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F-35: USAF quer eliminar incertezas antes de aumentar a produção

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AEL Sistemas
F-35A Lightning II

O subsecretário da Força Aérea dos EUA disse na semana passada que a decisão do serviço de obter o F-35 Joint Strike Fighter em uma cadência de produção reduzida é tanto sobre a incerteza atual em torno da linha de tempo de teste operacional do programa e estratégia de modernização futura, como também de custos.

O pedido de orçamento do ano fiscal de 2019 (FY-19) da USAF mantém essencialmente a mesma cadência de compra estabelecida em sua perspectiva de FY-18 – 48 jatos no FY-19 e FY-20 e 54 jatos nos FY-21, FY-22 e FY-23 – apesar do pedido do serviço no ano passado para o Congresso de adicionar 14 jatos à sua compra na sua lista de requisitos não financiados. Esses jatos adicionais trariam a Força Aérea à meta de cadência de aquisição  a curto prazo de 60 jatos, que as autoridades do ano passado disseram ser a principal prioridade de aquisição do serviço e teriam ajudado a abordar questões de capacidade bem conhecidas.

Desde o lançamento do pedido de orçamento do FY-19, funcionários do serviço disseram que a decisão de prosseguir com uma “cadência gerenciável” está ligada a preocupações com o custo unitário do jato, o dinheiro que pode levar para atualizar qualquer jato que se compre antes de atualizações de hardware importantes serem entregues no Block 4, e a trilha de logística e infraestrutura associada que vem com jatos adicionais que se decida comprar.

O subsecretário da Força Aérea, Matthew Donovan, disse ao Inside the Air Force em uma entrevista em 5 de março que as preocupações com os custos associados a uma cadência de aquisição mais alta não são novas e estavam no radar do serviço, mesmo quando solicitou jatos adicionais em sua UFR FY-18. O que mudou desde o ano passado, disse ele, é o nível de incerteza em torno do plano para a modernização subseqüente, ou o que o escritório do programa conjunto F-35 agora está chamando de Continuous Capability Development and Delivery (C2D2).

F-35A em teste de disparo de míssil AIM-120 AMRAAM

“O custo do retrofit sempre foi um problema, mas com a continuação da modernização que ainda está sendo finalizada no que diz respeito à estratégia de aquisição, somos muito cautelosos porque ainda não sabemos o que vai ser envolvido”, disse Donovan. “Estamos muito preocupados com o custo da adaptação. Quanto mais compramos agora em um nível que é inferior ao nível que acabamos querendo ter com o Block 4, mais isso nos custará”.

O Diretor Executivo do Programa F-35, vice-almirante Mat Winter, anunciou a nova estratégia de modernização do Block 4 – que aplicará uma abordagem de desenvolvimento de software mais ágil – em setembro passado, e antecipou que o Departamento de Defesa aprovaria o plano até o final de outubro de 2017. No entanto, os funcionários do DOD solicitaram uma estimativa de custos e um cronograma mais detalhados, o que atrasou esse processo. Winter disse que esta semana que ele agora espera que o departamento assine a estratégia em uma reunião da Diretoria de Aquisição de Defesa em junho.

Winter contou aos legisladores em um subcomitê tático de forças aéreas e terrestres de 7 de março, com sede na Câmara, que estima que o C2D2 inicial é estimado em US $ 16 bilhões até o FY-24. Com esse custo, US$ 10,8 bilhões são para desenvolvimento e cerca de US$ 5 bilhões são para aquisições. Os parceiros internacionais pagarão uma parcela do custo de desenvolvimento, cerca de US$ 3,7 bilhões, deixando cerca de US$ 7,2 bilhões para os serviços americanos. Winter disse que espera que a estimativa diminua à medida que o programa preencher os detalhes de seu plano.

Donovan disse que o serviço está trabalhando com o escritório do programa conjunto para determinar quantos jatos mais antigos serão adaptados. Idealmente, o serviço manteria uma configuração comum entre os jatos operacionais e de treinamento, de modo que os pilotos aprendessem a voar na mesma aeronave que eles eventualmente estarão operando no campo.

“Se não fizermos isso, o que faremos é transferir a carga de treinamento para as unidades de combate”, disse ele. “É preciso tempo para conseguir um piloto habilitado no novo tipo de avião que ele não viu antes … então, essa é a verdadeira preocupação. Mas temos que equilibrar isso com os recursos disponíveis também”.

Além das preocupações de adaptação, há também alguma incerteza em relação ao momento do teste operacional inicial e avaliação IOT&E e a possibilidade de que novas descobertas possam esticar o teste após a data final estimada do JPO em maio de 2019.

“Há problemas desconhecidos porque sempre encontramos algo no IOT&E”, disse ele.

Donovan disse que, à medida que o programa se desloca pela IOT&E, a Força Aérea considerará aumentar a cadência de compra, mas, por enquanto, o serviço está aguardando a incerteza passar.

“Eu acho que você verá que nós estaremos interessados ​​em aumentar nossa cadência de compra anual, mas queremos comprar com baixo risco e incerteza”, disse ele.

FONTE: Inside Defense

103 COMMENTS

    • Marcos, eu gostei bastante pois você coloca o inventário da FAB de maneira bem clara e objetiva. Seria interessante você revisar os tipos de aeronaves e os seus respectivos números, de repente o Galante pode publicar aqui.

      • Uma aeromave nunca fica pronta, sempre existe trabalho a ser feito. Basta olhar os diferentes padrões do Typhoon, Rafale e F-22, esses dois últimos se quer possuem HMD integrados e o Rafale perdeu o IRST.

        • Mas são aviões que podem ser usados em combate, não é o caso do F-35 ainda. O último software 3F que deveria ser aplicado a todas as aeronaves e que as prontificaria para combate, também está com bugs, por isso vão ter que fazer o upgrade para o Block 4 ou C2D2. Enquanto isso os aviões só servem para treinamento.

          • F-35 block 3F possui mais capacidade de combate do que Rafale e Typhoon em seus blocks finais de desenvolvimento. E ambos não estavam livres de não conformidades, longe disso. No caso do Rafale o IRST desapontou ao ponto de ser abdicado.

          • Não tem. O penúltimo Block 3F foi reprovado em 2016 por conter 276 bugs. O release de 2017 só resolveu metade dos bugs, o que inviabiliza o uso do avião em combate real:

            In 2016, “DOT&E reported there were 270 high-priority deficiencies in the Block 3F software for each variant [of the F-35],” Grazier noted. “The Air Force’s own test pilots rated the Block 3F as ‘red’ or not ready for operational testing, not to mention actual combat, in all mission areas.”

            “Several essential capabilities – including aimed gunshots and Air-to-Air Range Infrastructure – had not yet been flight tested or did not yet work properly when Block 3FR6 was released,” according to DOT&E’s review. “The services [Air Force, Marine Corps, and Navy] … designated 276 deficiencies in combat performance as ‘critical to correct’ in Block 3F, but less than half of the critical deficiencies were addressed with attempted corrections in 3FR6.”

            On top of that, DOT&E said that the delays with Revision 6, coupled with funding problems, had forced the F-35 program office to scrap its own existing plans for two follow-on software blocks, 3FR7 and 3FR8. At this point, it seems almost impossible to assess the true capabilities of any “Block 3F” code, positively or negatively, based on public descriptions, especially given the sheer number of major revisions and minor changes.

            O avião está bichado.

            http://www.thedrive.com/the-war-zone/14103/lets-talk-about-the-usafs-plan-for-fully-combat-capable-f-35s

          • F-35 Block 3F é mais capaz que Rafale e Typhoon em seus block finais de desenvolvimento. Rafale F1 era basicamente uma aeronave ar-ar, só usava mísseis ar-ar e radar só operava no modo ar-ar. Typhoon a mesma coisa, muitos Typhoons até hoje operam apenas na função de superioridade aérea. Quanto as não conformidades simplesmente não temos o mesmo nível de transparência nos demais programas. OSF do Rafale perdeu o IRST tendo em vista o fraco desempenho operacional.

        • Ricardo, salvo engano o Typhoon já possui HMD e o Rafale tem o OSF, que é um IRST. Ainda falando no Rafale eu me lembro daquela memorável entrevista do Gen. Silvy onde ele faz menção à uma série de itens que ainda faltavam no aparelho e que travavam as exportações (o que, aliás, me faz pensar o que os franceses fizeram para empurrar o avião para Egito, Qatar e Índia). Aliás, nessa mesma entrevista o aludido General admitia que muitos sistemas do aparelho, mormente o radar, eram inferiores aos do F-16E/F dos EAU.

          • OSF perdeu o IRST tendo em vista o fraco desempenho operacional. Como falei, a vida não foi e não é mais fácil nos demais programas, a diferença é o nível de visibilidade.

      • Galante, eu não moro nos EUA então não tem como eu me cansar de esperar o avião ficar pronto. Agora se acontecer com o GripenBR, aí sim vou me cansar…rs!

        Voltando ao ponto, eu fiz a indagação pelo fato da matéria falar da USAF e não da USN e do USMC.

        • Os do lote 10 já virão com Block 3F que é o último da etapa de desenvolvimento. Upgrade a partir desse ponto já entra na etapa de modernização que sempre vai exisitir, nenhum padrão é definitivo. Além do mais, a produção atual não contempla nem 20% da escala prevista em que a maior parte será entregue com um custo Flyaway inferior a 90 milhões no caso do F-35A.

          • GOTTINGEN, Alemanha – A Força Aérea Alemã suspendeu temporariamente a entrega dos aviões de combate Eurofighter Typhoon após a descoberta de problemas de qualidade envolvendo a conexão entre os estabilizadores verticais e o corpo da aeronave.

            De acordo com o MoD, todos os Eurofighters alemães entregues da parcela 1 até o atual padrão 3A são afetados.

            https://www.defensenews.com/air/2015/10/13/germany-suspends-eurofighter-deliveries-due-to-quality-problems/

          • O F-35 luta contra o tempo. Não dá mais para ele esperar outra década para ficar pronto. O airframe ficará defasado. USAF partirá para o seu substituto.

            Aí é que está a questão. Se menos aeronaves forem construídas, maior será o custo (perda de escala). Esses 100 milhões por aeronave só é válido se todos os pedidos atuais forem exercidos e se custos adicionais ao programa não subirem. Algo totalmente impossível.

          • F-35 está pronto, o Block 3F 6.3 possui capacidade de combate. E como afirmei, capacidade superior a que possuia aeronaves como Rafale e Typhoon no mesmo estágio. Estamos falando de custo Flyaway que está caindo a cada lote, no último foi de 94 milhões para a versão A com meta de 80 milhões em 2020. Até o momento nada indica que opção de compra de 3000 unidades n vai se concretizar. E n existe no horizonte qualquer iniciativa de um substituto para o F-35.

  1. Vou colocar aqui de novo o comentário que fiz sobre o software 3F do F-35 para ficar mais fácil de ler. O Block 3F era considerado definitivo, mas que ainda está cheio de bugs.

    A penúltima versão Block 3F foi reprovada em 2016 por conter 276 bugs. O release de 2017 só resolveu metade dos bugs, o que inviabiliza o uso do avião em combate real:

    In 2016, “DOT&E reported there were 270 high-priority deficiencies in the Block 3F software for each variant [of the F-35],” Grazier noted. “The Air Force’s own test pilots rated the Block 3F as ‘red’ or not ready for operational testing, not to mention actual combat, in all mission areas.”

    “Several essential capabilities – including aimed gunshots and Air-to-Air Range Infrastructure – had not yet been flight tested or did not yet work properly when Block 3FR6 was released,” according to DOT&E’s review. “The services [Air Force, Marine Corps, and Navy] … designated 276 deficiencies in combat performance as ‘critical to correct’ in Block 3F, but less than half of the critical deficiencies were addressed with attempted corrections in 3FR6.”

    On top of that, DOT&E said that the delays with Revision 6, coupled with funding problems, had forced the F-35 program office to scrap its own existing plans for two follow-on software blocks, 3FR7 and 3FR8. At this point, it seems almost impossible to assess the true capabilities of any “Block 3F” code, positively or negatively, based on public descriptions, especially given the sheer number of major revisions and minor changes.

    http://www.thedrive.com/the-war-zone/14103/lets-talk-about-the-usafs-plan-for-fully-combat-capable-f-35s

  2. Não é “achismo”: são o Subsecretário da Força Aérea e o Diretor Executivo do Programa F-35 que estão afirmando que:

    1- O Block 4 (C2D2) trará atualizações de hardware ( “antes de atualizações de hardware importantes serem entregues no Block 4″);
    2- É necessário que os pilotos sejam habilitados no avião atualizado, ou seja, não é ideal que o treinamento seja feito nas aeronaves entregues antes do Block 4 (“É preciso tempo para conseguir um piloto habilitado no novo tipo de avião que ele não viu antes … então, essa é a verdadeira preocupação”);
    3- Não é razoável adquirir um número alto de aeronaves antes das atualizações previstas no C2D2 (“Quanto mais compramos agora em um nível que é inferior ao nível que acabamos querendo ter com o Block 4, mais isso nos custará”).
    4- O Block 4 (C2D2) tem previsão de término somente em 2024 (Ano-Fiscal 2024 ou FY-24), ou seja, as aeronaves atualizadas só estarão disponíveis em 2025.

    Vou somar isso à afirmação de que “Há problemas desconhecidos porque sempre encontramos algo no IOT&E”, e concluir que o JSF é o maior, mais caro e mais demorado programa de desenvolvimento de PROTÓTIPOS na história dos EUA, e que corre o sério risco de ficar só nisso: PROTÓTIPOS!

    Sei não…o Trump vai chutar esse balde.

    • Sinto dizer mas o Trump NÃO VAI chutar o balde! E não o vai por uma questão muito simples: Por maiores que sejam os problemas o programa já passou há bastante tempo do “point of no return”. Cancelar o programa agora implicaria no pagamento de multas, indenizações e outros encargos que certamente excederiam em muito o valor já investido na aeronave afinal o F-35 é um programa que envolve parceiros internacionais que inclusive investiram dinheiro, linhas de montagem no exterior (Cameri e Nagoya) e outras parcerias industriais (ex: IAI está construindo 800 conjuntos de asas em suas instalações no aeroporto Ben Gurion).

      Outrossim um eventual cancelamento deixaria o ocidente sem opções ante a crescente agressividade e expansionismo de Rússia e China. E também traria prejuízos de ordem econômica e geopolítica incalculáveis…

      • Mas eu também não acho que o Trump vai cancelar o programa. Dinheiro demais, tempo demais, parcerias internacionais demais e opções de menos para isso.

        Eu só acho razoável supor que o JSF será drasticamente modificado (esse é o “balde” a que me refiro): de programa de substituição dos caças americanos para programa de desenvolvimento de protótipos. O que vai gerar a necessidade de substituir a frota de caças dos EUA (e parceiros internacionais) por outra(s) aeronaves(s) que não o F-35.

        E de quebra, meu sorriso vai de orelha a orelha pela FAB não ter entrado nessa fria.

        • Não vai haver balde algum! Fora o A-10 os outros aviões (F-16, F/A-18A/C/D) deverão necessariamente ser substituídos pelos F-35. Hoje em dia (2018) não há tempo suficiente para projetar um caça de 5ª geração do zero para substituí-los e a opção por comprar F/A-18E/F conforme aventaram é absolutamente inviável

      • Acho que se a Lockheed Martin ao entregar o block 3 não entrega a aeronave contratada … A quebra de contrato é dela. Se não for, mais um indício que a aeronave é um protótipo em série.
        Lembrando que contrato há direitos e deveres. Se nessa etapa o governo americano levar todo o prejuízo, #prototipo.pp
        .
        Acredito que o F-35 ainda substituirá a maioria dos f-16 e f15 da USAF. Porém não serão todos, acredito que novos F-16 e F15 substituirão um parcela boa do planejado para o F-35.
        .
        Acredito, achismo mesmo, que a hora de vôo e manutenção, independente do valor final do bixo já forçará essa escolha.
        .
        Tenho dúvidas, porém se o F-35C será u dia numericamente maior que o super Hornet. No mar se a logística de manutenção for pesada demais, acho difícil.
        .
        Aquela história, “tem males que vêm ferrando”… Continuar abraço nem sempre é bom.

      • Trump é imprevisível. Veja as ações dele na Casa Branca. Hora ele se comporta como uma criança, mas ao mesmo tempo ele consegue alcançar os seus objetivos. Não se pode duvidar de nada vindo dele.

        Eu pessoalmente acredito que esse programa será interrompido. Com o tamanho do programa sendo reduzido em 60% ou 70%. Isso pelo fato de não haver justificativa militar para que os EUA possua toda a sua frota de aviões de combate stealth.

        Os principais rivais dos EUA – a Rússia e a China – , têm como espinha dorsal de suas Forças Aéreas caças da família Flanker, projetado a décadas atrás. Mesmo os aviões J-20 e Su-57 são considerados apenas uma ponta de lanças em suas Forças Aéreas. Além disso, o F-15 e F/A-18 modernizados têm como enfrentar o grosso dos os caças Russos e Chineses.

  3. Alexandre Galante não adianta você falar mostrar que o avião nem em combate pode entrar e o RicardoNB e HMS TIRELESS vão continuar dizendo que esta aeronave é o máximo. E quando você mostra pra eles que, nem nos comentários acima eles começam a falar das deficiências de outras aeronaves como se isto mudasse alguma coisa com os F35. e ainda faz menção ao SU 35 na Síria com vários Bugs. e não cita a fonte.

    • Eu não escrevo com base em achismo e sim com base nos fatos. E ao contrário do que você afirma os problemas que assolam outras aeronaves ditas Stealth (Su-57 e J-20) muda muita coisa pois serão eventuais rivais do F-35 nos céus. Ocorre que o primeiro tem problemas de redução de RCS ou seja, sequer pode ser considerado uma aeronave furtiva ao passo que o segundo pelo material RAM de baixa qualidade precisa ser mantido em hangares com ar-condicionado. E não custa lembrar que enquanto isso os F-35B estão operando a partir do USS Wasp no Mar do Sul da China.

      E falando no Su-35, a meu ver o maior bug dele é ter sido incapaz de evitar que os F-22 se aproximassem dos aviões de ataque russos na Síria…..

  4. Washington Menezes tudo é questão de referência. As vezes tenho a impressão de que o F-35 é avaliado em uma métrica diferente ou 90% esqueceu como é o processo de desenvolvimento de uma aeronave. Nenhuma aeronave entra em operação 100%, se vc comparar F-35 com programas como Rafale e Typhoon possuem periodo de desenvolvimento similar e o F-35 irá concluir seu desenvolvimento com uma aeronave mais capaz no que tange as capacidades entregues. Isso que falo é uma questão bem objetiva, basta uma pesquisa básica, verifiquem o período de desenvolvimento e estado operacional dos mesmos e me digam se o F-35F é ou n mais capaz.

    • RicardoNB

      Quem esqueceu como se faz o desenvolvimento de uma aeronave de combate foi a USAF. O programa JSF está errado desde o começo. O atual estágio do programa F-35 é só um reflexo disso. Estão tentando remendar (e não é de hoje) erros que foram cometidos no início do programa. Isso vai sair caro. Isso vai demorar.

      • Se a USAF esqueceu então o mundo esqueceu já que programas das demais forças pelo mundo n andaram de forma melhor. Falei alguma besteira ? Qual programa é exemplo para o F-35 ?

        F-22 ? Su-57 ? Rafale ? Typhoon ?

        Garanto que nenhum desses possui vida melhor. Por isso n entendo qual a base referencial para avaliar o F-35 com uma métrica diferente ?

          • Atualização do Gripen C, n é um programa original e usa tecnologias já desenvolvidas para o Typhoon. É o mesmo que dizer que o Rafale F4 vai muito bem. Gripen E é uma evolução do Gripen que teve sua origem no Gripen A que não é do mesmo nível desses outros programas. Uma categoria abaixo que é mais barata e simples de desenvolver.

          • Creio que usar uma aeroneve de 4 geração n seja uma opção para os EUA nas próximas décadas. Capacidade de sobrevivência ínfima frente a uma IADS moderna. Serve para países como o nosso e só.

      • Desculpa Galante mas eu não vi nenhum pronunciamento da Heyl Ha’Avir nesse sentido. Até onde sabemos eles já declararam o IOC da aeronave. E todos sabemos que eles são muito profissionais.

          • F-22 levou quase uma década para jogar bomba na Síria. Em que um Super Tucano poderia fazer o mesmo contra o Talibã. Isso n diz absolutamente nada.

          • Diz muito. Diz que a aeronave está pronta para combater e que o serviço possui confianças nele. Os caças mais antigos da USAF não podem “descansar” enquanto o F-35 não entra em cena.

          • Jogar bomba no Talibã é atestado de proficiência ? Então eu pergunto. Quanto tempo levou para Rafale, Typhoon e F-22 jogarem suas bombas após o IOC ? Cada caso é um caso. Repito, isso n diz absolutamente nada.

          • Poggio, por essa sua métrica as míseras 48 horas que o Su-57 passou na Síria, no máximo jogando bombas burras em civis desarmados em East Goutha, colocam o caça russo em uma posição melhor que o F-35?

  5. Quem duvidar basta pesquisar quanto tempo levou o desenvolvimento do F-35, Typhoon e Rafale , bem como a capacidade de seus lotes finais do período de desenvolvimento. Ai me digam se estou errado em afirmar que possuem periodo de desenvolvimento similar e que o Block 3F é uma aeronave mais completa do os outros dois no mesmo estágio de desenvolvimento.

    • Ricardo, você não entendeu, o software 3F foi reprovado, o avião não pode combater. Diferentemente dos caças que você citou, o F-35 é muito mais dependente de software e com o radar congelando em voo, precisando de reset, não dá para entrar em combate. E esse é só apenas um das centenas de bugs.

      • Agora compare o salto tecnológico do F-35 em relação à esses vetores. Se fossem de gerações semelhantes eu nem diria nada mas não é o caso….

      • O reprovado e n pode combater nao é a posição oficial. Duvido que qualquer piloto que tivesse q escolher entre voar um F-35 3F ou Rafale ou Typhoon no mesmo estágio do desenvolvimento não escolheria o F-35F. Arrisco a dizer que escolheriam o F-35 até mesmo contra esses últimos no estágio atual.

        • RicardoNB

          A questão aqui não é o piloto escolher o avião A ou B para voar, mas ser capaz de operar em conjunto com outras aeronaves e fornecer um número de saídas condizentes. Tudo indica que o F-35 passará boa parte da sua vida no chão em manutenção. Avião de combate bom é aquele que voa sempre.

          • Indicada nada disso. O estado operacional é de 50% hoje, similar ao F-22 também de 5 geração. Em que os últimos lotes do F-35 possuem prontidão de 70 a 75%. E parte do problema vem do ALIS 2.0 que dá alarmes falsos, será atualizado para a versão 3.0 esse ano em que já confirmaram terem resolvido o problema.

      • ” É importante notar que o que especificamente a Força Aérea avaliou negativamente foi duas subversões do software anterior Block 3FR5, 3FR5.03 e 3FR5.05. É possível que a presente edição da Revisão 6 tenha corrigido a maioria, se não todos os problemas.”

        • “O que será entregue ao teste operacional inicial do Pentágono e a comunidade de avaliação será uma “capacidade de guerra”, disse Winter. A aeronave estará na configuração 3F, voando com a versão 6.3 do software 3F”

  6. Bem que o Brasil não entrou neste negocio,vão ratiar para os compradores parte do desenvolvimento 3.7 bi (parceiros).esses parceiros tem alguma coisa haver com erros de projetos ,aumento de custo,cheios de políticos, é complicado.Depois esses países vão pagar a preço de ouro este avião que já é caro. Ficamos com o Gripen, e no futuro precisarmos de um caça de quinta geração compremos dos russos ou chineses que até lá já resolveram os problemas do seus aviões.

    • Os russos tanto resolveram os problemas do Su-57 que ele sequer pode ser considerado um avião furtivo visto não ter obtido a redução do RCS planejada. E o material RAM dos chineses é tão ruim que o aparelho tem de ficar no ar-condicionado. Isso sem falar no fato do aparelho sequer ter motores definitivos

  7. The operational suitability of the F-35 fleet remains below requirements and is dependent on work-arounds that would not meet Service expectations in combat situations. Over the previous year, most suitability metrics have remained nearly the same, or have moved only within narrow bands which are insufficient to characterize a change in performance.

    Overall fleet-wide monthly availability rates remain around 50 percent, a condition that has existed with no significant improvement since October 2014, despite the increasing number of new aircraft. One notable trend is an increase in the percentage of the fleet that cannot fly while awaiting replacement parts – indicated by the Not Mission Capable due to Supply rate.

    Reliability growth has stagnated. It is unlikely that the program will achieve the JSF ORD (Operational Requirements Document) threshold requirements at maturity for the majority of reliability metrics. Most notably, the program is not likely to achieve the Mean Flight Hours Between Critical Failures threshold without redesigning aircraft components .

    Ou seja, o programa não está andando. A aeronave não está evoluindo e os custos continuam subindo.

    Há custos indiretos como manter a atual e velha frota de caças em atividade porque o F-35 não apresenta confiabilidade suficiente para substituí-los.

    • 50 % disponibilidade, mesmo nível do F-22 em 2017. Em que os F-35 dos lotes iniciais puxaram para baixo a disponibilidade e o ALIS com alarmes falsos da mesma forma. F-35 dos últimos lotes estão com 70 a 75% de disponibilidade e o ALIS será atualizado esse ano pata o padrão 3.0. Ou seja, nenhum fim do mundo, nada que a maturação do programa n resolva. É esperado para esse ano um aumento considerável da disponibilidade.

  8. E os suecos hein?
    Quando eles vão se aventurar em um caça de quinta geração?
    mais cedo ou mais tarde eles vão precisar, e o Brasil também!

      • Na verdade os que n tem dinheiro ficarão na 4. Os que tem algum dinheiro estão lutando para implantar a 5. Dificilmente que n foi para a 5 vai migrar direto para a 6. A 6 fará uso ainda mais robusto da capacidade stealth e fusão de sensores, que não passou pela 5 n terá know-how para a 6.

  9. Se jogo de vídeo game que é uma “coisa simples” dá bug, imagina o programa(s) do F-35.
    É muita ingenuidade querer que ele seja um caça igual aos das gerações passadas.
    Ninguém percebeu que a cada geração o tempo de maturação de um projeto leva muito mais tempo para ser alcançado?
    o F-35 vai ficar pronto. Questão de honra como o F-22. Provavelmente não será adquirido a quantidade desejada, mas vai ficar ficar operacional e entrará em combate.
    Para àqueles que se apavoram se o “efinho” vai conseguir sair do hangar, não se apavorem, eis aqui o substituto no futuro do F-22 e F-35:
    http://www.aereo.jor.br/2011/02/07/primeiro-voo-do-x-47b/
    .
    Eles estão muito a frente de nós.
    Enquanto russos e chineses, que o pessoal tanto gosta de exaltar aqui como o supra sumo do universo, tentam chegar a algo próximo da 5ª geração, os yankees do mal já colocam em teste a sua 6ª geração.
    Essa é a pequena diferença entre quem que ser player e quem É realmente player global.
    Nós apenas ficamos para trás com esse conversinha boba de super trunfo.
    Não adianta discutir, eles estão a frente sim, gastando horrores, mas estão. Deveríamos estar “colados” neles para tentar aprender alguma coisa.

  10. Srs
    Quem trabalha com desenvolvimento, particularmente de software, sabe que se o projeto não foi bem delineado no início e se houver solicitações adicionais ou mudanças no meio do caminho a coisa toda se complica.
    E, se o desenvolvimento demorar e/ou se os profissionais envolvidos forem numerosos e mudarem ao longo do tempo, há grande chance de você ter nas mãos um projeto que nunca acabará, pois a noção do conjunto se perde e cada vez mais soluções quebra galho são inseridas complicando e “bugando” ainda mais o conjunto.
    Finalmente, se o software não for modular com interfaces padronizadas, caia fora do projeto porque ele nunca ficará livre de bugs (pronto, portanto), pois mudanças numa parte dos programas para corrigir bugs acabam gerando novos bugs em outra parte.
    Pelo histórico, o software do F35 é uma boa referência do que não se deve fazer na modelagem e na execução de um software de controle.
    Isto sem considerar os problemas com o hardware, desde a história do gancho de parada do F35C até a questão da sensibilidade dos sistemas eletrônicos do avião a interferência eletromagnética de descargas atmosféricas.
    O F35 caminha para ser uma referência do que não se deve fazer, seja na especificação e contratação, seja no desenvolvimento e fabricação. Ou resumindo, na gestão de todo o processo.
    Sds

    • Rinaldo, eu percebi isso quando eu tive essa discussão com eles nessa matéria: “http://www.aereo.jor.br/2018/03/07/caracteristicas-stealth-do-f-35-sao-causa-da-metade-dos-defeitos-do-aviao/”

      A impressão que eu tive é que o RicardoNB tenha – uma expressão do apóstolo Paulo -, “uma mente cauterizada” sobre o F-35.

      • Não tem nada de errado na opinião dele, que por sinal é a mesma de outras pessoas aqui! Não tem quem acredite que os jatos de quinta geração russos e chineses não têm problemas? Ou então que o Su-35 botou o F-22 para correr?..rs!

    • Nem perca seu tempo, eles não usam a lógica, apenas seguem uma religião de forma cega. Perceba que quando faltam argumentos eles sempre começam a sair pela tangente falando de problemas de outros caças, caças esses que já voam, já estão em combate a muito tempo, que não custaram nem metade do F-35, e que nunca apresentaram tantos problemas.

      • É mais razoável comparar outros programas de caça e seus com os experimentados pelo F-35 atualmente (especialmente os simulacros de caças de 5 geração de China e Rússia) do que em historinhas como aquela do S-200 que teria “danificado” um F-35I

  11. Aqui no site fazem camisetas, muito boas. Podiam fazer uma da torcida organizada do F-35. Ia vender bem, pois tem bastante ¨F-35zete¨ aqui.

    • Sr. Rinaldo Nery, não sei se aqui ia vender bastante camisa para os ¨F-35zete¨, mas acredito que os pilotos de lá estão mais felizes nos cockpits dos seus 35 bichados do que os nossos em F-5.
      Talvez, quando os NG’s chegarem, todos os 36, eles fiquem mais felizes.
      Vamos esperar que possam contar com mais do que isso, já que o orçamento da FAB mal tá dando para colocar combustível nas aeronaves que possui, quiçá comprar mais caças.

  12. kkkkk os efinhólatras vão à loucura!

    Não vi ninguém aqui defendendo banheiras russas. Está-se simplesmente comentando que o efinho é uma aerojaca.

    Nãao pode combater. Simples assim. E não há luz no fim do túnel. Capisci?

    Rinaldo Nery 12 de Março de 2018 at 23:08
    kkkkkkkk, boa!

    • Mestre Ozawa, seus apartes estão se tornando lendários.

      Não tenho dúvida que um dia o copo será entregue e que o mesmo estará cheio até a boca.

      Minhas dúvidas são:
      Será que serão entregues todas as quantidades de copos planejadas?
      Os copos terão a quantidade de agua definida pelo projeto?
      Os copos no exterior terão as mesmas funcionalidades e serão entregues na mesma quantidade planejada para uso interno nos USA?
      E por fim será que no final de tudo a quantidade de copos e capacidade de carregamento de agua fara frente as mudanças de TO mundial?

      É viver e ver no que vai dar.

  13. Tirem uma dúvida minha esses caças que tem esse tipo de baia em um eventual dogfight eles manobrando em uma curva eles conseguem abrir a baía e disparar o míssil? Sei que foram projetados para não ser detectados, combate bvr, mais em um eventual dogfight tipo contra um su35 super manobrável, ele consegue disparar o míssil dessa baia em qualquer posição?

  14. Fico imaginando onde cabe 276 problemas.
    São problemas demais para um avião só.
    Quanto à discussão acima, acredito que Control deu uma luz. Talvez o problema principal seja software e fazer muito remendo não está funcionando.
    Mesmo assim fico sem entender o porquê dessas dificuldades.
    Não dá para recomeçar o software do zero?
    Ou separar o software principal dos acessórios e fazê-los de forma modular?

  15. Advertência aos editores: cuidado pela frequência de publicações de problemas com o F-35 “Aadvark II”, alguns de seus “adoradores” podem se converter em haters e/ou hackers.

  16. A USAF quer dentro do possível se livrar das incertezas, ótimo!!!!
    Então faça como a US Navy, que por meio de um upgrade está adicionando ao inventário o Block III do SH.
    Ou vá as claras tal qual Israel, que prefere deixar para comprar o F-35 mais tarde, e no meio tempo pretende adquirir mais F-15.
    Novidadeira como a USAF sempre foi, não será nada difícil, será é muito doloroso isso sim, mas necessário.
    A Boeing com certeza vai agradecer, e muito, já a “Lockmart” nem tanto, mas não será nada que algumas centenas de F-16V não resolvam.
    Enquanto isso quem sabe eles lá resolvem se o F-35 é um avião com muitos problemas ou se é uma imensa lista de problemas que voa e de vez em qndo atira.

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