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‘Nervos de aço’: ex-piloto de caça pousa 737 da Southwest após explosão de motor

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Tammie Jo Shults quando ainda era piloto da Marinha

A piloto Tammie Jo Shults aterrissou com segurança um avião de passageiros 737 da Southwest Airlines depois que um dos motores a jato explodiu em voo. Ela está sendo elogiada como uma heroína pelos passageiros.

Tammie Jo Shults pousou o voo 1380 em um aeroporto da Filadélfia após o incidente na terça-feira, de acordo com os passageiros. Uma mulher faleceu devido a ferimentos.

Shults pousou o jato em segurança depois que o motor esquerdo explodiu, quebrou uma janela e uma passageira foi quase sugada para fora do avião. Ela foi salva por outros passageiros, mas acabou falecendo.

A Sra. Shults serviu na Marinha dos EUA por 10 anos e pilotou caças F/A-18.

A causa da explosão ainda não foi determinada, mas autoridades disseram que uma investigação preliminar do acidente, que matou uma passageira e deixou vários outros feridos, encontrou indícios de fadiga de metal em uma lâmina do fan que quebrou, segundo o US National Transportation Safety Board (NTSB).

O estado do motor esquerdo do Boeing 737 após o pouso

80 COMMENTS

  1. Parabéns à piloto! Trabalho fantástico. E nada é mais satisfatório do que pousar em segurança uma aeronave avariada. Isso demonstra bem que a competência no cockpit não enxerga sexo.

  2. Daqui a pouco alguns americanos vão querer fabricar uma heroína como fizeram com aquele piloto que pousou na água depois de atropelar uns gansos canadenses.
    Para um piloto de avião multimotor pousar com um motor parado é normal, treinado no curso e depois muitas vezes em simulador durante sua vida.

    • No caso do pouso na água foram os dois motores parados, mas qualquer piloto que tivesse uma pane e visse 3 possibilidades:
      1- Área com prédios
      2- Parque com grandes árvores
      3- Grande rio.
      Quem não escolheria o rio para pousar?

      • O pouso no rio sem os motores, sem fatalidades, foi um feito histórico mesmo. Mereceu o filme. Foi um Airbus, não foi um Sêneca.

        • Nunca antes na história da aviação comercial…

          O que mais me deixou p. da vida foi a busca incessante para incriminar um cara que vez na prática e sem segunda chance o que ninguém fez no simulador após várias tentativas.

      • Seu rancor pelo EUA faz vc falar cada besteira.

        Saiu até filme desse feito, a Airbus e a seguradora quis processar o piloto e tomaram no rabo.
        Nas simulações com instrutores o avião ia ir direto pros prédios, matando muita gente.

        Vença esse seu rancor psicológico e ilumine sua vida. Dá tempo de mudar.

        • Perae, o cara salva mais de uma centena de vidas e ainda processam ele?

          Aliás, já ouviram o áudio do incidente? Impressiona a frieza do piloto.

          • Assiste o filme.

            A Airbus e a seguradora quiseram botar a culpa nele pela perca do avião.

            Eles alegaram que o avião teria capacidade de retornar ao aeroporto com segurança.

            Aí o resto vou deixar pra vc ver o filme, que é sensacional, e é o motivo pelo que ele é sim considerado herói.

            Esqueça os rancorosos e assista o filme.

      • Hahaha, este comentário do Walfrido faz parecer fácil pousar um avião com uma pessoa com metade do corpo para fora sendo segurada à unha (pânico total dos passageiros), centenas de pessoas numa cabine despressurizada numa altitude maior que o Everest, incluindo bebês que é algo difícil para quem é pai ou mãe, e explosão da célula de força que poderia quebrar a asa a aeronave ou arruinar parte de sua navegação…. Siiiim, os pilotos são treinados para estas situações, mas não menosprezaria ou “pormenorizaria” a garra da mulher…. Peloamordedeus…. Garanto que muitos aqui, talvez eu mesmo, ficariam ultra nervosos….

    • Caro Walfrido,
      Se pousar uma aeronave com pane de um dos motores fosse um procedimento tido como normal, não estaria enquadramento em manuais e checklists de fabricantes e operadores, como procedimentos anormal! É um procedimento de emergência, que requer horas de treinamento e muito sangue frio.

      Creio que a questão do processo decisório tomado a cerca de onde pousar, foi o menor dos detalhes ali. Ter colocado aquela aeronave, daquele porte, do jeito que foi, no leito do rio, foi sem sombra de dúvida foi um ato de extrema competência.
      É o que sempre afirmo, pilotos de planadores, como foi o caso do Sully, vivem voando em pane!

      • Sim, é um procedimento de emergencia, treinado na prática no curso multimotor e em simuladores durante a vida operacional dos pilotos.
        Quanto ao voo de planadores, ajuda muito. Eu tinha dificuldade em panes até voar o planador Let L-13 Blaník na AFA, depois ficou muito mais tranquilo administrar uma pane em treinamentos.

    • Não é normal tanto que além da tripulação ser treina para isso o estresse na vida real é maior fora que o piloto e empresa tem que ser credenciada, caso da perda de moto, para continuar o voou (nesse caso o voou teve que ser interrompido por causa do dano e da passageira).

  3. Pois é Walfrido, voce tem razão. Qualquer um faz o que o piloto do Hudson river ou essa mulher fez. Não fizeram nada de mais. ( sendo irônico para quem não entendeu)

  4. Totalmente OFF TOPIC
    As bombas e misseis comprados em 2015 já foram entregues para a FAB ou cancelaram e eu nem fiquei sabendo?
    A lista que a globo noticiou era essa:
    Míssil A-Darter: 10 unidades operacionais e 8, para treinamento
    Míssil Iris-T: 10 unidades operacionais e 20, para treinamento
    Bomba guiada Spice 1000: 20 kits de unidades operacionais
    Bomba guiada Spice 250: 30 unidades
    Pod Reccelite 2: 4 unidades
    Pod Litening G4: 10 unidades

    Abraços!

  5. Certamente treinam, mas a realidade é mais complexa, demonstrou controle e tranquilidade e pousou em segurança! Grande piloto parabéns!

    • A reciclagem em simulador (obrigatória em todos os países) passou a ser semestral. Há algumas emergências de treinamento obrigatório, dentre elas as duas que mencionei.
      Há uma missão chamada LOFT (Line Oriented Flight Training), onde um vôo completo com uma emergência não usual (igual aquelas do Mayday Desastres Aéreos) é treinada, a fim de observar o comportamento da tripuação.

  6. E se uma falha como essa ocorrer com o KC-390? Aeronaves como o C-130 e o A-400 ,que são quadri-turboélices ,teriam muito mais chances de “sobreviverem” ao acidente.

    • Ola Jackson,

      Toda aeronave homologada no RBAC/FAR/CS Part 25 deve cumprir com a AC20-128A que guia o processo de projeto/análise que deve ser feito para minimizar os perigos dos efeitos de um despalhetamento como esse ora em questão.

      Este processo passa pela distribuição dos sistemas ou combinações de sistemas críticos fora das regiões onde os estilhaços do motor podem acabar atingindo no caso de uma falha desta natureza.

      É um processo consideravelmente complexo e trabalhoso feito ao longo do projeto da aeronave. Apesar destes despalhetamentos não serem tão raros, seria bastante improvável a ocorrência de um evento catastrófico (resultando na perda da aeronave), apesar de ser considerado “aceitável” a morte ou ferimento de um pequeno número de ocupantes.

      Para mais detalhes:
      https://www.faa.gov/documentLibrary/media/Advisory_Circular/AC_20-128A.pdf

      Que a vítima fatal deste evento descansem em paz.

  7. Rinaldo vc acha que pilotos comercias com experiência militar tem mais preparo do que um experiente mas só na area civil, ou, isso é só ilusão ???

    • Não há uma relação. Tem excelentes pilotos civis e militares, e maus pilotos também. O que eu percebi (sem nenhuma intenção de superestimar o piloto militar ou subestimar o civil) é que o treinamento militar lhe prepara melhor psicologicamente para as situações de emergência, no geral. Há exceções. A calma pode fazer a diferença entre a vida e a morte. Vide o Sullemberg e, acredito, essa moça.

      • No caso da Tammie Jo é preciso lembrar que ela foi piloto naval, talvez a mais estressante das atividades da aviação visto que precisam decolar arremessados por uma catapulta e o pouso é um “crash” controlado.

  8. A comandante fez somente a obrigação dela, não foi algo extraordinário (em sentido estrito), seria algo fora do normal, se ela largasse os comandos e começasse a dançar uma valsa no corredor do avião.
    Heroísmo é você aceitar uma situação de tremenda dor ou até mesmo o risco de morte por amor a um valor mais alto, como salvar vidas em perigo.
    Nisso, a aviação é um verdadeiro celeiro de heróis.
    As mulheres heroínas foram tantas, como uma comissária de voo americana de um Douglas DC-4, que varou a pista no pouso, o avião pegou fogo, ela mesma abriu a porta da emergência e começou a retirar os passageiros, depois de salvar vários, voltou ao avião em chamas, a aeronave explodiu, quando os bombeiros extinguiram o fogo, acharam seu corpo carbonizado junto a dois corpos carbonizados de duas crianças, uma delas, um bebê, estava nos seus braços.
    Outra, essa, comissária de bordo indiana, que após a aeronave ser sequestrada por um grupo terrorista, um DC-10, ainda no solo, correu até a cabine para avisar a tripulação, o comandante, o copiloto e o engenheiro de voo, quando souberam, fugiram covardemente pela janela de emergência. A jovem comissária assumiu a situação. Os terroristas enfurecidos, começaram a assassinar os americanos a bordo, um deles foi executado com um tiro na cabeça. Queriam os passaportes para identificar os americanos para iniciar a matança. Essa comissária indiana junto com as outras comissárias esconderam os passaportes. Chega enfim a força de regaste e começa uma confusão de tiroteio. A valente comissária abre uma das portas de saída, e, ao invés de pular e sair correndo salvando a própria vida, escolhe ficar e retirar os americanos do avião, quando estava salvando três crianças, um dos terroristas a vê e acerta um tiro em sua cabeça.

    Essas sim, são heroínas.

    • Também percebi. Acho que passa na comissão só o Denzel Washington (Cmte Wip Whitaker) que, chapado de vodka e cocaína, colocou o avião no dorso e pousou na fazenda. E pegava aquela comissária gostosa (inveja….).

    • Mas é justamente isso que eu quis dizer Mauro 76, sem dor, sem sofrimento, não pode haver heroísmo.
      Só aos olhos do covarde, o heroísmo toma a forma de prazeres mundanos…

      • Bom, cada um considera seus heróis….

        Tem uns que chamam aquele assassino psicopata do che Guevara um herói….

        Cada um com seus heróis !

        Eu escolho essa piloto.

  9. Vamos para com essa ladainha de piloto prá lá e piloto prá cá. Isso foi fadiga de material e provavelmente falha humana na área de manutenção. foi despalhetamento do Fan.

    • Isso parece óbvio, exceto a falha humana na manutenção. Estamos comentando o pouso da aeronave com segurança. Que é realizado pelo piloto.

  10. Em relação a este acidente, o Lito ( que é um veterano mecânico de aeronaves ) do canal Aviões e Músicas no Youtube fez ontem mesmo um video colocando algumas coisas interessantes, sempre destacando que não gosta muito de comentar quando não há informações confiáveis, ele só fez o video porque muitos dos seus seguidores pediram – isso seria uma ‘falha não contida’ que não era p/ ter acontecido mesmo c/ a perda de uma das lâminas do fan. Em 2016 ocorreu algo semelhante em outro 737 dessa mesma companhia e também no motor esquerdo, mas não houve vítimas. Seria pura coincidência? Também destacou que provavelmente uma das linhas hidráulicas foi danificada, tendo a aeronave sido mantida em voo por o sistema ter redundância.
    Quanto ao pouso no rio Hudson é bom lembrar que queriam que o piloto seguisse p/ outro aeroporto, mas ele disse que não teria condições e decidiu pousar no rio. Depois de os investigadores sempre insistirem que ele deveria ter ido p/ o aeroporto, colocando sua atitude como errada e de altíssimo risco, já no fim do processo o Sully conseguiu provar que não teria conseguido chegar ao destino sugerido, ou seja ele tomou a decisão que salvou a todos de um desastre.

  11. Esse tipo de falha e até as consequencias com morte tambem de uma passageira, se não me engano aconteceu com um Foker 100 da TAM em Minas.
    Quanto a causa, os especialistas vão descobrir, mas apontar para manutenção é muito prematuro, pois o motor poderia ter sugado algum objeto que pode ter danificado a palheta e desencadeado a falha. Quanto à moça Top Gun, prefiro ela pelada do que o Tom Cruise com a melhor roupa hehehehehe. Um desempenho de pilotagem digno de elogios claro. Pode sim vira filme.

  12. Houve casos no Brasil de passageiros que foram retirados de vôos por se recusarem a voar com comandante mulher. Espero que estejam lendo essa reportagem hoje. Lamento a morte da senhora que parece ter sido atingida pela lâmina do Fan. Mas todos os outros passageiros se salvaram. Deve ter sido assutador. A notícia poderia ter sido outra. Um grande feito. Ao mesmo tempo, deixo aqui um protesto. Alguns seres humanos neste planeta parecem ter muito mais valor que outros. Na Argélia nesta semana a queda de um avião matou mais de 250 pessoas. E a notícia não esteve em nenhum blog dedicado ao tema.

  13. Essas super ligas de níquel podem falhar em serviço sim. Muito comum o recobrimento de cerâmica nas extremidades que eventualmente raspam na superfície interna.

    • Sempre fico impressionado, na inspeção externa, com a proximidade dos fans com a carenagem do motor. O ajuste é milimétrico. Principalmente no caso do LEAP-1A26 do A320Neo, que tem um fan enorme.

      • Sim. E a técnica de fabricação destas pás também é impressionante. Controle de gradiente de temperatura para promover uma solidificação direcional. No caso de motores militares de alto desempenho é monocristalina. E arranham, de vez em quando, a carenagem.

  14. Só sei de uma coisa: Não viajo com o Tom Hanks de jeito nenhum!!

    – Apolo XIII – Foi ser astronauta, deu ruim..
    – Náufrago – Voava em um A300-600F da Fedex, deu ruim..
    – Cmte Sully – Foi ser comandante de A-320, deu ruim
    – Capitão Philips – Foi comandar um navio Porta-containers, deu ruim…

    Tô fora!!!

    • Faltaram ainda:
      – Corredor – correndo feito junto com ele pelos Eua
      – Soldado – Tomar tiro junto com ele por causa do tal Ryan
      abraços

    • Matt Damon dá mais azar ainda…

      Tem um site que calculou quanto custaria salvá-lo nos filmes. deu 900 bi de dólares (CoverageMail).

      – Coragem Sob Fogo (1996): US$ 300 mil com resgate de helicóptero
      – O Resgate do Soldado Ryan (1998): US$ 100 mil com 2 grupos de buscas na Segunda Guerra Mundial
      – Titan (2000): US$ 200 bilhões com evacuação da Terra para nave espacial
      – Syriana – A Indústria do Petróleo (2005): US$ 50 mil com voo de segurança particular para sair do Oriente Médio
      – Zona Verde (2010): US$ 50 mil com transporte do exército dos EUA para o Oriente Médio
      – Elysium (2013): US$ 100 milhões com implantação de segurança na estação espacial e danos
      – Interestelar (2014): US$ 500 bilhões com construção de nave espacial
      – Perdido em Marte (2015): US$ 200 bilhões com missão a Marte

  15. De todo modo, há sim que se elogiar demais esta piloto.

    Por mais que se diga que ela foi treinada e tal e tal e tal ela já merece crédito por ter se esforçado por adquirir todo esse conhecimento e outro elogio por ter,na hora do sufoco, ter sangue frio e usado o que aprendeu.

    Porque também na aviação nunca faltou gente treinada que na hora do aperto falhou feio.

  16. Isso me lembra do acidente da tam, quando um piloto simplesmente esqueceu que colocar o manche do motor direito na posição correta e quando percebeu que o avião estava saindo da pista começou a gritar e não arremeteu corretamente. Frieza é qualidade de poucos. Sobre o pouso em si, nada de anormal, o avião pode muito bem voar monomotor, mas o interessante é que ano passado um motor da mesma companhia também explodiu, esse não perdeu só uma lâmina como o fan inteiro, com certeza é problema de manutenção.

    • O detalhe é que o computador entendeu que o avião “devia” arremeter e aumentou a potência sozinho da manete na posição errada. Não há frieza que dê conta de perceber em segundos que algo muda de parâmetro sem sua intervenção.
      O piloto queria parar e o avião “quis” voar.

  17. O que mais me choca foi a morte da passageira. Apesar de ter sido no hospital, foi em decorrência do acidente, que ela deve ter sofrido horrores, pânico e dor.

    Imaginem ser lançado meio corpo pra fora de um 737, de forma absolutamente abrupta, ha 10km de altura e 850km/h. Deve ter desmaiado, sofrido hipotermia, fraturas etc….

  18. Heróis são o Roberto Santana e o Walfrido, que com suas bundas pregadas numa cadeira se acham dignos a julgar o quantum de heroísmo possui um ato ou não.

    Aliás não é o Walfrido que dizem ter sido chutado da FAB? Pois é…
    Pessoas que com treinamento, seriedade e sangue frio, salvaram a vida de outras centenas, merecem todo o reconhecimento e aplausos. “Ah mas era a sua obrigação”. Sim, e ela cumpriu com êxito. Fruto, com certeza, de muito trabalho e dedicação. O que não tira o mérito dos dois casos tbm citados pelo Roberto. E de inúmeros outros na história da humanidade.

    Quanto ao caso, o que dizer dos dois caras, um deles bombeiro, que no meio da situação, retiraram suas máscaras e cinto e foram puxar a mulher que estava com metade do corpo para fora do avião? Ou da enfermeira a bordo que tentou exaustivamente salvar essa mulher? Tbm cumpriram apenas suas obrigações, considerando serem bombeiros e enfermeira?

    Como diz o ministro Barroso, “dêem um tempo com esse mau sentimento de vocês”.

    • Felipe Morais.
      Você está errado.
      Você está criando o seu próprio conceito de heroísmo, criando uma ideia fora da realidade conhecida, um irreal, uma fantasia baseada no sentimento e na emoção que as consequências dramáticas que esse acidente trouxe.
      O conceito correto, ou pelo menos, um conceito compreensível do que seja heroísmo, eu já havia citado em meu comentário. Portanto, não cabe a situação.
      Veja que nos checklists dos aviões, na seção ‘emergency procedures’ existem situações piores que essa que aconteceu, tais como, fogo no motor, amerissagem, pane elétrica total, controle de voos emperrados, etc. Não são situações normais, e nem mesmo situações anormais, são situações de emergência, porém, totalmente possíveis de controle.
      Muitas envolvem certa pressão física, ou até mesmo psicológica no tripulante, mas não provocam dor, sofrimento nem mesmo morte. E mais importante, não são ações que visam, em um primeiro momento, salvar a vida de indivíduos, são ações estudadas, previstas, treinadas, que têm como primeiro motivo sanar determinado problema. Um piloto que tem pane de motor ele irá cumprir o checklist para resolver o problema, nele não cumpre o checklist para salvar vidas, essa não é a intenção primária dele. Portanto não é um ato heroico pousar monomotor, não obstante todo grande profissionalismo e perícia que o piloto possa ter.
      Atos de heroísmo, são atos extraordinários, NUNCA são previstos ou mesmo treinados, não existe seção “heroic procedures” no checklist.
      A emergência é algo previsto, e sempre treinado por todo piloto, portanto é ato ordinariamente possível para qualquer piloto fazer. Dizer que determinado piloto é um herói porque pousou com um dos motores estourado, é diminuir, menosprezar todos os outros pilotos que existem, é dizer que nenhum outro piloto conseguiria fazer o que ele sempre treinou na sua vida profissional, prejudica a imagem do fabricante da aeronave, dos fabricantes de seus sistemas e não contribui para a cultura e desenvolvimento da segurança de voo.

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