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Saab oferece tecnologia de radar AESA ao novo caça de Seul em troca de aeronaves Swordfish

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AEL Sistemas
Saab Swordfish MPA

Por Jeff Jeong

SEUL, Coreia do Sul – Na tentativa de arrebatar um contrato de aeronaves patrulha marítima na Coreia do Sul, a Saab, empresa de defesa sueca, abriu a possibilidade de transferir sua avançada tecnologia de radar para o KF-X, programa de desenvolvimento de jatos de caça de Seul, reveou um representante da Saab.

A oferta foi feita porque a Saab está tentando convencer a Administração do Programa de Aquisição de Defesa, ou DAPA, a decidir abrir um programa de aquisição de aeronaves antissubmarino de US$ 1,8 bilhão, que deverá ser entregue à Boeing dos EUA, que oferece o P-8A Poseidon.

A Saab está lançando a aeronave de patrulha marítima Swordfish, construída sobre a plataforma de jatos executivos da Bombardier Global 6000, que a empresa sueca afirma compartilhar 70% de comunalidade com a aeronave de alerta aéreo antecipado e controle GlobalEye.

“Estamos abertos a discutir muitas áreas com a DAPA e o governo coreano”, disse Richard Hjelmberg, informou o diretor de marketing e vendas da Saab ao Defense News durante uma sessão de mesa-redonda em um hotel em Seul em 20 de março. Se chegarmos à mesa para negociações e discussões completas, estamos abertos a discutir outras áreas além daquelas relacionadas ao programa de aeronaves de patrulha marítima.”

As regras locais do programa de compensações (offset) exigem que o valor de qualquer licitante de contrato de armas atenda a pelo menos 50% dos custos totais do negócio em questão.

Gary Shand, diretor de vendas e marketing de ISR aerotransportados, foi mais específico sobre a lista de propostas de compensação da Saab, incluindo a transferência de uma avançada tecnologia de radar de varredura eletrônica ativa ou AESA.

“Nós temos falado sobre a produção de peças acontecendo na Coreia, obviamente. Temos conversado sobre a participação da indústria local na integração de certas partes de nossos sistemas de missão”, disse ele. “Além disso, acho que a Saab tem uma ampla variedade de produtos em portfólio, incluindo a tecnologia de radar AESA para o programa KF-X. Poderia ser um ponto de discussão para nós olharmos para a possibilidade e alguma cooperação em áreas não diretamente relacionadas ao programa MPA”.

KF-X

O ideal da transferência de tecnologia AESA da Saab é chamar a atenção do governo de Seul já que os desenvolvedores do KF-X estão se esforçando para adquirir tecnologia AESA comprovada.

A Agência para o Desenvolvimento da Defesa (ADD), financiada pelo Estado, e a Hanwha Systems, uma desenvolvedora de radar local, juntaram esforços em 2016 para construir um radar AESA nativo a ser montado no KF-X. O cronograma de desenvolvimento do jato ficou atrasado alguns anos além de sua meta inicial, devido à falta de tecnologia AESA, após a desaprovação pelo governo dos EUA da transferência de tecnologia AESA, após a compra de 40 caças F-35A pela Coreia.

Em maio do ano passado, a Elta Systems de Israel foi selecionada pela ADD para apoiar o desenvolvimento do radar AESA. Sob o contrato avaliado em cerca de US$ 36 milhões, a empresa israelense está encarregada de testar um sistema de radar AESA em todas as fases de desenvolvimento e integrá-lo ao protótipo do KF-X.

“A ADD originalmente queria obter tecnologia AESA da Saab ou da Thales, mas o plano foi rompido devido a questões de requisitos e orçamento”, disse uma fonte de defesa local envolvida na competição de radar, sob condição de anonimato. “A Elta, afinal, participou do projeto, mas alguns permanecem céticos em relação ao nível de tecnologia AESA da Elta, já que a empresa israelense não desenvolveu um radar AESA.”

Uma autoridade da Hanwah Systems, anteriormente conhecida como Samsung Thales, estava tentando ignorar as preocupações sobre o desenvolvimento ao AESA, mas admitiu os benefícios de obter a tecnologia AESA de outros países, se possível.

“A Elta é responsável pela certificação de todas as fases do processo de projeto e desenvolvimento do radar AESA, e a cooperação com a empresa israelense foi bem-sucedida”, disse o funcionário, sob condição de anonimato. “Mas se conseguirmos uma tecnologia AESA mais avançada, o cronograma para o desenvolvimento será avançado com certeza.”

A Saab foi parceira do desenvolvimento exploratório do radar AESA do KF-X em parceria com a ADD e a LIG Nex1, uma fabricante local de armas guiadas com precisão. A empresa sueca ainda tem um contrato com os parceiros coreanos para cooperação no desenvolvimento de software do AESA, segundo um porta-voz da ADD.

“A Saab foi a primeira empresa estrangeira que participou do projeto de radar do KF-X, portanto, a empresa mantém uma boa química com a equipe coreana”, disse Kim Dae-young, pesquisador do Korea Research Institute for National Strategy, um think tank baseado em Seul. “Anos depois, no entanto, um desenvolvedor local foi trocado e o programa de desenvolvimento do AESA foi reiniciado com um novo parceiro estrangeiro. Ainda não está claro quanto ao futuro da oferta de desenvolvimento do AESA.”

Liderado pela Korea Korea Aerospace Industries, o desenvolvimento em larga escala do KF-X começou em 2016 com o objetivo de produzir seis protótipos até 2021. A empresa de defesa estatal da Indonésia, PT Dirgantara Indonesia, é a única parceira do projeto de US$ 8 bilhões, responsável por 20% dos custos de desenvolvimento.

Cerca de 120 aeronaves KF-X serão produzidas até 2032 para substituir a antiga frota de F-4 e F-5 da Força Aérea da Coreia do Sul.

FONTE: Defense News

Defesa Store

62 COMMENTS

  1. Que trabalho está dando este KF-X para os Sul Coreanos, só este radar ja virou uma novela com americanos, israelenses, franceses e suecos oferecendo tecnologia, os americanos foram os únicos a deixarem claro que será parcial, pois algumas tecnologias não podem ser transferidas.
    Por via das dúvidas os sul coreanos desenvolveram um próprio, mas ainda inferior aos existentes nos países citados.
    Israel ja tem seu AESA ELTA EL/M 2052, sendo oferecido para os novos clientes do Kfir e modernização da Colômbia , mas a dúvida é sua capacidade atual.

  2. Desculpem-me pela minha ignorância. Fico desconfortavelmente surpreso com essas ações da SAAB para fornecer plataformas antissubmarino e ainda por cima da Bombardier, concorrente “mortal” da EMBRAER que é sua parceira no projeto GRIPEN.
    Ou o pessoal da EMBRAER esta dormindo ou admitindo inferioridade, ainda mais no segmento de defesa tão restrito na empresa.
    Alguem pode me explicar? podem me chamar de maluco que não vou ficar bravo não. Só quero entender e livrar meu “bestunto” dessa agonia.

    • Que acordo, no preto e no branco existe, que diz que a SAAB não pode ofertar uma aeronave ASW/ASuW, baseada em uma plataforma Bombardier?
      .
      Que plataforma a EMBRAER tem, que rivaliza com o desempenho do Global 6000 e que poderia ser utilizada?
      .
      Se a SAAB tivesse utilizado como plataforma o Gulfstream G550, por exemplo, qual seria a teoria maluca da conspiração que usariam?

      • O Alcance da linha Global e Gulfstream é coisa de louco! Imagina uma versão maior ainda, mantendo essa proporção de alcance e desempenho geral, mais capacidade de REVO (se bem que não acho que teria velocidade compatível com o reabastecedor rsrs), não tem para ninguém.

          • Achei que o recebedor, por ser um jato com velocidade de cruzeiro alta, poderia ter dificuldade em se manter em velocidade mais baixa (achei que a velocidade para transferência era mais baixa ainda).

    • A Embraer simplesmente não tem uma plataforma tão eficaz quanto o Global 6000, isso é tudo. Um avião compacto, mas com tamanhho suficiente para comportar toda parafernália eletrônica da Saab e com um puta alcance.

        • O alcance dele é de 6000nm ou seja, 11112km enquanto o e190 e2 não chega 6000km, além de ter um consumo de combustível menor que o embraer. Queria muito que a plataforma fosse daqui, mas não temos nada assim.

          • Nem com tanques extras internos? Pois a capacidade de carga do e190 e2 supriria equipamentos do swordfish, equipamentos extras, combustível extra, tripulação maior, e por consequência permanência on station bem maior.
            Quase um E3 …. Não seria possível?
            Penso que seria um excelente Awac&isr

          • A capacidade de carga do E2 é pequena 13t, iria ter que gastar tudo isso só pra tentar equiparar os alcances. Tem que lembrar que e190 e2 foi pensado para aviação regional, ou seja voos nacionais, o global 6000 como o próprio nome sugere foi desenvolvido para voos intercontinentais, isso não é demérito para o e190, muito pelo contrário ele é ótimo no que faz e vende bastante por conta disso, só que o seu alcance o faz limitado para patrulha.

  3. Essa estrategia Sueca deveria ser adotada pelo Brasil: Trocas diretas. Ex, Brasil precisa de Corvetas/Fragatas o país concorrente que vencer a produção vai ter que adquirir como contra partida algum produto nacional tipo um lote de KC390/A-29/Guarani etc… Ganha-Ganha sem essa frescura de offsets que só beneficiam pequenos grupos.

  4. Tem uma turma aqui que acha que por que a Saab vendeu o Gripen ao Brasil, tem que obrigatoriamente fazer toda santa vontade da Embraer…
    O único ponto de contato entre Saab e Embraer, é o Gripen, os demais negócios, contratos e parcerias da empresa sueca, seguem sendo-lhe exclusivos.

      • Os suecos infelizmente vão comprar o KC-390, incluindo no acordo do Gripen, é puli de dez.
        KC-390 voando com o cocar da Flygvapnet, voando os céus da Europa, além de Portugal, país da NATO, e daquela empresa especializada em REVO e fornecimento de equipamentos militares para forças também da NATO, é o que nós temos para o + 1 por enquanto.

          • Se não ofertar não vende, e tudo começa com uma oferta.
            Ou você acha que a SAAB não oferece o Gripen a deus e o mundo??? ou, que o Brasil comprou o Gripen sem que os suecos o ofertassem.
            Tudo começa com uma oferta… e não esqueça dos quase 10 bilhões de dólares em ofset, e isso está no contrato….

      • Você tem razão, e nem a Boeing e tão pouco os EUA são hoje a última bolacha do pacote atualmente no mundo, você ainda não se deu conta disso?

        • Já me dei conta.
          Os chineses já compraram por aqui dez vezes o que a Boeing está pretendendo.
          ___
          Negócios sempre começam com uma oferta e um interesse em comprar.
          ___
          De concreto só os 28 da FAB.

          • Só que a China não está querendo levar embora nossa soberania militar e tecnológica, essa é a diferença, tudo o que a China compra aqui você encontra em qualquer lugar do mundo, e além disso eles estão revitalizando boa parte das coisas que compram aqui, como é o caso das linhas de trem, que ninguém quer saber de investir por aqui.

  5. Uma dúvida, se a Saab já dispões de radares tão avançados, porque não usaram ele no Gripen ao invés do Leonardo Raven ES-05?

    • A SAAB desenvolveu este radar para ofertar junto com o Gripen E como alternativa ao Raven ES-05. Porém eu acho que ele ainda não tem as mesmas capacidades do radar italiano.

      • dei um pesquisa aqui e provavelmente o radar ofertado é o PS-05/A Mk5, que equipará futuros Gripen C/D. Se ele for tão melhor quanto as versões antigas como a Saab diz ele é equiparável ao Raven ES-05, se não superior, devido ao uso de GaN, mas não faria nenhum sentido, ou talvez faça um pouco, porque o PS-05/A Mk5 não estava disponível quando o projeto do Gripen E/F estava em desenvolvimento e possivelmente devido a pressa de se oferecer ao FX-2 por exemplo, entraram em parceria com o Salex Galileo (atual Leonardo) que usaram o Vixen 1000 de base para ter um radar AESA o mais rápido possível, o PS-05/A Mk5 só veio depois de 2015. Só que não achei nada sobre o alcance de detecção de ambos, pelos menos de nenhuma fonte confiável. O que achei foi um estimativa do Raven ES-05 que é de 150km para alvos de 1sqm.
        Bosco dá uma luz ae! kkk

  6. Boa tarde
    Depois do bombardeio desencadeado pela minha pergunta, agradeço a todos que responderam e ou comentaram. Agora sim tenho uma situação clara no meu “bestunto”: A EMBRAER não tem produto para esse tipo de aplicação. Antes que alguem me detone, quero deixar claro que o que penso não é por falta de competência da engenharia da EMBRAER e sim por falta de “plata” mesmo.
    Detalhe: Seria um produto da EDS.
    Haja dinheiro.

  7. Quem tem tecnologia tão avançada não pode ficar vendendo.
    Os israelenses estão participando disso por meros 36 milhões…
    E se a Saab tem por que vender por 2 bilhões?
    Não seria melhor manter para usar no gripen?

  8. Pessoal, o E-190 Lineage tem autonomia para 8.334 Km, então o modelo E190E2 sendo muito mais eficiente, deve ir muito além disso, então pensem em um E190E2 estilo Lineage 1000, só que adaptado para esse tipo de função, mais espaçoso, mais conforto para a tripulação, manutenção talvez mais fácil e barata, trata-se de um avião comercial, concebido para voar e voar muito, com bastante frequência.
    Vamos jogar um E2 modificado com autonomia para uns 10.000 Km ou talvez um pouco mais, beirando mesmo os 11.000 Km….
    Não vejo muita vantagem nessa plataforma, acho que um E2 convertido para a missão seja mais atraente….ainda que não bata nos 11.000 Km… além do que… bem, é um produto Embraer, e isso queiram ou não, conta.
    Podemos dar o troco com o E2 e os israelenses participando do programa, estes que quase não entendem de aviônica e guerra eletrônica… dizem também que são mais mão aberta na hora de repassar tecnologia… muito obrigado aos suecos, mas podemos ir de Tio Jacó no próximo AEW&C.

      • O Swordfish tem range de 5200nm ou:
        .
        Maritime Surveillance:
        200 NM transit at optimal altitude and range
        cruise speed. Time on station 11.5 hours,
        Patrol at 5000 ft. RTB with IFR reserves.
        Extended Surveillance:
        1000 NM transit at optimal altitude and range
        cruise speed. Time on station 7.3 hours,
        Patrol at 5000 ft. RTB with IFR reserves.

    • “Podemos dar o troco com o E2 e os israelenses participando do programa”
      .
      Nós compramos diversos armamentos dos Israelenses.
      Mas Tio Jacó gosta da Gulfstream e Bombardier Global e Q400 vestindo seus produtos…
      .
      Pq Israel pode escolher plataformas não Embraer para seus produtos e a SAAB é demonizada quando faz isso, merecendo “o troco”?

    • Valeu por lembrar desse modelo, utilizando a base do E2 seria interessante para um versão nacional AWACS ou ASW. Mas a Saab deve ter seus motivos para usar o Global 6000 como base.

    • Não temos que dar troco nenhum. A EMBRAER é que foi preguiçosa, acostumada e ¨se encostar¨na FAB, e não evoluiu os projetos E/R-99, junto com a SAAB, a fim de vender para potenciais clientes. Há VÁRIAS Forças Aéreas no mundo que sonham com um AEW: Colômbia, Peru, Itália, Espanha, Portugal, África do Sul, dentre outras. Só pra destacar as que podem pagar.
      Quanto a mudar de fornecedor, a FAB já possui uma estrutura em Anápolis voltada para o ERIEYE. Compramos um campo de calibração de antena por 3,5 milhões de dólares. Só há dois no mundo (para o ERIEYE): o de Anápolis e o de Gothenburg (SAAB). Não compensa a mudança para outro radar, que teria a mesma capacidade.

  9. Como os aviões estão todos no papel… Vou partir para um daqueles comentários infantis… Adoraria que as FFAA reunissem o poder disuasorio de 36 KF-X e 72 Grpen NG… Ficaríamos bem na fita por décadas… Isso mesmo, três dígitos de aeronaves multimissão…

  10. Aquela pergunta de leigo e que não quer calar: fala-se tanto numa parceria da EMBRAER com a SAAB para uma pataforma Swordfish, mas valeria a pena tanto esforço por míseras “meia dúzia” de aeronaves?

    • Creio que sim, pois cada aeronave deve sair (no caso de um Swordfish) por mais de US$150 milhões (chuto em cerca de US$200 milhões)… fora treinamento, peças de reposição e contratos de manutenção, atualizações futuras etc.

  11. “As regras locais do programa de compensações (offset) exigem que o valor de qualquer licitante de contrato de armas atenda a pelo menos 50% dos custos totais do negócio em questão”
    .
    Engraçado… Se fosse aqui, estariam sentando o sarrafo na negociação de Offset e estariam repetindo o mantra da prateleira.

  12. O Lineage 1000 tem o alcance superior a 8000 km com MTOW. Não seria possível ter uma versão com melhor alcance e ainda oferecer melhor tempo de permanência e conforto à tripulação, inclusive com galley e camas para descanso?

    • A aeronave já vem com galley….De fábrica. Acha que os E/R-99 não possuem galley? A tripulação vai comer o que? Snacks da Azul?

  13. Senhoras e senhores, não é só questão de alcance/autonomia, mas uma relação entre isto e mais outros quantitativos, como mais equipamentos e tripulantes, diante da necessidade do cliente. Tudo isto se traduz num melhor aproveitamento dos recursos financeiros e humanos disponíveis. Tenho a imprensa de que, se a SAAB enxergar um potencial cliente (como um litoral grande o bastante para isto), que necessite, por exemplo, além de autonomia e alcance, de mais consoles e operadores (ou seja, mais equipamentos e tripulantes), mas a um custo de aquisição menor, aí sim eles poderão levar em consideração aeronaves do porte dos E2 da Embraer, MRJ da Mitsubishi, Super 100 da Sukhoi, dentre outras possíveis plataformas (aqui eu tiro de possibilidades o C-Series da Bombardier – por já ser um produto Airbus, ou algum outro Boeing).

    Caso a Embraer não seja efetivamente comprada pela Boeing, os E2 poderão ser uma possível escolha, inclusive com os próprios sistemas da SAAB, para substituirem os P-3AM no Brasil e, quem sabe, em outros países mundo a fora. Inclusive Portugal, Chile, Argentina e África do Sul, dentre outros. Estes aparelhos ofertados pela SAAB, são para países com obrigações marítimas bem menores do que os supracitados.

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