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MiG-35

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Se a proposta entregue em maio pela empresa for aceita, o que inclui uma opção de compra que pode levar a aquisição a 40 jatos, espera-se que a assinatura do contrato seja feita neste mês de junho

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Segundo reportagem publicada na semana passada pela AIN Online, espera-se que o Ministério da Defesa da Rússia seja o cliente de lançamento do caça multifunção MiG-35. Segundo o diretor geral da “Russian Aircraft Corporation MiG” (RAC MiG), Sergei Korotkov, a empresa e o ministério negociam uma encomenda inicial de 24 aeronaves, com uma opção que, se exercida, poderá levar o número para cerca de 40 caças.

Em cerimônia de aniversário de 60 anos das instalações de Lukhovitsy realizada no final de maio, Korotkov fez a seguinte afirmação a repórteres: “Nossa proposta cálculos (de custo de fabricação) foram entregues ao Ministério da Defesa na semana passada. Caso sejam aceitos, o contrato poderá ser assinado em junho.

O MiG-35 é uma evolução do MiG-29M/M2, visando a eficiência em combate e a versatilidade. A nova versão recebeu um radar Zhuk-MAE do tipo AESA (varredura eletrônica ativa) da Phazotron-NIIR, que foi testado em voo durante a mal-sucedida participação da RAC-MiG na competição indiana por uma aeronave de combate multifuncional de porte médio (MMRCA), na qual foi selecionado o caça Rafale, da francesa Dassault. Segundo Korotkov, o MiG-35 não foi selecionado entre os finalistas da disputa por razões políticas. Ainda assim, como o contrato do MMRCA ainda não foi assinado, ele disse que a empresa mantém as esperanças.

MiG-35 radar Zhuk-Ae - foto RAC MiG

Enquanto isso, seguem os contratos de versões navais do MiG-29 para Rússia e Índia

Essa encomenda esperada do ministério seguiria um contrato concedido no ano passado, pela Marinha Russa, para 24 caças embarcados MiG-29K/KUB. Quatro desses jatos serão entregues neste ano, com mais dez entregas em 2014 e as dez finais em 2015. Segundo Korotkov,  “o primeiro avião está completo e aguarda a aceitação do cliente, enquanto os números dois e três estão na montagem final e o quarto está sendo montado”.

MiG-29 KUB - foto RAC MiG

O executivo acrescentou que encomendas do Ministério da Defesa permitirão à RAC MiG manter uma cadência de 10 entregas anuais pelo futuro visível. Simultaneamente, a empresa continuará a fabricar jatos MiG-29K/KUB para a Marinha Indiana, que já recebeu 20 unidades e aguarda mais 25 entregas.

MiG-29 KUB indiano -foto RAC MiG

Ainda de acordo com Korotkov, o Ministério da Indústria e Comércio da Rússia concedeu à RAC MiG um contrato para desenvolver um futuro veículo aéreo não-tripulado de combate (UCAV): “Continuamos trabalhando junto com a Sukhoi no assunto do UCAV”, disse Korotkov, que completou: Antes, desenvolvíamos o programa chamado ‘Skat’, no qual criamos algumas tecnologias que agora estão sendo usadas no novo projeto.”

Korotkov também informou que a Síria, que encomendou 24 caças MiG-29M2 em 2007, tem intenção de encomendar “mais dez aeronaves” O contrato está em suspenso devido à guerra civil na Síria, segundo o executivo, que também afirmou: “A delegação síria está agora em Moscou (e) conversações estão sendo feitas sobre o destino de sua encomenda.”

MiG-29 KUB - foto 2 RAC MiG

FONTE: AIN Online (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: RAC MiG 

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Vida longa ao MiG-21 na Croácia

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Governo Croata decide formalmente esticar vida útil de parte da frota de jatos MiG-21, além de adquirir exemplares adicionais, devido à falta de fundos para comprar caças mais novos

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Segundo reportagem publicada no site Flightglobal nesta terça-feira, 11 de junho, o Governo da Croácia decidiu formalmente recuperar parte de sua frota baseada em caças Mikoyan MiG-21, além de adquirir mais exemplares desse modelo para manter um esquadrão operacional. A decisão se deve à escassez de verbas para adquirir um novo tipo de caça, plano que vem sendo continuamente adiado.

O Ministério da Defesa da Croácia selecionou (short list) a empresa romena Aerostar e a ucraniana SE Odessa (segundo o Ministério da Defesa, UKRSPETSEXPORT) como potenciais contratados para a revitalização de sete caças MiG-21 de sua Força Aérea, com a possibilidade de adquirir cinco aeronaves adicionais.  A decisão é esperada para breve, e a mídia croata revelou que ofertas das companhias têm valor, respectivamente, de 18,6 e 13,9 milhões de euros.

MiG-21 croata - foto 5 Ministério da Defesa da Croácia

Segundo o embaixador da Ucrânia na Croácia, Alexander Lavachenko, a oferta ucraniana inclui a entrega proposta de aeronaves deixadas de lado num acordo parcialmente cancelado com o Iêmen, que recebeu apenas 20 caças MiG-21 de uma encomenda original de 28 unidades.

Já a romena Aerostar realizou, anteriormente, uma modernização e revitalização limitada em oito caças MiG-21bis da Croácia, aos quais foram adicionaods quatro modelos UMD de dois lugares aprimorados, para treinamento, em 2003.

MiG-21 croata - foto 7 Ministério da Defesa da Croácia

Entre os candidatos possíveis para substituir os jatos MiG-21, estavam caças usados norte-americanos F-16, da Lockheed Martin, e suecos Gripen, da Saab. Oito destes últimos foram oferecidos pela agência sueca de exportação, a FXM,  em outubro de 2012. Outras soluções potenciais incluíam a compra de jatos MiG-29 usados por meio da RAC MiG, modelos norte-americanos McDonnell Douglas F-4 Phantom retirados de serviço pela Força Aérea Alemã, caças excedentes Dassault Mirage F1 ou jatos Kfir fabricados pela Israel Aircraft Industries (IAI).

Em um acordo separado, a Croácia selecionou as instalações ucranianas de Sevastopol e a Motor Sich de Zaporozhye para apoiar a revitalização de seis helicópteros utilitários Mil Mi-8/17. Espera-se que os trabalhos no primeiro exemplar sejam completados em outubro deste ano.

Notas do Ministério da Defesa da Croácia, compiladas pelo Poder Aéreo, trazem mais dados sobre o programa de revitalização e a operação dos caças MiG-21 no país:

Quanto à disputa pelo contrato dos caças MiG-21 croatas, o Ministério da Defesa da Croácia de fato divulgou notas a respeito do recebimento das propostas no dia 7 de maio e de sua abertura oficial, dez dias depois. O procedimento foi realizado na presença dos dois ofertantes, que elogiaram a forma pela qual o processo foi conduzido. Segundo a nota mais recente, a equipe do Ministério deverá notificar o público assim que for selecionado oficialmente o vencedor.

MiG-21 croata - foto 2 Ministério da Defesa da Croácia

Ainda segundo o ministério, o contrato para revitalização e aquisição, referente a um total de 12 caças MiG-21 foi iniciado de acordo com a “Regulamentação de Aquisição Pública em Defesa e Segurança”, para a qual o Ministério da Defesa recebeu a necessária alocação de fundos no orçamento de 2013.

No mês anterior (2 de abril), o ministério já havia publicado uma nota oficial respondendo a diversos artigos publicados sobre aquisição ou revitalização de caças para a Força Aérea Croata. No pronunciamento, o ministério informou que o convite com 30 dias de prazo para ofertas relativas ao MiG-21 foram entregues às duas companhias, desmentindo alegações de que algum dos ofertantes estaria recebendo tratamento preferencial. Também refutou notícias que acusavam haver corrupção no processo, alegações que começaram a aparecer na mídia no final de 2012, após a decisão de revitalizar os caças existentes da frota de MiG-21 do país.

MiG-21 croata - foto 6 Ministério da Defesa da Croácia

Sobre a operação dos caças MiG-21, são frequentes no site do Ministério da Defesa da Croácia avisos sobre treinamentos regulares realizados com aeronaves da frota. O detalhamento chega a incluir datas e horários em que se pode esperar ouvir a quebra da barreira do som (boom sônico) e em que regiões, nos voos que são realizados a altitudes superiores a 10.000 metros.

Também há resposta a um artigo na mídia (Slobodna Dalmacija) que alegava desproteção do espaço aéreo em regiões como a Dalmácia, por não ser mais costumeiro desdobrar aeronaves na pista de Split. Segundo o ministério, a última vez em que caças MiG-21 foram desdobrados para Split foi durante a visita do então papa Bento XVI, o que confirmaria que o desdobramento em outras bases é possível, porém trata-se de uma ação realizada de forma limitada devido a outras necessidades orçamentárias.

MiG-21 croata - foto 3 Ministério da Defesa da Croácia

Porém, seriam absolutamente inverídicas alegações de que os caças MiG seriam incapazes de atingir, a partir de Zagreb, localidades no sul da Croácia como Dubrovnik e Mljet. Isso porque, a partir do momento em que um par de caças interceptadores decola (dois jatos são mantidos em alerta constantemente) o local de pouso das aeronaves é irrelevante, pois após executar a missão os jatos podem pousar na pista mais próxima.

Por exemplo, após uma missão ao sul de Mljet, na fronteira sul do país, conforme o nível de combustível restante o piloto pode se decidir por pousar em Dubrovnik ou Split airport, onde será realizado o completo “check” de serviço segundo padrões da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

FONTES: Flightglobal e Ministério da Defesa da Croácia (também fotos)

Compilação, tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês.

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Patrulha mista entre caças Rafale da Força Aérea e da Marinha Francesa - foto Marine Nationale via Força Aérea Francesa

vinheta-clipping-aereoPARIS, 11 Jun 2013 (AFP) – O vice-presidente Michel Temer afirmou nesta segunda-feira, no Palácio do Eliseu, que o governo brasileiro segue ‘refletindo’ sobre a compra do caça francês Rafale para reequipar a FAB.

‘O presidente (François) Hollande, com muita elegância, não mencionou este assunto’, disse Temer ao final de um encontro com o líder francês. ‘Não tivemos realmente a possibilidade de falar sobre isto’.

Temer recordou que o governo brasileiro ‘ainda não tomou uma decisão, mas é evidente que o Rafale segue na nossa reflexão, ao lado de outros países que também competem com seus aviões’.

O Brasil abriu uma concorrência para comprar 36 novos caças para a FAB, mas a decisão sobre o negócio foi adiada em várias ocasiões devido a dificuldades orçamentárias.

O Rafale, da Dassault Aviation, concorre com o F/A-18 Super Hornet da americana Boeing e com o Gripen NG, da sueca Saab. O contrato envolve mais de 5 bilhões de dólares.

Temer, que está em Paris para defender a candidatura de São Paulo à sede da Exposição Universal de 2020, revelou que Hollande visitará o Brasil para inaugurar a ponte entre o país e a Guiana francesa, ao lado da presidente Dilma Rousseff.

FONTE: France Presse, via G1

COLABOROU: ‘DrCockroach’

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Do-17 retirado da água - foto Reuters via Uol

Uma equipe de resgate britânica tirou do mar um bombardeiro alemão da Segunda Guerra Mundial, que estava no leito marinho na costa sudeste da Inglaterra. O Dornier Do 17 foi abatido durante a chamada “Batalha da Inglaterra” em agosto de 1940, mas apenas foi descoberto por mergulhadores em 2008.

Cobertos de incrustações e com uma asa faltando, os destroços foram retirados do mar lentamente, até 15 metros acima da superfície, em Goodwin Sands, em Kent, na boca do Canal Inglês. Especialistas do Museu da Força Aérea Real (RAF) levaram cinco semanas preparando o avião para seu resgate. O Dornier 17 recebeu o apelido de “lápis voador” da Luftwaffe, devido à sua fuselagem estreita.

Acredita-se que seja o único bombardeiro Dornier Do 17 que tenha sobrado da guerra, e a operação para recuperá-lo foi a maior desse tipo em águas britânicas.

“A descoberta e recuperação do Dornier é de importância nacional e internacional”, disse o vice-marechal do ar Peter Dye, diretor geral do Museu da RAF. Ele completou: “A aeronave é um sobrevivente único e sem precedentes da Batalha da Inglaterra e da Blitz*.”

Do-17 retirado da água - foto Reuters via ABC

Agora serão iniciados os trabalhos para conservar o Dornier e prepará-lo para exposição no museu, em Londres. Ainda segundo o seu diretor geral, a aeronave proporcionará “uma exibição evocativa e emocionante” que poderia destacar os sacrifícios feitos por jovens dos dois lados. “É um projeto que tem memória e reconciliação em seu coração”, disse Dye.

A Batalha da Inglaterra começou em 10 de julho de 1940 e terminou em 31 de outubro do mesmo ano. Mais de 2.900 aeronautas britânicos, aliados e da comunidade britânica (Commonwealth) participaram em cerca de 600 aviões, enquanto os alemães tinham 1.750 aeronaves à sua disposição. Apesar de muito superada em número, a RAF derrotou a Luftwaffe no que é considerado um ponto de virada na Segunda Guerra Mundial.

Centenas de bombardeiros alemães foram derrubados durante a batalha, a maioria dos quais teve o metal aproveitado para a fabricação de aviões britânicos, segundo o museu.

Do-17 em voo - foto via lsiupc

FONTE: AFP, via ABC News (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Reuters via ABC News e UOL (exceto foto histórica do final, via lsi.upc.edu)

*NOTA DO EDITOR: costuma-se denominar de Batalha da Inglaterra a fase predominantemente diurna dos combates sobre a Grã-Bretanha no segundo semestre de 1940 e de “Blitz” a fase seguinte, predominantemente noturna, que se estendeu até praticamente meados de 1941 (embora bombardeios alemães à Inglaterra prosseguissem quase até o final da guerra). A “Blitz” diminuiu de intensidade conforme a Alemanha transferiu suas unidades de bombardeiros do Oeste para o Leste, visando o ataque à União Soviética, em 1941.

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Rafale - foto K Tokunaga - Dassault

Negócios no valor de 25 bilhões de dólares estão próximos de serem fechados pela Força Aérea Indiana (IAF). Estes incluem o tão esperado contrato de US$ 20 bilhões para a compra de 126 caças (programa MMRCA, vencido pelo Dassault Rafale), três aviões C-130J para operações especiais, 22 helicópteros Apache Longbow (US$ 1,2 bilhão), 15 helicópteros Chinook (US $ 1,4 bilhões) e seis A-330 MRTT (US $ 2 bilhões).

O comandante da IAF NAK Browne disse: “A IAF está testemunhando uma fase sem precedentes de modernização. O aprimoramento da capacidade pode ser visto em todo o seu espectro. Cinco grandes negócios estimados em US $ 25 mil milhões a ser fechado ainda neste anos fiscal. ”

Fontes disseram à FE: “As conversações estão em andamento para mais seis C-130J da Lockheed Martin. Pedidos para três já foram feitos. Além disso, o IAF espera obter 10 aeronaves Boeing C-17 Globemaster III avaliadas em US $ 5 bilhões. A entrega da aeronave está prevista entre junho de 2013 e junho de 2015. Como no caso do C-130J, IAF também planeja aumentar sua frota de C-17 por mais 10 aviões deste tipo. ”

O IAF também está induzindo 139 helicópteros russos Mi-17 V-5 por cerca de US $ 2,4 bilhões. O “burro de carga” Mi-17 tem estado em serviço por décadas, mas o novo modelo, V-5, é uma máquina muito superior com motores, pás do rotor e aviônicos novos. Um pedido da IAF para 80 Mi-17 já está em andamento, o que é susceptível de ser seguido por um pedido de mais 59.

Como parte de seus planos de modernização, no início de maio, o Ministério da Defesa emitiu uma Solicitação de Propostas (RFP) para oito fornecedores aeroespaciais estrangeiros, convidando para co-produção de 56 aviões de transporte médio para substituir a frota antiga de aeronaves Avro 748. O negócio pode valer cerca de 28000 crores.

Entre as empresas convidadas estão a Boeing dos EUA, a Ilyushin da Rússia, a Antonov da Ucrânia, o consórcio franco-alemão EADS e a Alenia Aeromacchi da Itália. Como noticiado anteriormente pela FE, a reunião de pré-candidatura terá lugar no dia 19 de junho. O Ministério da Defesa tem dado aos licitantes cinco meses para escolher e amarrar com uma Agência de Produção indiana (IPA) e apresentar as suas “propostas tecno-comerciais”.

Do dispêndio de capital total de R86741 crores neste ano fiscal para a nova compra, o ministro das Finanças P Chidambaram alocou o máximo pelo IAF (R38 558 crore), seguido pelo Exército (R17 822 crores), Marinha (R9626 crores) e Defence Reseach and Development (R5058 crores).

FONTE: The Financial Express (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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Aeronave saiu dos Estados Unidos e deveria pousar na Bolívia.Piloto foi interrogado pela Polícia Federal e liberado em seguida.

 

pousou em Guajara-Mirim

vinheta-clipping-aereo Fiscais da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) estiveram no aeroporto de Guajará-Mirim (RO) nesta terça-feira (4) para avaliar a situação de uma aeronave americana, apreendida pela Polícia Federal, após pousar, sem autorização, no local que está interditado desde outubro do ano passado. O piloto da aeronave foi interrogado e liberado.

De acordo com a Polícia Federal, o avião monomotor cessna de fabricação americana, veio dos Estados Unidos e deveria pousar em Guayarámerim, na Bolívia, no dia 29 de maio. As causas do pouso não foram divulgadas pela PF.

Para decolar, o piloto precisa ter um plano de voo especial, por conta da interdição do aeroporto. Desde que foi interditado, apenas aeronaves militares têm autorização para pousar e decolar no aeroporto. A Receita Federal também investiga o caso. A identidade do piloto não foi divulgada.

As condições do aeroporto, tanto da pista como da área de embarque e desembarque, também foram avaliadas pela Anac. Representantes da Receita Federal e da Anac não quiseram comentar o caso.

FONTE: G1

 

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Fontes ouvidas pela agência de notícias com sede em Londres disseram que o anúncio ocorrerá antes de outubro

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Dave Gregorio

vinheta-clipping-aereoO Brasil está perto de fechar com a fabricante de aeronaves norte-americana Boeing a compra de caças F/A-18 Super Hornet em uma das disputas mais cobiçadas do mundo após o vice-presidente dos EUA, Joe Biden, visitar autoridades do governo brasileiro em Brasília e sanar dúvidas, segundo fontes da agência Reuters.

Biden se encontrou com a presidente brasileira Dilma Rousseff na sexta-feira passada e assegurou-a de que o Congresso dos EUA provavelmente respeitará o acordo de transferência de tecnologia sensível ao Brasil, parte do negócio, informaram três fontes que estiveram presentes ao encontro.

O acordo envolve a compra de 36 caças por um valor próximo de US$4 bilhões, com possíveis aquisições posteriores que podem elevar o valor do contrato com o tempo. Isto representaria um grande prêmio para as empresas de defesa norte-americanas num momento em que os EUA e muitos países europeus estão enxugando os orçamentos de defesa.

A presidente Rousseff ainda não tomou a sua decisão final, e o momento do anúncio ainda não está claro, segundo dito pelas fontes.

Mas comentários da presidente para Biden e outros acontecimentos recentes sugerem a preferência pela Boeing, sendo que uma decisão deve ser anunciada antes da visita de estado que Dilma fará à Casa Branca para se encontrar com o presidente dos EUA, Barack Obama, em outubro.

“Se for a Boeing, Biden merece muito dos créditos por isso” disse uma autoridade brasileira.

A principal desconfiança de Dilma em relação à proposta norte-americana sempre foi a possibilidade do Congresso dos EUA vetar a transferência de tecnologia em função de preocupação com relação à segurança nacional. O Brasil possui relações cordiais com os Estados Unidos, mas irritou alguns congressistas nos últimos anos por meio de suas interações com o Irã, a Venezuela e outros países que antagonizam com Washington.

Dilma, uma militante pragmática da esquerda, disse que a tecnologia é até mesmo mais importante que os próprios jatos porque o negócio pode impulsionar as indústrias de defesa do Brasil, como a Embraer.

No encontro da última sexta-feira, Dilma primeiramente levantou suas dúvidas em relação ao acordo de transferência de tecnologia, disseram as fontes.

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Biden não fez promessas sobre o que o Congresso fará. Mas ele disse, do alto das suas três décadas de experiência no Senado, para tratar ponto a ponto as preocupações.

Fator “SEQUESTRATION”?

Segundo o relato de algumas autoridades, Biden explicou que os senadores democratas nunca estiveram contra as vendas estratégicas do governo Obama, enquanto que muitos dos Republicados, encabeçados pelo senador John McCain do Arizona, mostraram disposição em apoiar a negociação com o Brasil.

Biden disse que a redução do orçamento de defesa dos EUA pode reduzir qualquer tentativa de oposição ao negócio no Congresso em um acordo que auxiliará a indústria de defesa dos EUA.

Ele também citou exemplos de bloqueios feitos pelo Congresso em acordos de defesa com países situados em regiões estrategicamente difíceis como o Oriente Médio, mas não com áreas pacíficas e predominantemente democráticas como a América do Sul.

Antes que a conversa mudasse de rumo, Dilma agradeceu Biden por fornecer fortes argumentos para usar a favor da Boeing, disseram duas fontes.

Perguntado sobre a questão, um funcionário da Casa Branca disse: “Nós não nos manifestaremos sobre conversas privadas, mas no aspecto geral os EUA apoiam fortemente a proposta da Boeing.”

O programa F-X2 anda fragilizado pela sua longa demora.

O Brasil inicialmente procurava um substituto para os caças Mirage na década de 1990, e o antecessor de Dilma declarou publicamente em 2009 que ele escolheria a Dassault.

No entanto, por uma série de razões, desde problemas orçamentários até ciclos eleitorais, o governo adiou a decisão sucessivamente. Executivos da companhia, alguns deles tentando convencer o Brasil por mais de uma década, diziam de forma jocosa que o Brasil não tinha intenção nenhuma de comprar caças.

Relação de longa duração

No entanto, existem razões diveersas para a presidente Dilma anunciar a decisão sobre os caças antes do final desse ano, quando a Boeing deverá ser declarada a vencedora.

Militares brasileiros tem dito sistematicamente que manter os caças Mirage será difícil após o final desse ano. Nesse meio tempo, a sensibilidade de anunciar o gasto de milhões de dólares durante um período econômico de retração poderia levar Dilma a anunciar a decisão antes de 2014, quando ela enfrentará a reeleição.

Dilma lançou o acordo como uma parte crucial do alinhamento do Brasil nas décadas que virão – uma mensagem que ela repetiu para Biden na sexta-feira.

Apesar de desafiar as vontades de Washington em questões como a da Síria, Dilma tem procura estreitar relações com os EUA. Ela recebeu um fluxo constante de secretários de gabinete e senadores, e aceitou o convite de Obama para uma visita de Estado, a primeira de um líder brasileiro em 20 anos.

Pelo seu lado, os EUA, pela primeira vez na história da USAF, escolheu a Embraer em fevereiro para o fornecimento de 20 aviões de ataque leve – um negócio que muito brasileiros viram como fundamental para a escolha do F/A-18.

A Boeing também aprofundou seu relacionamento com a Embraer em tempos recentes.

Enquanto isso, o governo brasileiro tem sido menos feliz com os outros finalistas do programa F-X2. O recente acordo com a França para a construção de submarinos resultou em menor número de transferências de tecnologia que o esperado, disse uma autoridade.

França e Suécia se opuseram ao candidato do Brasil para liderar a Organização Mundial do Comércio, que ganhou o cargo no mês passado. Os Estados Unidos também apoiaram um candidato diferente, mas foram mais contidos em seu apoio, na visão de Brasil.

“Notamos estas coisas, e eles são todos os fatores que influenciam a decisão (jatos)”, disse uma brasileira. “Trata-se de muito dinheiro, e queremos escolher o parceiro certo.

FONTE/FOTOS:
Reuters (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em inglês)/USN

NOTA DO EDITOR 1: selecionamos belas imagens (na nossa opinião) para este ‘post’. Elas estão em altíssima resolução. Clique nas imagens para ampliar.

NOTA DO EDITOR 2: título original “Brazil closer to Boeing on jets deal after Biden visit”

COLABOROU: Roberto Bozzo

Lembrando a proposta da Boeing para a FAB:

(Lembrando que a lista abaixo foi obtida a partir da notificação do Pentágono ao Congresso dos EUA. O conteúdo muito provavelmente foi modificado para melhor nas revisões posteriores)

superhornet-cut

  • Fornecimento de 28 F/A-18E Super Hornet e 8 F/A-18F Super Hornet, 72 F414-GE-400 motores instalados, peças de reposição e armas por US$ 7 bilhões.
  • 4 motores F414-GE-400 para reposição
  • 36 radares AN/APG-79
  • 36 canhões M61A2 20mm
  • 36 RWR AN/ALR-67(V)
  • 144 lançadores LAU-127
  • 44 Joint Helmet Mounted Cueing Systems (JHMCS)
  • 28 mísseis AIM-120C-7 AMRAAM
  • 28 AIM-9M SIDEWINDER
  • 60 GBU-31/32 Joint Direct Attack Munitions (JDAM)
  • 36 AGM-154 Joint Standoff Weapons (JSOW)
  • 10 AGM-88B HARM Missiles
  • 36 Pods AN/ASQ-228 (V2) Advanced Targeting Forward-Looking Infrared (ATFLIR)
  • 36 AN/ALQ-214 Radio Frequency Countermeasures.
  • 40 AN/ALE-47 Electronic Warfare Countermeasures Systems
  • 112 decoys rebocados AN/ALE-50

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Presidente da fabricante de aviões está a avaliar aquisição da unidade de manutenção deficitária e que o Governo quer retirar do perímetro de venda do grupo

 

A fabricante tem vindo a avaliar a aquisição da subsidiária da TAP em conjunto com o Governo brasileiro Nicolas Asfouri AFP

Raquel Almeida Correia

vinheta-clipping-aereo A Embraer confirmou a notícia avançada nesta terça-feira pelo PÚBLICO, dando conta do interesse na compra da M&E Brasil, a empresa de manutenção que a TAP detém naquele país e que tem fábricas em Porto Alegre e no Rio de Janeiro.

Questionado pelos jornalistas, à margem da 69.ª Assembleia Geral da Associação Internacional do Transporte Aéreo (IATA) na Cidade do Cabo, o presidente da fabricante brasileira de aviões, Paulo Souza e Silva, confirmou que o negócio está a ser estudado.

Tal como o PÚBLICO noticiou nesta terça-feira, a Embraer é uma das empresas na corrida à aquisição da M&E Brasil, subsidiária que a TAP adquiriu à falida Varig em 2005. O Governo está a tentar encontrar compradores para a empresa, de modo a retirá-la do perímetro de privatização do grupo.

Para lançar a segunda ronda de venda da TAP, depois de a primeira tentativa ter falhado em Dezembro com a rejeição da proposta de Germán Efromovich, o executivo quer primeiro resolver o problema da unidade de manutenção no Brasil, que tem sido sempre deficitária e que acumula elevadas contingências fiscais e laborais.

As negociações com a Embraer pressupõem que a fabricante aumente o investimento em Portugal, nomeadamente nas duas unidades industriais que instalou em Évora. Paulo Souza e Silva, presidente da empresa brasileira, disse estar muito satisfeito com o desempenho das fábricas que produzem peças para aviões militares.

Como o PÚBLICO noticiou, a fabricante tem vindo a avaliar a aquisição da M&E Brasil em conjunto com o Governo brasileiro, de modo a garantir uma fixação do valor a pagar de dívida fiscal e a garantir um prolongamento das licenças da subsidiária da TAP.

O resultado do processo de venda da unidade de manutenção no Brasil deverá ser conhecido em breve. O Expresso noticiou no sábado que as propostas preliminares de compra deverão ser entregues em Junho. Recorde-se que este mês a presidente Dilma Rousseff irá visitar Portugal, no dia 10, e a imprensa tem noticiado que trará o tema das privatizações na bagagem.

FONTE: Público

VEJA TAMBÉM: Embraer estuda a compra do negócio deficitário da TAP no Brasil

TAP M&E

 

Fabricante de aviões brasileira é uma das interessadas na empresa de manutenção que a TAP detém no Brasil e que é cronicamente deficitária, com 50,2 milhões de euros em prejuízo no ano passado. Contrapartida seria investir mais em Portugal.

 

TAPlogovinheta-clipping-aereo A Embraer está a estudar, em conjunto com o Governo brasileiro, a compra da TAP Manutenção & Engenharia, a unidade que a transportadora detém no Brasil desde 2005 e que desde então tem dado sempre prejuízo, escreve hoje o “Público”. O Executivo quer desfazer-se desta unidade para poder avançar novamente para a privatização da transportadora. Com a Embraer seria possível negociar, como contrapartida, um maior investimento da empresa em Portugal, que já despendeu 117 milhões em duas fábricas em Évora.

A M&E Brasil foi adquirida pela TAP à Varig, companhia aérea brasileira que faliu, em 2005. De lá para cá deu sempre prejuízo, apesar de ter vindo a suavizar as perdas: se em 2011 perdeu 62,7 milhões de euros, no ano passado “apenas” registou um prejuízo de 50,2 milhões de euros. É esta unidade que mais pesa no resultado negativo do grupo TAP em 2012, que teve um prejuízo de 42,2 milhões de euros.

As ofertas preliminares para comprar a subsidiária deverão ser apresentadas ao Governo este mês. Já houve pelo menos seis abordagens à TAP para comprar a Manutenção & Engenharia. A Embraer surge como um investidor aliciante para o Governo porque permite contrapartidas para Portugal no negócio.

Brasil prejudicou primeira tentativa de privatização

É que não há perspectivas de encaixar dinheiro na venda deste negócio tão deficitário e o Executivo estará mesmo convencido que tem de pagar para vender esta unidade de negócio, se não encontrar um parceiro com quem possa negociar contrapartidas, como a Embraer.

Na primeira tentativa de privatizar a TAP, o facto de o pacote de venda incluir a unidade de manutenção brasileira afastou alguns candidatos – o grupo IAG, que resulta da fusão entre a British Airways e a Iberia, desistiu do negócio por causa da subsidiária brasileira, que tem fábricas no Rio de Janeiro e em Porto Alegre. A empresa tem cerca de dois mil funcionários.

FONTE: jornaldenegocios

NOTA DO EDITOR:  a TAP Manutenção e Engenharia realiza serviços para a FAB desde a década de 1970. Ela já realizou revisão de componentes de aviões C130, F-5 e KC-137. Ela também está homologada pela Embraer para realizar serviços nos aviões ERJ 145, E-170 e E-190. A  TAP Manutenção & Engenharia é forte candidata a realizar a conversão da segundo 767 em reabastecedor pelo programa KC-X, vencido pela IAI (ver primeiro link na lista abaixo).

VEJA TAMBÉM:

F-35A em treinamento de reabastecimento em voo - foto USAF

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Previsões para entrada em operação inicial (IOC) foram divulgados pelo Corpo de Fuzileiros Navais, Força Aérea e Marinha dos Estados Unidos; Pentágono também divulgou ligeira redução do custo do programa

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Segundo informações divulgadas pelo Departamento de Defesa dos EUA no final de maio, o Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) iniciará os voos operacionais com o caça F-35B (de decolagem curta e pouso vertical) em dezembro de 2015. A Força Aérea dos EUA (USAF) começará a voar operacionalmente o F-35A (de decolagem e pouso convencionais) em dezembro de 2016 e, por fim, a Marinha dos Estados Unidos (USN) iniciará a operação do caça F-35C (de operação em porta-aviões dotados de catapulta e aparelho de parada) em 2019.

O USMC, a USAF e a USN foram requisitados a notificar o Congresso dos Estados Unidos já neste início de junho sobre as datas em que esperam ter aeronaves suficientes na frota para apoiar as missões, um marco conhecido pela sigla militar IOC: Initial Operating Capability ( Capacidade de Operação Inicial).

F-35C com baias de armamento abertas - foto USN

O cronograma foi adiado por aproximadamente três anos devido, em parte, a problemas de desenvolvimento da aeronave fabricada pela Lockheed Martin e do seu software. Inicialmente, o USMC deveria ter o F-35B pronto para operações em dezembro de 2012, enquanto a USAF e a USN iniciariam as operações de suas versões em abril de 2016. As Forças estavam relutantes em atualizar esse cronograma enquanto não tivessem uma melhor noção do desempenho da aeronave em testes operacionais.

A notícia sobre o novo cronograma chega uma semana após o Departamento de Defesa dos EUA publicar, em relatório, a informação de que os custos estimados para desenvolver e construir um total de 2.457 caças F-35 tiveram um decréscimo de 1% em relação ao ano passado. Devido a redução dos custos de mão-de-obra, este que é o programa de armas mais caro do Pentágono e que visa substituir aeronaves como o F-16, A-10, F/A-18 e AV-8B,  está cotado em 391 bilhões de dólares.

F-35B em voo pairado - foto USN

Para o próximo ano, o Pentágono planeja gastar 8,4 bilhões de dólares na compra de 29 caças F-35, divididos em 19 para a USAF, seis para o USMC e quatro para a USN, de acordo com o requerimento orçamentário para o Ano Fiscal de 2014, que começa em 1º de outubro.

Legisladores, porém, estão preocupados com o lento desenvolvimento do software que poderia atrasar a versão mais letal da aeronave, e estão rascunhando uma lei que obrigaria o Pentágono a estabelecer uma equipe de especialistas para analisar o desenvolvimento de softwares para o F-35, de forma a submeter um relatório em março de 2014. A USAF, para iniciar a operação do F-35A em 2016 ao invés do ano seguinte, deverá utilizar software similar ao da versão F-35B do USMC. Essa instalação, conhecida como Block 2B, é menos letal do que o pacote completo de software, o Block 3F. Este último deverá comportar a operação de armas internas e externas, incluindo a bomba guiada por GPS JDAM (Joint Direct Attack Munition) a bomba guiada por laser Paveway II, o míssil ar-ar avançado de médio alcance (AMRAAM) e o míssil de guiamento infravermelho Sidewinder.

F-35A lança JDAM - foto USAF

FONTE: DoD Buzz (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: USAF e USN

Colaborou: Henrique

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Equador reconhece inoperância do sistema CETC-YLC/2V-3D

 

 

YLC-2V-3D-Radar-1S

O chefe do Comando Conjunto das Forças Armadas do Equador, general Leonardo Barreiro, finalmente reconheceu que os sistemas de radar tipo CETC-YLC/2V-3D e YLC-18 comprados para a FAE (Força Aérea do Equador) por US$ 60 milhões de dólares continuam inoperantes.

A situação dos equipamentos não sofreu mudanças desde 2011 e soluções para resolver os problemas não apareceram. Aproximadamente um ano atrás a “Dirección de Auditoria No.3″ informou que realizaria investigações nos contratos envolvendo os equipamentos desde janeiro de 2008 até abril de 2012.

O general Barreiro também anunciou que “o Equador dispõe de meios como os aviões Super Tucanos para a realização de voos em diferentes lugares do país para manter o controle do espaço. Como hoje não temos os radares, estamos suprindo esta lacuna com outros meios que nos permitem obter certo nível de controle do espaço aéreo”.

O contrato de compra dos radares foi efetivado em 2009 e contemplava a entrega dos mesmos em um prazo de 18 meses. Os radares não superaram as fases de testes individuais e nem a interconexão dos mesmos com o Sistema de Defesa militar e do Departamento de Aviação Civil (DAC).

FONTE: infodefensa (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em espanhol)

j-7g

A China encerrou recentemente a produção do seu clone do MiG-21 (J-7), depois de quase 50 anos de produção de versões aperfeiçoadas do design original russo.

A China começou a produção licenciada do MiG-21 em 1964 e depois de 10 anos começou a produzir a versão local J-7. Cerca de 2.400 jatos foram produzidos.

Os primeiros eram inferiores em qualidade comparados aos russos, mas por volta dos anos 1980 os chineses conseguiram equiparar-se. Em 1985 a Rússia encerrou a produção do MiG-21, depois de mais de 11.000 jatos produzidos.

A versão chinesa J-7 foi exportada para 14 países e uma dúzia ainda opera o J-7.

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Su-35 - foto 2 Sukhoi

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Apesar de muitos considerarem que manobras de shows aéreos não se traduzem em capacidade de combate, elas desafiam sistemas de guiagem de mísseis, entre outras vantagens na luta aérea

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Segundo artigo de Bill Sweetman publicado na Aviation Week na segunda-feira, 27 de maio, é esperado que o caça russo Sukhoi Su-35S roube a cena no Paris Air Show, em Le Bourget, neste mês de junho. Sweetman afirma que as apresentações de aviões de combate costumam cumprir esse papel no evento, mas que há um bom tempo não há uma “vedete” incontestável nas apresentações. O Su-35S promete ser essa vedete neste ano, em sua estreia em shows aéreos fora da Rússia.

Há dois anos, no evento MAKS de Moscou, o Su-35S mostrou manobras que nenhuma outra aeronave imitou publicamente, graças à comprovada manobrabilidade da família Flanker combinada um um novo sistema de controle de propulsão integrado, que inclui vetoração de empuxo 3D. Entre as manobras, estão uma transição direta de uma desaceleração dinâmica (a manobra “Cobra”) para uma curva de baixa velocidade, além de parafusos chatos sob total controle, em atitude normal ou invertida.

Su-35 - foto Sukhoi

Demonstração do tipo são seguidas do coro dos que dizem que “manobras de shows aéreos” não se igualam a capacidade de combate aéreo. Porém, demonstrações de voo não são truques de acrobacias. Cursos não previsíveis em voo desafiam os algoritmos de sistemas de guiagem de qualquer sistema de mísseis.

Além disso, a capacidade de poder apontar o nariz da aeronave rapidamente na direção de um alvo permite disparar um míssil de curto alcance com maior probabilidade de acerto, segundo Sweetman.

Su-35 - foto 3 Sukhoi

Possíveis presenças e ausências de outros caças

Quanto aos outros caças, evidentemente o Rafale estará em exposição estática e em voo. Embora a Dassault não tenha revelado planos específicos, será surpreendente se o novo radar AESA (varredura eletrônica ativa) desenvolvido para o caça pela Thales não estiver em exposição. Espera-se a presença de um Eurofighter Typhoon da Força Aérea Italiana, provavelmente com apresentações aéreas. Também são esperadas novidades quanto ao radar AESA do Typhoon, por parte dos parceiros internacionais do programa. O consórcio Eurofighter busca vender o caça aos Emirados Árabes Unidos, onde os esforços do Rafale foram brecados, participando também de seleções na Dinamarca e talvez no Canadá, e será essencial mostrar que um forte apoio dos parceiros para convencer clientes de que há um programa “robusto” de melhorias / modernizações.

A sueca Saab não divulgou se levará qualquer aeronave a Paris. Os testes no protótipo do Gripen Demo deveriam recomeçar neste mês e sua presença dependeria do progresso dos mesmos. Já a Boeing, que concorre com o Gripen e o Rafale no Brasil, não levará caças a Paris. Também não haverá presença oficial do escritório do projeto “Joint Strike Fighter” (F-35), assim como da Northrop Grumman.

Su-35 - foto 4 Sukhoi

Outra estreia russa, novidades e discussões

Além do Sukhoi Su-35S, o helicóptero russo Kamov Ka-52 Alligator deverá fazer sua estreia internacional em Le Bourget. Trata-se da nova versão de dois lugares lado a lado do Ka-50 (que esteve em Paris em 2003), equipado com armas ar-ar e ar-superfície guiadas por radar.

O treinador a jato Yakovlev Yak-130 voltará a Paris, agora em sua versão de produção, e poderá ser comparado ao seu agora distante primo italiano Alenia M-346.

A Alenia também mostrará sua versão “gunship” e de reconhecimento armado MC-27J, derivada do avião de transporte C-27J, desenvolvida em colaboração com a ATK, fornecedora do canhão Bushmaster de 30mm. Além dessa arma, a aeronave traz uma suíte de sensores multiespectrais, incluindo um radar com modos de abertura sintética e indicador de alvos móveis em terra, assim como um lançador paletizável de armas de precisão, montado na rampa traseira.

Também haverá novidades em sensores da Selex e em bombas guiadas da Rafael, e a discussões complicadas sobre programas conjuntos de aeronaves remotamente pilotadas na Europa deverão estar em pauta.

FONTE: Aviation Week (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em inglês)

FOTOS: Sukhoi

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Su-30 MKI decola da nova Base Aérea de Thanjavur - foto Press Information Bureau India

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Inicialmente aviões de caça, transporte e helicópteros operarão em desdobramentos na nova Base Aérea de Thanjavur – a partir de 2017 caças Su-30MKI, transportes médios e UAV estarão baseados permanentemente

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O ministro da Defesa da Índia, A K Antony, inaugurou na segunda-feira (27 de maio) a nova Base Aérea de Thanjavur no sul do país, numa cerimônia em que a dedicou à nação. Estiveram presentes o comandante da Força Aérea Indiana, chefe marechal do ar N A K Browne, o comandante do Comando Aéreo Sul, marechal do ar Rakesh Kumar Jolly, além de autoridades civis. Marcando a ocasião, dois caças Su-30 decolaram da nova base.

Antony destacou que Thanjavur se tornará outra base aérea “estrategicamente importante no sul da península”, e o estabelecimento dessa base de caças de primeira linha “assume significância do atual cenário geopolítico e percepções de segurança na região oceânica em volta da península.” Ele também mencionou que, apesar da Índia ser uma nação amante da paz, é necessário proteger os interesses nacionais contra ameaças como pirataria e terrorismo. A base não apenas protege esses interesses mas dá aos vizinhos uma percepção maior de segurança.

Segundo reportagem do jornal Times of India, o Governo Indiano decidiu ampliar as capacidades do Poder Aéreo no sul da península para prover defesa aérea a instalações nacionais de alto valor e aos territórios insulares. Há também uma crescente necessidade de proteger o comércio marítimo indiano. As decisões já têm algum tempo: foi em 1984 que se decidiu criar o Comando Aéreo Sul e a formação da 47ª Ala em Thanjavur,  seguindo-se em 1990 a obtenção, a partir da Autoridade de Aeroportos da Índia, do aeródromo (criado originariamente pela Força Aérea Real Britânica – RAF, que nele operou aviões como o Hudson, Wellington IC e Hurricane na Segunda Guerra Mundial).

MD indiano A K Antony inaugura base de Thanjavur - foto Press Information Bureau India

Além de obras relacionadas à pista de pouso para preparar a base para a operação de novos sistemas sofisticados, foi construída uma pista de táxi e infraestrutura de manutenção e administrativa. A Base Aérea está agora pronta para receber operações de caças, aviões de transporte e helicópteros, e desdobramentos dessas aeronaves serão planejados anualmente. A partir de 2017, o caça de dominação aérea Su-30MKI, assim como aviões médios de transporte e aeronaves remotamente pilotadas deverão ficar baseados em Thanjavur.

Para garantir espaço para a ampliação da infraestrutura, foi necessária a realocação de aldeões ao redor. O comandante da Força Aérea Indiana agradeceu ao ministro da Defesa por resolver as questões relativas ao reassentamento dessas pessoas, enquanto o ministro agradeceu aos sucessivos governos de Tamil Nadu por sua ajuda e apoio para a criação da nova Base Aérea.

FONTES Times of India e Ministério da Defesa da Índia (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de originais em inglês)

FOTOS: Press Information Bureau – Government of India

NOTA DO EDITOR: a Força Aérea Brasileira também vem ampliando sua infraestrutura de bases aéreas em regiões consideradas estratégicas, especialmente ao longo das fronteiras terrestres no Norte e no Oeste do País. Como exemplos, estão a construção de núcleos de bases aéreas em São Gabriel da Cachoeira, Vilhena e  Eirunepé, que se seguiram à implantação do A-29 Super Tucano em esquadrões das bases aéreas de Boa Vista, Porto Velho e Campo Grande. A recente mudança do Esquadrão “Pacau” de Natal para a Base Aérea de Manaus, além de seu reequipamento (ainda que com dotação inicial menor) com caças F-5M, está dentro dessa estratégia. Só estão faltando, evidentemente, novos caças de primeira linha para poder desdobrar e operar a partir dessas bases.

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F-X2 tornou-se a ‘estafa brasileira’

F-X2 - uma necessidade do País - imagem FAB

O texto abaixo foi escrito pelo jornalista Reuben F. Johnson da Jane’s, baseado em depoimentos que ele colheu durante a passagem de comando da COPAC e durante a LAAD 2013.

vinheta-destaque-aereoO Dia da Aviação de Caça deste ano deveria ser a data de anúncio do vencedor do programa F-X2, que escolherá o futuro caça da FAB.

A data possui grande valor simbólico para a força e, portanto, seria o momento ideal para o anúncio do que seria a cara das Forças Armadas do Brasil no século XXI. No entanto, assim como em diversas outras datas esperadas, desde 2009, nada foi anunciado.

Quatro anos já se passaram e nada foi decidido. Isto veio sem grandes surpresas para os três consórcios que competem nesta concorrência. “Desde 2009 todos nós temos estendido o prazo de nossas ofertas e os seus valores para o F-X2 por um punhado de meses e depois por outro período e assim sucessivamente”, disse um representante de uma dessas três empresas. “E agora nós fizemos isso novamente, com as ofertas válidas até o fim de setembro de 2013″.

O programa de renovação da frota de caças da FAB está em andamento desde 1997, tornado-se uma das mais longas competições do seu tipo em toda a história recente. O plano é a aquisição de 36 caças, mas a intenção da FAB é pela compra de sucessivos lotes que deverá substituir toda a frota atualmente em atividade, chegando a um total de 120 caças.

Isto faz com que o negócio seja um dos maiores programas de aquisição de caças do planeta, perdendo apenas para o MMRCA indiano. E esta é a principal razão pela qual os três ofertantes continuam na disputa.

Mas alguns deles já estão falando na “estafa brasileira”. “Nós estamos desgastados por um processo que nunca parece chegar perto do seu fim”, disse um membro de uma das três empresas que competem pelo programa, complementando o fato do processo estar se tornando cada vez mais arriscado do ponto de vista financeiro.

“Nós somos informados constantemente que o F-X2 está nas mãos da presidente Dilma e que ela possui a palavra final”, disse.

Durante a LAAD 2013, ocorrida no mês de abril, um executivo de uma das empresas subcontratantes disse que “qualquer coisa é possível, mas é difícil imaginar com as propostas comerciais possam continuar a ser revalidadas após o mês de setembro, acordado recentemente. Nós estamos estendendo a nossa proposta desde 2009, e qualquer um pode fazer as contas e perceber que nenhuma delas é uma aposta segura”.

Os três consórcios não são as únicas partes preocupadas com o caso. Um pouco antes da LAAD, o brigadeiro Carlos Baptista Junior, então presidente da COPAC, informou no seu discurso de despedida do cargo que alertava para o risco dos contínuos adiamentos do F-X2, combinados com o envelhecimento da frota da FAB, afetarem a habilidade da força em executar uma de suas tarefas mais básicas.

“O principal problema no adiamento do F-X2 é a redução da capacidade operacional sobre qualquer outro aspecto”, disse ele. “A guisa de exemplo identifico, com tristeza e preocupação, que as possibilidades de transferência de tecnologia para nossa indústria – verdadeiras ou não, praticáveis ou inviáveis – assumiram posição de destaque no processo de seleção do projeto F-X2, e que em muito contribuíram para que a decisão final ainda não tenha sido tomada, e que a necessidade operacional ainda não tenha sido atendida.”

O brigadeiro enfatizou que ele não estava culpando as empresas brasileiras pelos atrasos, mas que as prioridades haviam sido distorcidas. A necessidade operacional da FAB, que é acima de tudo, a razão central pela busca de um nov caça. “A capacidade será trazida por um sistema de armas, e todo o resto, inclusive lucro e transferência de tecnologia, serão consequências.”, disse.

O que os representantes de cada um desse consórcios frisaram é que este tipo de escala de crise pode levar a FAB a “aceitar qualquer tipo de caça independentemente dos três da disputa, para que ela continue a fazer o seu trabalho” em função da redução da capacidade de combate da força, composta por F-5 modernizados e Mirage 200 de segunda-mão.

Por um determinado período, “houve uma nítida preferência de todas as partes envolvidas – a FAB, a indústria, sindicatos e políticos locais – pelo Gripen”, disse um dos que acompanham o processo desde o seu começo. “É fácil de ser ver isso. Se você fosse a FAB iria preferi-lo, pois é mais barato e pode ter mais dele. A indústria gosta disso porque é possível construir mais dele e há mais dinheiro nisso.”

No entanto, a maior vantagem do Gripen para o Brasil é o potencial benefício do desenvolvimento do protótipo do NG que culminará no JAS-39E/F.

[o Gripen NG] oferece o meio mais efetivo de transferência de tecnologia, que é pela efetiva participação no trabalho de desenvolvimento do avião e não apenas na produção deste ou daquele componente a partir de um CD cheio de desenhos e plantas

Orlando Neto em2009

“Esta é uma oportunidade para a indústria que o programa do Rafale e do Super Hornet não podem oferecer”, disse um analista de defesa brasileiro.

Porém, quatro anos depois, executivos da indústria de defesa do Brasil dizem que a FAB agora está interessada em uma aeronave que esteja pronta para entrar em atividade e não necessita colocar o ciclo de desenvolvimento na frente: um sinal de que alguns interpretam como uma deterioração da capacidade da FAB como fator mais relevante. Atrasos no programa também permitiram que a Dassault e a Boeing melhorassem suas propostas.

“O tempo – e muito dele já se passou – ajudou a proposta do Super Hornet”, disse um representante de uma companhia norte-americana que conhece bem o país. “O pacote oferecido ao Brasil agora é bem mais extenso do aquele ofertado em 2009 em função de um lobby efetivo da Boeing, Raytheon e outros para relaxar o controle de exportação de armas dos EUA.”

A Dassault também melhorou a sua proposta no que diz respeito ao s aviônicos, radar AESA, guerra eletrônica, IFF e outros aspectos da proposta.

Mas uma coisa é certa para o analista brasileiro. “Quanto mais a decisão do F-X2 for postergada, maior será a chance da escolha ser postergada para depois das eleições presidenciais de 2014, o que significa que todo o processo voltará a estaca zero”.

FONTE: Jane´s Defense Weekly – 15 maio de 2013 (tradução e adaptação do Poder Aéreo, a partir do original em inglês)

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Saab oferece 16 caças Gripen para o Peru

HUNAF Gripens

A SAAB ofereceu à Fuerza Aérea del Perú (FAP) 16 caças Gripen C/D via leasing, com preço fixo. A empresa mantém em aberto outras formas de financiamento.

O anuncio foi uma surpresa, pois a FAP está totalmente voltada para a modernização dos seus caças MiG-29S/SE para o padrão SMP. Paralelamente a FAP segue executando melhorias pontuais na aviônica dos seus caças Mirage 2000P/DP.

Em outro campo, a SAAB e a Embraer continuam com uma campanha conjunta oferecendo a aeronave EMB-145 AEW&C para a FAP (pelo menos um exemplar). Mas a SAAB também pode oferecer o SAAB-340 e o SAAAB-2000 para atuar como plataforma AEW&C. Os representantes da empresa sueca foram enfáticos em afirmar que a proposta é conjunta com a Embraer.

A SAAB continua com a sua proposta de oferecer para qualquer força armada da América Latina o seu radar 3D Giraffe, com alcance de 180km e detecção de objetos até 20 mil metros de altitude, além de IFF integrado.

FONTE: Infodefensa (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em espanhol)

COLABOROU: Galeão Cumbica

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