Na escalada do “Jornal Nacional”, “43 morrem na queda de um avião da Embraer na China”. Antes, manchete do G1, “42 morrem em avião da Embraer”. Na Folha.com, “Acidente com avião da Embraer mata 42″. O UOL evitou citar a Embraer nos enunciados, “Acidente com avião na China mata 43; 53 são resgatados”. E o iG priorizava os resgatados, “49 sobrevivem a queda de avião na China”. O “China Daily” deu mortos e resgatados, falando no texto do “jato E-190 fabricado pelo conglomerado brasileiro Embraer”. Citou que “não há relato oficial”, porém “Hua Jingwei, chefe de publicidade do PCC da cidade de Yichun, disse que o jato se quebrou em duas partes ao se aproximar da pista e alguns passageiros foram jogados para fora antes da queda”. Nos EUA, o “Wall Street Journal” foi o que deu mais atenção, citando a queda nas ações http://online.wsj.com/article/BT-CO-20100824-711542.html da Embraer.
FONTE: Folha de São Paulo (Seção Toda Mídia, de Nelson de Sá), via Notimp
NOTA DO BLOG: selecionamos o ‘clipping’ acima porque o texto, trazendo diversas chamadas do noticiário nacional, convida a uma reflexão. O que é notícia e qual a sua prioridade? Um dos critérios é o de utilidade pública e, em um acidente aéreo, mesmo não sendo no Brasil ou necessariamente envolvendo brasileiros, envolve algumas prioridades: nome da companhia aérea, horário do acidente, número do voo, local, saída e destino, se houve vítimas e seu número. Ou seja, as informações que mais importam num primeiro momento para o público. Em seguida, vem o fabricante, especulações sobre causas etc.
Convidamos os leitores a refletir sobre o assunto e aproveitamos para informar que, há um mês aproximadamente, a política editorial do Poder Aéreo vem sendo a de apenas selecionar para publicação notícias sobre acidentes aéreos quando envolvem a aviação militar (principal foco do Blog) e, apenas em casos excepcionais, os acidentes da aviação civil (prioritariamente os que que ocorrem no Brasil / envolvendo brasileiros, em situações que contribuam para o debate sobre segurança da aviação, evitando o sensacionalismo que, com frequência, envolve o tema).
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