QG Airsoft

O Comandante da Aeronáutica do Brasil, Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito, efectuou, em 15 e 16 de Dezembro de 2008, uma visita oficial à Força Aérea Portuguesa.

O Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito foi recebido pelo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, General Luís Araújo, em Alfragide, tendo posteriormente visitado o Estado-Maior, o Comando Operacional da Força Aérea e as Bases Aéreas de Beja e do Montijo. Durante a sua visita o Tenente-Brigadeiro-do-Ar Juniti Saito teve também a oportunidade de conhecer de perto a aeronave de patrulhamento marítimo P-3C Orion, assim como o helicóptero de busca e salvamento EH 101 – Merlin.

Durante esta visita, o Comandante da Aeronáutica do Brasil foi ainda agraciado com a Medalha de Mérito Aeronáutico, em reconhecimento pelos serviços prestados à Força Aérea Portuguesa.

Fonte e fotos: Força Aérea Portuguesa

 

Show de Gripen

 

A informação é do site Defense Industry Daily. No dia 10 de dezembro uma subsidiária da Boeing, a McDonnell Douglas Corp, teria recebido um contrato de 12 milhões de dólares para serviços relacionados à fase de desenvolvimento tecnológico de um sistema IRST (Infa-Red Search & Track) para os Super Hornet.

Complementando a notícia, o site relacionou uma decisão que teria sido tomada anteriormente em relação ao design, conforme estabelecido em uma parceria da Boeing com a divisão de mísseis e de sistemas de controle de fogo da Lockheed Martin: ao invés de instalar o equipamento de IRST na fuselagem da aeronave (em diversos caças, o sistema é instalado logo à frente do pára-brisa), o que acarreta  modificações na estrutura e no cabeamento, a instalação seria feita num novo modelo de tanque externo central, que nesse caso teria sua capacidade diminuída de 480 para 330 galões de combustível.

Teoricamente, isso reduziria os custos e esforços para integrar o sistema a toda a frota existente de F-18 E/F. Mas fica a inevitável pergunta, caso a Boeing continue seguindo por esse caminho: em uma situação de combate, seria um tanque externo a melhor localização para um sistema IRST?

Fonte: DID  Foto: US Navy

 

Momento lindo: F/A-18E abate um F-22

Foto do HUD de um Super Hornet durante um exercício Red Air. A caixa preta no canto superior esquerdo é indicativa de que o gatilho foi apertado.

 

Não deve demorar muito para que cenas como a de cima passem definitivamente à história. Atualmente o Vought A-7 Corsair II, bastante conhecido pela sua atuação no Vietnã (USN e USAF) e, mais recentemente, pela disponibilidade de 95% alcançada na Guerra do Golfo, é operado por apenas uma Força Aérea: a grega. Na foto acima, a aeronave do meio ostenta pintura especial do “Tiger Meet” de 2007.

A Força Aérea Grega ainda opera o Corsair II em dois esquadrões da Base Aérea de Araxos, o 335 “Tiger” e o 336 “Olympos”. As aeronaves são equipadas com o turbofan Allison TF41-A-400, de 14.450 libras de empuxo, uma versão norte-americana do Rolls Royce Spey (motor que equipa os A-1 da FAB).  Segundo a Força Aérea Grega, o vetor está chegando ao final de sua vida operativa, e sua substituição por um caça de quarta geração é uma das prioridades mais altas da Força. Portugal, que também foi um dos últimos operadores do tipo, desativou definitivamente seus “corsários” em 1999, enquanto que a Tailândia mantém os seus estocados, deixando a Força Aérea Grega como último operador do Corsair II no mundo.

Os gregos ainda operam ”antigas” aeronaves F-4E / RF-4E Phantom II, ao lado de modelos mais novos, como os F-16C/D Blk 30,50 e F-16C/D Blk 52+ e os Mirage 2000E/BGM e Mirage 2000-5.

Fonte e Fotos: Força Aérea Grega (Πολεμική Αεροπορία)

 

Em 11 de dezembro de 2008, o site do consórcio Eurofighter anunciou que a Força Aérea Espanhola (Ejército del Aire) recebeu seus três primeiros Typhoons Tranche 2  de produção, de um total programado de 34 caças dessa versão. Os quatro países parceiros no programa, Grã-Bretanha, Itália, Espanha e Alemanha, comprometeram-se a adquirir 620 Eurofighters das três versões (Tranches), e a encomenda espanhola corresponde a 87 desse total.  A entrega dos Tranche 1, dos quais 19 foram recebidos pela Força Aérea Espanhola, concluiu-se em setembro do ano passado. 

O Eurofighter Typhoon Tranche 2 traz uma nova suíte de computadores, com maior poder de processamento, incorporando melhorias na interface homem-máquina e capacidades ampliadas de ataque ao solo, num programa que também integrará um pod designador laser (LDP) e novas armas como a Paveway IV e a EGBU-16. As aeronaves do Block 8 (Tranche 2) começaram a ser entregues às forças aéreas dos quatro países participantes do consórcio em outubro deste ano, e mais de 60 caças dessa versão estão atualmente nas fases finais de montagem.

Fonte e foto de cima: Eurofighter / ASD Network   

Foto de baixo (Tranche 1): Ejército del Aire

 

Mako HEAT, um mock-up bem cool

O projeto continua marcando presença no site da EADS, mas a página do MAKO revela que a última atualização foi feita em julho do ano passado. Assim, parece cada vez menos provável que o Mako HEAT (Hight Energy Advanced Trainer – treinador avançado de alta energia) um dia deixe de ser apenas um mock-up frio, ou melhor, um mock-up “bacaninha”.

Uma pena, pois além de stealth (furtivo), o design é bonito e moderno, com características muito interessantes, como capacidade supersônica, performance adequada para simular perfis de vôo dos caças de última geração e modularidade, que se percebe pela grande similaridade entre a seção anterior da fuselagem nas versões monoposto e biposto, numa bela solução de design, como pode ser comprovado nas ilustrações abaixo.

 

Em contraste, o desenvolvimento do italiano Alenia Aermacchi M-346, que oferece várias capacidades similares às do Mako (embora seja de “aparência” menos stealth) prossegue, sendo atualmente o único treinador avançado / Lift de nova geração disponível na europa, nas palavras da empresa italiana. 

Foto e ilustração: airforce-technology

 

Novas fotos do Su-35BM

A mais nova versão do Flanker continua em testes, com dois protótipos em vôo. O primeiro voou pela primeira vez em fevereiro de 2008 e o segundo em outubro.
Os russos planejam começar a produção do seu novo caça de geração 4++ a partir de 2011, com previsão de exportação de 160 aeronaves até 2020, além da produção de unidades para a Força Aérea da Federação Russa.

 

O título acima é obviamente uma brincadeira: as razões para os F-18 canadenses (assim como os espanhóis, suíços, finlandeses e outros) manterem os dispositivos que permitem dobrar as pontas das asas são várias, e fica para os freqüentadores do Blog do Poder Aéreo a discussão a respeito. Mas esta foto de um Hornet sendo deslocado por rodovia em 2006, para participar de uma exposição, sem dúvida mostra uma utilidade inusitada para um dispositivo próprio de aeronaves embarcadas.

Foto: C. Coulombe - Força Aérea Canadense

 

Caças bizarros que quase vingaram parte 2

Pemberton-Billing (Supermarine) P.B.31E: o quadriplano caçador de Zeppelins

Problemas urgentes muitas vezes levam a soluções inovadoras. Ou a soluções desesperadamente equivocadas, que surpreendem por serem levadas a sério por mais tempo que o bom senso recomendaria. A última opção parece ser o caso deste “interceptador” bimotor e quadriplano da Primeira Grande Guerra, comparável em porte e peso a vários dos bombardeiros do conflito, exceto quanto aos anêmicos motores Anzani de 100hp (radiais de 9 cilindros).

Como no início da guerra as incursões dos dirigíveis alemães sobre as ilhas britânicas eram de difícil interceptação, levando-se em conta os frágeis caças disponíveis, surgiu a idéia de criar uma aeronave capaz de se manter em vôo por muitas horas. Grande capacidade de combustível e motores econômicos (daí serem só dois de 100 hp) pareciam ser a solução, numa aeronave de grande porte para também carregar armamento pesado e a tripulação necessária.

O P.B. 29E (imagem ao lado), predecessor deste bizarro caça e equipado com motores ainda menos potentes (90hp), voou no inverno de  1915-1916 e se acidentou logo nos primeiros vôos. Ainda assim, os resultados parecem ter sido promissores o suficiente, pelo menos para seus idealizadores e projetistas, e prosseguiu-se no desenvolvimento, chegando ao modelo 31E que realizou seu primeiro vôo em fevereiro de 1917. Nessa época, a Pemberton Billing já havia mudado de nome para Supermarine Aviation e o quadriplano ganhara o pretencioso apelido de “Night Hawk”.

No papel e em algumas capacidades, esse “Falcão da Noite” até que não era de todo mal. Poderia se manter no ar por aproximadamente 9 horas, esperando pela chegada dos Zeppelins. Poderia procurar suas presas iluminando a noite com um farol de busca no nariz (ou seria a presa a primeira a percebê-lo quando acendesse o farol?). E poderia derrubar o dirigível até que facilmente, caso o atingisse, devido ao poder de fogo de seu canhão Davis de 1,5 libras, instalado sobre a asa superior, ou com disparos de suas duas metralhadoras de 7,7mm.

Poderia, se conseguisse alcançar o alvo…

Seus 2.788 kg de peso carregado, 18,29m de envergadura e 11,24m de comprimento eram uma carga por demais pesada para seus dois econômicos motores de 100 hp, fazendo com que o “caça” atingisse os 3.000m de altitude só após uma hora de vôo. Atingindo 120 km/h de velocidade máxima (o que pode ser considerado difícil, dada a motorização, quando completamente carregado de combustível e munições), não era muito mais veloz que suas próprias presas. E mesmo na remota possibilidade de que o Zeppelin cruzasse seu caminho próximo o suficiente para que a pouca velocidade adicional não fosse problema, o dirigível poderia ascender rapidamente para uma altitude fora de alcance.

Em julho de 1917, a idéia foi posta de lado. O protótipo foi sucateado e um segundo exemplar, ainda incompleto, abandonado. Os caças “convencionais”, por essa época, já eram mais do que páreo para os Zeppelins. Entre a concepção e o abandono do projeto, praticamente 2 anos se passaram, muito tempo para descobrir que a idéia era ruim demais para vingar.  Felizmente para a Supermarine e a própria RAF, a companhia projetou uma safra de aeronaves muito mais inspirada décadas depois…

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Em que ano morreu Santos Dumont?

Foto: Nunão (praça em Pirassununga – SP – 2006)

 
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