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image006São Paulo, 24 de abril de 2013 – Chegou ontem ao Brasil o Ministro Britânico de Negócios, Inovação e Treinamento, Vince Cable para uma visita de três dias ao país.

Liderando uma delegação de empresas do Reino Unido, o ministro tem como objetivo promover maior interação comercial com o Brasil, em especial nos setores aeroespacial e de infraestrutura.
Em visita à Embraer, ele levou uma delegação composta por representantes das empresas: Chemring; Cobham e AgustaWestland e funcionários do UKTI e foi recebido pelo vice-presidente de operações Sr. Luis Carlos Affonso e outros executivos da empresa.

Em sua apresentação, o ministro reforçou que o Reino Unido tem a segunda maior indústria aeroespacial do mundo com ampla capacidade para Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e informou que recentemente o governo britânico anunciou um investimento de aproximadamente 6 bilhões de reais no setor aeroespacial, o que vai tornar a indústria ainda mais atraente e competitiva.

O Sr. Luis Carlos fez uma breve apresentação sobre a Embraer, hoje considerada, mais do que uma empresa brasileira, uma ‘companhia global baseada no Brasil’. Ele também enfatizou que já possui boas parcerias britânicas, como a Rolls-Royce e a Cobham, e falou sobre a utilização de biocombustíveis nas aeronaves – segmento em que o Reino Unido tem grande interesse para investir em pesquisa.

Em seguida, o grupo fez um tour pelo fábrica e pela linha de montagem e ao final da visita o vice-presidente de operações presenteou o ministro com uma miniatura de aeronave.

O objetivo da visita do ministro à Embraer foi reforçar e estabelecer parcerias com a empresa, especialmente em P&D e de promover o Reino Unido como um dos mais inovadores e produtivos locais para colaboração aeroespacial no mundo.

Amanhã, o ministro Vince Cable se encontra com seu equivalente brasileiro, o Ministro de Indústria, Desenvolvimento e Comércio Fernando Pimentel, durante a reunião do JETCO – Comitê Econômico e de Comércio Conjunto.

DIVULGAÇÃO: Consulado Geral Britânico – UK Trade & Investment (UKTI)

Memorando de cooperação entre as empresas havia sido assinado em janeiro deste ano

 

AgustaWestland-AW159-Wildcat

Clayton Netz

vinheta-clipping-aereo A Agusta e a brasileira Embraer desfizeram nesta sexta-feira (19) o acordo para a instalação de uma fábrica de helicópteros no Brasil. As razões do fim da aliança não foram esclarecidas pelas empresas.

As duas empresas haviam assinado um memorando de cooperação em janeiro deste ano para formar uma joint venture. À época, analistas interpretaram o anúncio como uma forma de a Embraer diversificar suas receitas, que são muito dependentes da aviação comercial.

A empreitada iria bater de frente com a brasileira Helibrás, controlada pela francesa Eurocopter, que atualmente detém cerca de metade do mercado de helicópteros civis. A Helibrás é até hoje a única fábrica de helicópteros do Brasil.

FONTE: IstoÉ Dinheiro

NOTA DO EDITOR: veja nota à imprensa divulgada pela Embraer abaixo

Nota à imprensa

 

São Paulo, Brasil; Cascina Costa, Itália, 19 de abril de 2013 – Dando sequência ao comunicado conjunto à imprensa emitido em 21 de janeiro deste ano, relativo ao memorando de entendimentos assinado entre Embraer S.A. e AgustaWestland, companhia do grupo Finmeccanica, as empresas anunciam hoje a decisão conjunta de encerrar negociações sobre o tema sem que tenha sido alcançado acordo para o estabelecimento de uma joint-venture no Brasil.

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Encerrada a parceria Cassidian-Odebrecht

CASSIDIAN - logo vinheta-clipping-aereo A Cassidian, braço de defesa do grupo europeu EADS e a Odebrecht Defesa e Tecnologia decidiram, em comum acordo, encerrar a parceria iniciada em 2010, com a criação de uma joint-venture para explorar oportunidades no mercado de defesa brasileiro. A decisão foi aprovado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) na sexta-feira.

A Odebrecht adquiriu os 50% da EADS/Cassidian na joint-venture Odebrecht-Cassidian Defesa S.A. O valor da operação não foi divulgado. Em nota, a Odebrecht informou que o fim da associação ocorreu “em vista de reorientações em suas respectivas estratégias empresariais”. E destacou que “a ODT adquiriu as ações da Cassidian de forma a adequar a empresa às necessidades da Estratégia Nacional de Defesa e também de atendimento do mercado”.

O presidente da Cassidian do Brasil, Christian Gras, disse ao Valor que o encerramento da parceria foi motivado principalmente pelas exigências da Lei brasileira 12.598, aprovada em março do ano passado, que estabelece normas especiais de compras e contratações na área de defesa.

A partir da publicação da lei, as licitações de projetos e serviços estratégicos passaram a ser restritos a empresas credenciadas como empresa estratégica de defesa (EED). Para se adaptar às novas exigências e ter mais chances na concorrência do projeto Sisfron (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras), por exemplo, um dos principais motivadores da joint-venture, a Cassidian e a Odebrecht decidiram alterar a estrutura do capital da empresa.

Com a mudança, realizada em julho do ano passado, a Odebrecht passou a ser majoritária com 60% de participação e a Cassidian ficou com 40%. “Alteramos essa composição para participar da concorrência do Sisfron, mas ainda assim perdemos o contrato para a Embraer, que apresentou uma proposta mais competitiva”, afirmou Gras.

O resultado da concorrência saiu em agosto. O Exército Brasileiro contratou o consórcio Tepro, formado por Savis Tecnologia e Sistemas S.A. e OrbiSat Indústria e Aerolevantamento S.A., empresas controladas pela Embraer Defesa e Segurança para a implementação da primeira fase do Sisfron. O valor do negócio foi estimado em R$ 839 milhões.

A Embraer também anunciou neste mês mudança na estrutura do capital da Harpia, joint-venture com a AEL Sistemas, do grupo israelense Elbit, para se enquadrar à lei 12.598. Pela nova estrutura, a AEL reduziu a sua participação de 49% para 40% e a Avibras passou a fazer parte da Harpia com 9% do capital. A Embraer manteve 51% de participação. Com a mudança, a Harpia tem 60% do seu capital nas mãos de empresas brasileiras.

Para Gras, mesmo sendo majoritária, a Odebrecht sempre seria considerada como uma empresa não suficientemente brasileira na joint-venture. “Já que não poderíamos ser contratados para um projeto estratégico de defesa, chegamos a conclusão que a parceria não teria mais futuro”, disse.

A ODT informou que, por manter boa relação com a Cassidian, quando conveniente, irão atuar em conjunto em futuras oportunidades no Brasil e no exterior. E que foi criada para atender as demandas do governo brasileiro na área de defesa, atendendo Exército, Marinha e Aeronáutica. “Nosso propósito é de continuar a atuar nesse setor mesmo sem a joint venture com a Cassidian”.

A Embraer, na opinião do presidente da Cassidian, mesmo tendo participação estrangeira no seu capital, é considerada uma empresa genuinamente brasileira e estratégica para os interesses do país na área de defesa.

O executivo disse que o grupo europeu ainda mantém interesse no mercado brasileiro de defesa e segurança, mas que está fazendo uma revisão do plano estratégico para o país. “Temos várias tecnologias que são do interesse do Brasil no curto, médio e longo prazo e pretendemos encontrar empresas parceiras que estejam prontas para fazer uma cooperação, que envolva transferência de tecnologia, inclusive com a Embraer”, disse.

Líder mundial em soluções globais de segurança e sistemas, a Cassidian obteve receitas de 5.8 bilhões em 2011. Em outubro do ano passado, conquistou seu primeiro projeto no Brasil. Com a Atech, do grupo Embraer, foi selecionada pela Helibras para fornecer o sistema tático de missão naval de oito helicópteros EC-725, comprados pela Marinha brasileira. Gras disse que há muito interesse em trazer para o Brasil também capacitação tecnológica na área de inteligência, relacionada a sistemas de comando e controle e de detecção (radares e câmeras de alta resolução).

A ODT informou que não visa firmar acordo de exclusividade, como o da Cassidian, com outra empresa. Seu plano é associar-se com grupos internacionais detentores de tecnologia conforme a demanda de clientes. A empresa passou a ser comandada por Luiz Rocha – que atuou por mais de 30 anos na construtora do grupo – devido a uma reestruturação interna da Odebrecht. A sede da empresa também mudou: foi para o Rio. Nessa área, a ODT tem a Prosub, com a francesa DCNS, para fabricação de submarinos, e a Mectron.

FONTE: Valor Econômico, via resenha do EB

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Presidente da Avibras assume a presidência da ABIMDE

ABIMDE - evento novo presidente Sami Youssef Hassuani - foto 6 Forças de Defesa

Clique aqui para ver matéria completa, no Poder Naval, sobre o evento realizado no 8º Distrito Naval

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A Novaer apresentou no último dia 14 as primeiras partes e peças estruturais em fibra de carbono do primeiro protótipo do avião T-Xc. As peças foram fabricadas na empresa First Wave Brasil, fornecedora da Novaer. As peças feitas em material composto têm um processo produtivo de alta complexidade que compreende diversas etapas, como corte e montagem das camadas de tecido de fibra de carbono, laminação das peças, conformação a vácuo e cura em autoclave.

As primeiras peças produzidas em fibra de carbono fazem parte das superfícies de comando do T-Xc: flaps, profundor, leme, empenagem horizontal e ailerons. Os revestimentos são produzidos com tecidos de carbono pré impregnados com resina epóxi e posterior cura em autoclave com temperatura e pressões elevadas. Após a cura das primeiras peças elas passam pelo processo de acabamento e controle de qualidade com análise por equipamento de ultra-som. Nas próximas semanas a Novaer estará produzindo as nervuras e longarinas das superfícies de comando do T-Xc, também em material composto. Segundo Plínio Junqueira, Diretor Técnico da Novaer e responsável técnico pelo programa, as próximas partes estruturais a serem produzidas devem ser os revestimentos e as longarinas das asas. “Nós estamos focando nossos esforços em produzir grupos de peças que pertençam a um mesmo sub-conjunto, para assim otimizar o processo de montagem da aeronave”, declarou Plínio.

tabela-specs TXc

“O voo do primeiro protótipo é um marco muito importante do programa e é nossa prioridade no momento. Por isso é estimulante vermos as primeiras partes do avião tomando forma, mas a nossa engenharia já está trabalhando na próxima etapa do programa: a campanha de certificação do T-Xc. As atividades desta etapa, como desenhos, análises e relatórios de engenharia já estão ocupando a maior parte da nossa equipe.” declarou Graciliano Campos, Diretor Presidente da Novaer.

TXc primeiras pecas estruturais  - foto Novaer

FONTE: Novaer

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E-99 - Esquadrão Guardião - Domingo Aéreo AFA 2011 - foto 3 Nunão Poder Aéreo

São Paulo, 17 de janeiro de 2013 – A Embraer Defesa e Segurança e a Força Aérea Brasileira (FAB) assinaram um contrato para modernização de cinco aeronaves EMB 145 AEW&C, de Alerta Aéreo Antecipado e Controle, designadas E-99 na FAB. O contrato, avaliado em aproximadamente R$ 430 milhões, prevê a atualização dos sistemas de guerra eletrônica, sistemas de comando e controle, sistemas de contramedidas eletrônicas e do radar de vigilância aérea. A Atech, empresa coligada da Embraer Defesa e Segurança, participa do projeto no desenvolvimento de parte do sistema de comando e controle. Também foram adquiridas seis estações de planejamento e análise de missão, que serão empregadas no treinamento e aperfeiçoamento das tripulações.

Desenvolvido sobre a plataforma do bem-sucedido jato regional ERJ 145, com mais de 1.100 unidades entregues e 19 milhões de horas de voo, o E-99 da FAB é capaz de detectar, rastrear e identificar alvos em sua área de patrulha e transmitir essas informações às forças aliadas. A aeronave realiza missões de gerenciamento do espaço aéreo, posicionamento de caças e controle de interceptação, inteligência eletrônica e vigilância de fronteiras. Também será empregada para prover segurança aos grandes eventos esportivos que acontecerão no Brasil, nos próximos anos.

“Esta modernização permitirá à FAB continuar operando com excelência um importante vetor de defesa aérea nacional”, disse Luiz Carlos Aguiar, Presidente da Embraer Defesa e Segurança. “O E-99 desempenha um papel estratégico dentro da FAB no controle do espaço aéreo e das fronteiras do País.”

“Ao longo da última década, a Força Aérea comprovou o alto valor destas aeronaves de Controle e Alarme em Voo para o cumprimento da sua missão”, disse o Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, Presidente da Copac – Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate da FAB. “Mantê-las atualizadas e ampliar sua capacidade operacional é a certeza de que continuarão contribuindo decisivamente para a eficiência da Força Aérea Brasileira.”

FONTE: Embraer

NOTA DO EDITOR: no primeiro link abaixo, na parte de comentários, veja mais esclarecimentos do Brigadeiro do Ar Carlos de Almeida Baptista Junior, Presidente da Copac, sobre o contrato em questão.

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LAAD 2011 KC-390 - foto Poder Aereo Poggio

vinheta-clipping-aereo A empresa LH Colus, criada por um ex-funcionário do DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e da empresa aeronáutica Akaer, em São José dos Campos, foi contratada pela Embraer para desenvolver o projeto dos assentos e das macas do novo avião de transporte militar KC-390. Projetado para substituir os C-130 Hércules, da Força Aérea Brasileira (FAB), o projeto do KC-390 tem um custo estimado de US$ 2 bilhões. O voo inaugural do primeiro protótipo está previsto para outubro de 2014.

O Ministério da Defesa estima que 300 aeronaves KC-390 poderão ser comercializadas nos próximos 20 anos, o que representará uma receita de US$ 22,5 bilhões e retorno de royalties para o governo brasileiro, que é o detentor da propriedade intelectual do projeto. A Embraer prevê produzir entre 12 e 18 aeronaves por ano.

A LH Colus é uma das oito empresas brasileiras ou com operações no Brasil a ser contratada pela Embraer para a fase de desenvolvimento do KC-390. A aeronave terá capacidade para 80 ocupantes em 40 assentos duplos, além de 74 macas. Parte do investimento que está sendo aplicado no desenvolvimento do projeto será financiado pela Embraer.

O contrato com a Embraer, segundo o presidente da LH Colus, Luís Colus, deverá responder por mais de 50% do faturamento da empresa em 2013. Criada em 2008 pelo empresário, a LH Colus iniciou suas atividades com o projeto de um avião agrícola para a empresa Planair, de Curitiba (SP) e fazendo o dimensionamento estrutural da aeronave T-Xc, desenvolvida pela Novaer, em São José dos Campos.

A produção dos bancos e macas do KC-390, segundo Colus, será subcontratada da Equipaer, de Cotia, parceira da empresa. Colus explica que a Equipar também acumula experiência no setor aeroespacial, fornecendo alvos aéreos, lançadores de foguetes, bombas e mísseis, além de kits de sobrevivência na selva para a frota de Super Tucano da FAB.

Para vencer a concorrência da Embraer, disputada com fabricantes internacionais de peso, como a inglesa BA Systems, segundo o executivo, a LH Colus apresentou como diferencial, além de ser brasileira, o fato de ter um grande conhecimento técnico em processos de certificação aeronáutica. “Temos mais de 25 anos de experiência na área de certificação de projetos ou modificações aeronáuticas junto às autoridades de certificação como o DCTA e a Anac”, comentou.

As áreas de atuação da LH também incluem análises de reparos estruturais, gerenciamento de programas de desenvolvimento no setor aeroespacial e assessoria em processos de validação de aeronaves estrangeiras no Brasil.

Para a Mectron Engenharia, a LH Colus trabalhou no projeto e dimensionamento estrutural de lançadores. A TAM Aviação Executiva contratou a empresa para fazer o desenvolvimento e aprovação de reparos estruturais em aeronaves com fuselagem pressurizada.

O contrato com a Embraer, segundo Colus, representará um grande salto tecnológico para a empresa, que já está de mudança para uma nova sede, no Parque Tecnológico de São José dos Campos. “O KC-390 é uma aposta muito promissora para a LH Colus. Estamos galgando um patamar de empresa que ainda não tínhamos”, afirmou.

Os assentos do KC-390, por exemplo, explica Colus, terão que ser projetados para resistir a um pouso de emergência. Um dos testes de qualificação dos assentos será feito nos Estados Unidos e os demais no Brasil, nos laboratórios do Inpe, DCTA e IPT.

Com a nova sede, segundo ele, a empresa terá um espaço três vezes maior e o projeto do KC-390 já permitiu dobrar o número de funcionários, hoje em torno de 10 pessoas, com nível de formação e conhecimento altamente especializados. Para este ano, o executivo prevê um total de 15 funcionários trabalhando nos novos projetos.

Colus informa que a experiência adquirida com o KC-390 capacitará a empresa para fornecer novos itens de interiores de avião para a Embraer e outros fabricantes aeronáuticos. “A nossa meta é transformar a empresa em um fornecedor de nível um, com capacidade para fazer o projeto, análises estruturais, ensaios de qualificação e certificação”.

FONTE: Valor Econômico, via Investe São Paulo

NOTA DO EDITOR:
título original era ‘Fabricante LH Colus ganha contrato para avião KC-390′

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Empresa do grupo Grupo SDS Segurança & Defesa espera repetir o mesmo sucesso obtido com SMKB 82

 

testes da SMKB da britanite na Serra do Cachimbo - foto britanite

vinheta-destaque-aereoOs excelentes resultados obtidos pela empresa AEQ durante a campanha de ensaios na Serra do Cachimbo no último trimestre de 2012 reforçaram a confiança da equipe que desenvolve a primeira família de bombas nacionais guiadas de última geração. O próximo passo será a campanha de ensaios de um artefato maior ainda.

O desenvolvimento da bomba SMKB 82 (de 227 kg), equipada com sistema de guiagem por GPS/Inercial, já foi concluído e a gora a empresa se prepara para os testes com a SMKB 83 (de 454 kg). A SMKB 82 baseia-se na bomba de emprego geral Mk82 fabricada pela AEQ, mas equipada com um kit de guiagem desenvolvido em conjunto com a também brasileira Mectron.

Este kit, o primeiro do gênero no Brasil, permite que bombas de queda livre sejam orientadas tanto para o sistema de posicionamento GPS americano quanto para o Glonass russo, garantindo a precisão de alvo durante o dia ou à noite, nas mais adversas condições atmosféricas. Com o kit, uma bomba “burra” pode ser lançada a altitudes superiores a 10 km, com um alcance entre 16 e 40 km e CEP de 6 metros máximo.

testes de lancamento da SMKB da britanite na Serra do Cachimbo 2 - foto britanite

A cabeça de guiagem possui uma peculiaridade que garante a total independência do artefato em relação aos demais sistemas da aeronave. Trata-se de um sistema de comunicação sem fio, que elimina a necessidade do emprego de cabeamento entre o artefato e o painel de sistemas do piloto. Através de um microcomputador dedicado e desenvolvido pela Britanite-BSD/Mectron o piloto pode controlar a bomba. Outra vantagem deste sistema é que ele pode ser instalado em uma variedade de aeronaves e evita modificações eletrônicas que possam provocar interferências.

A AEQ, empresa do Grupo SDS Segurança & Defesa, possui um histórico de mais de quatro décadas no mercado de materiais explosivos. Ela herdou o histórico e o conhecimento da antiga divisão aeroespacial da Britanite-BSD. Além da SMKB e das bombas de emprego geral, AEQ também produz detonadores, bombas de fragmentação, bombas de detonação, foguetes não guiados e componentes para propelentes sólidos de foguetes. O Grupo SDS Segurança & Defesa foi criado em agosto do ano passado e foi concebida para participar do fortalecimento da Base Industrial de Defesa do país, em consonância com a Estratégia Nacional de Defesa (END).

bomba SMKB da Britenite sendo carregada no A-29 - foto Britanite

NOTA DO EDITOR: as informações, bem como as fotos foram obtidas com exclusividade pelo Poder Aéreo junto ao fabricante.

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Boeing negocia unidade de pesquisa em São José dos Campos

 

Vivian Zwaricz

A ‘gigante’ norte-americana Boeing negocia a instalação de um centro de pesquisas e tecnologia no Parque Tecnológico de São José dos Campos. A medida deve ser concretizada no primeiro semestre de 2013.

As conversas estão sendo mantidas em sigilo. Em entrevista exclusiva a O VALE, Horácio Forjaz, diretor do parque, afirmou que duas grandes empresas virão para a cidade no ano que vem.

Durante evento em 12 de dezembro deste ano, quando assinou dois acordos individuais com o DCTA (Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial) e o Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) –ambos em São José–, Matthew Ganz, vice-presidente e diretor geral da Boeing Research & Technology, disse que pretende começar os trabalhos o quanto antes.

“Queremos iniciar as atividades no Brasil imediatamente. Se possível, já em janeiro”, afirmou ele na época. Questionado sobre a cidade que deve receber o centro de pesquisa no país, Ganz sorriu e disse que a herança tecnológica e aeroespacial de São José é muito importante. “Ainda estamos em fase de negociação.” O discurso é parecido com o do diretor do parque. “Ainda não podemos revelar porque é um processo delicado”, disse Forjaz.

Repercussão.

A possível instalação da Boeing em São José agradou lideranças do setor. “Trará novos conhecimentos na área de tecnologia aeroespacial e também a possibilidade de transferir tecnologia. Não só para São José e região, mas a vinda de uma das três maiores empresas de aviões do mundo será importante para todo o Brasil”, afirmou Agliberto Chagas, gerente do Cecompi (Centro para Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista).

Chagas participou da primeira fase das negociações, quando as partes foram apresentadas. “Sei que as conversas estão avançadas. Um centro da Boeing vai reforçar ainda mais São José na linha de produção e conhecimento aeronáutico”, disse.

Para Almir Fernandes, diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de São José, mais empregos serão gerados.
“A maior cadeia de fornecimento está na região. A Boeing vai desenvolver e comprar, assim, vai gerar empregos. Será um marco para a cidade. Esperamos que a vinda dela seja o mais rápido possível”, disse.

Estudantes do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) já foram recrutados pela empresa por meio do programa ‘Ciências sem Fronteiras’, do governo federal, e deverão formar a mão de obra do novo laboratório da empresa.

Memória

No último dia 1º de agosto, a Boeing promoveu um encontro com empresários da região no Parque Tecnológico de São José.
O objetivo era alavancar fornecedores para os projetos que a fabricante está discutindo com empresas brasileiras, principalmente a Embraer, que será responsável pela montagem e desenvolvimento do F-X2, programa da Força Aérea Brasileira para a compra de 36 caças estimado em R$ 10 bilhões. Além da Boeing, concorrem a francesa Dassault, com o caça Rafale, e a sueca Saab, com o avião Gripen NG.
Em junho, a Boeing formalizou parceria com a Embraer para o cargueiro KC-390. Procurada, a Boeing não fala sobre o assunto.

POR DENTRO

Rumores
Fabricante norte-americana de aviões, a Boeing instalar um centro de pesquisa e tecnologia em 2013 no Parque Tecnológico de São José

Interesse
Em abril, estudantes do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) em São José, já foram recrutados pela empresa por meio do programa ‘Ciências sem Fronteiras’ do governo federal e deverão formar a mão de obra do novo ‘laboratório’ da empresa na região

Repercussão

A possível vinda da Boeing para São José agrada lideranças do setor, já que na região está a maior cadeia de fornecedores aeronáuticos do país

Parceria
Em junho, a Boeing formalizou parceria com a Embraer para o cargueiro KC-390

De olho
Relatório técnico da FAB (Força Aérea Brasileira), divulgado no início de dezembro aponta o caça norte-americano F-18 Super Hornet, produzido pela Boeing, como a melhor opção para modernizar a frota brasileira, foco do programa F-X2, que se arrasta desde 2001. Além do caça americano, concorrem ao contrato do governo brasileiro, estimado em R$ 10 bilhões, o modelo francês Rafale e o sueco Gripen NG

Parque Tecnológico

Espera abrigar pelo menos duas novas grandes empresas em 2013. Medida deve gerar cerca de 50 novos empregos

Linhas de atuação
São cinco: Aeronáutica, Energia,
Água e Saneamento Ambiental,
Saúde e TI (Tecnologia da Informação)

FONTE: O Vale

SAIBA MAIS:

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A fabricante brasileira de aeronaves Embraer vai alocar 200 aviões, nos próximos 20 anos, em África, como forma de responder à crescente encomenda por parte das companhias aéreas africanas, disse em Maputo Mathieu Duquesnoy, vice-presidente da empresa.

 

 

A fabricante brasileira de aeronaves Embraer vai alocar 200 aviões, nos próximos 20 anos, em África, como forma de responder à crescente encomenda por parte das companhias aéreas africanas. Isto corresponde a uma receita de cerca de três biliões de dólares para os cofres da empresa.

Os dados foram divulgados pelo vice-presidente da Embraer para África e Médio Oriente, Mathieu Duquesnoy – citado pelo jornal País -, durante seminário promovido pela construtora brasileira de aviões, em Maputo.

Segundo Dusquenoy, o continente africano é atualmente um dos principais mercados da fabricante brasileira de aeronaves.

A transportadora estatal moçambicana LAM é, no momento, o único interlocutor da Embraer, especializada na construção de aviões de pequeno e médio porte, para até 120 passageiros e jatos executivos.

Em África, um dos principais clientes da Embraer é a Kenya Airways, com uma frota de 12 aeronaves, que compreende um mix de modelos, sendo cinco E170 e sete E190. A Kenya Airways tem mais sete E190 encomendados, com entregas programadas de um avião por mês até fevereiro de 2013. As aeronaves são operadas a partir do centro de operações da empresa em Nairóbi, capital do Quénia.

FONTE: Africa21

FOTO: Embaer

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O primeiro Phenom 300 montado pela Embraer nos EUA fez seu primeiro voo hoje. A produção do jato executivo na unidade industrial de Melbourne, na Flórida, foi iniciada em setembro passado. O voo de hoje ocorre na semana que a Empresa celebra um ano do voo inaugural do primeiro Phenom 100 produzido nos EUA.

A aeronave está programada para ser entregue ao departamento de voo da Embraer Aviação Executiva em Melbourne, que irá usá-lo como avião de demonstração.

“Este é um marco importante para nossa unidade”, disse Phil Krull, Diretor Geral da unidade de produção norte-americana. “A redução no tempo de produção para a metade do que levou para a montagem do primeiro Phenom 100, em Melbourne, mostra que os processos que implementamos estão maduros. Estamos dentro do cronograma para iniciar a produção de oito aeronaves por mês nos próximos meses, na medida em que for exigida capacidade total desta unidade.”

A Embraer inaugurou a linha de produção de Melbourne em fevereiro de 2011 e o Centro de Atendimento Global da Aviação Executiva nos EUA em 5 de dezembro de 2011. No mês passado, no mesmo local, a Embraer iniciou a construção de mais um empreendimento, o Centro de Tecnologia e Engenharia, este último um investimento de US$ 26 milhões com previsão de conclusão para meados de 2014.

“O voo do primeiro Phenom 300 ‘Made-in-the-USA’ é outro marco histórico para a nossa empresa”, disse Ernest Edwards, Presidente da Embraer – Aviação Executiva. “O desenvolvimento das nossas instalações em Melbourne, além de outros significativos investimentos em outras plantas industriais, nos aproxima de nosso objetivo de ser uma empresa globalizada. O investimento que fizemos aqui nos últimos anos, num momento em que a maioria da indústria tem recuado, reflete o compromisso da Empresa em desenvolver aeronaves que revolucionam o mercado da aviação executiva.”

FONTE: Embraer

NOTA DO EDITOR: embora esta seja uma notícia relacionada à aviação executiva, ela poderá ter repercussão no setor de defesa. Um dos argumentos daqueles que são contra a vitória do Super Tucano na concorrência LAS é o fato da Embraer não produzir aviões nos Estados Unidos. Este argumento não é mais válido a partir de agora.

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Juan Carlos Cicalesi

A Fuerza Aérea Argentina já está desenvolvendo o protótipo do IA-58 remotorizado com turboélices PT6 e com aviônica atualizada, com todo o equipamento passando a ser digital. Atualmente, encontra-se em Israel a parte central da asa (incluindo as “gôndolas” dos motores), para que a IAI modifique os suportes dos motores e o sistema de passo reversível das hélices. O programa de modernização do Pucará inclui até 17 exemplares, e será realizado na Fabrica Argentina de Aviones (FAdeA), em Córdoba.

FONTE: Segurança e Defesa

IMAGEM:
Rober Digiori

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O programa de desenvolvimento e produção do novo cargueiro militar KC-390 já criou cerca de mil oportunidades de trabalho dentro da Embraer, entre novos contratados e funcionários que foram remanejados de outros programas, diz o presidente da Embraer Defesa e Segurança, Luiz Carlos Aguiar. Mas para os fornecedores locais, as oportunidades têm sido pequenas.

“O KC-390 é um projeto mobilizador de recursos. No pico do desenvolvimento, em meados de 2013, acreditamos que 7,8 mil pessoas venham a fazer parte desse programa no Brasil”, afirmou.

Além da geração de novas tecnologias e formação de recursos humanos especializados, Aguiar destaca que a aeronave tem potencial de US$ 18,7 bilhões em exportações nos próximos 20 anos, o que representará a geração de um saldo líquido da balança comercial da ordem de US$ 9,4 bilhões.

“Nas fases de produção e desenvolvimento o KC-390 deverá gerar um total de 3,4 mil empregos diretos e 17 mil indiretos, algo em torno de R$ 6,8 bilhões”, disse o executivo.

Aguiar admite, no entanto, que apesar de existir um esforço da Embraer e do governo para o adensamento da cadeia produtiva, a participação da indústria nacional no programa do KC-390 se dará de forma mais efetiva na fase de produção. “Tem muito pouco dessa cadeia conosco na fase de desenvolvimento. Quase nada é feito no Brasil”, afirmou.

A Embraer informou que oito empresas brasileiras ou com operações no Brasil estão envolvidas hoje no desenvolvimento do cargueiro, como a AEL Sistemas, controlada pelo grupo israelense Elbit; a Eleb, uma empresa da Embraer; LH Collus e Aerotron. Na área de engenharia foram contratadas as empresas Aernnova e Alestis, de origem espanhola; a Sobraer, do grupo belga Sonaca; e a Akaer, criada por ex engenheiros da Embraer.

No programa de desenvolvimento do caça AMX, considerado uma das bases mais importantes para o desenvolvimento dos jatos que levaram a Embraer a liderança mundial no segmento de aviação regional, segundo o Valor apurou, houve um envolvimento mais amplo da indústria nacional em todos os sistemas críticos do produto. “No caso do KC-390 o envolvimento mais pesado se dará na área de aeroestruturas“, comentou uma fonte.

Fontes do setor comentam que um envolvimento maior da cadeia nacional no desenvolvimento do KC-390 era a grande oportunidade que as empresas teriam para evoluir e reduzir a dependência da Embraer, capacitando-as para se tornarem fornecedoras de nível global.

Na fase de produção do KC-390, de acordo com as fontes consultadas, a cadeia continuará fornecendo peças usinadas e serviços, atividades consideradas de baixo valor agregado. “Até o projeto do ferramental do KC está sendo feito fora do país. Para a indústria nacional só resta cortar ferro e metal”, afirmou uma das fontes ouvidas pelo Valor.

Para o gerente do Centro para a Competitividade e Inovação do Cone Leste Paulista (Cecompi), Agliberto Chagas, o grande problema do baixo índice de participação da indústria nacional na fase de desenvolvimento do KC-390, que envolve maior valor agregado, é que as empresas não tem capacidade financeira para suportar o risco de desenvolvimento do programa, devido às dificuldades para apresentar garantias para conseguir um financiamento.

“Falta acesso a capital para investimento competitivo com garantia e fundo de aval”. O BNDES, segundo ele, exige, além das garantias reais, o balanço contábil auditado. O banco chegou a disponibilizar um crédito de R$ 200 milhões para as empresas da cadeia, mas como existe a dificuldade das garantias, não houve tomador e o prazo para solicitar os recursos se encerra em março de 2013.

O chefe do Departamento de Exportação do BNDES, Márcio Migon, disse que o banco tem se esforçado para ajudar as empresas da cadeia, mas que o setor também precisa ser mais pró-ativo e empreendedor.

A especialista em projetos na área aeronáutica da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Cynthia Mattos, disse que o governo vem trabalhando em algumas medidas que deverão aumentar a competitividade da cadeia, tendo em vista a necessidade de se fortalecer o conteúdo de engenharia e de desenvolvimento básico do setor.

“No longo prazo todos esses programas mobilizadores e de aumento da capacidade empresarial e tecnológica da cadeia vão permitir que outras oportunidades surjam e não sejam perdidas como aconteceu no KC-390″, comentou.

O presidente da Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), Walter Bartels, disse que instrumentos como o regime especial de tributação para a indústria aeronáutica (Retaero), embora se proponha a reduzir a carga fiscal efetiva do setor, não tem sido muito utilizado pelas pequenas empresas. “O acesso aos benefícios do regime é complicado, porque exige mudanças na forma de executar os balanços financeiros das empresas para se adequar às exigências da Receita Federal”, disse.

FONTE:
Valor Econômico, via Notimp

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FORTE: Avibras vende Astros para a Indonésia

Astros II

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A Rússia poderá ocupar entre 3 e 5% do mercado mundial de aviões não tripulados em dez anos, declarou Serguêi Kórnev, chefe do departamento de aviação da empresa russa Rosoboronexport, nesta segunda-feira (12).

No espaço onde começou hoje o Salão Aeroespacial Internacional Airshow China 2012, em Zhuhai, Kórnev completou que já existem modelos competitivos de aviões não tripulados na Rússia, incluindo Orlan-10, Zala-421-016 e Eleron-10.

Segundo eles, esses aviões atendem a todas as exigências do mercado e até mesmo superam muitos análogos estrangeiros em termos de autonomia e altura de voo.

Durante o mesmo evento, o presidente da United Aircraft Corporation, Mikhail Pogosian, também afirmou que a fabricante russa Sukhôi vai se concentrar na criação de veículos aéreos não tripulados (UAV, na sigla em inglês) e de reconhecimento em um futuro próximo.

“Os UAVs representam uma via estratégica para o desenvolvimento da UAC [holding que abrange a maioria da indústria russa de aeronaves, inclusive a Sukhôi]”, disse ele.

No site da Sukhôi há projetos para uma série de aviões não tripulados conhecidos como Zond, otimizados para o transporte de radares de vigilância e de abertura sintética, bem como sensores eletro-ópticos.

A empresa também fechou em 2011 um contrato para desenvolver um UAV com massa de aproximadamente 20 toneladas, projeto que contará com a participação da também russa RAC MiG.

Além disso, a Tranzas, de São Petersburgo, e a Sokol, de Kazan, venceram uma licitação em outubro do ano passado para desenvolver dois sistemas UAV com massa de uma e cinco toneladas, respectivamente.

O mercado dessas aeronaves está passando por um amplo desenvolvimento, especialmente na Ásia, Europa e América Latina.

Entre 2003 e 2012, um total de 38 países compraram aviões não tripulados num valor total de US$ 3.570 milhões. De acordo com a estimativa da Forecast Internacional, o mercado mundial para esses dispositivos continuará crescendo.

Atualmente, os maiores exportadores de aviões não tripulados são Israel e os Estados Unidos, que dominam 70% das exportações mundiais. Estima-se que a médio prazo a China irá se juntar a eles nessa liderança.

Publicado originalmente pela agência RIA Nóvosti

FONTE: Gazeta Russa

FOTO: unmanned.co.uk

 

Durante a cerimônia de inauguração da Academia de Ciências Aeronáuticas do Centro Tecnológico Positivo, na última quarta-feira (24) em Curitiba, a equipe da revista Forças de Defesa entrevistou um dos palestrantes convidados, o ex-ministro da Aeronáutica e atual presidente executivo da Associação Nacional de Concessionárias de Aeroportos Brasileiros (ANCAB), tenente-brigadeiro do ar Mauro José Miranda Gandra. O brigadeiro comentou sobre a estrutura aeroportuária brasileira diante dos grandes eventos dos próximos anos, e teceu comparações sobre o desenvolvimento da aviação militar nos anos 1990 e o cenário atual.

O Brasil receberá nos próximos anos eventos de grande porte, a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos. Como fica a malha aérea e a estrutura aeroportuária do país em situações como essa?

Para começar, eu sou otimista. Até mesmo essas situações de demora para a liberação de pistas são sinais que alertam o brasileiro para as dificuldades. Em termos de infraestrutura, nós ficamos quase 12 anos sem tomar nenhuma providência, o número de passageiros e aeronaves aumentou, e aconteceu o que se esperava devido à falta de planejamento.

Quando a Infraero passou para o Ministério da Defesa, o então Ministério da Aeronáutica perdeu a oportunidade de continuar os esforços que vinha fazendo até então para expandir a estrutura aeroportuária. Mas eu acredito na concessão de aeroportos críticos como Campinas, Guarulhos, Brasília e Galeão.

Após quase 17 anos da sua gestão como Ministro da Aeronáutica, que balanço o senhor faz de programas que começaram na época, como o do ALX, a modernização dos F-5? E o que  senhor pensa sobre o abandono do Programa F-X e a criação do F-X2?

A minha observação é a seguinte: infelizmente, no caso dos caças, nós não conseguimos resolver o problema, Eu entendo que é difícil tomar uma decisão dessa natureza, envolvendo uma soma tão grande, em um país com poucos recursos, ou que administra mal os seus recursos. O caso do F-X e do F-X2 foi até uma sorte, porque saímos para a possibilidade de escolher entre linhas de aeronaves mais modernas. Eu tenho esperança de que, já no início do ano que vem, a presidenta Dilma dará uma solução.

Acho também que a FAB vem sendo bem aquinhoada. Temos feito modernizações boas nos aviões – no caso o F-5 e agora o AMX. Também compramos 99 Super-Tucano, 50 helicópteros (EC-725) com previsão de fabricação nacional, 16 deles destinados para a Força Aérea.

Na época (1995), pensava-se em priorizar uma aeronave de fabricação nacional. Se essa iniciativa fosse levada a cabo ainda em 1995, o senhor acha possível dizer que hoje teríamos um protótipo viável para fabricação?

Vamos analisar o caso do AMX que, apesar de não ser supersônico, é um avião importante, que teve um subproduto ainda mais importante – permitir à Embraer desenvolver as séries 170 e 190. Mas desenvolver uma aeronave de caça requer um apoio muito forte do governo, e eu só vi esse tipo de apoio na antiga União Soviética, nos Estados Unidos e na Europa, em que todos os países tiveram que se reunir para criar uma aeronave desse tipo. Sendo assim, acho difícil que pudéssemos construir um protótipo.

Mesmo que o projeto tivesse começado nos anos 1990?

Seria difícil. Por exemplo, íamos comprar 79 AMX, acabamos comprando 54 por falta de recursos. Das empresas que foram criadas para ajudar a desenvolver o AMX, poucas sobreviveram. Mas acho que, com a passagem do ministro Nelson Jobim pelo Ministério da Defesa, a indústria deu um salto muito grande e a Força Aérea Brasileira se beneficiou muito disso. Podemos não ter a maior Força Aérea da América Latina, mas temos uma FAB capaz de se ombrear às forças vizinhas, com a vantagem da capacidade de manutenção e fabricação das peças dos nossos aviões.

Que mudanças o senhor percebe no  Comando da Aeronáutica atualmente, em relação ao Ministério que o senhor assumiu nos anos 1990? Há mais ênfase no aspecto corporativo e operacional? O que pode ser aprimorado?

Nós não estávamos acostumados a essa figura nova de um Ministério da Defesa. É preciso que haja um entendimento do Comando da Aeronáutica de que ele está dentro de um sistema maior, e isso eu vejo muito bem na postura do comandante [Juniti] Saito – uma postura muito ligada ao seu segmento, à sua Força. Um aspecto mais operacional e menos político.

FOTO: Renaclo Tekutli.

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