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Airbus oferta Eurofighter à Alemanha como substituto do Tornado

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Eurofighter e Tornado da Luftwaffe
Eurofighter e Tornado da Luftwaffe

MUNIQUE – Na véspera do ILA Berlin Air Show 2018, a Airbus e a Eurofighter GmbH apresentaram sua oferta ao Ministério da Defesa alemão para a substituição do antigo avião de combate Tornado da Bundeswehr, que foi desenvolvido na década de 1960, e estabeleceu o Eurofighter como seu sucessor ideal.

Atualmente, a Força Aérea Alemã está planejando eliminar o Tornado a partir de 2025 e transferir recursos para outro sistema de armas. Como o sistema Eurofighter já está sendo usado pela Alemanha, esse sistema pode adotar as capacidades do avião Tornado. Além disso, o aumento do uso do mesmo tipo de aeronave resultaria em economias de custo consideráveis ​​em termos de serviços de suporte e custos de treinamento devido a economias de escala, o que também reduziria os custos de voo por hora dentro das Forças Armadas da Alemanha.

“O Eurofighter já é a espinha dorsal da Força Aérea Alemã e, portanto, é a opção lógica para adotar as capacidades do Tornado a médio prazo”, disse Bernhard Brenner, diretor de marketing e vendas da Airbus Defence and Space. “Temos uma excelente aeronave, sua produção garante um importante know-how em construção aeronáutica na Alemanha e, ao mesmo tempo, apoia fortemente a soberania europeia na defesa. A continuação bem-sucedida da produção do Eurofighter também pode levar a uma cooperação com outras nações europeias, como Suíça, Bélgica e Finlândia “.

Volker Paltzo, CEO da Eurofighter Jagdflugzeug GmbH, disse: “Estou confiante de que o Eurofighter Typhoon pode fornecer uma solução econômica e atraente para a Alemanha, que fornecerá todas as capacidades e realizará todas as missões que a Força Aérea Alemã precisa”.

A médio prazo, o desenvolvimento do Eurofighter proporcionará a base tecnológica para a próxima geração de aviões de combate europeus. A intenção de colaboração foi acordada entre a França e a Alemanha em julho de 2017 e atualmente é esperado que essas aeronaves entrem em serviço por volta de 2040.

No Reino Unido, o Eurofighter já está assumindo cada vez mais as tarefas do Tornado, já que a Royal Air Force decidiu aposentar sua frota de Tornado em 2019.

O Bundeswehr opera atualmente 130 Eurofighters e 90 Tornados. A frota de aviões de combate da Força Aérea Alemã é usada tanto em missões para garantir a soberania do espaço aéreo sobre a Alemanha quanto em missões internacionais da aliança da OTAN em todo o mundo.

A Airbus é líder global em aeronáutica, espaço e serviços relacionados. Em 2017, gerou receitas reportadas de € 67 bilhões – ou € 59 bilhões atualizadas para o IFRS 15 – e empregou uma força de trabalho de cerca de 129.000. A Airbus oferece a gama mais abrangente de aviões de passageiros de 100 a mais de 600 lugares. A Airbus também é líder europeia no fornecimento de aviões-tanque, aviões de combate, transporte e missão, bem como uma das principais empresas espaciais do mundo. Em helicópteros, a Airbus fornece as soluções de helicópteros civis e militares mais eficientes do mundo.

FONTE: Airbus Defence & Space

82 COMMENTS

    • Mais ou menos.
      Tornado nunca foi barato de manter e com o tempo vai ficar mais caro.
      Dois turbofans, dois tripulantes, asa de geometria variável…

    • pois é, mas frente ao F-Bug 35, que foi a opção ventilada, o eurofighter fica “em conta”.

      Sem mencionar que 1 Eurofighter faz o mesmo serviço de 2 tornados (alguns afirmam que até 3).
      Esses 90 tornados atuais podem se transformar em uma encomenda de 40 a 50 caças e, não seria nenhum absurdo, absolver esses caças adicionais para uma força que já opera 130 Eurofighters.

  1. Em que pese ser um excelente caça, aliás um dos melhores caças 4.5G do mercado, o Typhoon não é a melhor escolha para substituir o Tornado. Faltam a ele a furtividade, a consciência situacional e os sensores necessários para se adentrar em espaço aéreo fortemente defendido. Diante do atual contexto, e para evitar o surgimento de um gap tecnológico muito grande. Nesse sentido a melhor alternativa ainda é o F-35.

    • Discordo amigo, essa é a mentalidade da USAF, não da Luftwaffe e principais forças aéreas do Mundo, incluindo aí a US Navy.

      Para os demais, armas stand-off são a resposta para cenários de altíssimo nível.

      E para tanto, até mesmo Tornados com armas stand-off são uma opção viável, vide o recente ataque britânico contra a Síria, onde 8 tornados lançaram mísseis Storm Shadow contra alvos bem dentro de território inimigo muito bem defendido. Se os Tornados FR4 do RU podem fazer isso, Typhoons tranche 3 ou 4 alemães podem fazer o mesmo, e melhor.

      • Almeida,
        O problema é que para a Alemanha atacar um alvo dentro da Rússia (por exemplo, Smolensk que está quase na fronteira da Rússia com a Bielo-Rússia) com o Storm Shadow (600km de alcance) ela precisaria entrar no alcance de detecção dos sistema A2/AD russos em Kaliningrado e na Bielo-Rússia, que funcionam como estações de alerta antecipado para os russos. Da forma como está, os alemães jamais conseguiriam obter uma surpresa tática contra alvos dentro do território russo.

        • Voo a baixa altitude ainda é um forma eficiente de se esquivar de radares, isso combinado com uma boa suite de guerra eletrônica diminui a necessidade de RCS ínfimo

          • Mateus
            O voo em baixa altitude resolve parte do problema que sao os radares terrestres mas nao elimina o problema represenrado pela plataformas embarcadas como o Beriev A-50.

          • Mateus Lobo, desde a primeira guerra do Golfo que o vôo a baixa altitude como forma de se esquivar dos radares não é mais eficiente como as grandes perdas de Tornado na fase inicial da campanha aérea comprovaram. Hoje em dia a tática reside no lançamento de armas stand-off a média altitude mas mesmo essa tática tem suas limitações. Por isso a necessidade da furtividade.

          • Sim, mas o Beriev A-50 não opera de modo ininterrupto e também é passível de ser “jameado” embora pouco provável.

          • Nada opera de modo ininterrupto porque isso arrebenta a cadeia logística. Mas se as coisas ficarem tensas, a ponto de ações militares começarem serem efetivamente cogitadas, ai sim a cobertura será ininterrupta. Em verdade, nem é necessário cobrir uma área muito grande já que as posições geográficas da Rússia e da Alemanha limitam as rotas de penetração de um caça tático…

          • Uma aeronave voando a baixa altitude deteriora o desempenho do radar aerotransportado.
            Mas vale salientar que atualmente o voa a baixa altitude (NOE) não é tática padrão da OTAN contra um país dotado de avião AEW. A tática padrão é a penetração à média altitude de aeronaves convencionais armadas com armas stand-off combinada com intensa ECM (supressão de defesa), mísseis cruise penetrando a baixa altitude e aviões stealths a grande altitude.

          • Os satélites ELINT formando uma grande rede global em tempo real podem precisar se há um AEW em operação e isso pode orientar o planejamento de missão.
            A Rússia a a China provavelmente contam com rede similar tendo em vista serem satélites de tecnologia relativamente modesta.

      • Almeida, você está equivocado! Não é apenas a USAF que está investindo na furtividade mas sim todas as forças aéreas de respeito do mundo, especialmente as que se comprometeram com o programa JSF. Basta ver que aquela que é considerada a melhor força aérea do mundo pela maioria dos especialistas, a Heyl Ha’Avir, quer comprar o máximo de caças F-35 que puder.

        Ademais, em um conflito disputado por uma coalização de países como é o caso da OTAN praticamente todas as principais forças aéreas do mundo às quais vocês se referiu é dependente da USAF e suas plataformas furtivas para neutralizar os alvos mais defendidos e os sistemas de defesa aérea para que possam atacar,

        Outrossim, cumpre lembrar que o uso de aeronaves não furtivas dotadas de armas stand-off responde apenas a uma parte do requisitos e não a todos eles. No caso da Síria embora as defesas antiaéreas por lá sejam razoavelmente densas não podem ser comparadas àquelas que seriam encontradas em alvos dentro da Rússia por exemplo.

    • Tireless, Não consigo entender quais os motivos que te levam a crer que todo avião de caça tem que ser necessariamente FURTIVO. Mesmo dotado de desconhecimento e uma certa ignorância, Creio eu que nem toda nação dotada de doutrina defensiva e com boas intenções geopolíticas irá necessitar de um vetor agressivo e furtivo. No caso dos Alemães, sempre participam de missões da OTAN ao lado de parceiros que possou em este tipo de vetor, outras missões são de interceptação e os vetores que possuem pode fazer isto facilmente. Não diria o caso Japonês que além de uma grande autonomia, um caça furtivo seria um fator dissuasivo, pois os inimigos que estão ao seu redor nunca saberia ao certo quando teriam suas linhas de defesas invadidas. Pagar um preço tão auto por algo desnecessário e que ainda é duvidoso ?

    • O F-35 não é tão discreto a radares de baixa frequência usada pelos russos, como os de banda VHF e UHF, nesse caso o suite de guerra eletrônica é mais importante do que a baixa descrição do F-35, ou seja, entrar em território russo não é um passeio para o F-35.

      • Mateus, embora os radares de baixa frequência russos consigam detectar o F-35 é preciso um radar de alta frequência para se conseguir uma solução de tiro

        • Sim, mas só de detectar já é uma problema, pois um radar diretor terá seu alcance ampliado porque diminuirá seu cone de varredura, concentrando mais energia em uma menor área, aumentando as chances de detecção, assim como será enviado caças para interceptá-lo. Por isso o B-2 é carta na manga dos EUA, ele é eficiente em praticamente todo espetro eletromagnético.

          • Isso ( o B-2 é carta na manga dos EUA, ele é eficiente em praticamente todo espetro eletromagnético) é verdade! Aliás a melhor arma SEAD é justamente o B-2 equipado com armas Stand-off como JASSM

  2. Bem os alemães já utilizam o Eurofighter, então seria lógico substituir o tornado por ele e manter a frota homogênea. Mas é eles quem sabem!

  3. Apenas para melhor avaliação dos números, segue as unidades ativas (Alas) de combate aéreo da Luftwaffe:
    – Tactical Air Force Wing 31 “Boelcke”, Nörvenich Air Base, voando 35 x Eurofighter Typhoon;
    – Tactical Air Force Wing 33, Büchel Air Base, voando 42 x Panavia Tornado IDS;
    – Tactical Air Force Wing 51 “Immelmann”, Schleswig Air Base, voando 28 x Panavia Tornado ECR;
    – Tactical Air Force Wing 71 “Richthofen”, Wittmundhafen Air Base, voando 24 x Eurofighter Typhoon;
    – Tactical Air Force Wing 73 “Steinhoff”, Rostock-Laage Airport, voando 35 x Eurofighter Typhoon;
    – Tactical Air Force Wing 74, Neuburg Air Base, voando 35 x Eurofighter Typhoon.
    .
    Aviões de caça e caça-bombardeiros ativos:
    – 87 Panavia Tornado IDS (interdição);
    – 28 Panavia Tornado ECR (reconhecimento, EW e SEAD);
    – 07 Panavia Tornado IDS (conversão operacional);
    – 94 Eurofighter Typhoon (caça multi missão);
    – 24 Eurofighter Typhoon (conversão operacional).
    .
    Saudações,
    Ivan.

  4. Observem que são 6 (seis) alas de combate:
    – 2 (duas) com caça-bombardeiros Tornados;
    – 4 (quatro) com caças multirole Typhoon.

  5. Uma dúvida: Pq a geometria varíavel das asas é um componente complicador em aeronaves modernas?
    E outra: Os Typhoon vai cumprir a missão com excelência o que Tornado faz em função de bombardeiro?!?

    • Muitas peças móveis, o que leva a maior suscetibilidade a falhas e problemas, além de uma manutenção mais cara e complexa.

  6. Uma opção natural no meu entendimento, ainda mais em tempos de orçamento mais apertado. Assim sobra um pouco mais de dinheiro para injetar em algo que vá mesmo fazer a diferença lá na frente. Enquanto isto, era bom avançarem com o nEUROn, já seria uma ajuda e tanto na capacidade de ataque.

    Minha opinião

    • Os Tornados não são caças e não “quebram o galho” até a chegada dos Gripens. Caso a FAB quisesse um “tampão” (essa palavra me causa até arrepios), ele tinha nome e sobrenome: Gripen C/D. Uma vez que, por diversos motivos, a FAB não alugou os Gripen C/D, simplesmente não valia a pena, por custos e mão de obra, operar qualquer outro vetor diferente dos que a Força Aérea já opera (no caso, F-5 e AMX) até a chegada dos novos Gripen E/F.

      Não sei se há tornados disponíveis para compra (imagino que todos sejam preciosos para suas respectivas forças aéreas) e, mesmo que haja, provavelmente estão bastante desgastados e demandarão uma enorme logística nova, além de apresentarem custos significativos. É inviável. A FAB consegue se virar muito bem com suas aeronaves atuais até a chegada de seus novos caças.

    • Seria impensável mesmo!! Caro de se manter, final da vida útil, pesadelo logístico, etc.
      Gostaria de saber se o Eurofighter consegue voar a 60 metros do solo, a velocidade do som, como o Tornado??

      SRN

    • Nossa, No Brasil todo mundo curte uma velharia. Cara, O pessoal lá está se desfazendo de algo que já não serve mais,( nem pra eles e nem pra mais ninguém, e por favor esqueçam os Argis). Se usar aviões velhos e surrados até os ossos resolvesse o nosso problema, iríamos de MIRRAGE mesmo, Temos um punhado deles no pátio. Deve ser por isto que quase não temos MUSEUS, Todo o pessoal guardando o poderá ser util um dia em casa mesmo. Olhem os Americanos com seus F-22, já encerraram a produção e logo logo aposenta( Nem me digam que é porque eles tem dinheiro). E nós aqui sonhando em reabrir as linhas de montagem do AMX para tentar navalizá-lo. Meu Senhor, Dai uma luz ó Pai Eterno…

  7. Índia fazendo escola.
    Aliás, parece que isso está pegando. Já foram a Bélgica, Suíça, Índia e Alemanha.
    Só falta agora a Finlândia começar a ‘ratear’.
    Muitas indefinições.

    • Índia em indefinição é um estado natural deles, nada a ver…..

      Na Suíça o caça foi escolhido (Gripen E) mas o povo em referendo rejeitou. Não houve indecisão alguma.

      Na Bélgica o short-list final é composto pelo Typhoon e o F-35. Os Franceses tentaram furar a fila com todo aquele palavrório fajuto de “parceria estratégica de longo prazo” (herança das negociações com indianos e brasileiros) mas foram rifados. Nada de indecisão…

      A Alemanha está considerando as suas opções, o que é natural e passa longe de “indecisão” (certamente porque lá não tem essa de escolha “político-etílica” no dia da independência.

      E os finlandeses apenas agora lançaram seu processo seletivo.

  8. Olha eu posso estar muito errado pois não dou especialista e conhecedor do assunto como muitos aqui e também não sou militar mas como administrador não gosto desta ideia de trocar 2 por 1 mesmo tendo um vetor mais capaz, na minha opinião deveria trocar estes 90 caças ou pelos mesmos 90 ou por uns 75 ou 80 não menos que isso.
    Do mesmo modo acho muito arriscado o Brasil ter menos do que 120 caças pois nunca teremos isso a disposição, digamos que tenhamos sempre 20 em manutenção neste caso teremos somente 100 peças no tabuleiro de um vetor com capacidade bem acima do que temos hoje mas se comparado com o nível mundial (as ameaças que podem vir de fora eão somente da América Latina) insignificante, na minha opinião esta quantidade faria sentido se a FAB tivesse 120 caças, a marinha mais uns 60 caças e os fuzileiros mais uns 40 mas como isso é só utopia seria bom investir em defesa antiaérea de médio e longo alcance logo.

    • MB e FN (nem são uma força independente!) com 100 caças e a FAB com 120? Por quê? Quer invadir a Síria também? Rsrsrs

      Não seria melhor, e muito mais barato, a FAB com 200 caças?

    • Concordo com você em quase tudo, só uma ressalva quanto aos fuzileiros, no Brasil estes são integrantes da MB e não tem essa autonomia que tem no EUA, de modo que os caças seriam todos da MB. A quantidade de caças que a marinha pretende ter é 24 e a FAB 108, isso é o que eles querem…

  9. Colombia adquiriu os Eurofighter da Espanha? E seria capaz a embraer construir sozinha um similar f-20 com tecnologia aquirida no F-39. Em caso de guerra e boicote. Plataforma de misseis.

  10. Bom o negocio é ir mesmo com o Eurofighter é o melhor par a Alemanha no momento!!!!
    —————————————————————————————————————
    O F-35 é furada…para todos que não são Ingleses e Israelenses!!!!!!
    Pois esses tem o direito de mudar software etc……..e o resto NÃO……..

  11. O escopo inicial era substituir os Tornados pelos EF-2000, não me lembro se seriam a versão biplace ao invés da mono, enfim, tbm vejo como saída natural a escolha de um vetor que já está em operação, iria baratear os custos operacionais….

  12. Eu acho que vcs se prendem muito ao fator custo..
    Isso pode ser uma realidade nossa e de paises sem uma tradiçao de defesa seria como o primeiro mundo..
    Os alemaes se tivessem mesmo com essa fixação em quanto custa operar tal aeronave, nao iriam sequer mencionar o f35..
    Eu acho que eles tem outros quesitos para avaliar enquanto nós brasileiros somente pensamos em quanto vai custar.

    • Em termos de custos é que Você se engana. Talvez Você não faça ideia de quanto um cidadão Europeu necessita ganhar para manter o alto custo de vida lá, e cada centavo à mais que o governo gastar irá influir neste padrão de vida. O dinheiro Brasileiro que deveria cobrir nossas defesas desaparece na corrupção e nos alto salários pagos aos políticos e aos nossos medalhões…. Engana se quem acha que nosso país é pobre.Vão de Eurofighter mesmo.

  13. Não sei por quê o dilema.
    O tornado é um avião a jato comum.
    Não é caça. Me parece ter a função mais de bombardeiro, tipo o AMX, só que com maior desempenho.
    O Typhoon é a alternativa natural. O problema é que ataque ao solo não é a função primária dele.
    O F35 seria um enorme ganho tecnológico, já adotado por Inglaterra, Itália, Holanda, etc.
    Ocorre que o F35 ainda tem problemas e também deixaria de gerar divisas para a própria Alemanha além de eventualmente poder atrapalhar o desenvolvimento do novo caça, talvez até mais moderno e capaz do que o F35.
    Se eu fosse o Brasil sondaria a possibilidade de participar desse novo projeto.
    Não sei se seria vantajoso participar agora que a Embraer está prestes a ser vendida…

  14. Não sei não… eu iria com a opção Australiana, com um misto de FA-18 E/F Super Hornet e de EA-18 G Growler. Não muitos, até o novo caça europeu se materializar. Não ponho fé em um único vetor para um TO tão complexo como o da Europa Central….

  15. Quando do projeto do Eurofighter, a Dassault pulou fora em favor de desenvolver o Rafale porque não concordava com a ênfase exagerada em superioridade aérea. Queria que o avião fosse multimissão desde o início.

    Hoje o Eurofighter incorporou as demais funcionalidades e está apto a substituir, com primor, aeronaves de ataque ao solo, permanecendo um excelente caça de superioridade.

    Mais um exemplo de como chegar ao mesmo resultado seguindo caminhos diferentes…

    Para mim o Typhoon é a escolha mais óbvia para a Alemanha (muito melhor custo x benefício que a orquinha)

    • Obrigado_RJ_ por responder a minha pergunta:
      – E outra: Os Typhoon vai cumprir a missão com excelência o que Tornado faz em função de bombardeiro?!?

      Sua resposta:
      – …Hoje o Eurofighter incorporou as demais funcionalidades e está apto a substituir, com primor, aeronaves de ataque ao solo, permanecendo um excelente caça de superioridade.

  16. Lembrando que, conforme foi noticiado aqui mesmo no poder aéreo, a Luftwaffe que opera tanto o F35 quanto o Typhoon, prefere o polêmico caça americano ao delta canard europeu.
    Como o Ministério da Defesa alemão prefere o Typhoon, será este o escolhido.
    Mas escaqueirada que opera os dois prefere o americano, isto é sinal de que ele cumpre o que promete.

        • O comandante da Luftwaffe, Tenente-General Karl Müllner, repetidamente afirmou que o F-35 seria a melhor opção para a Alemanha. O que está acontecendo na Alemanha a gente aqui do Brasil conhece bem: os militares profissionais têm uma preferência e os políticos outras.

  17. Nossos Amx foram pensados como mini-tornados: penetracao em baixa altura…ate que as defesas antiaereas evoluissem e anulassem esse tipo de acao. Tem la suas utilidades…Siria…Venezuela…

    • Acho que foi aqui mesmo no Aéreo que alguém comentou que, depois da péssima experiência com o F-104, a Luftwaffe prioriza bimotores.
      O F-35 abriria uma exceção a esse requisito, mas creio que o Gripen não seria capaz de derrubar a norma – se ela realmente existir.

  18. Para mim vai ser surpresa se a Luftwaffe não for de F-35. A Alemanha é um pais rico e pode se dar ao luxo de comprar o vetor.
    Typhoon é um caça de uma geração (tá meia geração) atras do F-35, qualquer militar sempre vai desejar tem algo melhor que o seu adversário, o F-35 ainda tem problema? Sim, mas até 2025 os problemas estarão mitigados e provavelmente será o adversário a ser batido.

    • A questão Justin é que até esse aparelho ficar pronto haverá um gap tecnológico muito grande, colocando tanto a Luftwaffe como o Armée dl”air em uma situação de desvantagem.

    • Esse futuro caça entrará em serviço entre 2030 e 2040.

      A substituição dos Tornado é para daqui POUCOS anos.

      Acredito fortemente em Eurofighter última versão com radar AESA, etc.

      E próximo de 2035 a Alemanha e França começarão a substituir os primeiros Rafale e Eurofighter com este novo caça de nova geração.

  19. O ganho operacional será muito sensível. Os esquadrões de tornado deixarão de ser apenas de ataque ao solo e serão multifunção.
    O Typhoon tranche 3 é um avião letal em vários envelopes de combate, e, em ambito geral, mais eficiente que o próprio tornado ids para ataque ao solo.
    Essa venda pavimentará o novo caça furtivo alemão, que deverá se concretizar em cerca de 5 anos. E ficará pronto de verdade, não como o f-35 que já teve uns 50 IOC, mas “de mentirinha”.

    • Explique como França e Alemanha, que nunca projetaram um caça furtivo e cuja expertise nessa área é quase nula, irão em 5 anos aprontar um caça sem que o mesmo não apresente nenhum problema?

      E não custa lembrar que não apenas a nação líder na pesquisa, desenvolvimento e produção de aeronaves furtivas, os EUA, estão tendo problemas como também Rússia e China com seus respectivos vetores.

      • Sobre desenvolvimento, a dassault já tem uma parceria (descontinuada) com a BAe para o nEuron, e a Alemanha tinha um brinquedo bem interessante (https://www.aereo.jor.br/2010/03/17/mbb-lampyridae-o-caca-stealth-alemao/).

        Some-se a isso a possibilidade de design, a evolução dos softwares CAM, CAD e CAE, além da expertise de ambos no assunto.
        Não custa lembrar também que o próprio Japão já pôs um stealth ATD-X pra voar em pouco tempo de desenvolvimento, bem como, o KF-X coreano deve voar esse ano.

        O problema do F-35 é de concepção, tanto do avião quanto da produção. É um poço sem fundo de dinheiro gasto, sem previsão devida de quando e onde ele será utilizável (os israelenses têm outros padrões).

        O f-22 é realidade, e, operacionalmente em matérias aqui do próprio aéreo, o Su-57 também é.

        • Bavaria Lion, O Su-57 é apenas um protótipo que fez uma curta viagem até a Síria. E tanto não é operacional que até o presente foram construídos apenas 12 protótipos, e tanto tem grandes problemas que a Índia se retirou do programa alegando, dentre outros motivos, que o aparelho não alcançou a furtividade desejada sem falar, é claro,que até o presente não tem seus motores definitivos.

          Quanto ao protótipo alemão, foi feito há mais de 30 anos atrás e apresentava um conceito de furtividade, inaugurado pelo F-117, hoje em desuso visto que embora de fato reduza o RCS do avião não permite que o mesmo apresente um desempenho em vôo compatível com uma caça ou caça-bombardeiro mas sim um avião de ataque. Outrossim as evoluções nos softwares não garantem que irão conseguir projetar e construir um aparelho Stealth.

          No que diz respeito ao Neuron, que foi produzido na verdade em conjunto com a própria Airbus e a SAAB (o protótipo inglês é na verdade o BAe Taranis) é uma asa voadora e não um modelo crível de um caça. E a despeito de terem colocado em vôo um protótipo os japoneses já pensam em desenvolver um caça em parceria com outros países, tanto que assinaram um acordo nesse sentido com a Grã-Bretanha.

          E falando nos britânicos, são os que na Europa têm mais experiência e expertise em furtividade visto que além do já citado BAe Taranis são parceiros nível 1 no programa JSF (responsáveis por 15% do avião) e desenvolveram o interessante BAe Replica que, ao contrário do Neuron e do Lampyridae, representava um verdadeiro desenho de um caça.

          Por fim,não há problema algum de concepção no F-35 visto que foi projetado como aeronave de combate multirole apta a substituir os aviões hoje em serviço. E a adoção do mesmo pela Heyl Ha’Avir é um atestado incontestável da qualidade do projeto.

          • O nEuron é liderado pela dassault:

            https://www.aereo.jor.br/2016/06/06/neuron-e-primeiro-ucav-a-voar-em-formatura-em-show-aereo/

            O F-35 israelense tem algumas mudanças, tanto de software quanto de hardware. Eles mesmos disseram que cortaram “algumas besteiras”. O fato da operação em Israel ser mais limitada em relação a alcance também contribuiu para a entrada em operação dele por lá, que é a versão A.

            O Su-57 é um avião diferente do PGFA que era a colaboração russa e indiana.

            A “asa voadora” desde o Horten 229 também se mostrou adequada para caça, muito embora não tenha sido aplicada em aviões desse tipo.

            O caso é que se o Japão conseguiu por o protótipo no ar em tão pouco tempo (3 anos), uma dedicação exclusiva da Airbus com a dassault pode resultar em resultados próximos.

            O caso é que quem quer furtividade deve apostar muito mais no design do que no revestimento de pintura…

            O próprio F-35 é prova disso. E não se sabe ainda quando ele será utilizado em combate a primeira vez…

          • Eu não neguei que o Neuron era liderado pela Dassault. Contudo, e como comprova a reportagem que você citou, o programa não foi executado com os britânicos que, como mencionei, produziram seu próprio protótipo (BAe Taranis).

            Quanto aos F-35I, as únicas mudanças do aparelho dizem respeito à incorporação de sistemas de guerra eletrônica e armas de produção local. Ocorre que essas mudanças apenas serão executadas nos lotes subsequentes, tanto que para a tarefa os israelenses receberão uma aeronave instrumentada. Ou seja, os 9 jatos já recebidos, e que permitiram o IOC no final do ano passado, estão na configuração padrão da USAF. E Israel não fez nenhuma mudança na estrutura do avião e não existe essa história de que a operação por parte de Israel ser “limitada” pois não apenas as ameaças potenciais são consideráveis como também alguns alvos também estão a distâncias consideráveis.

            E cumpre lembrar que o alcance e autonomia do F-35 em todas as suas versões é considerável. Em missões de interdição a variante “A” possui raio de combate de 1.239km.

            Por seu turno o formato de asa voadora não se presta para caças, tanto que os nazistas pretendiam usar o Horten 229 como avião de ataque. E todas as asas voadoras desenvolvidas desdes então sempre foram pensadas como aviões de ataque e bombardeiro, nunca como caças.

            Quanto ao FGFA não era diferente do Su-57 tanto que basicamente seria uma versão “customizada” do jato russo. E após avaliar o avião da Sukhoi os indianos simplesmente chegaram a conclusão que ele não atendia aos seus requisitos de furtividade.

            No que diz respeito aos japoneses colocaram em vôo um protótipo e simplesmente reconheceram que o mesmo não atendia aos seus requisitos, tanto que estão em busca de parcerias com outros países como EUA e GB. E a experiência dos japoneses com aeronaves furtivas é a mesma de franceses e alemães ou seja, praticamente nenhuma.

            Por fim, o F-35 junto com o F-22 é de fato prova que o design é o que mais importa. Ocorre que ambos os jatos da LM possuem design que além da furtividade também levam em conta o desempenho cinemático. E quem garante que o Lightning II já não foi usado em combate por Israel? embora não se possa levar a sério as bobagens do Southfront segunda as quais um deles teria sido danificado por um S-200 há quem afirme que ele teria sido o responsável pelo ataque que acabou com 50% da AA síria depois da queda do F-16.

  20. Para enfrentar as ameaças atuais está de bom tamanho, mas já seria interessante a Europa pensar em uma geração mais avançada. Um dia aqueles remendos para acrobacias da Rússia chamados SU-?? irão chegar à uma quinta geração, aí a coisa aperta. Mas pela próxima década ou duas é superioridade garantida, pois melhor que isso só os f-22 e f-35, que por sorte são de aliados.

    • Macron está nos EUA trocando, literalmente, afagos com Trump e discutindo o acordo nuclear com o Irã sendo que presidente francês concorda com os norte-americanos no que tange ao aumento da abrangência do mesmo para incluir o programa de mísseis balísticos.

      • Sim. De Fato.
        Mantenimento de negócios. Acordos assinados.
        Mas assim mesmo, especificamente neste “causo” kkkkk Vai dar Eurofighter.
        A posição da resposta é á mesma. Europe great again.

  21. Pergunto aos foristas, embora praticamente Off-Topic:
    Na negociação Embraer/Boeing, o Brasil não poderia incluir a aquisição e transferência de toda linha de produção do F-15 (Strike Eagle; Silent Eagle), que passaria assim a ser fabricado pela Embraer Defesa?
    Creio que essa linha está em vias de desativação na Boeing, mas o avião é um sucesso e é usado em muitos países. Modernizado com novas tecnologias e talvez downsized, poderia servir ao Brasil como caça de superioridade aérea e plataforma de mísseis e a muitos outros países, além de manter ativo o mercado de peças… Com preço conveniente, por que não???
    Será que estou pirando muito por misturar negociação Boeing/Embraer; aviões mais antigos; atitude governamental, aceitação nas FFAA, etc?

    • Amigo Fernandes, o que acaba de acontecer ébem o contrário…
      Bradar e Neiva que eramda Embraer Defesa e Segurança foram incorporadas pela Embraer!!!
      Ou seja quando a Embraer for entregue a Boeing, o Saber M200 e M60, vão junto !!!
      Aí agente vai pagar em dólar e os royaltes vão para a matriz !!!

  22. Typhoon, F-35, tanto faz. A ameaça dos radares de baixa frequência e SAMs vai fazer esses dois aviões meros transportadores de mísseis cruise. O mesmo para Rafale, Super Hornet e Gripen E. O melhor seria um B-21 “EuroRider” ou, se não der, um cargueiro ou avião comercial adaptado para o lançamento de mísseis cruise. O H-6, o Tu-16 chinês, vai causar inveja.

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