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Japão retrocede no plano de desenvolver caça furtivo por conta própria

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Demonstrador X-2 Shinshin (ATD-X) do Japão

Por Ryo Aibara

O Japão está se movendo para cancelar o planejamento para o desenvolvimento doméstico de um novo avião de combate avançado devido a custos surpreendentes e armadilhas de engenharia antecipadas.

O Ministério da Defesa inicialmente tinha três alternativas possíveis para o avião de combate que substituiria o caça F-2 que será gradualmente desativado em torno de 2030.

Mas com a China e a Rússia mostrando maior assertividade militar na região, funcionários do Ministério da Defesa enfrentam a tarefa fundamental de substituir o F-2 por um caça com capacidades mais avançadas.

O ministério decidiu que suas opções eram para desenvolver completamente o avião de combate de próxima geração a nível nacional, desenvolvê-lo em conjunto com outras nações ou ampliar a vida do F-2 através de várias modificações.

Inicialmente, inclinou-se para o desenvolvimento doméstico, pois considerou-se “importante na manutenção da tecnologia japonesa de desenvolvimento de caça”, de acordo com um oficial de defesa de alto escalão.

Havia expectativas de que a Mitsubishi Heavy Industries Ltd. desempenharia um papel de liderança no desenvolvimento do avião de combate. Isso ocorreu antes de uma subsidiária da Mitsubishi Heavy Industries ter enfrentado dificuldades em desenvolver o avião de passageiros Mitsubishi Regional Jet para produção comercial.

Funcionários do Ministério das Finanças eventualmente exortaram cautela, citando os enormes custos que o desenvolvimento doméstico implicaria.

O governo começou a perceber que o desenvolvimento doméstico do jato de combate de próxima geração carregava riscos enormes.

Caça F-2 da JASDF

Neste contexto, o Ministério da Defesa não buscará financiamento para o desenvolvimento doméstico de um avião de combate de próxima geração quando os pedidos forem compilados neste verão para o orçamento fiscal de 2019, disseram fontes.

Espera-se que Tóquio sonde Washington nesta semana sobre as perspectivas de desenvolvimento conjunto do avião de combate da próxima geração.

Uma decisão sobre como proceder provavelmente será formalmente feita entre o ano fiscal de 2019 e o de 2023, pois esse é o período abrangido pelo Programa de Defesa de Médio Prazo que será elaborado antes do final do ano.

Ainda é possível que o Japão coloque pedidos adicionais com os Estados Unidos para o caça F-35A, fabricado pela Lockheed Martin Corp. como o substituto do F-2.

O governo já decidiu comprar 42 caças furtivos para substituir o F-4 Phantom II.

À luz da pressão aplicada pela administração de Trump aos aliados para o “Buy American”, os funcionários do governo também podem decidir adquirir o F-35A como a aeronave sucessora do F-2.

A JASDF (Japan Air Self Defense Force) agora tem cerca de 200 aviões de combate F-15, 50 F-4 e 90 F-2. O avião de combate F-35A começou a ser entregue.

O F-2 foi desenvolvido em conjunto com os Estados Unidos e incorporado no ano fiscal de 2000.

FONTE: Jornal Asahi Shimbun

80 COMMENTS

    • A indústria de defesa turca é muito mais avançada e completa que a maioria supõe. Quando não há iniciativa deve-se criar pelos meios necessários. Há muitas das empresas de defesa que são controladas pelo governo turco, ou transformadas em empresas 100% turcas, suprindo vazios não preenchidos sem atuação imperativa do governo. ASELSAN (Proprietário – Fundação do exército turco), BMC (TMSF do governo turco), HAVELSAN (Empresa estatal), Transvaro (foi fundada como joint venture em 1988. Desde 1995, tornou-se empresa de capital 100% turca), TAI (Fundação das Forças Armadas da Turquia (54,49%) Subsecretaria das Indústrias da Defesa (45,45%) Associação Turca de Aeronáutica (0,06%)), Roketsan (TSKG (Fundação das Forças Armadas da Turquia) (55,5%) , Aselsan (15%) , MKEK (15%) , Vakıflar Bankası (10%)), Havelsan (4,5%)), Gölcük Naval Shipyard (estaleiro naval da Marinha turca na base naval de Gölcük). Israel também não é muito diferente, IAI Israel Aerospace Industries (estatal), Ta’as A IMI Systems (estatal), A ELTA Systems (Proprietário Israel Aerospace Industrie), Rafael Advanced Defense Systems (estatal), Israel Shipyards (Empresa limitada privada Anteriormente uma empresa de propriedade do governo). O Brasil nutre a ilusão que que algum país desenvolve tecnologia para outrem, más isso não ocorre! Deve-se buscar parcerias mais simétricas possíveis, a exemplo do Gripen com Suécia. Além da Suécia, Turquia e África do Sul muito poderiam nos complementar e muito mais aprofundada deveria ser esta interação. Há exemplos em Israel e na Turquia. Nestes países empresas como a Engesa ou a Mectron nunca teriam sido abandonadas ou descontinuadas.

      • Em um governo semi-ditatorial como o da Turquia essas empresas estatais certamente são antros de corrupção. E a despeito de ser uma democracia eu não colocaria a mão no fogo por essas empresas israelenses tendo em vista o fato de Netanyahu ser um notório corrupto.

        Quanto ao Brasil, tendo em vista a mentalidade do nosso povo e dos nossos políticos,felizmente não se criou nenhuma empresa estatal de defesa recentemente.

  1. “A JASDF (Japan Air Self Defense Force) agora tem cerca de 200 aviões de combate F-15, 50 F-4 e 90 F-2. O avião de combate F-35A começou a ser entregue.”

    Caraca muleque! 200 F-15? Se tá ruim pra eles, imagina pra nós com 43 F-5.

        • Sim, é realmente impressionante a quantidade de F-15 que eles possuem! Os vizinhos do Japão também dão motivos suficientes para que a quantidade se justifique. No nosso caso, com um território muito, muito, muito maior do que o japonês, se além dos Gripen E tivéssemos uns 20 a 30 F-15, seríamos “o terror da América Latina”, só pra comparar a diferença do nosso TO com o deles.

          • Sério que são os vizinhos que dão motivo?! Com certeza foi a China, Coreia, Rússia, Indonésia e Malásia que invadiram o Japão nos anos 30 e 40, não é verdade?!

            Essa relação é inversa. Esta é a verdade.

    • Sergio,
      O correto não é esperar a ameaça aparecer para ai sair em busca de equipamento , o correto é ter um minimo operativo para o que vier .

  2. O Japão está no caminho certo. A hora de torrar dinheiro para dominar tecnologias irrigando os balanços dos grandes conglomerados já passou. Agora à força aérea vai falar mais alto que o Ministério da Indústria os equipamentos terão que mostrar performance. As ameaças aumentaram muito e os EUA não necessariamente estarão lá para ajudar. Com a China se armando o primeiro a sentir o bafo no cangote será o Japão.

    Sugiro que eles deem uma boa olhada no que Israel faz para ter a melhor defesa com um orçamento limitado. Vão pegar carona nos equipamentos americanos.

    Esse negócio de país não alinhado é ótimo para quem não se sente ameaçado.

  3. Taí ó, o Japão poderia convencer os americanos a reativar o programa do F-22, com colaboração japonesa. Eu acho que a única forma do raptor voltar a ser fabricado e atualizado seria em colaboração com seus aliados. Já pensou num Raptor tunado?

  4. O parceiro ideal para o Japão nesse momento seria a GB pela expertise do país já demonstrado em alguns conceitos (BAe Réplica e BAe Taranis).

    • E quais são os projetos de avião de caça de 5a geração que a GB tem trabalhado nestas últimas duas décadas, por exemplo?

      Ah tá, o F-35 não é britânico, eles apenas têm uma pequena participação tecnológica no aparelho, além do dinheiro que botaram.

      • E quais projetos de caça de quinta geração os outros países da Europa, especialmente os franceses, já trabalharam Wellington? A verdade é que no Velho continente ninguém avançou mais nessa área que a GB. Aliás o BAe Replica era um conceito válido de avião de caça furtivo.

  5. A ideia do Tallguiese não é ruim. Seria muito bom para os dois países, pois necessitaria de bem menos dinheiro, por ser um projeto praticamente pronto.

    • O Japão chega a conclusão que o projeto é caro e complexo e não vale a pena investir nele e você acha que o Brasil vai ter dinheiro para tocar o projeto? É sério que você acha isso uma boa ideia ou foi só uma brincadeira?

  6. que pena…as projeções das versões em estudos eram bem interessantes 23DMU e 24 DMU. Certamente os erros no desenvolvimento do MRJ devem ter pesado.

  7. Rafael Oliveira
    Você acha que um país que não consegue modernizar 12 A-4 projetados na década de 50, vai conseguir desenvolver um caça furtivo de 5ª geração?
    É lógico que estou sendo irônico!

  8. Boa noite.
    Além da pressão do “buy american”, os EUA lascaram aumento em cima do aço e ainda ameaçaram de retaliação quem recorresse na OMC, ao melhor estilo “se reclamar boto tudo”. A Europa está atravessada com Trump.
    .
    A legislação japonesa sobre armas também atrapalha um bocado para venda de armas, o que poderia tornar um caça japonês menos proibitivo e até mesmo fonte de receitas.
    .
    Trocar 50 F-4 por 42 F-35 é uma boa proporção.

  9. Algum especialista poderia me ajudar como eu sou um grande curioso? Este “Demonstrador X-2 Shinshin (ATD-X)” do Japão, parece-me tão pequeno que não cabe armas. Será que o projeto foi cancelado porque se esqueceram das armas? Ou deixaram as armas “para depois” e depois viram que não deixaram espaço para armas. Eu quero dizer, como um F 35, com armas dentro de baias internas, parece que não é. Nem parece-me que cabem mísseis debaixo das asas ( sem que ao menos isto atrapalhe aerodinâmica e furtividade). Eu estou enganado? Alguém me ajuda?

    • O próprio nome diz: demonstrador de tecnologia.
      Ele é apenas um conceito aerodinâmico apresentado pela Mitsubishi para “demonstrar” mais ou menos como seria o produto final do trabalho.
      O consórcio Eurofighter também seguiu por esse caminho, já que o embrião do que seria o Typhoon hoje em dia era muito menor que o avião produzido em série.
      Quando eles forem fabricar o F-3 de verdade, vão aumentar significativamente o tamanho dele e colocar todos os equipamentos que serão usados.

    • Ele é realmente pequeno. Tem dimensões entre o Gripen e o F-16, salvo engano.

      Quanto às baias pra acondicionamento de armas, acho que fazem parte das “armadilhas de engenharia” que o artigo citou. Num achismo meu, deve ser proporcionalmente mais difícil encaixar as baias quanto menor é o avião.

  10. Caro Walfrido: impressionante ! O que mais chama a atenção é a quantidade de sistemas de armas dedicados, inclusive considerando sua integraçao nas mais diversas areas. Ha sistemas navais, aeronauticos e terrestres.
    Parece que a Aselsan tem um enfase em componentes eletronicos digitais e sua programaçao / parametrizaçao. Porem, tambem fica patente o uso de canhões, misseis e veiculos. Embora nao acredite que sejam todos oriundos de projetos/manufatura autoctones, o simples fato de que estao sendo untegrados por la é extremamente significativo.

  11. Mas voltando ao topico, é uma pena que o programa ATD-X (F3) seja descontinuado. Tecnicamente era muito interessante.
    O desenvolvimento em etapas – as quais envolviam inclusive prototipos tripulados e em escala reduzida – parece ter sido muito ambicioso, principalmente em termos de prazos. Entendo que eles concluiram que nao havia tempo habil…..

  12. Posso estar errado e talvez esteja mesmo! Mas acho que a “furtividade” está sendo posta em cheque após os possíveis eventos sobre a Síria envolvendo f-35 de Israel e S-200 sírio.
    Caro por demais e aparente falta de efetividade!

    • Eu estou começando a concordar com você, especialmente depois da frustrante passagem do Su-57 por aquelas bandas embora eu desconfio que eles tenham tomado um “passa-moleque” do F-22..rs!

      • Tireless,
        Minha conclusão também inclui o SU-57 !
        Outra coisa não se esqueça de me informar se o natimorto F-35 de Israel voltar a voar sobre a Síria !!!
        Estou ansioso para ver isso!

        • Sérgio você ainda não deu provas de que o F-35 já tenha voado em missão de combate sobre a Síria e olha que já lhe pedi isso três vezes. Afinal, não faz sentido você querer que o F-35 VOLTE a voar sobre os seus da Síria se ele nunca voou lá em primeiro lugar.

          • Serviço secreto francês!
            Outra coisa! Israel não compra nada para se transformar em rainha de hangares!
            E vc também souber de uma nova incursão do natimorto nos informe!?!

          • Tireless,
            Raciocínio lógico!
            “Tudo que ocupa lugar no espaço reflete algum sinal mesmo que mínimo!(furtividade vai pro beleléu)

  13. A idéia do F-22 parece um sonho bom que termina ao acordar. Os americanos não gostam de ressuscitar mortos, preferem aprimorar conceitos e seguir em frente. Pelo tempo de desenvolvimento também parece melhor adquirir mais F-35. Por fim o F-22 é um avião muito maior que este monomotor, portando de emprego bem diverso.

    • Não podemos esquecer que o Japão possui versões do F-15 e do F-16, parece lógico que haveria espaço em sua doutrina de emprego para o F-22 e F-35. Um domina os céus o outro completa o serviço.

  14. E se num cenário hipotético, o Japão e a Coreia do Sul colocassem suas diferenças de lado e focassem juntos no KF-X? Acho que poderia dar um oponente de peso contra a Rússia, China e Coréia do Norte! O que os colegas acham?

  15. Essa empresa japonesa não conseguem fabricar um jato de passageiros…
    Fala sério…
    Coloquem 10 bilhões de dólares nas mãos da Embraer e mandem fazer o serviço…
    E adeus Boeing.

  16. Realmente o Japão sozinho talvez tenha dificuldade. Poderia se unir ao Reino Unido. Dois grandes países que dê certo móvel estão isolados.

  17. Acho que está mais do que na hora de o Japão chamar Coréia do Sul, Taiwan, Indonésia, Malásia, Cingapura, Filipinas, Vietnam e a Índia; para um chá…
    A Tailândia, quem sabe, talvez mais lá na frente.
    O Paquistão e Myanmar nem pensar, esses ai já estão por demais amarrados á mulher-dragão.

    • Japão, Coréia do Sul, Taiwan e Cingapura já seriam mais do que suficientes para desenvolver algo que funcione. Talvez não Coreia do Sul (feridas mal cicatrizadas ainda de antes da WW II), mas os outros dois teriam interesse e dinheiro pra isto, especialmente Cingapura.

  18. Srs
    Pelos eventos recentes (propensão a acordo do governo da Coreia do Sul com a Coreia do Norte e política do Trump em isolar o EUA), se os japoneses desistirem realmente do seu projeto, fica mais provável uma tentativa de composição do Japão com a China.
    Depois dos eventos na Ucrânia, das bravatas do Trump contra a Coreia do Norte e de suas políticas isolacionistas, os nipônicos não estão tão confiantes assim no guarda chuva do Tio Sam.
    Por outro lado, uma composição com a Coreia do Sul fica cada vez mais distante, conforme esta busca uma composição com a Coreia do Norte.
    Se a Coreia do Sul concordar em sustentar a elite governante da Coreia do Norte e o Tio Sam continuar a se isolar, ou o Japão veste as calças e assume a própria defesa desenvolvendo seus meios, inclusive bombas nucleares, ou estabelece um modus vivendi com a China, aceitando ser parte do rol de países vassalos da China.
    Sds

    • Eita, que visão mais errada dos acontecimentos ein, primeira coisa “as bravatas de Trump contra a CN” que levaram a mesma na mesa de negociações o proprio presidente ou primeiro ministro(não lembro a forma de governo da CS agr) disse que foi gracas a Trump.

      • Não, não foi graças ao Trump. Pelo contrário, o Kim Jong-Un usou uma estratégia bem conhecida desde a época do avô dele: o governante norte coreano sobe o tom das ameaças, deixa os vizinhos nervosos e depois abranda o tom e aceita negociar, mas numa posição mais confortável pra eles.

        Trump, ao contrário dos antecessores, caiu feito um patinho num truque velho e extremamente manjado do regime norte coreano. Não duvido nada que inclusive ele agora banque parte das contas da Coréia do Norte, via ONU, como das outras vezes que essa estratégia deu certo.

        Mas bom, quem sabe assim ele aprende que não se faz política internacional via Twitter…

    • Control
      A CN não deseja a reunificação. É teatro para arrancar mais dinheiro da CS. Os EUA se isolando e se retraindo em seu território significa uma coisa: Vai ter guerra e como fizeram na segunda guerra vai deixar todo mundo se ferrar primeiro para depois entrar na guerra e posar de vencedor. Para isso o Japão é peça fundamental ainda para os gringos logo nunca serão abandonados pelos gringos.

  19. Control,
    Quando tiveres um tempinho veja o que o Japão fez com os chineses durante a ocupação através da Unidade 731 do exército japonês!
    E depois pergunte para um chinês sobre essa composição!

  20. O Japao sempre faz isso. Gasta milhoes com desenvolvimento, depois cancela e compra dos Americanos. Ja fizeram isso com outros projetos.

  21. Srs
    Jovem Augusto L
    1. O fato das ações, ou melhor, falações, do Trump ter levado a CS a negociar com a CN não significa que as negociações serão favoráveis aos coreanos e ao mundo. Observe que o Trump falou muito e o Gordinho também falou, mas respondeu mais continuando a testar seus mísseis e bombas atômicas. Um observador não comprometido emocionalmente pode entender que na queda de braço entre o Gordinho e o Trump, o primeiro blefou melhor.
    2. Até hoje, as negociações com a CN só permitiram a esta manter o regime e desenvolver suas bombas e mísseis. Nada nos diz que agora será diferente.
    3. Pelo que consta, a opinião é livre na trilogia, mas para o enriquecimento de todos é sempre útil fundamentar os argumentos com fatos e razões lógicas.
    Sds

    • Caro Control,

      As medidas de Trump, embora mais protecionistas que as de seus anteriores, ainda estão longe de levar a um franco isolamento dos EUA. Até porque, um país como os EUA não pode ficar simplesmente isolado…

      E desta vez, há uma clara dissonância em relação as políticas anteriores, que é a de não tolerar que regimes isolados desenvolvam potencial fora da esfera permissível pelos grandes do Ocidente…

      Isso certamente terá efeitos melhor observáveis na postura de cada um dos players da região. E penso que é isso que Trump acaba forçando, ao agir de forma tão intempestiva. Ao ser tão claro e direto; ao ser tão incisivo, ele praticamente obriga a todos os agentes a tomarem uma posição, seja qual for. E quem não gosta disso, certamente são chineses, que absolutamente não se sentem a vontade ao se verem pressionados.

      Tentar compor-se com os chineses não considero uma opção para os japoneses. Ainda hoje há disputas territoriais entre eles. O máximo que acredito que os japoneses farão, será buscar maior autonomia em sua relação com os EUA, chegando até a posse de armas nucleares; e a partir daí, talvez chegar a uma boa convivência com os chineses… Seja como for, não penso que vão meter o pé no balde de suas relações tão sólidas com os americanos…

  22. Deve ser caro pacas desenvolver uma traquitana dessas com (no minimo) a eficiência dos aviões já operacionais americanos.

    Não podemos menosprezar a tecnologia e o poder econômico do Japão, os caras devem ter feito as suas contas e chegaram a conclusão que teriam que gastar muito fosfato e grana para construir um avião possuidor das virtudes já presentes em aviões testados, em estado operacional, sendo que um deles está a venda nas prateleiras das melhores lojas da cidade.

  23. Nenhuma chance da Coréia cooperar estreitamente com o Japão. Não apenas pela rivalidade e memória de ocupação mas também porque a Coréia se preocupa com a reação chinesa. Historicamente os coreanos não antagonizam com a poderosa China e assim são deixados em paz.

    • Fora que o Japão ainda reivindica ilhas que os Sul Coreanos dizem ser suas, a chance de colaboração militar entre Japão e Coreia do Sul se tiver, serão pontuais, como no caso da Coréia do Norte que é uma ameaça a ambos, fora isso não espere colaborações em projetos militares de forma geral

  24. Wellington Góes 6 de Março de 2018 at 11:23
    “Sério que são os vizinhos que dão motivo?! Com certeza foi a China, Coreia, Rússia, Indonésia e Malásia que invadiram o Japão nos anos 30 e 40, não é verdade?!

    Essa relação é inversa. Esta é a verdade.”

    Você acredita mesmo no que escreveu? Será que o Japão hoje ameaça algum vizinho? Será que a França ou a Polônia temem uma invasão alemã?
    japão

  25. Srs
    Jovem Sérgio Luís
    Se prestar atenção no texto verá a palavra vassalos.
    Quanto a história, é bom lembrar que a China foi um império e sempre atuou para controlar sua periferia, Japão incluso.
    Sds

  26. Eu ainda acho que a leitura é muito importante para o intelecto.China bem que tentou mas se não me engano só ocupou o Tibet!

  27. O Brasil está na 12a posição em orçamento militar, à frente de Austrália, Israel e Canadá.
    E em 47o lugar na quantidade de caças. ATRÁS de potências militares como Marrocos, Sudão, Myanmar, Angola, Argélia, Iemen, etc.

    O Japão não possui 200 caças pesados e mais 140 médios por causa da vizinhança.
    Ele possui essa pequena frota, porque em sua constituição não lhe é permitido possuir forças armadas, não é permitido atacar outros países ou participar de guerras em outros países. Eles só podem ter forças de AUTO-DEFESA, e destinam muito pouco para a defesa, cerca de 1% do PIB.

    Por isso possuem essa quantidade PÍFIA de caças, equivalente à força aérea de Israel, que é um país minúsculo comparado ao Japão, com apenas 8,5 milhões de habitantes (PERDE para a CIDADE de São Paulo com 12 milhões de habitantes), e possui PIB equivalente ao da região metropolitana de São Paulo, conhecida como Grande São Paulo e território quase igual ao litoral norte do estado de são paulo.

    Mas, como somos DESgovernados, ainda nos comparamos com Bolívia, Paraguai e demais vizinhos.
    E AINDA acreditamos que somos o que somos por causa dos vizinhos e os países de primeiro mundo, são o que são, por causa dos vizinhos deles.

  28. Somente um ataque ao Irã, demonstrará se o stealth “não possui valor, já estando superado pelas defesas aéreas”, o resto é achismo…

    • Não precisa ser no Irã, pode ser mais perto! Síria é um ótimo teatro para o F-35!
      Mas te garanto que não vai!!!
      A repercussão será gigantesca!

    • Amigo Tiger 777, apesar de o Irã ter uma defesa aerea densa, ela é antiquada, nada diferente do a Otan/EUA não enfrentaram no Iraque 91/03 e na Libia 2011. Nem é necessário o uso de stealth, creio que irão usar muito pontualmente, se um tal ataque acontecer.

  29. O Brasil vai ter que contentar com o grispen durante décadas.Mas é um avião bom aceitará muita modificação.O numero pensado inicialmente é de 108 unidades,creio que quando as coisas melhorarem vai haver mais pedidos que os 36 firmados até para não parar a linha de produção,viu que o f-22 parou a linha é para reativar a linha é necessários bilhões de dólares.Vejo que esses aviões invisíveis já não são tão invisíveis assim,falam hoje pouca visibilidade,e claro que os radares estão melhorando, é talvez será uma vantagem sim mas não serão invenciveis não.Os misseis vão absolver essa tecnologia estes sim vão ser quase invencíveis.Quanto aõ japão o caminho é comprar o f-35 que já estão mais maduros,e claro tem que aproximar de irsael é adquirir o sistema antimísseis deles em boas quantidades, e muitas baterias antiaéreas e bons sistemas de radares,bons abrigos nucleares.Lembrando aos srs que japão tem muitas concentrações de pessoas em grandes cidades e em alcance de misseis de médio alcance da china, é quanto eles fabricarem artefatos nucleares,só se o EUA permitir.

  30. Srs
    Em princípio, o cancelamento do projeto do caça japonês não parece seguir o padrão nipônico e a sua substituição pela compra de mais F35 para defesa aérea não se coaduna com a abordagem cuidadosa que os japoneses dão em suas decisões.
    A dificuldade da opção pelo F35 é que ele, antes de mais nada, foi concebido para ser um avião de ataque com capacidade subsidiária para atuar como um caça. Conceitualmente, ele é o sonho dos planejadores, um multi-tudo; mas tal solução não é plenamente exequível, o multi qualquer coisa sempre será melhor num aspecto e regular ou sofrível em outros.
    Teoricamente, o F35, por ser stealth, poderia abater aeronaves adversárias a distância sem ser detectado, não precisando se aproximar do avião inimigo e correr o risco de se envolver em dogfights.
    O problema deste conceito é que ele precisa que os F35 detectem os adversários a distância sem serem notados e aí é que as coisas complicam pois sinais de radar podem ser detectados e sistemas de detecção passivos tem menor alcance. Isto faz o F35 depender de informações externas e os coloca em papel similar aos dos interceptadores da década de 50 e 60.
    Portanto, o uso do F35 para a defesa aérea implica numa abordagem diferente e talvez não tão eficaz como as de hoje, que utilizam caças concebidos para superioridade aérea.
    Outro ponto que tem gerado cabelos brancos nos compradores dos F35 tem sido a interminável e nunca concluída integração dos sistemas, a terrível novela do desenvolvimento de seus softwares e os sustos com a vulnerabilidade de seus sistemas a falhas e interferências (a famosa vulnerabilidade a RF oriunda de descargas elétricas).
    Ou seja, os japoneses, ao desistirem de seu caça stealth e o trocarem por F35’s poderão cair numa armadilha que levará sua defesa aérea a uma situação precária.
    É sabido que o sonho japonês era o F22, mas o Tio Sam negou-se a vende-lo e os nipônicos tiveram que se conformar com o F35.
    Talvez, agora com o Trump, eles consigam convencer o Tio Sam a lhes fornecer o direito de comprarem e/ou fabricarem o F22, sendo a atual decisão uma parte do processo.
    Logo saberemos.
    Sds

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