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Características ‘stealth’ do F-35 são a causa da metade dos defeitos do avião

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AEL Sistemas
F-35A saindo do hangar de manutenção

Por Valerie Insinna

WASHINGTON – À medida que a cadência de produção do caça de ataque conjunto (Joint Strike Fighter) da F-35 da Lockheed Martin aumenta, a empresa está lutando com quedas de qualidade envolvendo as características de baixa observabilidade do jato, que agora representam cerca de metade de todos os defeitos na aeronave, revelou o vice-presidente da empresa na segunda-feira.

Na semana passada, o vice-almirante Mat Winter, chefe do F-35 Joint Program Office do governo, criticou a Lockheed pelo que ele vê como um progresso muito lento na eliminação das chamados quedas de qualidade – erros cometidos pela força de trabalho da Lockheed que podem incluir perfuração de orifícios que são muito grandes ou a instalação de uma peça com mossa.

Enquanto esses erros são pequenos, o retrabalho feito para elevar o avião até os requisitos aumenta a quantidade de dinheiro e tempo gasto na produção de um avião, disse Winter.

Falando aos repórteres no Media Day da Lockheed na segunda-feira, Jeff Babione reconheceu que a baixa observabilidade, ou as capacidades de LO (Low Observability), em particular, estão representando um desafio para a empresa.

Em parte, isso é porque eles são tão únicos e porque a produção está aumentando rapidamente.

“Isso é algo que nenhum outro sistema de armas desde que o F-22 teve que fazer, e o F-22 nunca o fez às cadências que estamos tentando fazer. Uma vez que conseguirmos lidar com isso, você verá uma redução dramática nas quedas de qualidade que ocorrem em torno do sistema LO “, disse ele.

Para reduzir a assinatura do F-35, os painéis que compõem a sua estrutura devem ser alinhados com precisão. À medida que cada painel passa pelo processo de produção – construir, depois instalar, juntar-se a outros painéis – pequenos desvios podem tornar muito difícil atender aos padrões, mesmo para um mecânico experiente.

“Não é um problema humano; esse é apenas o resultado da nossa capacidade. Estamos a abordar os limites da nossa capacidade de construir algumas destas coisas a partir de tecnologia suficientemente precisa”, disse Babione.

Ainda assim, ele reconheceu que algum erro humano permaneça.

“Por outro lado, nós, inadvertidamente, arranhamos o sistema de revestimento, e temos que pintá-lo. Ou quando o mecânico pulveriza o avião [com revestimento LO], nem tudo é robotizado. Há algum overspray, e eles têm que limpar”, disse.

Linha de produção do F-35

Babione chamou a ação de diminuir o número de defeitos de fabricação no F-35 uma “grande e enorme prioridade”, e por uma boa razão. A empresa teve um par de problemas de queda de qualidade de alto perfil que groundearam os F-35s operacionais e tiveram o potencial de atrasar o número de entregas planejadas de aeronaves.

Mais recentemente, em setembro, o Departamento de Defesa suspendeu temporariamente as entregas do F-35 por um mês depois de descorbrir que a Lockheed não havia aplicado um primer em certos furos de fixação, conforme os requisitos. O erro, embora menor, precisava ser corrigido para evitar futuras corrosões na aeronave e poderia ter impedido a empresa de entregar todos os 66 F-35 planejados no ano passado.

Em 2016, a Força Aérea groundeou 15 jatos F-35 após o isolamento do tubo de refrigerante instalado nas asas do avião ter sido encontrado quebrado. Em última análise, a Lockheed determinou que um de seus fornecedores havia entregue o isolamento com defeito.

Babione disse que a empresa está fazendo uma abordagem em duas vertentes para reduzir os defeitos.

“A qualidade começa no fornecedor mais baixo e o que estamos fazendo é garantir que a qualidade chegue à cadeia de suprimentos tão boa quanto possível”, disse ele. Isso significa impedir que peças defeituosas cheguem à linha de produção da Lockheed em Fort Worth para “elminar que as questões de qualidade surjam em primeiro lugar”.

Mas, para reduzir o número de quedas de qualidade relacionadas à LO, a Lockheed também está tomando medidas para facilitar aos trabalhadores a construção da aeronave, seja através de treinamento ampliado ou de melhores práticas, disse ele sem elaborar.

Para F-35 Joint Program Office, reduzir o retrabalho nas aeronaves o ajudará a fechar o “custo real” do avião, permitindo que o governo torne o preço da Lockheed por avião tão baixo quanto possível, disse Winter na semana passada em uma mesa redonda com repórteres.

Também é considerado crítico para manter o cronograma de entrega da Lockheed conforme planejado, sem atrasos futuros à medida que a produção aumente de 66 jatos no ano passado para cerca de 90 este ano e além, disse ele.

“Não tenho preocupações quanto a termos aviões saindo da linha de montagem, de montá-los e entregá-los. Nós poderemos fazer isso”, disse. “Mas eu tenho dúvidas de que talvez não possamos fazê-lo na cadência que nossos combatentes nos pediram”.

FONTE: Defense News

130 COMMENTS

    • Outra questão em se considerar é a evolução dos radares né.
      Será que daqui 10 anos o F-35 ainda será furtivo ?
      Acho que no futuro nem vai existir aviões furtivos.

      • Já estão falando que os radares capazes de detectar os caças furtivos já foram miniaturizados o suficiente para caber em um avião do porte do bandeirante. Em menos de 10 anos já devem estar em caças maiores. e toda essa gastança já não é justificada agora, imagina lá na frente.

        • O único radar que opera fora da banda X em uma aeronave de caça hoje é o banda L do Su-35. Mas esse último usa apenas 12 módulos T/R contra 2000 em um radar banda X, além de ser um radar 2D por isso, n determina a altitude do alvo, ou seja, n serve para orientar um míssil.

        • Como o RicardoNB disse. Não tem segredo ou milagre. Ou voce recorre a bandas de frequência mais baixas utilizando antenas necessariamente maiores, ou você aumenta exponencialmente a potência e sensibilidade dos radares.

          Aparentemente a luz no fim do túnel está na conectividade, isto é, o compartilhamento em rede segura e processamento real-time de dados dos sensores de múltiplas plataformas. Duas lanternas iluminam mais que uma.

      • Não vamos esquecer que o aprendizado do F-22 e do F-35, bem como de suas limitações, também ajudará o Tio Sam a ter radares melhores do que os da “concorrência”. Um programa dessa envergadura traz muitas lições, ainda, ou talvez justamente, por estar cheio de problemas.

      • Quando aparece algo para denegrir a imagem dos USA,que é líder em tudo que vai do computador,internet,avião não tripulado,furtividade desde a década de 80…é enfadonho enumerar,haja vista a imitação dos mesmos mundo afora,os fanáticos invejosos aparecem,tal qual a análoga atração exercida pelos doces ante às moscas,a fim de apresentar as suas costumeiras bazófias.
        Velhas criticas,velhos clichês,velhos ressentimentos.Tudo pelo seu demiurgo não está à alturas de suas crenças.
        E mais fácil entender a mente de um psicopata que a mente de um russófilo e invejoso!

        • Parece que o pessoal caiu de paraquedas no blog e nem sabe o que está discutindo, pior ainda é essa defesa histérica aos EUA, paladinos da justiça mundial. Não existe furtividade, todo meio é detectável e muitos são facilmente detectáveis por outras formas que não os radares, furtividade não existe.

  1. Para reduzir a assinatura do F-35, os painéis que compõem a sua estrutura devem ser alinhados com precisão. À medida que cada painel passa pelo processo de produção – construir, depois instalar, juntar-se a outros painéis – “pequenos desvios podem tornar muito difícil atender aos padrões, mesmo para um mecânico experiente.”

    Estes “alinhamentos” não deveriam ser feitos por Robôs??? Talvez estejamos chegando ao limite humano…

    • Isso é erro de projeto grosseiro.
      Na fase de projeto, você tem de antever as condições de uso.
      Painel que depois de montado não fica alinhado? Isso não existe.
      Erro elementar. Não precisa ser engenheiro aeronáutico para identificar isso.
      Ou não deveria ser painel ou caso resolvessem fazer painel deveria ser fabricado com as técnicas apropriadas.
      Uma solução que vive se soltando ou elimina a furtividade não condiz com os requisitos do projeto.
      E só vir descobrir isso uns 20 anos depois. Fala sério.
      Projetar e fabricar aviões não é difícil.
      Pelo menos para quem é do ramo.
      Ademais, dizer que produzir grandes quantidades dificulta a solução do problema não é verdade.
      Solução não tem nada a ver com quantidade.
      Se estiverem fazendo mal feito devido à quantidade, coloquem robôs ou contratem mais gente.
      Montar um avião não é nada do outro mundo.
      A própria Airbus, se não me engano, fabrica 40 por mês.
      A fuselagem, asas do F35, por exemplo, dá para fazer em escala industrial.
      Não se trata de produção artesanal…
      A LM está de brincadeira com esses inúmeros problemas…

      • Sua observação está total fora do contexto. Se afirmou que metade dos problemas de fabricação vem da LO, mas qual é essa taxa de problemas ? 1 em 10 ? 1 em 50 ? 1 em 100 ? Não existe processo fabril isento de erro de fabricação, o controle existe para mitigar o mesmo. Por fim, enquanto os EUA fabricam 66 a 90 F-35 em um ano, a Rússia fabrica 12 Su-57 menos furtivos em 3 anos. Duvido que Rússia ou China tenham capacidade pelo menos próxima de fabricar tantas aeronaves verdadeiramente stealths nesse ritmo.

  2. Esse tá saindo amargamente caro viu.
    Quando e se este projeto em sua totalidade estiver 100% vai ser o mais fodástico(ou não vide seus concorrentes) da categoria mas até lá…..

    • Realmente faz sentido, mas pra mim algo tão complexo já deveria ser feito por robôs , ao menos as partes mais complexas e de precisão cirúrgica.

      • A questão é que os robôs não são tão precisos quanto uma mão humana. Um exemplo são os espelhos de telescópios que são trabalhados usando pessoas e não robôs.

  3. Aquela estória, de três qualidades :
    – Bom;
    – Rápido;
    – Barato.
    Só pode escolher duas.
    .
    Ou seja, ou o processo vai ficar lento, ou para ficar mais rápido vai rolar um $$$$$$$$$$$$$ a mais.
    .
    Não se duvide da capacidade dos EUA de resolver o problema de juntar cadência de produção com qualidade, mas lá o almoço grátis não existe.
    .
    Duro vai ser convencer a clientela parceira que o preço pode subir.

  4. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come. Depois de centenas de bilhões que chegaram aos trilhões e se candidatar a espinha dorsal da OTAN. O F-35 não permite mais a desistência, aqueles que ali embarcarão arcarão com ônus, uma espécie de de repaginação da história do F-104 Starfighter. Nelson Jobim tinha razão!

  5. Depois criticam os russos pela ~falta de furtividade~ no su 57. Se realmente tentaram colocar em linha de produção algo que é impossível de ser produzido em massa, isso é um erro GROSSEIRO da engenharia americana, basicamente o projeto foi condenado, ou você não atende a demanda, ou aceita os defeitos do projeto, nos dois casos os custos vão ser exorbitantes.

    • Não existe erro grosseiro xará… Existe tocar a coisa para frente, aprender, reaprender, fazer funcionar. Cismaram de fazer um avião 3 em 1 ultra ultra e vão conseguir. Grana, persistência e conhecimento eles possuem…..
      Só fico pensando em quantos zettabytes de conhecimento esse projeto gerou, lembrando que para a cultura deles errar também significa aprender.

      • Na verdade é sim um erro grosseiro, talvez não na experiencia, mas na execução da engenharia, sim. Esse é um problema que deveria ter sido previsto já no levantamento de requisitos do projeto, sabe-se lá como isso passou batido, agora, como isso não foi detectado na fase de prototipagem? O que parece, e digo com minha experiencia em gestão de projetos, é que o problema era conhecido mas foi negligenciado propositalmente.

        • Hélio, não tenho elementos para afirmar isso. Mas considero erro grosseiro igualmente. Ah, o pessoal faz mas não fica alinhado… Parece palhaçada.
          Não se trata de um país do quinto mundo, mas de uma empresa com experiência.
          Depois ninguém entende porque a Embraer costuma ser rápida e precisa e atrai a atenção da Boeing. Ou porque a Airbus comete tantos erros em vários de seus projetos.
          Errar é humano. Mas errar com coisas tão básicas…
          O pior é que quanto mais problema aparece, mais a LM fatura.
          Se não me engano no caso de outros projetos é diferente.
          O fabricante que se vire.
          Alinhamento de painel é algo elementar.
          Até porque já construíram o F 22.
          Há painel no F 22?
          Tem problema de alinhamento?
          Hoje em dia projeto é tudo no computador.
          O cara ainda falou que às vezes arranhavam a tinta sem querer…
          Que pessoal especializado é esse?
          Ou que avião tão frágil. É de vidro?
          Pode se arranjar facilmente?
          Voa a 1.500 km/h. Muito atrito.
          Não pode ser tão frágil…
          Se for, o projeto está errado.
          E o pessoal sempre com essa conversa que o problema é ser 3 x 1.
          Acho que não tem nada a ver.

        • “sabe-se lá como isso passou batido, agora, como isso não foi detectado na fase de prototipagem?”

          Isso é culpa do Pentágono de encomendar uma centenas de protótipos sem nem mesmo ter congelado dos requisitos finais.

          Outro erro foi em imaginar que ter 3000 aeronaves fariam com que o custo de manutenção delas iriam cair de forma drástica. Ao que parece, isso não irá ocorrer.
          Pois o alto preço da manutenção é inerente da tecnologia stealth, e não da escala de produção.

  6. O caminhãozinho branco ao lado de 2º F-35 em produção, parece um autentico caminhãozinho Chinês. deve esta espionando! rsrs

      • Até na ficção há um balanço: mais furtividade, mais capacidade de carga, mais armas, mais propulsão, mais geração de energia…. A brincadeira universal é que você não pode ter todos e uns diminuem os outros…..

        off-topic: sou mais uma Galaxy do que um cruzador de batalha klingon….

        • Klingons tem naves de choque. A Federação tem naves de exploração com mais finesse, precisão. Sou mais uma Galaxy mesmo. Mas se for cair para o choque, uma Defiant não é nada nada má…

  7. na verdade o F-35 é o mais furtivo dos caças porque ele nunca sai do hangar e quando sai tem que voltar rapidinho.
    Piada para descontrair haha

  8. “Por outro lado, nós, inadvertidamente, arranhamos o sistema de revestimento, e temos que pintá-lo. Ou quando o mecânico pulveriza o avião [com revestimento LO], nem tudo é robotizado. Há algum overspray, e eles têm que limpar”, disse.

    Eu fico imaginando em uma guerra, onde não dá pra contar com a qualidade da fábrica, como essas aeronaves perderão rapidamente a condição “stealth”. Ou voam sem a proteção de LO, ou ficam no chão.

  9. Deu para observar o nível de precisão para alcançar o padrão stealth desejado. E alguns ainda acham que o Su-57 com motores expostos e sistemas ópticos legados chega perto do nivel steatlh das aeronaves americanas. Nenhum outro programa no mundo possui o desafio de produzir algo tão furtivo em uma escala tão elevada, na verdade simplesmente nenhum outro país além dos EUA possuem hoje essa capacidade. Essa é a realidade.

  10. Uma das maiores bombas que os EUA fizeram. Até o MaCcain disse que esse programa gastou uma quantia estratosférica e produziu muito pouco.

  11. Ainda não li UMA linha positiva sobre esse avião. Só posso concluir que ele é um desperdício de dinheiro, para.produzir uma gambiarra q tem tanto recall e problema, que se bobear, um F5M vetorado por um E99 derruba…

  12. Qualquer erro cria um flare spot e tchau furtividade. Se a Lockheed Martin enfrenta estes problemas eu fico imaginando os outros países como a China e Rússia. Dá para entender a abordagem russa no Su-57 ser diferente do caminho trilhado pelos EUA.

  13. Eu sempre falei que esse programa era uma perda de tempo, um fracasso total,me lembra o f114 “fazedor de viúvas”. Se trump for inteligente,ele vai cancelar a produção dessa abominação inútil e reiniciar a produção do f22,esse sim uma obra prima da aviação. Impressionante que todos os países que adquiriram o f35 ou se arrependeram ou engoliram por pressão política(novamente um paradoxo com o f114)

    • Interessante que a cada dia mais e mais países aderem ao F-35. Talvez sua observação esteja equivocada ou todos esses compradores.

      • Qual é a alternativa ao F-35?

        Só porque ele não possui concorrente no Ocidente não signifique que ele seja bom.
        A julgar pelo tempo e volume de recursos além do planejado que esse programa consumiu — e continua consumindo –, o F-35 pode ser considerado um fiasco.

        • Se vamos falar de sucesso ou fracasso, primeiramente vamos comparar o F-35 com outros programas de quinta geração. Não me parece que F-22 e Su-57 tiveram vida melhor. O que falar do Su-57 russo que ainda voa com motor do Su-35, não conseguiu ainda o contrato com seu único sócio (Índia) e teve corte de 60 para 12 unidades no primeiro lote ? Nenhum país é obrigado a adequirir o F-35. O que não faltam são aeronaves 4++++++++++ no mercado. Mas por algum motivo ele é o preferido. No mínimo é superior aos olhos dos compradores em relação a todos os demais. Afinal, quem vai deixar de adquirir um F-35 para adquirir um Rafale pelo mesmo preço ?

          • O mundo está passando no momento de instabilidade. Existem vários focos de tensão no mundo. Coreia do Norte vs Correia do Sul, Irã vs Arábia Saudita, Siria, Iraque, China vs vários países da Ásia, Rússia vs Europa…
            Nesse cenário o F-35 é uma promessa de dissuasão que até agora não provou a que veio.

            Se vamos comparar os projetos de caças de 5 geração.
            O programa Su-57 sofre com é falta de verba. Mas nem de longe a Rússia esperava que o Su-57 fosse substituir toda a frota de seus caças. Apenas esperava que a mesma pudesse contrabalancear os americanos e europeus.

            O programa F-22 foi abortado devido ao F-35. O congresso americano avalou que o F-35 iria substituir o F-22 de forma mais econômica e efetiva, e por falta de escassez de verbas, o programa do F-22 foi cancelado. O F-35 e o F-22 são semelhantes a dois filhotes de águia lutando pela comida escassa, e um deles foi empurrado para fora do ninho.

            No caso da China, a julgar pelas linhas do J-20, a aeronave se destina a voar a toda velocidade de encontro com o alvo em terra ou mar, disparar os mísseis ou bombas, e retornar à base. Ou seja, uma autêntica ponta de lança. Sem nenhuma pretensão de substituir toda uma frota.

            “Mas por algum motivo ele é o preferido”.
            Essa afirmação é duvidosa. Israel está com um lote do F-35 Adir, e ainda assim planeja comprar mais F-15 em detrimento ao F-35.
            A USN não tem a menor pressa em comprar o F-35C, tanto é assim, que a todo custo eles tentam verbas extras para comprar mais F/A-18 Super Hornet.

            “O que falar do Su-57 russo que ainda voa com motor do Su-35”
            A doutrina russa sempre foi de desenvolver seus equipamentos militares com base em projetos já consolidados. E além disso, a Rússia tem um orçamento militar de 67 Bilhões ao ano, enquanto o EUA tem um orçamento 11 vezes maior. A Rússia é limitada pela grana, sempre foi, mas ainda assim ela consegue produzir armas temíveis.

          • Não provou a que veio ? Então algo esta está muito errado na avaliação de vários países, afinal, o F-35 já expandiu sua carteira de clientes e venceu praticamente todas as concorrências de que participou.

            F-22 agora é exemplo de desenvolvimento de quinta geração ? Foi cancelado apenas pela falta de verbas ? Sabemos que não. Seu desenvolvimento e implantação foi tão conturbado quanto o F-35, e estamos falando de uma escala de produção muito menor.

            Su-57 está muito atrasado. Seu único sócio resiste em assinar já que considera o Su-57 atual tecnicamente longe do pretendido FGFA, muitos se quer consideram o Su-57 um stealth. Durante o desenvolvimento Su-57 sofreu problemas estruturais que levaram ao redesenho que inclusive aumentou o tamanho da aeronave (tipo de informação que não é difundido na maioria dos sites). Um Su-57 sofreu um grande incêndio e esse ano outro fez um pouso de emergência, e estamos falando de um universo de apenas 11 aeronaves e apenas do que é de conhecimento público, o nível de acesso ao programa PAK FA é muito inferior ao JSF. Su-57 simplesmente não é exemplo para o F-35. Na verdade nenhum programa de 5 geração é exemplo para o F-35 já que além dos concorrentes terem uma escala muito menor de produção se quer possuem seus sistemas completos, faltam desde motor adequado a características baixo observáveis adequada.

            Compra do F-15 nada tem a ver com satisfação ou n com F-35I, primeiro pq Israel vai apenas atrasar um possível lote de F-35 para introduzir mais rapidamente uma aeronave com maior raio de ação e carga paga. Praticamente todos os países que não eram sócios estão cogitando mais lotes. Japão por exemplo, próprio Isarel, Turquia e etc. US Navy simplesmente n pode esperar tanto pelo C, naturalmente está mantendo a linha de F/A-18E aberta até o C estar plenamente capaz.

        • RicardoNB, se você for pesquisar sobre o F-35C, você perceberá que a USN nunca quis essa aeronave. Tem vários artigos no Naval e no Aéreo sobre isso. O que houve foi que o Pentágono e DoD empurrou o F-35C guela abaixo da USN. Sempre houve um esforço por parte da marinha de comprar mais F/A-18 Super Hornet. Eles sempre foram ao Congresso requisitar verbas extras para esse fim.

          Todos o desenvolvimento de nova armas geram atrasos e sobre preços. Isso não é novidade. O que uma novidade é o nível de sobre preço de 238 Bilhões do programa do F-35 e o seu tempo de atraso (mais de 10 anos). E as aeronaves nem estão prontas.

          De quem o Japão, Coréia do Sul e Austrália são vizinhos? Qual país da Ásia ocupando territórios alheios? Se oferecessem o F-22 ao Japão por 200 milhões a unidade eles compravam. Na verdade esse é um dos principais argumentos para a reabertura da linha de montagem do F-22.

          No caso de Israel, veja a vizinhança que ele possui. Veja o rápido progresso da ameaça que o Irã representa. Veja o posicionamento dúbio da Turquia. Veja a confusão que é a Síria. Israel fez o mais sensato, está apostando as suas fichas em vetores comprovados e que eles conhecem bem.

          E nem todos estão correndo atrás do F-35. O Canadá não está; o Reino Unido está cogitando diminuir as suas encomendas; A Itália, Dinamarca e Holanda irão comprar menos do que o planejado.

          Sobre a posição da Índia, não chega a ser novidade que eles não queiram o Su-57. Isso não é demérito do programa. Vejam a confusão que é a aquisição de armas feita pela Índia. Nem mesmo o seu Tejas escaparam do ostracismo. Vejam os atritos que a índia e a China possuem, ou a Índia e o Paquistão. Não seria surpresa que eles adquirissem, numa compra emergencial Rafales, F/A-18, F-15, F-16, Gripens ou mesmo F-35. Tudo para afastar a China. Na Índia a única lógica é a falta de lógica.

          • Desconheço qualquer indicação da US Navy não querer o F-35C, e duvido que exista qualquer indicação nessa direção. O F-35C simplesmente é o mais atrasado e pode ser parcialmente compensado pela linha em aberto do F/A-18E. US Navy sofre um forte problema de disponibilidade, qualquer coisa que possa ser adquirido agora será.

            Fato é simples, F-35 já possui hoje mais clientes que os sócios originais. Só Japão e Israel já deram um incremento de 100 unidades. Japão inclusive está praticamente abandonando seu programa indígena e planejando mais unidades do F-35. Pergunto, qual concorrência o F-35 participou e não levou ? Nenhuma. Só esse ano serão fabricados quase uma centena de aeronaves e pico de 150 após 2020. O programa está anos luz de ser cancelado ou se quer de sofrer redução no planejamento de 3000 unidades.

            Vc já pesquisou o tempo de desenvolvimento do Rafale e Typhoon ? Praticamente o mesmo do F-35. Com detalhe que no IOC eram praticamente aeronaves ar-ar. Muitos Typhoon ainda são até hoje.

            Enquanto Su-57 faz voo inaugural com seu motor recentemente e encomendam 12 unidades ao longo de 3 anos os EUA entregam o Block 3F e estão por fechar só esse ano um contrato de 150 unidades. Su-57 se quer convenceu pelo menos seu único sócio, se quer está voando com motor condizente e está em uma escala de produção artesanal. Isso 8 anos depois do primeiro voo. Definitivamente não é exemplo para o F-35.

          • Julio, então quer dizer que a insatisfação dos indianos com o Su-57 não apenas pela grande quantidade de recursos que já investiram no aparelho como também pelo fato de que até a presente data não tiveram o retorno desejado no que tange também à transferência de tecnologia e à performance esperada a ponto de terem solicitado informações classificadas do F-35 não seria “demérito”? E o fato do aparelho não ter obtido a redução de RCS esperada, o que seria? E o que dizer das parcas 48 horas que o aparelho esteve na Síria no que configurou uma estratégia de marketing tão desesperada quanto inócua?

            Quanto à Israel cumpre lembrar que fora o F-35 existe uma tendência dentro da Heyl Ha’Avir em padronizar o inventário e obter aeronaves biplaces pois perceberam que a complexidade das missões que costumam realizar demanda uma tripulação de dois ocupantes em seus caças. Basta que fora os Adir os vetores recentemente adquiridos por eles (F-15I e F-16I) são aeronaves biplaces e neste momento estão modernizando 09 F-15D obtidos dos estoques da USAF para entrar em serviço e substituir número igual de F-15A monoplaces do seu inventário.

            Já a questão da Grã-Bretanha, que na última SDR (2015) comprometeu-se a comprar os 138 exemplares inicialmente pretendidos, diz respeito aos efeitos adversos do Brexit. E no Canadá tratou-se principalmente de populismo eleitoreiro de Justin Trudeau que potencialmente pode lançar a RCAF em um estado de aguda obsolescência. E outros compradores surgiram (Coréia do Sul e Japão) sendo que os nipônicos não apenas querem aumentar a encomenda como também adquirir a variante “B”, igualmente desejada por Israel. E cumpre lembrar que a Noruega, que faz fronteira com a Rússia, planeja aumentar suas encomendas.

          • HMS TIRELESS, você corroborou o meu argumento.

            As nações que estão comprando o F-35 são as mesmas que possuem problemas sérios com a sua vizinhança.

            Quem é o vizinho da Noruega que anexou parte de outra nação?
            Quem é o vizinho do Japão que esta disputando parte do seu território?
            Quem é o vizinho da Coreia do Sul que financia a Coreia do Norte?
            Qual é a potência militar que está próxima da Austrália que está tomando partes dos territórios de algumas nações asiáticas?

            As nações que fazem parte do projeto F-35 que estão diminuindo as suas encomendas são: Itália, Dinamarca, Canada e Holanda. Quais são os problemas fronteiriços que essas nações possuem?

            A primeira opção do Japão não era a compra do F-35, mas a do F-22. Mas isso foi barrado pelo Congresso Americano. Com isso o Japão ficou com duas opções, ou produz a sua própria aeronave stealth ou compra o F-35A.

            Realmente, o Japão demonstra interesse pelo F-35B, mas isso seria de ser avaliado se é viável a operação da desta aeronave nos seus Porta-Helicópeteros, que foram projetados para exercer guerra antisubmarina e não apoio aéreo. O interesse pelo F-35B foi motivado por causa das ilhas que estão em disputa com a China, que ficam longe das principais bases aéreas do Japão. Na prática quem exerce voos de patrulha sobre as referidas ilhas é a USN.

            Quanto ao programa do Su-57, vale lembrar que este também está aquém dos requisitos originais, e custou caro o desenvolvimento da aeronave. A principal crítica dos indianos ao programa, é que eles não tiveram pleno acesso aos dados e desenvolvimento da aeronave. Ou seja, eles ajudaram a pagar a festa, mas não se divertiram tanto.

            Sobre o populismo do Trudeau, eu concordo com você. Mas mesmo antes dele ser eleito já havia dentro do Canadá várias vozes contrárias ao F-35, em especial por ele ser caro de manter e, principalmente, por ser monomotor. Depois o Canadá cogitou comprar o F/A-18, mas houve aquela disputa entre Bombardier e Boeing.

            Quando eu afirmei acima que o F-35 é um projeto falido. Eu me refiro ao seu custo e tempo de desenvolvimento. Mesmo que no final ele atinja os seus objetivos, o seu custo de pesquisa e de desenvolvimento foram, e continua sendo, absurdamente mais alto do que o planejado. TODOS os políticos, militares e jornalista especializados americanos concordam com isso.
            O fato que esse projeto falhou miseravelmente em mater os CUSTOS sobre controle.

      • Prefiro comprar um caça de 4 + generation do que essas maluquices de 5 generation que nem sabemos se realmente continuam stealth dado os avanços dos radares,fora que em combate esses aviões no levam mtas vantagem em relação a caças de 4 ou até mesmo de 3 generation,na hora do dogfight,acho que isso não vai diferenciar mto

  14. Se a questão passar muito sobre tipo de revestimento/pintura sei lá, o tal RAM que junto ao formato quadratico retangulatico deixa o bicho invisível, creio que o Gripen com esta pintura/revestimento deve ficar um pouco mais oculto tbm.
    Pra mim os russos e chineses estão priorizando menos que os USA a tal invisibilidade e seguem bem com suas aeronaves diferentemente do que vemos no caso do F-35.
    Também creio que o melhor caminho seria a reabertura da linha de montagem do F-22, este sim o suprassumo dos caças que ficaria ainda mais fodao com as atualizaçoes que receberia.

  15. Agora me faço entender!!!!
    O porquê de Israel não enviar o natimorto F-35 a Síria novamente!
    Essa aeronave não é furtivo o suficiente para escapar de mero e obsoleto S-200!!
    Se abater um desses é o fim desse programa F-35 é uma tragédia prós EUA!

  16. O texto a seguir é pura elucubração. Recomenda-se cautela aos cardíacos para não morrerem de rir.

    Chamou minha atenção o post do MARCOV. Ele tem razão: imagina manter as características stealth do F-35 num cenário de guerra, onde você não pode groundear as aeronaves para “interlocução com fornecedores” ou “estabelecer novos procedimentos de fabricação”. O pau tá comendo solto, e você joga até pedra no inimigo na falta de opções. Ok, os EUA não estão em guerra “simétrica”. Nenhum dos usuários do F-35 está. Mas ninguém gasta bilhões de dólares na compra de um caça apenas para fazer “exercícios”. É dissuasão+precaução. E no caso de Israel, é ainda mais premente manter uma força aérea pronta “pra ontem”.

    Mas o F-35 não está pronto nem pra amanhã, a julgar pelas dezenas (centenas?) de artigos que lemos aqui e em outros sites. Acredito piamente que um dia ele será imbatível, mas não será num futuro próximo.

    Então, antes que esse futuro longínquo chegue, é preciso manter sua força aérea num patamar de equilíbrio ou superioridade em relação aos seus presumíveis inimigos. E EUA e Israel não vão conseguir isso se ficarem esperando a LM resolver todos os problemas do F-35. E infelizmente, não dá pra esperar sentado. Assim, não espanta que Israel planeje comprar mais aeronaves F-15 ou que a marinha americana contrate a Boeing para modernizar seus Super Hornets.

    Mas são soluções pontuais. Entendo, e aqui começam minha elucubrações, que o atraso no desenvolvimento do F-35 será tão longo que uma solução “tampão” (ou provisória, antes que comecem as piadinhas sobre OB) é inevitável. Mas quais seriam as opções?

    F-22, resposta rápida, mas não. É caro, baixa disponibilidade, nem é mais fabricado e é caça de superioridade aérea. Não é multi-função. Não substituiria o F-35 “enquanto seu lobo não vem”.

    O consagrado combo F-15+F-16. Mas espera. De novo? Então pra que diabos o Pentágono encomendou 3.000 F-35? Por quê não encomendou 200 F-35 + o combo F-15+F-16 até que a LM estabelecesse as FOC do F-35 em todas as suas versões? Não, o combo não é solução, é retrocesso.

    F-18 Super Hornets! Seria uma saída “técnica” razoável. Mas o danado é caro. Caro DEMAIS para uma solução que seria provisória. Contribuintes americanos e israelenses não iriam gostar. E nem os seus Congressos.

    Cardíacos, preparem seus corações. Morrer de rir é uma possibilidade real.

    A única saída que vejo para quem vai operar o F-35, e precisa esperar que ele esteja plenamente operacional, é comprar um caça leve, monomotor, multi-função, moderno, com aviônica de última geração, Data-Link idem, e BARATO. Porque será PROVISÓRIO. Não é para substituir o F-35 ad aeternum. Existe um caça com essas características no mercado americano? Não, não existe. Mas existe na Europa. E se uma empresa americana, digamos, chamada Boeing, se associasse a uma empresa européia, digamos, chamada SAAB, e entregasse um aparelho com produção já em andamento com essas características ao Pentágono? Afinal, a SAAB topou fazer isso com uma empresa brasileira, chamada EMBRAER. Por quê não com os americanos?

    Corram para o armário pegar o Sustrate!

    Um abraço

    • __Seu texto não me fez rir, Não mesmo. Apesar de muito criativo e bem analístico com todas as articulações empregadas, suas palavras confirmaram uma visão partilhada por mim e meus irmãos durante os comentários sobres as noticias de interesse da BOEING em comprar a EMBRAER, Se isso de fato aconteça, até a linha de montagem do supra-sumo provisório já estariam em construção. Enfim, nada alem de BUSINESS !!!

    • No nível operacional existe a manutenção do RAM. Exemplo, se uma parte do RAM é danificada, ela pode ser corrigida localmente. Não confundir com problemas fabril que tem a obrigação de entregar a aeronave sem qualquer reparo por fazer ou feito, o reparo nível base é bem eficiente e suficiente para garantir o estado operacional. A realidade de manutenção das características LO do F-35 é muito superior as gerações stealth passadas. Esse último n necessita de ambiente climatizado para fazer a manutenção nível base.

      F-35A/B estão praticamente concluidos, essa semana mesmo foi autorizado o uso completo do armamento no Block 3F. Ano passado foram produzidas 66 unidades, em 2020 serão mais de 100 por ano. Não existe qualquer necessidade de aeronave tampão. O pior cenário é da US Navy e sua versão C, mas neste caso a linha F/A-18E vai segurar as pontas com novas unidades custando cerca de 80 milhões (não é caro).

      Quando o Gripen NG estiver pronto em 2020 F-35A de geração superior estará custando 80 milhões a unidade e iniciando o Block 4 que terá capacidades novas como novo EOTS, novas armas e até 6 AIM-120 internamente. Gripen NG n teria a mínima chance de competir diretamente.

  17. Existe um detalhe sobre o F-35.

    Tudo, exatamente tudo, o que acontece com o F-35 sai na mídia especializada mundial. Ja aparece senador, deputado, promotor, etc querendo saber os motivos.
    É o ônus da maior democracia do planeta.

    Já na Rússia e na China, pode cair um Su-57 ou um J-20 que ninguém vai saber os motivos. Isso se divulgarem que caiu…

    Ou vocês acham que para construir um caça de quinta geração é só ligar a máquina é começar a produção? Que russos e chineses não tem seus problemas também?

    • De fato, a Rússia e a China são países fechados e existe pouca informação sobre a real capacidade dos seus equipamentos. Mas no caso da Rússia, eles possuem uma doutrina que é desenvolver novos aviões com base em aviões já consagrados. Eles não são de dar um passo maior do que as pernas podem alcançar. A família Flanker é um exemplo disso. Todos baseados no projeto do Su-27.

      Já os EUA se dão ao luxo de dar verdadeiros saltos de fé. Isso ocorreu no F-35, LCS e no Destroyer/Ferro-de-Passar. Projetos que produzem maravilhas tecnológicas, mas a um preço proibitivo.

      O motivo pela qual a linha de montagem do F-22 foi encerrada é que é muito caro mater esse avião no ar. Apesar do custo operacional do F-35 ser mais barato, ela é muito caro para ser operado em um grande volume. Pessoalmente eu duvido que os EUA terão dinheiro para substituir mais do que 30% de suas frotas de caças pelo F-35.

      • Até agora nada indica diminuição por parte da USAF no número de F-35A pretendidos. Ultimo ano foram fabricados 66 unidades. Esse ano cerca de 90 e até 2022 serão 150 por anos. Uma escala de produção sem igual no mundo. Quem ainda aposta em qualquer diminuição significativa do tamanho do programa incorre em erro claro. A parte mais desafiadora do prgrama já passou. Esse ano Block 3F será entregue com envelope completo de armas. O desafio agora é justamente atender a grande demanda. Lote 11 com 150 aeronaves deve ser assinado dentro de 3 meses e depois virá um grande lote, 3 em 1 com centenas de aeronaves

        • Quando eu disse substituir mais do que 30% de seus caças F-35. Eu não me referir a compra das aeronaves F-35, mas sim a sua operação.

          O preço de produção ronda em torno de 80 milhões por unidade, excluindo o motor, pois este é comprado à parte. Ainda assim é um preço razoável. Mas essa máquina é muito cara de se operar. É como o Juarez sempre diz, ter não significa poder operar.

  18. Fico imaginando aqui com meus botões….
    Numa hipotética, mas possível, guerra contra Coreia do Norte os F 35s seriam usados ate o osso. Cumprir a missão, retornar, reabastecer, rearmar, decolar e atacar novamente. Não haveria tempo ou logística pra ficar alisando, polindo ou fazendo carinho nesse avião. Acho esse avião um espetáculo tecnológico, mas quando o bicho pegar creio que não será ele quem fará a diferença.
    Abraços!

    • Se houver uma guerra, ela não será convencional e penso também
      que não haverá tempo hábil pois tudo nas Coreias e Japão será varrido do mapa!

    • O seu cenário aparentemente descreve uma guerra convencional. Neste caso EUA e aliados se utilizariam a princípio dos Tomahawks, B2, B1 e o que sobrasse desta “terraplenagem” inicial seria atacado pelos F-35, F-18, e o que mais estiverem disponíveis. Foi assim no passado recente. Abs!

  19. Só um lembrete…..

    Enquanto a galera fica elocubrando que o F-35 é um programa falido, que o aparelho é um bibelô e outras bobagens do gênero o F-35B encontra-se a bordo do USS Wasp em desdobramento no Mar do Sul da China e a AMI acaba de incorporar o F-35A ao dispositivo de defesa aérea do território italiano.

    Mas é só um lembrete viu!?

  20. Acho q o problema do F-35 é seu projeto desde o início, parece ser um avião mau nascido! Russos e Chineses embora são rodeados de muitos segredos, parecem não enfrentar tantos problemas assim, e a própria LM lançou o F-22 como um grande sucesso tecnológico e não enfrentou tantos problemas assim, visto q foi produzido muito antes, mas é algo q querem manter como exclusivo e o F-35, ao ser incluso parceiros estrangeiros, recebeu muitas podas pra que não se equipare ao F-22. Talvez esse seja um dos grandes defeitos, tentarem fazer um avião de quinta geração, melhor que qualquer outro existente mas que seja inferior ao raptor. E por falar em avião mau nascido, se tem alguém aqui q acompanha corridas de F1 sabe do que tô falando, equipes e desenvolvedores de motores já passaram por isso, criar projetos q não conseguem achar solução e tem q voltar do zero, enfrentam concorrência acirrada e às vezes admitem fracasso. Mas se esse for o caso do F-35, depois de rios de dinheiro gastos, jamais poderão voltar atrás

    • Acredite, russos e chineses enfrentam problemas BEM piores que os enfrentados pelos EUA com o F-35. Como é sabido por todos o Su-57 sequer conseguiu uma redução de RCS apta a colocá-lo como aparelho de 5 geração e o desenvolvimento do motor e do radar atrasaram enormemente. E quanto a esse último os russos simplesmente não têm capacidade para produzi-lo industrialmente. E para piorar os pedidos foram cortados de 60 para apenas 12 aeronaves com a Índia enrolando para financiar.

      E claro não podemos nos esquecer da frustrante aparição do aparelho na Síria, onde permaneceu por meras 48 horas.

      No caso do aparelho chinês, o J-20, não apenas o aparelho sequer tem motores definitivos e sem possibilidade de tê-los a curto prazo como em virtude do seu material RAM de baixa qualidade o caça precisa ser mantido em hangares com ar-condicionado.

    • Vida fácil do Su-57: Atraso no programa; Seu único sócio considerou a aeronave tecnicamente inferior em stealth; seu único sócio nunca aderiu ao programa; sofreu problemas estruturais que levaram ao aumento das dimensões da aeronave; o lote inicial caiu de 66 para 12 aeronaves; motor definitivo só fez voo há poucos meses; “perdeu” um dos protótipos em um incêndio no motor; recentemente fez um pouso de emergência. F-22 agora é exemplo de programa da quinta geração ? Como as coisas mudam, há pouco tempo era considerado um fracasso, essa nostalgia é intrigante, me lembra o F-14 que era problemático e hoje é exemplo de aeronave.

      • Não querendo fugir muito do foco da matéria a respeito do F-35, acredito que um grande problema em relação a parceria Índia e Rússia no desenvolvimento do Su-57 é que ele foi desenvolvido com o propósito de atender os requisitos da Rússia que geralmente parece focar mais na defesa de seu território do que a atacar inimigos em regiões fortemente protegidas, isso demonstra o interesse deles em apenas se preocuparem em reduzir a RCS frontal do aparelho, muito diferente dos americanos

  21. Como o Julio citou lá em cima, uma coisa é você desenvolver aviões utilizando como base aviões já existentes e amplamente utilizados, outra coisa é criar um projeto totalmente novo, que se difere de qualquer um já existente. Pode ser sim um passo maior que a perna, ainda mais colocar em produção sem antes sanar todos os problemas

    • Desculpe. Mas acho que não tem nada de de ser “totalmente novo”.
      O que é totalmente novo?
      O formato é muito parecido com o do F22.
      O motor é bem inovador mas não parece ser fonte de problema.
      Alguns problemas relatados são: piloto magro e baixo não pode ejetar ou quebra o pescoço; problema no suprimento de oxigênio; problema nos capacetes; painéis que não ficam alinhados…
      Nada de inovador…

      • Por favor, não se desculpe! Sou novato nos comentários aqui e gosto quando pessoas educadas complementam ou até retificam meus comentários, eu agradeço! Mas na visão leiga, acredito que ele se difere bastante do F-22 como tamanho, monomotor, a posição das entradas de ar e ser mais “gordinho”. Com base nisso eu arrisquei em falar que é novo, concordando com o Julio, já o Su-57 é bem visível suas características adquiridas do flanker como posição das entradas de ar e motor, dentre outras, apesar de ser mais amassado!

  22. O domínio político do complexo industrial militar norte americano faz com que eles busquem sempre as soluções mais sofisticadas e caras, que nem sempre são as mais confiáveis ou mais convenientes operacionalmente

    • Verdade, mas cada vez mais esse modelo esta provando ser insustentável, não só pelo alto custo ou retorno duvidoso. Mesmo no F-35, foram encontrados diversos componentes eletrônicos de fabricação chinesa. Ou seja, os EUA não tem mais pleno controle das máquinas militares produzidas em seu território.

    • Se você analisar melhor verá que o problema é o domínio dos interesses econômicos da indústria militar na política americana. A ‘solução’ de um problema real ou não se dá com a compra de um produto novo sempre muito mais caro.

      • O que não faz sentido nenhum porque tem 2.400+ encomendas e você não demonstra conhecer nada sobre combate aéreo para dizer se ele funciona ou não.

        Compare com o Su-57 onde o único parceiro diz que fica abaixo das expectativas e ainda reduziu as encomendas por causa aumentos de custos e atrasos.

        É tudo torcida, nada mais.

        • “você não demonstra conhecer nada sobre combate aéreo para dizer se ele funciona ou não”.
          JPC3, não sou eu que escrevo matérias reportando os problemas do F-35, assim como você eu apenas as leio.
          Chamo de ‘Aadvark II’ porque, assim como o F-111:
          1- Foi prometido como o avião capaz de fazer de tudo;
          2- Tem um preço astronômico;
          3- Tem tido uma carreira inicial cheia de percalços.
          Mas diferente o F-111:
          1- O DoD “vendeu a ideia” para USAF, USN e USMC, ao invés de tentar empurrar garganta abaixo;
          2- Já vendeu muitas unidades, em sua maioria acordos de governo para governo.

          Como já escrevi várias vezes: o conceito é bom mas o projeto como foi conduzido foi/é errado:
          1- Não há compatibilidade entre as versões (exceto na aparência);
          2- Não se tem muito controle na cadeia produtiva, lembre que já foram encontradas peças “made in china” em sistemas críticos na aeronave.
          3- Apareceram problemas estruturais que deveriam ter sido identificados na fase de projeto.
          4- Outras

          Em momento algum fiz comparações com o Su-57, o J-20, o J-31 ou F-22. Mesmo porque não faço parte de “torcidas”, sou apenas um espectador interessado no assunto.
          Nenhum desse modelos está isento de erros ou problemas mas há de convir que o F-35 tem apresentado mais problemas que todos os demais juntos.

          Gostaria de citar o MiG-23 como comparação, não era um caça fabuloso, mas foram produzidas mais de 5.000 unidades. As vendas se deram principalmente pela influência da URSS e da falta de opção dela mesma oferecer outro caça da mesma geração.

  23. “Em 2016, a Força Aérea groundeou 15 jatos F-35 após o isolamento do tubo de refrigerante instalado nas asas do avião ter sido encontrado quebrado.”

    Eles usam Coca-cola ou Pepsi nesse “tubo de refrigerante” ?

    Pelo visto esta faltando robotizar a linha de montagem nos pontos em que a ação humana pode gerar pequenos defeitos.

    Com o valor por aparelho a LM já não teria grana para ter feito essa robotização?

  24. Imagina numa guerra contra russia ou China, os nukes explodindo, poeira radiotiva, linhas de suprimento sendo atacadas por commandos inimigos, bases aéreas sendo alvo prioritário de ataques de artilharia e de aviação, imagina ter que fazer manutenção nesse caça problemático e cheio de frufrus num conflito dessa magnitude.

    Por isso eu aposto nos russos e chineses.

  25. Caça bom e furtivo é o Su-57 que voa com motor velho.
    Que não tem histórico de exercícios.
    Nem participou de ataque, combate aéreo, nada.
    Que a coisa mais importante que fez foi ir até a Síria.
    Que está se arrastando para ter umas poucas unidades “operacionais” devido aos seus altos custos de produção e desenvolvimento de tecnologia.
    Que ninguém sabe, de verdade, do que é capaz devido a toda TRANSPARÊNCIA existente nesse, que é sem sombras de dúvidas, o maior e melhor projeto de caça da face da Terra.
    O Su-57 é aquilo que TODA força aérea deveria ter.
    É o caça de quem entende de aviação.
    .
    O F-35 não.
    Afinal de contas, ele é muito inferior mesmo tendo todos os parceiros, histórico de exercícios e de ataques.
    Não é porque o seu projeto seja, talvez, o mais transparente que ele seja digno de qualquer confiança.
    Não é porque já vendeu dezenas e dezenas de unidades que ele sirva para algo. O fato de outras nações, além daquelas participantes do projeto de desenvolvimento, sinalizarem a sua compra não significa coisa alguma.
    É só uma porcaria e m. de projeto.
    Não serve para nada.
    É o caça de fanboy.
    .
    Países SÉRIOS COMPRAM o Su-57.
    Só mão entendi porque só a Rússia o tem.
    E pena não sermos um país sério.

  26. Pra que tanta enfase na furtividade se na hora de colocar um tanque de combustível ou um míssil debaixo da asa, a furtividade acaba ?
    Vale a pena tanto esforço pra ter um caça furtivo ? Porque dificilmente o F-35 partirá em uma missão com apenas o combustível dos tanques internos e 4 mísseis nas baias internas!
    Não seria melhor reabrir as linhas de montagem do F-15 e F-16 e construir células novas ao invés de torras bilhões em caças que só são furtivos se voarem pelados ?
    Tô falando muita besteira ou procede alguma coisa ?

    • Pois é, Marcelo Martins. O F-35 com Mach 1.6, se perder o caráter de furtividade no combate aéreo, e do seu radar com 100% de precisão em seus mísseis BVR, será uma alvo fácil para caças de 4,5 ++ G. Porém, ele deverá ser escoltado por lutadores de 4,5++G, para ter sucesso em suas missões. É complicado.

    • Sem tanque externo, ele tem um raio de 1200km de combate. Não será necessário levar tanque externo, assim como um Su-27 não precisa, pois tem combustível de sobra.

  27. F-117? B-2 ? F-22 ? F-35 ? J-20 ? J-31 ? Su-57 ?

    Quer saber ? Avião invisível mesmo !

    Só o da Mulher-Maravilha ! K K K K K K K K

      • Poderia explicar pra mim ? Porque até onde li em sites especializados, com qualquer coisa debaixo da asa, o avião deixa de ser furtivo, pois os mísseis e suportes não foram feitos para serem furtivos. Duvido que um F-35 consiga levar um Harpoon dentro da baia interna. Em todas as fotos que vi, nas baias internas cabem um Sidewinder e um AIM-120, e só!!
        Se colocar o Harpoon debaixo da asa, vai haver muito mais cantos vivos para refletir ondas de radar e aí, como fica a tal da furtividade ?

        • Marcelo,
          Os F-35 poderão em breve (2019) levar 6 amraams internamente e em no máximo 10 anos (o caça ficará operacional por uns 40 anos) ele terá mísseis ar-ar adequados para serem levados internamente em grande quantidade (12).
          Quanto a ele só levar amraams internamente, está equivocado. O F-35 pode levar internamente as seguintes configurações de armamento, nas suas duas baias:
          4 amraams (futuramente 6 amraams)
          2 amraams + 2 JDAM/PV II de 2000 lb
          2 amraams + 2 JDAM/PV II de 1000 lb
          2 amraams + 2 JSOW
          2 amraams + 2 WCMD
          2 amraams + 8 SDBs (futuramente 12 SDBs)
          2 amraams + 2 AARGMS-ER
          2 amraams + 2 B-61-12

          Tem sido dito que dois mísseis AIM-9X externamente aumentam muito pouco o RCS e não compromete na prática a furtividade do F-35 e poderiam ser levados de forma mais comum do que se imaginava no início.

          • “…no máximo 10 anos (o caça ficará operacional por uns 40 anos)…”
            Bosco,
            Europa, EUA e Rússia já estão falando em caças de 6ª geração, não sei se o F-35 (e demais stealth) durarão tanto tempo.

          • Bosco, a capacidade anti-navio do f-35 se resume a bombas? Por mais que sejam avançadas, creio que não consigam substituir satisfatoriamente um torpedo como o harpoon.

          • Mateus,
            A USN está desenvolvendo mísseis antinavios de grande alcance lançado a partir de navios e caças e a função primária dos F-35 seria de penetrar nas defesas de modo a vetorar os mísseis lançados por esses navios e aviões (F-18 e B-1). Necessariamente o F-35 não precisará portar armas antinavios para ser efetivo nessa função, mas aina assim ele tem várias armas antinavios disponíveis para serem levadas internamente tais como a bomba JSOW C1 (100 km de alcance) e as bombas SDB-2 (80 km). E ainda poderá levar mísseis a serem escolhidos tanto internamente quanto externamente. Não tem nenhum problema da utilização externa de mísseis antinavios com centenas de quilômetros de alcance. Provavelmente ele deverá levar o LRASM externamente que deverá ter mais de 500 nm de alcance.
            Internamente ele deverá levar mísseis como o NSM ou/e o AARGM-ER.
            O Harpoon é um míssil em franca decadência na USN e os programas que tinham como objetivo aperfeiçoá-lo foram cancelados.

  28. Gente do céu, aliás da terra que adora as coisas que voam no céu. Esses americanos tem que aprender com os portugueses. A tecnologia furtiva esta na cara deles e não conseguem captar . Os portugueses por eexemplo baseado no vaga-lume (observando a natureza) descobriram os segredos da furtividade dos Ovinis> É a tecnologia furtiva-não furtiva ou seja apaga e ascende, apaga e ascende. É isso , simples assim. Observem que a maioria dos Ovnis avistados usam esta tecnologia. As luzes ascendem e apagam isso é furtividade do século 31 ou mais. As vezes os discos voadores aparecem no radar e as vezes não. Por que ? – Porque com o modulo “ furtividade pisca-pisca” é só ligar o relê no não pisca e apagado – adeus assinaturas no radar : furtivo puro . Brincadeiras a parte pra que insiitir tanto nesta furtividade se os mais modernos radares (russos, chineses e ate israelenses) detectam os aviões furtivos principalmente se estiveram voando com tanques ou armamentos sobressalentes. Agora falar que a maioria dos problemas do F 35 é os furos a mais que algumas mecânicos ou montadores relapsos fazem por descuido ou que instalam um equipamento fora da posição ou riscam a pintura furtiva é achar que somos retardados ….

  29. Eu não entendo o que os defeitos do Su-57 e do J-20 concertam os problemas do F-35. O pessoal devia diminuir a torcida e debater o que deveria ser feito para melhorar os problemas do projeto F-35 que é o tema da matéria. Dizer que o Su-57 ou o J-20 são assim ou assado fica parecendo uma falta de argumentos para justificar os erros do projeto do F-35, e vice-versa quando a notícia e sobre os outros 2 metem o pau no F-35. Um comentário nesse estilo não acrescenta nada ao debate da questão da matéria, e ao contrário do que os que postam assim acham, não lhes dão razão nenhuma no debate. Infelizmente esta observação vale para as 2 torcidas. Na verdade uma notícia que poderia render várias informações sobre o processo de fabricação de caças para pessoas menos esclarecidas nessa questão como eu, fica até chato de ler, com tanto comentário sem relação ao tema feitos somente para, parece, trolar e prejudicar. E o pior são sempre os mesmos usuários dos 2 lados da torcida.

  30. Estão fabricando é a pressão deve ser muita,tem que ajustar o procedimento de fabricação os americanos são craques nisto,gostam de coisas bem feitas fico imaginando e os russos e chineses devem está passando aperto(mas lá não tem impressa contra).Como tem muitos fornecedores tem que ter uma pessoal deles inspencionando,é não instalar é depois culpar os fornecedores.Tomará que os nossos grispen não dê tanto problema,pois na realidade ele não existe ainda,só protótipos estão voando.

  31. O fato é que o F-35 é de longe o caça mais avançado tecnologicamente disponível, não usem o J-20 e o SU-57 como exemplos de sucesso para criticar o F-35, porque o acesso a informação nos respectivos países é muito pobre e o nível dos caças é completamente diferente, menos fanatismo, por favor. De fato, parece que existe um problema de escala de produção, produzir algo desse nível, nessa quantidade e nesse espaço de tempo é realmente complicado, mas também houveram erros grosseiros do fabricante e na minha humilde opinião a ideia de fazer um super pato não foi a melhor, talvez o caminho a ser seguido é ter vetores diferentes para a marinha e força aérea principalmente por causa de quererem um caça VSTOL.

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