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Estadão: Boeing e Embraer estão próximas de acordo

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Negociações estão avançadas e divisão na participação das companhias na nova empresa está definida; composição do conselho ainda é entrave

O Estadão noticiou que as negociações entre o governo brasileiro e a Boeing para a criação de uma nova companhia entre a maior fabricante de aeronaves do mundo e a Embraer estão “muito avançadas”, segundo fontes próximas às tratativas ouvidas pelo jornal. A divisão na participação da nova empresa deve ser de 80,01% para a americana e de 19,99% para a brasileira, modelo que o governo brasileiro não abre mão.

A joint venture envolverá apenas a área de jatos comerciais da brasileira, ficando de fora as partes militar e executiva. O acordo está aquém do que pretendia a norte-americana, que tinha planos de levar todos os negócios da Embraer.

De acordo com uma fonte com conhecimento das negociações, as grandes questões entre governo, Embraer e Boeing já foram definidas e só estão na mesa agora pontos considerados menos importantes, como definir a situação das fábricas da brasileira que desenvolvem produtos tanto para a área comercial como para a militar da Embraer.

Segundo o Estadão, um dos pontos que ainda estão em discussão é a participação de um representante brasileiro no conselho de administração da nova companhia. A Boeing é contra. A reportagem apurou que se esse for um dos únicos pontos de entrave ao negócio, o governo pode ceder e ficar sem representantes no colegiado. Há, porém, forte pressão da área de militares para que o governo não ceda nessa questão.

Depois de concretizado o negócio com a Boeing, a marca Embraer usada nos jatos comerciais deixaria de existir, permanecendo apenas nas aeronaves produzidas pela Embraer Defesa, como KC 390 e o Tucano. A proposta de associação prevê que Embraer Defesa detenha participação minoritária na receita da nova empresa, criada a partir da junção da Embraer com Boeing.

Procurados, Embraer, Boeing e governo não comentam.

113 COMMENTS

  1. Ou seja, os jatos não serão mais produzidos aqui “como definir a situação das fábricas da brasileira que desenvolvem produtos tanto para a área comercial como para a militar da Embraer.” Além de tudo sequer uma cadeira no conselho o Brasil terá, logo, já da pra imaginar que a Golden share foi pro espaço. Aí eu pergunto, é isso que os ~liberais~ queriam? Isso sim é entreguismo, e ainda falam em uso dual para a tecnologia absorvida no projeto do gripen, diziam que a Embraer iria entrar no mercado de jatos grandes, olha aí, a SAAB deve estar adorando. E ainda tem gente que quer deixar o país na mão de especulador.

      • Os brasileiros sensatos (nem precisa ser nacionalista ou patriota) querem que tudo permaneça como está, a Embraer não está passando fome, pelo contrário. Ou que seja feita uma parceria de verdade (não uma venda disfarçada).

        • concordo com vc ODST, a empresa já é privatizada qualquer coisa a mais que isso é entreguismo SIM, a empresa vai bem obrigado, está dando bons lucros e cada vez adquirindo expertise no setor.

          sempre fui defensor das privatizações no Brasil, sou de direita e liberal econômico, mas essa negociação não tem nada de bom para o nosso país, só não vê quem não quer ou está com muita má vontade de querer enxergar o óbvio.

      • Dois erros nao fazem um acerto. Se me permite perguntar quantos anos voce tem? Desculpe, mas em todos os comentarios voce vem com essa falacia de estatizar e bla bla, gente que parece que nao amadureceu. Quer dizer que so ha dois polos extremos de solucoes? O governo poderia muito bem comprar acoes vias BNDESpar e revender a fundos de investimentos nacionais, de forma que o lucro da embraer ficaria para brasileiros. Uma empresa brasileira gerando dividendos para brasileiros. Mas nao eh isso que vc quer nao eh seu troll? Vc prefere que mais americanos ganhem emprego e sejemos apenas vendedores de commodities

        • Canarinho 20 de Abril de 2018 at 17:37
          Com todo o respeito, entendo você, porém sua idéia é inviável. O Estado brasileiro está quebrado, explodiu a divida pública na última década, Estado que já conseme 45% de toda a riqeza naciona, tendo apenas a UNIÃO a concentração de 2/3 de todo orçamento nacional. O BNDES tem um divida gigantesca, tendo que fechar rombos com aportes federais, o país está no 4° ano seguido de rombo orçamentário, esse ano será de 140 bilhões; são 14 milhões de desempregados, 60 milhões no Bolsa Familia…não há espaço para ESTADO empreendedor, muito pelo contrário, não conseguem fazer o básico, imagina querer ser dono de empresa de avião.
          Não existe fundo de investimento nacionais, um fundo não escolhe pessoas pela nacionalidade, as ações ds Empresa EMBRAER estão na Bolsa de Valores de SP e NY, basta ir lá e compra-las. A Embraer estando na mão do ESTADO não vai dar dividendos para os brasileiros, isso não existe, basta ver a história da estatais ao longo da história, todas eram deficitárias, a Vale do Rio Doce, por exemplo, era uma empresa que antes de sua privatização ficou 10 anos seguidos dando prejuízos, os funcionários da companhia roubaram todo o dinheiro da empresa, o Estado ficava com o ônus e os servidores como BONUS.
          …………………
          Por fim, o mais errado do seu comentário é achar que a Embraer está querendo ser vendida ou precisa ser vendida, dando brecha para o ESTADO entrar no jogo, mas ela não está sendo vendida, ela está aceitando uma fusão com a maior empresa de avião do mundo e espera ganhar muito com isso. As decisões dos seus executivos e diretores ao longo dos anos impulsionaram essa empresa, certamente essa pessoas sabem o que fazem, muito mais que um político eleito por troca de cesta básica ou BOLSA EMPRESÁRIO dos amiguinhos do Estado.
          As negociações ainda não terminaram, essa matéria é apenas explanativa e não conclusiva.
          Abraço!

      • Quer dizer que, na tua visão, o melhor é uma empresa estrangeira comprar e não uma outra brasileira?! Que justa de entendimento é o teu?!

    • O que a fusão da Embraer tem a ver com liberais? Outra coisa, liberais no Brasil? Temer virou liberal? Kkkkk onde, quando? Por fim, o que o negócio de uma empresa privada tem a ver com governo? Logo uma das únicas que sobreviveram após correr das mãos do Estado.
      Para quem é leigo, liberalismo é um conjunto de práticas internas e externas que visam uma maior dinâmica de mercado, onde o Estado passa a ser menor, porém forte e estável (no Brasil é apenas grande, mas é fraco e instável).
      Estado focado em atividades prioritárias e coletivas, atividades de Estado, de cunho social, variando conforme a necessidade do momento (mutável). Alguns pontos: redução do percentual do gasto público em relação ao PIB (diminuindo riscos de corrupção, inflação, dívida pública, ineficiencia e diminuição do poder de compra dos indivíduos), menos impostos (menos gasto público e mais dinheiro na ponta, nos indivíduos), menos burocracia (relação mais próxima entre os indivíduos, menos escadas na pirâmide), maior liberdade de decisão nas mãos dos indivíduos (aumento da oferta, escolhas individuais), aumento das trocas comerciais entre os países (buscando melhores produtos e preços, sem falar novos mercados), foco apenas em áreas sociais como: educação Universal, saúde, previdência realmente social etc…
      Como eu costumo brincar: aqui se vende o Brasil para os chineses, empresas de todas as áreas, mas daí nao é entreguismo.
      Observação: não estou dizendo que concordo com a fusão, anao tenho opiniao formada, penas não acho correto associar com pensamento liberal, até porque muitos liberais talvez sejam contra esse negócio.

    • Que entreguismo ? A Embraer a muito tempo não é mais do governo. Acorda! A única coisa que o governo federal tinha de dedo na Embraer é a tal da Golden Share.
      E a Embrear Defesa também é privada!
      O que algumas pessoas precisam entender é que não dá mais para o Estado querer ser empresário. Está mais que provado que o Estado não é bom gestor. TODAS as privatizações feitas nesses últimas décadas se mostraram um bom negócio: o governo se livrou de empresas deficitárias, o consumidor ganhou, quem comprou também ganhou porque as empresas triplicaram de valor nas mãos deles (e isso não é crime!!).
      O Estado tem que arrecadar impostos e dar para a população Saúde, Educação, Segurança e Defesa, só isso!
      E vou mais além no sentido de que Saúde e Educação não precisa ser esse modelo que temos hoje onde os governos precisam construir escolas e hospitais, depois contratar funcionários para administrar isso, depois contratar professores e médicos e depois gastar com a manutenção dessa estrutura toda! Tá errado! O governo poderia eliminar tudo isso e o orçamento dessas áreas serem distribuídos à população para que ela escolhesse em que escola ou hospital, privado, ele iria ser atendido. Poderia ser feito uma espécie de convênio médico e escolar universal e deixar a iniciativa privada cuidar do resto. Sobraria muito mais dinheiro na mão das pessoas. As únicas atividades que teriam funcionários do Estado, seriam a Segurança (policiais) e a Defesa (militares). Obviamente que haveriam outros funcionários em agências reguladoras como fiscais da saúde, da Receita Federal, ANVISA, etc, mas órgãos de controle, apenas isso.
      O que não dá pra admitir é hoje o Estado ser dono de industria petroleira, de portos, de empresa de entrega de encomendas, de agência de turismo (ligada ao Banco do Brasil), de empresa de trem bala (que até hoje não colocou 1 km de trilho) e por aí vai……….
      Na mão do Estado, talvez somente a industria nuclear, como o centro da Marinha em Aramar, por questões óbvias de segurança nacional (isso sim é segurança nacional).

      • Nao eh questao de governo ser dono. Eh questao da empresa estar nas maos de brasileiros. Simples assim. Por que isso? Porque empresas que geram tecnologia, empregos de alta renda e conhecimentos sensiveis devem estar ao interesse de sua respectiva nacao. Porque vc acha que isso que vc falou nao se aplica aos demais paises? Nao se engane, Lockheed Martin, Boeing, General electric, United Technologies, todas sao empresas privadas, mas cujo capital, ao menos a maioria, estao nas maos de americanos. Isso faz toda a diferenca. Porque todas as decisoes tomadas no conselho, nas varias escalas da diretoria servirao mesmo que implicitamente para servir aos interesses daquela nacao. Porque vc acha que o governo americano nao vende o Google, Microsoft ou qualquer outra empresa de alta tecnologia a quem quer comprar que nao seja americano? Mesmo que para fabricar um caca isso renda bilhoes de prejuizo . Apenas relfita filho pelo amor de Deus, nao eh dificil entender

    • Também é entreguismo manter estatais para alimentar máquinas político-partidárias, forçando as mesmas a realizar péssimos negócio para fortalecer o projeto de um partidão, não? Pois é para isso que serviram (e servem até hoje) as empresas. Não se pode viver em 2018 como se estivéssemos em 1917 ou na década de 1930. O mundo mudou…

  2. Eu acho é que você não aceita que foi enganado pela sua ideologia, isso sim, e ainda vem com esse tipo de bravata, claro, como se a Boeing fosse melhor que essas empresas privadas que você cita. A Embraer tem que ficar como ela é, não tem que ser entregue a estrangeiros a troco de nada e ao custo de todo o parque aeronáutico brasileiro e você sabe disso, mas fica defendendo sua ideologia tal como um petista defende o lula.

    • Hélio,

      a Embraer não é brasileira já faz muitos anos… o quadro de sócios, hoje, tem como maiores acionistas o Brandes Investment Partners & Co (14%) e o Mondrian Investment Partners Ltd (10%) que pelos nomes já se nota a origem. O maior acionista brasileiro é o BNDESpar, que tem 5,5%. A maior parte (65%) está diluída em acionistas pequenos (relativamente).

      • De onde você tirou que a Embraer não é brasileira? Uma empresa ter sócios de país a ou b em nada tem a ver com sua nacionalidade, tanto que, o controle é brasileiro.

        • Hélio
          Vc está completamente enganado. O Brasil já faz muito tempo não tem controle da Embraer. A chamada Golden share apenas confere a União Federal poderes de veto sobre alguns temas como a transferência do controle acionário, uso da logomarca e questões relativas à parte militar da Embraer. Mas a Golden share não se aplica a operação industrial da Embraer. Se Embraer hoje decidir mudar o parque fabril das aeronaves civis para outro país a União Federal não tem o que fazer. Tanto é assim que a Embraer já cogitou fazer isso. Sobre a Embraer não ser brasileira… bom o sócios com maiores cotas sociais são britânicos e americanos. Ela pode estar constituída no Brasil assim como a Volkswagen e a Mercedes Benz estai mas quem decide são não está aqui. E quem lucra tambem não.

          Eis o que a consta sobre a Golden Avaré

          Golden Share
          Ação de Classe Especial da União

          ART. 9º – A ação ordinária de classe especial confere à União poder de veto nas seguintes matérias:

          I. Mudança de denominação da Companhia ou de seu objeto social;
          II. Alteração e/ou aplicação da logomarca da Companhia;
          III. Criação e/ou alteração de programas militares, que envolvam ou não a República Federativa do Brasil;
          IV. Capacitação de terceiros em tecnologia para programas militares;
          V. Interrupção de fornecimento de peças de manutenção e reposição de aeronaves militares;
          VI. Transferência do controle acionário da Companhia;
          VII. Quaisquer alterações: (i) às disposições deste artigo, do art. 4, do caput do art. 10, dos arts. 11, 14 e 15, do inciso III do art.18, dos parágrafos 1º. e 2º. do art. 27, do inciso X do art. 33, do inciso XII do art. 39 ou do Capítulo VII; ou ainda (ii) de direitos atribuídos por este Estatuto Social à ação de classe especial.

          • Quem está totalmente enganado é você, a Golden share dá a ultima palavra sobre todas as grandes decisões, ela é o maior voto do conselho, a Embraer de maneira alguma poderia se transferir para outro país sem autorização do governo, tanto que, pra que a Boeing quer de toda maneira comprar a Golden shere? Leia o inciso quarto.

          • Hélio o inciso iv refere-se a programas militares.

            “IV. Capacitação de terceiros em tecnologia para programas militares;”

            As aeronaves civis nao sao programas militares e este é um dos motivos pelos quais a área militar não faz parte dos negócios.

            Perdoe -me mas você realmente não entende o conceito de Golden share. Golden shares em geral não atuam na área operacional/industrial da empresa porque se ela atuar nesta área então o detentor de Golden share manda e desmanda em absolutamente tudo, o que e contrário à própria natureza do PND do qual a Embraer fez parte

          • Não detém o controle? Hoje se o governo brasileiro quiser ele tem poder de veto nessa aquisição! Isso não é controle? A golden share dá sim controle soberano e estratégico na empresa. Sem mentiras aqui, por favor.

          • Henrique,
            Uma lição básica de direito societário: o sócio não se confunde com a empresa, eles (sócios e sociedade) têm personalidades jurídicas distintas. O Brasil não tem controle sobre a Embraer ou sobre que a Embraer faz, salvo nas matérias arroladas no artigo 9º do meu comentário anterior. O que o Brasil tem, em relação ao tema do artigo, é um poder de veto sobre quem pode ser acionista controlador da Embraer, mas isso não a torna controladora da empresa. São conceitos diferentes, embora para o leigo no assunto não pareça ser assim.

  3. Hms tireles
    Vc ficou triste pq queria ver a Embraer ser vendida por inteira para a Boeing?
    Ninguem falou em estatizar
    Muito menos corrompe-la
    Esse seu bla bla bla de sempre

  4. Oras, você mesmo está dizendo o que tem a ver com liberais. Estão entregando uma empresa estratégica para um governo estrangeiro com a simples lorota de que ~É uma empresa privada~(mas é dependente da fab e do governo pra tudo), e continuam a defender isso quando é claro que o Brasil só sairá prejudicado, mas liberalismo é isso né? Livre mercado, livre mercado é isso, quem pode mais chora menos. Pior é o outro aí que mesmo diante dos fatos ainda tenta nega-los dizendo que é tudo mentira, diante da manifesta intenção de transferir a produção para os EUA ainda contradiz o próprio discurso dizendo que isso não acontecerá porque é mais barato produzir no Brasil, ou seja, o discurso dos impostos opressivos e da clt foram jogados pela janela. E você ainda tem a cara de pau de dizer que ~a Embraer é a única que passou pelo estado e sobreviveu~, não sei de onde tirou isso, pelo contrário, a Embraer é a única que sobreviveu justamente por ter sido estatal, se não fosse teria tudo o mesmo destino de todas as empresas de defesa nos anos 90. O liberalismo nada mais é que a teologia da prosperidade da esquerda. Afinal, o mercado é bonzinho, os investidores só querem o melhor para todo mundo…

    • Hélio, acorda! Eu sou liberal e sou contra a venda da Embraer, justamente porqueliberais defendem livre mercado, mas acima de tudo MERCADO ABERTO, ou seja, ampla oferta de produtos e serviços, nenhum liberal em sã consciência deixaria a ÚNICA empresa de avião brasileira ser vendida, pois isso mataria o segmento no Brasil. Liberais de verdade defendem mercado aberto e estimula a criação de ofertas. Em vez de estatização ou mercado mercado, liberais defendem mercado aberto e acima de tudo OFERTAS, em um país liberal haveria estimula a criação de 10 embraer, teríamos várias empresas competindo. Concentração de mercado é um valorcontrário ao liberalismo, se matar EMBRAER estaremos matando a única empresa de aviação nacional e com isso várias oportunidades. O Brasil é país totalmente de esquerda, só sabem estatizar e fechar mercado com agências e regulação legal para impedir novas ofertas de produtos.
      Roberto Campos, ex-político e economista, simbolo liberal no país, foi fundador do BNDS (banco nacional de desenvolvimento social) com o intuito de desconcentrar o mercado, usando fundos nacionais para estimular a concorrência, dando crédito para ideias e projetos, a ideia era juntamente com a desregulação criar um ambiente propício para o livre mercado e aumento da oferta de produtos…acabando com monopólios.
      Destruíram o BNDES ao longo da história, um ideia que viria para aumentar a ofertar, gerar novos produtos e estimular a criação dos brasileiros, acabou por criar o BOLSA EMPRESÁRIO, destinando centenas de bilhões para os monopólios já existentes, acabando com a concorrência e fechando o mercado. Os ricos com o BNDES ficam ainda mais ricos, gerando ainda mais desigualdade e menos oferta de produtos e serviços.
      Percebe a diferença entre liberalismo de verdade e o liberalismo PREGADO por doidos do Pt e PSDB? Ambos de esquerda e sociais democrátas demonizando o liberalismo em prol de segmentos que tendem a fechar o nosso país, justamente uma edida para proteger os ricos e amiguinhos do Estado. Já viu um grande empresário defender liberalismo? Grande empresário gosta de fechar o mercado, matar possíveis concorrentes e comandar o mercado. O Brasil é simbolo de mercado fechado.

    • E eles são tão mal que são o principal cliente da Embraer, governo americano vendem aviões super-tucano para vários países, temos fábricas nos EUA, os principais componentes dos aviões Embraer são de empresas americanas, ações da empresa negociada na Bolsa de NY etc…

      • “americano vendem aviões super-tucano para vários países”

        Isso não é exatamente uma coisa boa, só depende da forma como você enxerga o negócio, pois esses aviões poderiam estar sendo totalmente fabricados e montados por aqui mesmo, e nosso governo negociando com esses países, angariando pontos diplomáticos e melhorando nossa esfera geopolítica. Mas como é o EUA que faz tudo isso, nós só podemos nos contentar com os royalties mesmo.

        “temos fábricas nos EUA”

        Você poderia ter fábricas até na China, isso só quer dizer que você está retirando linhas de montagens do Brasil, criando empregos fora do seu país e fazendo a economia de outro estado girar mais do que o seu.

        “os principais componentes dos aviões Embraer são de empresas americanas”

        Isso não quer dizer nada, as peças podem ser adquiridas de qualquer país, por exemplo, você acha que os russos malvados iriam recusar vender peças para a Embraer? Jamais! Nem a Coréia do Norte recusaria algo assim.

        “ações da empresa negociada na Bolsa de NY etc…”

        Outra coisa que não faz sentido algum no contexto do que o MATHEUS disse, pois é de interesse do governo do EUA que a Embraer faça parte das bolsas de lá. Não que eu concorde com o que o MATHEUS escreveu, pois o culpado aqui não é a Boeing ou EUA, mas sim o governo brasileiro! A Boeing só fez uma proposta, resta ao governo usar o seu poder veto para barrar ou não o acordo.

        • “Isso não quer dizer nada, as peças podem ser adquiridas de qualquer país, por exemplo, você acha que os russos malvados iriam recusar vender peças para a Embraer?”

          É mesmo? As peças (na verdade os componentes) podem ser comprados em qualquer lugar? Então veja o que aconteceria se a EMBRAER resolvesse equipar os seus E-Jets com motores e aviônica russa , você realmente acha que o avião teria ampla aceitação no mercado internacional meu caro ODST?

        • ODST 20 de Abril de 2018 at 17:55
          1 – Poderíamos esta vendendo aviões super-tucanos, MAS não vendemos ao longo da história. Nesse contexto, a aproximação com o governo americano fez a EMBRAER ganhar mercados e fazer caixa, dando dessa forma, uma grande crescimento. O que você diz é o que “poderia”, eu disse aquilo que realmente “É”.
          ……………….
          2 – A fábricas estão nos EUA, porém as vendas são EMBRAER, sua alegação é tão infantil que dentro dessa lógica a Volkswagem, SAAB, FIAT, Samsung, lenovo, Mcdonalds, empresas chinesas aqui no Brasil e de diversos outros países são decisões ruins para os respectivos países de origem, sendo que na prática é o oposto. A SAAB ganhou e os suecos ganharam quando fizeram GRIPEN no Brasil para os brasileiros. O mesmo acontece com a Embraer nos EUA. Estamos lá porque eles compram nossos aviões.
          …………
          3 – Sim, então vai lá comprar componentes dos russoe por nos aviões EMBRAER, depois tente vender os aviões para outros países do mundo; olha, os americanos são os maiores clientes da EMBRAER, é justo comprar componentes deles e de outros países…dificilmente os russos comprariam aviões brasileiros, duvido MUITO. Sem falar Coréia do Norte, não faz o menor sentido. Sua ideia é nacionalista e não mercadológica.
          ………..
          4 – “”””pois é de interesse do governo do EUA que a Embraer faça parte das bolsas de lá””””
          Exatamente o oposto, a EMBRAER está na Bolsa Americana porque ela quis e precisou disso, precisava de capitalização, lá há muito mais investidores, há 250 milhões de americanos no mercado de capitais, investimento pesado que ajudou a empresa a ter dinheiro para investir, sem o DEDO DO ESTADO, sem mamação de teta do Estado, sem jeitinho, sem o Estado. Iniciativa própria dos individuos fizeram a empresa crescer e hoje ser uma das maiores do mundo. A Bolsa de valores de SP tem apenas 70 mil pessoas fisicas e menos de 1000 pessoas jurídicas, ou seja, o mercado de capitais no Brasil é morto.
          Vamos estudar, menos ideologia e mais pé no chão…a empresa cresceu por causa dessas decisões e não porque é brasileira ou qualquer outra desculpa nacionalista.

    • Interessante colocação…..

      De fato a compra do programa do CSeries pela Airbus, longe de provocar um aumento nas vendas do aparelho, não tirou o programa do marasmo e da apatia. Creio que depois do anúncio houve apenas a venda de um punhado de aeronaves à EgyptAir.

    • Já estive na ponta que foi comprada por uma concorrente e posso afirmar com certeza de que este é o pior dos mundos.
      Não desejo isso nem a um inimigo.
      Eles estão removendo o risco de que a Embraer pudesse no futuro vir a se tornar um competidor de alguma linha de produto da Boeing.
      Como disse um comentarista anterior somos AGRO e portanto não devemos possuir nenhuma empresa de sucesso desenvolvedora de tecnologia.

  5. Negoção… a Embraer acabou e ainda tem maluco que apoia.
    Nem o nome vai existir mais… baita negoção mesmo.. tem ir pro STF e entrar com pedido de cassação de mandato na Câmara… colocar em risco para a segurança nacional…

  6. Acreditar que a EMBRAER é nossa é igual ao papo de ” o petróleo ė nosso”. Eu nunca via minha parte, mas sei que muita gente vive bem sugando as estatais e etc…. Mantendo a divisão de defesa já está de bom tamanho.

    • Cansei desse papo que a Embraer não é nosssa.

      É nossa sim, ela é a empresa responsavel pelo desenvolvimento dos nossos caças e do nosso transportador e terceira maior empresa aeronautica do mundo, responsavel por lucros na nossa balança comercial, esse papo de que ela não é nossa é a forma de querer nos convencer que a mesma pode ser vendida sem que nos importemos com ela.

      Se o que se propo-se fosse uma parceria eu aceitaria sem nenhum problema, agora lhes pergunto quando a Boieng gastaria para criar uma empresa para fazer o que a Embraer faz do zero???

      Esse negocio só é favoravel para a Boeing e para os acionistas que irão ganhar uma grana forte, já po Brasil que ira perder vendas na balança exterior e pra os empregados das fabricas que serão fechadas é uma M¨%#@!

    • Tá cheio de gente que diz que o petróleo é nosso, mas estamos pagando R$ 4,00 o litro da gasolina! Até os paraguaios pagam mais barato pela mesma gasolina que vem da Petrobrás!

      • O preço hoje da gasolina só comprova que abertura comercial ao estrangeiro não é garantia de queda do preço, pelo contrário. A política do Pedro parente foi exatamente essa, abrir a Petrobras para o capital estrangeiro e o que vimos foi esse aumento absurdo em 2 anos da gasolina. Nós se iludam com historinha de adolescente do MBL.

  7. Segundo um jornal New York Times, a ideia é que em no máximo 5 anos, toda a estrutura da Embraer de São José dos Campos seja transferida para os Estados Unidos.

  8. Continuo a fazer a mesma pergunta: Se fosse ao contrário com a Embraer, china xing ling ou os russos sem pós venda, ou até uma empresa Israelense, o presidente americano e seu congresso iriam liberar a absorção, fusão, venda da L.Martin ou Boeing, já que são a essência do capitalismo, do mercado livre e da democracia? A médio prazo, a Embraer que ficará conosco (aviões executivos e militares) deixará de existir!

      • Obrigado pela resposta caro Cláudio, quer dizer que lá pode se defender empresas que são de segurança nacional, ter patriotismo, e que o capitalismo e livre mercado neste caso não vigora! Pobre Brasil!!! um abração e esta minha resposta não foi direcionada à vc! abração st4

        • Não chegaria nem no congresso, o Trump nesse 1 ano de mandato vetou a venda de TRÊS empresas americanas para investidores estrangeiros alegando ameaça a segurança nacional, e olha que essas três empresas estão longe de ser uma Boeing, uma Lockheed Martin, uma Northrop Grumman ou uma Raytheon da vida, mas aqui o morcegão do ——-> ” Tem que manter isso aí, viu” deve e$$$$$$$tar intere$$$$$$$ado em outra coi$$$$$$$a

          • Fazendo proselitismo político-ideológico meu caro Jr? Começo a achar que você preferiria que a EMBRAER fosse vendida para a JBS…

          • Então o governo americano, bastião do livre mercado, da democracia é patriota e nacionalista? Sempre os admirei, agora então muito mais! Quem já esteve lá assistindo uma partida da NFL, basket e até boxe, quando do início começam a cantar seu hino e todas os presentes acompanhando com entusiasmo, amor e honra, chega a arrepiar e me dar uma pontinha de inveja. Quem dera tivéssemos 1/10 do orgulho que sentem por sua pátria. Quanto a outra coi$$$$a, é intriga política, seja do temer, seja do aécio, jucá, gato angorá, do triplex do lula, do enriquecimento lícito de seu filho, que antes era funcionário do butantã e que este com a convivência com as cobras, estas os ensinaram muito bem, da compra pasadena, do armazenamento de ar e suas pérolas. Abração st4

        • Você quer que faça o seu Senhor Saldanha ?

          Barre a venda ?
          Que o governo compre a Embraer ?

          Me explica qual é a sua idéia para evitar que a Boeing compre a Aviação Comercial da Embraer

          • Minha cara senhora Vanessa Cioffi, Para mim o governo temer não possui legitimidade (não sou pt e não acho que foi golpe) para decidir uma ação de interesse e segurança nacional, aliás, não somente este caso como outros de suma importância, como o da previdência, já que está com cerca de apenas 7% de aceite popular. A minha idéia seria a mesma que o governo americano tomaria num caso semelhante ao nosso. Somos sabedores que a Embraer é de capital privado e está no mercado de ações, portanto propensa a negociação de mercado, mas retorno novamente ao que o governo e congresso americano fariam se fosse com a L.Martin e Boeing, eu tomaria a mesmíssima providência. A minha preocupação maior é a perda de empregos, da expertise que se adquiriu com a mesma por todos estes anos, e na morte a médio prazo da Empresa que restou sob nosso controle, pois, duvido que teremos liberdade, meios e recursos para mante-la com os jatos executivos, Super Tucano, KC , e construir e desenvolver o gripen, já que teremos uma meia irmã como concorrente! O carro chefe de vendas saindo, nos restará praticamente o mercado interno e se Deus quiser algumas exportações do Tucano e kc, claro se a concorrente irmã não desenvolver produtos similares, através do conhecimento técnico que adquirimos através de todos estes anos, sonhos, suor e recursos que nos darão adeus com a absorção. Reiterando sua pergunta, vou acompanhar o relator ( chefe do Executivo e congresso americano)no que fariam. abração. st4

        • Tireless meu caro, o único que tenta a todo custo politizar todos os assuntos não só aqui, mas em todos sites que comenta é você e não eu, isso é marca registrada sua e todo mundo conhece, aproveita e vai chamar o Trump de est*tista, esque*d*sta e coisas do tipo, afinal ele barrou a venda de três empresas PRIVADAS para investidores estrangeiros, fora a bolsa de Chicago. Quanto a JBS comprar a Embraer, você esta tão sem argumento e tão perdido que já esta misturando frigorifico com empresa de aviação, até aonde sei, vaca não voa, mas vai que a Embraer e seu corpo técnico não resolva esse problema e eles apresentem em um futuro próximo a primeira vaca voadora do mundo

          • Meu caro, me perdoe mas eu discordo, se vaca não voa, elefante voa, se esqueceu do Dumbo? Dumbo e não Jumbo! abração st4

  9. Não consigo entender uma coisa: pagamos uma fortuna pelo Gripen, que é bom mas não é o melhor do mercado, para obter acesso a uma tecnologia que posteriormente seria utilizada no desenvolvimento dos aviões pela Embraer, Em seguida vendemos a empresa inteira por um preço ligeiramente acima do valor pago pelos 36 Gripen?

  10. Só não entendi uma coisa:
    Eu entro numa sociedade onde forneço o ferramental, os projetos, os recursos humanos e o produto já acabado e vendendo, fico com 20% do negócio, mas não posso participar do conselho de administração?
    Uma aquisição hostil seria menos traumática.

  11. “De acordo com uma fonte com conhecimento das negociações, as grandes questões entre governo, Embraer e Boeing já foram definidas e só estão na mesa agora pontos considerados menos importantes, como definir a situação das fábricas da brasileira que desenvolvem produtos tanto para a área comercial como para a militar da Embraer.”

    “Depois de concretizado o negócio com a Boeing, a marca Embraer usada nos jatos comerciais deixaria de existir”

    “A proposta de associação prevê que Embraer Defesa detenha participação minoritária na receita da nova empresa, criada a partir da junção da Embraer com Boeing.”

    E tem gente aqui que quer me convencer que vender a Embraer pra Boeing é a uma saída para a Embraer continuar a existir!?!?!?!

    Como essa venda pode ser boa para a Embraer se a mesma não terá certeza da continuidade das fabricas no Brasil, não terá a continuidade da marca e terá a menor participação no lucro da nova empresa??????

    Será que apos isso a parte Militar da Embraer conseguira continuar a existir?
    Bem nos resta esperar pra ver o que vai acontecer, visto que não temos controle nennhum sobre o futuro da empresa.

  12. A Embraer usou bilhões do BNDES para desenvolver seus produtos, como os novos E2, para a Boeing ter lucro no final das contas… Brasilsilsil.

  13. Cada comentário que a gente lê aqui! Quer dizer que ser contra a venda da empresa é ser associado a uma ideologia político-partidária de esquerda? Esta “meritocracia de mercado” que muitos carregam como bandeira também não é um ideologia? EUA não é Brasil. Essa história de que o que é bom para os EUA e bom para o Brasil é coisa de vira-lata. A logica econômica não é determinística. Depende de diversos fatores como legislação e cultura de um povo. O capitalismo dos EUA não é exatamente igual ao da Alemanha. Alguém aqui já ouviu falar de “capitalismo do Vale do Ruhr”?
    De onde veio esta história que a EMBRAER não vai sobreviver sem a incorporação com a BOEING? Analogia a atual situação com a BOMBARDIER? A historia das duas empresas são equivalentes? As decisões tomadas por seus dirigentes foram as mesmas?

    • Meu caro Alberto, Se ela sobreviveu até agora e por sinal muito bem, por que não darmos um crédito à mesma? Não a deixarmos seguir seu caminho e aproveitar o que desenvolveu até agora e o que poderá nos ofertar no futuro? Concordo com vc, o que é bom para eles, talvez não seja para nós ou para outro país no mundo, o que eu ressaltei ao seguir a convicção do chefe do executivo e do congresso americano, é o sentimento de segurança nacional, manutenção dos empregos e conhecimento adquiridos, já que nos custaram sonhos, recursos, tempo e etc… Um abração st4

  14. a MARCA Embraer, suas fábricas no Brasil, os empregos que dão aos brasileiros, e todo o conhecimento adquirido pela empresa, mais o dinheiro que o BNDES empresta para eles é do Brasil, independente se a maioria do seus acionários sejam estrangeiros.

    Portanto o governo brasileiro, e cada cidadão brasileiro tem sim o direito de questionar esse negociação, pois tem o risco de perder tudo isso e parar tudo nos EUA.

    como já disseram alguns colegas, gostaria de ver se fosse o contrário, se eles aceitariam isso numa boa, ae vale a desculpa do nacionalismo e patriotismo americano, mas quando é para nós brasileiros não.

  15. É…E afinal a Boeing conseguiu do modo que queria. “Parceria” do lobo com o cordeiro. Chega a ser pornográfica a participação de menos de 1/5 nos lucros, transferência de linha de montagem para os Estados Unidos, e pior, se negam até a ter algum brasileiro no conselho. De fato, excelente “parceria” esta. Como bem colocou o Galante, nacionalismo só vale se for nos EUA, afinal “America first”. Triste dia pro parque industrial de SJC e para, talvez, o único orgulho nacional.

  16. venda sem sentido para nós, a EMBRAER não esta no prejuízo, mesmo que o capital dela seja de maioria estrangeiro, não faz sentido fazer essa transação.

  17. Sendo o que se apresenta, a Boeing realizará uma festa onde toda a companhia irá fantasiada de órgão genital masculino, e, convidaram a Embraer – seção aviação comercial – os famosos e conceituadíssimos E-Jets.
    Só tem um porém: A Embraer deve ir fantasiada de bunda, nádegas, traseiro ou o nome que vocês desejarem dar.
    Torcia pra que desse certo. Agora, já desejo que a negociação vá de ralo e que a Embraer viva por suas próprias conquistas até onde for possível. Afinal, de acordo com um executivo da companhia, o acordo não é imprescindível pra continuidade da empresa. Já pra Boeing….
    Realmente uma pena.

  18. Nenhuma empresa de porte, hoje em dia, possui capital nacional, seja de que países forem. Esse é o perfil do capitalismo. Ocorre que as ferramentas para controle das origens do capital de uma empresa está diretamente ligado ao perfil da economia do país de origem. Se a estrutura desse país é virtual ou difusa a empresa não consegue competir por muito tempo no mercado e a tendência é, ou falir, ou ser absorvida por outras mais consistentes financeiramente. A história esta cheia de casos assim e a EMBRAER (infelizmente) não é a primeira e nem será a última. O Brasil não possui e não possuirá por muito tempo ainda, estrutura econômica consistente, baseada em bens de capital, que possa gerar um mercado que alimente empresas como a EMBRAER ou outras que produzem. Porque uma Boeing ou Lockheed sobrevivem? Simples: o governo norte-americano e o mercado interno consistente se auto-regula e mantem as empresas ativas e sadias.
    Alguém em sã consciência apostaria que o governo e o mercado brasileiro gerassem condições para manter as vendas da EMBRAER? Alguém poderia dizer: deixa rolar até onde puder!. Só que os acionistas que colocaram dinheiro no negócio não pensam assim. Quem pensa assim, que compre ações da Embraer para garantir sua permanência.
    Desculpem-me mas tem cada uma que é melhor nem continuar comentando.
    Gostaria que a Embraer comprasse a Boeing, mas não acredito em Saci, Fadas e Duendes.
    Abraços

    • Amigo, o Brasil é subdesenvolvido em termos de aviação civil. Concordo. Entretanto, os outros países TEM mercado interno e NÃO fabricam aviões. A EMBRAER escolheu nichos de mercado, não explorados pelas gigantes BOEING e AIRBUS, e verificou as necessidades de seus clientes na elaboração de seus produtos. Por isso, a empresa se tornou a terceira maior fabricante de aviões do mundo. Volto a repetir: você estão olhando o problema ideologicamente. Economia não é algo determinístico e linear.

  19. Pois é:
    No Brasil usam dinheiro do governo para desenvolver produtos cujos projetos são repassados para outros países.
    Nos países com economias fortes é o contrário.
    Porque será?

  20. Vou repetir aqui o comentário que fiz e outro post:

    É muita hipocrisia!
    .
    A Embraer vende aeronaves pra quem? Vende principalmente para o mercado europeu e americano. E por que não vende no mercado brasileiro? Porque nossa aviação regional praticamente não existe. A gigante Airbus (criada a partir da fusão/incorporação de várias empresas europeias visando conseguir competir com as gigantes americanas) tem todo o mercado doméstico europeu para vender seus produtos. A Boeing tem o mercado doméstico americano. os russos e chineses, que estão projetando aeronaves comercias em conjunto, tem todo o mercado chines para ser explorado. A Embraer é a grande intrusa.
    .
    Isto aí é culpa nossa. Se tivessemos um mercado de aviação regional robusto, semelhante aos EUA ou Europa, a situação seria diferente. São décadas e décadas de erros que impediram o crescimento do mercado doméstico de aviação. Aí temos a compra de parte da Bombardier pela Airbus. Isto aí ligou um sinal de alerta tanto na Boeing, quanto na Embraer. Os executivos começam a pensar no mercado nas próximas décadas, começam a pensar na redução de custos/aumento dos lucros que a Airbus/Bombardier terão com a fusão. É inevitável não pensar em fazer o mesmo.
    .
    Após a reorganização societária da Embraer em 2003, gradualmente os maiores acionistas deixaram de ser brasileiros. Hoje temos 85% das ações nas mãos de acionistas estrangeiros. E isto aconteceu por que? Porque os fundos de pensão e bancos que controlavam a empresa em 2003, preferiam investir em títulos públicos, que traziam muito mais retorno financeiro. Mais um erro nosso. São décadas de juros altos que tornam o investimento em títulos da dívida pública muito mais atrativos do que o investimento na produção. Para os que dizem que o mercado finaceiro/ações não diz nada sobre o mercado real, está aí o resultado. São mais de duas décadas de juros altos, tornando o ato de emprestar dinheiro ao governo, mais atrativo do que investir na produção, investir em empresas, investir e infraestrutura…etc. A própria política econômica do governo (deste e dos anteriores), impede que o país cresça. No fim, nem os brasileiros investem na Embraer, porque há outros investimentos mais lucrativos. Se pegar um valor X e investir na Embraer, oque você vai receber de dividendos e valorização das ações, é menos do que receberia do governo se comprasse títulos públicos.
    .
    Todos se dizem nacionalistas….até doer no seu bolso. Quem nunca comprou sem nota? Quem nunca vendeu sem nota? Que nunca sonegou IR? Quem nunca fez algo que no fim representou a sonegação de impostos por alguém? Você compra pãezinhos com nota fiscal? Agora imaginemos você, dono ou acionista de uma grande empresa, que pode se fundir com outra maior e aumentar os seus lucros. Você será contra porque a empresa compradora não é brasileira? Vai deixar de ganhar dinheiro e/ou colocar em risco o sucesso futuro de sua empresa porque você é nacionalista? É muita hipocrisia. Todo mundo é nacionalista enquanto não mexem no seu bolso. É muito fácil querer decidir algo de uma empresa que não é sua. Não é o seu dinheir, nem suas economias que estão lá.

    • A EMBRAER foi e esta sendo financiada por dinheiro público (BNDES). Portanto, é dinheiro dos meus impostos, sim, que está lá. Vamos parar com esta hipocrisia ideológica “do mercado se auto regula” e o “governo só atrapalha”. Todas as crises do capitalismo foram geradas por falta de regulamentação. Você acha que a crise de 2008 foi gerada pelo quê?

      • Por excesso de intervenção no mercado, com leis imbecis que basicamente obrigavam bancos a oferecerem empréstimos para qualquer um, em nome de dar acesso ao crédito a gente que nunca tinha tido antes (e por bom motivo), por protecionismo e cartelização dentro das empresas de avaliação de risco (que são frequentemente pautadas pelo governo). Por conta geração descontrolada de dinheiro pelo Banco Central, por conta de politicas como “too big to fail” onde um banco pode literalmente fazer o que quiser e saber que no final vai ser salvo pelo governo. Enfim, a lista de merdas que o governo americano fez pra gerar a crise do subprime e a bolha imobiliária são bem extensas, aliás, aposto uma bala juquinha que você não faz a primeira ideia do que seja Freddie Mac e Fannie Mae (consultar o google não vale). A última crise econômica onde realmente não houve intervenção governamental na criação ou mitigação ocorreu no séc. XIX, se tivesse lido o básico de história econômica saberia disso.

        • Caro Lucas,

          Olha a ideologia liberal e a sua arrogância intrinsecamente associada! Querido, você esta botando a culpa toda no governo e tirando totalmente das empresas e, pior, as colocando com “vítimas”. Apresentar apenas um lado para justificar uma tese pode ser classificada como desonestidade intelectual. Um bom exemplo é o guia politicamente incorreto, que como pessoa “culta”, o senhor deve ter lido e cita naquele chopinho com os amigos, né? Olha, não vale usar o Google, entretanto, como pessoa bem informada, o senhor certamente deve saber mas não mencionou para não estragar este brilhante texto que teve orgulho de escrever: a) E os balanços falsos de lucros dos bancos que quebraram? b) E o papel das empresas de classificação, que diziam que eles estavam firmes e fortes? c) E a participação dos lucros do CEOs destes bancos? Os bancos quebraram e assim mesmo receberam. Entendeu agora, porque eu usei o termo “falta de regulamentação” e “espertinho”?

          • Nunca li o tal guia que você se refere. E eu referenciei sim ao papel das empresas de classificação, existe uma pesada regulação sobre elas e uma verdadeira cartelização, elas estão a serviço do establishment e quando é conveniente agem para mover o mercado em uma direção ou outra com suas classificações tanto em favor próprio quanto do governo. E o que leva um Banco a tomar decisões insensatas é justamente a garantia de que podem fazer o que quiser que vão ser resgatados. Existe uma lista gigantesca de artigos e livros sobre os absurdos permitidos pelo Banco Central e como eles mantêm os lucros insanos e sem riscos dos bancos, mas daí não seria um comentario, não dá pra em poucas linhas colocar tudo. Se procurasse estudar a “ideologia liberal” saberia as milhões de críticas e livros escritos sobre o assunto, nada do que você falou é novidade ou deixou de ser criticado e ter suas causas expostas.

            E é óbvio que nem as empresas nem seus CEOs eram santos, eram tão criminosos quanto o governo, da mesma forma que aqui era com as empreiteiras e o governo. E voltando a história econômica, procura dar uma olhada lá no começo das agências reguladoras, como elas foram criadas explícita e abertamente para a cartelização do mercado, a história das primeiras regulações sobre ferrovias por exemplo, das telecomunicações ou o caso ridículo dos “meat-packers”. Regulação do mercado é sinônimo de cartelização, quem cria isso são justamente uma junção de alguns empresários desonestos que querem dominar o mercado e formar um cartel, que se usam do estado para garantir seu “monopólio” legal via lei sobre a desculpa de “proteger o consumidor”. Como cartelizar sem uso da lei sempre fracassa, apelaram para o óbvio: financiar políticos para que quando cheguem ao poder atendam aos seus interesses, criando leis que efetivamente mantenham o cartel, a história brasileira tem milhões de casos, a americana idem. É uma relação mútua de dois parasitas se utilizando um do outro pra manter seus benefícios às custas da população: os cronistas para manterem seus cartéis, e os políticos se usando dessas empresas para se financiarem, desviar dinheiro, etc…

            Existe inclusive uma área inteira dedicada a isso, a análise econômica do direito.

          • Pra dar um exemplo do que estou falando sobre regulações: no interrogatório do Zuckerberg lá no congresso americano, os democratas falaram sobre “regulação das mídias sociais” e abertamente chamaram a empresa para debater a regulação, para criar uma regulação que eles aceitaram, que eles consideraram “boa”. Ou seja, o ente a ser regulado vai escrever a própria regulação. Não preciso dizer o que é que vai acontecer se tal medida for a frente né…

          • Agora me diga sinceramente, se você tivesse uma empresa e soubesse que não interessa o que acontecesse, você vai ser salvo pelo estado, podendo fazer a merda que for e tendo acesso a dinheiro quase infinito do governo via Banco Central, com todos os privilégios absurdos que eles possuem garantidos e um mercado cartelizado, você iria tomar decisões economicamente sensatas e prudentes? Ou iria querer o mundo se explodisse e agir de forma a só procurar o seu próprio interesse sem avaliar riscos e é claro, procurar beneficiar aqueles que mantêm o seu privilégio?

          • Lucas,
            Ok. Concordamos em algo. Sem regulamentação, os abrutes corrompem o sistema. O que falei não é novidade. Entretanto, você sonegou esta informação para dar suporte a sua tese que, pelo seu comentário, denotou a mim que é adepto do liberalismo econômico. No livro que citei, há uma defesa apaixonada desta ideologia, porém sonegando os problemas sociais e políticos intrínsecos ou seja, agindo de forma equivalente a sua. Além disso foi desrespeitoso, pois você não sabe absolutamente nada sobre mim – minha formação acadêmica, visão de mundo, onde trabalho, etc.- o que era absolutamente desnecessário. Vi aqui debater ideias e gostaria que os outros se mantivessem neste mesmo domínio.

      • Olá Alberto!
        .
        Minha empresa devia ser sua também né? Cansei de pegar financiamentos no BNDES, PROGER no Banco do Brasil, antes de vender a empresa…

        • O governo federal (eu, você e todos nós) e fundos de pensões estatais tinham ações de sua empresa?

          Você vendeu sua empresa para um grupo estrangeiro, que transferiu suas atividades para fora, acabando com toda uma cadeia produtiva local e empobrecendo o seu município e, consequentemente, todo o pais?

          Entendeu agora porque economia não é determinística e linear?

          • Qualquer um pode pegar empréstimo no BNDES, ou qualquer outro programa federal de financiamento. Basta atender aos requisitos.
            .
            Tanto os fundos de pensões, quanto os brasileiros que eram donos da Embraer abriram mão de suas ações porque não eram sufucientemente lucrativas. Isto não muda o fato de que ela continua sendo controlada por brasileiros, que querem a fusão.
            .
            Entenda oque estou dizendo….Todas as grandes empresas aeronauticas tem um mercado interno onde podem desovar sua produção, onde podem receber benefícios, incentivos, subsidios para aumentar suas vendas. A Embraer não tem. Ótimo que ela seja uma empresa exportadora, mas não te acesso às facilidades dadas por estes governos às suas próprias empresas. Quer um exemplo: bastou fabricar os Super Tucanos nos EUA para aumentar as vendas. Por que? É disto que estou falando. Os acionistas pensam nisto e logicamente enxergam um futuro mais promissor com a fusão.
            .
            Você pode sim ser contra a venda/fusão. Mas oque estou falando é real, não é fantasia, ou ideologia como o outro disse.
            .
            Quanto a minha opnião: se eu fosse o dono e tivesse o poder de decidir, seria a favor da fusão. Eu tenho de ver o meu lado, o meu lucro. Tenho de reduzir as minhas despesas. É asim para todo mundo que tem empresa. O Brasil não paga meus salários, ainda me rouba com impostos absurdos e ainda mantém uma política de juros que impede a minha empresa e a economia de crescer.

          • Zonann,

            Amigo,o governo federal tem ações da EMBRAER. A EMBRAER recebeu MUITA verba federal do BNDES para financiamento da venda e pesquisa de seus produtos. O dinheiro investido foi devolvido ao BNDES acrescido de juros? Muito provavelmente. A questão, meu caro, é que o objetivo do empréstimo era capacitar a empresa para a ser competitiva, gerando vendas, desenvolvimento de novos produtos e, principalmente, empregos que vão de engenheiro até o da tia que vende coxinha na padaria perto da casa deste primeiro profissional. O dinheiro se multiplica e se distribui. Fundiu a empresa? Cadeia produtiva? Tchau!Conhecimento técnico? Tchau!
            Empresa aeronáutica não é rede de supermercados. Esta lógica de negócios linear não é válida para este caso. Uma cadeia produtiva inteira vai deixar de existir. Como isto, o pais perde.

            A empresa esta vendendo seus produtos para o mercado externo civil.

            Aviação militar não é igual a civil. Política entra nesta equação. Quando do projeto do KC-390, os engenheiros da EMBRAER previram quantas unidades poderiam ser vendidas em função da grande penetração política dos EUA (C-130J). Com este dados, verificou-se a viabilidade da produção do jato, que pode até superar estas expectativas.

      • Alberto 20 de Abril de 2018 at 21:35
        Com todo o respeito, mas você precisa estudar economia.
        Crise de 2008 decorrente de liberalismo? De onde você tirou isso?
        É exatamente o oposto, desde o governo Clinton houve uma grande e sútil intervenção do Estado na economia. Os juros baixos dos EUA tiram a atratividade dos investidores, ocasionando o consumo de fatores não produtivos e capital financeiro ocioso, dessa forma, vendo o crescimento baixo da economia, segmentos políticos tiveram a ideia de incentivar a construção civil com foco de aquecer a economia e suprir a falta de moradias. O capital financeiro antes alocado em ações e fundos, passaram a ser direcionados para o setor imobiliário. Tudo isso foi pensando…houve de fato diversas ações do Estado que contribuiram decisivamente para a bolha imobiliária, porém, a ação Estado mais importante para a crise foi o ESTADO GARANTIR a recomprar dos títulos imobiliários que viessem a ter problemas no futuro, ou seja, títulos podres.
        Com essa atitude os bancos, fundos e todas as operadoras do mercado se sentiram livres para liberar crédito, APÓS AMPLA REGULAÇÃO DO SETOR, dando crédito fácil, onde sujeito sem poder aquisitivo REAL compravam residência, as vezes mais de 1, alguns casos o sujeito tinha 3 casas, nenhuma efetivamente paga!
        Tudo isso gerou um ECONOMIA ARTIFICIAL, alocado com base em uma estratégia de Estado e não de mercado. Jamais bancos dariam crédito fácil para os indivíduos, JAMAIS! Somente o Estado intervindo, tirando os riscos das operações financeiras, garantindo a recompra de títulos quebrados…quando o Estado americano fez isso ele tirou o gator mais importante das decisões dos investidores: O RISCO!
        Tão verdade que a Fannie Mae (Associação Federal Nacional Hipotecária ) e Freddie Mac (Autarquia Federal para Empréstimos Hipotecários ) foram as grandes responsáveis pela crise, criando um mercado imaginário e irreal.
        O mesmo aconteceu na Espanha no mesmo período, em 2013 havia mais de 1 milhão de residências abandonadas na Espanha, decorrente da criação de uma demanda irreal, um mercado inflado por políticas públicas.
        ……………………………
        Outra coisa, não seja inocente de achar que regulações do Estado são feitas para proteger as pessoas, para garantir prosperidade e amor a todos. O Estado é tomado por LOBOS, por pessoas perigosas, na alta cúpula há grande influência de monopólios e grandes grupos interessados em leis que regulamentem seus setores, criando reservas de mercado e fechando qualquer ameaça possível. Quem trabalha com importação sabe muito bem disso, no Brasil é quase impossível importar, tudo é muito fechado e restrito, o mesmo vale para exportações, alguns poucos comandam esses setores. Se regulação das relações humanas feitas por TERCEIROS fosse bom o Brasil seria a Austrália, Japção, Suiça e USA. Dificilmente há monopólios em uma sociedade aberta, dificilmente há pouca concorrência em mercado abertos, dificilmente há “amigos do Estado” em uma sociedade aberta. Os grandes empresários tendem a odiar mercado aberto, até porque não faz o menor sentido grandes grupos quererem concorrência, querer opções de ofertas…o mercado se regula sozinho em uma sociedade aberta, sem privilégios para grupos ligados ao Estado, onde as entradas e saídas são iguais para todos, sem centenas de bilhões para alguns e juros elevados para outros, sem leis privilegiando determinados produtos. O setor automobilístico brasileiro é um exemplo claro de mercado fecharo, até os anos 90 havia somente 4 grupos, ambos lutam até hoje para tentar matar qualquer concorrência.
        ……………………………………….
        Por fim, não misture liberalismo com a venda da Embraer, os EUA é um país liberal em vários setores, você pode ter certeza que lá eles não deixariam empresas estratégicas ser vendidas. Vender ações sim, mas vender o controle e o negócio da empresa NÃO! Como você pode ver, países liberais não agem dessa forma, outro caso é a Suécia que teve várias companhias compradas nos anos 90 e 2000, várias de defesa, porém continuaram na Suécia, o negócio não foi absorvido.
        Eu sou liberal econômico, defendo Estado pequeno e forte, mas sou contra a venda da única empresa de avião do Brasil. Como liberal eu sou a favor de concorrência e ampla oferta de agentes econômicos. Vender a única empresa de avião do Brasil não tem nada de LIBERAL, bem pelo contrário, tem de fechamento de mercado e pouca concorrência. Liberal defender Estado aberto e estável para ambiente propícios aos negocios, atuar para garantir ampla oferta é uma característica do liberalismo.

    • Que josta de argumento é esse? Quer dizer que se a Embraer vendesse mais para o mercado interno, então só assim ela não deveria ser controlada por empresa estrangeira?

      Não é para quem vende ou deixa de vender, que se deve ou não defender que o controle administrativo de empresas desse porte, fiquem em mãos nacionais. Aliás, é justamente por ser uma grande exportadora e desenvolvedora de tecnologia e novos mercados, que empresas como a Embraer devem ser olhadas com um outro prisma economico.

      Se fosse por isto, a FIAT deveria ser controlada por brasileiros, afinal o Brasil é o seu maior mercado e fomos nós que os livramos da bancarrota. A Samsung não deveria ser controlada por coreanos do sul, afinal não é o próprio país o seu maior mercado. Tá vendo como esse tipo de argumento soa sem fundamento?!

      O resto, meu amigo, não passa dos mesmos delírios ideológicos de quaisquer “ismos”

      • Ahh cara, você nao entendeu porque não quis.
        .
        Você acha que os donos da empresa não pensam nisto? Você acha que Boeing, Airbus, Chineses não vão ser favorecidas por seus mercados domésticos em detrimento à Embraer? Lógico que serão favorecidas. Aqui mesmo favorecemos as nossas qdo estas existem.
        .
        Não falei nada de errado. Não temos mercado interno por nossa culpa, por nossa incapacidade. Não temos como manter a Embraer sem um mercado externo. Existe sim a grande posibilidade dela perder mercado no exterior em médio e longo prazo. Se tivéssemos um mercado interno forte, de repente os acionistas pensariam diferente. E os acionistas estão pensado nisto. E estão certos, tem de aumentar seu lucro, reduzir despesas. É assim que o mundo é.
        .
        Não tem nada de delírio ideológico nisto. É assim que a banda toca. Sinto muito se não enxerga isto.

        • Zorann,

          Empresa de transporte aéreo seja chinesa, americana ou mesmo marciana vai comprar aviões da EMBRAER se o produto se encaixar no seu plano de negócios. Isto já ocorreu com o Brasilia, com a primeira geração de e-jets e os aviões executivos. Isto continua com o E-2. Portanto, temos acesso ao mercado doméstico dos países estrangeiros.

          • Vai mesmo… Agora se tiver beneficios fiscais na nação dona da empresa, ou outras facilidades, a Embraer perde competitividade. É nisto que os acionistas estão pensando. Eu não disse que não terá acesso, só não terá as mesmas facilidades, como hoje já não tem. E pensando nisto, na redução de custos, aumento dos lucros, na influencia americana, nas novas oportunidades, os acionistas são a favor da fusão.
            .
            É tão difícil entender isto?

        • Zorann,

          E a OMC? A EMBRAER já não encontrou contra o governo canadense exatamente por este motivo. Tá difícil de entender que sempre tem um “porém”, né?

  21. Os Estados Unidos fazem restrições de vendas de suas companhias para outros porque podem e porque seu mercado interno consegue gerar consumo para manter essas companhias. Suas restrições tem haver com o setor de defesa americano, o qual eles priorizam.
    O Brasil ao contrário conspira contra suas empresas.

  22. A lógica de quem é favorável a venda como proposta é deveras interessante: Com a fusão da Airbus com a Bombardier na produção do C-series, a Embraer corre o risco de deixar de existir em 10 anos. Então vamos vendê-la para a Boeing para deixar de existir agora.

    • Exato! Melhor sofrer rapidamente do que agonizar lentamente. A pergunta é: será que a EMBRAER deixará de existir em 10 anos sem a tábua de salvação da BOEING?

      • Isto é uma projeção de cenário pessimista. Pode-se fazer várias projeções alterando um ou outro dado. Mas é o cenaŕio conveniente para quem quer a venda.
        Com a venda da Embraer, os acionistas ficam mais ricos, mas o país fica mais pobre de várias formas.

    • Cara, prefiro retornar para o oceano segundo o caminho contrário ao de nossos antepassados há centenas de milhões de anos. Deixa os caras que acreditam na entidade divina “mercado” receberem os gringos de joelhos, balançando o rabinho, e aguardando as ordens.

  23. os acionistas colocaram dinheiro na Embraer ? tá bom rsrs.. e o nosso suado dinheiro que eles cansaram de pegar no BNDES ao longo das décadas, para fazer suas pesquisas adquirindo conhecimento, promovendo vendas mundão afora como é que fica ? Vão devolver a nossa grana que pegaram se fecharem tudo por aqui ?

    Sem contar o conhecimento, pq isso não tem preço, vamos perder tudo pois vão levar nossa melhor parte da mão de obra especializada, os projetos dos aviões que foi financiado por nós brasileiros, é….

  24. Que situação da EMBRAER, acho que a situação chegou ao ponto de “se correr o bixo pega, se ficar o bixo come”. A verdade é que a BOENG realmente pretende entrar no mercado de jatos médios, com ou sem a empresa brasileira. Só o tempo dirá se esta junção entre as duas empresas será boa ou ruim, principalmente para nos brasileiros. Espero que sim.
    Agora não se pode ignorar o fato de que se a BOENG entrar com toda a força no mercado de médios, tendo como objetivo tirar um competidor do caminho, ai a coisa fica feia para nossa EMBRAER.

  25. O complexo de vira lata é a doença do neoliberal. Agora nem nacionalista podemos ser mais, que já somos criticados. Enéas avisou que este movimento antipatriota acabaria com a identidade do povo brasileiro. Seremos um país de apaixonados pelo padrão de consumo e identidade americana. Exatamente como a cartilha neoliberal recomenda, é a colonização moderna. Exploração de mercados consumidores externos e manutenção das linhas produtivas e do repasse de lucro para os países de origem. Ainda tem gente que defende isso.

  26. Olá.
    Semi off-topic; pleno desabafo.
    Com certeza há várias “caveiras de burro” enterradas em solo nacional. Vamos por partes:
    O Brasil tem mais de 200 milhões de habitantes, foi colonizado por europeus e teve forte influência migratória na sua cultura.
    O país não foi cenário de guerras internacionais desde o século XIX. Nunca teve seu território tomado ou cedido para inimigos de forma permanente.
    O território tem recursos naturais de vários tipos e origens, permitindo o desenvolvimento de produtos acabados e matérias primas dos mais diferentes tipos.
    É um país capitalista, com boas relações com a maioria dos outros países. Não sofreu, nem tem risco de sofrer intervenções internacionais, seja no âmbito político ou econômico.
    Ainda hoje a maior parte da população está em idade economicamente produtiva.
    No entanto…
    Desde a sua independência, há quase duzentos anos, não temos nenhum (NENHUM!!!) caso de sucesso comercial/empresarial, que tenha se revertido numa industria de transformação de porte e padrão internacional sem que houvesse participação direta do governo. E aqueles casos onde houve a privatização, rapidamente as empresas foram adquiridas por estrangeiros, sem que outras nacionais, do mesmo porte/função, assumissem o lugar.
    Já fomos o maior protutor mundial de cacau; não temos nenhuma empresa de chocolate nacional de padrão internacional. Produzimos matérias primas para indústria alimentícia; não temos um parque industrial alimentício nacional.
    Exportamos minério de ferro e outros commodities; não produzimos produtos acabados em escala e qualidade internacional feitos por indústrias nacionais.
    Acredito que este seja um caso único no cenário mundial: um país industrializado e com fartos recursos naturais não ter industrias nacionais de porte.
    Culpa do governo? Culpa da população? Culpa da religião católica? Culpa do português? Culpa da água? Culpa dos trópicos? Culpa das saúvas? Culpa do capitalismo? Culpa do comunismo? Culpa dos Estados Unidos, da Inglaterra, da França, de Cuba, da Coreia do Norte, da Argentina ou de outro país qualquer?
    Não sei dizer.
    Mas sei de uma coisa: casos e condições extremamente atípicas (como o nosso), não são produto do acaso.
    Desabafo feito.
    SDS.

    • Ok. Mesmo com isto tudo, estamos entre as 10 maiores economias do mundo. Nos saímos de um status de pais agrário para um com industria diversificada em apenas 30 anos. No começo dos anos da década de 1980, nosso pátio industrial era superior ao sul-coreano. Por que eles nos superam? Entre outros medidas, investimentos maciços em educação básica.
      “Problemas” históricos, todas as pessoas tem. Com países, é mais ou mesma coisa. Entretanto, tomando as medidas corretas, tudo pode mudar.

    • Mauricio_Silva 21 de Abril de 2018 at 10:50
      Penso igual…também sou contra a venda da Embraer, não pelos motivos usados por vários membros aqui do site, mas por outros. Abraço!

  27. O problema que nem o super-tucano é Brasileiro!!!
    Em relação ao super-tucano o Brasil como colonia opss(pais amigo,irmão) tem que pedir sempre permissão para vender o avião em qualquer pais triste realidade?!!?!.

    E se depender da galera Pro-Âmis do blog a Bandeira Brasileira deixaria de existir a muito tempo e colocariam aquela Bandeira que os traidores que deram o golpe da Republica queriam e seria ate hoje:

    Estados Unidos do Brasil….

    opinião tanto faz se vendida ou não é tudo carta marcada e via USA….USA…USA….

    • Comentário sem sentido. Nós, a colônia, temos a Embraer com sede no Brasil e fábricas aqui; que tem como maior cliente empresas americanas, fábricamos lá, pois as maiores vendas estão lá; usamos componentes de empresas americanas, nada mais justo; eles vendem aviões super-tucano para outros países, o que ajuda a ampliar mercado da empresa; temos ações da empresa negociada lá, o que ajuda a capitalizar a empresa.
      Uma empresa existe para vender produtos e serviços, ganhar mercado…não para agradar um país ou vender a bandeira do Brasil.
      Eu sou contra a venda da empresa, pelo menos a venda por si só, vender por vender…ou seja, tirar a sede do Brasil, tirar o controle da empresa de acionistas brasileiros. Mas sou contra por motivação diferente da sua…sou contra essa concentração do mercado de aviões em poucas empresas, eu sou liberal e defendo a maior oferta de produtos e serviços, abrir o mercado e criar ambiente de estímulo a criação aqui dentro do Brasil, em vez de 1 Embraer precisamos de várias Embraer pelo país, em vários segmentos…se vender a empresa estaremos matando a ÚNICA empresa de avião do país, isso não tem nada de estratégico e muito menos de liberalismo, pois este defende exatamente o oposto.

  28. Só se enrique mantendo capital. Liquidar ativos patrimoniais é besteira. É pensamento de pobre que vende a geladeira pra comprar um carro. O correto é o Brasil comprar mais e mais ativos da boeing.

  29. É o fim da Embraer como a conhecemos.
    Vejo como uma incorporação, pois a tão falada Joint Venture abarcará não um produto específico, mas toda a linha comercial da Embraer. É o fim, na forma de 20% e vultosos bônus para os executivos…

  30. Marcelo Martins e outros , então uma empresa para ser brasileira deve ser controlada pelo Estado , bom , a Embraer mesmo não tendo o Controle acionário do Estado era controlada Estrategicamente pelo Estado brasileiro , porém Escrevas , mais uma vez estão mentindo ao brasileiro , nossos militares não permitiriam nem conversar , se não fosse com empresas dos EUA , sendo de qualquer outro país , de antemão se colocariam contra , isto aposto com qualquer um . e tenho certeza de levar toda a aposta , quem não conhece nossos militares , que os comprem !

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