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O Dia da Caça de 1974

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Gloster Meteor, AT-33A, AT-26 e F-103E no Dia da Aviação de Caça da FAB, em 1974

Por Roberto Santana

Prezados.
Transcrevo aqui um trecho da matéria “O Dia da Caça” publicado em outubro de 1974, na revista AERO. A matéria não está assinada, porém, muito provavelmente seja de autoria do diretor e redator chefe da revista, o sr. Ribeiro de Mendonça.

Viso somente compartilhar com outros entusiastas da aviação esse interessante relato sobre o Dia da Caça comemorado naquela data. Difundir e preservar a memória de nossa aviação, assim como, render uma homenagem a essa saudosa revista e seu dedicado editor com sua equipe de profissionais e colaboradores.

“Este ano, o Dia da Caça foi marcado principalmente pela demonstração de tiro real, o que já não ocorria há alguns anos.

Como de costume, nossa equipe compareceu a Santa Cruz no dia 21, véspera da festa, a fim de presenciar a chegada dos aviões visitantes (oito Xavante do 1/4 , nove Mirage da 1 ALADA e oito AT-33A do 1/14) e fotografar tudo com calma.

Voltamos, é claro, no dia 22, que amanheceu bonito. A solenidade propriamente dita começou com a chegada do Sr. Ministro da Aeronáutica, que veio em um HS 125, o VU 932129. Seguiu-se o desfile da tropa e logo após embarcamos no ônibus que nos levou até o “stand” de tiro localizado próximo a uma das cabeceiras de Santa Cruz.

De lá assistimos à decolagem dos vinte e dois Xavante, oito AT-33A, nove Mirage, um Regente ELO L-42 e também o Gloster Meteor. À exceção do L-42 (que fez uma passagem simulando a marcação de um alvo), do Mirage biplace (que realizou somente manobras em alta velocidade) e do Meteor, todos os outros aviões participaram da exibição de tiro.

Inicialmente, os Xavante fizeram bombardeio picado, cada um lançando oito bombas de 250Ib (113kg) sobre uma colina localizada a uma distância razoável. Feito isso, passou-se para os alvos mais próximos, uma Kombi avariada e o charuto da fuselagem de um Beechcraft bimotor. Os Xavante atacaram a Kombi, cada um com duas bombas de napalm de 400Ib (181kg); os AT-33A lançaram foguetes contra o Beech, que a seguir foi alvejado pelos Xavante com suas metralhadoras .50, o mesmo fazendo os AT-33A. Por fim os Mirage atacaram o Beech com seus canhões de 30mm, sendo de se notar o efeito destruidor dos obuses dessa arma.

Seguiu-se a passagem de uma formação, liderada pelo Gloster Meteor (que se despedia), tendo na ala direita um AT-33A , na esquerda um Xavante e o ferrolho um Mirage; mas isso é assunto de um outro trabalho, nesse número de “AERO”.

Houve então uma passagem em formação dos aviões que participaram do tiro. Logo após veio o pouso, que assistimos de uma posição privilegiada.

Obviamente, a comemoração foi um sucesso, tendo sido, inclusive, a primeira demostração pública de tiro real de nossos Mirage. A lamentar apenas o fato dos Grumman P-16 Tracker do 1 Grupo de Aviação Embarcada não terem voado.

Além dos tipos já mencionados, o público pode ver também Cessna T-37, C-130 Hercules, Bell UH-1H, Neiva Regente U-42, Viscount VC-90, HX 748, C-91, Douglas C-47, etc. (inclusive dois helicópteros Fairchild-Hiller FH 1100, um da Marinha e outro da Polícia). Os aviões-monumento existentes na Base (um Republic P-47 e um Gloster Meteor F-8) e o imenso hangar que outrora abrigou os dirigíveis alemães despertaram grande interesse do público.

No transcorrer da solenidade, pousou um Bandeirante da Transbrasil, o PT-TBE, resplandecente em sua pintura predominante amarela.

Em suma, o dia 22 de abril apresentou uma festividade à altura do fato que comemora, e aproximou ainda mais o povo de sua Força Aérea.”

FONTE: Revista AERO Vol.1 No.4

46 COMMENTS

  1. E na seção “cartas do leitor” americanófilos discutiam com os “Miragetes”, enquanto os russófilos pediam a aquisição do MIG 21.

  2. Aquele papo que depois dos Meteor terem sido retirados de serviço, foram encontradas duas unidades inteiramente novas ainda na caixa é verdade? Se não me engano até um deles chegou a ser montado.

  3. “De lá assistimos à decolagem dos vinte e dois Xavante, oito AT-33A, nove Mirage, um Regente ELO L-42 e também o Gloster Meteor.”…..
    Alguém mais ficou se imaginando no local?….Que sonho seria ver uma cena dessas…
    Parabéns ao post!!!

  4. Carlos Crispim 7 de Abril de 2018 at 18:43
    Nossa, o Mirage é lindo até em foto velha e preto e branco!!!
    _________________________________________
    Concordo contigo e gênero número e grau!

  5. Notável, porém, sempre esquecido, é o planejamento e o trabalho feito para o evento.
    Decolar quarenta aeronaves, muitas delas, com sérias restrições de consumo de combustível, mantê-las em espera, considerando o tempo entre a decolagem do primeiro Xavante e a última aeronave, coordenação, o ‘rendezvous’ e retorno ao pouso; sem dúvida, para quem presenciou essa festa da aviação de caça, inesquecível!

    • Isso aconteceu muitas vezes, inclusive nos desfiles do 7 de setembro. Em 1993 fizemos um vôo de 42 T-27, a fim de comemorar os 10 anos do T-27 na FAB. Não é tão complexo assim. Há que ter um Líder de Esquadrão competente experiente.

  6. Tempo joia. Agora sem os helicopters russos e os futuros gripem, e alguns embraer do Sivan… Poderiamos dizer que hoje so temos sucatao.

  7. Eu gostava muito deste equilibrio de modelos que a Fab possuia nesta decada de final de 70/80, lógico existiam modelos melhores contemporaneos, mas era uma combinação bem eficiente Mirage, F-5 e um lastro de xavantes que permitiam uma alta operacionalidade e pau pra toda obra.

  8. A gente tinha poderio para enfrentar a força aérea argentina naquela época?
    Com a resposta o pessoal que foi da fab naquela época.
    Pergunto isso por causa do balanço de forças que saia nos almanaques da abril naquela época.Eram poucas as informações de que dispúnhamos.
    Obrigado pela atenção!

  9. Mestre CWB,
    .
    Depende do cenário e contexto onde hora uma ou outra poderia prevalecer. Eles possuíam um número maior de aeronaves supersônicas e boa qtde de A4. Já o Brasil, um número total de combate maior. Dependendo do TO e estratégia, eles levavam vantagem. Por outro lado, nossa força parecia estar mais preparada a sustentar um atrito maior, possuir e manter atrito é muito importante pois os caças hora ou outra deixar de estar operacionais por problemas mecânicos ou danos de combate
    .
    Varios anos atrás, postei sobre isto no qual defendi que o inventário da Fábrica por conta do grande lastro do Xavante, estaria mais adequado para aquela guerra das Malvinas que o próprio A4. Uma curiosidade na qual nem sempre o equipamento mais robusto na ficha técnica pode ser necessariamente o melhor em determinados TO.
    .
    Versatilidade em termos e textos militares, quer dizer “equipamento tolerante a burradas e correções de rumos”….

    • 1974.
      A Argentina ainda não possuía os Dagger.
      Portanto, +/- uma dúzia de Mirage III.
      70 A-4P (número original dos anos sessenta,sem contar as perdas e disponibilidade).
      Talvez 10 Canberra.
      O F-86 já tinha saído de operação.
      A Marinha tinha um bem menor número de A-4Q, S-2A (ainda não tinha o S-2E e nem o Netuno).
      Somente para citar as aeronaves e números de mais expressão.
      Acredito que o Brasil era melhor que a Argentina nesse período.

  10. Obrigado Carvalho,estos longe de ser mestre nesse espaço da trilogia.
    Lendo seu comentário,me veio na memória um artigo que li acho que nos fóruns da abra-pc ,que quando o at -26 foi adquirido,um dos oficiais disse que essa aeronave seria um fuzil na mão de cada piloto.Nesse hipotético conflito o xavante seria a massa crítica da força,principalmente no apoio às forças terrestres.O tiger faria a proteção ar -ar e eventualmente ataque.
    Está correto o meu raciocínio?

  11. cwb 8 de Abril de 2018 at 22:23

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    De certa forma sim.
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    O Xavante era barato de operar e tinha otima disponibilidade.
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    Na Africa do Sul na guerra contra Angola, desempenhou muito bem seu papel. Por sua rusticidade e resistencia. Operava de pistas improvisadas avançadas onde caças de maior desempenho sofriam com a ingestão de poeira. isto lhe facultou oferecer respostas rapidas de aões e contra ataques. Derrubou varios Mi-24 e 17 estrangulando as linhas Cubanas e Angolanas. Maioria das missões a altitude não superior a 15 metros….lambendo as arvores para escapar as baterias e fogo inimigo bem como os Mig´s que voavam alto…

  12. tinhamos mais de centena e meia deles construidos e ao menos 126 operacionais….fabricar nos dava uma senhora vantagem de manutenção operacional….já os Argentinos com seus dagger e A-4, tinha serios problemas de manutenção da operacionalidade….eram aeronaves bem superiores mas, no pó e no fogo, o que conta mesmo é estar de pé e continuar atirando….

  13. Prezado Carvalho:
    Em uma hipotética ação do xavante contra a frota inglesa ele teria alguma chance em ataque naval?
    Seria ataque de saturação logrando um acerto,e neste contexto contra uma defesa antiaérea padrão otan daria certo?
    Obrigado pela atenção.

  14. Chances sempre existem e a verdade é que as defesas britanicas revelaram-se falhas.
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    ja fiz este tipo de comentario no passado, o colega Nunão tambem debateu um pouco.
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    Veja que num exercicio de realidade alternativa, voe tem efeitos similares aquele filme “Efeito borboleta”, uma minima alteração, desencadeia uma sequencia de eventos e fatores as vezes bem diferentes.
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    Então, voltando ao cerne…como um treinador como o Xavante poderia representar um valor militar superior a um caça tão consagrado e especializado como um A-4?
    .
    Algumas facilidades de analise são facilitadas por conseguirmos debater o jogo após o jogo terminado….algumas dificuldades surgem, pois são conjecturas e absoluta falta de controle sobre um universo alternativo que poderia se descortinar e desta forma, varias ações imprevisiveis em decorrencia dela.
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    De um lado, é fato que a defesa quer seja aeronaval ou de superficie britanica foi insuficiente.
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    DO HARRIER:
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    Não haviam harriers na qtde necessaria, era subsonico e assim lento para atender as chamadas para os locais urgentes, quando presente era um senhor avião, mas o problema era este, estar presente. Os ataques vazaram pelas Caps consecutivamente e era dificil ainda ter de participar no ataque e bombardeio das ilhas apoiando suas tropas. Não era um CDF ( Caça de Defesa de Frota ) na qual suas maiores caracteristicas é o alcance e velocidade, essencial para manter um anel de segurança enorme e a grande distancia dos navios capitais.
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    DAS DEFESAS EMBARCADAS NOS NAVIOS
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    Grande parte dos ataques argentinos a navios, ocorreram numa faixa diversa do que pode-se chamar de guerra oceanica. Foi em grande parte um guerra litoranea e seus sensores não estava adequados para este cenario. A Ilha, as montanhas e encostas ao fundo interferiam no track dos misseis anti-aereos dos navios. Os aviões argentinos vindos do continente, usavam o relevo das ilhas para se esconder e somente eram percebidos quando desciam das encostas em rasantes. O tempo de resposta das estações de combate dos navios tinham muito pouco tempo para equacionar as defesas neste cenario.
    .
    Ocorreram ataques de caracteristicas oceanicas como por exemplo a propria task principal e o anel de piquete radar que navios britanicos fizeram se interpondo entre as ilhas e o continente ( de frente ao continente e de costas as ilhas). Neste cenario, os sistemas funcionaram melhor, parte das perdas deveu-se ao exocet, mas tambem foram atingidos por taticas de bombardeio por voos rasantes.
    .
    Então, a verdade é que bombardeio por voo rasantes inseriram diversas bombas ( explodidas ou não).
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    DO XAVANTE
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    Um avião simples e bem limitado se comparado ao A-4 apesar disto, tem qualidades interessantes.
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    Leve, decolava em 500 metros e com uma boa carga, conseguia decolar em 800 metros. velocidade de 800 km/hora, operava de pistas onde até F-5 sofria. Motor muito rustico e pouco exigente. Caso o inventario da FAB estivesse trocado com o dos argentinos, uma disposição igual de modelos e qtde de meios, seria ele a operar lá nas Ilhas ao contrario dos Pucarás. Logico que tal como foi a campanha, 12 deles seriam da mesma forma destruidos por grupos infiltrados de operações especiais britanicas e mais alguns por bombardeio dos Vulcans. Vamos respeitar isto.
    .

  15. Sequencia
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    DO XAVANTE
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    Porem, a existencia do Xavante em si para qualquer estrategista permitira inquietar-lhe a todo momento sobre seu potencial. Pucará era um avião COIN, lento….mas o xavante era um caça treinador a reação. Uma vez instalado nas ilhas, poderia replicar com exatidão todos os perfis de ataque realizados pelos A-4 e Dagger nesta missão. É importante lembrar que a defesa continental fornecida pelos A-4, Dagger ou Mirage era muitissimo depreciada pela distancia e peso que tinham de carregar de combustivel. Não obstante a isto, o tempo de voo sobre as ilhas ou busca de alvos de oportunidade quer seja no mar ou em terra era limitadissiomo, não raro inferior a 5 minutos. Ou seja, era chegar, e rapidamente ter de encontrar o alvo e picar a mula. Quem tinha Pos combustão praticamente não podia acionar pois o alcance se esgotaria e o avião acabaria caindo no mar por falta de combustivel.
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    Já o xavante de lá, poderia manter ao contrario um anel de alcance de uns 350 km. A propria task britanica teria de mudar seus planos e manter-se afastada até efetivamente destruir estes xavantes das ilhas. Desta forma, o proprio piquete radar de suas fragatas não seria implementado até isto pois elas ficariam sujeitas a ataques conjuntos pelos xavantes pelas costas vindos das ilhas, dos F-5 e Mirages pelo continente. isto se mais uma vez o pensamento não fosse ainda por isto mesmo forçado a repensar a propria pista da ilha, ja que Xavantes em boa quantidade lá estariam, porque não prover sua defesa com alguns F-5? Alertas e designação com os S2 Tracker? uma coisa leva a outra….e erros como não preparar a pista para caças de alto desempenho seriam corrigidos mesmo a despeito do erro tatico inicial.
    .
    havendo então material de muito maior valor nas ilhas, sua estrutura por redundancia tambem seria reforçada. Combustivel, manutenção, etc….
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    Manutenção é um item importantissimo. antes que digam ou repitam…”Mas carvalho!….MB339 tambem operaram nas ilhas”……
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    Não.
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    Praticamente não operou. eram apena 11 no inventario e apenas 6 a conta gotas dimensionados para lá operar…noves fora, onze horas de ficha de serviço ali dedicados….ou seja “ZERO”…foram deslocados pra outra pista mais rudimentar ainda em outra ilha, alguns pegos em bombardeio, alguns por estilhaços, alguns sequer ligaram os motores em face do frio e condições de motor…o ironico é que da dupla destinada a dar partida no dia do desembarque, somente 1 decolou ( o outro não pegou) e o Ten Gripa percorreu um corredor de navios de cada lado no canal acertando com seus foguetes uma fragata e tirando seu sistema de sensores antiaereos fora de combate…esta mesma fragata foi atingida novamente indefesa por bombas burras por daggers quando estava se retirando….
    .
    Nota: Apesar do treino, o Ten Gripa vacilou diante da surpresa e nervosismo de encontrar sozinho toda a frota de desembarque no canal….disparou e errou a maior parte de sua solução de tiro…esqueceu de destravar o botão de disparo dos foguetes no manche…quando percebeu, somente uma fração deles pode ser acertada….treino é treino….realidade é realidade…
    .
    Logico que xavantes seriam caçados por harriers, que os ataques ao aeroporto da ilha seriam intensificados ( poderiam intensificar mais?)…mas, a decisão argentina de não repor os Pucaras nas ilhas não seria a mesma se Xavantes…oras, seriam estes que manteriam os Nae afastados e comprometendo o ja comprometido alcance dos harriers….e sua quantidade tambem…
    .
    mas existe um ingrediente que é o mais valioso de todos….na guerra, mais que avioes, tanques, infantaria, aquele que lhe permite corrigir, suplementar e desgastar o adversario….
    .
    O TEMPO!!!
    .
    E tempo era o que corria contra os britanicos e poderia mudar todo o cenario….
    .
    Tempo permitiria a tudo ser corrigido na ilha por maior que fossem os erros….somente de logistica…e guerra é ganha em 70% por logistica, os suprimentos argentinos continuariam….por mais dias e talvez semanas, o que mudaria todo o cenario…

  16. Obrigado Carvalho!
    Grande análise,clareou muito sobre o xavante,o respeito por ele subiu muito,rs
    São tantas variáveis num conflito que um detalhe faz a diferença.
    Obrigado por melhorar o entendimento desse senhor que é um apaixonado por aviação militar.
    Espero sempre poder trocar ideias com vcs!

  17. Puxa vida, a partir dos comentários percebi que subestimava os xavantes. Ninca imaginei que eles serviriam para ataque naval. Mas sempre se aprende. Alguém tém alguma notícia do xavante? Seria interessante as nossas forças preservarem pelo menos um avião operacional para demonstrações. Como seria bom ver o Gloster Meteor ainda voando em apresentações, bem como o F-80C

  18. Existem inumeros casos de projetos e aviões inferiores que dedicam uma ficha surpreendente.
    .
    Até colher mata….então a questão é se o equipamento esta no lugar certo, na hora certa com a doutrina certa….
    .
    Na guerra Indo Paquistanesa, havia um avião diminuto, menor que o proprio xavante…era o “Foland Gnat”….de 8,74 m de comprimento por 6,73 m de envergadura, mach 0,95…tinha asa enflechada…e desde o inicio pensado como um caça leve ( embora treinador tambem)….fez a festa contra os F-86 Super sabre….derrubou entre 9 a 10 deles….foi o queridinho dos indianos….pequeno agil e veloz….e olha que o Sabre a seu tempo era considerado dos melhores dogfighters…seu sucesso foi tanto que passou a ser fabricado numa versão pripria indiana chamada Hal Ajeet…

  19. Mestre Anderson…Xavante era nossa “mula”….pau para toda obra….obviamente limitado….mas subia ou descia ladeira….
    .
    Nunca se pode menosprezar nada….saibam que existiu durante uma Cruzex….o famoso caso em que um Xavante abateu um F-16 nos exercicios….
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    O F-16 marcou bobeira e atacou um elemento de Pucaras que estava em vetor de ataque baixo…o F-16 não perdeu tempo e correu em cima e não viu o Xavante que grudou em sua rabeira na exata posição 6 horas e da-lhe canhão…o piloto da USAF teve de engolir esta….dizem que na realidade era da Guarda Nacional…não sei ao certo…
    .
    Se voce entrar no envelope de voo do adversario, dará vantagem a ele ….

    • Bons comentários carvalho2008.

      Existem fotos de alguns Aermacchi MB-339 italianos com algumas “kill markings” com a silhueta do Eurofighter Typhoon. Tentei pesquisar na época, mas só encontrei um texto menosprezando o treinador italiano.

  20. Valeu carvalho! Essa do F-16 também surpreendeu! E quanto a operacionalidade dos nossos históricos aviões (f-80c, MIRAGE, xavantes que tínhamos aos montes), sabe dizer se algum ainda voa? Se a FAB tem a intenção de manter algum vetor antigo voando?

    Quanto as Malvinas, acho que a Argentina utilizava os MB339, similar aos XAVANTES, levemente superiores. A Força Aérea Argentina, no campo estratégico foi muito falha, poderia ter extendido a batalha se mantivesse um aerodrómo nas ilhas.

  21. Anderson 9 de Abril de 2018 at 14:24
    Valeu carvalho! Essa do F-16 também surpreendeu! E quanto a operacionalidade dos nossos históricos aviões (f-80c, MIRAGE, xavantes que tínhamos aos montes), sabe dizer se algum ainda voa? Se a FAB tem a intenção de manter algum vetor antigo voando?
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    Infelizmente mestre Anderson, não temos a cultura nem o orçamento necessario para manter qualquer destes modelos históricos voando. Quando muito, são espetados como monumentos ou museu.

  22. Mestre Carvalho:
    Extrapolando essa sua magnífica análise,o caça A-1 seria o xavante anabolizado,com uma aviônica melhorada.Então tínhamos na mão a balança a nosso favor.
    Num hipotético conflito no atlântico,o virtual inimigo estaria com a pulga atrás da orelha,
    pois os danos causados aos navios seriam enormes.

  23. O revo seria outro fator preponderante a nosso favor,fora que o tamanho do nosso país permitiria operação desdobrada dos aviões.

  24. O A1 veio muito depois e não entra nestas hipoteses.
    .
    Ao contrario do Xavante, ele é um avião especializado. É um avião dedicado.
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    Carga de combate muito maior e um alcance muito bom, fruto da solução de motorização que embora razoavelmente fraca, possibilita uma economia de combustivel e alcance fenomenal para a categoria. Comenta-se que no seu debut na RedFlag, os Gringos ficaram espantados sobre como cabia tanto combustivel no bicho que é relativamente pequeno.
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    Enfim, o A-1 é um especialista e bem moderno para sua epoca. Excelente para o qual foi feito “o Ataque”, mas não é multimissão como os projetos contemporaneos de sua epoca estavam saindo da prancheta. Quer dizer que sofre num cenario para combate aereo, perde bastante energia nas curvas apertadas, não foi desenhado para isto.
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    No entanto, tal como o xavante em seu tempo, ele tambem realizou surpresas contra F-16 nas RedFlag, ganhando apelido de “Bee”…isto mesmo…abelha…pequeno mas tem ferrão….não brinca que ele pica…

  25. Existiu um outro modelo e projeto de avião que achei sensacional a sua época!!!
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    Foi o Boeing Skyfox!!!
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    Tratava-se de uma ideia genial de um engenheiro e que depois foi encampada pela Boeing.
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    Era uma reestilização em Kits do antiguissimo T-33 ( parente de treino do F-80 Shoting Star).
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    Ainda havia milhares de T-33 no mundo e por meio de kits ( ou ate a fabricação da celula nova inteira), um avião de 1a. geração transformava-se num de 3a. geração LIFT Trainer nos idos de 1982/83. Usava 70% das peças e airframe original do T-33.
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    Estava dimensionado a custar a metade de um Bae hawk ou Aphajet.
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    O motor antiguissimo e pesado foi trocado por dois Garret, ao estilo do A-10.
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    isto proporcionou mesmo com dois motores no lugar de um anterior, uma economia de peso de 17%.
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    Aumento de potencia de 60% e economia de combustivel de 45%
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    Todo o espaço de onde ficava o motor anterior bem como as tomadas de ar agora ocas, foram recheadas por tanques de combustivel, dando-lhe uma capacidade interna tremenda e sem comparação.
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    O tempo de revisão TBO melhorou em 10 vezes o anterior do T-33.
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    Alcance assombroso de 3.600 km apenas com combustive interno!!
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    Com combustivel externo chegava a 4.800 km
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    Podia operar por 5 horas apenas com combustivel interno e 7 horas com externo.
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    Carga de combate de 2,8 toneladas.
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    Custo hora voo dimensionada a epoca para US$ 1,5 mil/Hora voo.
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    Velocidade de 900 km/hora….
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    Pena que a ideia não vingou…ninguem comprou e as forças aereas torciam o nariz pois procuravam novos projetos com novas tecnologias….e a herança genetica do T-33 não saia da cabeça dos possiveis clientes…
    .
    Mas beleza não põe mesa….foi uma pena….ele não parecia com os moderno projetos ….perecia um cruzamento do ME-262 com um A-10….

  26. Creio que o desempenho do A-4 é MUITO superior ao do Xavante. Além de possuir probe para o REVO. O Xavante não atinge 500 KT nem no mergulho.

  27. Sem dúvida Mestre Nery,
    .
    Mas o comparativo é contextual.
    .
    Poderia o xavante operando a partir das ilhas, realizar as mesmas missões que os A4 fizeram operando tão abarrotados de peso e vindos do continente? No limite de suas capacidades operacionais?

  28. mim lembro uma vez em anapolis,acho que unica vez todos os 16 mirages decolaram e sobrevoaram varias vezes a regiao aqui da cidade , foi incrivel. jamais vi algo assim de novo, hoje ate os portoes abertos aqui sao muito limitados nao tem nehuma demostracao em voo e so algumas decolagens e so.nao entendo porque .vejo videos de comemoracoes ate da bolivia eles fazem demonstracoes em voo de velhos avioes na argentina onde nem avioes eles tem mais vc ve os A4 fazendo passagens baixas e manobras. aqui ja nao tenho mais entusiasmo de ir aos portoes abertos…

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