O aeroporto civil Metropolitano de Guarujá começa a decolar. No dia 29 de agosto, a Prefeitura de Guarujá firmará contrato com o Quarto Comando Aéreo Regional (IV Comar) para cessão, por arrendamento, de área no Núcleo da Base Aérea de Santos, que permitirá a implantação do equipamento pública. A solenidade acontece às 10 horas na unidade militar, localizada na Avenida Castelo Branco, em Vicente de Carvalho.

A autorização, expedida pelo comandante da Aeronáutica, tenente brigadeiro do ar Junuti Saito, foi publicada no Diário Oficial. Com a formalização, a Pérola do Atlântico deterá uma área de 274.866,92 m2, de uma total de aproximadamente 3 milhões de m2.

Nas próximas semanas, a Cetesb emitirá o Termo de Referência, documento que vai orientar a Administração, na elaboração do EIA-RIMA (Estudo de Impacto Ambiental/ Relatório de Impacto Ambiental). Paralelamente, o Município aguarda a outorga da Secretaria Nacional de Aviação Civil (SAC).

A partir disso, a Prefeitura através de licitação concederá o empreendimento, à iniciativa privada, para construção, exploração, operação e manutenção. Estima-se que o edital esteja disponível, no primeiro trimestre de 2013.

A novidade vem ao encontro do momento de desenvolvimento que Guarujá e toda a Região passa, com as questões do pré-sal, instalação da Unidade Operacional da Petrobrás na Cidade, que refletirá na qualificação e no aumento do mercado de trabalho. A previsão da Administração é de que o Aeroporto poderá, inclusive, estar pronto para operar já na Copa 2014, pois o Município será cidade-base dos jogos.

O estudo elaborado pela Prefeitura prevê estacionamento até 300 vagas de veículos (primeira fase); terminal de passageiros (com capacidade para 500 mil passageiros/ano); pátio de aeronaves para até quatro estacionamentos simultâneos; vias de acesso interno e de serviço, além de áreas para hangares.

De acordo com o assessor da Unidade de Projetos Estratégicos da Prefeitura, Dário de Medeiros Lima, esta é uma área estratégica. “Os estudos desenvolvidos pela Prefeitura apontam para um investimento, por parte da iniciativa privada, de aproximadamente R$ 80 milhões, na infraestrutura, do Aeroporto Civil Metropolitano de Guarujá”, destaca Lima.

FONTE:
A Tribuna

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A notícia de que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Força Aérea Brasileira descartou a construção de um aeroporto no município de Caieiras foi comemorada ontem pelos integrantes da Comissão Especial de Vereadores (CEV) do Aeroporto. Recém-criada com o objetivo de fazer gestões juntos aos governos para que Mogi das Cruzes sedie o terceiro terminal da Região Metropolitana de São Paulo, a CEV inicia o seu trabalho fortalecida com a retirada do páreo de um dos principais concorrentes. O secretário municipal de Desenvolvimento, Marcos Damásio, também acredita nisso e vai além ao dizer que a instalação de um aeroporto colocará Mogi, num curto prazo de tempo, entre os três maiores orçamentos do Estado.

“Basta ver o que era Guarulhos antes e no que ela se transformou após o aeroporto, que atrai muitos negócios, serviços e desencadeia toda uma rede de empregos. O orçamento de Guarulhos hoje só perde para a Capital. Portanto, se o Governo Federal decidir pela construção do terceiro aeroporto, Mogi tem tudo para receber o empreendimento, ainda mais que Caieiras foi considerada inviável e já existe um interesse da Construtora OAS para um terminal na Cidade. Isso fará com que, num curto espaço de tempo, Mogi tenha um salto no seu desenvolvimento”, destaca Damásio. O orçamento de São Paulo previsto para 2012 é de R$ 38 bilhões e, o de Guarulhos, de R$ 3 bilhões. “Mogi estará agora passando de R$ 1 bilhão”, diz o secretário.

Além da Prefeitura de Mogi, nos próximos dias a CEV começará a buscar o apoio dos representantes das Câmaras Municipais das cidades vizinhas e, principalmente, dos prefeitos para a causa. Além do Executivo do Alto Tietê, os vereadores querem convencer também os prefeitos dos municípios do Litoral e do Vale do Paraíba da importância do aeroporto para o desenvolvimento da Região.

“Vamos, primeiro, usar da força política e, se necessário, fazer também um abaixo-assinado junto à população, pois queremos levar esse assunto ao Governo do Estado e à Brasília”, informa o vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR), presidente da CEV criada oficialmente na última quarta-feira. Ele diz que, após essa decisão da FAB com relação a Caieiras, Mogi passa a reunir as melhores condições do Estado para receber o aeroporto.

“Sem dúvida, essa decisão da FAB coloca Mogi das Cruzes numa condição ainda mais privilegiada porque temos uma grande área a oferecer e com muito pouco impacto ambiental”, avalia Tobias, que tem ao seu lado na CEV os vereadores Jean Lopes (PC do B) e Emília Rodrigues (PT do B).

Paralelamente à busca de apoio, a CEV vai cobrar do Executivo informações sobre o projeto que a OAS teria apresentado para construção, via iniciativa privada, de um aeroporto no Distrito Industrial do Taboão. “Queremos saber o que o projeto contempla”, justifica o presidente da CEV.

O secretário Damásio também informou que vai buscar ajuda do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR) para obter maiores detalhes desse projeto da OAS. “Se existe projeto é porque a área já foi estudada e reúne condições técnicas para um aeroporto”, justifica.

Segundo ele, as informações apuradas até agora indicam que a área pleiteada pela OAS fica no Taboão, mas está fora do Distrito Industrial e, portanto, a presença do aeroporto não inviabilizaria em nada a instalação de novas indústrias. “Pelo contrário, seria um atrativo a mais”, frisa Damásio.

Negativa

O projeto de um aeroporto em Caieiras foi apresentado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa e prevê a ocupação de uma área de 9 milhões de metros quadrados, entre as Rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera, no Trecho Oeste do Rodoanel e a 30 quilômetros da Capital.

O investimento é da ordem de US$ 2 bilhões, A proposta, no entanto, foi descartada pelo Decea sob o argumento de que o empreendimento causaria interferência nos aeroportos de Cumbica, Viracopos, Congonhas e Jundiaí. A localização está bem no meio da área chamada “Terminal São Paulo”, que corresponde a 33% de todo o tráfego aéreo do País.

FONTE: O Diário

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Nove aviões abandonados da Vasp, parados há seis anos no Aeroporto de Congonhas, começaram a ser desmontados nesta terça-feira (23). As partes das aeronaves serão leiloadas e o dinheiro será destinado para os credores da companhia.

A empresa parou de operar em 2004 e acumulou uma série de dívidas. Em 2008, foi decretada a falência da Vasp.

Em Congonhas, são nove aviões, sete Boeings 737-200 e dois Airbus A-300.

Existem 27 aeronaves da companhia paradas em aeroportos brasileiros. No prazo de 20 dias o restante dos aviões da Vasp em Congonhas será desmontado e, em cerca de 60 dias, haverá o primeiro leilão.

A iniciativa faz parte do Programa Espaço Livre, implantado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em março deste ano, em parceria com o Comando da Aeronáutica (Comar) e a Secretaria de Aviação Civil (SAC), por meio da Infraero e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

FONTE/FOTOS: UOL

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Órgão juntará Infraero e ANAC

Cristiano Romero

O governo edita na próxima semana medida provisória (MP) que cria a Secretaria Nacional de Aviação Civil, vinculada à Presidência da República. Rossano Maranhão, atual presidente do Banco Safra, deve comandar, com status de ministro, o novo órgão, que terá, em sua estrutura, a Infraero e a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), hoje subordinadas ao Ministério da Defesa.

A presidente Dilma Rousseff também deve formalizar, em breve, convite para que o ex-ministro das Cidades Márcio Fortes assuma a presidência do Eximbank, um banco de apoio às exportações a ser criado como parte da estrutura do BNDES. Ontem, foi publicada, no Diário Oficial da União, a nomeação do ex-deputado e ex-guerrilheiro José Genoino, do PT, como assessor especial do ministro da Defesa, Nelson Jobim. O governo, com esses atos, dá andamento à composição do primeiro e segundo escalão.

Rossano Maranhão foi sondado para assumir a nova secretaria, gostou da proposta, mas alegou, segundo assessor graduado do governo, problema de “timing”. O Palácio do Planalto tem pressa, mas ele precisaria de tempo para se desincompatibilizar do Safra, onde trabalha desde 2005. Ontem, um assessor assegurou que, se ele aceitar o convite, o governo vai esperar o tempo que for necessário para ele tomar posse.

“Se ele só puder assumir no dia 1º de maio, isso não será um obstáculo”, revelou uma fonte. “O governo quer que ele aceite, não há um Plano B.” A ideia é nomear um interino entre a criação da secretaria e a chegada de Maranhão. O governo aguarda uma resposta definitiva do executivo na próxima semana.

A MP que cria a Secretaria Nacional de Aviação Civil está pronta. Para o comando da Infraero, será nomeado, provavelmente na próxima semana, Gustavo do Vale, ex-diretor de Fiscalização do Banco Central (BC). Vale, que deixou a diretoria o BC há dez dias, já está montando a futura diretoria da estatal. Ele e Rossano Maranhão são velhos conhecidos – ambos foram contemporâneos na vice-presidência do Banco do Brasil.

Fechando o pacote do setor aéreo, a presidente Dilma deve nomear o economista Marcelo Guaranys para a presidência da Anac, no lugar de Solange Vieira, cujo mandato termina nos próximos dias. Guaranys já é diretor da agência desde 2007. Seu nome, segundo apurou o Valor, tem o aval de Rossano Maranhão.

Na segunda-feira, o governo oficializará a indicação do ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles para a presidência da Autoridade Pública Olímpica (APO), consórcio formado entre o governo federal, o governo fluminense e a prefeitura do Rio de Janeiro para tocar as obras de preparação da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada do Rio, em 2016. Meirelles foi convidado há algumas semanas, mas a indefinição de aspectos legais do funcionamento da APO retardou a nomeação.

Com Maranhão, Vale, Guaranys e Meirelles, o governo espera desatar o nó do setor que considera o mais carente da infraestrutura nacional. Em reuniões internas, o ministro Antonio Palocci, da Casa Civil, avalia que o país sofre de “atraso monumental” no setor aeroportuário.

O objetivo, com as mudanças, não é atender a demanda esperada para os eventos esportivos dos próximos anos, mas criar um rumo para o setor, cujo mercado vem crescendo a taxas anuais de dois dígitos nos últimos anos, sem o crescimento correspondente da infraestrutura. Com essas nomeações, o governo quer colocar o setor aéreo longe do apetite dos partidos políticos por cargos.

FONTE: Valor Online, via Notimp

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Um Boeing 737-200, pertencente à massa falida da Vasp, será o primeiro avião a ser leiloado pelo programa Espaço Livre, implantado pelo Conselho Nacional de Justiça em parceria com a Empresa de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), Ministério da Defesa, e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). A data do leilão, que deverá ser daqui a aproximadamente 30 dias, será fixada na próxima semana pelo juiz da 1ª Vara de Falências de São Paulo.

Segundo Marlos Melek, juiz auxiliar da Corregedoria Nacional de Justiça, a venda do avião será transmitido pela Justiça. Além do Boeing, que tem valor histórico por sua antiguidade, também serão vendidos cerca de 80 mil objetos como maquetes de aviões, fotos, uniformes de pilotos e aeromoças e peças ornamentais.

O início da venda dos ativos da Vasp foi decidido, nesta quinta-feira (24/02), pela Comissão Executiva do Programa Espaço Livre, que marcou para o dia 30 de março o início do desmonte dos aviões do programa. Em 15 dias a Anac apresentará um laudo sobre o estado do Boeing e da segunda aeronave a ser leiloada, um Airbus, em que será mostrado se os aviões ainda têm condição de voar ou se são apenas sucata. No mesmo prazo de 15 dias, o Ministério da Defesa apresentará um plano de logística para desmontagem e transporte dos aviões.

Após Congonhas, o Programa Espaço Livre irá para o aeroporto de Brasília, em que existem sete aviões parados. Para evitar que os aeroportos sejam novamente ocupados por aviões sob a custódia da Justiça, o Ministério da Defesa vai definir, dentro de dois meses, aeroportos de referência para essas aeronaves. Com informações da Assessoria de Imprensa do Conselho Nacional de Justiça.

FONTE: Consultor Jurídico / COLABOROU: Alex Schwanka

A Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) quer introduzir no Brasil uma nova certificação que poderá acelerar e baratear a formação de pilotos para a aviação regular, substituindo o treinamento em voo por simulador.

As novas regras para a Licença de Piloto de Tripulação Múltipla (MPL, da sigla em inglês) seguem critérios da OACI, órgão das Nações Unidas responsável por padrões de segurança na aviação.

As regras integram proposta de modernização da regulamentação de certificação de pilotos que a Anac colocou em audiência pública, via internet, no mês passado.

Contribuições podem ser feitas até sábado. A expectativa é que a medida entre em vigor até março.

“Isso vai ajudar a reduzir o gargalo na formação de pilotos”, diz o superintendente de segurança operacional da Anac, David Faria Neto.

A substituição do voo real por simulador divide opiniões. Os EUA não adotaram esse modelo, criado em 2006. Ao contrário. Após um acidente da Colgan Air em 2009, em que ficou comprovado erro dos pilotos, o Congresso começou a discutir a possibilidade de exigir mais horas de voo de formação.

Por outro lado, empresas reconhecidas pelo padrão de segurança, como Lufthansa e Emirates, contratam pilotos sem experiência e investem na sua formação.

A MPL prevê um mínimo de 240 horas de experiência para copiloto, que podem ser cumpridas integralmente em simulador.

O entendimento é que horas em um simulador idêntico ao avião que o piloto encontrará na vida real terão mais qualidade do que voos em aviãozinho de aeroclube.

FIM DA VARIG

Pela regra em vigor, para se candidatar a copiloto de empresas regulares é preciso ter uma habilitação de piloto comercial com pelo menos 150 horas de voo. Essa formação custa cerca de R$ 35 mil e é bancada pelo profissional.

Nos últimos anos, com a derrocada de Varig, Transbrasil e Vasp, TAM e Gol se beneficiaram da oferta de profissionais experientes e passaram a exigir de 1.000 a 1.500 horas de experiência para contratar copilotos.

Mas a oferta de mão de obra qualificada praticamente acabou. Com o fim da era Varig, quando pilotos experientes podiam ganhar de R$ 20 mil a R$ 30 mil por mês, a profissão ficou menos atraente.

Por isso as empresas começaram a investir em centros de formação, e a Anac passou a oferecer bolsas.

As empresas aéreas não sabiam da audiência pública, mas gostaram. “Precisamos de medidas assim, que resolvam a situação com mão de obra brasileira”, diz Ronaldo Jenkins, diretor técnico do Snea, o sindicato das empresas aéreas.

O Snea já defendeu projeto de lei que permite a importação de pilotos estrangeiros, mas mudou o discurso. A avaliação é que a abertura vai atrair apenas pilotos de países com padrão de segurança inferior ao brasileiro.

A falta de pilotos foi responsável por problemas recentes na Webjet. A empresa perdeu cerca de 30 profissionais para as concorrentes nacionais e não teve tempo de repô-los. Já pilotos de TAM e Gol são constantemente assediados pelas estrangeiras.

FONTE: Folha OnLine

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Ordem foi dada pela Anac após onda de atrasos causada por falta de comandantes.

Pelo terceiro dia consecutivo, passageiros da TAM enfrentaram transtornos nos aeroportos do País. O motivo, mais uma vez, foi a falta de tripulação, o que levou a companhia a cancelar e atrasar voos para diversos destinos. Na tentativa de estancar o problema, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) determinou à empresa que suspenda a venda de passagens para todas as rotas domésticas com decolagem prevista até sexta-feira.

Ontem, inspetores da agência foram enviados para o centro de operações da TAM, em São Paulo, a fim de verificar se os números apresentados pela empresa condizem com a situação atual. A auditoria deve durar uma semana e, nesse período, a companhia fica impedida de agregar novos voos a sua malha.

Apesar de a punição imposta à TAM ter sido anunciada às 12h20, até as 16 horas era possível comprar bilhetes para os próximos dias. Segundo a Anac, o intervalo foi necessário para que a empresa adequasse seu sistema à restrição. Após esse horário, quem a acessava o site da TAM se deparava com aviso de bilhetes esgotados.

Embora a empresa tenha informado ontem que os índices de atrasos e cancelamentos começariam aos poucos a cair, a expectativa de autoridades do setor aéreo é de que a malha da TAM só volte ao normal a partir de quarta-feira. Segundo balanço da Infraero, de 0 hora às 22 horas de ontem, 127 dos 804 (15,8%) voos programados apresentavam atrasos superiores a 30 minutos. Ao todo, 133 voos (16,5%) haviam sido cancelados.

Em um dia normal, o porcentual de atrasos das empresas fica entre 10% e 12%. O de cancelamentos não passa de 5%.

Os aeroportos mais afetados foram Cumbica, em Guarulhos, Congonhas, na zona sul de São Paulo, e Santos Dumont (RJ).

Em nota, a TAM voltou a atribuir ao mau tempo a culpa pelos atrasos e cancelamentos “acima da média”. Segundo a companhia, os problemas foram reflexo dos “remanejamentos na malha aérea” provocados pelas “fortes chuvas que atingiram a Região Sudeste” entre a noite de quinta-feira e a madrugada de sexta-feira, que interromperam temporariamente as operações nos aeroportos de Congonhas, Cumbica, Viracopos, em Campinas, além do Santos Dumont e do Galeão, no Rio.

As informações contradizem as da Infraero – segundo a estatal, os únicos aeroportos fechados foram Congonhas e Guarulhos, na quinta e na sexta-feira. Nenhum deixou de operar no sábado ou no domingo. Ainda segundo a Infraero, Congonhas fechou na quinta, das 18h02 às 18h17, e novamente, das 21h12 às 21h35. Já Guarulhos fechou na sexta às 4h40, passou a operar por instrumentos às 5 horas, fechou às 6h42, e reabriu às 9h01. A TAM informou que os cancelamentos foram comunicados à Infraero, que é a responsável pela atualização dos voos nos telões dos aeroportos.

Comandantes. Fontes do setor afirmam que os transtornos foram provocados principalmente pela falta de comandantes. A TAM nega – informa que tem em seus quadros 8,3 mil tripulantes – 6.143 comissários e 2.207 comandantes e copilotos, número suficiente para atender a demanda. “A verdade é que tanto a TAM quanto as demais empresas estão operando no limite de suas capacidades”, adverte o comandante Gelson Dagmar Fochesato, presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas. “Os problemas meteorológicos interferem nas operações, mas o fato de operarem no limite faz com que uma coisa pequena tome grandes proporções.

Os aeroportos mais afetados foram Congonhas, Santos Dumont e Cumbica.

PARA LEMBRAR
Gol e Webjet já tiveram falta de tripulantes

Problemas de falta de tripulação como os enfrentados pela TAM atingiram este ano a Gol e a Webjet. Pela legislação, pilotos e comissários não podem trabalhar mais do que 85 horas no mês. Para não infringir a regra, as empresas optam por cancelar e atrasar voos.

FONTE: Estadão On-line

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Aumento no número de passageiros estreantes, venda de passagens além da capacidade e falta de infraestrutura dos terminais preocupam agência.

Rio – A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) convocou para segunda-feira uma reunião, em regime de urgência, com os presidentes das principais companhias aéreas, além de representantes da Infraero, Polícia Federal, Receita Federal e Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea).

A agência está preocupada com o risco de problemas nos aeroportos em dezembro, durante as festas de fim de ano. Os executivos que comandam Gol, TAM, Webjet e Avianca confirmaram presença, e a Azul deve enviar seu diretor de operações.

O receio desta vez não é a repetição do caos no controle de voo, como ocorreu em 2006, no rastro do desastre do Boeing da Gol.

O risco vem da combinação de três fatores: a afluência em massa de passageiros estreantes, vindos da nova classe média; a venda de passagens além da capacidade das companhias, e o despreparo dos aeroportos em receber usuários que desconhecem os procedimentos de embarque.

Segundo o Estado apurou, a prática de venda de passagens para voos extras ainda não autorizados está preocupando a diretoria da Anac. Apenas uma grande companhia teria vendido cerca de 10 mil passagens acima da capacidade dos voos programados para o período.

Num evento da Câmara de Comércio França-Brasil realizado na noite de sexta-feira no Rio, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, confirmou que a venda excessiva de passagens está entre os assuntos a serem tratados no encontro marcado para amanhã.

“(Vamos) estabelecer uma programação, como a gente fez no ano passado, para ter tranquilidade em relação a horários, atrasos, evitar venda de passagens excessivas, como eles faziam, evitar overbooking, todas essas coisas. Ou seja, vamos estabelecer regras neste sentido”, disse o ministro.

“Historicamente, no fim de ano, as empresas vendem entre 10% e 15% de bilhetes acima da quantidade de assentos dos aviões. Também não é raro o pedido de voos extras e a venda de passagens para esses voos antes da autorização formal”, disse uma fonte do setor.

Primeira vez

“Calculamos que pelo menos 1,5 milhão de pessoas vão viajar de avião pela primeira vez em janeiro e fevereiro”, disse Renato Meirelles, sócio-diretor do instituto Data Popular, especializado em pesquisas de consumo das classes C, D e E. De acordo com projeção do instituto, de julho deste ano a julho de 2011, 8,7 milhões de pessoas farão sua primeira viagem aérea. “É mais do que o dobro do movimento de passageiros registrado na África do Sul durante a Copa”, comparou.

Para atender o aumento de demanda no período de alta temporada, as companhias aéreas estão colocando voos extras, o que pode trazer uma sobrecarga ao já tumultuado sistema de aeroportos do País. “Vemos que está aumentando o número de voos. Isso pode acarretar em congestionamento”, afirmou o presidente do sindicato dos controladores de voo, Jorge Botelho.

A probabilidade de atrasos em cascata é grande, avaliou Botelho. “Na medida em que se coloca um maior número de voos, tem-se um menor espaçamento de tempo de ocupação da pista de pouso. Se acontece um imprevisto, há atrasos, e isso vai refletir em outra localidade, porque as empresas estão com suas malhas amarradas.”

Aos voos regulares e adicionais colocados para atender a demanda pontual, somam-se os fretamentos para operadores de viagens. Só a CVC, líder no segmento, fretará 2.660 voos para a alta temporada, um acréscimo de 25% ante igual período de 2009.

Vigilância

A diretora do Sindicato Nacional dos Aeronautas Graziella Baggio cobra vigilância da Anac sobre os voos fretados. “Há quatro anos a TAM teve um problemão. A CVC solicitou uma série de aeronaves para milhares de passageiros. Como a empresa não podia deixar de fazer os voos da operadora, porque haveria multa, acabou abandonando os voos normais.” Em 2006, a prática de overbooking pela empresa gerou caos às vésperas do Natal.

O diretor de Comunicação da Gol, Hélio Muniz, afirmou que os fretamentos tiveram um crescimento “grande” este ano, sem mencionar números. Ele disse que a empresa ainda não solicitou voos extras à Anac, mas não descarta fazê-lo. “Não temos previsão ainda, mas sempre há a possibilidade de abrir voos nessa época. Esse processo é rápido.”

O planejamento da Azul para o fim do ano inclui a contratação de cem agentes de aeroporto e reforço na equipe de call center. O presidente da companhia, Pedro Janot, afirmou que os esforços estão sendo feitos não apenas para responder à demanda de alta temporada, mas para acompanhar o crescimento da frota da empresa, que sai de 15 aeronaves em julho para 26 até o fim do ano.

Janot acredita que a companhia não terá grande dificuldade de lidar com um número maior de passageiros, pois já opera com taxas elevadas de ocupação, próximas a 85%. Ele avalia, no entanto, que outras empresas poderão ser mais impactadas.

“Não seria um transtorno operacional para a gente. Já as companhias que operam com ocupação de 62%, 63% podem chegar a 85% nesta temporada. Aí realmente o impacto é maior nos aviões da Gol e da TAM, por exemplo, que são de porte superior”, comentou.

As duas maiores companhias aéreas do País também informaram ter planos de contingência. A Gol terá dois aviões de reserva e tripulações extras para assumir os voos. Na TAM, são cinco aeronaves de prontidão e houve reforço do pessoal de aeroporto. No total, a empresa fecha o ano com uma frota de 151 aviões, 19 a mais que no fim de 2009. – Glauber Gonçalves e Irany Tereza – Colaborou Sabrina Valle.

Aeroportos brasileiros podem causar “vergonha” em 2014, diz “Financial Times”

Estudo da consultoria aponta que 13 dos mais movimentados aeroportos do Brasil já sofrem de gargalos aéreos.

O Brasil corre o risco de passar vergonha por chegar ao limite da capacidade em seu setor aeroportuário, mesmo antes de sediar a Copa do Mundo de 2014, diz reportagem do jornal britânico Financial Times.

O jornal ouviu executivos da indústria que citaram o “rápido aumento da demanda e planos inadequados de desenvolvimento” no setor. Nesse cenário, o país deve enfrentar atrasos e cancelamento de voos durante a Copa do Mundo e, no longo prazo, “restrição do crescimento econômico e condições de viagem abaixo do padrão”

O chefe da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), Giovanni Bisignani, disse ao FT que não tem visto progresso suficiente no setor no Brasil.

“Para evitar uma vergonha nacional, o Brasil precisa de estrutura maior e melhor para a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016”, opinou.

Em uma segunda reportagem, o FT lembra que o gargalo aéreo não é um problema novo no Brasil. Citando números da consultoria McKinsey, diz que o número de passageiros que voam anualmente em aeroportos de grande porte no país cresceu de 68 milhões em 2000 para 113 milhões em 2008. Essa demanda pode triplicar nos próximos anos, mas a infraestrutura não tem acompanhado esse ritmo.

Estudo da consultoria aponta que 13 dos mais movimentados aeroportos do país já sofrem de gargalos severos.

Críticas à Infraero

A reportagem também cita promessas de investimentos feitas pela Infraero, incluindo planos de R$ 2 bilhões para expandir os aeroportos de Cumbica e Viracopos.

“Mas a Infraero não cumpriu compromissos mais modestos feitos no passado. (A estatal) reporta ao ministro da Defesa e é dominada por sindicatos de funcionários públicos, sendo autoritária e mais preocupada com empregos do que com resultados”, disse ao jornal uma fonte ligada à estatal.

Nesse cenário, crescem os debates em torno da ideia de privatizar alguns aeroportos, mas não está claro qual a posição da presidente eleita Dilma Rousseff a respeito, aponta o FT. Segundo a McKinsey, para atender a demanda esperada, o Brasil precisa, a longo prazo, de nove novos aeroportos do tamanho de Cumbica.

Fontes:

Colaboração: Agradecemos a colaboração de nosso usuário rodrigo ds.

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