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Preparativos para o ataque à Síria foram rastreados por OSINT

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RQ-4 Global Hawk

Por David Cenciotti

Na noite entre 13 e 14 de abril, aviões dos EUA, Reino Unido e França lançaram uma primeira onda de ataques aéreos contra alvos terrestres na Síria.

O que se segue é uma recapitulação baseada em OSINT (Open Sources Intelligence), já que a maioria das aeronaves envolvidas nos ataques pode ser rastreada on-line através de informações de domínio público.

A ação “limitada” foi precedida pela atividade de coleta de informações realizada por muitos dos ativos que sobrevoaram o leste do Mar Mediterrâneo recentemente.

O primeiro sinal de que algo estava prestes a acontecer era a presença incomum de um drone RQ-4 Global Hawk que rastreava o Líbano e a Síria poucas horas antes de as primeiras armas chegarem às instalações químicas/infraestrutura do regime sírio.

O RQ-4, indicativo “Forte 10” voou por várias horas a oeste do Líbano, provavelmente apontando seus sensores IMINT e SIGINT/ELINT para as baterias da Defesa Aérea Síria que estava em status de prontidão. O drone então se moveu para sudoeste, ao norte do Egito, onde foi acompanhado por um RC-135V indicativo Fixx74. Era cerca de 23h20 GMT e parecia que as duas plataformas ISR, depois de coletar informações de uma posição próxima, estavam abrindo espaço para os bombardeiros que chegavam.

RC-135V

Aqui está a posição do Fixx74.

Entre as aeronaves que chegavam para conduzir seu bombardeio do Mediterrâneo, estavam os jatos Dassault Rafale da Força Aérea Francesa de Saint Dizier AB, na França, apoiados por aviões-tanque C-135FR e Tornados GR4 da RAF com seus mísseis Storm Shadow, lançados da base RAF Akrotiri no Chipre. Enquanto o transponder estava desligado, a presença dos bombardeiros e de seus aviões-tanque foi vazada por suas comunicações via rádio com agências civis da ATC, como a Athinai ACC, que ocorreu em freqüências não-criptografadas de VHF transmitidas pela Internet no LiveATC.net.

Curiosamente, pelo menos dois pacotes de 5 caças (cada um supostamente incluiu 4 x F-16Cs da 31FW e 4 x F-15Cs da 48FW carregados com mísseis ar-ar – na verdade, o segundo incluiu apenas 3 Vipers ao invés de 4) apoiados por aviões-tanque KC-135, desde cobertura DCA (Defensive Counter Air) para os bombardeiros e para os navios de guerra que lançaram TLAMs.

Após as primeiras ondas de ataques, que também envolveram os B-1s da Força Aérea dos EUA de Al Udeid, outro drone Global Hawk foi lançado de Sigonella para realizar o BDA (Battle Damage Assessment).

Os ataques aéreos exigiram um enorme apoio de aviões-tanque. Havia 7 aviões-tanque KC-135 e KC-10 no ar no sul da Europa em direção ao Mar Mediterrâneo, algo incomum para uma noite de sexta-feira. No momento desta escrita, havia 13 (!) aviões-tanque no ar: alguns estão arrastando o segundo pacote dos F-15 e F-16s dos EUA de volta para Aviano na Itália, enquanto outros estão reposicionando para RAF Mildenhall ou Souda Bay após uma noite de operações:

Outro avião interessante rastreado on-line após o ataque, é um Bombardier E-11A 11-9358 do 430th EECS (Expeditionary Electronic Combat Squadron), localizado em Kandahar no Afeganistão. A aeronave é um recurso BACN (comunicações aerotransportadas no campo de batalha): BACN é um sistema tecnológico de “gateway” que permite que aeronaves com sistemas de rádio e datalinks incompatíveis troquem informações táticas e se comuniquem.

Bombardier E-11A 11-9358

Ao orbitar em grandes altitudes, os recursos aéreos equipados com BACN fornecem um elo de comunicação entre os aliados, independentemente do tipo de aeronave de suporte e em um ambiente sem linha de visada (LOS). O sistema BACN também é instalado a bordo dos UAVs Global Hawk EQ-4B. Embora não possamos ter certeza, é bastante provável que a aeronave também esteja envolvida nos ataques aéreos, fornecendo uma ponte de dados entre as partes envolvidas.

No final, graças ao ADS-B, Mode-S e MLAT, tivemos uma boa ideia do que aconteceu durante a primeira onda de ataques aéreos na Síria. Obviamente não está completo, ainda é bem interessante.

H/T para @AircraftSpots @Buzz6868 @CivMilAir @GDarkconrad @ItaMilRadar @planesonthenet e muitos outros por fornecer detalhes, dicas, links e o que era necessário para preparar este artigo. Vocês são demais!

FONTE: The Aviationist

62 COMMENTS

  1. É um risco operacional inerente ao fato de se operar em áreas com tráfego aéreo intenso, inclusive por parte das aeronaves cujos transponders estavam desligados devido à necessidade de se comunicarem com os controladores de tráfego aéreo regionais. Não houve tempo para que se preparasse uma ‘finta’ como a que os Israelenses encenavam bem antes dos ataques devastadores ao início da Guerra dos Seis Dias, mas me pergunto o quanto disso poderia ter sido escondido sem que se pusesse em risco a navegação aérea da região.

    Certamente se essas fontes puderam fazer esse tipo de rastreio, Russos e Sírios estavam fazendo exatamente a mesma coisa. E ainda assim os alvos foram atingidos diversas vezes.

      • Usei de hipérbole.
        Parece que o número de aeronave envolvidas é bem menor em relação aos mísseis.
        A ação principal, e que mais chama atenção, foi justamente o clímax que se deu sobre o território sírio, uma guerra de foguetes e mísseis, os verdadeiros protagonistas desse ensaio espetacular.

      • A2AD – as distâncias de lançamento e mísseis lançados por meios navais realmente indicam que é uma guerra de míssil contra míssil…

  2. Não sei se os ataques a tão longa distância foi uma necessidade impostas pelos sistemas de defesa anti-aérea ou uma demonstração de força simplesmente.
    Fato é que tudo pareceu muito bem combinado, apesar da retórica beligerante no final não decolou um único caça russo armado, tão pouco houve perdas de vidas humanas sejam militares ou civis, um feito impensável para um ataque destas proporções sem o mínimo de coordenação com as partes envolvidas.
    Além é claro de uma oportunidade única de observamos a complexidade que um ataque destes envolve, muito longe dos super trunfos….

    • Carcará, os EUA utilizaram a famosa ‘de-confliction line’ com os Russos para alertarem sobre operações no espaço aéreo. Aparentemente eles vem fazendo isso desde alguns dias atrás, mas essa linha já está ativa a anos, o que normalmente impede que ocorram incidentes graves entre as superpotências. Portanto os Russos propositalmente não decolaram pois sabiam que fazer isso naquele momento faria com que suas aeronaves fossem confundidas com aeronaves Sírias hostis e provavelmente seriam alvejadas, fazendo com que houvesse uma escalada perigosa.

      Ao mesmo tempo, a coalizão foi clara que escolheram aqueles alvos e aquele horário para o ataque para minimizar as baixas em solo e ao mesmo tempo em que aqueles alvos tivessem papel importante na produção, desenvolvimento e utilização de armamento químico. Portanto a idéia era acertar os alvos em um horário em que tivesse a menor chance de que houvessem pessoas lá dentro.

      Os ataques de longo alcance são herança boa da Guerra Fria. Você minimiza ao máximo a exposição dos atacantes à rede de Defesa Aérea inimiga ao passo em que continua acertando os alvos designados. Com certeza é uma opção melhor do que arriscar enfrentar qualquer tipo de Defesa. Uma coisa é você entrar em áreas defendidas por necessidade da missão, outra coisa é arriscar vidas de tripulações e milhões e milhões de dólares em equipamento e treinamento sem que houvesse uma justificativa válida para isso. Por mais que uma defesa aérea possa ser defasada, assim como atacantes podem saturar alvos com mísseis, a defesa aérea pode fazer exatamente a mesma coisa, saturam o espaço aéreo com mísseis lançados sem guiagem para depois tentarem adquirir algum alvo quando o míssil já está no ar, fazendo com que o tempo de reação da aeronave alvo seja bem menor. Isso considerando que os radares de disparo possam sobrepujar a interferência eletrônica, etc.

      Bem diferente mesmo de um Super Trunfo…

  3. Excelente matéria. Geralmente não se fala muito sobre inteligência. Esse Bombardier E-11A é um avião fantástico mas não deixa de ser uma gambiarra até todos os sistemas conseguirem se comunicar.

  4. É a Guerra Moderna. Ao vivo e a cores.

    Já pensaram se o bombardeio tivesse como alvo bases do Exército Sírio?
    O estrago que teriam feito, sem perder nenhum homem e nem mesmo nenhum avião?

    Creio que somente americanos, russos, ingleses, franceses, chineses e israelenses tem essa capacidade militar demonstrada ontem.

    É assunto de cachorro grande.

    • Eu já acho que você esta sendo muito gentil, creio que somente EUA e Rússia tem capacidade para um ataque dessa magnitude sozinhos, pelo menos os dois únicos países que já fizeram isso de forma comprovada, tirando a China nenhum dos outros países citados tem um bombardeiro estratégico, mas a China nunca fez um ataque desses contra ninguém, portanto creio que ela, até que se comprove essa suposta capacidade, é uma incógnita, Israel não tem uma marinha muito grande e não tem bombardeiros estratégicos, consigo imaginar Israel usando a sua força aérea para ataques rápidos e cirúrgicos, mas não um ataque pesado desses sozinho contra um país que tenha uma defesa antiaérea decente, França e Inglaterra pela dificuldade que tiveram na Líbia, que era um país com uma defesa antiaérea bem mais pobre que a Síria e pela quantidade bem reduzidas de mísseis desse ataque de ontem, fica difícil de acreditar que eles seriam capazes de fazer um ataque desses sozinhos

  5. Os caras ainda vão fazer o pior.Temos de dar os parabéns ao governo Sírio,Um ataque monstro,caro mais de resultado chinfrim. Ser atacado por EUA,Inglaterra e França é uma honra e só fortaleceu o Assad,nada de negativo.Os caras deveriam de sair de fininho,cabeça baixa e lamentando não terem conseguido criar mais um Iraque ou Líbia. E os Russos só tiveram de monitorar a situação de longe pois se fizessem algo seria a terceira guerra começando, e sua hegemonia não foi abalada.A ONU já deveria de ter acabado há tempos não tem moral nenhuma,pois tem país quê nunca cumpriu suas resoluções.No aguardo do próximo ataque químico.

  6. Primeira vez que vejo alguém parabenizando um governo ditatorial que usou armas químicas contra seu próprio povo diversas vezes e que obviamente não entendeu os objetivos do ataque contra instalações desse mesmo governo. Quando a gente acha que já viu de tudo…

    • Realmente, se informar com noticias da tv brasileira da nisso, desinformação. Na verdade, a pior ditadura do O.M hoje é a Arábia Saudita, os ditadores estão em uma feroz briga pelo poder, irmão prende irmão, mortes no meio dos herdeiros, poderíamos chamar de golpe de estado em uma democracia, mas, como são aliados fiéis dos EUA não tem destaque na mídia. Assim como não tem destaque quando condenam adolescentes à morte, quando matam milhares de civis de fome ou com bombardeios incensáveis no Yemen, ou quando as mulheres do país são tratadas como animais. Uma coisa é certa, é melhor estar do lado daqueles que levam a democracia e o bem a todos os cantos do mundo, gastando bilhões pra salvar desconhecidos e das mãos de selvagens ditadores.

    • Cara.Você não entendeu a minha ironia perante esse fato.E quem te disse quê os objetivos da missão foram atingidos,poderiam ter mudado tudo de lugar pois até eu sabia do ataque imagina quem tá lá.Coloca lá no google e vê as maldades do governo dos EUA para com seu povo e os outros países quê eles invadiram levando seu modo de vida as outras nações.Você verá quê é uma gota no oceano Assad ter usado armas químicas, contra seu próprio povo diversas vezes

      • Não entendi mesmo. Talvez da próxima vez possa se expressar melhor. Eu não concordo com a antiga teoria (literalmente antiga, coisa da época da Primeira Guerra Mundial), de os EUA tentarem espalhar democracia por aí. A coisa simplesmente não funciona em determinadas culturas e os países muçulmanos estão aí para provar que democracia e liberdade não são conceitos aceitos universalmente. Para eles a vida funciona melhor no autoritarismo sectário mesmo. Como lima falou, existem aliados de ocasião de potências ocidentais que são simplesmente terríveis, como a Arábia Saudita, por exemplo. Mas… como já dizia o grande mestre Maquiavel, ‘O inimigo do meu inimigo é meu amigo.’ E não é a primeira vez, e nem a última vez que apoiar um mal para conter um mal maior vai acontecer na História. O maior exemplo disso é um dos mais gritantes de todos os tempos. Reino Unido e posteriormente Estados Unidos se aliando com a URSS contra a Alemanha durante a Segunda Guerra Mundial.

        Mas agora dizer que EUA são tão autoritários, ou mais, do que seus adversários do cenário internacional, e que os EUA promovem diversas maldades contra seu próprio povo e à outros povos invadidos por eles, é desconhecer completamente os EUA, seu povo, e sua História. Não que eles sejam bonzinhos, porque isso simplesmente não existe, mas contra seu próprio povo? Risível, no mínimo. E sobre suas invasões, os americanos tem uma mania esquisita de ‘ganhar corações e mentes’ para trazer o povo de onde quer que estejam atuando para seu lado. Eu não tenho de cabeça os números corretos, mas BILHÕES foram gastos tanto no Iraque quanto no Afeganistão para reconstrução de infra-estrutura, serviços públicos, educação, etc. BILHÕES. Se bobear até mais do que isso.

        Houveram casos em que forças americanas bombardearam países e os invadiram, dizimando os exércitos inimigos, seus soldados, marinheiros e aviadores, mataram centenas de milhares de civis em bombardeios ditos de precisão, e em diversas vezes em bombardeios incendiários em cidades populosas com construções primariamente de madeira, inclusive em um caso um militar americano simplesmente escreveu uma nova constituição para esse país conquistado e que está em vigor até hoje. Hoje em dia os conhecemos bem como Alemanha e Japão, duas das maiores economias do Mundo, cujo desenvolvimento é inconteste.

        Quando eu digo que os objetivos foram atingidos, é basicamente isso aí mesmo. Os objetivos, ou seja, acertar aqueles três alvos e mandá-los para as cucuias, foi cumprido. É exatamente isso que o Trump quis dizer mesmo naquele tweet que agora está dando o que falar, provavelmente por um bando de jornalistas que não tem nada melhor para publicarem e tentam arranjar controvérsia por qualquer besteira. E falo isso de jornalistas americanos mesmo, até porque os daqui geralmente só repetem o coro. Os próprios líderes militares americanos dizem que só vão saber o impacto dos ataques com o passar do tempo, mas que os alvos foram destruídos e estavam confiantes que a inteligência sobre aqueles alvos estava correta e que mesmo que muita coisa pudesse ser retirada de alguns daqueles alvos, muito equipamento não poderia ser removido, ou não poderia ser removido rapidamente, e que portanto alguma destruição ocorreu. Isso são palavras deles, não minhas.

        Agora sobre a ONU perder a moral, o importante é entender que o sistema internacional é anárquico. Sempre foi, e sempre será. Não existe um órgão internacional maior do que a soberania e auto-determinação estatal. Isso significa que o que é acordado na ONU ou em qualquer outro organismo internacional, como a OEA por exemplo, é totalmente voluntário. Serve para dar um pouco mais de previsibilidade no sistema internacional, bem como resolução de conflitos/controvérsias, dar um pouco de respaldo legal (desde que acordado entre praticamente todos) e outras picuinhas entre os países que possam ocorrer. É como uma grande terapia de grupo, aonde os pacientes são representantes dos países. Você xinga, esbraveja, enche o saco, e todos os presentes se sensibilizam ou não, mas todo mundo dá um pitaco sobre como resolver o problema. E nem sempre funciona, simplesmente porque NADA está acima da soberania de um Estado. Então, não é como se houvesse uma polícia por aí. E ninguém quer essa polícia internacional fungando no cangote de ninguém também.

        Mas depois da Segunda Guerra Mundial, a velocidade cada vez maior nas comunicações, o Mundo passou à ficar bem pequeno, integrado, economias interligadas. Com o espantoso aumento populacional você encontra mais demandas, mais necessidades de recursos, produção… enfim, os consumidores, sejam de onde forem, são os caras mais chatos do universo e sei bem disso porque sou um deles. Então os problemas que eram pequenos e se localizavam em um lugarzinho, uma pequena área geográfica qualquer, agora afetam MUITA gente ao redor do globo. Seja uma picuinha qualquer sobre exploração de algum recurso mineral junto de uma fronteira, que cause problemas pontuais, podem acabar interferindo com toda uma cadeia produtiva econômica que pode acabar afetando todos nós e mais muitos outros.

        A ONU e seus diversos comitês, é um veículo para se solucionar esse problema. Existem diversos outros veículos específicos para qualquer tipo de problema, mas a ONU é o maior e mais especificamente talhado para se evitar uma Terceira Guerra Mundial. Só que sim, o modelo dela reflete um Mundo pós 1945, o que simplesmente não reflete mais a realidade, pelo menos desde 1991, sendo que ainda prefiro dizer que desde 1989. Fala-se em reformas toda hora, mas nada de construtivo realmente acontece por causa daquelas cinco cadeiras de ouro lá do conselho de segurança e nenhum de seus ocupantes parece estar querendo rachar esse poder. Poder esse que é inteiramente supérfluo no esquema geral das coisas, porque se você quiser jogar pedra no vizinho, nada vai fazer com que você não jogue. E provavelmente você vai se safar com isso, se você puder bancar esses cinco caras, ou alguns deles, te enchendo o saco, e eventualmente te enchendo de bombas se você pelo menos não fingir arrependimento.

        Os dias atuais estão muito mais próximos de uma versão global de um Concerto de Vienna (1814-1815) do que o Mundo pós 1945. Aquele modelo também manteve a paz “global” durante 100 anos. Quanto tempo será que o modelo ONU consegue fazer o mesmo? Se eu tivesse que apostar, diria que por volta de 100 anos também.

        O problema das armas químicas é universal. É algo que praticamente todo mundo condena, embora todo mundo também saiba que as grandes potências as tem. Nunca é demais ter uma carta na manga em caso de necessidade, claro. Mas pelo menos esses países já se demonstraram ser responsáveis o suficiente para não utilizá-las. E olha que antes das convenções de Genebra (1925, se não me engano) eram apenas mais um tipo de artefato no arsenal de cada país. Quem tiver tido a oportunidade de ler os trabalhos de Giulio Douhet, o general italiano que primeiro escreveu sobre Guerra Aérea, pode ficar chocado com o ‘mix’ de bombas que ele acreditava que surtiriam maior efeito quando jogados sobre algum alvo qualquer. Coisa de ‘tantas de alto teor explosivo, tantas incendiárias e tantas de gás venenoso para matar as equipes de incêndio que estiverem tentando apagar as chamas.’ Praticamente uma ‘totale krieg’ do ar.

        O problema maior de a Síria estar usando esse tipo de artefato, é justamente a bagunça que está ocorrendo na Síria hoje em dia e desde que a Guerra Civil começou. No meio daquela confusão toda, e as declarações iniciais do Assad sobre esse último episódio da Guerra, mostram que pode existir alguma dúvida sobre o controle desse tipo de armamento. Os inúmeros grupos rebeldes, de diversas orientações políticas e religiosas diferentes, podem fazer com que esse tipo de arma caia em mãos de grupos nada agradáveis, e não custaria muito para vermos esse tipo de arma acabar sendo usada para atentados terroristas, como o que aconteceu no metrô de Tokio em 1995. Naquele caso foram terroristas domésticos, mas imagine isso em uma escala maior, num metrô de Londres ou Nova Iorque. É algo que não se pode tolerar nem de brincadeira. E um cara que joga gás mortífero no próprio povo, o que será que ele não faria no povo dos outros, certo?

        Foi mal pela resposta enorme.

      • Eu particularmente adoro o modo de vida americano , e vc também deveria, pois e gracas a ele que vc esta escrevendo essas bobagens , se fosse na china, ou na terra do tiu Putin vc ja tinha misteriosamente sumido !!!!!! rsrsrs

        • O governo dos EUA assim como outros governos, de cunho capitalista já sumiram com muita gente também.Eles sabem tudo da vida dos próprios americanos,muito mais do quê o povo queria quê soubessem.

          • Poxa, e eu tinha respondido com seriedade hehehehehe.

            Renato, sim, diversos governos liberais extrapolaram o limite diversas vezes. E olha só o fuzuê que dá quando isso acontece. Não existe sistema de governo ou econômico perfeito, mas o capitalismo liberal é o mais próximo disso que se consegue chegar, ou você sabe de alguma opção melhor?

      • Respondi à você Renato, mas o comentário ficou gigante e deve estar aguardando moderação. Ao senhor Antônio também, hehehehe

        • Eu vi o comentário meu caro.Gosto do modo de vida do capitalismo e não gosto de comunista,Bolivarianos e outras raças parecidas.Só quê temos de dar a mão a palmatória e reconhecer quê a situação da Síria, ficou insustentável para os EUA. Graças a uma falta de habilidade, em um determinado momento.E sobrou habilidade dos Russos.Ter humildade de reconhecer um melhor momento do adversário e deixar a soberba de lado,é uma qualidade.Principalmente em se tratando de governos.

    • Senhor Leandro.
      O senhor conhece a Síria ? Vendeu ou comprou alguma coisa de algum país do oriente médio ?
      O senhor deve mesmo acreditar nas armas químicas do Iraque. Quem é suficiente estúpido quando está ganhando uma guerra, cometer a babaquice de atacar seu próprio povo com armas químicas quando isso é o Álibi que todos inimigos mais poderosos querem ?

      • Senhor Antônio,

        Não conheço a Síria. Nunca vendi nada para país do Oriente Médio, e sinceramente posso ter comprado algumas coisas de países de lá, mas não me recordo de cabeça. Trabalhei em parceria com uma empresa do Oriente Médio e tive contato direto com pessoas da região que por ventura vinham ao Brasil à trabalho. Mas… o que isso tem a ver com… qualquer coisa tratada aqui?

        Sim, na época da invasão do Iraque, acreditava nas armas químicas iraquianas. Inclusive, não sei se lembra na época, foi especulado que boa parte do arsenal iraquiano havia sido evacuado para um de seus vizinhos. A Síria. Me parece fazer bastante sentido isso, mas de qualquer forma é apenas especulação. A pouca quantidade de morteiros com agentes químicos encontrados no Iraque estava em péssimas condições e não estavam mesmo em condições de serem utilizados.

        Agora… quem é suficientemente estúpido para executarem movimentos agressivos e provocarem reações fortes de inimigos mais poderosos que os levaram à grandes perdas? Hmmmmm…. nossa… vai ser difícil encontrar algum exemplo disso ao longo da História… Ou não.

        Posso dar três exemplos para você. Um que eventualmente obteve sucesso, mas teve seus planos atrasados em dois anos, quando poderia simplesmente esperar só mais um pouquinho e ter menos trabalho, outro exemplo de um país que não apenas não conseguiu fazer o que queria, mas está passando por N dificuldades até os dias de hoje devido à esse pequeno erro de cálculo, e finalmente o terceiro, um país que estava ganhando uma Guerra, mas cujo líder supremo tinha olhos bem grandes e fez a maior burrada que alguém na situação dele poderia ter feito, e que acabou por ser aniquilado sem a menor chance e causou alguns milhões de mortos nesse processo.

        Começando do menos importante para o mais importante, no final da década de 1970, os governos trabalhistas ingleses estavam cortando em muito o orçamento de Defesa da Grã Bretanha à níveis alarmantes, que principalmente afetaram capacidades de projeção de força da Marinha Inglesa. Numa certa república das bananas na longínqua América do Sul, militares de uma certa ditadura que tinham uma birra com a Inglaterra acerca de umas ilhas um pouco afastadas de suas costas observavam esse desenrolar com bastante interesse. Enquanto que os ingleses sofriam cortes sérios na Marinha, Los Hermanos se armavam, e bastante. Sofrendo pesadas pressões internas devido, provavelmente ao fato de terem matado dezenas, talvez centenas de milhares, de seus próprios cidadãos, eles resolveram que seria uma boa hora de arranjar um inimigo externo e unir o povo sob um objetivo comum e invadiram as Falklands. Invadiram, ignorando princípios internacionais que diziam concordar como autodeterminação dos povos, e imaginando que a Inglaterra, com sua Marinha dilapidada, não teria condições de reagir à agressão, fazendo com que tivessem maior poder de barganha sobre as negociações acerca da posse do arquipélago. Quando os Argentinos invadiram, os cortes da Marinha Real ainda estavam em andamento, mas julgaram que a aposentadoria do HMS Ark Royal já deveria ser suficiente, afinal de contas ele poderia operar com Phantoms e Buccaneers, mas que esses Harriers não seriam páreo para os Mirages/Daggers, etc. Eles ainda estavam recebendo os Exocets para seus Super Étendard, e haviam recebido apenas CINCO mísseis antes de invadirem e causar uma interrupção no fornecimento dos mesmos. Isso provavelmente não teria feito com que ganhassem a Guerra, mas se tivessem esperado mais um ano e treinado mais especificamente para ataque naval (junto com a FAA), poderiam ter dado muito mais trabalho aos ingleses e talvez ter lhes imposto uma derrota épica que aí sim talvez tivessem um pouco mais poder de barganha, mas ulteriormente teria sido uma aposta furada de qualquer forma. Tem coisa mais estúpida que isso? Tem, tem sim.

        O segundo exemplo se trata da Ofensiva da Páscoa. Já ouviu falar nela? Talvez não. Pouca gente conhece essa ofensiva. Mas no final de Março de 1972, o Exército Popular do Vietnã invadiu a República do Vietnã, coloquialmente falando, o Vietnã do Norte invadiu o Vietnã do Sul. De 1964, após o Incidente do Golfo de Tonkim, os EUA bombardeavam de maneira regular o Vietnã do Norte, primeiro com a operação Pierce Arrow, depois com as duas operações Flamming Darts, até que finalmente, em 1965, teve a operação Rolling Thunder. Essa operação era um desastre de proporções épicas. Seria hilária se não fosse tão trágica. É estudada até hoje como o que NÃO se deve fazer com Poder Aéreo, de tão atrapalhada que foi, mas bombardeava alvos no Vietnã do Norte, para se tentar impedir o fluxo de suprimentos para as forças assimétricas no Vietnã do Sul. Com as perdas crescentes e resultados pra lá de duvidosos, o Presidente americano da época, Lyndon B. Johnson, deu fim à Rolling Blunder (como era conhecida pelos pilotos) em 1968 e proibiu bombardeios ao Vietnã do Norte, como uma forma de tentar trazer Hanói à mesa de negociações.

        Nesse interim, Richard Nixon foi eleito Presidente e uma de suas promessas de campanha foi a vietnamização do conflito, ou seja, os soldados americanos voltariam para casa gradualmente enquanto que o treinamento do Exército da República do Vietnã seria intensificado e eles assumiriam o grosso das operações, e isso realmente foi feito. No início de 1972 haviam poucas unidades de combate americanas atuando no Vietnã.

        O Vietnã do Norte resolveu que essa era a hora. Durante os anos de 1968 à 1972 em que não foram bombardeados, acumularam vastíssimas quantidades de material bélico, inclusive material moderno, recrutou e treinou uma boa quantidade de soldados, preparou seus planos de invasão e calculou que, uma vez retiradas as tropas americanas, Nixon jamais teria qualquer tipo de apoio político e social para simplesmente trazer uma quantidade de tropas de volta para o teatro de operações, ou que, caso realmente resolvesse fazer isso, levaria tanto tempo para transportar qualquer quantidade significativa de homens e equipamento de volta para o país, que seria inútil de qualquer maneira. Assim, o Vietnã do Norte fez algo inédito até aquele momento na Guerra do Vietnã. Fizeram uma invasão convencional, ou seja, divisões de infantaria, artilharia de campanha, blindados, carros de combate, etc.

        Nixon ficou fulo da vida, porque até então os Vietnamitas estavam negociando em Paris, mas era óbvio que estavam ganhando tempo. Acostumados com a indecisão de Lyndon Johnson e as teorias mirabolantes e microgerenciamento de McNamara, eles calcularam mal a reação de Nixon. Em uma coisa eles acertaram. Nixon jamais conseguiria sobreviver muito tempo na Casa Branca se ele trouxesse as tropas de volta ao combate, mas em relação à poder aéreo ele tinha carta branca. Em menos de uma semana a quantidade de aviões de combate no teatro de operações mais do que duplicou. Foram colocados seis porta-aviões de prontidão na costa. Houve uma revoada de B-52’s para Andersen AFB (Guam) e U-Tapao RTAFB (Tailândia) e teve início a operação Freedom Train, com o objetivo de bombardear as forças norte-vietnamitas e interditar o envio de suprimentos para as forças em combate no Sul.

        Dessa vez havia uma quantidade bastante apreciável de alvos, já que os Norte-Vietnamitas precisavam providenciar uma logística complexa para abastecimento de grandes forças convencionais engajadas em combate, ao invés de pequenos grupos guerrilheiros que escolhiam quando e onde atacar e com número variado de integrantes. A invasão simplesmente parou. Ainda insatisfeito com isso, Nixon autorizou a operação Linebacker que minou os portos Norte-Vietnamitas e simplesmente bombardeou todos os alvos que seus líderes militares julgavam que tivessem valor, ações que jamais foram permitidas por Lyndon Johnson e McNamara. Os norte-vietnamitas voltaram à mesa de negociações em outubro, mas mais uma vez estavam ganhando tempo, e Nixon malandramente esperou até o recesso do Congresso e simplesmente enviou os B-52 para bombardearem Hanói e Haiphong. No final das contas, os Norte-Vietnamitas mal tinham mais SAM’s para lançarem contra os americanos, e tiveram perdas de material altíssimas, atrasando seus planos de unificação em dois anos. E foram dois anos repondo material, treinando mais soldados, etc. Tudo porque julgaram que todo Presidente americano era igual e que já haviam vencido a Guerra (o que de fato já havia acontecido, mesmo que depois da Linebacker II eles ainda não soubessem disso).

        O último exemplo é o mais famoso de todos. O cabinho da morávia, o tal de Hitler, estava ganhando a guerra em 1941, apesar de não ter conseguido destruir a RAF. Em todos os teatros de operações seus inimigos estavam recuando e seus exércitos avançando. Seu único teatro de operações atualmente era o Mediterrâneo (Norte da África) e o Atlântico, com a campanha de submarinos, que na época estava indo muito bem até. Estava em uma situação tranquila, recebendo toda espécie de recursos minerais dos territórios que havia conquistado, de parte de seus parceiros econômicos fora de Europa, e de seus amiguinhos, os Soviéticos, com quem racharam a Polônia ao meio. Stalin considerava Hitler um cara legal, muy amigo. As trocas comerciais entre os dois países eram boas para ambos. Mas o bigodinho de Hitler deve ter coçado um pouco mais forte quando ele olhava para o leste, e invadiu Stalin. Certamente era inveja do bigodão vultuoso do líder soviético.

        Então em Junho de 1941, Hitler invadiu a Rússia, criando uma nova e incrivelmente ENORME frente de Batalha que lhe sugaria homens e material de forma implacável, e imediatamente fez com que dois países que se odiavam mutuamente se unissem para combatê-lo e coordenarem suas ações. Não satisfeito em cutucar o urso soviético com vara bem curta, apenas quatro dias após o ataque à Pearl Harbor, Hitler declarou Guerra aos Estados Unidos. Poder ser mais estúpido que ele?

        Os casos de estupidez desnecessária na História são muitos, mas esses são casos gritantes de líderes que estavam em situações confortáveis ou que poderiam obter mais vantagens se tivessem um pouco de paciência e acabaram com seus planos ora arruinados ora que tenham sofrido bastante perda humana, material ou política.

        No caso de Assad, a visão que ele devia estar tendo de sua situação parecia bem confortável mesmo. A Guerra Civil praticamente vencida, os americanos se limitando cada vez mais em suas operações devido ao fato de que o Daesh também estar nas últimas, os Russos dando apoio praticamente irrestrito, vociferando palavras de apoio cada vez mais contumazes, Trump tweetando que quer sair totalmente da Síria em até seis meses para finalmente se ver livre desse legado do Obama, então eu acredito que ele achou que se safaria dessa. Assim ele evitaria maiores perdas entre as tropas dele, já desgastadas depois de tantos anos de Guerra e suprimiria qualquer tipo de concessão que talvez tivesse que fazer nas negociações em curso para simplesmente ser visto novamente como o homem forte da Síria. Com a Rússia dando apoio, e Trump anunciando saída, ele simplesmente pode ter pensado que, se houvesse repercussão, que seria mais uma declaração conjunta de vários países condenando suas ações, e sinceramente na minha humilde opinião, todo o cuidado em se evitar baixas nos alvos, foi pouco. Saiu barato mesmo. Ele deveria ficar quietinho e feliz. Os Russos também.

        E para deixar claro uma coisa. Como ocidental, eu torço sempre para as democracias liberais. Não tenho nada em comum com os regimes autoritários nem muito menos com os muçulmanos radicais, que certamente me queimariam vivo ou me apedrejariam por eu ser ateu ou não partilhar de seus costumes. Os EUA não deveriam estar na Síria, e espero que saiam de lá o mais rápido possível. Essa idéia louca do Obama, de apoiar a tal ‘Primavera Árabe’ o que acabou causando uma fragmentação e derrubada de diversos ditadores cruéis, tornou o sistema internacional ainda mais imprevisível. Gosto da idéia do Assad manter o poder, apesar de sentir pena de seu povo. Mas Assad é um cara previsível, e é melhor ele do que algum outro cara mais radical e mais inteligente ou diversos grupos radicais hostis em uma eterna luta pelo poder, como o que anda acontecendo na Líbia, por exemplo. Não que a Rússia permita isso, claro, afinal de contas um cara desses pode tentar tirar Tartus deles, e lá se vai a idéia de basear parte da esquadra Russa ali e os bilhões de investimento na base e na manutenção de um regime amigo.

        Então por favor não desconte a estupidez humana, principalmente quando da visão do perpetrador de qualquer ação, ele pode parecer em posição confortável e estar julgando o ambiente em que está imerso de maneira bem errada.

        • Cada país tem sua ‘democracia’ ou que acham melhor para representá-los. Pode ser liberal, comunista, religioso e etc. Não cabe a um país determinar o que é melhor para o outro. Por exemplo: No Irá temos religiosos, nos EUA temos um partido que representa os ricos contra um que representa os muito ricos, na China temos um Presidente que representa milhares de comitês regionais. Eles querem assim e ponto final. O problema é deles. Agora, essa celeuma toda se dá pela evidente queda do domínio americano no mundo. É um processo histórico e irreversível. Vamos apenas assistir bebendo uma boa e velha Coca-Cola.

  7. Acredito em duas situações.
    1) Utilizaram esses mísseis para não arriscar homens e meios por objetivos que cumprem mais a finalidade dos EUA não perderem a moral pelo q falaram.
    2) Os meios russos e iranianos deveriam estar ávidos por plotar qq coisa q os stealth poderiam deixar a descoberto, enriquecendo seus Arquivos SIGINT.
    Os EUA não dariam esses moles.

  8. Trump disse que a missão foi cumprida.
    Comentário meu: agora o Mundo não está mais sob a ameaça de armas biológicas, químicas e nucleares. Só falta acharem as armas químicas e biológicas do Iraque, que o pessoal ainda estão procurando. Quem sabe algum dia achem.

  9. Marcos10, o comentário é somente seu mesmo, pois ninguém disse que depois do bombardeiro de ontem acabou as armas químicas e, nucleares e biológicas no mundo, e ninguém mais vai dizer uma estultice dessa, o que aconteceu é tão-somente mais uma jogada no tabuleiro do xadrez geopolítico, os EUA cumpriram o que prometeram, os russos sairam à francesa para não serem bombardeados, a aliança ocidental funcionou a contento, a guerra de mídia e fake news avança a toda, e continuamos(nós) na mesma, o Brasil ainda combatendo a corrupção, sempre se lamentando e jogando a culpa nos outros, enquanto os cachorros grandes mostram os dentes e o que são capazes de fazer, e vamos dormir tranquilos em berço esplêndido, já que pulamos fora de mandar tropas para a África, coisa pífia que nem isso temos competência pra fazer, deixemos os EUA resolverem o problema da África também, já que amarelamos como sempre…

  10. parecemJogos de guerra acho perigoso essa guerra laborial,eu praticamente vejo potências entrando nesta guerra geopoliticamente confusa.Como dizia o capitão nascimento vai dar merda.Algum dia destes os caças americanos vão encontrar cara a cara com aviões russos.

  11. Aproveitando para bater no bêbado (Síria) Israel também aproveitou o embalo e jogou umas Bombinhas na Síria!
    Mas!!! Nada f-35 sobre a Síria!
    Foram de F-15 e F-16!

    • Porque usariam um avião que não está plenamente operacional?
      O mais lógico é fazer uso de aeronaves que já foram mais do que provadas em combate.
      Se os F-15 e F-16 entram e saem da Síria a hora que querem, com um número de baixas mínimas, citando apenas o abate do F-16, depois de mais de 30 anos sem perdas em combate, então para que usar uma aeronave stealth que não está plenamente operacional?
      Outro dia os detratores de Israel questionavam: “os sionistas não entram mais na Síria depois do abate do F-16”, hoje são os mesmos que vem aqui admitir que Israel atacou novamente….
      Enquanto os antissemitas rasgam calcinhas, Israel continua firme e forte.

  12. Cara este absurdo de reabastecedores para uma missão tão pequena, nos mostra que não tem como ter uma guerra convencional em grande escala.

  13. Na boa…..
    O ataque foi uma palhaçada, avisado com antecedência. A “resposta” russa outra palhaçada… O número de misseis abatidos, os que eventualmente falharam e os que acertaram os alvos jamais saberemos, esta questão está nas mãos dos “experts” em confundir e contra informar…

    O que me dá náuseas é ver tanta discussão na ONU, tanto esforço midiático mundo afora e o povo sírio morrendo só porque as potências resolveram testar armas e brincar de quem é o mais forte…..

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