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Embraer: Divulgação de resultados do 4º trimestre de 2017

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E-Jets da Embraer

DESTAQUES

  • No 4º trimestre de 2017 (4T17), a Embraer entregou 23 aeronaves comerciais e 50 executivas (32 jatos leves e 18 grandes) e em 2017 foram 101 aeronaves comerciais e 109 executivas (72 jatos leves e 37 grandes), alcançando sua estimativa de entregas para 2017;
  • A Receita líquida atingiu R$ 5.654,8 milhões no 4T17 e R$ 18.713,0 milhões no ano, ficando dentro das estimativas da Companhia para o ano;
  • No 4T17, o EBIT[1] e EBITDA² ajustados foram de R$ 435,0 milhões e R$ 720,0 milhões, respectivamente, levando a uma margem ajustada de 7,7% e 12,7%. O EBIT e EBITDA ajustados do 4T17 excluem R$ 217,2 milhões de itens especiais, principalmente relacionados aos impairments nos segmentos de Aviação Executiva e de Defesa & Segurança;
  • No ano, o EBIT e EBITDA ajustados foram de R$ 1.281,0 milhões e R$ 2.289,6 milhões, respectivamente, e excluem R$ 221,5 milhões de itens especiais. A margem EBIT ajustada foi de 6,8% e a margem EBITDA ajustada foi de 12,2% e ficaram abaixo das estimativas da Companhia;
  • Ao final do 4T17, a Embraer reportou uma Geração livre de caixa ajustado de R$ 1.347,5 milhões, que resultou em um Fluxo de caixa livre ajustado positivo de R$ 1.338,1 milhões, significantemente maior que as estimativas da Companhia. A Embraer encerrou 2017 com uma dívida líquida de R$ 1.028,4 milhões, melhorando sua posição de dívida líquida de R$ 1.873,0 milhões ao final de 2016;
  • No 4T17, a Embraer apresentou Lucro líquido de R$ 117,2 milhões e Lucro por ação de R$ 0,1596. O Lucro líquido ajustado (excluindo-se impostos diferidos e itens especiais) foi de R$ 191,5 milhões e Lucro por ação ajustado ficou em R$ 0,2608. No ano, o Lucro líquido ajustado foi de R$ 899,4 milhões e o Lucro por ação ajustado ficou em R$ 1,2248;
  • A Companhia reafirma suas estimativas para 2018, publicadas em sua divulgação de resultados do 3T17, em 27 de outubro de 2017. Mais detalhes são apresentados na página 10.

PRINCIPAIS INDICADORES FINANCEIROS

São Paulo, SP, 08 de março de 2018 – (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) As informações operacionais e financeiras da Empresa, exceto quando de outra forma indicadas, são apresentadas com base em números consolidados de acordo com as normas contábeis IFRS (International Financial Reporting Standards) e em Reais. Os dados financeiros trimestrais são derivados de demonstrações financeiras não auditadas, enquanto que os dados anuais são auditados, exceto quando de outra forma indicado.

RECEITA LÍQUIDA E MARGEM BRUTA

A Embraer entregou 23 aeronaves comerciais e 50 executivas (32 jatos leves e 18 jatos grandes) no 4T17, para um total acumulado de 101 aeronaves comerciais e 109 executivas (72 jatos leves e 37 jatos grandes) entregues em 2017, atingindo assim sua estimativa anual de entregas. Isso se compara a um total de 32 aeronaves comerciais e 43 executivas (25 jatos leves e 18 jatos grandes) entregues no 4T16 e 108 aeronaves comerciais e 117 executivas (73 jatos leves e 44 jatos grandes) entregues em 2016. No 4T17, a Receita líquida teve queda de 16% em relação ao 4T16 e ficou em R$ 5.654,8 milhões que pode ser explicado principalmente pela queda do número de entregas no período. No ano a Receita líquida caiu 13% para R$ 18.713,0 milhões, comparada aos R$ 21.435,7 milhões de 2016, tendo como principais fatores a valorização do Real durante o ano e a queda do número de entregas dos jatos comerciais e executivos. A Receita líquida em dólares foi de US$ 5,8 bilhões no ano e ficou dentro das estimativas divulgadas ao mercado de US$ 5,7 a US$ 6,1 bilhões.

A Margem bruta consolidada de 20,0% no 4T17 ficou estável em comparação aos 20,1% alcançados no 4T16 apesar da queda de receita já mencionada. Em 2017, a Margem bruta da Companhia foi de 18,3% comparada aos 19,9% de 2016 refletindo o menor número de entregas nos segmentos de Aviação Comercial e Aviação Executiva e também o impacto negativo gerado pela revisão da base de custos de alguns contratos do segmento de Defesa & Segurança.

RESULTADO OPERACIONAL E MARGEM OPERACIONAL

São Paulo, SP, 08 de março de 2018 – (B3: EMBR3, NYSE: ERJ) As informações operacionais e financeiras da Empresa, exceto quando de outra forma indicadas, são apresentadas com base em números consolidados de acordo com as normas contábeis IFRS (International Financial Reporting Standards) e em Reais. Os dados financeiros trimestrais são derivados de demonstrações financeiras não auditadas, enquanto que os dados anuais são auditados, exceto quando de outra forma indicado.

RECEITA LÍQUIDA E MARGEM BRUTA

A Embraer entregou 23 aeronaves comerciais e 50 executivas (32 jatos leves e 18 jatos grandes) no 4T17, para um total acumulado de 101 aeronaves comerciais e 109 executivas (72 jatos leves e 37 jatos grandes) entregues em 2017, atingindo assim sua estimativa anual de entregas. Isso se compara a um total de 32 aeronaves comerciais e 43 executivas (25 jatos leves e 18 jatos grandes) entregues no 4T16 e 108 aeronaves comerciais e 117 executivas (73 jatos leves e 44 jatos grandes) entregues em 2016. No 4T17, a Receita líquida teve queda de 16% em relação ao 4T16 e ficou em R$ 5.654,8 milhões que pode ser explicado principalmente pela queda do número de entregas no período. No ano a Receita líquida caiu 13% para R$ 18.713,0 milhões, comparada aos R$ 21.435,7 milhões de 2016, tendo como principais fatores a valorização do Real durante o ano e a queda do número de entregas dos jatos comerciais e executivos. A Receita líquida em dólares foi de US$ 5,8 bilhões no ano e ficou dentro das estimativas divulgadas ao mercado de US$ 5,7 a US$ 6,1 bilhões.

A Margem bruta consolidada de 20,0% no 4T17 ficou estável em comparação aos 20,1% alcançados no 4T16 apesar da queda de receita já mencionada. Em 2017, a Margem bruta da Companhia foi de 18,3% comparada aos 19,9% de 2016 refletindo o menor número de entregas nos segmentos de Aviação Comercial e Aviação Executiva e também o impacto negativo gerado pela revisão da base de custos de alguns contratos do segmento de Defesa & Segurança.

RESULTADO OPERACIONAL E MARGEM OPERACIONAL

O Resultado operacional (EBIT) e a Margem operacional no 4T17 foram de R$ 217,8 milhões e 3,9%, respectivamente e apresentaram queda e em relação aos R$ 921,5 milhões e os 13,7% reportados no 4T16. No ano, o EBIT foi de R$ 1.059,5 milhões, comparado aos R$ 717,8 milhões de 2016, apresentando margens EBIT de 5,7% e 3,3%, respectivamente.

Os resultados trimestrais e anuais reportados incluem vários itens especiais que impactaram os resultados operacionais tanto nos períodos atuais quanto nos anos anteriores. Em uma comparação dos resultados trimestrais, a receita operacional do 4T17 incluiu um impacto negativo de R$ 217,2 milhões, composto por: 1) R$ 9,9 milhões referentes aos impostos sobre remessas executadas para pagamentos após a finalização da investigação do FCPA. 2) R$ 28,7 milhões referentes aos impairments no segmento de Defesa & Segurança; e 3) R$ 178,6 milhões referentes aos impairments no segmento de Aviação Executiva. Os resultados operacionais do 4T16 incluíam um impacto positivo líquido de R$ 104,6 milhões, composto por: 1) um impacto positivo de R$ 175,0 milhões relacionados à evolução favorável das negociações em andamento com a Republic Airways Holdings (Republic) em decorrência do seu pedido de concordata em fevereiro de 2016; 2) uma reversão de provisão líquida de R$ 4,8 milhões referente ao programa de demissão voluntária (PDV) da Companhia; e 3) um impacto negativo de R$ 75,2 milhões referente aos impostos sobre remessas executadas para pagamentos após a finalização da investigação do FCPA. Excluindo-se esses itens especiais, o EBIT e a margem EBIT ajustados no 4T17 foram de R$ 435,0 milhões e 7,7%, respectivamente. Isso se compara ao EBIT e a margem EBIT ajustados de R$ 816,9 milhões e de 12,2%, no 4T16. Uma combinação de fatores levou ao declínio da margem operacional ajustada no 4T17: queda na receita com diminuição na diluição de custos fixos, aliada às revisões da base de custo em certos contratos no segmento de Defesa & Segurança, particularmente no contrato de desenvolvimento do KC-390.

Os resultados do exercício de 2017 incluíram também outros itens especiais que tiveram um impacto negativo líquido de R$ 221,5 milhões, descritos na tabela abaixo. Os resultados operacionais do exercício de 2016 também incluíram diversos itens especiais que geraram um impacto negativo de R$ 982,7 milhões. Excluindo-se os itens especiais a Embraer gerou R$ 1.281,0 milhões de EBIT ajustado, comparado aos R$ 1.700,5 milhões gerados em 2016. A margem EBIT ajustada de 2017 foi de 6,8%, comparada aos 7,9% do ano anterior. O EBIT ajustado e a margem EBIT ajustada ficaram abaixo das estimativas da Companhia para 2017, de US$ 450 a US$ 550 milhões e de 8,0% a 9,0%, respectivamente, devido à combinação de receita líquida próxima ao nível inferior das estimativas afetando a diluição de custos fixos, aliada a uma menor rentabilidade no segmento de Aviação Executiva, juntamente às revisões da base de custo no segmento de Defesa & Segurança, conforme mencionado anteriormente.

As despesas administrativas totalizaram R$ 159,4 milhões no 4T17, representando crescimento em relação aos R$ 145,0 milhões relatados no 4T16. Para o ano de 2017, essa despesa foi de R$ 572,7 milhões, comparada aos R$ 574,1 milhões de 2016. As despesas comerciais subiram ligeiramente de R$ 267,4 milhões no 4T16 para R$ 269,1 milhões no 4T17. Em 2017 essas despesas ficaram em R$ 981,6 milhões, queda de 24% em relação aos R$ 1.289,0 milhões de 2016, com declínio nas três principais unidades de negócios, refletindo ganhos de eficiência, apesar de uma taxa de câmbio média menos favorável para o dólar em relação ao real, no período. As despesas com Pesquisa foram de R$ 56,8 milhões no 4T17 e ficaram pouco abaixo dos R$ 61,9 milhões do 4T16, principalmente em função da taxa média de câmbio mencionada anteriormente. Em 2017, as despesas com Pesquisa totalizaram R$ 157,6 milhões, comparadas aos R$ 162,0 milhões de 2016 e em linha com a estimativa anual da Companhia.

A conta Outras receitas (despesas) operacionais líquidas apresentou despesa de R$ 430,3 milhões no 4T17 comparada a uma receita de R$ 50,5 milhões no 4T16. No total anual, essa mesma conta apresentou despesa de R$ 653,9 milhões em 2017, comparada a uma despesa de R$ 1.525,7 milhões em 2016. Todos os itens especiais mencionados anteriormente são contabilizados nessa linha da demonstração de resultados. Excluindo-se o impacto desses itens especiais, a conta Outras receitas (despesas) operacionais líquidas apresentou despesa de R$ 213,1 milhões no 4T17 comparada a uma despesa de R$ 54,1 milhões no 4T16, principalmente pelo aumento de algumas despesas corporativas. No total anual a receita (despesa) operacional, líquida ajustada apresentou despesa de R$ 432,4 milhões em 2017 contra uma despesa de R$ 543,0 milhões em 2016.

RESULTADO LÍQUIDO

No 4T17, a Embraer apresentou Lucro líquido de R$ 117,2 milhões e Lucro por ação de R$ 0,1596. No ano, o Lucro líquido total foi de R$ 795,8 milhões e o Lucro por ação ficou em R$ 1,0838.

O Lucro líquido ajustado, excluído do Imposto de renda e contribuição social diferidos e também do impacto líquido, após imposto dos itens especiais descritos anteriormente, foi de R$ 191,5 milhões no 4T17, comparado aos R$ 694,2 milhões do 4T16. No acumulado anual, esse valor foi de R$ 899,4 milhões em 2017 e de R$ 969,4 milhões em 2016. O Lucro por ação excluindo-se esses mesmos itens foi de R$ 0,2608 no 4T17, comparado ao R$ 0,9437 do 4T16 e, em 2017 foi de R$ 1,2248, ante o R$ 1,3179 apresentado em 2016.

ATIVOS E PASSIVOS MONETÁRIOS E ANÁLISE DE LIQUIDEZ

A Companhia encerrou 2017 com uma posição de Dívida líquida de R$ 1.028,4 milhões, representando queda em relação à Dívida líquida de R$ 2.289,9 milhões ao final do 3T17, e também em relação à Dívida líquida de R$ 1.873,0 milhões ao final de 2016. Uma maior geração livre de caixa em 2017, em comparação a 2016 foi o principal fator de melhoria da posição financeira no período. Ao final do ano, a Companhia possuía um Total de financiamentos da ordem de R$ 13.888,8 milhões e um Caixa total de R$ 12.860,4 milhões.

Em 2017, a Companhia apresentou uma Geração livre de caixa ajustado de R$ 1.338,1 milhões (excluindo-se os impactos não recorrentes no caixa de R$ 287,8 milhões provenientes dos itens especiais mencionados anteriormente), comparado a um Uso livre de caixa ajustado de R$ 1.478,7 milhões em 2016 e superando suas estimativas para o ano. Isso se deve em grande parte ao maior Caixa líquido ajustado gerado pelas atividades operacionais (líquido de investimentos financeiros e ajustado pelos impactos não recorrentes no caixa) de R$ 3.256,0 milhões em 2017, em comparação aos R$ 813,9 milhões gerados em 2016, bem como pela queda dos investimentos em CAPEX e ativos intangíveis em 2017. Os principais fatores que resultaram em um maior fluxo de caixa operacional em 2017 foram a uma melhoria acentuada no capital de giro (particularmente Estoques mais baixos e Adiantamentos de clientes maiores) e menores adições líquidas ao Imobilizado.

As Adições líquidas ao imobilizado totalizaram R$ 249,0 milhões no 4T17 e R$ 702,8 milhões em 2017. Desse total, no 4T17, o CAPEX representou R$ 224,3 milhões e as Adições ao programa Pool de peças de reposição foram de R$ 25,5 milhões. Excluindo-se o CAPEX contratado dos programas do segmento de Defesa & Segurança, o CAPEX no 4T17 foi de R$ 223,1 milhões e no ano foi de R$ 560,7 milhões, abaixo das estimativas da Companhia.

As Adições ao intangível no 4T17 foram de R$ 406,6 milhões e estão relacionadas a todos os investimentos em desenvolvimento de produtos, principalmente ao programa dos E-Jets E2, no segmento de Aviação Comercial, que evoluiu conforme planejado. No trimestre não houve recebimentos relacionados à Contribuição de parceiros, o que representou um investimento líquido em Desenvolvimento de R$ 406,6 milhões. No ano, a Companhia investiu um total R$ 1.502,9 milhões em desenvolvimento de produtos, que foi parcialmente compensado pelos R$ 268,9 milhões provenientes das Contribuições de parceiros, levando ao investimento líquido de R$ 1.234,0 milhões, ficando pouco abaixo de sua estimativa anual.

No 4T17, o endividamento da Empresa subiu R$ 244,6 milhões e totalizou R$ 13.888,8 milhões, comparado aos R$ 13.644,2 milhões do 3T17 principalmente em função da variação cambial do trimestre. A dívida de longo prazo totalizou R$ 12.602,2 milhões, enquanto a dívida de curto prazo foi de R$ 1.286,6 milhões. Considerando o perfil atual da dívida, o prazo médio de endividamento caiu de 6,1 anos para 6,0 anos. O custo da dívida em Dólar, ao final do 4T17 era de 5,18% a.a., comparado aos 5,19% a.a. ao final do 3T17. O custo da dívida em Reais caiu de 3,83% a.a., ao final do 3T17, para 3,72% a.a. no 4T17.

A relação do EBITDA nos últimos 12 meses versus as despesas sobre os juros caiu de 3,78 no 3T17 para 2,78 no 4T17. Ao final do 4T17, 15% da dívida total eram denominada em Reais.

A estratégia de alocação de caixa da Embraer continua sendo uma das principais ferramentas para a mitigação do risco cambial. Ajustando a alocação do caixa em ativos denominados em Reais ou Dólares norte-americanos, a Companhia busca neutralizar sua exposição cambial sobre as contas do balanço. Ao final do 4T17, o caixa alocado em ativos denominados em Dólar Norte-Americano era de 77%.

Complementando sua estratégia de mitigação dos riscos cambiais, a Companhia aderiu a alguns hedges financeiros para reduzir a exposição do seu fluxo de caixa de 2017. Essa exposição ocorre pelo fato de que aproximadamente 10% da Receita líquida da Companhia é denominada em Reais e aproximadamente 20% dos seus custos totais também são denominados em Reais. Ter os custos denominados em Reais superiores às receitas gera tal exposição. Para 2018, cerca de 45% da exposição em Real está protegida, caso o Dólar se desvalorize abaixo de R$ 3,32. Para taxas de câmbio acima deste nível, a Empresa se beneficiará até um limite médio de R$ 3,75 por Dólar.

ATIVOS E PASSIVOS OPERACIONAIS

Além dos fatores acima mencionados, uma melhor gestão do capital de giro ajudou na maior geração de fluxo de caixa livre em 2017 em relação a 2016. Uma redução de R$ 1.028,2 milhões nos Estoques ao longo de 2017 foi o maior contribuinte, refletindo um melhor equilíbrio entre produção e entregas. Outro contribuinte positivo para o fluxo de caixa em 2017 foi o aumento de R$ 197,4 milhões nos Adiantamentos de clientes, dada uma melhor atividade comercial no segmento de Aviação Comercial. Por outro lado, as Contas a receber aumentaram R$ 203,5 milhões em 2017 ficando em R$ 2.372,3 milhões, com aumento em todos os segmentos, enquanto a conta Fornecedores caiu R$ 375,0 milhões e finalizou o ano em R$ 2.728,0 milhões.

Em 2017, o Intangível aumentou R$ 801,8 milhões e ficou em R$ 6.227,1 milhões, refletindo os investimentos contínuos no desenvolvimento de produtos. O Imobilizado encerrou 2017 em R$ 6.962,9 milhões, ante os R$ 7.020,8 milhões do final de 2016.

PEDIDOS FIRMES EM CARTEIRA

Considerando-se todas as entregas, bem como os pedidos firmes obtidos durante o período, a carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) da Companhia teve queda de US$ 0,5 bilhão durante o 4T17 e fechou o ano em US$ 18,3 bilhões.

RECEITA POR SEGMENTO

No 4T17, o segmento de Aviação Comercial teve participação de 46,0% na Receita líquida da Companhia, abaixo dos 50,6% do 4T16, principalmente em função do menor número de entregas, o que resultou em queda de 23% na receita na comparação entre os anos. O segmento de Aviação Executiva teve crescimento de participação de 33,2% no 4T16 para 37,8% no 4T17, apesar da queda de receita de 4% em relação ao ano anterior. O segmento de Defesa & Segurança teve 15,6% de participação na receita no 4T17, ficando estável em relação ao 4T16. Outras receitas representaram 0,6% de participação no 4T17 em comparação aos 0,4% do 4T16. No ano, o segmento de Aviação Comercial teve 57,7% de participação no total das receitas da Companhia, o segmento de Aviação Executiva reportou 25,6%, o segmento de Defesa & Segurança alcançou 16,3%, enquanto que Outras receitas tiveram participação de 0,4%.

AVIAÇÃO COMERCIAL

No 4T17, a Embraer entregou 23 aeronaves comerciais, encerrando 2017 dentro de suas estimativas anuais com 101 aeronaves entregues.

Em outubro de 2017, a American Airlines assinou uma ordem firme para dez jatos E175. Combinado com as duas ordens anteriores da companhia aérea para o E175, este novo contrato resulta em um total de 74 E175.

Nesse mesmo mês, a SkyWest, Inc. anunciou um pedido firme para 20 E-Jets. A SkyWest receberá 15 aeronaves E175 SC (Special Configuration) em uma configuração de 70 assentos. A aeronave E175 SC possui o mesmo airframe do E175, podendo ser adaptado para 76 assentos no futuro. A SkyWest também receberá cinco E175s, em uma configuração de 76 assentos, semelhante ao seu pedido anterior.

Em dezembro de 2017, a Embraer celebrou a entrega do seu 1.400º E-Jet, um E175, para a American Airlines. A aeronave será operada pela Envoy Air, uma subsidiária integral da American Airlines Group Inc..

O desenvolvimento do Programa E2 permanece dentro do cronograma, dentro do orçamento e melhor do que inicialmente especificado. Em fevereiro de 2018, o E190-E2 recebeu o Certificado de Tipo da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), da Federal Aviation Administration (FAA) e da Agência Europeia para a Segurança da Aviação (European Aviation Safety Agency – EASA). É a primeira vez que um programa aeronáutico com o nível de complexidade do E2 recebe um certificado de tipo das três das maiores autoridades internacionais de certificação simultaneamente. A Embraer confirmou que em abril de 2018 entregará o primeiro E190-E2 para Widerøe, seu cliente lançador, que iniciará as operações da aeronave no final desse mesmo mês.

Concepção do E190-E2 da Wideroe

A Embraer anunciou alguns resultados finais dos testes em voo, confirmando que a aeronave é melhor do que a especificação original e ainda mais eficiente do que outras aeronaves de corredor único. Com relação ao consumo de combustível, o E190-E2 provou ser 1,3% melhor do que originalmente esperado, o que representa uma melhoria de 17,3% em relação ao E190 da geração atual e quase 10% melhor que seu concorrente direto.

O E190-E2 também se torna o avião mais ecológico do segmento, com o menor nível de ruído externo e de emissões. A margem cumulativa para o limite de ruído da fase IV da ICAO aumenta de 17 para 20 EPNdB, o que resulta em 2 EPNdB melhor em relação ao seu concorrente direto.

Os resultados dos testes em voo também confirmaram que o desempenho de decolagem do E190-E2 é melhor que a especificação original. O alcance da aeronave a partir de aeroportos com altas temperaturas e grandes altitudes (Hot and High), como Denver e Cidade do México, aumentou em 600 milhas náuticas em comparação com aeronaves de geração atual. Já o alcance a partir de aeroportos com pistas curtas, como London City, na Inglaterra, também aumentou em mais de 1.000 milhas náuticas, permitindo que a aeronave alcance mercados na Rússia, Egito e Turquia, por exemplo.

Outro objetivo-chave do programa no qual o E190-E2 obteve melhores resultados do que as expectativas iniciais é o tempo de treinamento de transição dos pilotos. Os pilotos da geração atual de E-Jets precisarão de apenas 2,5 dias de treinamento e sem necessidade de simulador de voo completo para voar o E2.

Ao final do 4T17, a carteira de pedidos e entregas acumuladas para a Aviação Comercial era composta da seguinte forma:

A carteira de pedidos firmes e à entregar da Aviação Comercial encerrou 2017 em US$ 13,4 bilhões.

Jatos executivos da Embraer

AVIAÇÃO EXECUTIVA

As entregas da Aviação Executiva no 4T17 foram de 32 jatos leves e 18 jatos grandes, totalizando 50 aeronaves, um crescimento de sete unidades em relação ao mesmo período de 2016. Em 2017, foram entregues 109 aeronaves em comparação as 117 entregues em 2016.

No 4T17, a Embraer revelou sua mais nova aeronave: o jato executivo Phenom 300E. O novo jato é uma nova versão do líder de segmento Phenom 300, que em 2017 foi confirmado mais uma vez como o jato leve mais entregue, pelo sexto ano consecutivo. O anúncio foi feito durante a edição de 2017 da NBAA-BACE (National Business Aviation Association’s Business Aviation Conference and Exhibition), convenção e exposição da aviação executiva realizada em outubro em Las Vegas, nos Estados Unidos. O novo jato tem designação “E” anexa à marca, que significa “Enhanced”, representando os novos interior e sistemas de entretenimento e de gerenciamento da cabine de passageiros nice® HD CMS/IFE, da Lufthansa Technik. O Phenom 300E foi exibido pela primeira vez na exposição estática da NBAA-BACE e tem sua primeira entrega prevista para o 1T18.

No trimestre, a Embraer anunciou a melhoria da experiência de voo dos seus jatos executivos de cabine média Legacy 450 e Legacy 500. A altitude de cabine dessas duas aeronaves revolucionárias foi reduzida para 5.800 pés (1.768 m), oferecendo agora a melhor altitude de cabine do segmento. Este anúncio foi feito durante uma coletiva de imprensa na feira de aviação Dubai Air Show, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos.

No final de 2017, a Embraer acumulava US$ 777 milhões em pedidos firmes de jatos executivos em carteira.

Embraer KC-390

DEFESA & SEGURANÇA

No final do 4T17, o KC-390 completou um marco fundamental com a demonstração pela Embraer à Força Aérea Brasileira (FAB) do atingimento da Capacidade Inicial de Operação (Initial Operational Capability – IOC). O atingimento da IOC assegura as condições necessárias para o início de operação da aeronave, em conformidade com o escopo acordado com a FAB. Como parte da IOC, a Embraer obteve um Certificado de Tipo Provisório do KC-390 junto à ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), atestando a adequação do projeto aos exigentes requisitos de certificação de aeronaves da categoria transporte.

Antes deste atingimento, o KC-390 realizou uma série de testes nos Estados Unidos como parte de sua campanha de ensaios para certificação. Nestes ensaios a aeronave realizou testes nos sistemas de aviônicos, de medição de ruído externo e operações com vento cruzado.

Embraer EMB 314 Super Tucano A-29

Com relação ao programa A-29 Super Tucano, no último trimestre foi anunciado três pedidos firmes totalizando 18 aeronaves. O primeiro contrato, de seis aeronaves, foi para um cliente não revelado. As aeronaves poderão ser utilizadas para treinamento tático e avançado bem como em missões de ataque leve e ISR (inteligência, vigilância e reconhecimento).

As entregas referentes a este contrato serão concluídas em 2018. O segundo contrato, também de seis aviões, tem como cliente a Força Aérea das Filipinas (PAF). Após um abrangente processo de licitação pública, que contou com a participação de vários fabricantes de todo o mundo, o Super Tucano foi selecionado como parte do plano de modernização da PAF. A aeronave será utilizada em missões de apoio aéreo tático, ataque leve, vigilância, intercepção e contra-insurgência. As entregas começarão em 2019.

No terceiro pedido, a Embraer Defesa & Segurança e sua parceira Sierra Nevada Corporation (SNC) receberam da Força Aérea Americana um pedido de mais seis aeronaves para a frota do programa no Afeganistão. O A-29 é usado para realizar missões de treinamento avançado em voo, reconhecimento aéreo e outras operações do Programa A-29 no Afeganistão. A produção das seis novas aeronaves se iniciou ainda em 2017 em Jacksonville, Flórida. Com isso, o programa totaliza 26 aeronaves até o momento.

Embraer Phenom 100 da Affinity

Durante o 4T17, mais dois Phenom100 também foram entregues para a Affinity Flying Training Services para utilização pelo Ministério da Defesa do Reino Unido no treinamento de pilotos das Forças Armadas. A sexta e última unidade referente a este contrato será entregue no 1T18.

A Embraer Defesa & Segurança fechou o ano com US$ 4,2 bilhões em sua carteira de pedidos firmes.

ENTENDIMENTOS COM A BOEING

Em 2017, iniciamos entendimentos com a Boeing – já parceira em projetos de engenharia, ecoeficiência e projetos socioculturais – para uma possível combinação de negócios entre as duas empresas. As negociações continuam em andamento e uma eventual estrutura estará sujeita à aprovação do Governo Brasileiro, dos órgãos reguladores nacionais e internacionais e das duas companhias. Não há garantia de que a referida combinação de negócios venha a se concretizar.

DESDOBRAMENTOS DA AÇÃO COLETIVA

Em agosto de 2016, uma ação coletiva (putative securities class action) foi ajuizada em um tribunal norte-americano em face da Companhia e de seus administradores, atual e antigo, pleiteando supostos danos sofridos em razão de declarações alegadamente enganosas da Companhia em relação às investigações de FCPA e assuntos correlatos. Em outubro de 2016, um tribunal federal de Nova Iorque nomeou um autor principal (lead plaintiff) e um advogado principal (leading counsel) para a ação coletiva. Em dezembro de 2016, o autor principal apresentou um aditamento ao pedido inicial (amended complaint). Em junho de 2017, a Companhia protocolou um pedido de julgamento antecipado da ação (motion to dismiss), objetivando a extinção sumária do processo. Até o momento, não houve a apreciação do referido pedido e a Companhia acredita que não existe base adequada para estimar provisões relacionadas a esta ação coletiva.

ESTIMATIVAS 2018: RECEITA LÍQUIDA, MARGENS, INVESTIMENTOS E FLUXO DE CAIXA LIVRE

A Companhia está fornecendo informações adicionais sobre as estimativas preliminares de 2018 divulgadas em 27 de outubro de 2017. A Embraer espera que 2018 seja um ano de transição, uma vez que a Empresa terá a entrada em produção seriada do primeiro modelo E2, o E190-E2, que está programado para ter sua primeira entrega em abril de 2018. A Embraer também dará continuidade a seus investimentos na nova geração da família de jatos comerciais, os E-Jets E2, com os modelos E195-E2 e E175-E2, com cronograma de entrada em operação no primeiro semestre de 2019 e em 2021, respectivamente. A Companhia também iniciará a produção seriada de seu novo jato médio de transporte multimissão, o KC-390, no segmento de Defesa & Segurança, com sua primeira entrega para a Força Aérea Brasileira (FAB) prevista para o segundo semestre de 2018. Além disso, no mercado de jatos executivos, a Embraer continua cautelosamente otimista de que em 2018 as entregas de jatos da indústria tendem a ser estáveis ou ligeiramente maiores em relação a 2017, particularmente no contexto de um potencial impacto positivo na demanda decorrente da Lei de Reforma Tributária recentemente aprovada nos Estados Unidos, o maior mercado de jatos executivos no mundo.

E190-E2

Para 2018, a Embraer espera que as entregas de jatos comerciais fiquem entre 85 a 95 jatos, uma vez que esse será o primeiro ano de transição da família de jatos comerciais E1 para a família E2. As entregas do modelo de jato E175 deverão continuar representando a maioria das entregas de 2018 e as entregas do novo E190-E2, deverão representar cerca de 5 a 10 aeronaves. As estimativas de entregas no segmento de jatos executivos são as mesmas para 2018 em comparação a 2017, totalizando de 105 a 125 aeronaves. Os jatos leves deverão ter de 70 a 80 entregas e os jatos grandes deverão ter de 35 a 45 entregas durante o ano.

A Receita líquida consolidada deverá ficar entre US$ 5,4 a US$ 5,9 bilhões em 2018. Além disso, 2018 será o primeiro ano em que a Embraer reportará a unidade de negócio de Suporte & Serviços como um segmento separado; dessa forma, os intervalos das estimativas de receita dos demais segmentos são menores em comparação a 2017, dado que as receitas de Suporte & Serviços eram anteriormente incluídas nos resultados dos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva e Defesa & Segurança. A contribuição esperada de cada um dos cinco segmentos de negócios reportados em 2018 é de: 42% da Aviação Comercial, 25% da Aviação Executiva, 15% de Defesa & Segurança, 17% de Suporte & Serviços e 1% de Outros negócios.

Refletindo principalmente o menor nível de entregas no segmento de Aviação Comercial combinado com o início de produção e entrega das primeiras unidades dos jatos E190-E2 e KC-390, a Companhia espera que o EBIT consolidado deva ficar entre US$ 270 e US$ 355 milhões, representando uma Margem EBIT de 5,0% a 6,0% no ano. A estimativa é que o EBITDA seja de US$ 540 milhões a US$ 650 milhões em 2018, apresentando margem EBITDA de 10,0% a 11,0%.

A Companhia estima que em 2018 seus investimentos ainda devam ser superiores aos níveis normais, dado o desenvolvimento contínuo da família de jatos comerciais E-Jets E2. Os investimentos totais para o ano deverão ser de US$ 550 milhões. Pesquisa representará US$ 50 milhões, Desenvolvimento de produto representará US$ 300 milhões e CAPEX será de US$ 200 milhões. Como resultado, a Embraer estima que em 2018 seu Fluxo de caixa livre seja um consumo máximo de US$ 100 milhões, uma vez que a menor rentabilidade no segmento de Aviação Comercial será parcialmente compensada por uma queda nos investimentos em relação a 2017.

Essas estimativas são baseadas em suposições que estão sujeitas a vários fatores, muitos dos quais não estão e nem estarão sob o controle da Companhia.

DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS

RELAÇÕES COM INVESTIDORES
Eduardo Couto, Christopher Thornsberry, Caio Pinez, Nádia Santos, Paulo Ferreira e Viviane Pinheiro.

  • Tel: (12) 3927 1000
  • investor.relations@embraer.com.br
  • ri.embraer.com.br

INFORMAÇÕES SOBRE A TELECONFERÊNCIA
A apresentação será transmitida ao vivo pela Internet em inglês, através do endereço ri.embraer.com.br, no dia 08 de março de 2018 às 12h30min (SP) / 10h30min (NY).

  • CID: 7597888
  • 0800 047 4803 (Telefone fixo Brasil)
  • 0800 047 4801 (Celular Brasil)
  • + 1 (877) 846 1574 / + 1 (708) 290 0687 (Internacional)

SOBRE A EMBRAER
Empresa global com sede no Brasil, a Embraer atua nos segmentos de Aviação Comercial, Aviação Executiva, Defesa & Segurança e Aviação Agrícola. A empresa projeta, desenvolve, fabrica e comercializa aeronaves e sistemas, além de fornecer suporte e serviços de pós-venda.

Desde que foi fundada, em 1969, a Embraer já entregou mais de 8 mil aeronaves. Em média, a cada 10 segundos uma aeronave fabricada pela Embraer decola de algum lugar do mundo, transportando anualmente mais de 145 milhões de passageiros.

A Embraer é líder na fabricação de jatos comerciais de até 150 assentos e a principal exportadora de bens de alto valor agregado do Brasil. A empresa mantém unidades industriais, escritórios, centros de serviço e de distribuição de peças, entre outras atividades, nas Américas, África, Ásia e Europa.

Para mais informações, visite o site www.embraer.com.br

Este documento pode conter projeções futuras, declarações e estimativas a respeito de circunstâncias ou eventos ainda não ocorridos, incluindo, porém não limitado às declarações de guidance. Estas projeções futuras e estimativas têm embasamento, em grande parte, nas atuais expectativas, projeções sobre eventos futuros e tendências financeiras e industriais que afetam os negócios da Embraer. Essas estimativas estão sujeitas a riscos, incertezas e suposições que incluem, dentre outras: condições gerais econômicas, políticas e comerciais, tanto no Brasil quanto nos mercados onde a Embraer atua; expectativas e estimativas da direção relacionadas ao desempenho financeiro futuro; planos e objetivos da direção; planos e programas de financiamento e efeitos da competição; tendências para o setor e oportunidades de crescimento; inflação e volatilidade do câmbio; os planos de investimento da Empresa; eficiência operacional e sinergias da Embraer e sua capacidade de desenvolver e entregar produtos nas datas previamente acordadas; resultados de operações; estratégias de negócio; benefícios de novas tecnologias e regulamentações governamentais existentes e futuras. Para obter informações adicionais sobre fatores que possam influenciar os resultados diferentemente daqueles previstos pela Embraer, favor consultar os relatórios arquivados pela Embraer na U.S. Securities and Exchange Commission (SEC) e na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em particular os fatores discutidos nos capítulos Forward Looking Statements e Risk Factors no Relatório Anual – Form 20F da Embraer. Palavras como “acredita”, “pode”, “poderá”, “estima”, “continua”, “antecipa”, “pretende”, “espera” e termos similares têm por objetivo identificar expectativas. A Embraer não se sente obrigada a publicar atualizações nem a revisar quaisquer estimativas em decorrência de novas informações, eventos futuros ou quaisquer outros acontecimentos. Em vista dos riscos e incertezas inerentes, tais estimativas, eventos e previsões sobre o futuro podem não ocorrer. Os resultados reais e a performance da Embraer podem diferir substancialmente daqueles publicados anteriormente como expectativas da Embraer.

34 COMMENTS

  1. Como o próprio Ozires Silva disse recentemente, uma parceria (justa) com a Boeing seria ótimo, mas a Embraer de fato não precisa deles.

  2. ODST, discordo apenas de sua última afirmação. Acho que a Embraer precisa sim desta parceira; mas a Boeing precisa MUITO MAIS. Isto sim é uma verdade!!

    Sem um joint-venture, a Embraer limita muito seu crescimento.

    Cordial abraço a todos, boa tarde!

  3. O mundo mudou, temos que mudar junto com ele.
    Claro que eu prefiro a Embraer gigante mundial sozinha, mas eu querer e isso e vira realidade são outros quinhentos. Não é ser entreguista, mas temos que cair na realidade das coisas. Se a Embraer for tratada com respeito e igualdade, que venha.

  4. Prefiro que a Embraer seja do tamanho da Dassault, da Saab, da Leonardo e brasileira, a ser objeto de fusão com a Boeing.
    Vender é perder.
    Perderemos nossa galinha dos ovos de ouro.
    Não teremos mais prazer algum em dizer ah, o E 195 foi certificado.
    Ah, vendemos 300 supertucanos…

      • Negativo, ela é brasileira, pois as decisões são tomadas por brasileiros. Seria o mesmo que dizer que um banco não é dono de seus fundos de investimento porque quem põe o dinheiro lá são os investidores. Acionistas sem poder de interferir na administração da empresa são meros investidores

        • Todas as ações da Embraer dão direito a voto na Assembléia de acionistas. Quem tem ações pode sim interferir na administração da empresa. A limitação é que os votos dos estrangeiros pode representar no máximo 40% dos votos, apesar de possuirem 85% das ações.

      • Se essa compra travestida de fusão ou parceria acontecer, o governo vai perder a Golden share que tem na empresa, ficando só com a deficitária parte da defesa, Golden share essa que limita o poder dos acionistas estrangeiros que apesar de ter a maioria das ações não mandam diretamente na empresa, basta ver a serie de restrições que os acionistas estrangeiros tem. As decisões da empresa que antes eram tomadas aqui passarão a ser tomadas em Chicago, se a Embraer quiser investir em um novo projeto, ela terá que ter a autorização de Chicago, ou seja, vão engessar completamente a empresa, ela não terá mais poder de decisão nenhuma

        • Concordo, Jr. Vão comprar pra enterrar. Americano não é juvenil não. Os caras tão pensando em tirar um player do mercado. Só inocente que não vê.

  5. Os acionistas querem resultado. Os números divulgados não são uma maravilha considerando ser a EMB uma empresa de classe mundial.

    Antes do final deste mês já não será mais brasileira (hoje só a maior parte dos ativos o é, já que a maioria dos acionistas são estrangeiros).

    Se ficar indepente, a EDS terá o mesmo destino das demais empresas do setor de defesa no Brasil…. a morte lenta e certa.

    Sds.

    • Com todo o respeito, Baschera, peço licença para discordar…

      Aqui no Brasil a moda é “se deu prejuízo, vende (privatiza/aliena o controle/etc.)”, se passar para “se existe chance de dar prejuízo, vende” aí lascou de vez. Daremos adeus às aspirações de domínio sobre setores estratégicos e, de quebra, às receitas originárias.

      Aí, mais tarde, não adiantará reclamar do tamanho da carga tributária.

      • Acho que o amigo entendeu errado.
        Dentro do quadro recessívo atual os números não são ruins. O problema foram situações adversas não previstas…e desconfio, o acirramento da concorrência no mercado.
        Mas o que mais pesa há meu ver são a excessiva carga tributária e trabalhista local.
        Quanto a possível “venda” da cia… entendo que pode ser uma necessidade mercadológica e financeira…no entanto eu, particularmente, sou contra.
        Sds.

        • Creio que tem mais a ver com o acirramento da concorrência do que qualquer outra coisa, a Bombardier estava vendendo o seu jato com prejuízo, a carga tributária pesa em qualquer empresa, mas cabe lembrar que a Embraer tem alguns benefícios que muitas empresas não tem, temos que lembrar que o dólar também disparou em relação ao real, barateando a mão de obra local comparada com a mão de obra canadense (que é muito cara) europeia e americana. Temos que lembrar que a Embraer esta na transição de uma família (E Jets) para a outra (E2), a maioria das empresas não vão comprar aviões da família antiga que estão saindo do mercado, elas vão esperar a certificação da nova família para começar a conversar, tem também o preço baixo do petróleo nos últimos anos que deixavam as empresas confortáveis com suas aeronaves antigas, o problema nos motores PW também não ajudou muito, tanto que Mitsubishi e Bombardier estão tendo dificuldade em vender suas aeronaves também, enfim são diversos fatores que explicam os números da Embraer que apesar de tudo, não são ruins

  6. Um “bom modelo” de união:

    1. Boeing mantém um fluxo de capitais para a Embraer.
    2. Boeing participa do esforço de vendas dos E Jets.
    2. Boeing recebe lucros proporcionais das vendas dos E Jets.
    3. Embraer participa do esforço de criação de novas famílias de jatos comerciais.
    4. Embraer recebe lucros proporcionais das vendas dessas novas famílias de jatos.

    *** Essa é uma obra de ficção ***

  7. Aumentem a encomenda do kC390 para 60 unidades.
    Coloquem uma encomenda de 300 un do Gripen.
    Banquem o desenvolvimento do um jato de treinamento.
    Encomendem 36 MP190.
    Coloquem uma encomenda de 150 aeronaves de treinamento turbo-hélice para substituir os Tucanos.
    E dai podem mandar usamericanu imperialista do Norte plantar batata.

  8. Sei que alguns vão criticar, mas estou com uma leve impressão de essa sobre taxa sobre o nosso minério é fruto de uma “retaliação” do Trump pela “Golden Shere”!!

  9. No setor de aviação comercial, praticamente só vende o E 175.
    Isto é, não oferece ameaça alguma à Boeing e a Airbus, já que o E190 e 195 não vende quase nada…

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