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Vídeo: ‘O projeto Gripen em pauta’

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Por Otávio Dias

“A lógica de co-criação da nova geração de caças Gripen NG é algo totalmente distinto, inédito. Brasil e Suécia decidiram fazer essa parceria conscientemente e não podemos perder a oportunidade de desenvolvê-la ao máximo.”
Mikael Román, conselheiro Técnico Científico e Diretor do departamento de Ciência e Inovação da Embaixada da Suécia em Brasília

A presidente da Boeing para a América Latina, Donna Hrinak, ex-embaixadora dos EUA no Brasil, circulou por Brasília há alguns dias para tentar vencer as resistências a uma possível compra (ou fusão) da Embraer pela (ou com a) multinacional norte-americana e garantir que, caso a negociação se concretize, serão protegidos interesses do Brasil em temas como a transferência de tecnologia entre a empresa sueca SAAB e a Embraer para produção dos caças Gripen no Brasil. Segundo reportagem do Estadão, a mensagem é que a Boeing concorda com a blindagem do projeto Gripen, que permaneceria autônomo mesmo que o eventual negócio venha a se concretizar.

Recentemente, a Fundação FHC promoveu um encontro com representantes dos governos brasileiro e sueco, da Embraer, da SAAB e da comunidade científica brasileira para analisar novas oportunidades de desenvolvimento tecnológico resultantes da parceria entre as duas empresas. Na ocasião, o adido científico da Embaixada da Suécia em Brasília, Mikael Román, apresentou seu estudo “Nurturing Spillover from the Industrial Partnership between Sweden and Brazil: a case study of the Gripen project”.

O trabalho aborda a dinâmica geral de grandes projetos industriais bilaterais baseados em inovação. “Esse ‘spillover’ (transbordamento, em tradução livre para o português) pode ir muito além da transferência de tecnologia e conhecimento (da SAAB para as empresas brasileiras envolvidas no projeto, sob liderança da Embraer) e criar uma nuvem de oportunidades para outros setores da economia”, defendeu Román, cientista Social, PhD em Ciência Política e Pós-Doutor pelo Centro de Estudos Internacionais no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Román lembrou que, ao fechar em 2013 a compra de 36 supersônicos de combate Gripen NG pelo valor de US$ 4,5 bilhões (cerca de R$ 14,2 bilhões) para reequipar a Força Aérea Brasileira (FAB), o Brasil optou por comprar “um avião que ainda não existe, pois será preciso desenvolver conjuntamente a próxima geração (dos caças)”. “O investimento que o Brasil se propôs a fazer na área de defesa tem tudo para servir de locomotiva e alavanca para incentivar o crescimento em toda a economia. O objetivo do meu estudo, e deste evento de hoje, é debatermos o que podemos fazer para incentivar essa dinâmica”, explicou.

“Desde que os primeiros suecos chegaram ao Brasil no final do século 19, sempre tivemos boas relações. Na década de 90, havia cerca de 220 empresas suecas atuando no Brasil, o maior PIB sueco fora de nossas fronteiras. Mas desde então não aconteceu muita coisa. Esta nova parceria entre a SAAB e a Embraer (e suas parceiras) está prevista para durar 30, 35 anos. É literalmente um casamento, um momento único na relação bilateral entre o Brasil e a Suécia”, afirmou o adido sueco, em sua fala de abertura.

O contrato entre a SAAB e o Ministério da Defesa tem 1.300 páginas, complementados por mais 2.800 páginas relativas ao processo de transferência de tecnologia (“offset”). “Os termos de propriedade intelectual (durante o processo de desenvolvimento do novo caça) têm aspectos bastante favoráveis ao Brasil. Tudo o que o Brasil pagar com recursos próprios, por exemplo, será nossa propriedade”, garantiu o brigadeiro José Augusto Crepaldi Affonso, diretor do Departamento de Produtos de Defesa (Deprod) do Ministério da Defesa.

Em 1981, os governos italiano e brasileiro concluíram um acordo para o desenvolvimento do avião de ataque AMX (apelidado de A-1 no Brasil), e a Embraer foi convidada para integrar o consórcio AMX Internacional. Desde então, ao redor de 200 AMXs foram construídos. “Falo com pragmatismo dos programas de transferência de tecnologia, pois já fizemos isso há 30 anos atrás, com o projeto AMX”, disse o tenente brigadeiro do ar Marcio Bruno Bonotto, da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

Mockup Gripen NG na Festa da Caça na Base Aérea de Santa Cruz, em 2015

Capacidade de organização e gestão

Para Crepaldi, o efeito ‘spillover’ mais imediato é a capacidade de organização dos suecos.

“Os suecos têm sangue viking e são muito duros na negociação, mas também são muito corretos. Admiro a organização deles e gostaria que assimilássemos essa qualidade”, disse.

Ele também elogiou a capacidade de gestão governamental da Suécia na área da defesa, em comparação com a brasileira nos últimos anos. “Nos últimos três anos e pouco, o Brasil teve quatro ministros da Defesa. É possível trabalhar assim?”, perguntou.

Bonotto concordou que falta aos brasileiros organização e visão de longo prazo. “Tanto a nossa indústria como a academia veem oportunidades, mas não têm plano de negócio bem definido. Só no Gripen temos 60 projetos de offset (transferência de tecnologia), mas muitas vezes eles não se concretizam a longo prazo. Essa visão mais de curto prazo é uma cultura do país. Precisamos nos organizar e definir o que queremos e podemos fazer. Os suecos querem cooperar, mas ainda estamos engatinhando”, disse.

Segundo Crepaldi, os engenheiros brasileiros envolvidos na parceria SAAB-Embraer até têm ideias de como a tecnologia e o conhecimento que estão sendo compartilhados poderiam ser usados em outras áreas, mas não têm tempo para desenvolvê-los. “O momento é agora e quem vai criar valor agregado são os novos atores que se dispuserem a entrar no jogo”, disse.

“Quais são as áreas em que Brasil e Suécia têm interesses em comum? Quais são os caminhos e que canais devem ser criados? É essencial criar instrumentos para que toda essa tecnologia seja apropriada por clientes do projeto, empreendedores e engenheiros de outras áreas, como por exemplo na agricultura”, sugeriu o brigadeiro. Ele também disse que o projeto Gripen pode ajudar o Brasil a atingir algumas das metas de desenvolvimento sustentável (“sustainable development goals”) com as quais o país se comprometeu na Cúpula do Clima de Paris, em dezembro de 2015.

Gripen E decolando para o primeiro voo

Divisão de tarefas e mercados

Marcio Bonotto relatou que a Embraer e seus parceiros brasileiros vão montar os primeiros oito aviões na Suécia e outros 15 na fábrica da Embraer, em Gavião Peixoto (interior de SP). “Diversas partes estruturais serão produzidas no Brasil, por diferentes parceiros, e depois montadas em Gavião Peixoto. Também queremos garantir parte da manutenção dos caças, mas 100% não será possível”, disse.

Outros equipamentos que não são parte do avião, mas que são essenciais para a operação, como os capacetes inteligentes que serão usados pelos pilotos e alguns dos computadores de bordo, serão produzidos por uma empresa de Porto Alegre.

De acordo com Armando José Carbonari, diretor de Engenharia de Programas Militares da Embraer, a empresa é a principal responsável pelos 60 projetos de ‘offset’ relacionados ao Gripen: “Nosso papel está bem definido e tem diversas fases. Na primeira fase, enviamos cem engenheiros para a Suécia, de um total de 360 previstos, onde eles detalharam as mudanças (no avião) solicitadas pela Força Aérea Brasileira (FAB). As principais alterações estão sendo feitas por lá. Depois, eles voltam e continuam o trabalho por aqui. O relacionamento entre suecos e brasileiros está indo muito bem”, contou.

Bengt Janér, diretor da SAAB para o Gripen, que trabalha em Brasília junto à FAB, contou que, em 2010 (ano em que o governo brasileiro anunciou a decisão de comprar os caças suecos), foi fundado o Centro de Inovação Sueco Brasileiro, em São Bernardo do Campo, e que vários pesquisadores já estiveram na Suécia. Segundo ele, dos 36 aviões encomendados, 28 caças serão monoposto e oito, biposto. “A Embraer tomou a liderança na integração de sistemas e é a maior parceria no Brasil”, disse.

Delegação brasileira visitou a linha de montagem final dos caças Gripen após a 6ª edição do Workshop Sueco-Brasileiro em Aeronáutica, na Suécia. Na foto, o primeiro Gripen E da FAB sendo montado

Já no Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (Gripen Design Development Network — GDDN), em Gavião Peixoto (SP), trabalham cerca de 200 engenheiros em permanente contato online com seus colegas suecos.

“Nos primeiros dois anos (completados em setembro passado), focamos na área do desenvolvimento, agora estamos começando a produção. A partir de 2020, começa a linha de produção e montagem na Embraer. “As empresas brasileiras que participarem do projeto integrarão a cadeia de suprimento global, não estarão limitadas à produção no Brasil”, disse Janér.

Henri Philippe Reichstul, que presidiu a Petrobras entre 1999 e 2001 (governo FHC), lembrou que, além do agronegócio, há poucos setores em que o Brasil tem projeção internacional. “A Embraer e a Petrobras são exceções. Mas, para aproveitar essa nova oportunidade, é fundamental que o Brasil possa exportar a nova geração do Gripen para outros países, o que depende em grande parte da questão das patentes e da negociação para usar a tecnologia assimilada em outros projetos. O que a China faria caso fizesse parte de um projeto desse tipo?”, disse.

Carbonari (Embraer) concordou que, para o projeto Gripen ter sustentabilidade, será essencial haver vendas para outros países, principalmente da América Latina.

“Se não conseguirmos vender os caças para a América Latina, as empresas que participarem do projeto junto conosco não conseguirão se sustentar e poderão fechar”, disse.

Ainda de acordo com o representante da empresa aeronáutica brasileira, para utilizar as tecnologias resultantes do Gripen em outros projetos, será necessário aval da SAAB e do governo sueco. “Este é um aspecto que buscaremos rever (no futuro). Lembro, no entanto, que o know how obtido no projeto do AMX acabou sendo utilizado pela Embraer para o desenvolvimento do EMB-314, o Super Tucano (aeronave turboélice de ataque leve e treinamento avançado que já vendeu 225 unidades ao todo). Eu (a Embraer) somos um spill over do AMX”, disse.

Já de acordo com Bengt Janér (SAAB), o Brasil terá preferência nas vendas (da nova geração de aviões) para outros países da América Latina, enquanto a Europa será mercado exclusivo da SAAB. “No resto do planeta, dependerá de quem tiver mais acesso ao mercado. Pode ser o Brasil ou a Suécia”, disse.

Centro de Projetos e Desenvolvimento do Gripen (Gripen Design Development Network — GDDN)

O que mais interessa ao Ministério da Defesa?

De acordo com o brigadeiro Crepaldi, “a Embraer (especializada na produção de aviões de porte médio) é a terceira empresa aeronáutica do mundo e tem tecnologia de sobra, inclusive já foi concorrente da SAAB. Apenas montar os aviões aqui no Brasil não nos interessa porque, depois que eles estiverem montados, acabou o projeto e temos de demitir todo mundo”.

“O que desejamos é ter acesso à engenharia de produção de fato, dominar os sofisticados sistemas de controle da aeronave e como integrar os armamentos ao caça. É isso que estamos buscando (como parte do acordo de transferência de tecnologia). A montagem dos aviões é secundária”, disse.

Cockpit do mockup do Gripen NG

Quem tem o manche do projeto?

Já quase ao final do encontro, o superintendente executivo da Fundação FHC, Sergio Fausto, destacou a necessidade de alguém assumir de fato a liderança do projeto Gripen do ponto de vista brasileiro e no que diz respeito ao ‘spillover’. “É importante ficar claro, do ponto de vista institucional, quem tem o manche do projeto. Do contrário, apesar de todas as boas intenções, o aproveitamento pode ser decepcionante”, disse.

Fausto também quis saber se, apesar das dificuldades fiscais vividas atualmente pelo governo brasileiro, o projeto estaria seguindo o ritmo previsto. “Até o momento não tivemos nenhum atraso, inclusive no aspecto financeiro. A Força Aérea Brasileira sempre paga suas dívidas, ainda que com atraso”, respondeu Bonotto. Segundo ele, “o lado sueco compreende a situação econômica do país, assim como os riscos dos próximos anos, mas se comprometeu a manter as condições e os prazos do contrato, independentemente do que acontecer.”

Otávio Dias, jornalista, é editor de conteúdo da Fundação FHC. Especializado em política e assuntos internacionais, foi correspondente da Folha em Londres, editor do site estadao.com.br e editor-chefe do Huffington Post no Brasil.

FONTE: Fundação FHC / COLABOROU: Juliano Lisboa

46 COMMENTS

  1. Convenhamos, esse “spillover” é o bom e velho “arrasto tecnológico” … A militância dos jargões corporativos às vezes cansa com suas mesmices inéditas.

    A indústria aeronáutica, especialmente a militar, é o símbolo da vanguarda tecnológica, e assim educacional, de uma nação.

    O “Zero”, por exemplo, foi a culminância da tecnologia de alta precisão japonesa desde tempos remotos e, profeticamente, um arauto do que o Japão ainda tornaria a representar no mundo, mesmo após sua rendição incondicional, renascido das cinzas, pois as bombas só reduziram a pó a criação da sua capacidade, mas não a capacidade da sua criação.

    Outro ponto é a posição da Boeing em “aceitar” a blindagem do Projeto Gripen. É certo que a hegemonia militar-industrial traga consigo uma natural arrogância, mas a diplomacia, especialmente a comercial, é a arte da dissimulação dos sentimentos e comportamentos pelo bem dos negócios mútuos …

    Esse projeto, juntamente com o KC 390, pelo ar, e o Prosub, pelo mar, são hoje, atrevo-me a dizer, os principais projetos de Estado do país, e assim devem ser tratados pelo próximo status quo político-partidário, ainda que o MinDef, como apontado na matéria, seja influenciado por injunções políticas nada Republicanas e muito menos estratégicas.

    A conferir.

  2. Ozawa, a poucos minutos e desconhecendo essa reportagem escrevi no Naval que a MB seria “empurrada” para o NAe pelo custo proibitivo do F 35B e da versão M do Gripen.
    Quando leio que:
    “Se não conseguirmos vender os caças para a América Latina, as empresas que participarem do projeto junto conosco não conseguirão se sustentar e poderão fechar.”
    Mais me convenço que será esse o caminho que a MB irá seguir.
    Não quero entrar no mérito da MB, conheço seus argumentos e concordo com eles.
    Mas levando em conta estes fatores acho que se desenha um NAe com Gripen M para a MB.
    Abraço.

  3. Carlos, se, a título meramente argumentativo, a cadeia produtiva do Gripen carecer de pedidos internacionais, conhecendo você minha visceral posição acerca de um NAe na MB, não penso que seria ela a cliente salvacionista do projeto Gripen, mas, então, a própria FAB – com mais pedidos, até mesmo para fazer o potencial e eventualíssimo papel de apoio aéreo da frota – afinal o Tesouro é Nacional, não da Marinha ou da FAB …

    A MB poderia, sim, igualmente a título meramente argumentativo, a longo prazo, propor um projeto à Embraer com vistas a uma aeronave de patrulha marítima …

    “Porta-Aviões”, definitivamente, é um palavrão morfológico e semântico na MB.

  4. Nos resta torcer pra q essas tecnologias q estamos pagando mt caro pra ter n seja perdida por causa da falta de investimento em tecnologia em nosso país.

  5. Se houver a compra do segundo lote de 36 Gripen lá por 2025, o que é muito provável apesar do pessimismo de plantão… além de imperativo pelo fim da vida útil dos F-5 modernizados, teremos um bom numero de caças feitos na EMBRAER, pois do primeiro lote apenas 15 montados por aqui, sendo 7 monopostos e 8 bipostos, assim efetivando a experiência montar caças de primeira linha por aqui.

  6. Na minha opinião, se a Embraer for vendida, não tem como preservar o sigilo do gripen.
    A Embraer defesa continuaria subordinada à Boeing.
    Não haveria mais uma Embraer independente, blindada…

  7. No Brasil, tudo pode acontecer, mas acho muito difícil não adquirirmos mais 36 unidades. A Embraer, a FAB e a FIESP saberão fazer o lobby para esse novo lote.
    .
    Seria muito interessante a MB comprar Gripen para fazer defesa de frota, com aeronaves em terra. Poderia, inclusive, compartilhar a base de Santa Cruz com a FAB (eu sei que tem a Base de São Pedro de Aldeia, mas a ideia é cortar custos). Aliás, para cortar custos, poderia ser um esquadrão compartilhado pelas duas forças, ficando cada uma com 9 aeronaves formando um “mini-esquadrão”, até porque eles vão querer tem o nome e bolacha diferentes no uniforme.
    Quem sabe a sinergia entre a FAB e a MB aumenta até meados da próxima década para que isso ocorra?

  8. Recomendo assistirem o vídeo antes de comentarem. Apesar do texto explicar por cima o vídeo é muito mais enfático, principalmente o Brigadeiro Crepaldi e Bonoto. No minuto 52:20 então…

  9. Rafael Oliveira 20 de Fevereiro de 2018 at 6:39
    *
    Mesmo raciocínio aqui sobre a questão da MB pensar seriamente na possibilidade de possuir dois esquadrões de 18 Sea Gripens baseados em terra, ao invés de investir num projeto de NAe (sem escoltas adequadas, me parece um gigantesco devaneio).
    Qual o impeditivo em estabelecer uma futura parceria com uma das grandes operadoras de NAes (Royal Navy, por exemplo) que possibilitasse que os pilotos da MB treinassem sazonalmente em suas embarcações, dentro de um cronograma pré-estabelecido entre as partes?
    Isso minimizaria a tal “perda de conhecimento operacional” que a MB tanto apregoa perder com a desativação do SP e, de quebra, manteria a força de asa fixa que ela teme tanto perder também, juntamente com mais um componente (agora aéreo) na principal função da força: negação do mar.
    Como se isso não bastasse, tanto a FAB quanto a MB diminuiriam seus custos pela “padronização” de meios, vez que ambas as versões do Gripen teriam vários componentes em comum (incluindo os de mais corriqueira manutenção).
    Penso que a FAB deveria insistir em receber mais dois lotes (totalizando 108 aeronaves) para substituir adequadamente as aeronaves a serem desativadas (A-1 e F-5) e a MB num lote de 36 Sea Gripen.
    Uma sinergia de ambas as forças num planejamento organizacional de longo prazo como este, seria algo muito bem vindo.
    Sim, ainda me permito sonhar. 🙂

    Ozawa 20 de Fevereiro de 2018 at 0:51
    *
    Preciso, como de costume.
    Só faria o adendo do programa “Tamandaré” da MB na lista de prioridades.
    Sds.

  10. Como falei aqui em outranexo matéria, a escolha do Gripen NG vai muito além do desenvolvimento e fabricação dos 36 caças. Se fosse escolhido outro vencedor, certamente não haveria uma interação e comprimento com assuntos que vão além do contrato em si. Isso deve ser entregue foi muito considerada pela FAB, que no fundo proporcionou este ganho a mais que se estende a vários setores , sejam eles de pesquisa, indústrias, governamentais, e privados. A Suécia quer um grande país a seu lado , e eles escolheram o Brasil.

  11. MPB77, grato e de acordo com o adendo estratégico proposto na lista de projetos de Estado nacionais, ao tempo em que, permita-me uma ressalva parcial quanto à parceria internacional por você sugerida para a MB no caso de um Sea Gripen, pois a RN, doravante, terá dois “porta-F35B” o que impediria, tecnicamente, tal hipotético intercâmbio.

    No mais, reitero meus termos anteriores. Att.

  12. Brigadeiro Bonoto em certo momento do video diz, a FAB deveria ser mais egoísta e pensar na FAB e não no Brasil, se assim pensássemos, estaríamos voando top de linha via FMS. Se tivéssemos feito isso, ao invés de AMX teríamos 3 esquadrões de F-16, mas não teríamos a Embraer e outras empresas como são hoje. A FAB faz isso porque nenhum governo até hoje fez. Talvez esteja na hora de começarmos a fazer… Crepaldi também mete a lenha quando diz que o governo não tem projeto de estado e que em 21 meses em que ele ficou no COPAC teve 4 ministros da defesa.

    É de se pensar…

  13. MBP77
    Eu acho que a MB deveria abrir mão dessa suposta capacidade de operar em NAes, pelo menos nas próximas décadas. A bem da verdade, ela já não faz isso há um bom tempo e se tivesse algo a perder, seria mínimo e já perdeu. Do jeito que alguns falam, parece que a MB já participou de várias guerras, usou NAe, fez ataques com aeronaves e destruiu inimigos, mas na verdade só fez alguns pousos e decolagens com aeronaves velhas e em exercícios limitados. Então a capacidade que ela teve nunca foi lá grande coisa. E quem quer e tem dinheiro, aprende rápido, vide China e Índia.
    Se necessário e havendo recursos, que compre um NAe e readquira a suposta capacidade no futuro, enquanto constrói o NAe, faz um acordo com a USN ou MN e manda uma boa turma para lá treinar.
    O Ozawa já mencionou sobre os “Porta F-35 ingleses”.
    Eu também prefiro que a MB tenha Gripens em terra do que F-35 em NAes menores. Mais barato e tem ganho de escala. A MB – e nossas forças em geral – deve se contentar com o papel do Brasil no mundo, não sendo ele uma potência, como são os 5 membros do Conselho de Segurança, mas, tão somente, uma força secundária, devendo ter por objetivo se equiparar à Espanha, Austrália e Itália, com vantagens e desvantagens em relação a estas. É o que é possível para as próximas duas ou três décadas.
    Acho bem difícil a MB ter 36 Gripens, pois tem que renovar praticamente toda sua frota nos próximos anos. Talvez 18, mas também acho difícil. Por isso falei 9.

  14. Quase duas horas chovendo no molhado….Só gostei quando o Crepaldi detonou a politica dos governos passados e presente sobre os ministros da defesa, politica essa que parece mais um planejamento de desconstruçao da politica de defesa.

    Enfim, um encontro de amigos…

  15. Ozawa 20 de Fevereiro de 2018 at 1:53
    Obrigado pela atenção do retorno.
    Mais uma vez concordo com sua linha de argumentação.
    Infelizmente estamos sujeitos a “vontade política” Ozawa.
    Seu argumento é lógico, portanto correto, mas o político não enxerga as coisas por esse prisma.
    Vamos a citação atribuída ao Temer ” Não vou entrar pra história como o Presidente que vendeu a Embraer ! ”
    Mesmo que isso seja uma Fake News, e não quero discutir a notícia ou a fusão, venda, parceria ou o que seja esse negócio, fica clara a mentalidade política dessa citação.
    Agora, imaginemos que alguém no governo fala …
    ” Se a MB não comprar o Gripen vamos perder 5000 empregos !!!”
    Pronto … Está feita a briga aqui na trilogia, lá no planalto, no G1, Veja e por aí vai !!!
    Por isso enxergo esse empurrão.
    Além disso a MB já possui um oficial acompanhando de perto o processo visando analisar a possibilidade de aquisição do M.
    Abraço.

  16. Interessante onde ocorreu a “mesa-redonda”: Fundação FHC.
    Gostei do posicionamento e da postura tanto do Brig. Crepaldi quanto do Brig. Bonotto. Claramente são profissionais capacitados e fizeram críticas interessantes. Vale a pena ver o vídeo, mesmo considerando que foi feito um bom resumo escrito do debate.

  17. Considerando que esse foi um think tank do Projeto Gripen, algumas das assertivas pronunciadas podem ter tido o caráter de meras licenças retóricas. Nessa esteira, penso, a tal empáfia sugerida para a FAB no sentido de pensar em si mais que no país.

    Ao se levar ao pé da letra tal raciocínio, então, até mesmo nisso estamos muito atrasados em relação, por exemplo, à Eritréia e à Etiópia, dois países socialmente miseráveis, com metade das populações abaixo da linha da pobreza, mas com os imponentes e tecnologicamente avançados Sukhoi Su-27 nos hangares de seus esquadrões. E por que não citar nossa vizinha Venezuela …

    Esse tipo de raciocínio egocêntrico e antolhado é que leva as Forças Armadas de um país a se acharem soberanas e o país, ao revés, o instrumento da sua soberania.

    Como se fosse ética e financeiramente sustentável voar, navegar ou marchar, no estado da arte, em meio ao caos e à desordem social, política e econômica. Um militar que, eventualmente, pense realmente assim, precisa tirar a farda e voltar aos bancos escolares, quiçá ao útero materno …

  18. Ozawa 20 de Fevereiro de 2018 at 9:17
    *
    Tem razão sobre a Royal Navy, havia me esquecido do método de decolagem dos F-35B escolhidos por aquela força.
    Mas como foi só um exemplo, a MB poderia celebrar tal parceria com outra força naval amiga.
    Enfim, devaneio meu que dificilmente se transformaria em realidade.
    Infelizmente.
    *
    Rafael Oliveira 20 de Fevereiro de 2018 at 9:44
    *
    Eu tenho uma visão bem contrária à MB vir a operar algum NAe num futuro próximo (ou mesmo distante).
    Creio que tal embarcação demanda recursos na construção, operação e uma força de apoio de tal monta que se tornaria contraproducente financeiramente e desconexo com as reais necessidades do TO onde a MB está inserida.
    Pode ser que aquele mude no decurso do tempo? Claro, mas não é o que tem se delineado e nem o mais provável.
    A prioridade da MB deveria ser, como já bem postada pelos colegas aqui e no Naval, a de negação do mar (submarinos, NAPOCs, braço aéreo de asa fixa ou rotativa, etc.) e não a de projeção de poder (NAe).
    Ainda mais se levarmos em consideração o nosso histórico orçamentário nessa área (Defesa) e a falta de continuidade no planejamento e execução de programas, muito bem pontuada pelo ilustre Brig. Crepaldi em sua explanação no vídeo.
    Torçamos para que a FAB e a MB (assim como o EB) consigam estar minimamente equipadas e operacionais para os desafios que virão no decorrer deste século, bem como, se “entendam” melhor.
    O país agradeceria e muito.
    Sds.

  19. “…o Brasil terá preferência nas vendas (da nova geração de aviões) para outros países da América Latina, enquanto a Europa será mercado exclusivo da SAAB.”

    Quem seriam os países da AL que comprariam caças da SAAB com o Brasil???

  20. Eu acho a idéia de uma aviação naval baseada em terra interessante. Mas penso emum vetor com mais alcance e capacidade de carga que o Gripen. Não precisam ser Tupolevs como a antiga AV/MF soviética, mas um caça de porte médio ou pesado seria melhor.

    Mas como a economia de escala vai acabar sendo prioritária admito que o Gripen seria o mais provável.

  21. Jean Pierre, um deles NÃO é a Argentina visto que aproximadamente 30% do avião, inclusive itens fundamentais como o radar, são britânicos.

  22. “Seria muito interessante a MB comprar Gripen para fazer defesa de frota, com aeronaves em terra. Poderia, inclusive, compartilhar a base de Santa Cruz com a FAB (eu sei que tem a Base de São Pedro de Aldeia, mas a ideia é cortar custos).”
    .
    Isso não existe…
    “Combat Air Patrol” com aeronave baseada em terra é pura ilusão.
    .
    Aeronaves baseadas em terra fariam a “defesa de frota” até algumas poucas centenas de quilômetros mar a dentro, ficariam pouco tempo sobre a região de interesse e teriam de voltar para abastecer e etc.
    .
    Seria necessário uma logística e uma quantidade de meios enorme para manter pouquíssimas aeronaves sobre a Frota.
    .
    A MB não precisa comprar aeronaves da caça para operar partindo da terra firme. Se não existir um NAe ou NPM, não faz sentido ter aeronaves de caça.
    .
    ASuW, aeronave de patrulha e caças da FAB podem prover.

  23. Enquanto isso a Boeing corre pelos cantos do Itamarati, pra ver se consegue melar os planos da FAB e EMBRAER. Imagino,de acordo como as coisas que aconteceram e está acontecendo neste país,de forma sobre natural ou inesplicavel para toda compreensão do povo brasileiro, os entraves que sussedem um após o outro das grandes ideias e projetos, postergados ou sabotados interna ou externamente, como vemos agora a possibilidade da interferência americana via BOEING. Olha que riqueza de troca de conhecimento. De fato me preocupo com o que pode vir acontecer, pois, esta oportunidade é fantástica para o Brasil, para seu desrnvolvimento tecnológico, numa área sensível que poucos detém e não gostam de compartilhar.Então vejo uma bela chanse de BRASIL e Suécia fortificar laços e mandar ver, claro, é um progeto de longo praso não pode e não pode haver ruptura. Outros desafios a ser superados é a questão América Latina, fazer com estas comprem GRIPEN, para manter a plataforma ativamente. Assim também, o BRASIL, não pode ficar nos meros 36 caças, pois sendo ele coprodutor tem que ser Ponta de lança para que o projeto seja um sucesso. Tem qualidade, estilo e beleza.

  24. Eu sei vai parecer uma tremenda bobagem o que eu vou dizer,talvez até um devaneio,particularmente não gosto dessa idéia,mas o que seria possível fazer com o casco do São Paulo?
    A Marinha quer tanto um Nae mas não tem dinheiro para ter um De Gaulle BR por exemplo,sei não mas se o problema da MB é manter a operação de aeronaves de asa fixa porque não mandar o São Paulo pra china ou França e recapacitar.Porque por mim nem Nae a gente teria mais não temos condição de ter um nosso país não planeja projetar poder,nosso país não tem projeto de estado de longo prazo,porque seria crivel termos um Nae sendo que não conseguimos fazer escoltas.Sei não acho que a MB deveria aposentar os Skyhawks e parar de devaneios,a Alemanha por exemplo não tem Nae e nem por isso está perdendo muita coisa,é bonito é,mas a gente não tem condição nem políticas de defesa de longo prazo para isso,sou bem cético quanto a Nae e aviação de caça naval.

  25. Bardini,
    Eu iria responder mais detalhadamente, mas o Galante já deixou um aviso, então fica para a próxima.
    Só para não fugir do tópico – já que escala de produção faz parte dele -, eu preferiria fazer uma missão ASuW num Gripen do que num P-3, principalmente se o inimigo contasse com aviões.
    Claro que um P-3 tem maior capacidade de encontrar alvos, mas o serviço de afundá-los caberia ao Gripen, ainda mais se houver aeronaves de caça inimigas.

  26. Espero pelo dia em que o Brasil seja não só um país de muitas “iniciativas” como também de muitas “finalizativas”. Esse projeto com a SAAB tem que gerar frutos, sementes e uma bela árvore.

  27. Desafiador! É isso mesmo,desafiador. Observando bem o video, o progeto GRIPEN, é a primicia de todo essa gama de conhecimento a ser desenvolvida,mas redundando em um leque fabuloso de possibilidades a serem conquistadas alem das mulitares e consecoentemente civil. Desafidor porque como vimos um pouco da recente história brasileira em não dar secoencia ou continuidades em projetos sensíveis por não possuir políticas de sustentabilidade de longo prazo.. Isto demostra a impatia da política brasileira e das administrações sucessivas ocorridas neste solo, faltando impeho, ambição,projeção interece nacional e na maioria das vezes consenso politico sem falar da posição geográfica e a vizinhança que nos agrega um desenvolvimento muito pífio. É uma nova oportunidade, tem que aver boa vontade para que este novo século não seja mais um como foram os outros. Boa sorte BRASIL, está na hora de acordar..

  28. Sobre este projeto “Gripe.n” reafirmo: mesmo com todo esse staff de autoridades, vai ser muito difícil trilhar este caminho, muitos que lerem o que escrevo, concordarão.
    O que este grupo planeja de fato e : a mais inviável ,difícil,irrealizavel ,tarefa para que possamos co-construir uma aeronave de guerra. Em nenhum momento da historia, foi feito tal coisa.
    Questões sobre a fabrica de São Bernardo do Campo,, transferência de Know-How,etc. são impossíveis de realizar, e se for concluído, nesta época, diferente dos elementos Italia-Brasil-AMX-época diferente-interesses,
    A estratégica aproximação da Boeing-Embraer neste momento não é suspeito para ninguém?
    Motor,avitronicos,e componentes de origem americanas = embargos.
    Alguém arrisca uma aposta ?

  29. Boa noite.
    .
    Bardini.
    Não faz sentido aqui no BR, mas a Argentina usou seus caças navais baseados em terra em 1982 com bons resultados. A Marinha alemã também não tem NAe e tem seus Tornados de ataque naval. E por não fazer sentido, 36 anos após o conflito pelas Malvinas até hoje não temos caças de interdição naval.
    .
    Fundação FHC é suspeita. FHC adorava privatizações e vendas, e odiava verbas militares.
    .
    A eterna discussão sobre para que serve a FAB : poder aéreo ou desenvolvimento. Na verdade o MD que deveria cuidar disso.

  30. Delfim, na verdade os Argentinos não colheram os resultados que poderiam justamente pelo pouco alcance das aeronaves. Voavam até as ilhas no limite do combustível com pouquíssimo tempo sobre o alvo, sem margem para erros, o que tornava tudo ainda mais arriscado. Tivessem aumentado em muito a pista e providenciado logística de abastecimento quando invadiram as Falklands, a coisa poderia ter tomado outro rumo.

    A Marinha Alemã pode se dar ao luxo de usar Tornados porque para eles basta interditar o trânsito marítimo no Báltico, que é um laguinho se comparado ao Oceano Atlântico. Lá eles tem alcance de sobra para cobrir uma vasta área, ainda mais apoiados por navios de patrulha marítima (ou ao contrário, claro).

    O governo FHC foi pautado pela austeridade fiscal, ou seja, vende-se o que se pode vender e aperte o cinto. Não foi popular, mas foi eficaz. O governo Lula pegou os cofres cheios quando assumiu o governo.

    Mas enfim, chega dessa discussão que o Gripen está aí, certo?

  31. É fora do assunto, mas a quantidade de atentados contra a língua portuguesa que se lê aqui é algo absurdo!

    – progeto
    – consecoentemente
    – inesplicavel
    – sussedem
    – chanse
    – praso

    Os olhos chegam a doer quando lemos essas pérolas! Ninguém é obrigado a ser um expert em gramática, mas tem coisas que são básicas. Mesmo não sabendo regras gramaticais, a simples leitura, desde que constante e diversificada, já ensina a escrever corretamente.

  32. Bem lembrando Delfim, era uma combinação de aviões de patrulha para procurar os alvos e caças para executar os ataques.

    Para ASuW os Gripens tem o RBS-15 e imagino que poderiam integrar o Exocet nele.

  33. Bom dia.
    .
    Desdobrando minha opinião anterior : O MD que deveria administrar esta parte de logística, aquisição e desenvolvimento, criando sinergia, uniformização e economia.
    As Forças deveriam focar em seu poder de combate e dissuasão.
    De fato continua-se culturalmente preso à época dos Ministérios militares, independentes e concorrentes.

  34. Gostei muito da fala e da postura do reapresentante da FAB.
    Demonstra conhecimento, inspira respeito.
    Bom saber que há pessoal capacitado e gabaritado nas forças armadas.

  35. Complementando o meu post anterior…

    Contudo, seria melhor que este papel exercido pelo representante da FAB (Brigadeiro) fosse feito por outra entidade/órgão. Por ex.: Ministério da Defesa, obviamente sem deixar a peteca cair.
    Concordo plenamente com o Brigadeiro quando ele diz que deve pensar na Força Aérea.

  36. Vicente Jr, o Crepaldi (servimos juntos na AFA) é o Chefe da Secretaria de Produtos de Defesa do MINISTÉRIO DA DEFESA! Não entendi o questionamento. Se não for ele quem será? Um civil que não sabe o que é asa e fuselagem? O Crepaldi foi o Presidente da COPAC. Depois dele veio o Chã (da minha turma), e agora o Bonotto (turma abaixo).
    Aliás, mais uma vez as FFAA gerenciando um Programa de Estado que, à reboque, trará muito conhecimento tecnológico para o País.

  37. Bonotto falou quase tudo sobre o projeto. Mas ainda vai ter comentarista fazendo pergunta idiota, ou perguntando por que não compramos o F-18.

  38. Caro Ronaldo Nery,

    O que eu entendi da fala do Bonotto (acho que foi ele que disse) é que ele estava realizando funções além das suas competências como por exemplo questões econômicas, políticas de desenvolvimento, etc.
    Realizou muito bem. Porém como ele mesmo disse o foco dele deveria ser na força aérea.
    Não conheço a estrutura do MinDef, mas pela fala do Brigadeiro me pareceu que faltava algo. Não vejo problema se fosse um civil, acho até que seria melhor para o país, desde que faça o trabalho no mesmo nível (ou melhor) que o nobre Brigadeiro.

  39. A política de desenvolvimento vem a reboque do off set. Deveria ser iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e do MCTI, mas a politicalha e o paisanal incompetente não conseguem fazer. Nem a academia “aparelhada” que se acha acima da média consegue. Daí, a FAB (que tem gente muito competente ) ocupa o espaço. Há décadas.
    Bonotto foi meu companheiro de grupo na ECEMAR.

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