se a gente não tomar cuidado, é capaz que alguém tire lá, por debaixo”, disse.

“E pode ser que apareça algum esperto querendo pegar o nosso petróleo, e nós vamos ter que ficar lá, de olho, e por isso nós estamos de olho nesses veículos, esses aviões não-tripulados da África do Sul.”

FONTE: G1

NOTA DO BLOG: KC-139? Que avião é esse?

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A festa de encerramento do XXIX Torneio de Aviação de Caças (TAC), uma das mais tradicionais competições operacionais da aviação militar, ocorreu no final da tarde de ontem, no auditório da Faculdade Cathedral, com a presença de autoridades militares e civis, consagrando o Esquadrão Escorpião da Base Aérea de Boa Vista como o grande vencedor desta edição.

A competição tem tradição de mais de quatro décadas no país. Por dez dias, os 11 esquadrões de caças da FAB disputaram o título de campeão da competição, em provas de ataque ao solo e navegação à baixa altura, além de provas esportivas, como voleibol, cabo-de-guerra e tiro.

O TAC é uma atividade operacional que visa consolidar e aprimorar a doutrina de emprego, além de permitir o intercâmbio de conhecimentos entre os esquadrões participantes no emprego operacional.

Participaram da disputa os caças F-5EM, F-2000, A-1, A-29 e AT-26, além de aeronaves-radar (E-99), helicópteros de transporte H-1H e H-34, e aviões SC-95, e Bandeirante da Aviação de Busca e Resgate.

VENCEDORES – O vencedor da prova Surpresa foi o esquadrão POKER (1ª/10ª GAV), de Santa Maria (RS); na prova de Ataque ao Solo, o esquadrão ADELPHI, do Rio de Janeiro (RJ); e na prova Tiro com Armas Portáteis, o esquadrão JOKER, de Natal (RN).

O esquadrão Escorpião, de Boa Vista (RR), sagrou-se campeão nas provas de Voleibol, Fuga de Danilo e Cabo de Guerra, ficando em primeiro lugar na classificação geral do TAC.

Por ser o campeão da parte operacional do torneio, o esquadrão Escorpião recebeu ainda o troféu Nero Moura – patrono da aviação de caça – instituído no centenário de sua morte.

Para o major-brigadeiro-do-ar Antônio Carlos M. Bermudez, comandante da Operação no estado, os objetivos do torneio foram alcançados, inclusive com superação. Ele destacou que a principal meta da FAB com o torneio é qualificar os militares – os que voam e fazem voar. “Gostaríamos de destacar a receptividade que tivemos nesta cidade. Estivemos aqui com um efetivo de 500 homens e uma atenção especial por parte da população”, acrescenta.

SEDE – Durante a solenidade de premiação foi anunciada a próxima sede do Torneio de Aviação de Caças que será a cidade de Anápolis (GO).

FONTE: Jornal Folha de Boa VistaCOLABOROU: Justin Case

NOTA DO BLOG: segue a classificação das unidades no TAC, conforme divulgado no site da FAB:

Na cerimônia de encerramento do 29 º Torneio de Aviação de Caça (TAC), que aconteceu na quinta-feira (9/07), na Base Aérea de Boa Vista (BABV), o 1º/3º GAV- Esquadrão Escorpião foi anunciado como o campeão do TAC 2010, após uma semana de intensas atividades, conseguindo um total de 194 pontos.

Ao longo de cinco dias, os participantes se enfrentaram nas modalidades de navegação e de ataque ao solo, tiro com armas portáteis, corrida de orientação- Fuga do Danilo, vôlei, cabo-de-guerra e uma prova surpresa.

Confira a classificação abaixo:

Prova de Navegação

  • 1º lugar – 2º/3º GAV-GRIFO
  • 2 º lugar – 3º/10º GAV- CENTAURO
  • 3 º lugar – 1º/10º GAV-POKER

Prova de Ataque ao Solo (BMA)- Melhores Esquadrilhas

  • 1º lugar – 3º/10º GAV- CENTAURO
  • 2 º lugar – 2º/5º GAV- JOKER
  • 3 º lugar – 1º/14º GAV- PAMPA

Prova de Ataque ao Solo (BMA)

  • 1º lugar – 1º/16º GAV- ADELPHI
  • 2 º lugar – 1º/14º GAV- PAMPA
  • 3 º lugar – 3º/10º GAV-CENTAURO

Tiro com Arma Portátil

  • 1º lugar – 2º/5º GAV – JOKER
  • 2 º lugar –1º/3º GAV- ESCORPIÃO
  • 3 º lugar –3º/10º GAV- CENTAURO

Corrida de Orientação-Fuga do Danilo

  • 1º lugar – 1º/3º GAV – ESCORPIÃO
  • 2 º lugar –1º/10º GAV-POKER
  • 3 º lugar – 1º GAVCA

Vôlei

  • 1º lugar – 1º /3º GAV- ESCORPIÃO
  • 2 º lugar –1º/10º GAV- POKER
  • 3 º lugar – 3º/10º GAV- CENTAURO

Cabo-de-guerra

  • 1º lugar – 1º/3º GAV –ESCORPIÃO
  • 2 º lugar – 3º/10º GAV- CENTAURO
  • 3 º lugar –1º/10º GAV-POKER

Competição Surpresa- O.M.D

  • 1º lugar – 1º/10º GAV-POKER
  • 2 º lugar – 1º GAVCA
  • 3 º lugar – 1º/4º GAV- PACAU

Em segundo lugar ficou o 3º/10º GAV-Centauro, com 167 pontos, e o terceiro com o 1º/16º GAV-Adelphi, com 145 pontos.

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