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Rússia testa míssil hipersônico Kinzhal

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Caça MiG-31 lançando míssil Kinzhal

A Rússia realizou com sucesso o lançamento do novo míssil hipersônico Kinzhal, capaz de superar o sistema antimísseis dos Estados Unidos.

“A tripulação de um caça MiG-31 efetuou o lançamento de um míssil hipersônico de alta precisão Kinzhal”, informou neste domingo (11) o Ministério da Defesa da Rússia.

O Kinzhal (“adaga”, em russo), tem um alcance de mais de 2 mil quilômetros e atinge velocidades dez vezes maiores do que o som, atingiu um alvo dentro de um polígono militar.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, apresentou o Kinzhal e outros novos armamentos do novo arsenal estratégico do país no início deste mês, durante um discurso sobre o estado da nação.

Na ocasião, Putin disse que o míssil é único no mundo e que torna o sistema antimísseis americano inútil, uma informação que foi mais uma vez divulgada hoje pelo Ministério da Defesa.

“Não há análogos no mundo”, disse a nota, que destacou que a trajetória de voo do míssil o torna indetectável nos radares.

Putin revelou que o Kinzhal, que pode carregar explosivos convencionais ou ogivas nucleares, está à disposição do Exército da Rússia desde dezembro do ano passado.

Em uma entrevista concedida à emissora americana “NBC” no último sábado, Putin voltou a culpar os EUA pela nova corrida armamentista, citando o fato de o ex-presidente George W. Bush ter abandonado unilateralmente em 2002 o Tratado de Mísseis Balísticos (ABM), assinado entre os dois países em 1972.

FONTE: UOL

116 COMMENTS

    • Não só na publicidade, parece que estão alcançando êxito no que se diz a respeito do desenvolvimento de novos equipamentos. Alguns são realmente surpreendentes.

      • Até parece… Os EUA lançam filmes de alcance e influência cultural mundial, além de diversas outras mídias, mostrando seus produtos bélicos e valores…
        Geral está engatinhando em relação aos EUA, inclusive em publicidade.

        • João, esses filmes e outras mídias estão mais ligados ao exercício do “soft power” ou seja, influência econômica e cultura. E a publicidade está voltada para o comércio e consumo.

          Por outro lado, quando se trata de sistema de armas, a publicidade norte-americana costuma ser bem comedida isso quando não demora anos para admitir a existência de um sistema de armas, vide o caso do F-117. Já os russos, em especial Putin, adoram fazer apresentações espetaculosas de suas armas com propaganda geralmente exagerada e muitas vezes mentirosa. Com isso conseguem seduzir os antiamericanos mais raivosos e sugestionáveis quer eles estejam na esquerda, quer na extrema-direita.

        • A propaganda hollywoodiana é voltada para adolescentes tendo em vista os milhões de ex-combatentes e combatentes americanos que sabem distinguir o que é fantasia do que é real.
          Já a propaganda de palanque do Putin é voltada para adultos ingênuos que o elegerão pela 5ª vez.

          • Surpreenderia-te a idade dos adolescentes ou a pequena quantidade de americanos que sabem distinguir fantasia de realidade. Propaganda é propaganda. E Hollywood é só um dos veículos (além de diversas outras mídias).
            Tem ingênuo que não acaba mais, em tudo quanto é país…
            Abraço!

          • João,
            De modo geral a Hollywood dá um tiro no pé quando inventa de colocar armas em filmes. Eles têm péssima assessoria técnica e o que se vê nas telas é de fazer qualquer adolescente mais ou menos entendido do assunto levantar da poltrona.
            Quanto à propaganda ideológica é pior ainda. Hollywood se especializou há muito tempo a denegrir o próprio EUA com seus atores ridiculamente corretos que são mais convincentes nos filmes que na vida real.
            Não tem nenhum filme nos últimos 20 anos com temática de guerra não seja seja criticando os EUA.
            Ou seja, se os americanos são gênios da propaganda seus objetivos são outros que o que seria mais natural, que é a elevação da percepção dos valores americanos.

          • Olá, Bosco. Vc considera séries como “Band of brothers” ou “Pacific” “fogo amigo” no âmbito da autocritica negativa?

    • A Rússia tem sim muitas “sputinices”, mas Putin é um governante a moda russa, o povo russo nunca desfrutou de uma democracia plena em sua longa história, mas eles estão lá a séculos de pé, firmes, frios, duros e sendo temidos por muitos, as demais “potências” vão e voltam, a Rússia fica, otomanos, franceses, nazistas, persas, ingleses, japoneses, todos tiveram seu momento de brilhar, mas tão logo se foram, a Rússia continua lá, onde sempre esteve e onde sempre estará … Não tomando partido de causa a qual não me é peculiar, mas o mundo ira mudar, o império americano irá ver sua derrocada, a China irá ver seu apogeu, mas tão logo irá ver seu declínio, mas ela como uma figura sombria e gélida irá ver diante de seus olhos tudo isso, como um sorriso discreto no seu rosto ela estará em pé, mesmo que tudo tenha mudado . Ela a GRANDE MÃE RÚSSIA !

    • Que tal um sistemas anti-aéreo de alta energia que, atualmente, já pode ser baseado em terra e está sendo melhorado para operar em navios e aviões. Quanto ao “indetectável” isso não existe e todos nós já sabemos, Se o exterior do SR-71 atingia 400 C° a mach 3 imagina essa missal a mach 6, brilha mais que o sol no IRST.

  1. Na verdade o mesmo é um míssil aero-balistico derivado do Iskander e não um míssil de cruzeiro hipersônico como será o Zircon .

    • Ricardo o Zircon e esse kinzhal são o mesmo missil, so que um ar-solo ou ar-mar, so mudaram o nomezinho. Acho que será um bom missil, assim como o iskander é mais nada de supermegaavassalador como os russos o colocam.

      • Negativo. Zircon será um míssil de cruzeiro hipersônico alimentado por um motor scramjet. O Kinzhal é uma variante do míssil balístico Iskander.

  2. Os russos estão ressuscitando algumas ideias dos tempos da Guerra Fria.
    Mísseis de cruzeiro com alcance intercontinental, mísseis de cruzeiro com propulsão nuclear e agora um míssil balístico lançado do ar.
    Esse míssil é uma reedição do GAM-87 Skybolt que iria armar os B-52 na década de 60 mas que com o desenvolvimento do SLBM Polaris foi cancelado.
    Tem que ver qual a vantagem de se ter esses sistemas de armas, além é claro, da propaganda ufanista pré-eleitoral.
    Em tese um míssil balístico lançado de aeronaves não agrega nada em relação à intimidação já existente promovida pelos mísseis ICBMs e SLBMs e não tem a mesma flexibilidade de um míssil de cruzeiro lançado de aeronaves.

    • Mas a justificativa do lançamento seria tirar vantagem da impossibilidade de interceptação de um míssil com velocidade hipersônica dotado de manobrabilidade.

      • LCBastos,
        Não diria da “impossibilidade” mas sim da maior “dificuldade”. Mísseis interceptadores são guiados e controlados pela base e mudam sua trajetória para compensar mudanças de trajetória do alvo. Difundiu-se isso de que mísseis manobráveis não podem ser interceptados mas é uma inverdade. Não se utilizam projéteis burros para interceptar veículos de reentrada e sim mísseis guiados com grande capacidade de manobra e linkados à base que rastreia o míssil alvo e passa esses dados em tempo real para o interceptador até o momento que seu próprio seeker assume o controle.
        Tudo bem que se você tem um míssil cuja trajetória é 80% balística os cálculos do ponto futuro são mais fáceis mas isso ão quer dizer que um míssil que manobre e não siga uma trajetória pré-definida não possa ser interceptado.
        Quanto ao “planador hipersônico” sua defesa se dá não por ser manobrável mas sim por voa a 80 km de altura, tendo sua detecção retardada por radares na superfície e ficando muito baixo para os sistemas GBI e SM-3, que são interceptadores exoatmosféricos (a atmosfera por convenção vai até 100 km) . Também são muito altos para sistemas como o Patriot ou mísseis como o SM-6 e SM-2 Block IV. O único míssil defensivo que opera nessa altura é o THAAD (40 km a 180 km).
        Ou seja, utilizando um míssil que vai planando na estratosfera a 80 km de altura se limitam as possibilidades de defesa, apesar de negar a possibilidade do uso de chamarizes já que nessa altitude, devido ao atrito, ogivas falsas não funcionam.
        Mas quando digo que esses sistemas não agregam nada de fato, sendo só mais “fogos de artifício” é porque a capacidade ofensiva russa já instalada é suficiente para penetrar o escudo antimíssil europeu e americano.
        A única defesa contra um ataque nuclear russo em larga escala é a certeza do contra-ataque e não qualquer sistema ativo de interceptação, que não representa ameaça às ogivas convencionais russas. Apesar disso poder mudar no futuro tendo em vista a expansão e a evolução do sistema ABM americano. Daí a irritação do Putin.
        A saída dos EUA do tratado ABM em 2002 e a colocação em marcha do programa de defesa contra mísseis balísticos (o tal “Escudo”) irritou os russos de forma até certo ponto justificável já que desequilibrou a “balança do terror”, mas devemos lembrar os russos jamais desativaram seus sistemas antimísseis nucleares que defendem Moscou e possui sistemas de defesa antibalísticos cobrindo seus silos.
        Mas a choradeira é válida e quem não chora não mama. rsrss

      • 2.000 km certamente é o alcance máximo do míssil e como o intuito dele é manobrar e alterar sua rota então ele teria que ser lançado de uma distancia menor e com múltiplos alvos ao alcance para confundir as defesas sobre o alvo real. Partindo dessa premissa o míssil teria que ser lançado a uma distancia menor que 2.000 km, certamente não teria apenas um jato carregando um míssil e ainda teria outros jatos de escolta o que dispararia um alerta enorme. Nesse ponto certamente as defesas já estariam apostas e com interceptadores a caminho

    • Bosco, com o perdão de minha ignorância, gostaria de indagar algo que talvez você possa me ajudar … Seria mais fácil para um país como o Brasil (dando um exemplo) fazer um míssil balístico ou um míssil de cruzeiro ? … Com as declarações de um membro do generalato sobre armas nucleares nos últimos dias eu me pergunto não sobre as ogivas de fato, (até porque não a indagação a saber sobre tal artifício), mas sobre o meio de entrega em sí, em meus devaneios penso que em caso de propor um arsenal que seria mais fácil a instalação de ogivas de pequeno porte em mísseis de cruzeiro de longo alcance (+3.000 km) que pudessem ser lançados de terra e de submarinos do que a adoção de uma técnica conservadora utilizando mísseis balísticos . Se puder dar sua opinião serei grato .

      • Felipe,
        Acho que o Brasil domina as duas tecnologias. Dominamos a tecnologia de propelentes sólidos, plataforma inerciais, etc. para fazermos mísseis balísticos . Talvez teríamos que desenvolvermos veículos de reentrada capazes de atingir o alvo, mas não seria difícil.
        Em relação aos mísseis de cruzeiro, a prova é que temos o AVMT-300. Daí para um míssil de maior alcance não é difícil.
        Se dependesse de mim escolher nosso modo de dissuasão nuclear com meios de entrega baratos mas efetivos eu faria uma opção pelos mísseis de cruzeiro subsônicos stealths com uns 3500 km de alcance que poderiam armar nossos cinco submarinos nucleares de ataque. Cada um levaria pelo menos 4 mísseis e sempre um estaria em patrulha.
        Aí, mais algumas dezenas de pequenas bombas táticas integradas aos Gripen e teríamos a nossa dissuasão barata mas efetiva, tanto a nível local quanto a nível global.
        Não há nenhum ponto da Terra distante mais de 2700 km do litoral. rsrsss
        Um abraço.
        Em tempo, para não ser intelectualmente desonesto, devo dizer que não acredito que precisemos de armas nucleares para nossa defesa.

        • Quando o general Etchegoyen levantou a bola eu pensei justamente nisso, uma frota de submarinos nucleares armados com mísseis de cruzeiro com ogivas compactas, um número de lançadores móveis com mísseis de cruzeiro e um número de ogivas para serem carregadas por caças da FAB . Digamos que seria o primeiro arsenal nuclear voltado exclusivamente para a defesa, não teria todo o poder de outros arsenais, isso unido a um discurso mais amigável poderia fazer com que as grandes potências “engulam” mais fácil um possível arsenal brasileiro . Eu sinceramente sou simpático as armas nucleares, mas respeito a quem ache que não são necessárias para nós (Brasil) .

  3. É um iskander lançado do ar, nada de novo, nada de scramjet, nem super manorabilidade é a mesma coisa que o Zircon so mudaram o nome. Aff, não sei como tem gente que acredita nessas russises. O missil é veloz pq tem uma trajetória semi ballistica não por superpropulsao

  4. Bosco, os Russos não estao construindo misseis de cruzeiro intercontinentais, o que eles estão é construindo um missil cruise lancado por terra de 5000km que seria uma versao terrestre do kh-101, o pentágono confirmou, inclusive reclamaram pq isso viola tratados. E esse kinzhal não passa do missil de ataque terrestre do zircon que é de ataque naval e os dois são nada menos que Iskander lancador pelo ar.

    • Os americanos se retiraram do Tratado ABM em 2002 de forma civilizada e dentro dos conformes, já os russos, apesar de não terem se retirado do tratado INF, que proíbe mísseis com mais de 500 km em território europeu (tirando os intercontinentais), estão querendo burlá-lo introduzindo mísseis cruise com mais de 500 km de alcance.
      Fato é que o Putin tá assustado com a crescente capacidade antimíssil da OTAN e dos EUA e com a intenção dos americanos de renovar sua tríade nuclear. Os americanos ficaram 20 anos aquietados enquanto os russos se gabavam de estarem desenvolvendo Bulavas, Topols, Satans, Boreis, ogivas manobráveis, etc. Agora, os americanos resolveram reagir e isso parece que incomodou o Putin.
      Por conta dos russos estarem instalando mísseis com mais de 500 km na Europa os EUA já divulgou sua intenção de voltar a equipar seus submarinos de ataque com mísseis de cruzeiro com ogivas nucleares.
      Agora, eu acho que o míssil cruise na Europa e o míssil cruise de propulsão nuclear são coisas diferentes. Os russos alegam que já tem operacional um míssil cruise com “100.000” km de alcance, que pode ficar voando por 2 dias e que não seria maior que os atuais mísseis KH-101, kalibr, etc.
      Em os russos tendo desenvolvido tal tecnologia me espanta não terem a direcionado para seus caças e bombardeiros mas já a terem direcionado para mísseis de cruzeiro.
      Seja como for, chapa tá esquentando. De novo!

  5. Bonito! Gosto desses mísseis…muito legal ver toda a tecnologia empregada para desenvolver um míssil hipersônico, geralmente os números dessas armas são impressionantes.
    Certamente o míssil é perfeito, infalível como qualquer coisa feita na Rússia e China, nenhum questionamento, também deve custar o preço de um gol no Brasil, bem diferente das armas absoletas feita pelos EUA e Europa, armas caríssimas de recursos que deveriam ser gastos com alimentação escolar e wi-fi grátis nas praças.
    Abraço e bom fim de semana.

  6. Augusto L…acho que VC esta precipitando com as coisas ….paciência Kinzhal não tem nada ver com Zircon , tem um punhado de matérias em blogs Russos tratando os dois de modo diferente…
    Hoje os Russos ,segundo a mídia assinou um contrato para produção de um tal de AVANGARD ….o que seria este ,mais um míssil novo ou mais um modelo modificado…

    • Bruno,
      Sem prejuízo da resposta do Augusto, mas o Avangard é um “planador” estratosférico hipersônico.
      China, Rússia e EUA estão desenvolvendo isso há décadas. Os americanos queriam utilizar o conceito para atacar países terroristas a partir de seu território. O “planador” (não propulsado) é lançado por um míssil balístico e despenca de mil quilômetros de altura e vai deslizando por milhares de quilômetros, podendo atingir qualquer ponto da terra a Mach 20 com uma ogiva convencional. Seria uma arma convencional.
      A vantagem para os americanos é que não se pareceria com um ataque nuclear de míssil balístico já que a trajetória é diferente de um míssil balístico.
      Já os russos veem a vantagem porque é mais capaz de escapar das defesas antimísseis americanas.
      Pelo que tenho lido os americanos colocam em dúvida a necessidade desse tipo de arma e já não tem o mesmo interesse nesse tipo de arma. Simplesmente não sabem o que fariam com ela na prática tendo em vista que o sistema ISTAR (inteligência, reconhecimento, vigilância e indicação de alvos) tinha que estar perto do alvo para indicá-lo. Em estando, por que não atacá-lo ele mesmo em vez de enviar um míssil dos EUA?
      Já os russos se animaram com o conceito e parece que irão colocá-lo em prática em algum momento.

  7. Obrigado Bosco…
    Pesquisei alguma coisa e até especialistas Russos confirmam que este é sim uma modificação do Skander M ,
    Mas lá também tem uma discussão enorme, como este míssil atinge velocidade hipersonia …
    Dados
    Skander-m 9M723 = mach 6
    Punhal Kh47m2 = Mach 20..
    A pergunta é como conseguiram almentar esta diferença de velocidade …, só mudando o tipo de lançamento…?
    Ou aí está a resposta para a escolha do Mig31 ,um caça que pode alcançar velocidades altíssimas..e isso pode favorecer o aumento da velocidade do míssil,digo pelo fato dele ser aerolancado deste avião….
    Aqui tem umas fotos melhor…
    https://topwar.ru/137565-mig-31-vnov-zapustil-kinzhal-unikalnye-kadry.html

    • Também estou nessa dúvida, mas creio que o motor foguete do iskander não seja capaz de atingir essa velocidade a altitudes baixas, porque a densidade do ar é muito alta, mas observando o vídeo por volta dos 40 segundos deu pra ver que o míssil começa a subir acima da altitude dos caças talvez até os 50km de altitude como no iskander, sendo dessa forma possível atingir tais velocidades, mas dessa forma não faz sentido seu uso como míssil de cruzeiro, se enquadraria como um míssil balístico lançado de aviões.

      • Mateus,
        Lançar mísseis de caças supersônicos em grande altitude faz milagres. Os americanos tinham o ASAT (míssil antissatélite) que pesando 1.2 t chegava a Mach 20 e a mais de 1000 km de altura quando lançado de um F-15. Teoricamente, se tivesse um veículo de reentrada que sobrevivesse à reentrada poderia chegar a uns 4000 km de distância.

  8. Bruno,
    Um Iskander Mach 6 que alcança 500 km se lançado a Mach 3 a 20.000 metros poderia chegar a 2000 km de distância utilizando uma trajetória parabólica e provavelmente liberando um veículo de reentrada e talvez tenha até um segundo estágio propulsado. O Kinzhal atinge Mach 10.
    Posto para funcionar em maior altitude o motor foguete tem maior empuxo e pelo menor arrasto deve haver um imenso ganho de desempenho. E ainda implementando uma trajetória parabólica (balística) 80% da trajetória é não propulsada.
    Bem diferente do “Zircon” que pode “voar” propulsado por todo o percurso do lançamento ao alvo.
    *Mach 20 + seria o Avangard .

    • Forma interessante de se substituir mísseis balísticos maiores, mas creio que seja complicado pendurar quase 4 toneladas em um único cabide, pedo desse míssil o tomahawk parece pequeno. Não sei porque chamá-lo de míssil de cruzeiro.

    • Ronilson,
      Primeiro temos que saber pra que ele serve. Ele tem ogiva nuclear? É pra ser utilizado dentro do conceito de dissuasão nuclear? É uma arma tática não nuclear? Tem função antinavio?
      Se tem função antinavio ele primeiro tem que achar um alvo. Achar um navio a 2000 km de distância ainda mais se for um porta-aviões não é tarefa das mais fáceis.
      Em sendo guiado por radar, pode ser interferido ou despistado. Sua destruição física também é possível, em que pese não ser tarefa fácil. Mas também não é tarefa fácil se defender dos mísseis “tradicionais” como o Moskit, o Brahmos, etc.
      Recentemente os americanos testaram seus mísseis antibalísticos endoatmosféricos navais (SM-2 Block IV e SM-6) com 5 sucessos em 5 tentativas. Também já se aventa a possibilidade de se instalar mísseis PAC-3 SME em navios.
      Há também a possibilidade de se lançar mísseis PAC-3 de caças (F-18 e F-35).
      Os americanos também estão desenvolvendo uma versão do THAAD com desempenho 3 x maior. Os israelenses e americanos desenvolvem o sistema David’s Sling que parece ser capaz de lidar com mísseis hipersônicos, semibalísticos, etc.
      Seja como for, a cada ação há uma reação. O problema é saber quem irá piscar primeiro nesse duelo. Da primeira vez foram os soviéticos que piscaram e abriram o bico. Agora, só o futuro dirá.

  9. Desculpem minha ignorância….. Oq seria propulsao nuclear em um míssil?! Pq acredito deve ser bem diferente de um reator nuclear q gera vapor p energia mecanica p maquinas.
    Queima material radioativo p o empuxo?

    • Thiago,
      Há duas possibilidades:
      1- um reator nuclear que produz energia elétrica e a energia elétrica move uma hélice;
      2- um reator nuclear produz calor e aquece o ar e o expulsa como um ramjet o faria;
      3- a combinação das duas anteriores num sistema parecido com um “propfan”, como esse aqui:
      -http://www.air-and-space.com/20020625%20China%20Lake/DCP00482%20Advanced%20Cruise%20Missile%20l.jpg

      Como é pouco provável um míssil cruise movido a hélice a segunda e terceira hipóteses são mais prováveis.

  10. Tks, bosco. Assustador se realmente o “pudor”, para utilizar esse meio para transportar inclusive ogivas convencionais, tiver ido embora. E de maneira publica. Claro imagino eu, eua tem tmb facilmente essa tec ja desenvolvida e disponível mas daí a sair arrotando por aí p dissuasão é uma coisa preocupante. Tipo… Usar material nuclear p isso e sair cantando por aí, vx sendo utilizado a torto e a direita, polonio, p eliminar pessoas em ambiente público … Axho o pudor ou cautela na guerra fria era digamos…. maior.

    • Em existindo, e realmente deve existir, ele não poderia ser instalado num míssil com ogiva convencional. Se transformaria numa bomba suja.
      Daí eu achar estranho o uso para um míssil. Fosse utilizado num bombardeiro (tripulado ou não) e ele poderia se aproximar a uns 3000 km dos alvos e lançar dezenas de mísseis cruise com propulsão convencional.Usando o velho ditado de “quem pode mais, pode menos” , se deram conta de fazer um reator para um míssil dão conta de fazer um para um bombardeiro ou caça. E aí, em vez de se ter centenas de mísseis com propulsão nuclear se teria dezenas de bombardeiros stealths com propulsão nuclear capaz de lançar centenas de mísseis com propulsão convencional.
      Mas os russos devem saber o que estão fazendo.

  11. Será que os russos ainda mantém a doutrina de enviar vários misseis para um mesmo alvo de valor…

    Imagino 03 Kinzhal ‘chegando’ de pontos diferentes no Gerald Ford, CVN-78…

      • Tales,
        Para a venda e para a transferência de tecnologia a terceiros, e não para produção para uso próprio. Fosse assim teríamos que cancelar nosso programa espacial.

        • Ok, Bosco. Não me expressei muito bem, mas foi por isso que usei o termo “mísseis de CRUZEIRO” – por oportuno, apenas para esclarecer: sei que temos apenas o Avibrás AV-TM 300 nessa categoria e que ainda não está operacional. Ia te perguntar se tu não achas que, sendo um míssil aerolançado, tal fato contribuiria para burlar as defesas americanas, uma vez que o escudo anti-míssil – pelo que li – tem ênfase na interceptação durante o apogeu (subida) do míssil (balístico?) atacante, mas vi que um comentário teu abaixo já parece responder a questão.
          Desculpe a curiosidade, mas queira te perguntar outra coisa: lembro que o Rustam te mandou um material (livros, entre outras coisas) sobre material militar de origem russa. Ainda tens contato com ele?

          • Tenho contato com o Rustam só aqui na Trilogia. Considero um amigo meu lá na Rússia e guardo com carinho o material que ele me mandou.
            Um abraço.
            Quanto à defesa antimíssil na Europa, os SM-3 Block IIA teriam oportunidade de interceptar os ICBMs russos na fase de ascensão que fossem lançados contra os EUA. No caso de mísseis lançados contra a Europa eles também poderiam ser utilizados na fase intermediária.
            Mas parece que os SM-3 Bloci IIA apesar de terem velocidade de 5,5 km/s, não teriam velocidade para alcançar os mísseis russos, portanto, a defesa dos EUA continental teria que ficar por conta de navios Aegis estacionados nas costas leste e oeste e interceptariam os veículos de reentrada na fase intermediária.
            Para cobrir todo os EUA seria interessante uma estação de SM-3 em terra (ashore), no centro dos Estados Unidos.
            Ou então uma estação do GBI no nordeste, que somada a do Alasca, cobriria todo os EUA de ameaças vindos da China, Irã, Rússia ou CN.

    • Bruno,
      Esse conceito seria utilizado para colocar cargas superpesadas em órbita e para viagens interplanetárias. Para míssil não serviria.

  12. Páára com isso Galante!! Tá ficando feio, ridículo….que se ganha com isso a não ser descrédito ?!
    O ser humano tem o poder de destruir ….de auto destruir sua credibilidade quando se deixa cegar pela ideologia….
    NÃO é absolutamente nada esses 2 jatos….nada!

  13. Amigos…

    Tem uns pontos aí que devem ser analisados…

    Assumindo o míssil ser de velocidade hipersônica, como faz para manter-se alinhado na fase terminal e acertar com precisão…?

    Evidente que isso não é uma preocupação em se tratando de uma arma nuclear, mas em se tratando de uma ogiva convencional, a conversa muda…

    Será que reduz a velocidade na fase terminal para permitir melhor controle e alinhar com o alvo…? É o que consigo pensar… E se for o caso, então podemos estar falando de uma arma que torna-se vulnerável ao final de seu curso…

    Outra: certamente estamos falando de uma arma que voa alto pelo menos até a fase intermediária de voo… Seria virtualmente impossível um míssil que voe acima de ‘mach 5’ manter-se voando rente ao solo ou rente ao mar. Ou seja, há duas possibilidades: (a) mantém um perfil de vôo alto e na fase terminal diminui a velocidade para alinhar-se com o alvo e entra num mergulho; e (b) vem num perfil de voo alto, caindo de velocidade e baixando a altitude na fase terminal, alinhando-se com o alvo.

    Também sabemos que os americanos, se quisessem, já teriam suas armas hipersônicas… Porque não o fizeram…? Será que é porque decidiram que não compensa, e que é melhor ter uma arma simples, que possa ser construída aos milhares e ser lançada em quantidades capazes de saturar um alvo…?

    Enfim, russos e americanos estão constituindo duas escolas diferentes que, penso eu, são bastante divergentes… De um lado, há um foco em uma racionalização extrema, buscando acima de tudo a capacidade de saturar as defesas com artefatos que, mesmo não sendo sumamente velozes, são mais simples de serem construídos e utilizados. Do outro, a ideia de superar defesas com velocidade e um mix de artefatos radicalmente diferentes…

    • RR,
      Há uma consideração sobre esse Kinzhal que deve ser feita.
      Ele é um míssil semibalístico, balístico ou de cruzeiro?
      Seja qual for a resposta tem implicações diversas. O Iskander original é semibalístico e não voa além da atmosfera. De cruzeiro parece não ser tendo em vista o sistema de propulsão sugerir isso.
      Para se chegar a 2000 km de alcance muito provavelmente esse míssil seria balístico e teria um apogeu acima da atmosfera, o que o obrigaria a ter um veículo de reentrada resistente ao calor que seria liberada ao término do propelente.
      Já imaginou algo mergulhando a Mach 10 tendo um radar miniatura na ponta e tendo alguns segundos para detectar um alvo, tomar decisões, se por em direção ao alvo, etc.
      Alguns poderiam dizer que se um míssil hipersônico atinge uma pequena ogiva hipersônica no espaço mais fácil seria um míssil hipersônico atingir um imenso e lento navio no meio do mar. O senso comum diz que é mais fácil atingir o navio. Só que é um engano!
      Cada ameaça tem suas próprias dificuldades e não é fácil atingir veículos de reentrada a Mach 20 mas uma força tarefa protegida por um porta-aviões em tese fecha seu espaço ao redor de uns 500 km e impossibilita que o navio fique sendo rastreado tempo integral. Somado a isso os navios se movem a até 50 km/h e são dotados de defesas ativas e passivas diversas e em camadas.
      A única maneira de rastrear em tempo integral uma força tarefa protegida por caças e aviões AEW é fazer isso do espaço (a Terra é redonda rsrss) ou com uma aeronave stealth que ficasse imune aos radares e caças de defesa do porta-aviões. E esses meios ainda teriam que estarem linkados em tempo real com o míssil.
      Isso não é fácil de fazer. O porta-aviões irá tentar impedir a todo custo que um inimigo adentre sua zona de defesa e aí fica difícil indicar alvos ao míssil e ele quando for lançado tem que se virar sozinho na maior parte do tempo e quanto mais veloz, mais correta tem que ser a posição futura do alvo. Os chineses com seus DF-21D alegam (ou alegavam, porque não se fala mais sobre isso) que seu míssil balístico antinavio estaria online tempo integral com satélites radar e uavs stealths de modo a que a correção se desse em tempo hábil.
      Por incrível que possa ser e por mais que fira o senso comum, é mais fácil uma esquadra protegida por porta-aviões se esconder no mar que ocultar o lançamento de um míssil balístico ou um planador hipersônico e impedir que suas ogivas sejam rastreadas.
      Um sistema defensivo contra ataque de um míssil balístico tem a “ajuda” do próprio míssil atacante na sua interceptação já que ele se eleva muito alto e se expões aos radares defensivos de longo alcance, que corrige a trajetória do míssil interceptador em tempo integral, ficando só nos instantes finais a cargo do seeker. Sem falar que tirando as ogivas falsas um míssil balístico ou planador hipersônica não tem defesas ativas e passivas.
      Um abraço.

  14. Muito mais interessante que as matérias, são os relatórios dos comentaristas especialistas!

    Basta apenas uma foto ou vídeo, e já sabem do que se trata, do que foi derivado, todas suas características, etc..

    E também já traçam toda a geopolítica envolvida, quais serão os próximos passos etc..

    De quebra, também sabem analisar todas as ideologias politicas, estratégias de publicidade e muito mais..

    Os comandantes militares das grandes potências precisam consultar os especialistas daqui!!!

    • Rodrigo,
      No mundo inteiro é assim. Todos os blogs de defesa estão discutindo o assunto da maneira como fazemos aqui.
      Por que só na Trilogia que você quer que seja frequentada por um bando de panacas que não comentam, que não constroem hipóteses, que não fazem análises??
      Se o dono do pedaço (o Sr. Galante) não quisesse que houvesse discussão ele só mandaria o email do tema pra gente, você não acha?
      Não é porque somos brasileiros que temos que ser limitados em relação às análises do tema defesa e se você acha que não pode colaborar na discussão, eu respeito, mas há quem pensa diferente.

      • Bosco,

        Comentar ou até mesmo especular a respeito de algo é uma coisa.
        DEPRECIAR um produto baseado unicamente em preferências politicas, como eu vejo aqui, é outra bem diferente..
        Isso, não agrega nada a nenhuma discussão minimamente construtiva.

        • Em tempo:

          Só agora fui perceber que meu comentário, saiu logo abaixo de sua resposta (Por sinal bem interessante) ao colega RR.
          Deixo claro que apesar dessa coincidência, que provavelmente o tenha feito interpretar de forma diferente, o comentário não foi direcionado a você ok.

  15. Então arrumaram mais uma função para os MiG-25/31, que tem desempenho superior aos Flankers para lançar este míssil com melhor resultado.
    Quem sabe não deixam de ser caças de defesa e se tornam de ataque estratégico ?
    .
    Estou desconfiando que os chineses podem estar bancando “these wonderful russian toys”.

  16. Este míssil no primeiro vídeo divulgado dele mostra ele atingindo um alvo no solo , e o atinge por cima , então ele mergulha sobre o alvo .
    Para atingir alvos no solo , desde o lançamento o míssil já faz os cálculos da trajetória do vôo para não precisar no final fazer manobras bruscas para por o alvo na pontaria , então provavelmente ele não precisa diminuir sua velocidade para por o alvo na mira.
    Pena ele não caber nos Su-34 :/ mas provavelmente sera colocado nas asas do Tu-22
    Bosco
    Realmente não vejo como este míssil poderia atingir navios.
    Ainda mais a 2000km de distância.

    Outra coisa, começaram a montar o S-500.

    • Leo,
      Atingir navios protegidos por porta-aviões não é tarefa fácil. Fosse e teria só um conceito. Hà vários. Quando há uns 20 remédios para uma doença é sinal que nada funciona direito.
      Quanto mais rápido um míssil antinavio mais longo é o cone de aproximação porque ele tem radar mais potente (em geral, tendo em vista ser bem maior que um míssil subsônico) , mas ao mesmo tempo o cone é mais estreito tendo em vista a menor capacidade de manobra do míssil mais veloz.
      Um míssil subsônico tem um cone de aproximação mais curto mas mais amplo, já que pode manobrar.
      O sistema de navegação de meio curso (inercial, GPS, etc) aliado ao data-link tem por objetivo colocar o míssil na tal janela de busca onde o seeker assumiria a orientação na fase terminal.
      Também o seeker radar ativo de um míssil antinavio idealmente teria que ser acionado o mais perto possível do alvo para não se expor prematuramente ao sistema de apoio eletrônico do navio. Um míssil subsônico a 250 m/s (ex: Harpoon) quando lançado contra um navio a 100 km de distância teria que lidar com uma mudança de posição de um alvo a 30 nós de cerca de 6 km. Essa diferença é plenamente “gerenciada” pelo sistema de orientação do míssil que tem um radar capaz de detectar um navio do tamanho de uma fragata a uns 40 km de distância. Mas ele não faz isso já que alertaria as defesas do navio e deixa para acionar o radar bem mais perto, não raro a menos de 10 km da posição estimada do navio, o que dá menos de 40 segundos de alerta às defesas.
      Quanto mais rápido ou/e quanto mais longe o navio estiver, mais precocemente o radar do míssil tem que ser acionado, mais alto ele tem que voar para que o navio entre na linha de visão do seu radar, mais estreito fica o cone de aproximação, com mais precisão ele tem que se posicionado na janela de busca do seeker.
      Um míssil subsônico pode até errar o alvo e dar meia volta e reatacar o navio alvo. Um míssil super ou hipersônico não pode fazer isso. Ele tem pouca margem de manobra por conta de que a cada leve movimento de suas aletas pequena redunda num amplo raio de curva.
      Se supormos que o espaço aéreo está fechado ao redor de um porta-aviões fica difícil que toda a cadeia de eventos que culmina com um porta-aviões sendo atingido ocorra.
      A força tarefa teria que ser detectada, identificada, rastreada e o míssil lançado bem fora da área de defesa externa promovida pelos aviões (caças e AEW). O míssil supersônico ou hipersônico tem um cone de aproximação estreito o que obriga que seja colocado numa posição relativa à janela de busca. Ele teria que fazer isso sozinho porque provavelmente não irá contar com atualização via data link porque não haverá nenhuma aeronave em linha de visada com o porta-aviões e o míssil antinavio porque em tese o espaço estaria fechado num raio de mais de 500 km ao redor do porta-aviões.
      Quanto mais longe do navio alvo mais premente seria a necessidade de atualização, em compensação, quanto mais rápido, menos necessário é a atualização. Os russos esperam que seus mísseis de grande alcance consigam se posicionar na janela de busca e num dado cone de aproximação ideal devido ao incremento da velocidade.
      Os americanos esperam enfrentar os porta-aviões “inimigos” de modo diverso dos russos e chineses, utilizando-se do furtivo F-35 e de mísseis “drones” autônomos subsônicos que podem ser colocados na área onde os navios inimigos devem estar e o míssil ficaria “vadiando” e observando tudo com seus sensores e teria inteligência suficiente para fazer o serviço sem precisar de ajuda externa.
      Os russos como de costume, optaram pela força bruta, enquanto os americanos optaram pela inteligência e furtividade. Aqui não é nenhuma crítica a nenhum dos lados. São apenas duas formas de abordar a resolução de um “problema”.
      Quem está certo? Não faço a mínima ideia.
      Numa primeira impressão parece que os russos estão muito otimistas em achar que podem lançar um míssil a 1000 km, 2000 km de distância de um navio e ele atingir um alvo se movendo erraticamente a 50 km/h por conta própria, sem uma atualização de meio curso.
      Já os americanos podem estar confiando demais na tecnologia stealth e no nível de inteligência artificial de seus mísseis.

      • Bosco
        Levando em conta um míssil a mach 10 , lançado a 1000km do alvo , levaria cerca de 5 a 6 minutos para chegar ate o alvo , e ele chegaria em alta altitude então seu radar poderia detectar os navios no limite do alcance do radar do míssil, mas os navios também vão detectar ele a uma distância boa , mas se os navios conseguirem detectar o míssil a 100km de distancia , teriam cerca de 30 segundos para reagir , levando em conta a velocidade divulgada.
        Já o míssil se seu radar conseguisse achar os navios a cerca de 50 km teria 15 segundos para se alinhar com os navios e conseguir acertar.
        Mas a trajetória divulgada naquele primeiro vídeo é algo meio impossível para um míssil que voa a mach 10 .
        Outra coisa é que geralmente uma formação de batalha com porta aviões e outros navios não ficam tão juntos e alguns navios ficam a alguns quilômetros de distancia um do outro então provavelmente algum navio vai aparecer no radar do míssil.
        Usando seu exemplo do harpoon que voa a 250 m/s , o míssil russo voa a cerca de 3km/s , e sendo lançado a 1000km de distancia da posição dos alvos, levaria praticamente o mesmo tempo que o Harpoon para chegar aos alvos , talvez ate um pouco mais rápido , mas teria a vantagem de estar em grande altitude e poderia detectar os alvos a maior distancia no caso dentro do cone de seu radar .

  17. Se passar de publicidade Russa e realmente for algo que funciona é bem interessante, teriam eles superado os desafios do scramjet? Dizem que acionar esses motores no momento certo é a mesma coisa que acender um palito de fósforo durante um furacão. Interessante o emprego do MIG-31, o caça a jato mais rápido em operação, o que na teoria poderia impulsionar o míssil a Mach 3 para atingir a velocidade ideal de acionamento dos motores.

  18. O que me vem à cabeça é, seríamos nós brasileiros capazes de criar um míssil de cruzeiro com cerca de 1.000 a 1.500 km de alcance para serem lançados dos futuros submarinos nucleares da marinha ?, não estou falando de reinventar a roda como os Russos ou americanos estão a propor, penso em algo nos moldes do Popeye Turbo que Israel usa em seus submarinos (convencionais). Em uma conjectura penso que mísseis como estes armados com uma ogiva nuclear compacta seria um dissuasor e tanto mesmo dando um tom mais defensivo .

    • Creio que o AV-TM 300 na verdade tenha um alcance maior que 300km se a dimensões forem mesmo a que foram informadas, Suponho algo entre 500km e 1000km, não acho que seja muito complicado a sua adaptação para lançamento a partir de submarinos. Os militares as vezes ocultam certas capacidades como alcance vide o exemplo do MAR-1 que só se sabe que o alcance é maior que 60km.

  19. Essas armas novas buscam manter a paridade com os EUA (campo nuclear) e permitir a Rússia ( no campo convencional) causar grandes estragos nas forças dos EUA em caso de confronto direto ou indireto; já que danos colaterais em guerras causam grandes comoções nacionais. Não é novidade para ninguém que os EUA buscam o fim da paridade nuclear com seus escudos. No momento o número imenso de armas nucleares russas poderiam facilmente saturar o sistema de defesa de mísseis dos EUA, mas e no futuro? e Daqui a 40 ou 50 anos? Os Russos não pensam apenas no hoje, é preciso avaliar o futuro. Chegaram um momento em que as defesas antimísseis dos EUA vão poder interceptar os mísseis russos, nessa hora, as novas armas russas capazes de iludir esses sistemas farão muita diferença. Muitos projetos hoje buscam resultado final daqui 50 ou mesmo 100 anos e nós ocidentais temos um pensamento muito imediatista, de momento, mas muita coisa demanda tempo e tempo.

  20. Pegaram o Iskander (9K720) e o transformaram num vetor aerolançado…
    Algo absurdamente simples (em aparência) de se fazer…
    Seguramente bem mais em conta do que desenvolver do zero uma arma totalmente nova.
    ìncrível, realmente os russos pensam fora da caixa.

      • Falaste uma besteira…
        Por certo não viu o teste. Veja o vídeo.
        O Mig-31 é o transportador, o vetor é hipersônico. O conjunto estará a mais de 400km do alvo… Por favor, guarde as sandices de fã-boy para outra hora.

        • Falei não meu querido.
          Falei do míssil e não do caça. O míssil voa como uma pedra. Não tem a manobrabilidade de um míssil subsônico.
          Prestar mais atenção.

          • Quem tem a obrigação de prestar atenção é você, que nada sabe e aponta ser possível a destruição de uma arma hipersônica por armamento de tubo.
            Continue a divertir a presente coluna de comentários, involuntariamente, caro comentarista de inteligência raríssima.

        • Você já é conhecido em outros blogs pelo seu ufanismo pelo equipamentos militares russos, exemplo, plano Brasil.
          Inclusive com debates calorosos defendendo toda a eficiência dos equipamentos provenientes da mãe Russia.
          Por isso meu modo irônico com a sua pessoa, meu caro colega vermelhinho.
          Afinal de contas, comentários inteligentes são encontrados aos montes ali, local que você sempre se faz presente.
          Abraço.

          • Percebo que é um personagem de internet cuja a existência se pauta pela hostilização de comentaristas que não compartilhem com a sua visão.
            Eu informo pessoas, caríssimo, pois tenho obras de referência sobre armamentos estrangeiros na minha biblioteca, já você, pelo que se vê, vive para propalar besteiras pela internet afora.

            A diferença é gritante.

  21. Bosco ( 12 de Março de 2018 at 10:24 );

    Pois é, Bosco.

    Também é pensável, pelo que foi demonstrado até aqui, que siga uma trajetória algo similar a do míssil ALARM, utilizando motorização convencional para subir a grande altura e depois passando a descendente na fase intermediária, iniciando o ‘scramjet’ e acelerando a hipersônico, acentuando a curva na fase terminal e ganhando velocidade até o ponto de detonação. Se é isso, então estamos falando de uma arma guiada por satélite e INS, provavelmente sem guiagem terminal.

    É até possível uma arma convencional com esse perfil, mas aí seria uma arma contra grandes alvos fixos. Absolutamente não consigo imaginar algo despencando a mach 10 alinhar com o alvo no meio da fase terminal e ainda detonar por impacto. Tenho que qualquer correção certamente é realizada entre o fim da fase intermediária e inicio da fase final de voo, com a massa indo para um ‘ponto calculado para impacto’…

    Bom… Se tiver um CEP de uns 100 metros, já vale o esforço… E é bem possível atingir essa marca com o INS, considerando o advento de giroscópios com anel laser, que tornam esse sistema muito mais preciso.

    Agora, em se tratando do ‘Zircon’, definitivamente não há como acertar com precisão sem uma guiagem terminal, visto este ser engajado contra alvos móveis. E isso, entendo eu, implica em reduzir a velocidade em algum momento.

    Saudações.

  22. O Missil é claramente um derivado do Iskander com modificação especificas para o novo meio de lançamento.

    Oque podemos notar esteticamente é que:
    A Parte dianteira, dele alem de mais aerodinâmica, possui *janelas/orifícios entorno da sessão frontal. No vídeo da pra ver claramente no tom dourado/Caramelo
    A Parte lateral também possui um pequena protuberância escura no alongado do meio da sessão.
    A Aletas traseiras são diferentes e possivelmente o Sistema TVC

    * Na minha opinião seria um novo sistema óptico.

  23. A melhor defesa nuclear, é um contraataque maciço, é tanto os russos,como americanos ,e choneses sabem disto,escudo antimissel podem barrar alguns mas as ogivas que cairão já vão fazer a mutúa destruição.Penso se desenvolvem misseis de cruzeiro com múltipla ogivas incluindo ogivas falsa,ai sim séria um pesadelo tático para os defensores de uma nação.Mas o Putim quer é ganhar a eleição,o como o presidente chinês reinar até morrer no cargo,isto tudo é propaganda Politica.

  24. Lendo os comentários dos especialistas eu descobrir que o míssil russo é um impossibilidade retórica. Ai fui fazer umas continhas pra ver se era uma impossibilidade física também, pois bem:
    Supondo que o míssil viaje a 3km/s e 40km de altitude
    Velocidade do porta aviões: 80km/h ou 22,2 m/s
    Ângulo de abertura vertical dos sensores do míssil 45º +- 7,5º
    Ângulo de Abertura horizontal dos sensores do míssil 0 +- 7,5º
    Nestas condições teríamos uma área de um trapézio para vasculhar de aproximadamente (17.6+13)*21/2 = 321km²
    O tempo de voo do míssil a 2000km de distância é de 666s, neste condições o navio se desloca por até 14,8km… uma área de 344km²
    Discussão:
    Mesmo considerando uma área de busca estreira para o míssil e um navio extremamente veloz temos área próximas com boas chances de coincidirem, o míssil teria em torno de 7s para rastrear e decidir perseguir o alvo, A distância máxima de encontro para os sensores do míssil nesta condição seria de 65,7km e a mínima 50,44km.
    A partir de dados do Iskander sabemos que os sensores disponíveis são desde ópticos aos radares dificultando a utilização de contramedidas.
    Conclusão:
    não parece existir uma impossibilidade física quanto a área de busca e tempo de rastreio para mísseis com capacidade autônoma atingirem alvos do porte de navios…

    • Concordo
      Um míssil a 1000km/h lançado a 100 km Do alvo terá a mesma dificuldade de encontrar os alvos que um lançado a 1200km Do alvo mas voando a Mach 10 .
      Com este ultimo tendo a vantagem de vir de cima e seu radar não se limitar por causa da curvatura da terra e também se aproveitando do RCS maior dos navios ficar na parte de cima deles.

    • Senhores,
      Como é que um alvo móvel pode ser rastreado em tempo real a 1000 km de distância de modo a oferecer a ele uma solução de tiro que o coloque no cone de aproximação aceitável do ponto de vista do seeker e do sistema de direção, estando o espaço ao redor da força tarefa fechado num raio de mais de 500 km?
      Concordo com vocês que em tese é possível mas não está claro como isso seria feito. Não duvido que possa ser feito, mas não está claro como os russos e chineses pretendem fazê-lo. Claro, sempre se pode enfrentar os caças embarcados da USN no mano a mano, deteriorar a defesa e atacar o grupo tarefa desprotegido ou que teve sua defesa externa penetrada, mas como os russos desenvolvem mísseis cada vez com maior alcance, não parece ser essa a doutrina russa para enfrentar essa situação.
      Na década de 80 os Backfires pretendiam fazê-lo tentando adentrar o perímetro defendido pelos F-14 e pelo Aegis mas se mantendo o mais distante possível, voando a grande altitude (mais de 12 km), detectando a força tarefa com seus radares e lançado os mísseis AS-4 (Mach 4,5) de uma distância de 400 km e se evadindo antes da chegada dos caças. O ataque seria de pelo menos 12 Backfires com 24 mísseis AS-4.
      A rede de satélites radar russa da década de 80 não se prestava a indicação de alvos. Também os satélites ELINT soviéticos não têm precisão para prover solução de tiros para mísseis.
      De lá pra cá não houve grandes evoluções. A única maneira de adentrar incólume o perímetro é utilizando tecnologia stealth ou lançando mísseis autônomos capazes de achar alvos válidos por conta própria. Até hoje não se falou se os Su-57 poderiam ser utilizados nessa função, de prover ISR penetrante e dar indicação de alvos a mísseis lançados da retaguarda.

      • Bosco
        Isso poderia ser feito por um submarino? Pois é a maneira maia fácil de se aproximar.
        E nesse caso estamos falando do grupo tarefa americano com porta aviões, mas se fosse um navio ou alguns navios sem porta aviões seria bem mais fácil.

  25. Ta complicado ler as mensagens, uma briga eterna de defensores de EUA e RUSSIA, Cheio de engenheiros de todos os tipos e lados, sendo que ate minha filha de 8 meses já sabe que todos se respeitam e um tem medo do outro, ou vão me falar que não ? Tá chato de mais ler os comentarios eu adoro assunto militar, sei que os EUA são a maior Potencia militar do planeta, mais também sei que Russia se quiser desintegra a terra e a China vem crescendo á passos largos. Agora tomar partido nem F… sou Brasileiro e ponto. Trabalho com um Judeu a 30 anos tenho amigos Americanos e gostaria de conhecer a china e russia e admiro a força deles que tem fama de quebrados, mais encaram qualquer pais do mundo porque cuidam de suas defesas. Perdoem meu português é fraco!!!

  26. De tudo isso o que ressalta é o nosso atrazo e pouco investimento em novas tecnologias. Ficamos comprando sucata de navios e obuses e os outros paises investindo em meios astronauticos e velocidades cada vez mais impressionantes. Vamos construir corvetas e previlegiar armamentos de tubo. Ainda apreciamos o L70, 40 mm., já considerado inutil contra jatos e misseis. Nossos conhecimentos técnicos não frutificam, eis que não há uma politica de estado para garantir nossa soberania. Todo o dinheiro do erário está na mira dos oportunistas e chacais que rondam as mal cheirosas casas de poder em Brasilia.

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