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EC 725 Caracal - foto 2 Força Aérea Francesa

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Aeronaves do esquadrão 1/67 ‘Pyrénées’ cumpriram mais de 3400 missões e 3325 horas de voo no Teatro de Operações Afegão

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Na semana passada, a Força Aérea Francesa divulgou nota sobre a última missão realizada pelo Esquadrão de Helicópteros (EH) 1/67 “Pyrénées” no Afeganistão, realizada em 24 de fevereiro. A unidade é equipada com aeronaves EC725 Caracal. A missão foi marcada pela seguinte fonia no rádio, às 19h45 hora (hora local) daquele dia:

- Controle de Kaboul, aqui é ‘Roxana 67.’

- Roxana 67, prossiga.

- Roxana 67 vai cortar os motores e sair… definitivamente!

Naquele instante, segundo a nota, a emoção foi grande na tripulação do helicóptero EC725 Caracal da Força Aérea Francesa, pois isso marcava a virada de uma página de sete anos de presença no Afeganistão, numa experiência sem equivalente naquele Teatro de Operações para o esquadrão  “primeiro a chegar, último a sair”.

tripulação do último voo de EC 725 Caracal do esquadrão Pyrénées no Afeganistão- foto Força Aérea Francesa

A última missão se juntou a mais de 3400 outras realizadas, que somaram 3325 horas de voo realizadas e 229 evacuações aeromédicas (Medevac), em condições especialmente hostis, com temperaturas extremas e noites muito escuras.

Segundo a nota, a unidade esteve presente nos engajamentos mais marcantes do conflito, como a Emboscada de Uzbeen e a Batalha de Alasay. O esquadrão também realizou duas missões de Busca e Salvamento de Combate (C-SAR) atendendo a dois acidentes de helicópteros. Estes engajamentos operacionais renderam em novembro de 2011 a condecoração da Cruz do Valor Militar (Croix de la Valeur Militaire) à unidade.

EC 725 Caracal - foto Força Aérea Francesa

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em francês)

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A Força Aérea Francesa divulgou que, entre os dias 19 e 30 de novembro, a Base Aérea 120 de Cazaux recebeu um “esquadrão de passagem” de seis caças Rafale, composto por aeronaves do Esquadrão de Caça 1/7 “Provence” de Saint-Dizier e do Regimento de Caça 2/30 “Normandie-Niemen” de Mont-de-Marsan, numa campanha de treinamento ar-solo. Foi a primeira vez que a base de Cazaux recebeu caças Rafale para essa finalidade.

A campanha visa renovar as qualificações das tripulações de voo e permitir que novos pilotos das unidades realizem seus primeiros lançamentos reais de armas. Os seis caças Rafale desdobrados em Cazaux realizaram surtidas com duas ou três aeronaves, equipadas com uma vasta gama de armamento para ataque terrestre, como a AASM (armamento ar/solo modular), GBU (unidade de bomba guiada) 12 e 22, LGTR (bombas de exercício guiadas a laser) e munição de exercício.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (tradução e edição do Poder Aéreo a partir de original em francês)

2000 BOB, um Mirage com cara de Rafale

Um Mirage 2000 que serve como bancada de testes para o radar Thales do Rafale.

Foto 1 Pierre-Clement Got

Foto 2 Jean Luc Guérin

 

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Aeronaves e pilotos do Esquadrão de Caça 1/91 ‘Gascogne’ da Força Aérea Francesa, baseados em Saint-Dizier, foram desdobrados para a base aeronaval de Lann Bihoué

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A Força Aérea Francesa informou na sexta-feira, 27 de julho, que pela primeira vez em sua história as Forças Aéreas Estratégicas (forces aériennes stratégiques – FAS) foram integradas ao dispositivo de permanência operacional, o braço armado da postura permanente de segurança aérea. Em outras palavras, os caças Rafale do esquadrão 1/91 “Gascogne”, cuja missão principal é o ataque nuclear no âmbito das FAS, agora também cumprem missões de defesa aérea. No caso, estão realizando esse papel desdobrados em outra base.

Foi em 16 de julho que um destacamento de duas tripulações (dois pilotos e dois navegadores / oficiais de sistemas de armas) e cinco mecânicos foram desdobrados para a base aeronaval de Lann Bihoué, para a missão de permanência operacional com o Rafale biposto. Até o final de setembro esse destacamento das FAS estará pronto para decolar a qualquer instante, sob ordens da autoridade de defesa aérea, para intervir rapidamente para garantir a segurança do espaço aéreo francês.

Ainda segundo a Força Aérea Francesa, o cotidiano do esquadrão “Gascone” está mostrando, mais do que nunca, a polivalência do Rafale e das tripulações das FAS.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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Esquadrão, cuja história remonta a missões voando caças soviéticos na Segunda Guerra Mundial, é a terceira unidade operacional da Força Aérea Francesa a ser equipada com o Rafale

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Na segunda-feira, 25 de junho, o esquadrão 2/30 “Normandie-Niemen” entrou oficialmente para o serviço operacional na Força Aéra Francesa, na Base Aérea 118 de Mont-de-Marsan. A data foi marcada por uma cerimônia presidida pelo general Jean-Paul Paloméros, chefe do Estado Maior da Força Aérea Francesa (Armée de l’air). Agora equipada com o Rafale, a unidade passa a ser comandada pelo tenente-coronel François Tricot.

O esquadrão, carinhosamente chamado de “Neu Neu”, tornou-se assim o terceiro esquadrão operacional equipado com o Rafale, seguindo-se aos  1/7 “Provence” e 1/91 “Gascogne”, baseados em Saint-Dizier. Outros esquadrões que empregam a aeronave na Força Aérea Francesa, embora não façam parte das unidades ditas operacionais, são o Esquadrão de Caça e de Experimentações 5/330 “Côte d’Argent”,  da Base 118 de Mont-de-Marsan, que realiza testes de armas e equipamentos (mas que chegou a participar do último “Tiger Meet) e o Esquadrão de Transformação 2/92 “Aquitaine” de Saint Dizier, que não opera aeronaves próprias mas se utiliza dos caças dos esquadrões “Gascogne” e “Provence” e de um Rafale M cedido pela Marinha Francesa.

Porém, vale lembrar que também existe um esquadrão de ultramar, o 3/30 “Lorraine”, que foi reativado em novembro de 2010 e opera na Base Aérea 104 de Al Dhafra, nos Emirados Árabes Unidos. Em 2011, o esquadrão, cuja dotação é reduzida e funciona mais como uma forma de manter a presença francesa na região estratégica do Golfo Pérsico, estava equipado de forma mista, com três Mirage 2000-5 e três Rafale.

Além do cerimonial e dos discursos, houve o sobrevoo de quatro aeronaves, dois Mirage F1 (que o esquadrão operava até recentemente) e dois Rafale. Após um período de adaptação iniciado em 2010 com a formação de um “núcleo duro”, hoje o esquadrão está equipado  com 10 aeronaves e 15 pilotos, devendo receber mais pessoal e caças ao longo dos próximos meses.

O general Paloméros destacou, em seu discurso, que a Força Aéra Francesa está aprendendo a cada dia um pouco mais sobre “os formidáveis potenciais oferecidos pelo Rafale”. Ele também destacou que o caça “deverá em breve ser equipado com radar AESA, de de varredura eletrônica ativa, cujo desempenho é excelente. ”

O “Normandie-Niemen” é um esquadrão de grande prestígio, considerado um dos “embaixadores mais famosos” da França, e uma “verdadeira instituição” na Rússia, com mais de uma centena de escolas russas batizadas com seu nome. Na Segunda Guerra Mundial, o então regimento “Normandie-Niemen” lutou contra os alemães na União Soviética, equipado com caças como o Yakovlev Yak-3. Entre 1943 e 1945, os pilotos franceses da unidade conquistaram 273 vitórias sobre aeronaves do Eixo. Em setembro deste ano, o esquadrão deverá celebrar o seu 70º aniversário.

Ao mesmo tempo, a racionalização da Força Aérea Francesa prossegue. No dia seguinte à entrada oficial do terceiro esquadrão oficial de Rafale, foi desativada mais uma base aérea na França: Brétigny. Ela se segue às recentes desativações de Toulouse (2009), Colmar (2010) Taverny e Reims (2011). Para esta quarta-feira, 27 de junho, estava programada a desativação de Cambrai e, no dia 16 de julho, será a vez de Nice. Para saber mais sobre ativações, desativações e todo esse processo de racionalização da Força Aérea Francesa (no qual o Rafale é um dos mais importantes componentes), veja os links a seguir, especialmente o último, “Racionalização à Francesa”.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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Segundo a Dassault, até o meio do ano o míssil antinavio deverá ser delcarado totalmente operacional no Rafale – além da Marinha, os caças da Força Aérea Francesa também estarão capacitados a empregar a arma

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Material recente de divulgação, no site da Dassault Aviation, traz a informação de que já foi completada a integração do míssil antinavio AM39 Exocet no Rafale e que, agora, a unidade modular de processamento de dados do caça pode lidar com todos os modos de disparo da arma. O cronograma de avaliação operacional final contempla testes com o Rafale e o míssil neste início de 2012, a partir do porta-aviões nuclear francês Charles de Gaulle. O objetivo é declarar o Exocet totalmente operacional nos Rafales navais franceses em meados deste ano.

Os pilotos navais franceses das Flotilhas 11F e 12F já iniciaram treinamento com o míssil, e novas táticas avançadas estão sendo desenvolvidas para tomar vantagem do datalink L16 do Rafale, segundo a Dassault. Isso significa que perfis de ataque podem ser realizados sem qualquer emissão de radar por parte do caça, já que os dados do alvo podem ser enviados por outros meios, como aeronaves de patrulha marítima Atlantique 2 ou aviões de alerta aéreo antecipado E-2C Hawkeye, por exemplo.

A Dassault também destaca que, embora a função antinavio seja liderada pela Marinha Francesa (Marine Nationale), as versões monopostas e bipostas do Rafale da Força Aérea Francesa (Armée de l’air) serão totalmente capazes de disparar o Exocet.

FONTE / FOTO: Dassault

NOTA DO EDITOR:a operacionalidade do Exocet no Rafale francês vem com pelo menos um ano de atraso em relação às expectativas do Comitê de Orientação da Aviação de Caça (comité d’orientation de l’aviation de chasse – Comorac), que é formado por integrantes da Força Aérea Francesa e da Marinha daquele país (veja primeiro link da lista abaixo). Em compensação, os avanços divulgados pela Dassault, como o emprego de datalink e a compatibilidade também com caças da Força Aérea, são dados bastante positivos em relação à integração da arma no caça.

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Tradições da unidade, que operava caças Mirage 2000 e participava dos exercícios ‘Tiger Meet’ da OTAN, passaram para o esquadrão ‘Provence’, que opera o Rafale

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Na sexta-feira, 30 de março, foi realizada a cerimônia de dissolução do esquadrão de caça 1/12 “Cambrésis”  da Força Aérea Francesa, na Base Aérea 103 de Cambrai. Participaram jornalistas, autoridades militares, ex-comandantes da unidade e aviadores membros estrangeiros da “Tiger Association”, presenciando o fim do esquadrão no mesmo ano em que ele comemora o aniversário de 60 anos.

As tradições “Tiger” da unidade foram repassadas para o esquadrão 1/7 “Provence”, baseado em Saint-Dizier, equipado com o Rafale. Após a cerimônia em que a bandeira passou de uma unidade para outra, foi realizado um show aéreo, com quatro caças Mirage 2000C do esquadrão, além de jatos Mirage F1CT, F1B e uma equipe de acrobacia aérea equipada com aviões Extra 300.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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Femme fatale, femme Rafale

Assim como o Poder Aéreo e a FAB, hoje a Força Aérea Francesa (Armée de l’air) também está homenageando as mulheres, que compõem 22% de seu efetivo. Em destaque, está a capitão Claire Mérouze, a primeira mulher piloto (femme pilote) de Rafale.

“Pilotar o Rafale era um sonho que eu compartilhava com meus colegas da Escola do ar (École de l’air). Naturalmente, eu seria feliz do mesmo jeito pilotando qualquer outro avião de caça da Força Aérea Francesa”, disse a capitão. Após uma formação que durou seis anos, ela finalmente chegou à Base Aérea de Saint-Dizier, no fim de janeiro de 2012, e começou o treinamento no Rafale no esquadrão de conversão operacional  2/92 “Aquitaine”, que emprega para instrução no tipo aeronaves pertencentes aos outros dois  esquadrões da base, além do Rafale M cedido pela Marinha para conversão de pilotos navais. Mérouze seguiu então para o Esquadrão de Caça 1/7 “Provence”, certamente devido aos seus méritos mas isso também envolveu, na sua própria opinião, “um elemento de sorte”.

A fascinação pelo voo começou com as histórias contadas pelo pai, que foi  navegador de Mirage IV e o fato de Mérouze pilotar o Rafale hoje, num momento em que as mulheres responderem por 22% do percentual da Força Aéra Francesa, deve-se a uma decisão de se abrir as portas para mulheres piloto de caça em 1995. Naquele ano,  Caroline Aigle ingressou na Escola do ar, para se tornar a primeira piloto de caça do “Armée de l’air”, em 1999, e hoje a maioria dos pilotos de caça já estão acostumados a trabalhar com uma mulher, seja como piloto ou navegado. Voltando à capitão Mérouze, a nota da Força Aérea Francesa destaca o conselho que ela recebeu de um ex-comandante do Esquadrão Provence: “Não é preciso que você queira fazer mais do que os pilotos do sexo masculino. O curso de piloto de caça já é difícil o suficiente!”

A Força Aérea Francesa também destacou em matéria especial várias mulheres que compõem o seu efetivo. Abaixo, algumas fotos. Outras podem ser vistas clicando no link da fonte, ao final.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa

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Entre as presenças esperadas no evento que ocorre entre 13 e 17 de novembro nos Emirados Árabes Unidos, estão três caças Rafale, a equipe de demonstração ‘Patrouille de France’ e o chefe do Estado Maior, general Jean-Paul Paloméros

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Entre 13 e 17 de novembro, acontecerá um dos maiores salões aeronáuticos do mundo, a edição 2011 do Dubai Air Show. E, segundo informe da Força Aérea Francesa (Armée de l’air) divulgado na última quarta-feira, 9 de novembro, a presença francesa será significativa.

Nada menos que três caças Rafale estarão presentes, nesta edição que coincide com os 40 anos de independência dos Emirados Árabes Unidos. Um deles deverá fazer exibições aéreas tendo nos comandos o capitão Michaël Brocard, piloto oficial das apresentações de Rafale.

O evento, que é organizado a cada dois anos e que em 2009 recebeu mais de 52.000 visitantes, contará também com a apresentação da equipe de demonstração aérea do Armée de l’air (verdadeira “embaixadora” da força), a Patrouille de France. Outra presença de peso será o chefe do Estado Maior do Armée de l’air (CEMAA): o general Jean-Paul Paloméros, que comparecerá à inauguração do evento, no dia 13.

O general deverá chegar a Dubai já no dia anterior, para comparecer à conferência internacional de comandantes de forças aéreas.

 

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Francesa participou da recepção dos caças Rafale que voltaram nesta sexta-feira, 4 de novembro, de seu desdobramento para operações na Líbia

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O chefe do Estado-Maior da Força Aérea Francesa, general Jean-Paul Paloméros, recebeu na Base Aérea 113 de Saint-Dizier as tripulações de Rafale que voltaram da Operação Harmattan, nome dado ao destacamento francês que operou sobre a Líbia.

Quatro caças Rafale, que estavam desdobrados na Base Aérea de Sigonella, na Sicília, pousaram em Saint-Dizier por volta das 14h locais desta sexta-feira, 4 de novembro. Na recepção aos pilotos, o general Paloméros, acompanhado de altos oficiais da Força Aérea Francesa disse: “Esta operação terminou com sucesso para a Força Aérea Francesa. Vocês demonstraram capacidade de pronta resposta. Vocês responderam com rapidez, no momento em que foram acionados.

Desde o primeiro dia de operações, vocês foram exemplares. Vocês foram capazes de se adaptar para cumprir as missões em tempo.  Vocês trabalharam duro e por isso eu agradeço calorosamente.”

 

Estiveram também presentes à recepção as famílias das tripulações e o pessoal dos esquadrões de caça 1/7 “Provence” e 1/91 “Gascogne” de Saint-Dizier, que é a principal base dos caças Rafale na França. Essa recepção teve caráter simbólico pois foi justamente de Saint-Dizer que partiram as primeiras aeronaves de combate francesas engajadas nas operações iniciais sobre a Líbia, em 19 de março deste ano (2011).

A volta dos caças Rafale faz parte de um processo iniciado em 24 de outubro, quando retornara à França quatro Mirage F1 (de Mont-de-Marsan) e dois Mirage 2000D (de Nancy). Nos dias seguintes, voltaram às suas bases de origem outros aviões de combate Mirage 2000D e Mirage 2000N, além de helicópteros Caracal.

A operação “Unified Protector”, da OTAN, da qual fazia parte o contingente francês (Harmattan) foi oficialmente terminada em 31 de outubro passado. Mas, paralelamente, a operação Harmattan continua enquanto durarem as manobras logísticas necessárias para o repatriamento de materiais e meios militares desdobrados nas Bases Aéreas de Souda (Creta) e de Sigonella (Sicília).

No total, 4.200 militares e mais de 40 aeronaves, além de aproximadamente 20 helicópteros e navios de guerra e de apoio franceses foram mobilizados, no auge da crise da Líbia.

Os aviões de combate da Força Aérea (Armée de l’air) e da Marinha (Marine Nationale) francesas cumpriram mais de 27.000 horas de voo, em aproximadamente 5.600 surtidas. Isso representou 25% do total de surtidas, 35% das missões ofensivas e 20% dos ataques realizados por toda a coalizão.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

NOTA DO EDITOR: para ver mais matérias sobre as operações do Rafale e de outros caças franceses na Líbia, clique nos links abaixo. Para ler matéria especial com análise da operação do Rafale e dos outros dois “Eurocanards” (Typhoon e Gripen) nos primeiros meses do conflito, adquira a Revista Forças de Defesa, clicando na imagem abaixo, que mostra a abertura da matéria (no mesmo link, você pode fazer uma “degustação” de outras partes da revista).

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O Poder Aéreo, em outro ‘post’, informou que a fabricante de bombas de emprego geral francesa SAMP encerrou sua produção e colocou todo o seu acervo técnico à venda, incluindo linha de produção e transferência de tecnologia. Veja agora os principais trechos da reportagem feita pelo Defense News com o CEO da empresa francesa SAMP.

Com o encerramento da produção de bombas de emprego geral pela empresa francesa Société des Ateliers Mécaniques de Pont sur Sambre (SAMP), os caças Rafale dependerão de agora em diante de equipamentos semelhantes provenientes do exterior, informou o CEO da companhia, Christian Martin.

A SAMP é uma pequena companhia localizada próximo de Lille, no Norte da França, que pelos últimos 50 anos produziu bombas “burras” para as Forças Armadas francesas. Segundo ele, a SAMP não fechará as portas totalmente. O escritório de projetos continuará em atividade.

Segundo Martin, a SAMP é a única empresa europeia de pequeno porte que desenvolve bombas tipo Mk81 (125 kg), Mk82 (250 kg) e Mk3 (500 kg) de emprego aeronáutico. “Quem mais desenvolve novos produtos ar-superfície?” pergunta ele. “Somente os americanos”. Israel também desenvolve estes tipos de armamentos, mas é complicado para a França comprá-los.

Acordos de offset também colocarão mais pressão neste ramo. Se a França vender Rafales para a Índia, o governo poderá concordar com a compra de bombas fabricadas naquele país.

A França adotou bombas Mk82, baseadas em projeto norte-americano, depois que descobriu-se que seus armamentos não eram interoperacionais com outras Forças Aéreas durante a guerra do Golfo em 1991 e ações sobre a Iugoslávia nos anos 90.

Durante a campanha aérea contra a Iugoslávia a França comprou perto de 3.000 bombas padrão OTAN via FMS (Foreign Military sales) dos EUA. As bombas foram entregues com atraso e abaixo dos padrões de segurança franceses, que utilizam Eurenco PBX ERDX 109, disse Martin.

A bombas Mk82 produzidas pela SAMP foram convertidas em armas guiadas através dos kits desenvolvidos pela Sagem, que criou a Armement Air-Sol Modulaire (AASM), largamente utilizadas na Líbia. Para Martin, o conflito no norte da África mostrou o quanto as bombas são robustas e confiáveis.

“Na Líbia o Rafale demonstrou suas capacidades multifuncionais, isto é claro”, disse ele. “Os resultados dos ataques aéreos demonstraram que os objetivos foram alcançados e as AASM fez o que deveria fazer.”

O sucesso na Líbia “foi o resultado de 10 anos de muito trabalho da SAMP, da AASM e da Dassault. Do ponto de vista da missão, não ocorreram falhas,” disse ele.

Martin também informou que a habilidade do Rafale de voar missões combinadas de reconhecimento e ataque foi possível devido à decisão da SAMP em 2000 de construir bombas MK82 bastante resistentes para sobreviver à 200 horas de voo e 50 ciclos – muito mais que os artefatos norte-americanos semelhantes que dificilmente aguentam 5 decolagens e pousos.

A vida útil tão longa para as Mk82 em 2000 não parecia ser necessária, pois a AASM não existia e o Rafale estava em desenvolvimento. Mas equipar Mk82 mais resistentes com kits AASM, avaliados entre 100.000 a 150.000 euros por unidade, transformou-se em uma vantagem.

A bomba em si representa cerca de 5% do custo de um sistema AASM, “mas seu efeito final é de 100%,” disse Martin.

FONTE: Defense News

TRADUÇÃO E ADAPTAÇÃO: Poder Aéreo

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Segundo o Ministério da Defesa da França, a Direção Geral de Armamento (DGA) entregou na última sexta-feira, 7 de outubro, a quarta e última aeronave da frota francesa de aviões radar (AWACS) modernizados em seus sistemas de comunicação.

AWACS é a sigla empregada largamente pela Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para aeronaves de alerta aéreo antecipado, mas a França também utiliza a sigla SDCA – système de détection et de commandement aéroporté (sistema de detecção e de comando aeroembarcado) para denominá-los.

A frota francesa de AWACS, introduzida nos anos 1990, compreende 4 aeronaves em serviço em sua Força Aérea (Armée de l’air). O contrato de renovação dos aviões foi concedido pela DGA, em 2008, à Air France Industries.

Esse trabalho, cotado em 50 milhões de euros (aproximadamente 68,3 milhões de dólares ou 120,5 milhões de reais) teve como objetivo atualizar a frota em conformidade com a evolução dos regulamentos emitidos pela OACI, a Organização de Aviação Civil Internacional, garantindo também a interoperabilidade com os AWACS da Força Aérea Real Britânica (RAF) e da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF).

As principais atualizações, realizadas do início de 2010 até o terceiro trimestre de 2011 foram:

  • Troca e ampliação das capacidades dos meios existentes de HF
  • Modernização e ampliação dos meios existentes de V / UHF, compreendendo especialmente os novos meios de telecomunicações por satélite
  • Troca dos equipamentos de radiolocalização, de balizamento e de registro dos parâmetros do voo
  • Adaptação do programa (software) operacional de missão
  • Modificação do sistema de gestão das comunicações

FONTE / FOTOS: Ministério da Defesa da França e Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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Fotos da aeronave são de operações sobre a Líbia. Ministério da Defesa da França divulgou novas informações sobre as surtidas realizadas na última semana de setembro.

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As fotos desta matéria, recentemente divulgadas pelo Ministério da Defesa da França, mostram o veterano Mirage F1, predecessor do Mirage 2000 e do Rafale, ainda em operação na Força Aérea Francesa (Armée de l’air). O modelo é empregado principalmente em missões de reconhecimento e de ataque ao solo, e pode ser visto nas fotos portando armamento ar-solo e ar-ar em operações sobre a Líbia.

Quatro aeronaves do tipo (nas versões CT e CR) operam desdobradas a partir da base de La Sude, em Creta, onde têm a companhia de oito Mirage 2000D, quatro Mirage 2000N e um Atlantique 2, do Armée de l’air.

Essas aeronaves desdobradas em Creta, somando-se aos caças Rafale que operam a partir de Sigonella, na Sicília, foram responsáveis por 140 surtidas (70% delas ofensivas) realizadas pela Força Aérea Francesa sobre a Líbia na última semana de setembro (entre os dias 22 e 29). Segundo informe do Ministério da Defesa da França, foram 88 surtidas de ataque ao solo, com emprego de aviões Rafale, Mirage 2000-D, Mirage 2000-N e Mirage F1 CT, 34 surtidas de reconhecimento e vigilância, a cargo de aeronaves Rafale (com pod reco NG), Mirage F1 CR e Atlantique 2, além do drone Harfang. As surtidas de controle aéreo (aviões E3F) foram seis, o mesmo número de surtidas de reabastecimento (aviões C135 FR), além de oito suridas do grupamento aeromóvel.

Quanto aos alvos atingidos, foi divulgada a neutralização de aproximadamente cinquenta objetivos com emprego de aviões de caça, de ataque e de helicópteros, sendo trinta veículos militares (3 equipados com lança-foguetes) e uma peça de artilharia, na região de Syrte, além de depósitos de municção e de veículos e um sítio de radar.

FONTE / FOTOS: Ministério da Defesa da França

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Desde ontem, 3 de outubro, até o próximo dia 14, ocorre na França o Exercício de Preparação Interarmas e Interaliados – EPIAS, organizado pelo Comando das Forças Aéreas francesas. A área de operações compreende Franche-Comté e Borgonha, nesse exercício de envergadura internacional que serve como preparação de unidades aéreas e terrestres que deverão ser desdobradas no Afeganistão.

Participam militares franceses e britânicos em treinamentos de articulação em cenários de missão de apoio aéreo aproximado, que são representativos de engajamentos que ocorrem no Teatro de Operações Afegão. O destaque é o trabalho dos controladores aéreos avançados, que têm a função de designar precisamente os objetivos que serão atacados por aviões de combate, em apoio às tropas no solo. Os controladores franceses são formados na Base Aérea de Nancy, recebendo certificação da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Neste exercício, participam aviões de ataque Mirage 2000 D baseados em Nancy, caças Rafale de Saint-Dizier, jatos de treinamento Alphajet de Dijon, base que também está abrigando os  jatos de treinamento britânicos Hawk, desdobrados. As forças terrestes compreendem comandos paraquedistas franceses e britânicos, assim como tropas terrestres francesas, concentradas em Doubs, no campo de Valdahon, evoluindo em Côte d’Or e em Haute-Saône. O comando do espaço aéreo se dá em Valdahon, por meio do centro de detecção e controle móvel de Metz. Para facilitar a integração dos meios envolvidos e seu posterior emprego no Afeganistão, a língua falada no exercício é o inglês.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

VANT Harfang estreia sobre a Líbia

Na última quinta-feira, 25 de agosto, o Ministério da Defesa da França informou que o veículo aéreo não tripulado (VANT) Harfang realizou seu primeiro voo operacional sobre a Líbia, a partir da base de Sigonella, na Sicília. O voo foi realizado em 24 de agosto, mas desde o dia 18 que o VANT estava desdobrado na base, sendo preparado para a primeira missão.

Uma equipe de 20 pessoas esteve encarregada dessa preparação, colocando o Harfang em condições de voar mais de quinze horas por dia, em missões de reconhecimento em que são utilizadas câmeras embarcadas capazes de captar imagens tanto de dia quanto de noite. As imagens são transmitidas instantaneamente à estação de comando.

O Harfang junta sua capacidade aos cinco caças Rafale da Força Aérea Francesa (Armée de l’air) que operam sobre a Líbia, dotados de pods de reconhecimento NG.

FONTE / FOTOS: Força Aérea Francesa, via Ministério da Defesa da França

 

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Operando na Força Aérea Francesa desde 2009, a versão é denominada K3. O modelo K2 deverá deixar o serviço em setembro.

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Na segunda-feira, 8 de agosto, a Força Aérea Francesa (Armée de l’air) informou que duas aeronaves Mirage 2000 K3 realizaram suas primeiras missões sobre a líbia em 2 de agosto, tendo lançado armamento já no dia seguinte. Segundo o informe, a K3 é a nova versão do Mirage 2000 N (modelo desenvolvido para ataque com armas nucleares, mas que também utiliza armamento convencional).

Trata-se da primeria vez que essa nova versão, que opera na Força Aérea Francesa desde outubro de 2009, é empregada em operações no exterior. Entre as diferenças em relação a seu antecessor, o K2 (que deverá dar baixa em setembro deste ano, após 15 anos de serviço), o  Mirage 2000 K3 está equipado co sistemas de armas, de contramedidas e de navegação aperfeiçoados. Dispõe de um GPS integrado e de um sistema de tiro de maior precisão que permite uma melhor visualização da zona de impacto, antes do lançar o armamento. Tudo isso contribuiu para diminuir a carga de trabalho do navegador / operador do sistema de armas.

FONTE / FOTO: Força Aérea Francesa (Armée de l’air)

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