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Vídeo: jatos Tornado GR4 da RAF com mísseis Storm Shadow atacam a Síria

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Quatro jatos Tornado da RAF lançaram mísseis de cruzeiro Storm Shadow sobre alvos na Síria. Os sofisticados mísseis de cruzeiro “bunker-buster” foram lançados contra uma antiga base de mísseis a 24 km a oeste de Homs, onde avaliou-se que a Síria tinha estocado itens usados ​​para fabricar armas químicas.

Uma vez lançados pelos Tornado a 1.000 km/h, os Storm Shadow voam rente ao solo e são capazes de encontrar seu próprio caminho para um alvo pré-programado com precisão.

Os mísseis Storm Shadow, que pesam 1.300 kg, têm mais de cinco metros de comprimento e autonomia de 560 quilômetros (300 milhas) e são movidos por um turbojato. Dotados de uma ogiva BROACH de 400 kg (900 libras) – ver gráfico no final da matéria, com uma carga penetrante inicial que lhe dá a capacidade de penetrar um “bunker”, seguida por uma espoleta retardada para controlar a detonação da ogiva principal.

O míssil Storm Shadow é do tipo “fire and forget’” programado antes do lançamento. Os planejadores da missão programam o míssil com as defesas antaéreas e o alvo em mente. O míssil Storm Shadow segue um caminho semi-autônomo, em um trajeto de voo baixo, guiado por mapeamento de GPS e terreno até a área alvo, o que significa que a aeronave não precisa entrar no espaço aéreo do inimigo e se colocar em risco. Quando se aproxima de seu alvo, o míssil sobe e de repente mergulha.

Pode subir a uma altitude de até 130 pés (40 metros) para alcançar a melhor probabilidade de identificação e penetração de alvos. Durante este processo, o cone do nariz é descartado para permitir que uma câmera termográfica de alta resolução investigue a área alvo.

O míssil Storm Shadow tenta localizar seu alvo com base em suas informações de alvo, mas se isso não der certo e houver um alto risco de danos colaterais, ele voará para um ponto de queda fora da área alvo.

Aprimoramentos recentes incluem a possibilidade de retransmitir informações do alvo antes do impacto e usar um link de dados unidirecional para transmitir informações de avaliação de danos de batalha de volta à aeronave lançadora.

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68 COMMENTS

  1. É uma baita de uma bomba heim!

    Estou ficando com dúvidas, pelo tanto de mísseis, potência dos mísseis e quantidades de alvos destruídos, parece mesmo que a Rússia interceptou vários.

    Mas vou aguardar mais dados para tirar conclusão.

  2. Ahh o velho , bonito e bom tornado, me fez lembrar a minha adolescencia quando comprava as revistinhas de defesa , sobre os equipamentos da otan e pacto de varsovia. Vendo ele em ação me faz lembrar que não estou tão velho assim ne, rs

  3. De qualquer forma a “retaliação” deverá acontecer ao sul da província de Idlib contra elementos da FSA lá estacionados.

  4. Há alguma razão especial para os caças não terem adentrado no espaço aéreo sírio, que não o risco de serem derrubados pela AA de sírios e russos ?
    A descrição, até agora, é de que todos lançaram seus mísseis de bem longe. Seria isso uma prova que a Interferência/Guerra Eletrônica já não garantem superioridade frente a modernos sistemas AA ?

    • Qual a necessidade de se adentrar em um território hostil se você tem equipamentos com capacidade de disparar de longe, seguramente? Não faria sentido disparar um míssil, capaz de atingir um alvo a 560km de distância, a uma distância que desse para as defesas anti-aéreas revidar, sendo que os alvos são alvos imóveis.

    • Seria tipo os russos com seus mísseis que “pode atingir qualquer parte do mundo” entrasse dentro do território inimigo para disparar os mesmos.

  5. Me lembro perfeitamente a primeira vez que li sobre o tornado , sobre o projeto de ataque nuclear em profundidade, imagina isso na cabeça de uma criança , a imaginação vai longe , ficava imaginando uma esquadrilha de tornados entrando naquele pedação de mundo todo vermelho e lançando os artefatos bem no coração da URSS .

    • Os Tornados sofreram bastante na Guerra do Iraque, sendo que muitos foram abatidos. Contra a ex-URSS ou atual Rússia, suas chances seriam menores que zero. Seria um suicídio.

      • Os Tornado hoje em dia operam à média altitude e fazem uso de armas stand off como o KEPD Taurus e o Storm Shadow.

        Como de costume sempre atrasado né Rubinho?

      • Antônio,
        Cê ainda vai ficar bom nisso, mas leva tempo. Hoje é mais fácil por conta da internet. Só recomendo que vá com calma. Aqui na Trilogia só tem tubarão.
        Muito bom sua crença na santidade da URSS/Rússia, da China e provavelmente do Lula, mas daí pra tecer comentários técnicos têm que ter cuidado com os tais tubarões que comem peixinhos nas refeições e palitam os dentes com os espinhozinhos dos coitadinhos. Te recomendo a nadar longe deles. rsrss
        A grande maioria dos tubarões não acredita muito em sputnices e na cantilena dos pandófilos, portanto, muito aqui tentam fazer proselitismo antiocidental em vão e no processo, pregam ao vento.
        Voltando ao assunto, o Tornado não teve uma boa atuação na 1ª Guerra do Golfo por conta de insistir em utilizar armas de destruição de pistas JP233, que obrigava o caça a passar por sobre a pista num voo de muito baixa altitude e isso quando havia ainda um resíduo de defesa antiaérea e houve muitas baixas.
        Esse tipo de arma (JP233, MW1, Durandall, BAP100, etc.) foi abandonado pela OTAN há muito tempo e hoje o ataque às bases e a destruição das pistas é feito ou com mísseis cruise (Apache, Tomahawk, etc) ou com bombas guiadas lançadas de média/grande altitude.
        O Tornado IDS era uma obra prima da tecnologia ocidental e tinham capacidade de penetrar a muito baixa altitude (NOE), igual um Tomahawk, voando automaticamente utilizando um radar específico para acompanhamento do terreno (TRF).
        O problema dele foi só uma utilização equivocada que posteriormente foi corrigida.
        Um abraço.

      • Dados do ataque no poder naval.
        “105 usadas no ataque, 66 mísseis TLAM foram lançados de 3 navios da Marinha dos EUA e um submarino.

        Dezenove (19) mísseis JASSM-ER (usados pela primeira vez em combate) foram lançados de dois bombardeiros B-1B Lancer, 8 mísseis Storm Shadow lançados de 4 Tornado GR4 da RAF e 12 mísseis SCALP foram lançados por navios e caças da França (3 por fragata FREMM e 9 por caças Rafale)”

  6. Estes tornados, assim como os mirage e tomcat não perdem a beleza!!! O que temos de parecido com as jassm e os storm? st4

  7. Repercussão do ataque, segundo noticiário internacional comentado na GloboNews.
    O ataque foi pouco efetivo e causou muito menos danos que o anterior e pode pode fortalecer a posição de Assad, visto o açodamento da operação.

    E ainda, nos jornais, encontramos críticas de vários países, inclusive aliados como Alemanha e Itália, ao ataque.

    Acho que não era bem isso que Trump queria.

  8. A Russia reagiu da mesma forma que EUA, quando os russos invadiram a Georgia e a Ucrania, ficaram na ameaça e mas nao deram um unico tiro.

  9. O Tornado parece ter sido o ultimo dos caças projetados usando asas de geometria variável, não me lembro de nenhum outro depois dele.

    • Sim, foi o último mesmo. A Marinha Americana iniciou estudos para uma aeronave avançada de quinta geração para eventualmente substituir o F-14 que seria baseada no desenho do F-22, só que com dois lugares e asas de geometria variável, mas o projeto foi abandonado antes que estudos mais detalhados fossem feitos.

  10. Sinto falta de uma análise mais técnica, que não vejo nem aqui nem em outros sites que conheço.
    A imprensa geral passa informações genéricas.
    A imprensa especializada está reproduzindo o que está na imprensa geral.
    Algumas perguntas.
    Como identificaram esses alvos, que seriam relacionados a armas químicas?
    Existem realmente armas químicas na Síria?
    Há produção e estocagem? Quem consegue comprovar e como?
    Esse ataque ocorreu de forma coordenada? Como?
    Trump decidiu e as forças armadas americanas, francesa e inglesa já tinham os navios e aviões prontos?
    E esses mísseis?
    Quem inseriu os alvos e quando? Isto é feito na hora? Colocam um “disquete” na hora?
    Os mísseis foram disparados e atingiram os alvos exatamente no mesmo horário ou durou tipo uma hora?
    Ninguém tem a “filmagem” por meio de radar, do trajeto dos mísseis?
    Ouvi falar que um navio estava no mar vermelho. Sobrevoou o Egito? Arábia saudita é Jordânia?
    O Tomahawk não está ultrapassado em termos de furtividade?
    Os russos não teriam conseguido rastrear melhor os mísseis se tivesse um awacs no ar?
    Os russos falaram em defender mas pelo visto não fizeram nada…
    Chegou-se até a falar em ataque a bases russas e também os russos deram a entender que defenderiam a Síria do ataque.
    Mas parece que ficou igual ao ano passado.
    Um ataque simbólico.
    Quanto ao número de mísseis, também acho que eles não são muito fracos. Um míssil sozinho tem pequeno efeito destruidor.
    Se for o caso de uma base aérea ou de uma fábrica precisa de vários mísseis para um único alvo. Claro que se for para destruir um radar um míssil basta.
    Essa quantidade seria para garantir que mesmo com quedas os alvos fossem atingidos ou para saturar as defesas?

    • Nonato,
      O Tomahawk tinha um RCS na faixa de 0,1 m² . Do Block IV é dito ter um RCS 10 x menor, ou seja, na faixa de 0,01 m². Essa redução foi possível devido a um redesenho do nariz do míssil, da eliminação de uma tomada de ar saliente e da instalação de um empenagem com apenas 3 aletas e da introdução de material RAM na sua cobertura.
      Os novos mísseis stealths, como o Storm Shadow e o JASSM, tem seguramente RCS menor que 0,001 m².
      O Tomahawk, independente do RCS , é um míssil que utiliza um perfil de voo “colado ao solo”. Ele contorna grandes acidentes do relevo (montanhas, etc. ) e voa menos de 60 m de altura, contornando zonas cobertas por radares que foram deteminadas pela “inteligência” e inseridas quando do planejamento da missão.
      Antes, nas versões iniciais, para inserir dados nos Tomahawks era preciso mais de 24 horas. Hoje, esse processo é muito mais rápido devido entre outras coisas ao GPS que foi adicionado na década de 90 na versão Block III. Provavelmente em menos de uma hora pode-se programar todo um ataque coordenado de dezenas de mísseis.
      Cada míssil Block IV tem além do seu alvo específico outras 14 opções de alvos. No caso de alguma alteração do cenário tático o míssil pode ser redirecionado em voo via data-link para um dos outros 14 alvos pré-programados ou utilizar somente o sistema GPS/inercial para atacar qualquer outro alvo que se queira.
      Todo o planejamento de missão é inserido diretamente no processador do míssil estando ele dentro do seu tubo selado. Não tem disquete não.
      Voltando à furtividade do Tomahawk, há de se salientar que é visando mais a detecção por avião radar (ou radar de caça) já que ele como regra voa muito baixo em ataca em grande quantidade de modo a saturar as possíveis defesas do alvo.
      De modo algum o Tomahawk é um míssil ultrapassado. Muito pelo contrário. Sua versão Block IV está em consonância com o que de mais novo existe por aí.
      Um abraço.

  11. Olá.
    Chamou a minha atenção o fato dos Tornados terem voltado com os tanques auxiliares de combustível.
    Achei que eles seriam alijados durante a missão.
    SDS.

      • Olá.
        Pelos seguintes motivos:
        -Aumento do arrasto do aparelho, diminuindo sua velocidade e gastando mais combustível;
        -Redução da manobrabilidade;
        -Aumento da assinatura no radar pelo RCS (Radar Cross Section) maior com os tanques;
        -A operação de pouso fica mais complexa com o uso dos tanques.
        Realmente, há uma redução no custo total da missão com a preservação dos tanques. Mas a aeronave de combate fica mais vulnerável, tanto a acidentes, inclusive na operação de pouso, como a detecção inimiga.
        Deve ter sido uma missão “bem tranquila”.
        SDS.

        • Todos os motivos listados não se aplicaram a esta missão em especifico e não é praxe se alijar os tanques nas condições que tiveram na Síria

    • Mauricio, se não há necessidade de manobras evasivas, sem necessidade de diminuição de arrasto para aumento de performance, não há motivo para alijamento dos tanques. Como os mísseis foram lançados de algum local pré-determinado longe das defesas inimigas, essa possibilidade de evasão não se materializou.

        • Quem te disse que é mais difícil pousar com os tanques? Já voou com algum?
          O lançamento dos mísseis foi fora de qualquer área hostil. Não havia nenhuma necessidade de ¨manobrabilidade¨.

  12. Pessoal,
    Qual o saldo do ataque? Qual a resposta necessária a um ataque que causou menos mortes que a violência urbana no Brasil ou no México no mesmo período?
    Mais importantes foram os silêncios, da Otan no conjunto, dos membros isoladamente.

  13. Olá.
    A missão de ataque pode ter sido tudo, menos “secreta”.
    Se as forças armadas sírias tiverem um smartphone com conexão a intenet, podem ter acompanhado o voo das aeronaves da coalizão, bem como saber das notícias sobre a preparação do ataque. E se tiverem algumas Toyota Hilux a disposição, podem ter tido tempo e condições de transportar pelo menos parte do material sensível das instalações atacadas.
    Ou seja, mesmo que absolutamente todos os mísseis lançados tenham atingido seus alvos, não duvidaria que estes já estivessem vazios.
    SDS.

  14. os EUA informaram a Russia quais seriam os alvos…. por sua vez a Russia informou aos sírios quais seriam os alvos… os diários aproveitaram e limparam os edifícios antes do ataque, por isso nenhuma vitima e nenhum grave dano aos sírios…

  15. Caso interessem leiam no site:lenta.ru a matéria com o título de:Primavera russa e o sub título:quem se beneficia da mentira sobre os misseis americanos abatidos pela Síria.
    E tirem as suas conclusões!

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