Home Aviação Comercial Embraer afunda na Bolsa com ministro contra parceria com a Boeing

Embraer afunda na Bolsa com ministro contra parceria com a Boeing

5227
85

Segundo o jornal, o general Joaquim Silva e Luna é contra a criação da joint venture entre a Boeing e Embraer

Por Karla Mamona

São Paulo – As ações da Embraer ampliaram queda na tarde desta quarta-feira. Os papéis registravam perdas de 5,87%, sendo negociadas na casa dos 21 reais.

Uma nota publicada pela coluna do Lauro Jardim, no jornal O Globo, afirma que o novo ministro da Defesa, general Joaquim Silva e Luna, é contra a criação da joint venture entre a Boeing e Embraer.

Segundo o jornal, em reuniões das quais participou sobre o tema, como representante do ministério da Defesa, nunca deixou qualquer margem à dúvida sobre sua posição.

Parceia entre Boeing e Embraer
Ontem, o secretário de comunicação da Presidência, Marcio de Freitas afirmou à Reuters que Michel Temer está avaliando se apóia uma proposta de criação de uma empresa conjunta de aviação comercial entre Boeing e Embraer e que ainda não existe uma definição do governo sobre a parceria das empresas.

O governo se opôs a uma aquisição da Embraer pela Boeing e uma nova proposta envolve a criação de uma terceira empresa que inclui a unidade de aviação comercial da Embraer, excluindo sua unidade de defesa.

“O Ministério da Defesa recebeu e reportou ao presidente. Mas ainda há avaliação sobre a proposta e ainda restam dúvidas sobre o tema”, finalizou Freitas.

FONTE: Exame

85 COMMENTS

  1. Ser contra a compra da EMBRAER como a BOEING inicialmente pro pois, é uma coisa, mas ser contra uma parceria, como foi ultimamente noticiado com a uma terceira empresa, ai já é brincadeira. A não que haja algo que não sabemos…

  2. Se esta contra é por que tem seus motivos e que o publico geral nao tem acesso.dificil tomar partido sem ter conhecimento total dos fatos seria pura bla bla sentimentaloide

  3. Veremos.
    Já saiu um monte de notícias que se provaram infundadas e Lauro Jardim já cometeu sérias “gafes”. E agora a pouco saiu na coluna dele no O GLOBO que Temer garantiu a um interlocutor que o próximo Min.da Defesa não será um militar.

  4. Não sei dar uma opinião sobre isso. Pensei um tempão a respeito mas no final, somando, subtraindo e dividi ndo tudo cheguei à conclusão que não vai fazer a menor diferença na minha vida e possivelmente em 99.99% das pessoas que escreverem aqui.

  5. Uma coisa é fato, não sabemos nada sobre as negociações de forma profunda afinal isso é sigiloso e o que nos resta são pequenos pontos que vamos ligando e ai montando cenários de como seria isso ou aquilo.

    O General Joaquim Silva e Luna tem os seus motivos como qualquer outra pessoa mas a diferença é que ele esta envolvido diretamente nas conversas sobre este futuro ainda nebuloso entre Boeing e Embraer. Sou contra qualquer negociação com a gigante norte-americana e acho que já passou da hora de termos um maior protagonismo no mercado e um detalhe bem importante e que seria no mínimo inteligente da nossa parte é fazermos um exercício.

    Um exercício bem simples mas imaginem o cenário de uma maneira oposta com uma potencial compra da Boeing pela Embraer e como seria as atitudes do governo de lá para proteger empregos e impostos e afins sem contar obviamente a produção. Passamos nos últimos três meses especulando isso ou aquilo, mas esquecemos que envolve tantas variantes que é bom as vezes pensarmos fora de nossas bolhas.

    Voltando a esta notícia por mais que eu veja a mesma com otimismo e por não concordar com a venda também pode representar justamente o oposto, com um valor da ações menor uma maior quantidade pode ser adquirida com facilidade ao menos é assim que penso.

    Vejo com tristeza estas negociações estarem avançando e tendo como base alegações de que vai ser bom para o Brasil e para a aviação mundial e mesmo sabendo de que é bom apenas para a empresa dos EUA muita gente bate palma. Alguém ai disse que isso não impacta na vida da maioria das pessoas que escrevem aqui o que não é uma verdade, muitos como é o meu caso trabalham na área (sou técnico de manutenção) e mesmo com opiniões diversas chegamos em pontos em comum.

    Estamos abrindo mão de uma forte fonte para o PIB do Brasil e consequentemente deixando de lado um berço de inovações e desenvolvimentos na área da tecnologia em geral.

  6. Notícia mal fundamentada. Os papeis subiram muito após o Lauro Jardim falar o que não sabe, correção da bolsa. Em um horizonte de 30 dias há ganho, existe a percepção que um negócio de costura complexa irá sair. Até lá a imprensa vai inventar algo novo para falar toda semana.

  7. O pessoal apoiando a venda da embraer pela boeing mas esquesse que no programa fx2 que exigiu a transferencia de tecnologia a boeing negou , a embraer ou o governo também deveria ter negado quanto aos super tucanos que hoje é montado nos estados unido , e na minha opinião o governo deve negar essa venda mesmo que caia os valores na bolsa, vai entender esses brasileiro que rasga calsinha pra americanos.

  8. Dia de realização de último dia do mês na bolsa, fechando com queda de 1,8% devido a dados corporativos e sinais que o fim da queda nos juros se aproxima. Outros papéis caíram bastante, mas o que se percebe é que a mídia fica jogando notícias para ter oscilações no papel.

  9. Já disse e repito: Se a Boeing tiver um pouquinho de juízo não deveria prosseguir nesse negócio! A Embraer, apesar de ótima empresa, está atrelada a um país que em 2017, entre 180 outros, ocupa a 153ª posição no Ranking de Liberdade Econômica (composto de 13 itens como gastos e integridade do governo, respeito à propriedade, efetividade da justiça, interferência do estado, liberdade no trabalho, carga tributária etc). Não é questão de ser contra ou a favor, simplesmente não somos do ramo!

  10. perguntar não ofende: Porque na criação de uma nova empresa a parceria não seria de 50% para cada uma empresa envolvida?
    Sabe mesmo o que penso sobre isso? A Embraer deveria começar a fabricar jatos maiores.

  11. Se o acordo nao era bom entao deve ser barrado mesmo, mas com ja falaram nos nao sabemos nada sobre ele. Fazer negocio e diferente de ser entreguista

  12. WFonseca
    Eu discordo, se ela conseguiu chegar a posição de 3º lugar entre as mais fortes do mundo entao o Brasil nao foi esse pesadelo pra ela. Nao que aqui seja uma maravilha pra empreender, mas a embraer recebeu uma forcinha boa do governo.

  13. Atitude sensata do General Luna.
    A Embraer precisa de uma parceria, não de uma aquisição hostil.
    Make Brazil Great Again.

  14. kkkkkkkkkkkkkkkk
    Rindo muito aqui, se fosse Ministro civil era petralha, esquerdopata, etc, etc, etc… E agora José, como fica? É um Ministro Militar, coleguinha de Bolsonaro, diz aí galera …

  15. WFonseca, não entendi o seu objetivo.
    Criticar o Brasil?
    Grande parte de nós aqui queremos o melhor para o Brasil.
    Ter uma empresa de alta tecnologia. Uma empresa entre as líderes mundiais.
    Acredito que todo cidadão deveria querer o melhor para o seu país.
    Problemas nós temos.
    Mas ficar menosprezando e autldeoreciando nosso país não vai resolver nada.
    A Embraer é motivo de orgulho, justamente o oposto da autodepreciação.
    Se temos problemas não é a Embraer…

  16. Negócio da boieng e Embraer praticamente fechado. A Embraer não é burra sabe oque faz, até pq a diretoria que manter seu empregos e salário com autonomia. Respondendo ao de cima sobre o tucano Cláudio, já foi falado no blog sobre a montagem dos tucanos no EUA, brasil embarga super tucano? Kkkkkkk sendo que grande parte de componentes são dos EUA, mais fácil eles veta a venda que a gnt hahaha

  17. Que ótimo…
    Pois a propalada joint venture a ser formada não se dará sobre produtos específicos, mas como desculpa para abarcar toda a linha comercial da Embraer, que ficará sob controle administrativo, financeiro, comercial e tecnológico da Boeing…

    E tem quem comemore os 49%…

  18. Chamem de compra, não de parceria.

    Uma verdadeira parceria na 3ª empresa daria tambem a Embraer o poder de decisão das suas politicas e o que a Boeing propoe não é bem isso.

  19. So esqueceram de avisar ao general que o bem mais valioso de uma empresa eh seu capital humano. Nao tem para onde fugir, ou arruma a casa ou adeus a nossa indústria aeronáutica nacional.

  20. alexandre 1 de Março de 2018 at 0:48

    Tal como a turma canhota que foi alijada do poder através do impeachment parcela significativa dos militares é adepta do estatismo desenfreado, só que de sinal trocado…

    Em comum eles têm o seguinte pensamento: mais vale uma estatal deficitária (e muitas vezes saqueada) que uma empresa privada lucrativa.

  21. Paulo Roberto,
    Porque empresa em que não há uma forma de se ter a maioria (que não seja apenas com todos concordando), não funciona. Uma hora ou outra pode ocorrer um impasse e, se a distribuição é igual, ele não é resolvido.
    Melhor que alguém mande.

  22. A terceira empresa só é parceria p ingenuos! A Boeing tem tudo p engolir a principal parte da Embraer, essencial a sua viabilidade como centro de inovação, concepção, integração e formação de pessoal qualificado.

  23. A EMBRAER e Boeing farão a terceira empresa sem duvida nenhuma. Um general vermelho só não faz verão!
    Aliais as pessoas insistem em colocar esses estultos como sendo de “direita”. Não SÃO de Direita qualquer ser humano que seja NACIONALISTA (imploro para não confundirem nacionalistas com patriotas tá?!). Nacionalistas correm de mãos dadas com esquerdistas..SEMPRE! com um mínimo de QI normal humano sabe fazer essa correlação. Esquerdistas advogam (incorporam o conceito de HOBLES) que todo ser humano é egoísta e, assim, defendem constituir um Estado/Governo Forte/Enorme para aplacar essa verve egoística. Fundamento basilar do comunismo.
    Estudem LUKE pelo amor de Deus (Luke defende que o ser humano é em essência benevolente e não plenamente egoísta) e analisem/correlacionem esses 2 pensadores de 300 anos atrás. Encontraram a ORIGEM..o primordial conceito de Nós x Eles, Esquerda x Direita.
    300 anos de masturbação filosófica que enterra a humanidade.

  24. Glasquis7,
    A Embraer entra com a empresa e a Boeing entra com dinheiro.
    Ela vai pagar pelos 51, 80, 90%. E os acionistas da Embraer decidem o que fazer com esse dinheiro – acredito que a maior parte será dividida como dividendos aos acionistas.

  25. Jorge Nakata 1 de Março de 2018 at 10:02

    Na boa, isso deve ser boato. Contudo, caso seja verdade termina por ser quase uma confissão de que o produto canadense apenas consegue ser competitivo em virtude dos indecentes subsídios do governo canadense e da província de Quebec.

    De toda forma vai ser absolutamente lindo ver aqueles que criticam as investidas da Boeing expor toda a alegria e contentamento com configurações de negócios iguais ou até piores que venham a ser oferecidas pelo fabricante europeu.

  26. Dan01 – 01/03 – 00:13
    Entendo seu ponto de vista mas não é questão de concordar ou não, eu lhe passei um fato: Em 2017 ficamos em 153º dentre 180 países no indicativo Ranking de Liberdade Econômica, o qual considera 13 itens importantes para sucesso empresarial. Isso é relevante? Depende de quem toma a decisão, tal como o banco que empresta dinheiro para cliente com apontamentos, apesar do credit scoring alertar para um risco maior… normalmente levam na cabeça! Abraço!

  27. Sem o contrato em mãos e todos os detalhes da negociação e como dizia a Glória Pires no Óscar 2016: “Não tenho como opinar”.

  28. Acho que é uma questão de sobrevivência! Vale mais um pássaro na mão que dois voando! Somente se a direção da EMBRAER tiver uma carta na manga é que essa praceria não sai!
    Sou totalmente contra a aporte dos cofres públicos para a EMBRAER. A GOLDENSHARE funciona muito bem.

  29. Boa notícia, até que em fim apareceu alguém sensato para por as coisa em seu devido lugar, e o lugar da Embraer é no BRASIL, mesmo com investidores internacionais assim comi também é a Boeing , mas as tomadas de decisões e rumo tem que ser nacional. Parabéns ao senhor ministro JOAQUIM SILVA E LUNA.

  30. WFonseca tem razão no que diz e tem razão em expor, sem filtros, o que é de fato. Enquanto o brasileiro não enterder a dimensão do ridículo que é, um país continental ter uma estrutura para negócios rivalizando com republiquetas de fundo de quintal, seremos eternamente merecedores do terno república bananeira.

    A posição de uma potência regional de tal envergadura no 153o. posto, entre 180, no ranking de liberdade econômica deveria envergonhar e ser inaceitável para qualquer brasileiro decente. Tanto quanto a falta de esgoto para boa parte da população. Talvez não reagir contra a primeira consição tenha a ver com relevarmos a última também…

  31. José L emos filho 1 de Março de 2018 at 12:59

    O problema é que se depender do General ora ocupante do cargo (civil) de Ministro de Estado da Defesa a EMBRAER volta para o controle do Estado e a sua mão podre (e não rara corrupta) de empresário

  32. Bolsa vive de especulação, a EMBRAER vai muito bem obrigado; agora a BOEING esta roendo as unhas dos dedos pois ela sim vai perder mercado.

  33. HMS TIRELESS 1 de Março de 2018 at 13:12
    Ministro de Estado é de livre escolha do Presidente, não tem essa de “civil”.
    E para quem critica os militares. Não podemos esquecer para quem exalta a Embraer, que essa empresa foi criada pelos militares, e a escola que lhe dá suporte em mão de obra especializada, é um escola militar.

  34. Nonato – 01/03 – 01:18
    Nonato, você queria o quê? Elogios à posição 153 num ranking de 180 (Liberdade Econômica)? Fazer uma festa para comemorar nossa educação em 63 entre 70 avaliados no Pisa? Agradecer papai do céu por termos 16 cidades dentre as 50 mais violentas do mundo e 70,2 mil assassinatos em 2016 (12% das ocorrências no planeta) mas que poderia ser pior?
    Não depreciei a Embraer apenas acho crítico fazer negócios com um país com nossos indicadores. Há quantos anos você não vê uma grande empresa abrir filial em sua cidade? Ao invés de produzirmos Super Tucanos poderíamos fabricar caças no nível da Suécia, sim, por que não? (devo lembrar que eles não compraram TOT). Não quer caças? Ok, poderíamos ser referência no turismo, fabricar carros, Tampax, enfim, qualquer coisa que gere renda e arrecadação maior do que lojinha de 1,99 no centro da cidade.
    É preciso ter consciência da situação precária em que estamos, mudar o cenário em casa, na escola, no trabalho e na própria vida. Achar que está lindo, maravilhoso e que ainda deveríamos estar orgulhosos não vai ajudar em nada. Abraço!

  35. WFonseca
    Eu também concordo que no Brasil e complicado empreender, porem mas no caso da embraer ao longo dessa caminhada ela ja foi muito beneficiada pelo governo. Alem dos grandes projetos que ela teve ao lado do governo no setor militar ela tambem recebeu por varias vezes isenção no ICMS, PIS, CONFINS, CSLL. Em 2011 o Japao chegou ate mesmo a questionar a politica de incentivo do governo federal sobre a embraer.

    Obs: Muitas das isenções que eu citei acima foram pro setor aeronáutico em geral

  36. Jorge Nakata 1 de Março de 2018 at 14:11

    Pelo visto você não entendeu! O que eu escrevi é que o cargo de Ministro de Estado da Defesa é de natureza civil, o que aliás é corolário do Estado Democrático de Direito onde os militares estão sujeitos ao poder civil eleito pelos cidadãos. Por seu turno o cargo de Comandante da Aeronáutica, que ao contrário do cargo de Ministro da Defesa tem natureza militar, também é de livre escolha do Presidente da República.

    Quanto à EMBRAER, embora tenha nascido Estatal é fato que apenas atingiu a importância que tem hoje, quando é a terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, após ter sido privatizada. Estivesse ainda sob controle estatal não apenas teria se tornado uma empresa irrelevante no mercado como certamente estaria padecendo dos mesmos problemas que assolaram a Petrobrás e que foram desnudados pela Lavajato. Aliás, entre as quatro maiores fabricantes de aviões do mundo não figura nenhuma estatal.

  37. Prezados,
    O mercado mudou, se antes tinha a Boeing, Airbus, Embraer e Bombardier a coisa tende a ficar como Airbus, Boeing e Embraer. A Embraer não vai estar mais concorrendo com a Bombardier e sim com a Airbus, pode continuar vitorioso nos jatos regionais? Claro que sim, mas a concorrência será bem mais nervosa, poderosa e bruta. A Embraer pode se dar mal? Infelizmente claro que sim.
    Nos próximos anos a Embraer vai mudar sensivelmente, seja ela comprada ou não. Com os incentivos para que as empresas que orbitam na Embraer são sedutoras, creio que uma boa parte destas empresas, emigrem para os EUA.
    De repente é aberta uma nova linha de produção dos E-jets nos EUA ou na China.
    Não tenho este discurso nacionalista cega, mas que a Embraer vai aumentar as suas operações no exterior, não tenham dúvidas.

  38. Sinceramente?! Não vejo grandes concorrentes à EMBRAER durante muito tempo ainda. O ARJ-21 só vai bombar mais na China e em algum outro país asiático e africano, ou seja, sem grande expressividade nos mercados tradicionais da EMBRAER.

    O MRJ da Mitsubishi ainda tem muito feijão com arroz para se tornar minimamente competitivo, na melhor das hipóteses poderá abocanhar algumas vendas se, por ventura, resolverem desenvolver uma versão VIP.

    O Sukhoi SuperJet 100, como no caso chinês, deve ficar restrito a alguns mercados em específico e ainda tem algumas questões técnicas a se resolver. Todos estes projetos já possuem quase uma década e até o momento não mostraram ao que vieram.

    Quem realmente está precisando deste negócio é a Boeing e não a Embraer. Todo esse papo de que se a empresa brasileira não se aliar (leia-se vendida) à empresa estadunidense, não passa de justificativa fajuta para enganar desinformado. Os acionistas e os administradores querem ganhar uma bolada e por isto estão bancando, jogando na mídia de negócios, de que se a Embraer não se associar ela morrerá, ou seja, estão jogando com o típico argumento do medo para dizer que estão com razão.

    Repito, quem defende este negócio, na forma como está se desenhando, e não é acionista da empresa, ou é ingénuo, ou é desprovido de raciocínio lógico.

    Até mais!!! 😉

  39. A Embraer não é dos Brasileiros, ela só é controlada pelos Brasileiros. E na prática o Governo Federal controla diretamente 30% dos votos na assembléia de acionistas. Os Brasileiros, “nacionalistas”, só possuem 10% das ações. O governo federal tem outros 5%. 85% das ações estão nas mãos de extrangeiros.
    .
    A Embraer chegou em um ponto que precisa se associar a uma das 2 grandes para sobreviver.
    .
    Deixem vender. Oque temos que negociar é a criação de empregos no Brasil: ter a garantia de que a produção no país seja ampliada.

  40. E qual é sua alternativa Zorann? O que fazer para que novos empregos sejam criados? O que fazer para garantir que a produção seja ampliada? E por favor, sem a velha ladainha de reformas administrativas, tributária, etc…. Isto todos nós já sabemos, o que pergunto é especificamente sobre este setor. O que te garante que tal aquisição, fusão, ou parceria, irá gerar mais emprego e melhorar a produção? Desde já, agradeço a resposta.

    Quanto a ter ações em bolsa, uma coisa não tem nada a ver com outra. A leitura desta informação está errada. Errada do ponto de vista para definir se a empresa é ou não brasileira, ou mesmo se a empresa é ou não controlada por brasileiros. Ninguém está questionando a divisão dos dividendos.

    Se a Boeing quiser só isto, os dividendos dos lucros gerado pela especulação em bolsa, ou mesmo a divisão dos dividendos gerados nas operações comerciais, ninguém se opõe a isto, o problema é bem diferente do que somente uma participação acionária em bolsa de valores.

    Quanto ao papo de “se tornar a maior indústria aeroespacial do mundo”, só pode ser brincadeira. Papo para engabelar desinformado.

    Até mais!!!

  41. Zoran, porque os acionistas intenavionais não tiraram a EMBRAER do Brasil zé ela pertence a eles?? Não é isso que aboeing quer?, zWelington góes, porque Que a EMBRAER não possa tornar a maior indústria aeroespacial do mundo?? Temos JBS, IMBEV, PETROBRAS, e outrasmais.

  42. José Lemos, eu ironiei a afirmativa do atual CEO da EMBRAER de que, em sendo adquirida pela BOEING, a empresa de São José dos Campos, se tornaria o maior conglomerado aeroespacial do mundo.

    O cara só pode achar que no Brasil só existe desinformado.

  43. Olá Jose Lemos!
    Não tiraram por causa da Golden Share que garante controle da empresa aos brasileiros que tiverem ações. Mesmo tendo 15%, sao os brasileiros que controlam.

  44. Olá Wellington Goes!
    A solução? Sentem na mesa e negociem. Se os executivos das duas empresas, com todo seu conhecimento do mercado, acham melhor a fusão, por que devemos ser contra? Negociem condições vantajosas, que gerem emprego no Brasil, que garantam a manutenção/ampliação das linhas de montagem no país. Ou outra vantagem relacionada a tomada de decisões, enfim…
    Se as ações pulverizadas nas mãos de pequenos acionistas brasileiros (10% das ações) forem vendidas a estrangeiros, o Governo Federal passa a controlar a empresa. Oque seria uma tragédia.
    Eu não disse que a empresa não é brasileira. Só que os Brasileiros são donos de apenas 15% dela.

  45. Zorann 2 de Março de 2018 at 1:32

    “Se os executivos das duas empresas, com todo seu conhecimento do mercado, acham melhor a fusão, por que devemos ser contra?”

    Os executivos da Embraer não dizem que a fusão será melhor, pelo menos não li isto em canto algum e assinatura embaixo, mesmo por que se acontecer a fusão, esses executivos não serão absorvidos pela nova cia, estão mais interessados nos milionários bônus que receberão.

  46. Alguém saberia relatar, resumidamente, os aspectos jurídicos da fusão da Airbus com a Bombardier?
    Quer dizer, o que consta do contrato. Seria um bom começo para podermos depois avaliar a fusão da Boeing com a Embraer.

  47. Zorann, deixa eu te lembrar de um negócio. Repetimos, mais uma vez, a famigerada receita de “fazer o bolo cresce, para depois querer repartir”, ou seja, com relação ao setor aeroespacial, o GF foi benevolente demais com uma única empresa (no caso, a Embraer), o que fez com que todo o setor ficasse com excessiva dependência de seus projetos e decisões estratégicas. Hoje, a Embraer representa sozinha aproximadamente 90% de toda a demanda industrial das micro, pequenas e médias empresa, que prestação serviços, ou produzem peças e componentes.

    Este acordo entre a Embraer e a Boeing não garantirá que estas continuem a fornecer tais serviços e produtos. Não é só os empregos e movimentação econômica e industrial da Embraer e seus funcionários que está em jogo, mas a sobrevivência de todo um setor por demais dependente desta única empresa. Alguém acredita, em sã consciência, de que a Boeing continuará adquirindo os produtos e serviços destas nos próximos anos?! Se sim, mostra que desconhece totalmente como isto funciona. Não é só uma negociação entre duas grandes companhias, mas sim a sobrevivência de todo um setor aerospacial no Brasil.

    “Ah, mas a Embraer é uma empresa privada”. Com certeza é e ainda bem que assim seja, ninguém com neurônios funcionando normalmente vai querer que ela volte a ser estatal, entretanto é inegável que sua existência até aqui, mesmo privada, foi fortemente balizada pelo apoio irrestrito que o governo brasileiro (em todas as esferas, empresas e bancos públicos) vem dando, então, mais uma vez, quem pensa o contrário mostra que não conhece nada de como a banda toca. Não é só a parte da EDS, mas todo o processo de Spin Off que os estudos e projetos militares, especialmente em parceria com institutos públicos (ITA, IME, etc….) gera e impacta no setor comercial.

    O CEO da Embraer em momento algum está preocupado com isto, pouco importará pra ele se os novos controladores continuarão com a parceria com as outras empresas deste setor, após o fim de seus contratos. Caso este acordo aconteça, na forma como se está desenhando, veremos ao longo do tempo um desmonte generalizado, inclusive com perda na capacidade de desenvolvimento tecnológico, pois a empresa no Brasil, na melhor das hipóteses, continuará a produzir algumas partes, mandando-as para serem finalizadas nos EUA. Não há acordo e/ou contrato que sobreviverá ao primeiro solavanco econômico no setor e advinha em que lado está o lado mais fraco dessa corda?! A expressão “acordos foram feitos para serem quebrados” te diz algo?!

    É este o padrão histórico nos negócios desse tipo. Aliás, quem ignora os fatos históricos, continuará a repetir erros. Este é o grande mal dos gestores brasileiros, ignorar a história.

    Repito, se este acordo sair, o setor aeroespacial brasileiro ficará em estado vegetativo por muitos anos. Só depois de se gastar mais e mais dinheiro público, talvez com a criação de uma nova estatal (o que eu não torço), é que poderemos ver ressurgir algo expressivo. Ou seja, repetiremos o erro, mais uma vez.

    Grande abraço!!! 😉

  48. A Bolsa vive de fofocas,boatos e não em capacidade reais das firmas,eles acreditam ou desacreditam em algo por conveniência,para faturarem com ações.Mas empresas sérias com bom recursos e boa administração seguem suas vidas,prosperando.Esse mundo cooporativo me dá a sensação de falsidade.A Embraer não irá quebrar ,até pelo contrário,se ela fizer a terceira firma,imaginem uma firma que vai sair enxuta,com influencia de duas poderosas indústria ela nascerá em berço de ouro.

  49. Olá Wellington Goes!
    .
    Acordos são negociados. Tudo que você citou, depende do que for negociado. Como eu já tinha dito acima. Oque importa é oque for colocado no papel.
    .
    Onde está a maior demanda pelas aeronaves comerciais que a Embraer fabrica? Mercados americano e europeu. A Bombardier (agora com a Airbus) terá muito mais facilidade para vender seus produtos no mercado europeu. A Embraer perderá vendas por lá. Ao unir-se a Boeing, a Embraer garantirá para si mais facilidade no mercado americano. Nós não temos mercado interno para sustentar a Embraer. A China está começando a fabricar aeronaves comerciais. O poder econômico da Boeing é enorme, basta ela lançar um jato regional (uma nova versão do 727), para as vendas de nossos jatos despencarem no mercado americano. Isto só para citar algumas possibilidades, existem N outras. A longo prazo o cenário não é favorável a uma Embraer ‘sozinha’.
    .
    Pode-se pensar em N maneiras de se fazer esta fusão, mas na minha opnião, isto é inevitável.

  50. Olá Wellington Goes!
    .
    Só completando: Se o KC-390 fosse fabricado pela Boeing, quantas unidades você acha que já teriam sido vendidas?

  51. João Adaime, a Bombardier vendeu 50% da empresa que detinha no projeto C-Series para a Airbus por 1 dólar, ficando com quase 32% e o resto ficou com o fundo de Quebec, ou seja, o que foi “vendido” para a Airbus foi 50% do projeto C-Series e não a Bombardier como um todo, o resto da empresa, leia-se, divisão de jatos executivos, divisão ferroviária, os CRJ e os aviões turboélices continuam pertencendo a Bombardier como uma empresa independente

    Zorann
    A China demorara décadas para construir um avião que seja confiável e competitivo, e quando isso acontecer ela dará prioridade para aviões maiores na faixa do A-320/737

    A Boeing é outra, bote uma década para caso ela queira, apresentar ao mercado um linha regional, o foco dela agora é na substituição da família 777, em colocar no mercado o 797 e depois disso pensar no substituto da família 737, prioridade é o que não falta para a Boeing nessa próxima década, o lançamento de uma família regional está longe de ser uma dessas prioridades

  52. Jr
    Os C-Series serão fabricados onde? Como ficará a estrutura hoje existente no Canadá para a fabricação dessa linha?
    Quanto à Embraer, a “nova” empresa ficaria com toda a linha civil. Sendo 51% para a Boeing. Com a “antiga” Embraer só ficaria a área de defesa, responsável por apenas 20% do faturamento. Difícil de sobreviver.
    O que você acha?

  53. Desculpe discordar mais uma vez, Zorann, mas sua leitura dos fatos está equivocada.

    Em primeiro lugar, porque empresas privadas não são governos, e você sabe disso. Em segundo a realidade de confiabilidade que a Embraer tem hoje, à gabaritou ao respeito que tem hoje no mercado e, este respeito, foi fruto da qualidade dos seus produtos. Produtos estes com de sucesso e, ao que tudo indica, serão sucedidos por produtos ainda melhores e mais lucrativos aos seus operadores.

    Qualquer outro concorrente, mesmo apoiado por grandes empresas, terão que comer muito feijão com arroz para mostrar a que veio. Reeleita o que eu coloquei mais acima, sobre os futuros concorrentes e terá uma pintura mais fiel da realidade. E para montar nos EUA e assim, de repente, conseguir as benesses e facilidades do governo local, a Embraer já possui planta fabril própria (aonde dão produzidos os jatos executivos), ou em parceria com a Serra Nevada (aonde são produzidos os Super Tucano), daí para estabelecer uma linha própria para atender o mercado local, não é preciso que seja adquirida pela Boeing. Isto é mais outra falácia para enganar desinformado.

    Vou repetir o que tenho dito já algum tempo, o a Boeing quer é eliminar uma futura dor de cabeça.

    Ah tá, quanto ao KC-390, vale lembrar que a Boeing já é parceira na comercialização e nem por isto já se traduziu em grandes vendas, mas sabe por que?! Porque a aeronave ainda não foi considerada operacional e, como é uma aeronave militar, este mercado funciona de forma diferente da aviação comercial. Futuros operadores militares são, por definição, bem mais resguardado com relação às suas compras, seja por questões operacionais (a aeronave precisa provar suas capacidade em missão e isto só acontecerá depois de estar em operação na FAB), seja por questões de tecnologia militar a mercados restritos (ou seja, não poderá ser vendido a qualquer um).

    Aliás, se este projeto fosse da Boeing, ele sequer existiria, pois não conseguiria emplacar nem internamente, o que dirá em outros mercados, ou seja, não iriam gastar um único cents para tê-lo desenvolvido. É muito mais fácil comprar um projeto pronto, sem mais nada para fazer, com vendas garantidas, do que partir para algo do zero.

    Grande abraço!!! 😉

  54. Não vendam a Embraer, o medo da Boeing é que a Embraer comece a fabricar aviões maiores e entrar diretamente na concorrência com os aviões da Boeing, parece até que tudo foi combinado, a Airbus tira a Bombardier do caminho enquanto a Boeing tira a Embraer, assim as duas empresas viverão felizes para sempre, sem concorrentes.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here